A resposta de Brizola na Globo, em 1994

Por Nicolas Timoshenko

Pois é... Até hoje houve somente nosso “caudilho!” – Leonel de Moura Brizola – que, em busca de seu direito constitucional do direito de resposta que, “afrontou” a vênus platinada em horário dito “nobre”... Com uma decisão judicial Brizola disse tudo aquilo que gostaríamos de hoje dizer a esses órgãos de imprensa que não nos respeitam e acham que todos nós devamos ser partícipes de suas acusações e elucubrações maquiavélicas. Talvez também em 1994 os membros do judiciário fossem menos  venais.Lamentável o que estamos assistindo....Até quando ficaremos de joelhos?

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Fuhgeddaboudit™

Já falei demais sobre o “Efeito Brizola” em 1964 (o movimento militar foi iniciado, somente, porque insuflou as patentes mais baixas rebelarem-se contra a hierarquia militar – palavras de Castelo Branco em restrita reunião de família, confirmada “em off” a primas e primos (3 deles generais) por sua irmã que privava de sua intimidade e sabia de seus movimentos e conversações telefônicas, feitas, até, de sua casa. Assim, ele tornou-se o responsável maior pela insanidade de tentar peitar o grupo de generais e coronéis mais unido que o Brasil já produziu: os egressos da FEB e os que aqui apoiaram. LOUCURA TOTAL, que levou ao que sabemos (entre elas a tortura de DILMA ROUSSEFF), enquanto ele desfrutava das delícia de suas estâncias no Uruguai.

Mas, também, a Rede Globo, contribuiu, mais tarde, alardeando pelo mundo o arrastão em Copacabana. Potencializando-o, e afastando os turistas do Brasil, já que o tumulto foi muito maior do que a causa. Meu cunhado a tudo assistiu. Talvez, apenas um jovem armado. O resto, portava armas de brinquedo, como foram encontradas, largadas na areia.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Renato182

Sua lógica é maravilhosa.

Assim: em eu sabendo que no centro da cidade está cheio de marginais, ladrões e assassinos, se eu for andar por lá e for roubado ou morto a culpa é minha. Afinal, fui eu que dei motivos para o ocorrido.

 
 
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Luiz Lima

Alguma justificativa o Pinochet também teve de dar para a mulher dele quando desfechou o golpe no Chile. Suharto, na Indonésia, deve ter feito a mesma coisa. E garanto que não foi coisa do tipo "Vou ali matar uns dez mil comunistas e já volto. Não me espere para jantar em casa hoje..."

O que os ditadores creem fazer é uma coisa, companheiro. O que fazem, de verdade, é outra bem diferente. Se Castello Branco disse para a família próxima que tudo o que queria era pôr ordem na tropa, e se morreu acreditando nisso, muito bem, deve estar estranhando até hoje porque não acordou no céu. Só que entre o que ele disse em casa e o que aconteceu, só para citar um exemplo, com Gregório Bezerra - que nada tinha a ver com Leonel Brizola, diga-se de passagem - vai uma distância intransponível.

 
 
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Paulo Erivan de Sousa

Mesmo que vivas 200 anos, ou nasça duas vezes, não terás a hombridade de Brizola, nem a sua altivez, sequer tens credibilidade para escrever sobre qualquer coisa, quanto mais sobre Brizola. Vais prá tua turma cara-pálida.

 
 
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Omar Gonçalves

O sujeito que em 2011 não admite que o golpe militar  de 64 foi aquitetado fora do país só tem 02 opções: é um mentiroso ou, lamentavelmente um ignorante total que desconhece a história recente de seu próptio país!

http://www.youtube.com/watch?v=7vrSq4cievs

 

 
 
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aliancaliberal

Não sei se sabem mas um ministro do STF foi sequestrado por militares rebelados no ano de 1963?este era o clima em 1960 no Brasil.O texto é sobre Brizola mas serve para ver a situação pollitica no país em 1960. http://migre.me/5ZmCN

