A resposta da Associação Juízes para a Democracia à Veja

Do Blog Rodrigo Vianna

Marcelo Semer: “Veja quer calar a democracia”

Por Juliana Sada

Nos últimos dias, a revista “Veja” dirigiu suas pesadas críticas à Associação Juízes para a Democracia (AJD), por meio de sua edição impressa e de seu blogueiro Reinaldo Azevedo. O que motivou o ataque? A nota da AJD sobre os estudantes que ocuparam o prédio da reitoria e a reação das autoridades, para a Associação há um perigoso contexto de “judicialização de questões eminentemente políticas”.

Isso foi suficiente para que a “Veja” desqualificasse o trabalho da Associação. Agora, Marcelo Semer, da AJD, vêm a público responder à “onda de ataques”.

VEJA quer calar a democracia

Por Marcelo Semer, no Terra Magazine

Tolice suprema, coleção formidável de bobagens, condoreirismo cafona.

Com esses e outros adjetivos ainda piores, o jornalista Reinaldo Azevedo iniciou, em seu blog, uma onda de ataques da revista VEJA à Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Nos posts que buscavam detonar a associação por uma nota crítica à ação da Polícia Militar na USP, sobrou até para os educadores que seguem Paulo Freire: “idiotas brasileiros e cretinos semelhantes mundo afora”.

O nível do artigo já se responde por conta própria.

Todavia, na edição impressa que veio às bancas no sábado último, o editor-executivo da revista subscreveu um texto que, sem qualquer constrangimento ou escrúpulo político, comparou a associação a um tribunal nazista.

O descompromisso com a razão nem é o que mais ressalta no artigo –a foto gigantesca de pupilos de Hitler, fora de tom ou propósito, só se explica como um ato falho. No artigo, Carlos Graieb utiliza expressões que se encaixariam perfeitamente no ideário nazista: propõe dissolver a associação “política” ou impedir que seus membros usem a toga.

Reinaldo Azevedo, com ainda menos pruridos no mundo virtual, explicitou, numa ação que evoca o macarthismo, os nomes de todos os diretores, representantes e membros de conselhos da entidade, alertando leitores para que jamais aceitem ser julgados por estes juízes.

Que competência ou legitimidade para a posição soi-disant de corregedor ele tem não se sabe. Mas seus seguidores foram instados a identificar os juízes associados pelo próprio colunista, que deu status de artigo a mensagem de um advogado falando do desembargador ‘liberal’ apreciador de samba.

VEJA está aturdida e indignada com a afirmação de que existe direito além da lei. Os nazistas também ficavam, porque as barbáries escritas no período mais negro da história da humanidade eram legais. Jamais deixaram de ser barbáries por causa disso.

A prevalência dos princípios constitucionais é o que propunha, sem grandes novidades, a nota da Associação Juízes para a Democracia. Se juízes não podem fazê-lo em um estado democrático de direito, na tutela da Constituição que prometeram defender, algo definitivamente está errado.

Mesmo para quem conhece a linha editorial de VEJA, cuja partidarização na política é sobejamente criticada, espanta que o interesse em calar quem pensa de outra forma, parta justamente de um órgão de imprensa.

Que a falta de pluralismo de suas páginas já fosse, por assim dizer, um oblíquo atentado à liberdade de expressão, o explícito intuito de extirpar opiniões contrárias não deixa de ser aterrorizador. Sob esse
prisma, lembrar o nazismo não é mais do que medir o outro com a própria régua.

A Associação Juízes para a Democracia tem vinte anos de serviços prestados ao debate institucional na magistratura e fora dela – e eu me orgulho de fazer parte dessa história quase por inteiro.

A AJD tem entre seus objetivos o respeito incondicional ao estado democrático de direito e jamais deixou de denunciar quando este se fez ameaçado. Bate-se sem cessar pela independência judicial e é militante na consideração do juiz como um garantidor de direitos.

A promoção permanente dos direitos humanos, compartilhada com inúmeras outras entidades da sociedade civil, sempre incomodou aos que se candidatam a porta-voz dos poderosos. Mas recusamos o propósito de quem quer fazer da democracia apenas uma promessa vazia.

