'A Separação', filme iraniano indicado ao Oscar

Por Nilson

Olha que bela sugestão Nassif. E depois ficam criticando e a confundir as pessoas que no Irã não há liberdade de expressão. Liberdade de expressão de acordo como o que vive a realidade em um país com um sistema teocrático , mas nem porisso devemos ignorá-lo, o país do Aiatolá Kamenei e do presidente Marmud Ahmadinejah.

Da Folha de S. Paulo

Indicado ao Oscar, iraniano "A Separação" tem atuação marcante

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

FABIANA SERAGUSA

DE SÃO PAULO

Cena do filme iraniano "A Separação", que venceu o Globo de Ouro como melhor produção em língua estrangeira e já está em cartaz

Cena do filme iraniano "A Separação", que venceu o Globo de Ouro como melhor produção em língua estrangeira e já está em cartaz

Briga no casamento, doença na família, preconceito contra as mulheres, falta de dinheiro e o papel do filho na relação conturbada dos pais.

O filme iraniano "A Separação", considerado ótimo pelos críticos da Folha e vencedor do Globo do Ouro na categoria melhor produção em língua estrangeira, mostra esses e outros temas fortes a partir da atuação marcante do ator Peyman Moaadi.

Ele interpreta Nader, que, após ser abandonado pela esposa, é obrigado a contratar uma jovem para cuidar de seu pai --que sofre de Alzheimer.

VEJA TRAILER DE "A SEPARAÇÃO":

Mas um incidente com essa diarista, que trabalhava grávida e sem o consentimento do marido, cria uma situação delicada e tensa entre as duas famílias.

E é em meio a julgamentos de cunho moral e religioso que a história se desenrola, sempre deixando em evidência os problemas característicos de quem vive no Irã e tantos outros pelos quais qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo passa.

O filme também concorre a melhor filme estrangeiro no Oscar, marcado para 26 de fevereiro.

Informe-se sobre o filme

 Divulgação Ator Peyman Moaadi (foto) em cena de "A Separação", considerado ótimo pelos críticos; veja salas de exibiçãoAtor Peyman Moaadi (foto) em cena de "A Separação", considerado ótimo pelos críticos; veja salas de exibição

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27 comentários
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Cláudia Stefani

E falando em Irã... (negrito meu no texto)


Irã nega que porta-voz de Ahmadinejad tenha criticado governo Dilma
Chancelaria iraniana afirma que não há mudanças nas relações bilaterais

O porta-voz da Presidência do Irã, Ali Akbar Javankefr, negou ter criticado a presidente brasileira Dilma Rousseff em entrevista publicada na edição de segunda-feira (23/1) do jornal Folha de S.Paulo. Segundo o assessor iraniano, suas declarações, transcritas pelo jornal brasileiro na reportagem intitulada Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta, foram “distorcidas”.

A secretaria de redação da Folha de S.Paulo, por sua vez, afirmou à reportagem do Opera Mundi que "mantém as informações publicadas".

A negativa de que Javankefr  teria criticado o governo Dilma foi publicada por duas agências de notícias iranianas na quarta-feira (25/01) e está sendo divulgada no Brasil pelo diretor de Relações Públicas da Embaixada do Irã, Ali Mohaghegh.

Segundo a nota da agência Irna (Agência de Notícias da República Islâmica), Javankefr teria dito, na ocasião da entrevista ao repórter Sami Adghirni, que “a presidente Dilma precisava de tempo para consolidar as relações entre Teerã e Brasília”. Segundo a reportagem, Javanfekr disse na entrevista ao jornal que o ex-presidente "Lula está fazendo muita falta". "A presidente brasileira golpeou tudo o que Lula havia feito. Ela destruiu anos de bom relacionamento", teria afirmado o porta-voz.

Ainda segundo a Irna, “Javanfekr afirmou ainda que havia  elogiado o governo do Brasil e o seu povo pelo seu apoio à República Islâmica do Irã”. “Brasília insistiu no passado em manter um diálogo diplomático com Teerã sobre o programa nuclear da República Islâmica, uma política que havia começado com o antigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que  rejeitava  qualquer uso da força fora do âmbito das Nações Unidas”, completou a agência.

A irritação do governo, segundo o jornal, viria desde março do ano passado. Enquanto membro provisório do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o país votou a favor de uma investigação sobre a violação dos direitos humanos no país. Os iranianos também teriam se ressentido, segundo o jornal, de um suposto desinteresse do Brasil em desenvolver relações bilaterais, já que a recente viagem de Mahmoud Ahmadinejad pela América Latina não incluiu Brasília no itinerário.