Um mês após a posse de Jango, que ocorreu no dia 7 de setembro de 1961, Leonel Brizola e Mauro Borges, governador de Goiás, lançam a Frente de Libertação Nacional (FLN). A Frente enfatizava a ação exploradora dos capitais estrangeiros e a necessidade de nacionalização de empresas e efetivação da reforma agrária. Nacionalista, o Manifesto de Goiânia proclamava que não seremos colônia dos EUA, nem satélite da URSS. Compareceram ao ato o Prefeito de Recife, Miguel Arraes, os deputados Francisco Julião, Barbosa Lima Sobrinho e outros esquerdistas. Brizola, com anseios de se tornar o Fidel Castro sul-americano, pretendia criar um grupo armado, o que levou o jornal New York Time a considerá-lo a maior ameaça aos interesses dos EUA depois da Revolução Cubana. Com o major do Exército (cassado), Joaquim Pires Cerveira, durante o período de governo militar, a Frente agregou remanescentes do Movimento Revolucionário 26 de Março (MR-26) - que viria a ser extinto em 1969 -, promovendo ações terroristas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, em conjunto com a Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighela, e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), de Carlos Lamarca. A Frente brizolista foi extinta em 1970, com a prisão de Cerveira.

Durante sua gestão no Rio Grande do Sul, além do nacionalismo xenófobo demonstrado na encampação da ITT americana, Brizola investe no populismo a la Getúlio Vargas, vergastando as elites rurais e endossando as ações do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Master), criado por Rui Ramos - uma aclimatação das Ligas Camponesas de Francisco Julião nos pampas gaúchos.

O general do povo Osvimo Ferreira Alves, comandante do I Exército, é simpático ao PCB e às idéias nacionalistas de Brizola. Este, populista de feições caudilhescas, encorajado pelo abrigo à sombra do quepe do general, reúne-se com 150 sargentos e realiza uma mobilização popular para fechar o Congresso; Goulart seria afastado, caso se opusesse. O presidente, porém, consegue evitar o golpe do carbonário gaúcho, que sonhava ser o Fidel Castro brasileiro, e começa o desmonte do esquema dos militares ligados a Brizola.

Como se pode comprovar, o legalista de véspera, que havia defendido a posse de Jango, deixou de sê-lo repentinamente, para se converter em um fanático golpista pronto a derrubar o próprio cunhado. (Cunhado não é parente era um dos muitos motes repetidos por Brizola.)

Eram tumultuados aqueles anos em que o carbonário Leonel Don Pepe Brizola se especializou em apagar incêndios com gasolina. Os agora chamados anos de chumbo dos governos militares foram precedidos por uma febril convulsão política e social. Em 24 de novembro de 1961, são restabelecidas relações diplomáticas com a URSS. Há uma aproximação de Jango com os comunistas, e o PCB conquista a presidência da poderosa Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI). Vale a pena lembrar o que ocorreu em 1963 e 1964, antes de os militares darem um fim à dupla baderneira Jango-Brizola.

Com o restabelecimento do presidencialismo, em 1963, cresce a subversão comunista no Brasil, com a infiltração de militantes nos ministérios. Há propaganda soviética generalizada nos jornais e livrarias. As invasões de terra aumentam no Brasil, fomentadas pelas Ligas Camponesas, que abatem gado e incendeiam canaviais em Pernambuco, com o apoio tácito do Governador Miguel Arraes. Greves políticas começam a pipocar por todos os cantos, há desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, agravado por uma terrível seca. Míngua a entrada de capital estrangeiro no País. O Comando dos Trabalhadores Intelectuais congrega nomes da cultura nacional, como Barbosa Lima Sobrinho, Dias Gomes, Enio Silveira, Jorge Amado.

Em fevereiro de 1963, cerca de 6.000 sargentos, cabos e soldados realizam passeata em São Paulo, em apoio à posse dos companheiros de farda eleitos. Em março, é realizado em Niterói, RJ, o Encontro de Solidariedade a Cuba, pois o Governador da Guanabara, Carlos Lacerda, havia proibido o encontro no seu Estado, antigo Distrito Federal.

O Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), dominado por intelectuais marxistas, atrai subtenentes e sargentos, apresentando cursos e palestras de doutrinação comunista. ... o trabalho de aliciamento nas Forças Armadas se concentraria sobre os graduados, por serem em maior número e, na sua maioria, menos preparados para resistir ao assédio dos profissionais do Partido Comunista. (...) O jornal esquerdista O Semanário dava cobertura a essas atividades, vinculando os subtenentes e sargentos à campanha nacionalista (AUGUSTO, 2001: 103).

