A resposta de Dilma sobre o Irã

Por sergiolmrivero

A tradução da entrevista da Presidente Eleita está no Blog do Idelber Avelar...vejam por vocês mesmos a resposta completa de Dilma à pergunta sobre o Irã..(e outras) - Marquei parte da resposta para destacar a clareza com que ela defende a política do governo Lula para o Oriente Médio.

http://www.idelberavelar.com/

Então, isso afetará sua política em relação ao Irã, por exemplo? Por que o Brasil apóia um país que permite o apedrejamento de pessoas, que prende jornalistas?
Acredito que é necessário fazermos uma diferenciação no [que queremos dizer quando nos referimos ao Irã]. Eu considero [importante] a estratégia de construir a paz no Oriente Médio. O que vemos no Oriente Médio é a falência de uma política – de uma política de guerra. Estamos falando do Afeganistão e do desastre que foi a invasão ao Iraque. Não conseguimos construir a paz, nem resolver os problemas do Iraque. Hoje, o Iraque está em guerra civil. Todos os dias, morrem soldados dos dois lados. Tentar trazer a paz e não entrar em guerra é o melhor caminho.

[Mas] eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com práticas que possuem características medievais [quando se trata de] mulheres. Não há nuances; não faço concessões nesse assunto.

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24 comentários
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Ivan Moraes

Ainda bem que eu nao comentei esse assunto ainda.  O que foi publicado nos jornais eh estranhissimo alem da conta e nao ia sair coisa boa.  Eu so pensei "bom, com presidente nova a gente ainda nao conhece".

Sabiamos sim.  Desde o comeco.

E a media brasileira continua mentindo pros brasileiros.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Roberto Andrade

Ivan, veja a continuação da entrevista:

 

[Mas] eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com práticas que possuem características medievais [quando se trata de] mulheres. Não há nuances; não faço concessões nesse assunto.

O Brasil se absteve em votar na recente resolução sobre os direitos humanos na ONU .
Eu não sou Presidente do Brasil [hoje], mas eu me sentiria desconfortável, como mulher eleita Presidente, não dizendo nada contra o apedrejamento. Minha posição não vai mudar quando eu assumir o cargo. Eu não concordo com a forma em que o Brasil votou. Não é minha posição.

 
 
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André

Bom, imagino eu que o Washington Post tenha sido fiel ao áudio da gravação e, claro, temos de dar um desconto pensando no contexto do calor da entrevista, mas seria interessante que Dilma endossasse também que não concorda com práticas que possuem características medievais quando se trata também de homens, senão vai haver gente jogando em cima dessa história toda e a acusando de feminazi, o que não é o caso por aquilo que conhecemos dela.

 

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baarbaaraa

“Feminazi”, André, é o tipo de termo que automaticamente desqualifica o acusador. Somente pessoas com um ranço machista avançado – e profundo desconhecimento das relações de gênero- são capazes de pôr este tipo de termo da boca. Então, eu ficaria tranquila, pois certamente haverá quem acuse Dilma de feminazi, agora e em outras ocasiões. Em nenhum momento serão grupos ou pessoas para serem levadas a sério. 


 
 
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André

Não obrigatoriamente desqualifica, baarbaaraa. Com certeza nenhuma sra. ou srta. com um mínimo de bom senso, aqui te incluindo pois até agora me pareceu ter bom senso, se identifica com malucas misândricas que dizem representar as mulheres e que:

1) Ficam com aquela cabecinha de que toda relação sexual entre um homem e uma mulher é um estupro;

2) Acham que homem é inimigo pelo simples fato de ser homem;

3) Pregam a destruição do gênero masculino;

4) Quando falam inglês, querem que se passe a usar o termo "womyn" em vez de "woman";

5) Dizem que o cromossomo Y é incompleto pelo simples fato de ser mais curto, quando na realidade é cromossomo especializado; e

6) Altre chicchiere conosciute que na prática só queimam o filme da luta das mulheres (e mais especificamente as de bom senso, que com certeza não querem ser igualadas às de miolo mole).

