A repercussão da entrevista de Dilma ao 'Fantástico'

Por Nilva de Souza

Até a Ana Maria Braga conseguiu fazer uma entrevista melhor que essa tal de Patrícia Poeta.Vejam só que nível. Isto são perguntas que se fazem para uma Presidenta da República? Chegam a ser desrespeitosas de tão machistas. E, o pior, feitas por uma mulher. 

Entrevista completa que a Presidente Dilma deu ao Fantástico 

Por Katyta SV

Dilma Fantstico

A presidente Dilma Rousseff recebeu a apresentadora Patrícia Poeta no Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidência. E falou sobre sua intimidade em casa.

Chegamos ao Palácio da Alvorada de manhã cedo. Um bonito dia de sol, mas com o ar muito seco: umidade a 13%. O caminho pelos jardins é longo até que a fachada do palácio se descortina. Lindo.

Logo, a presidente Dilma Rousseff aparece. Chega junto com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, de um assessor e do cabeleireiro e maquiador Celso Kamura, que ela chamou de São Paulo.

Ela cumprimenta toda nossa equipe. E se mostra de bom humor.

“Você tem que ter patins para viver aqui. Ou um skate”, brinca.

Mas ela quer começar logo.

Patrícia Poeta: Agora vamos trabalhar?

Dilma Rousseff: Vamos embora. Vamos trabalhar.

Fantástico: São 9h30 da manhã, 8 de setembro, quinta-feira. O que a senhora já fez hoje? Conta para a gente.

Dilma: Eu já li todos os jornais, pelo menos a síntese dos jornais, né? Me preparei para recebê-la, o que não é pouco, né, Patricia? E já fiz vários telefonemas, a gente começa telefonando.

Patrícia: A senhora está gostando de morar aqui, presidente?

Dilma: Olha, é muito bonito. É bom de manhã, que você pode caminhar lá fora. Tem uma grande pista que você leva... Como eu estou mais lenta, é uma hora e dez. Um palácio não é um local feito para as pessoas morarem.

Patrícia: Por isso a senhora deve usar mais a parte de cima.

Dilma: Geralmente é o que todo mundo usa para viver, um quarto e uma sala. Se tivesse uma cozinha era ótimo, mas essa cozinha eles fizeram do outro lado. Para fazer um café de noite, se você tiver de andar um quilômetro, é complicado.

Patrícia: Quem vem lhe visitar aqui no Palácio?

Dilma: Olha, Patricia, vem a minha família basicamente.

Patrícia: Agora o espaço é grande, a senhora já teve tempo de sentar em todos esses sofás ou não?

Dilma: Olha, eu já, viu? Vou te dizer com sinceridade.

Patrícia: Já inaugurou todos, então.

Dilma: Porque quando é mais pessoas eu recebo do lado de cá, quando é menos eu recebo do lado de lá.

Patrícia: A senhora parece apreciar arte bastante.

Dilma: Eu gosto muito, Patrícia, e aqui é um lugar que você convive com isso. Tem uma tapeçaria do Di (Calvalcanti), como você pode ver. Aqui não dá pra botar muito quadro porque tem pouca parede. Mas na verdade, a parede é a natureza.

Patrícia: O que que tem a sua cara aqui, que a senhora gosta, que a senhora se enxerga?

Dilma: A biblioteca. Acho aquela biblioteca ela muito bonita também. E um local muito bom, eu gosto muito de conviver com livro. E livro. Apesar de eu ter feito um esforço e aprendi a ler no Ipad. Eu leio hoje e-books, eu gosto de página, gosto de papel, gosto do cheiro de papel. Uma coisa de infância, sabe?

Mas em palácio presidencial, biblioteca não é só ambiente de leitura. É palco de reuniões, muitas reuniões. E ela gosta.

Dilma: Tem uma vantagem aqui, vou te explicar qual é: não tem ar-condicionado.

Patrícia: A senhora não gosta de ar-condicionado?

Dilma: Se eu puder evitar, eu não gosto de ar-condicionado. Então você abre essa cortina e abre a janela e a reunião, eu posso ficar mais tempo fazendo reunião, sem aquela coisa do ar-condicionado, que é do Planalto.

Na sala seguinte, mais revelações sobre os gostos da primeira presidente mulher da história do Brasil.

Patrícia: Como é que é acordar todo dia como presidente da República?

Dilma: É como todo mundo acorda, Patrícia.

Patrícia: E ter que escolher, por exemplo, uma roupa, tem que estar sempre muito bem alinhada, tem que se preocupar com isso também.