Em julho de 1963, nas comemorações do aniversário do general Osvino, então comandante do III Exército, reuniram-se em Porto Alegre cerca de 800 subtenentes e sargentos das Forças Armadas e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, para fazer afagos ao velho general do povo.

Em 6 de março de 1963, houve uma passeata de militares em São Paulo, exigindo a posse dos sargentos eleitos. Militares da Aeronáutica e da Força Pública compareceram fardados. À mesa diretora sentaram-se os comunistas Rio Branco Paranhos, Geraldo Rodrigues dos Santos, José da Rocha Mendes Filho, Mário Schemberg, Luiz Tenório de Lima, Oswaldo Lourenço e o General reformado Gonzaga Leite, um dos organizadores do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba (AUGUSTO, 2001: 104).

As críticas e reivindicações populares dos militares de baixa patente aumentam de tom. Em Fortaleza, o sargento-deputado Garcia Filho afirmou que, se não houvesse uma decisão favorável à posse dos eleitos, a Justiça Eleitoral seria fechada. Pregou o enforcamento dos responsáveis pela tirania dos poderes econômicos e rotulou a instituição militar de nazista (AUGUSTO, 2001: 105).

A 12 de setembro de 1963, há uma rebelião de sargentos em Brasília: sargentos da Marinha e da Força Aérea, liderados pelo sargento da Força Aérea, Antonio Prestes de Paula, apossam-se sucessivamente do Ministério da Marinha, da Base Aérea, da Área Alfa (da Companhia de Fuzileiros Navais), do Aeroporto Civil, da Estação Rodoviária e da Rádio Nacional (AUGUSTO, 2001: 106). Os revoltosos prenderam um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da Câmara Federal. Na tentativa de invasão do Ministério da Aeronáutica, um marinheiro foi morto a tiro. À tarde os revoltosos já haviam sido presos.

No dia 4 de outubro de 1963, Castello Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME), enviou documento ao Ministro da Guerra, assinalando a necessidade de providências sobre a ação ilegal, inclusive subversiva, do Comando Geral dos Trabalhadores, a agitação insurrecional promovida pelo Deputado Leonel Brizola, a conexão de atividades de políticos com o motim de Brasília e os abusos do poder econômico (TAVARES, 1977: 76). Na mesma ocasião, Castello mostrou-se contrário ao Estado de Sítio pleiteado por Goulart, para implantação de suas reformas de base.

Sua experiência no Comando do Exército no Nordeste onde teve atritos com o governador Miguel Arraes deu a Castello visão segura de como as injustiças sociais, crônicas e chocantes, eram premeditadamente agravadas para fins políticos. Em vez de medidas construtivas, para proteger os interesses dos homens da lavoura contra a exploração dos senhores de engenho, o caminho adotado foi de mobilizá-los como agentes da subversão, alguns treinados em Cuba, para a agitação na área rural, a depredação de propriedades e os incêndios de canaviais. (...) Em Anápolis (Goiás) já funcionava, a essas alturas, um centro de treinamento para guerrilhas rurais (TAVARES, 1977: 80).

O lado subversivo tinha uma frente bastante ampla para subversão das massas, além do PCB e da dupla Jango-Brizola: a Ação Popular (AP) atuava por meio do Movimento de Educação de Base (MEB); a União Nacional de Estudantes (UNE), por meio de seu Centro Popular de Cultura; a União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTAB), com atuação em vários Estados; e o próprio Ministério da Educação e Cultura (MEC), com as Secretarias de Educação dos Estados, por intermédio da Comissão de Cultura Popular.

Para a formação do homem novo, a história também deve ser nova. A Coleção História Nova surgiu durante o governo Goulart, na Campanha de assistência ao estudante, do MEC, em que os livros tradicionais de história foram reformulados e os fatos interpretados sob a ótica marxista. O MEC editou também a cartilha Viver é lutar, reconhecida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para a alfabetização rural ou seja, alfabetização marxista. A Rádio Ministério da Educação (Rádio da Verdade) era utilizada para propaganda comunista. Nada mais que o Pravda (Verdade, em russo) em ação.