A associação nunca se opôs a criticar o elitismo no próprio Judiciário, nem temeu se mostrar favorável à criação de um órgão para exercer o controle externo. Tudo por entender que desempenhamos,
sobretudo, um serviço essencial ao público – o que levou a AJD a participar da Reforma do Judiciário propondo, entre outros temas, o fim das sessões secretas e das férias coletivas.

Anticorporativista, a associação jamais defendeu valores em benefícios próprios, o que pode ser incompreensível em certos ambientes. Recentemente, bateu-se pela legalidade da instauração de processos administrativos contra juízes pelo Conselho Nacional de Justiça, na contramão de interesses de classe.

Em vinte anos, seus membros têm sido convidados a participar de vários debates no Poder Judiciário, no Congresso Nacional e também na mídia.

O exercício contínuo da liberdade de expressão, que fascistas de todo o gênero sempre pretenderam mutilar, não vai ceder ao intuito de quem pretende impor sua visão e seus conceitos como únicos.

VEJA não está em condições de ensinar estado de direito, se desprestigia a liberdade de expressão.

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91 comentários
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Paulo Kautscher

O "finado" Mario Anarquista (que me deve ainda uma garrafa do vinho Periqita ) costumava chamar o "Inominavel da Veja" de "nosso Schopenhauer". Eis alguns estratagemas utilizadas pela "nefasta figura" na busca da vitória , não importando a quelidade ou verdade da(s) argumentação(ões).

Os debates na esfera política (e em muitas outras, evidentemente) são caracterizados pela necessidade de vitória sobre o outro, custe o que custar. Isso contraria as propostas da dialética de Aristóteles e de Sóprates por exemplo, que propõe uma disputa limpa, sem truques, cujo exercício leva à 'verdade', objetivo único a ser perseguido: 'arte da controvérsia, da argumentação sutil' "Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade."

Ah... mundo ideal...

Schopenhauer, no Intróito do seu livro, já define assim a tal de Dialética Erística: é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isto per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos).

A seguir, distingue que ter razão nem sempre significa que se tem a verdade:

Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isto é tomado como uma refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter ração, ainda que objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes.

Dentre os 38 estratagemas descritos por Arthur Schopenhauer, enumero alguns mais comuns:

  • Ampliação indevida: levar a afirmação do adversário para além de seus limites naturais, interpretá-la do modo mais geral possível, tomá-la no sentido mais amplo possível e exagerá-la. (Quanto mais geral uma afirmação se torna, tanto mais ataques se podem dirigir a ela!).
  • Mudança de modo: tomar uma afirmação relativa como se fosse absoluta e refutá-la neste segundo contexto.
  • Pré-silogismos: quando se quer chegar a uma certa conclusão, evita-se que esta seja prevista, de tal modo que o adversário, sem o perceber, admita as premissas uma de cada vez e dispersas, sem ordem.
  • Perguntar em desordem: Fazer, de uma só vez, várias perguntas pormenorizadas e, assim, ocultar o que, na verdade, queremos que seja admitido. Confundir o outro, eis a questão.
  • Encolerizar o adversário: provoque a cólera do adversário para que, em sua fúria, ele não seja capaz de raciocinar corretamente e perceber sua própria vantagem. Como? Tratando-o com insolência, fazendo ofensas, humilhando-o e acusando-o injustamente!
  • Alternativa falsa: induza o adversário a aceitar uma tese apresentando-lhe a tese contrária, ressaltando essa oposição com estridência, de tal forma que ele tenha que se decidir pela nossa tese, em comparação com a outra (falsa).
  • Proclamar-se, precocemente, vitorioso: trata-se de um golpe descarado, principalmente diante de um adversário tolo ou tímido.
  • Impelir o adversário ao exagero: quando o pato cair no exagero, explore isso, refutando-o e expondo-o ao ridículo.
  • Falsa redução ao absurdo: extraia conseqüências absurdas das afirmações do adversários, distorcendo-as perante a platéia.
  • Argumento de autoridade: apele para a própria sabedoria ou à sabedoria de alguém tido como conhecedor do assunto, ao mesmo tempo que minimiza o conhecimento do adversário.
  • Ironia: finja incompetência e se declare incompetente para compreender o que o outro diz. Insinue que a afirmação do outro é tão incompreensível e insensata, que escapa à compreensão!
  • Discurso incompreensível: desconcerte o adversário com um caudal de palavras sem sentido.
  • Último estratagema: quando percebemos que o adversário é superior e que acabará por não nos dar razão, então nos tornemos pessoalmente ofensivos, insultuosos e grosseiro. Ataquemos a honra do outro - esqueçamos seus argumentos, já que não temos mais chance de refutá-los!