A tal postura citada que é o tal ser feminazi. Não é um termo que obrigatoriamente desqualifique o acusador, pois vemos sim tais mostras de doideira por aí. E andei lendo notícias sobre outros países que vêm de alguma forma sofrendo com ações tresloucadas das tais radicais. Em que contribui com a luta feminina ameaçar a realização de concursos de beleza? Só mesmo para qualquer pessoa de bom senso, independente de sexo e sexualidade, dizer "que bando de loucas" (e, graças a Deus, não por ti, Corinthians) e perguntar se, já que elas tanto pregam que a mulher pode fazer o que quiser com o corpo, não estariam sendo contraditórias ao impedir que outras mulheres usem seus corpos da maneira que lhes convier, mesmo que de maneira que as doidas soltem aquele discursinho decorado de "patriarcalismo" e outros CTRL+C, CTRL+V.

Se os que acusarem Dilma de "feminazi" automaticamente estão desqualificados pelo simples fato de usar o termo, convenhamos que as posturas tresloucadas das tais feminazis desqualificam as mesmas de cara. E, da mesma maneira que os tais acusadores não merecem ser levados a sério, não merecem ser levadas a sério as tais que citei neste comentário, não acha? Convenhamos que se as levarmos a sério, seria meio que na base do "quem é louco(a) não são elas, mas quem dá crédito a elas".

Como dito antes, apenas achei que a maneira como ficou a declaração pode dar margem a interpretação equivocada (ou mesmo intencionalmente equivocada) e que não condiz com uma Dilma que tão carinhosa parece ser com o pequeno Gabriel e que, pelo que dela conheço, nada tem de feminazi.

 

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Marco Santo

Olá André, gostei do seu auto esclarecimento. Creio que a Baarbaraaa irá entende-lo perfeitamente. Viva o Ser Humano.

 
 
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Dener Azevedo

Na tradução translator winkpédiana da qual faço uso por tentar entender, Feminazi é "Feminazista é um termo popularizado por rádio -talk show host Rush Limbaugh . [1] [2] [3] feminazista é um portmanteau dos substantivosfeminista e nazista . O termo é usado pejorativamente [4] [5] [6] na América do Norte por alguns conservadores dos EUA e críticos referentes às feministas extremistas. [3]"

Só as palavras "americano" e "conservador" já me remete a lembrança de que daí não sai coisa boa.

 
 
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André

Primeiro, facilitemos a vida do pessoal deixando o link. Bom, temos de lembrar que não é o fato de algo ser adotado por alguém ou determinado grupo que torna essa coisa ruim. Fosse assim, teríamos de odiar o rap pelo fato de ser ritmo popular entre a bandidagem, só para ficarmos em um exemplo simples.

E, claro, também não vamos esquecer que, não fosse uma invenção dos americanos, não estaríamos no presente momento conversando pela internet, visto que a mesma é criação americana e seu princípio de funcionamento espelha-se no do sistema rodoviário americano. Portanto, ser ou não americano não é obrigatoriamente bom ou ruim e é injusto culpar os americanos de bem por aquilo que maus americanos.

Sobre conservadorismo, também temos de expandir o uso, até para evitar ficar naquela base de apoiar flagelos da humanidade pelo fato de eles terem um certo espectro político que em alguns pontos assemelha-se ao seu. Sugiro a todos que façam o teste da bússola política. E, claro, ver se, por exemplo, quem age como se o Muro de Berlim não tivesse caído, independente aqui de ser de esquerda ou de direita (se ficarmos apenas no espectro bidirecional), não é conservador. Inclusive já há o termo "reacionário de esquerda", justamente para definir um conceito que carecia de definição adequada.