Além dessas organizações, havia a disseminação no Brasil dos chamados folhetos cubanos, distribuídos pelo Movimento de Educação Popular (MEP), que serviam de inspiração às ações revolucionárias das Ligas Camponesas, de Francisco Julião, e aos Grupos dos Onze, de Brizola. Em tudo havia o dedo de Fidel Castro e sua Revolução Cubana: As tentativas revolucionárias de inspiração cubana em vários países da América Latina contrárias à linha política do PCB , iniciadas na década de 1960 em Honduras, Guatemala, Nicarágua, Venezuela, Peru, Colômbia, Argentina e Equador, se haviam esgotado no nascedouro ou estavam derrotadas no final de 1963 (AUGUSTO, 2001: 121). Com exceção, sabe-se hoje, da Colômbia, onde as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) já atuam por mais de 40 anos e acarretaram a morte de dezenas de milhares de patrícios.

A reação ao estado de desordem que prosperava no País, com a complacência do presidente da República, começou a surgir de todos os lados. O apoio à democracia era exigido pela imprensa: os principais jornais do Brasil pediam o fim dos movimentos baderneiros, como os Diários Associados, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Tribuna da Imprensa, O Globo, Jornal do Brasil. Organizações civis, encabeçadas por empresários e intelectuais, passaram a promover encontros, desde o final do Governo Kubitschek, para combater a infiltração comunista, que pregava propaganda esquerdista e a estatização da economia. Assim, no final de 1961, foi criado o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES). Têm ainda grande influência na reação à progressão comunista o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), formado também por empresários e intelectuais, e a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), que surge no Rio de Janeiro em 1962, reunindo donas de casa e esposas de líderes sindicais, funcionários públicos e militares. Essas organizações produziam literatura própria e tinham ramificações em várias cidades do País. A cruzada democrática se amplia: no movimento sindical, com a atuação do Movimento Sindical Democrático (MSD); no campo, com o Serviço de Orientação Rural de Pernambuco (SORPE) que, junto com o IBAD, atuava naquela área, contrapondo-se ao método de alfabetização de Paulo Freire (AUGUSTO, 2001: 118).

O IPES, o IBAD, a CAMDE e as Forças Armadas formaram a base quadrangular decisiva para o desencadeamento da Contra-revolução de 31 de março de 1964, contra Jango e Brizola, em sua política de implantar a República Sindicalista no Brasil.

Em janeiro de 1964, Luiz Carlos Prestes viajou a Moscou para prestar contas dos últimos trabalhos do PCB, desenvolvidos à luz da estratégia traçada por ele e Kruschev em novembro de 1961. Nesse encontro, participaram, além de Kruschev, Mikhail Suslov (ideólogo de Kruschev), Leonid Brejnev (Secretário do Comitê Central do Partido), Iuri Andropov e Boris Ponomariov (Chefe do Departamento de Relações Internacionais). Naquela ocasião, Prestes afirmou: A escalada pacífica dos comunistas no Brasil para o poder abrindo a possibilidade de um novo caminho para a América Latina. (...) ... oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir pela força, se necessário, um governo nacionalista e antiimperialista. Implantaremos um capitalismo de Estado, nacional e progressista, que será a ante-sala do socialismo. (...) ... uma vez a cavaleiro do aparelho do estado, converter rapidamente, a exemplo de Cuba de Fidel, ou do Egito de Nasser, a revolução nacional-democrática em socialista (AUGUSTO, 2001: 121-2).

Em fevereiro de 1964, foi realizada em Belo Horizonte a Marcha do Terço, pelos padres Peyton e Botelho e por várias organizações femininas patrocinadas pelo IPES. A Marcha condenou Leonel Brizola publicamente como Anticristo. Também havia condenado o Governo de João Goulart e pedido uma intervenção militar.

No dia 13 de março de 1964, há um comício das esquerdas na Praça da República, ao lado da estação ferroviária da Central do Brasil e do próprio Ministério da Guerra. Como se sabe, a capital da República havia sido transferida para Brasília, em 1960, porém muitos ministérios ainda permaneciam na antiga capital, Rio de Janeiro. Esse o motivo, também, dos vários comícios das esquerdas no Rio, com a presença do presidente Goulart e do deputado Brizola. Dezenas de faixas e cartazes conclamavam às reformas, à legalização do Partido Comunista e à entrega ao povo de armas para a luta. No palanque, ao lado dos principais líderes sindicais e comunistas, alguns deles membros do Comitê Central do PCB, alinhavam-se Jango, Arraes e Brizola. Emissoras de rádio e televisão transmitiam para todo o País os inflamados discursos que se sucediam, preparatórios da fala do presidente (AUGUSTO, 2001: 125-6).