Relações bilaterais

A segunda notícia que nega a fala de Javanfekr foi dada pela Isna (Agência de Notícias dos Estudantes do Irã) e republicada pelo site da embaixada iraniana no Brasil. 

Nela, o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, afirma que “o Irã dispensa uma importância específica para suas relações com o Brasil, como o maior país da América Latina e uma das potências emergentes do mundo. Nesse sentido, sempre existiu um diálogo fluente e normal e não tem havido nenhuma mudança na visão de Teerã relativa ao Brasil”.

Mehmanparast disse ainda à Isna que “as relações entre os dois paises são históricas e de mais de 110 anos e, durante o longo dos anos, têm mantido sempre uma característica positiva. Esta relação, nos últimos anos e, em seguida às visitas presidenciais, tem crescido consideravelmente em todas as dimensões”.

Em seguida, o diplomata afirma que, “aparentemente, alguns meios de comunicação e de países terceiros”, que estariam “insatisfeitos e infelizes” com a relação existente entre os dois países, “voltaram-se para uma campanha midiática com o objetivo de minar esta relação”.

Javankefr também negou na matéria da Irna a notícia de que o Irã esteja começando a impôr restrições a produtos brasileiros. “As exportações do Brasil para o Irã aumentaram durante os meses seguintes” (à posse de Dilma), afirmou. “E o Irã superou  a Rússia em 2011 como o maior mercado de exportação de carne brasileira”.

Na segunda-feira, o Itamaraty afirmou ao Opera Mundi que não se manifestaria sobre as supostas críticas do Irã ao governo Dilma e que as relações entre os dois países continuavam “corretas”.


http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19436/ira+nega+que+porta-voz+de+ahmadinejad+tenha+criticado+governo+dilma.shtml

 
 
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Giovani Avila

Esse é um caminho/antídoto contra a guerra que os falcões não conseguiram barrar.


Como bombardear um país que o americano comum se assistir o filme percebe que há pessoas e sentimentos dentro.


Parabéns  a academia por aceitar a indicação.


 

 
 
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Marco St.

Esse filme é um dos melhores que assisti nos últimos anos. Absolutamente brilhante com um roteiro surpreendente. É melhor do que todos os outros concorrentes do Oscar juntos. Ganharia fácil, mas em se tratando de premiação do Oscar, isso é pouco provável. Já não é de agora que o cinema iraniano não para de produzir ótimos filmes. Vale a pena assistir.

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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Vânia

IRÁN PUEDE DEJAR A EUROPA SIN PETRÓLEO DESDE LA PRÓXIMA SEMANA 






E falando em Irã... (2)


Publicado: 27 ene 2012 | 13:35 MSK
Última actualización: 27 ene 2012 | 15:23 MSK

Irán puede suspender el suministro de petróleo a la Unión Europea desde la semana próxima, según informó un legislador iraní.

“Este  domingo el Parlamento debe aprobar una ley importante sobre la suspensión de exportaciones de petróleo iraní a Europa desde la próxima semana”, dijo Hossein Ibrahimi, presidente adjunto del Comité Parlamentario para la Seguridad Nacional y Política Exterior.

La medida es una aparente respuesta de la República Islámica a lasnuevas sanciones impuestas por la UE a Teherán este lunes.

El presidente de Irán, Mahmoud Ahmadineyad,subrayó este jueves que las sanciones no perjudicarán a su país.

"En una época, el 90% de nuestro comercio se hacía con Europa, pero ahora es sólo el 10%", proclamó. "Hace 30 años que Estados Unidos no compra petróleo a Irán y no tiene relaciones con nuestro Banco Central", agregó Ahmadineyad.

La UE compra actualmente cerca del 20% de las exportaciones de crudo iraní. Grecia e Italia son los países más dependientes de ese suministro.

Debido a la creciente demanda en los mercados asiáticos, las sanciones de la UE y el cese de las ventas de crudo a Europa apenas tendrán un efecto negativo en los ingresos del país islámico. Los Gobiernos de la India, China y Sudáfrica ya le solicitaron a Irán  mayores volúmenes de petróleo para sus respectivos países.

Irán mira a China

China es el mayor cliente de petróleo de Irán, con alrededor de 500.000 barriles diarios.