Fonte: AQUI

Re: A resposta da Associação Juízes para a Democracia à Veja
 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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José Robson

 

             Eu não era lá muito fã desse grupo “Juízes Para a Democracia” porque a visão deles sobre o Direito não correspondia exatamente ao meu ideário, mais técnico, menos político – não, claro, político-partidário. Na minha visão, havia um erro de pressuposto na base do pensamento deles, que era poder fugir do tripé lei-doutrina-jurisprudência (não sei se ainda é assim) se isto não estive consoante o ideal de democracia por eles professado, já que sempre entendi que a existência mesma da magistratura e o próprio exercício da judicatura já compõem um contexto democrático. É claro que o Direito não se resume à lei, de modo que o “império da lei” serve muito bem para justificar “atitudes nazistas”. Mas refutar, desprezar ou mesmo ignorar a mens legis ou o espírito da lei para neutralizar sua incidência pode igualmente ser terreno fértil para o arbítrio, para o que se chama de “insegurança jurídica”. Aliás, hoje nós vivemos um problema muito sério com a “segurança jurídica”. É comum cada tribunal decidir de um jeito e, dentro de um mesmo tribunal, haver julgamentos díspares de seus órgãos fracionários sobre um tema. Até o STJ anda meio assim, com a constante troca de seus membros.

              Há muito tempo que não acompanho esse movimento, hoje associação.

              Na invasão da reitoria da USP, a reintegração de posse por ordem judicial não parece ter sido o absurdo dos absurdos. O que houve, isto sim, foi uma enorme incompetência do seu reitor em administrar não só esse problema pontual, mas todos os fatos que estavam na gênese desse desfecho. A invasão da reitoria não se resumiu a um “mero evento”, mas foi o desdobramento de “um processo”, que, a meu ver, revelou uma série de problemas no "gerenciamento"da universidade ou na condução das "coisas" da universidade. Não só a reintegração de posse, como o reforço policial poderiam muito bem ter sido evitados.

 
 
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Sérgio Leandro

Finado? Como assim?

 
 
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José Robson

Também fiquei boiando! Achei se tratar de uma figura de linguagem, tipo quando o cara se amoita!

 
 
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Gilson Raslan

Muitos e muitos juízes deram corda para esse lixo Veja, dando-lhe ganho de causa em ações propostas por pessoas atingidas por seus destemperos. Agora têm que aguentar os ataques deste pitbull do lixo contra sua Associação.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Isto não é uma associação que reúne todos os juízes. É uma organização que congrega apenas os que comungam da mesma ideologia do pco, do pcb, do pstu e assemelhados.

 
 
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Cenena

Só poderia ser um Rebolla, apoiando um desclassificado da veja.

 
 
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FERDINAND

Caramba cara, como tu é chato trollzinho (redundância).

Meu cunhado é simpatizante do PSDB  e faz parte desta associação, então antes de falar por todos, certifique-se!!!!

 
 
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Gilson Raslan

Pronto. Lá vem o Rebolla com sua maluquice. O dito cujo carcará sanguinolento é tão sem noção, que fala até no PCB, partido que há muito tempo se transmudou para o direitista PPS, do ex-comunista de araque Roberto Freire.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Existe um pcb zumbi... cê num çabi?

Re: A resposta da Associação Juízes para a Democracia à Veja
 
 
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Waldomiro Pereira da Silva

Alto lá!!!!

O Roberto (apropriação indebita) Freire enganou td mundo, o PCB não e nunca foi ele. São outros que comungam outro pensamento, e te garanto, não é direitista, muito ao contrário.

Conheça a história do PCB e de seus militantes, muitos afastados da política por conta do descontos com as atitudes do Apropriação indebita Freire.

 
 
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Paulo Kautscher
Re: A resposta da Associação Juízes para a Democracia à Veja
 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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Jose Vitor Martini

Veja como anda o Partido Comunista ....