A 25 de março, ocorre a rebelião dos marinheiros no Rio de Janeiro, que foi a gota dágua que congregou os militares e os levou à decisão de partirem para a ação (AUGUSTO, 2001: 128). Na mesma data, ocorre a reunião festiva do 2º aniversário da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB), uma entidade criada à revelia dos regulamentos militares. O marinheiro Anselmo critica as autoridades navais e conclama o povo a derrubar a estrutura anacrônica do País, onde apenas os grupos privilegiados absorvem a riqueza que por direito pertence ao povo (AUGUSTO, 2001: 128-9). Na mesma ocasião, foi aprovada uma proposta para que todos permanecessem no local até que fossem canceladas punições disciplinares contra militares e que os almirantes gorilas fossem substituídos por almirantes do povo. A indisciplina chegou ao ápice quando os marinheiros amotinados, desuniformizados, exibindo faixas de apoio do CGT, da Liga Feminina e dos Trabalhadores Intelectuais, saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas até a Igreja da Candelária, levando nos ombros os almirantes Aragão e Suzano.

No dia 30 de março, ocorre uma reunião na sede do Automóvel Clube, em comemoração do aniversário da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A reunião contou com a presença de centenas de sargentos da polícia e também de graduados recrutados nas Forças Armadas. Compareceram ainda diversos oficiais e ministros, entre eles o Almirante Paulo Mário, recém-empossado como Ministro da Marinha. Dezenas de comunistas confraternizaram-se com os militares. A manifestação atingiu o seu clímax no momento em que se abraçaram, sob os aplausos gerais, o Almirante Aragão e o cabo Anselmo (AUGUSTO, 2001: 132). Jango, falando em nome do povo e das Forças Armadas e incentivado pelos constantes aplausos, fez um dos discursos mais inflamados de sua vida pública (AUGUSTO, 2001: 132) na verdade, o último como presidente da República. Segundo Luís Mir, em A Revolução Impossível, a exemplo de 1935, a revolução deveria começar, novamente, pelos quartéis. (cfr. AUGUSTO, 2001: 121).

No dia 31 de março, as Forças Armadas brasileiras, com o Exército à frente, colocaram uma pá de cal no sonho dos comunistas de implantar uma ditadura do proletariado no País. A Contra-revolução teria cinco generais-presidentes e se estendeu até 1985, quando o senador José Sarney assumiu a presidência da República devido à morte de Tancredo Neves, eleito presidente em eleição indireta.

Com altos e baixos, o governo dos militares tirou o País da 48ª posição e o colocou entre as 8 primeiras economias do mundo. (Em 20 anos de Nova República, porém, caímos para a 15ª posição, e a Rússia deverá nos ultrapassar em 2005. Caímos três posições somente nos 12 meses de governo Lula da Silva e seu propalado espetáculo do crescimento). O milagre brasileiro foi detido pelas crises do petróleo de 1973 e 1979. Se não houvesse o monopólio da Petrobrás, fruto de nacionalismo estúpido, quem sabe, àquela época já seríamos auto-suficientes, como a Argentina havia se tornado em apenas 5 anos, e a história econômica brasileira poderia ter tomado outro rumo. Outra grande obra dos militares foi a erradicação dos grupos terroristas que infernizavam o Brasil, os quais tinham orientação e apoio financeiro de Havana, Moscou e Pequim. Não fosse a enérgica ação das Forças Armadas, quem sabe, ainda hoje estaríamos, como a Colômbia, combatendo as Forças Armadas Revolucionárias Brasileiras (FARB) nas matas de Xambioá.

Os erros básicos dos militares foram: o gigantismo estatal; a tomada de dinheiro no exterior a juros flutuantes; o descuido com a educação básica o que não ocorreu com os tigres asiáticos, como Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Malásia -; a Lei da Reserva de Informática, que atrasou o ingresso brasileiro no mundo digital em pelo menos 20 anos; a não assinatura do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) nem fabricamos a bomba, nem recebemos o supercomputador dos yankees ; enfim, o nosso eterno nacionalismo burro e a xenofobia obsessiva atrasaram a entrada efetiva de nosso País no processo de globalização, iniciado tardiamente no governo Collor de Melo.