En general, el comercio entre Irán y China se disparó en un 55% interanual hasta superar los 45.000 millones de dólares en 2011.

China es el principal socio comercial de Irán, con vínculos económicos en expansión en los últimos años en parte gracias a la retirada de empresas occidentales en línea con las sanciones contra la república islámica por su polémico programa nuclear.

El gigante económico asiático también ha fortalecido significativamente su presencia en el sector petrolero y del gas de Irán mediante la firma de una serie de contratos en los últimos años, sustituyendo así a empresas occidentales.

El embargo disparará los precios de petróleo

Mientras tanto el Fondo Monetario Internacional (FMI) ha advertido sobre el crecimiento de los precios mundiales del crudo en un 20-30% en caso de embargo sobre la exportación de petróleo iraní.

De acuerdo con los expertos del FMI, la crisis del mercado provocada por la medida contra Irán será tan desastrosa y destructiva como la revolución en Libia. Si Teherán decide llevar a cabo la amenaza de bloquear la entrada del golfo Pérsico, las consecuencias serán mucho más drásticas.

http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_35392.html

 
 
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Lenilson

Que  sigam o exemplo dos EUA, que dará o prêmio máximo do cinema ao "inimigo" Iran. Ja ganharam o 2º mais importante, que foi o Globo de Ouro. Não se iludam ao ver esse filme e concluir que exixte liberdade de expressão no Iran. Os filmes precisam ser aprovados pela censura. Muitos cineastas são presos e torturados ou saem do país para continuarem a realizar seus trablhos.

 
 
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Nilson

Se a sua conclusão é esta. Digo a você que no Brasil os filmes são classificados por faixa etária, que é uma forma de regulação.

No Brasil temos a auto-censura. Por exemplo: o livro do Amaury Jr foi amplamente divulgado nas redes sociais sobre s as maracutaias do José Serra expostas no livro, mas a grande imprensa censurou. 

No Pinheirinho a Globo(JN) auto censurou o espancamento de um cidadão desarmado, ou seja, o que for bom para o governo de São Paulo a gente divulga, o que for ruim a gente esconde.

Seja mais eclético e se informe em todos os canais de comunicação existentes no Brasil, se não meu filho, vai ficar tapado.

 

Nilson Fernandes

 
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West

Vai dizer isso para o Jafar Panahi que ele é tapado...

 
 
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Nilson

Não, ele não é tapado. Simplesmente ele violou a constituição do país Islâmico. As atrocidades que os soldados americanos fizeram em Abu Graibe e Guantânamo só ficamos sabendo porque foi vazado. Ou você acha que o Bush não censurava o que fazia  mal para o seu país. Me poupe.

 

Nilson Fernandes

 
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West

Como gente como você filtra o processo cognitivo por ideologia (limitando-o), vou diminuir meu ritmo e utilizar seu método. Acho que você entende. Vamos lá: os EUA são uma sociedade aberta com 2 governantes cretinos nos últimos 12 anos que fizeram um monte de palhaçada no mundo. O Irã é uma sociedade complexa que adoraria ser aberta, mas é fechada por conta de leis de um regime teológico liderado há 33 anos por mentecaptos que intepretam o Alcorão primitivamente, permitindo o apedrejamento de mulheres e outras barbaridades como aprisionar cineastas que querem fazer os próprios filmes. Dito isso, me estranha que A Separação seja premiado nos EUA e, sei lá, A Árvore da Vida não possa nem estar nos cinemas iranianos. Como sociedade erudita que sempre foi, deve doer nos persas. Acho que eu preferiria a América, onde dá para ver os dois filmes.

 
 
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Lenilson

Nilson, obrigado pela dica, mas tenha certeza, considerando o que você me respondeu, serve muito mais pra você.  Falta-lhe informação. Não compare o incoparável.

 
 
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Adma Andrade Viegas

Regulação por faixa etária é bem diferente de censura. Nesta, todos são proibidos de ver o filme.

 

Assinante do blog Luis Nassif

 
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Rodrigo Pereira

Há tanta liberdade de expressão no Irã que Jafar Panahi, um "mero" cineasta, foi condenado a 6 anos de prisão por ser "conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica". Além da prisão domiciliar, ele está proibido de dirigir filmes e escrever roteiros por 20 anos. Daí, ele não-roteirizou e não-dirigiu "Isto não é um filme", que começa a sua carreira aqui no Brasil.