Portanto, o uso de um termo e seu arraigamento depende da eficiência dos mesmos em definir algo. Se "feminazi" ganhou força por sintetizar em oito letras e uma palavra o que "feministas extremistas" faz com 22 caracteres (incluindo o espaço) e duas palavras, é apenas e tão somente por conta daquilo que conseguiu guardar em si: conseguir ser tão odioso quanto o nazismo pelo fato de querer eliminar toda uma categoria de pessoas (leia-se aí homens). E, claro, se as feminazis conseguissem eliminar todos os homens do mundo, qualquer um sabe que a espécie a que pertencemos estaria obviamente extinta em uns 100 anos após a morte do último homem. Só isso já permite ver o quão burro é esse extremismo.

 

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Samuel Maice

Mesmo tendo o Feminismo moderno nascido nos USA, rapaz? Que paradoxo!

 
 
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Aldo Cardoso

 

André,

Eu vi a referência a mulheres alí como simples reafirmação de sua condenação explícita aos  históricos apedrejamentos de que elas, e somente elas, têm sido vítimas no Irã e adjacências.

 
 
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André

Não, meu caro. O Irã também apedreja homens.

 

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baarbaaraa

André, 

a informação de homens apedrejados no Irã é importante e relevante e eu, feminista convicta, me interessei por ela. A minha sugestão é que você leve esta merecida questão adiante mas reveja esta ideia de 'feminazis' que está claramente baseada em informações distorcidas a respeito de grupos feministas. Mesmo feministas que tem posições extremadas não são responsáveis nem por

0, 0000000000000000001% da violência gerada pelo machismo endêmico. Há muitos homens que conseguem entender a perspectiva mesmo das feministas radicais. Mas para isto eles tem que estar abertos e partir do pressuposto de que a desigualdade brutal deste mundo recai sobre as costas das mulheres. Todos os índices sócio-econômicos te apontarão isto. E são homens muito amargurados, geralmente por questões pessoais, se se fixam nesta ideia da feminazi. É bom ser ler o contexto antes de ler o texto. 

 

Abraço, Barbara

 
 
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André

Minha cara, meu medo em relação às feminazis (sempre lembrando que este é apenas e tão somente um termo que ganhou popularidade por sua eficiência em resumir feministas radicais) é justamente pelo fato de elas me verem como um inimigo a ser exterminado, sendo que nada fiz a elas para merecer isso (ainda que elas me achem um estuprador e todo aquele blablablá que conhecemos). Não somente eu, mas qualquer homem é visto por elas como algo a ser exterminado e que só não o fazem porque não lhes foi dado poder substancial para irem adiante em seus propósitos. Talvez me diga que não vivemos um ambiente feminazi, mas nossa capacidade de raciocínio permite projetar o destino que movimentos radicais tomam se lhes for dado espaço, destino esse que acaba apresentando certas invariabilidades em seu fim, por mais diferentes que sejam os extremismos naquilo que defendem. Portanto, se as feminazis são minoria das minorias (em que pese terem atos tresloucados que prejudicam a grupos maiores do que elas), é porque as pessoas são suficientemente safas para saber aonde isso pode chegar sem que precise chegar a tal

Sobre violência, devemos pôr na conta da história também aquela perpetrada pelos governos de gente como Hatshepsut (a Rainha Faraó), a rainha Vitória e outras que, no poder, mostraram não haver diferença substancial entre uma mulher e um homem no poder, seja para o bem ou para o mal. Portanto, é o velho lance de bons governantes serem justos, independente do sexo que tenham. Vide aí o exemplo de Oscar Arias ser sucedido por Laura Chinchilla. Laura já disse claramente que seu plano é de a Costa Rica ser o primeiro país latino-americano de Primeiro Mundo, algo perfeitamente exequível se pensarmos no que é aquele país, sua história e a forma como a coisa pública é lá conduzida. Espero eu que Dilma siga o mesmo caminho, em que pese a primeiro-mundialização do Brasil ser mais difícil que a costa-riquenha (e aqui por coisas que fogem ao controle, como o tal lance de um amplíssimo aparato antiprimeiro-mundializante aqui instalado e que sempre entra em funcionamento quando se tenta fazer daqui algo tão bom quanto lá fora).