Mas esse é outro assunto, para os economistas dissecarem, não para a análise da trajetória de Don Pepe que estamos fazendo neste trabalho. Voltemos, pois, ao maragato dos pampas. Vimos acima o resumo daqueles loucos anos pré-1964, em que a dupla Jango-Brizola se sentia tão bem no caldo anarquista como pato dentro da água. Interessante é que hoje não se lê nos jornais, depois da viagem sem volta do maragato para o purgatório, alguns fatos marcantes de Brizola, como a criação dos G-11 e a acusação de que teria desviado 200 mil dólares enviados por Fidel Castro para promover um movimento guerrilheiro no Brasil. Por que será? Falta de informação? Ou apenas safadeza da imprensa?

Quando estourou a Contra-revolução de 31 de março de 1964, Brizola tentou comandar a resistência aos militares a partir do Rio Grande do Sul. Por rádio, incitou os sargentos das Forças Armadas a prender todos os oficiais nos quartéis e seqüestrar todo o armamento e munição. Se dependesse de Brizola, o Brasil teria iniciado uma guerra civil sangrenta. Jango, ao contrário, talvez demonstrando um gesto de grandeza, ou de simples realismo, ou ainda, quem sabe, em um raro momento de lucidez não-etílica, preferiu sair do País a ver um derramamento de sangue entre brasileiros. E tinha razão, pois não houve nenhum candidato a dar um tiro sequer para defender a insânia do carbonário gaúcho.

Até mesmo Márcio Moreira Alves, parlamentar de oposição ao novo Governo, foi a favor dos atos de Castello Branco, como afirma em seu livro "O Despertar da Revolução Brasileira", em que aborda o violento discurso que proferiu na Câmara dos Deputados contra os militares, que teria sido o estopim do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968: O protesto que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar (pg. 50). Para Marcito, foi um alívio ver a saída de Jango, pois "achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras" (op. cit., pg. 51 e 52).

Com a deposição de Jango, o Brasil passou a conhecer um pouco mais sobre Brizola. O maragato havia criado, em 1963, os Grupos dos Onze (G-11), ou Grupo dos Onze Companheiros, na verdade, comandos nacionalistas, que seriam o embrião de um futuro Exército Popular de Libertação (EPL). Um documento do Grupo afirmava que os G-11 seriam a vanguarda do movimento revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética. (Prova a ignorância de Brizola, pois em 1917 havia apenas a Rússia, não a URSS.) ... os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição. Havia centenas desses Grupos espalhados em todo o País e tinham como missão eliminar fisicamente todas as autoridades do Brasil civis, militares e eclesiásticas, como se pode ler nas Instruções secretas do EPL e seus G-11, no item 8, A guarda e o julgamento de prisioneiros: Esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição (AUGUSTO, 2001: 112).

No site antiterrorista Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), lê-se: No início de 1964, Brizola lançou seu próprio semanário, O Panfleto, que veio se integrar à campanha agitativa já desenvolvida pela cadeia da Rádio Mairink Veiga.
Em seus sonhos quixotescos, distribuiu diversos outros documentos para a organização dos G-11, tais como as Precauções, os Deveres dos Membros, os Deveres dos Dirigentes, um Código de Segurança e fichas de inscrição para seus integrantes.
Chegou a organizar 5.304 grupos, num total de 58.344 pessoas, distribuídas, particularmente, pelos Estados do Rio Grande do Sul, Guanabara, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (http://www.ternuma.com.br/brizola.htm).

Sem ter ninguém para segui-lo no enfrentamento armado, Brizola fugiu para o Uruguai, dizem que vestido de mulher, onde ficou exilado até 1977, fugindo para Portugal depois que o país platino foi também tomado pelos militares.