 

#cuba Hallo! Hay alguien por alla afuera? Algun organismo internacional que se pronuncie? La lluvia de detenciones arrecia :-(#DDHH

 

Por favor, ayudennos combinando en un tweet esas dos etiquetas que hoy nos parecen tan distantes: #Cuba y #DDHH

 

#cuba Arrestos y sitio contra viviendas de activistas de #DDHHen Guantanamo. Para mas info con Rogelio Tabio +5353399784

 

#cuba En Oslo se celebra ahora la entrega del Premio Nobel de la Paz, mientras en La Habana una oleada de detenciones y arrestos #DDHH

 

#cuba A pesar de lluvia, control y detenciones los fuegos artificiales de la #flotilla se ven! La Habana llena de luces y carente de #DDHH

 

#cuba Le han bloqueado el movil a @maritovoz que estaba reportando desde el Malecon, lo mismo le han hecho a @OLPL y a@desidahoy #DDHH

 
 
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Adamastor

Bom, Rebolla, as organizações citadas por você estão situadas no séc. XXI. Como você ainda encontra-se em plena Idade Média, dita "das Trevas", não consegue entender direito o que se passa hoje no país.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

No século XXI, só se for do jurássico...

 
 
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Luiz Seixas

O Rebolla está certo quando informa que essa associção, a AJD, não reune todos os juízes. Só os decentes e honestos, que NUNCA julgam as causas da Veja, porque os advogados da Abril sabem muito bem como "escolher" os juízes de seus processos.

 

LS

 
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Ramalho

Você faz-me lembrar do sujeito que, para aparecer, pendurava melancia no pescoço e acoplava espanador de penas do traseiro.

Você sempre aparece falando baboseiras sem sentido, porém grandiosas e baratas como melancia e ornadas de penas de espanador, explicitando a cafonice intelectual que lhe é inerente, clara nas ideias que comete. Triste figura.

E que ideologia é esta, pacóvio? Enuncie-a, se é que você sabe o que é ideologia, e prove, sob pena de passar por mentiroso chinfrim, que todos os que citou comungam dela.

 
 
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ruyacquaviva

Essa é a prórpia definião de troll.

Desesperadamente atrás de atenção a qualquer custo.

Não alimentem o troll.

 
 
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Ronaldo Almeida

Este Rebolla é uma besta. Vai pesquisar um pouco sobre a história desta organização, imbecil.

 
 
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Kid Prado

Puxa vida! Assim vocês escorraçaram o Rebola (que eu dou um doce) por hoje. Procurei outras respostas desta sumidade nos comentários abaixo, e nada.  Este papel de coadjuvante na passagem da caravana deve ser muito cansativo. Ele ficou rouco e foi descansar em sua casinha para voltar amanhã com mais disposição e gana.

 
 
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Luiz Seixas

Eu ia dizer que Marcelo Semer estava a gastar chumbo com chimangos quando me ocorreu que a serenidade com que explicita suas convicções, e a inquestionável qualidade de seus argumentos, aproveitava o chimango nocivo para encaminhar propostas e ideias que nunca devem deixar de ser repetidas e reafirmadas. Mas foi bom saber o nível do que R. Azevedo escreve se responde a si mesmo. Agora posso deixar de me referir a esse indivíduo. Até que enfim!

 

LS

 
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Rafael Wuthrich

Minha opinião sobre o tema é irrelevante. O que opino é sobre a forma grotesca de contra-argumentar. O Sr. RA adora desqualificar discursos citando erros de português. A resposta a citada carta inclui um parágrafo inteiro desqualificando o escritor por ter escrito "lhe" ao invés de "o". Nem entro nos méritos dos argumentos. Acredito que mesmo se fosse o Pasquale em pessoa o sr. RA tentaria desqualificar alguma passagem por conta de erros no emprego da língua.

 

Rafael Wüthrich

 
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luiz antonio antunes machado

Certo, já sei de tudo isso. E daí ? A impunidade a essa prática que os senhores magistrados também reconheceram como fascista e criminosa vai continuar ? Ou será o começo de uma nova era ? Pois esse é um sonho de consumo de muitos brasileiros.