Também não me culpe por não achar que toda pancada do mundo vai na lomba das mulheres. Considero essa compartimentação e isolamento de causa impróprio. Nunca esqueçamos que a maioria absoluta da força de trabalho nas profissões mais sujas, mal pagas e perigosas é de homens, homens esses que não vêm tendo a visibilidade merecida para seus dramas. Também não esqueçamos do problema que é a violência sexual que homens sofrem em cadeias, algo tão grande numericamente quanto a violência sexual sofrida pelas mulheres, mas que também não tem a visibilidade que estupros de mulheres ganham. Também lembremos que câncer de próstata mata tanto quanto o de mama, mas recebe menos verbas de pesquisa, por exemplo. Isso pra não falar das mortes em guerras, que majoritariamente são de homens jovens. Portanto, é preciso pensar mais amplo do que segmentar as coisas, em que pese segmentos terem certas especificidades, até por todos estarem em um mesmo barco chamado Terra e fazerem parte de uma mesma espécie. Cheguei inclusive a notar que substancial número de pessoas olha para as questões dos homens, quando estas são expressas abertamente, como se quem dissesse isso tivesse jogado pedra na cruz e pego jacaré com as tábuas dos Dez Mandamentos, como pude notar ao lembrar do Dia do Homem.

Sobre contexto e texto, novamente lembro que entendi perfeitamente o contexto que Dilma usou sobre o apedrejamento, mas não posso deixar de reconhecer que o que ela disse pode dar margem a mal-entendidos ou distorções intencionais. A sugestão é a de que ela também reconheça que os homens são tão vítimas de apedrejamentos no Irã quanto as mulheres, justamente para que se reconheça o todo de uma coisa e evite que alguém diga que ela é algo que não é e nunca foi. Aqui, apenas antevi o que certas pessoas podem fazer com a declaração dela, assim como fizeram muita coisa com declarações de Lula, por exemplo. E, claro, repito: até agora e pelo que vi, nada há em Dilma que possa caracterizá-la como feminazi. Apenas o que notei é que a declaração dela deu margem a que alguns a teçam como tal, sem que haja qualquer coisa que diga isso.

 

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Lucia

Apedreja homens??? em quais circunstâncias?

 
 
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Roberto Veiga

O que é isso entre []s? Coisas que ela disse ou que foram inseridas por terceiros para dar sentido ao que ela disse?

 
 
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Ivan Moraes

"ela disse ou que foram inseridas por terceiros para dar sentido ao que ela disse?":

Cricritica nao funciona no blog.

 

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Luiz Eduardo Brandão

Calma, Ivan. A pergunta tem sentido, e a resposta, se a fonte for correta, é a opção 2: para dar sentido. Os colchetes repetem o que ela, Dilma, tinha dito antes, em sua resposta. Sem ele o início da citação ficaria sem sentido ou com sentido duvidoso: "Acredito que é necessário fazermos uma diferenciação no ...". É de uso consagrado esse recurso.

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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Edmar Cabral

É preciso não concordar também com "assassinatos oficiais" quando nos Estados Unidos da América do Norte. Outro dia "asassinaram" uma mulher acusada de envolvimento na morte do marido, igual as iranianas (a já morta e a por ser morta). Ambas as sentenças são "bárbaras", no sentido de selvagens, primitivas, olho por olho. A forma de "assassinato" é irrelevante. Tanto apedrejamento, ou forca no Irã quanto "injeções letais", no caso da gringa, ou forca, como no caso do Sadan Hussen, tudo é ASSASSINATO OFICIAL. Porque uns são aceitáveis e "louvados" e outros condenados? Essa mania de seguir as diretivas do PIG, sobre a validade de "ASSASSINATOS OFICIAIS" por governos ocidentais e o barbarismo da mesma prática no oriente me enoja!