No Uruguai, Brizola tentou criar vários movimentos de libertação do Brasil. Em janeiro de 1965, foi realizada no Uruguai a unificação de diversos grupos de esquerda, para formar uma frente revolucionária, que seria desencadeada no Brasil pelos Grupos dos 5 (Comitês instalados nas empresas e comitês rurais). O chamado Pacto de Montevidéu foi assinado por Leonel Brizola, Max da Costa Santos, José Guimarães Neiva Moreira, Darcy Ribeiro e Paulo Schilling, além de representantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B), da AP (Aldo Arantes), do PCB (Hércules Correia dos Reis) e do Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT) (Cláudio Antônio Vasconcelos Cavalcante). Denominada de Frente Popular de Libertação (FPL), os atos de guerra deveriam incluir sabotagem urbana e guerrilha no campo. A maioria dos integrantes da FPL era formada por ex-militares cassados das Forças Armadas e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. A única sabotagem, malsucedida, foi em um bueiro da antiga BR-2, próximo a Jaguarão, RS, com o apoio de um ex-soldado do 13º Regimento de Cavalaria, de nome Ponciano, que trabalhava com explosivos em uma firma de Jaguarão.

Brizola era o líder idealizado por Fidel Castro para a Revolução no Brasil, devido a seu nacionalismo antiimperialista, ou seja, sentimento antiamericano. Após a Contra-revolução de 1964, por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, o grupo de Brizola no Uruguai obteve ajuda de Cuba: treinamento de guerrilha e auxílio financeiro de mais de 1 milhão de dólares. O primeiro pombo-correio enviado a Cuba foi Herbert José de Souza, o Betinho, seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército, Dagoberto Rodrigues (na Tricontinental, Brizola havia enviado Aloísio Palhano, ex-membro do CGT). Pressionado por Cuba, para justificar os recursos financeiros, Brizola, João Goulart e outros exilados no Uruguai criaram em 1966 o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), para implantar a guerrilha no campo. O MNR articulou a Guerrilha do Caparaó, na região do Pico da Bandeira, em Minas Gerais, onde todos os integrantes foram presos em 1967, depois de serem denunciados às autoridades, por abaterem reses, antes mesmo de desencadear qualquer tipo de ação terrorista. Brizola não contratou advogados para os presos e não prestou conta dos dólares cubanos. Os remanescentes desse grupo uniram-se à esquerda da Organização Revolucionária Marxista Política Operária (POLOP) para criar a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

As Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN) foram outro movimento criado pelo brancaleone dos pampas. O plano previa um movimento (coluna) que sairia do Rio Grande do Sul, sob comando do ex-coronel do Exército, Jefferson Cardim Osório, para juntar-se no Mato Grosso com outra coluna que viria da Bolívia, sob comando do ex-coronel da Aeronáutica, Emanuel Nicoll. Os comandados do Cel Jefferson assaltaram alguns postos policiais da Brigada Militar, levando um automóvel, fardamentos e munição, além de realizarem um assalto a um agência do Banco do Brasil. Atravessaram Santa Catarina e penetraram no Paraná; no município de Leônidas Marques, no dia 27 Mar 1965, os rebeldes prepararam uma emboscada a uma viatura do Exército, porém foram repelidos pelos militares, fugindo para o mato e depois capturados. Na operação, morreu o 3º sargento Carlos Argemiro Camargo. O ex-sargento da Brigada Militar, Albery Vieira dos Santos, um dos integrantes das FALN, declarou em 1978 que o dinheiro para financiar a operação 1 milhão de dólares havia sido conseguido em Cuba e levado a Brizola por Darcy Ribeiro e Paulo Schilling; em fevereiro de 1979, o ex-sargento Albery foi misteriosamente assassinado. O Cel Jefferson só veio a falecer em 1995, embora o livro A Esquerda Armada no Brasil (título original de Los Subversivos, editado pela Casa de las Americas, de Havana) afirme que o Cel Jefferson foi torturado até a morte em 1971. Como sempre, os comunistas - ou socialistas, se assim preferir o leitor, dá na mesma são mestres na arte do assassinato, da desinformação e da mentira.