Fonte: Imovision (http://imovision.blogspot.com/2011/09/isso-nao-e-um-filme-de-jafar-panahi.html)

"Isto Não é Um Filme" de Jafar Panahi está trilhando seu caminho para os Estados Unidos e Reino Unido, apesar do fato de que o (não) filme nunca deveria ter existido, muito menos deixado o Irã.

 









Toda a polêmica em relação ao filme-não-filme de Jafar Panahi começou quando em dezembro de 2010 o diretor iraniano foi sentenciado a seis anos de prisão pelo governo que alegou que Panahi estava "conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica". Resumindo, Panahi apoiou a oposição do atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad nas últimas eleições em 2009.


Além dos 6 anos de prisão (até agora domiciliar) o diretor está proibído de dirigir filmes e escrever roteiros por 20 anos e seus direitos de falar com a midia e viajar para o exterior também foram revogados. 

"Isso Não é Um Filme" é uma tentativa de Panahi contornar uma dessas leis que o impedem de realizar seus filmes. O documentário além de ter sido enviado ao Festival de Cannes (dentro de um bolo) desse ano, foi exibido no Festival de Toronto e teve os direitos comprados pela distribuidora Palisades Tartan para a exibição do (não) filme nos Estados Unidos e Reino Unido. 

"Esse filme é de inegável importância hoje, especialmente em relação a atual instabilidade do Oriente Médio" disse o presidente CEO da Palisades Tartan.

O trabalho de Panahi é ovacionado particularmente na Europa, e já ganhou prêmios notáveis como o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2000 pelo filme "O Círculo". 

Juliette Binoche se emocionou ao falar sobre a situação de Panahi na cerimônia de entrega de prêmios no Festival de Cannes de 2011

Além disso Panahi é uma figura bastante importante no circuito cinematográfico, e tem apoio de muitos cineastas consagrados que assinaram uma petição para sua libertação. Nomes como Francis Ford CoppolaSteven Spielberg, Ang Lee, os irmãos Cohen, Scorsese, Sean Penn, entre outros estão lutando à favor dos direitos diretor iraniano, não apenas por ele, mas por essa causa que é universal.


Juliette Binoche, que protagonizou Cópia Fiel, do também iraniano Abbas Kiarostami falou sobre esse assunto com lágrimas nos olhos ao receber o prêmio de melhor atriz em Cannes desse ano.

A Imovision também é à favor da liberdade de expressão dos cineastas iranianos, porém infelizmente sabemos o quanto é improvável palávras e lágrimas influenciarem as decisões da República Islâmica .


 
 
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Nilson

"conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica".

Se eu fosse diretor de cinema e fizesse um filme pregando a dissolução da República federativa do Brasil, tenho certeza que seria também censurado, pois estaria violando a constituição.

 

Nilson Fernandes

 
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West

Ainda bem que temos a Dilma e não você na presidência. Gente como você é meio assustadora.

 
 
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Adma

Se vivêssemos em uma ditadura, como o Iran, com certeza você seria censurado e preso por dizer o que pensa.  Mas não é o caso.


Quando a gente diz que o Iran iy outro país islâmico é antidemocrático e desrespeita os direitos da mulher sempre aparece alguém para defender o indefensável dizendo, "mas nos EUA é igual, porque blablabla". É irritante isso.

 
 
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Adma Andrade Viegas

Se vivêssemos em uma ditadura, como o Irã, com certeza você seria censurado e preso por dizer o que pensa. Mas não é o caso.
Quando a gente diz que o Irã ou outro país islâmico é antidemocrático e desrespeita os direitos humanos, direitos da mulher sempre aparece alguém para defender o indefensável dizendo, "mas nos EUA é igual, porque blablabla". É irritante isso.

 

Assinante do blog Luis Nassif

 
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Nilson

Todas as constituições de qualquer país impõe limites que não podem de forma alguma serem violados !

 

Nilson Fernandes

 
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alfie

Mas aqui no Brasil ninguém está sujeito a morrer por apedrejamento. Lá, isso ainda é possível desde que a mulher seja adúltera ou um homem preso por homossexualidade comprovada. Não sou eu quem diz isso, mas a imprensa e a Anistia Internacional. Há dois anos, vi um vídeo  na Intenert mostrando o enforcamento de um rapaz de 16 anos e de seu namorado. Isso é direitos humanos, liberdade de expressão?  Não vi "A Separação", mas não confudam alhos e bugalhos. Cuba e Irã deixam muito a desejar em matéria de liberdade de expressão e direitos humanos. Nem durante a ditadura militar, quando muitos filmes foram proibidos ou mutilados, os cineastas foram condenados a não exercer a profissão.