 

 
 
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Cafezá

A frase abaixo não foi dita por Dilma, é uma informação do entrevistador a ela:

"O Brasil se absteve em votar na recente resolução sobre os direitos humanos na ONU ."

O Brasil se absteve de votar o que?

A frase abre um leque de interpretações possíveis. Dilma respondeu partindo de premissa que pode não ter sido aquela que foi colocada pelo Wasghington Post. 

Além disso, deve também ser observado que se abster de votar não significa posição contrária à resolução. Se votasse contra seria, porém, tendo se abstido, a posição determina que a resolução não estava apta para ser votada pelo Brasil nos moldes propugnados, o que não a impede de receber voto favorável caso venha a preencher os requisitos pelo quais o Brasil se pautara.

 

 
 
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Paulo Bomfim

Hummmm
Dilma dizendo o que até as minhoca, menos Lula e ela - até pouco tempo atrás - sabiam? Não, não: acho que ela faz parte da elite golpista agora. Hora de apedrejá-la, gente.
PS: é ironia, tá?!

 
 
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josé adailton

Então, isso afetará sua política em relação ao Irã, por exemplo? Por que o Brasil apóia um país que permite o apedrejamento de pessoas, que prende jornalistas?
Acredito que é necessário fazermos uma diferenciação no [que queremos dizer quando nos referimos ao Irã]. Eu considero [importante] a estratégia de construir a paz no Oriente Médio. O que vemos no Oriente Médio é a falência de uma política – de uma política de guerra. Estamos falando do Afeganistão e do desastre que foi a invasão ao Iraque. Não conseguimos construir a paz, nem resolver os problemas do Iraque. Hoje, o Iraque está em guerra civil. Todos os dias, morrem soldados dos dois lados. Tentar trazer a paz e não entrar em guerra é o melhor caminho.

[Mas] eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com práticas que possuem características medievais [quando se trata de] mulheres. Não há nuances; não faço concessões nesse assunto.

[But] I do not endorse stoning. I do not agree with practices that have medieval characteristics [when it comes] to women. There is no nuance; I will not make anyconcessions on that matter.

 

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/12/03/AR2010120303241.html

 
 
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Anomimo00090

Até o governo Lula, o Brasil tem sido um grande respeitador da autodeterminação dos povos, o direito de cada qual ter a cultura que quiser e o regime político que achar melhor. Espero que isso não comece ser rompido agora. De fato, um dos fatores que levou Serra ser derrotado foi o medo de que esse ganhado  criasse caso com as farcs por causa de coisa que acontece lá dentro da colômbia, e dado que, essa até já invadiu quartel general da Venezuela levando todo armamento, quiçá tanque de guerra, poderia fazer o mesmo conosco.

 
 
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josé adailton
 
 
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Luis Jose Ariosto Pereira Silv ...

A midia internacional eh dominada pelo sionismo, todo mundo sabe, entao nao adianta, NUNCA uma entrevista de alguém de bem vai deixar de ser manipulada, esse jornaleco quer deixar a presidenta DILMA mal com aliados nossos, mais isso não vai colar, afinal todo mundo sabe, que nao existe possibilidade de vencer a mentira sionista que domina a mídia mundial

E nao eh estranho sair essa entrevista justamente um dia depois do BRASIL condenar o país sionista e defender a PALESTINA??? para mim tem armação aí, ok

BASTA DE ENGANAÇÃO!!! VIVA O BRASIL E OS BRASILEIROS DE VERDADE!!!!!! VIVA A NOSSA PATRIA!!!!!!! VIVA O MUNDO LIVRE DA OPRESSAO DO IMPERIO E DO SIONISMO!!!!!!

 
 

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