As ações quixotescas de LArmata Brizoleone (uma alusão ao Fantástico Exército de Brancaleone, filme de Mario Monicelli, com Vittorio Gassman) e seu escudeiro Darcy Sancho Pança Ribeiro estão muito bem descritas por F. Dumont em http://www.ternuma.com.br/brizola.htm. Deve ser por isso que o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, afirmou que Brizola foi sempre seu herói de capa e espada (Correio Braziliense, 22/06/2004, seção Política, pg. 4). Sabia-se, pelos jornais, que Brizola teria desviado 100 mil dólares enviados por Cuba. Betinho, que mais tarde viria a ser a Madre Teresa dos coitadinhos do Brasil, porém, em depoimento ao Jornal do Brasil, em 17/07/1996, afirma que foram 200 mil. Ironicamente, Brizola, que tinha o hábito de colocar apelidos em seus adversários, como sapo barbudo para se referir a Lula, ou filhote da ditadura para atazanar Fernando Collor, recebeu o devastador apelido de el ratón de Fidel Castro. Está explicado por que, nestes anos todos, nunca se viu uma foto do Abutre do Caribe conversando com Don Pepe de los Pampas.

No início de 1979, o último dos maragatos lançou a Carta de Lisboa, base do futuro Partido Democrático Trabalhista (PDT). Brizola criou esse novo partido em 1981, depois de perder para Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio, a sigla PTB. Depois da Lei da Anistia, em 1979, além da recriação do PTB e do nascimento do PDT, destaca-se a criação do PMDB (oriundo do antigo MDB, de oposição) e do PDS (substituto da Arena, partido de apoio aos governos militares).

Convém lembrar que o Projeto de Anistia, proposto pelo PMDB e PDS durante o Governo Figueiredo, era mais restrito do que o apresentado pelo próprio Governo, pois deixara de fora importantes líderes como Prestes, Brizola e Arraes. Naturalmente, não desejavam a concorrência desses líderes na vida política do país (AUGUSTO, 2001: 460 e 461).

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Luiz Lima
 
 
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zepelim

Estranho, o que esse cara escreve me faz imediatamente lembrar o Santiago, aquele mordomo dos filhos do Unibanco - raciocínio delirante, consideração pelos 'salões' da cafonalha das elites dos 60-70 - crédo em cruz !

 
 
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Paulo B

Vitória de Cristina!
Uma bela lição para o Chile e um alerta para todos nós.
O governo tem que continuar avançando, inclusive fazer a abertura dos meios de comunicção de forma que acabe a reserva de mercado neste setor e se permita a concorrência e diversidade de idéias,  o que será bom para os jornalistas que se formam, pois como está só há o pig como opção de trabalho.

Paulo B

 
 
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Walter Decker

Vejam como são as coisas... Aqui o Lula e a Dilma sempre tiveram receio de peitar o PIG. Tinham e ainda tem medo da reação negativa do povo. Pois a Cristina Kirchner fez isso e foi reeleita. Deu uma surra histórica na oposição. Realmente nesse ponto não há como negar que o povo argentino é dez vezes mais esclarecido politicamente que o brasileiro. Isso sem falar na punição contundente aos milicos e torturadores da ditadura. Aqui, ficou tudo na base do " deixa prá lá... ". Lá não. Todo mundo em cana. Alguns, cana perpétua. Realmente essas diferenças de atitude entre brasileiros e argentinos tem de ser mais profundamente analisadas e estudadas. Bom, Brizola era gaúcho, povo considerado argentinos em território brasileiro.

 
 
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A legisllação é outra, mudaram tudo.

A Presidente sequer pode ir à televisão, hoje,  sem motivos grandiosos,  ABSURDAMENTE RELEVANTES, com interpretação pelo Congresso.

Mudaram e mudaram.. e ponto final.

Votar em deputado e senador probo é mais essencial que em um Presidente.

Eles mandam no Presidente, eles são donos da legislação.

 
 
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Ivan Moraes

"Eles mandam no Presidente, eles são donos da legislação":

Quantas delas sao tao ornamentais que a Lei Dantas de Algemas ou a ridicula lei do teste de sobriedade para suspeitos bebados ao volante?

Deixe me contar...

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Walter o primeiro

Tá fazendo falta com sua ironia e rapidez de raciocinio

 
 
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Gabriel Birkhann

Sou fã da Globo,mas tudo tem limites.

Os Marinho devem ter suado (e os telespectadores devem ter ficado pasmos!).

 

gadosb

 
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Oswaldo

GENIAL a resposta do Brizola.

Hoje uma resposta desse tipo seria acusada de "atentado à liberdade de imprensa".

 
 

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