 
 
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Nilson

Aqui não se morre por apedrejamento, certo. Aqui simplesmente se morre por ser estuprador já condenado e cumprindo pena.

Já relatei este fato: No ano passado três estupradores foram assassinados a estiletadas e tiveram sua cabeças decepadas em uma penitenciária do Interior de São paulo que toda imprensa escondeu por ser o Estado governado pelo Tucano Alckmin. No fim do ano passado um detendo de uma penitennciária de Pernanbuco teve a cabeça decepada e jugada para fora do presídio nos pés dos PMs daquele estado que é Governado pelo Eduardo Campos do PSB que é aliado do PT no governo federal e a Rádio CBN(Globo) por não ser tucano.

No Irã não tem Rede Globo para manipular os Iranianos. Você gosta de ser manipulado !

Obs. Você esqueceu de citar a Venezuela. Normalmente a direita cita Cuba, Irã e Venezuela !

No Vietnã os Americanos matavam por ideologia.

 

Nilson Fernandes

 
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Nilson

Alfie, se você fosse condenado a morte de que forma você preferia morrer ?

Com uma injeção letal de veneno que aplicado no Estado do Texas ou apedrejado no Irã.

 

Nilson Fernandes

 
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Adma Andrade Viegas

Então tá. O Irã é um paraíso de direitos humanos, mulheres não são mortas por apedrejamento, homosseuxiais não são mortos, não existe censura, intelectuais não são presos. Tudo isso é invenção da mídia ocidental. Os países dos quais os EUA são inimigos são PERFEITOS e não podem ser criticados. Quem o faz é por ser manipulado. Vou me mudar para o Irã. Lá é o paraíso.

 

Assinante do blog Luis Nassif

 
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Adma Andrade Viegas

Errata: Homossexuais.

 

Assinante do blog Luis Nassif

 
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West

Adma, espero que você não seja adúltera ou lésbica. Se for, não mude. Se tentar a carreira política e quer ser presidenta, também não dá. Fica por aqui...

 
 
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Ivan P

Pra lá de Teerã

Com "A Separação", diretor conquista crítica e Globo de Ouro e diz que nunca sabe o que o governo iraniano considera delito

 

 

ANA PAULA SOUSA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Asghar Farhadi mede pouco mais 1,60 m, é magrinho, fala baixo e, como tem dificuldades para se comunicar em inglês, prefere ter um tradutor a seu lado quando dá entrevistas.

"Só me sinto seguro para dar entrevistas em farsi", disse à Folha em suas últimas horas de relativo anonimato, durante o Festival de Berlim, em fevereiro de 2010.

Daquele momento até aqui, Farhadi ganhou o Urso de Ouro em Berlim, levou mais de 3 milhões de iranianos aos cinemas com "A Separação"-os filmes de seus colegas mais famosos, como Abbas Kiarostami e Jafar Panahi, raramente ultrapassam os 150 mil espectadores no país-, e vendeu quase 1 milhão de ingressos na França.

Para completar, no último domingo, venceu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Agora, é forte candidato ao Oscar da categoria.

Ou seja: o cinema iraniano, aquele mesmo que era tido como "cabeça" e "lento" e que é perseguido pelo governo local, tomou de assalto os tapetes vermelhos do cinema norte-americano.

"Espero que esse prêmio possa, ao menos parcialmente, ajudar a amenizar a frustração de toda a comunidade cinematográfica iraniana", declarou, à Associated Press, Kiarostami, ilustre internacionalmente, mas com uma relação conturbada com o regime em casa.

No discurso do Globo de Ouro, Farhadi, que atravessou o último ano a medir as palavras em público, disse apenas: "Meu povo é um povo que ama a paz".

Ele sabe melhor que ninguém que cada uma de suas manifestações é monitorada pelo governo. As filmagens de "A Separação", em 2010, chegaram a ser interrompidas por conta de seu posicionamento político. A certa altura, o cineasta se manifestara contra a prisão de Panahi, condenado por fazer "propaganda contra o regime".