Quanto a combater o pior período da história da humanidade, diz a lenda que muitos brasileiros também deram a vida para ajudar a acabar com o próprio. Se a indignação trouxer uma ação afirmativa do judiciário, condenando os assassinatos de reputação sem provas, as difamações sem prova, e o suposto direito de criar crises, trocando informação por opinião, aí sim vai ser um presentão de papai Noel.

 
 
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Cláudia M.

É isso aí: vai ficar por isso mesmo? É uma desfaçatez atrás da outra da mais fascista das trincheiras direitistas e ninguém faz nada?

 
 
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Maria Rita

Incomoda-me profundamente a imprensa que censura, mais até do que a censura imposta à imprensa pelos ditadores ou por regimes totalitários. A última situação provoca o espírito libertário, de luta em defesa dos direitos civis. Já a imprensa que censura envergonha profundamente a mim e aqueles que, em momentos de crise juntaram-se a ela para o restabelecimento do regime democrático. Divergências entre idéias, eu entendo. Divergências entre princípios e valores que são inegociáveis, entre os quais o direito à liberdade de expressão de todos os cidadãos, de todas as associações na luta pela igualdade e justiça, ah!, essas têm que ser lidas à luz da razão e do espirito democrático. Não dá para abrir mão.

 
 
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Orides

Mas se a Veja não prestigiar os valores anti-democráticos e bem fascistas, o que mais poderá fazer?

Se o RA parar de latir, como seu público pode entender?

 

 
 
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Erick M

A Veja fez uma crítica, correta a meu ver, à Associação. Se ela quer se manifestar sobre um assunto polêmico, defendendo o lado mais polêmico, que tenha hombridade de receber críticas e rebatê-las, como faz, sem, contudo, apresentar espanto por ter sido criticada ou pôr em xeque o órgão que a criticou por não ser plural e despartidarizado. Isso é problema da Vej, não da AJD.

A AJD tem um bom histórico, mas a defesa de grupos que invadiram uma instituição pública , impediram aulas, fabricaram coqueteis molotov e críticas a uma Polícia que estava, veja só, cumprindo decisão judicial, parece-me inadmissível. Afirmar que invasão de prédio público não é questão jurídica, mas política, idem.

No mais, quem leu as matérias em Veja sabe que o quadro pintado pela nota não retrata, com fidelidade, as matérias em Veja.

 

Erick

 
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Henrique Araujo

Erick, na boa, se alguém começa uma discussão te chamando de "nazista" e "ignorante" você vai perder seu tempo contra-argumentando? 

 
 
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marcelo

Ela não defendeu este ou aquele grupo. apenas entendeu que o direito constotucional à livre expressão de pensamento está acima da lei ordinária que motivou a ordem de reinegração de posse, citando, inclusive, que isto já está pacificado na esfera trabalhista (negando interditos proibitórios contra grevistas) e cívil (negando reintegração de posse de prédio da unicamp).

Acho que a reação raivosa de veja deve-se ao fato de que este argumento tem força.

 
 
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Erick M

Henrique, em momento algum, vi qualquer referência a nazismo nos artigos de Reinaldo Azevedo. Ele reproduziu a nota inteira da AJD e criticou ponto por ponto.

Marcelo, a nota pública da AJD é sobre os estudantes da USP. A respeito dos estudantes diz textualmente que "é preciso mesmo solidarizar-se com as ovelhas rebeldes".

No mais, não confunda precedentes com jurisprudência. Precedentes, a gente acha de tudo neste País, até de juiz que acha a Lei Maria da Penha "um conjunto de regras diabólicas". Jurisprudência são precedentes reiterados e consolidados. Nem a invasão de prédios públicos nem impedir a entrada no local de trabalho de quem quer trabalhar são acolhidos em nossa jurisprudência. Você pode comprovar isso fazendo uma rápida pesquisa na página de jurisprudência do TST e do STJ.

Se há direito constitucional à livre manifestação, há direito igualmente constitucional e coletivo na preservação da paz, na preservação do patrimônio público, na não privatização de espaços públicos. Se há direito constitucional à greve, há direito igualmente constitucional de não entrar em greve.

Um direito constitucional, ensina quase unanimemente a doutrina e jurisprudência, nunca está acima do outro. Antes, devem ser exercidos de modo harmônico.

 

Erick

 

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