"Procuro dizer o que penso", afirmou na entrevista. "Antes de vir para cá [Berlim], telefonei para Panahi. Somos amigos... Na verdade, nunca sabemos muito bem o que é visto como delito pelo governo", admitiu, em sua fala discreta. "Quando submete um roteiro ao Ministério da Cultura, você não tem a menor ideia do que esperar. Meu filme não é um manifesto político, mas reflete uma realidade iraniana. Não sabia se seria autorizado a fazê-lo."

"A Separação", de fato, é tudo, menos condescendente com o regime. Ainda assim, conseguiu, com seu roteiro astuto e cheio de camadas de interpretação, agradar a censores, crítica e público.

"Eu gosto de esculpir as histórias. Não parto de um tema para criar o roteiro. Em cada pequena história de vida, há incontáveis temas", diz. "Só acho um equívoco dizerem que a censura aumenta a criatividade. Não foi o medo de ser censurado que me fez escolher esse estilo."

CAMINHO

Farhadi, 39, se formou em artes dramáticas na Universidade de Teerã, em 1998, e deu os primeiros passos profissionais na TV estatal, escrevendo seriados. A estreia na direção de um longa-metragem aconteceria em 2003, com "Dancing in the Dust" [dançando na poeira], que já colocava, na tela, o divórcio, tema de "A Separação".

Ele voltaria a imprimir um olhar agudo sobre a sociedade iraniana em "Beautiful City" [bela cidade]. Mas foi só em 2006, com "Procurando Elly", que Farhadi cruzou a fronteira dos véus e passou a integrar o circuito internacional de cinema.

Também nesse filme o divórcio alinhavava a trama. "As ideias, de algum jeito, se repetem. Mas acho que foram se sofisticando", define.

E por que a obsessão com o divórcio?

"Porque o número de divórcios só cresce no Irã e, ao tratar disso, consigo falar de sentimentos, mas também mostrar o sistema judiciário, os problemas sociais, a diferença entre homens e mulheres... Tanta coisa."

Assim, Farhadi trata do que diz respeito a todos nós e, ao mesmo tempo, faz um retrato preciso de seu país.

 

 

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1035600-diretor-de-a-separacao-su...

 
 
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Nilson

Vejam este vídeo o que é censura da mídIa Brasileira. E como o povo é manipulado através da mídia. Aqui é apenas sobre Aécio Neves. Globo manipula para encher a bola do Aécio, isto é uma forma de censura.

Quem fala da censura Iraniana é porque não conhece censura no Brasil !

 

 

Nilson Fernandes

 
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haroldo_silva_filho

Deixando as discussões políticas de lado e me atendo ao filme - que é o objeto deste tópico -, confesso que me surpreendi positivamente com a sensibilidade com que foi tratada a separação do casal de protagonistas.

Nenhum dos dois tinha algum relacionamento paralelo e nem qualquer interesse em outra pessoa. Eles também não brigavam por motivos financeiro. No filme, o motivo que leva Simin (a esposa) a pedir o divórcio seria o fato de Nader (seu marido) ter desistido de irem para o exterior após todo o trabalho que tiveram para conseguir os vistos. A partir daí, desecadeia-se uma série de acontecimentos em que orgulho e ressentimento de ambos os lados vão consolidando o afastamento entre eles. De repente (?), um casamento de catorze anos começa desmoronar, para desespero de Termeh (a filha adolescente), que vê a possibilidade de seus pais se reconciliarem se tornar cada vez mais difícil.

E é a filha que sofre duas decepções quase que simultâneas, uma com a mãe e outra com o pai, justammente aqueles que declaram ser ela, Termeh, a pessoa que mais importa para cada um deles. Isso, no entanto, não é suficiente para que consigam realizar o maior desejo da filha, que seria vê-los juntos novamente. Pelos seus gestos contidos, percebe-se o quanto ela se sente impotente diante de tamanha tarefa.

O diretor Asghar Farhadi conduziu o tema com a precisão, deixando sempre em aberto o que estaria provocando a separação do casal. O que teria se quebrado entre eles? O que deixou de existir?

Simplesmente brilhante. 

 
 
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Wanderley Oliveira Andrade

Achei o Filme sensacional. Muito poético e instrutivo.


Muito diferente de tudo que já assisti no Cinema.


Ajuda a gente a avaliar nossos conceitos.


O final do filme faz o público pensar e criar uma resposta.


Perfeito!


Valeu muito a pena.

 
 

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