Dilma: Geralmente, Patricia, eu acordo cedo porque eu caminho. Ai eu volto e aí você tem de, de fato, procurar uma roupa rápido.

Patrícia: Tem alguém que escolhe as suas roupas, tem alguém que lhe ajuda nessa tarefa?

Dilma: Não. Não. É inviável, é pouco eficiente, você tem de dar conta das suas necessidades. Pelo fato de você ter virado presidente, você não deixa de ser uma pessoa e é bom que você seja responsável por tudo que diz respeito a você mesma.

Patrícia: É impressão minha ou a senhora tem usado mais saia, mais vestidos?

Dilma: Ah, eu tenho usado.

Patrícia: Hoje, por acaso, a senhora não está usando, mas eu tenho visto.

Dilma: Eu tenho usado mais saia do que antes. Eu poderia continuar usando só calça comprida, mas eu acho que pelo fato de eu ser mulher tem horas que eu tenho de afirmar essa característica feminina.

Patrícia: Pede isso, né?

Dilma: É, pede.

Patrícia: Tem tempo pra cuidar do visual, se preocupar com isso? 
Dilma: Isso faz parte da minha condição de presidenta, não posso sair sem ter um cuidado com a minha aparência.

Patrícia: Quem é que faz, por exemplo, a sua maquiagem?

Dilma: Eu mesma.

Patrícia: A senhora aprendeu a se maquiar?

Dilma: Eu sabia desde, há muitos anos, eu não maquiava porque eu não queria.

E com a deixa de mostrar mais uma tapeçaria de que gosta muito, a presidente muda de assunto. Seguimos o tour pelo palácio.

Patrícia: Sua mãe, dona Dilma Jane, e sua tia, dona Arilda, seguem morando com a senhora aqui no Palácio?

Dilma: É, é, diríamos assim que não é constante. Às vezes elas vão para Belo Horizonte. Mas eu tenho tentado fazer com que minha mãe fique aqui permanentemente.

Patrícia: Estou perguntando, porque, no ano passado, eu entrevistei as duas e elas pareciam bem animadas em viver aqui. Sua mãe disse que queria se divertir, queria assistir a um bom filme, aqui no Palácio da Alvorada.

Dilma: Mas elas estão bem.

Patrícia: Têm assistido a filme?

Dilma: Têm assistido mais a novela. A verdade é essa.

Patrícia: E a senhora assiste com elas?

Dilma: Hoje não dá. Não tenho mais tempo, mas até assisto um capítulo aqui, outro ali. E geralmente procuro assistir os últimos.

Patrícia: No Palácio do Planalto é a senhora que manda. E aqui no Palácio da Alvorada, é a senhora ou sua mãe?

Dilma: Acho que nenhuma de nós mandamos. Isso funciona por si só, viu?

O palácio tem 143 empregados. Mas a presidente conta que usa pouco do que tem à disposição. Não usa, por exemplo, as oito suítes da área privativa, nem o cinema com 30 lugares. A sala de ginástica, só vem quando chove. E a de jogos serve apenas para ela gravar seu programa de rádio.

Patrícia: A senhora não traz nem o netinho aqui para brincar?

Dilma: Ele não anda. Ele está para andar, ele engatinha.

Patrícia: A senhora tem recebido a visita dele, do seu netinho, ele vem com frequência?

Dilma: Ele está aqui.

Patrícia: Ah, eles estão aqui esta semana, né? Chegaram no final de semana passado?

Dilma: Chegaram e agora eles vão embora depois que ele fizer o aniversário que é sexta.

Patrícia: De um aninho já?

Dilma: De um aninho.

Patrícia: O que a senhora costuma fazer com ele?

Dilma: Fico o dia inteiro com ele.

Patrícia: Brinca com ele?

Dilma: Brinco, levo ele pra nadar.

Patrícia: É verdade que a senhora canta pro seu netinho de vez em quando?

Dilma: Ué, faço tudo que toda avó faz, tudo.

Patrícia: Está curtindo esse papel de avó?

Dilma: Olha, eu vou te falar, é um papel fantástico. É mãe com açúcar.

E num lugar inusitado, passando pela garagem, surge o assunto saúde. Paramos.

Patrícia: Como é que está a sua saúde?

Dilma: A minha está boa. Agora, estou tentando, como sempre, emagrecer.

Patrícia: Mas a senhora pretende emagrecer quantos quilos? O sonho de consumo?

Dilma: Ah, não é muito, uns quatro, cinco quilos.

Patrícia: Mulher quer sempre perder um pouquinho, né?

Dilma: Não, é voltar o que eu era antes da eleição.

Patrícia: E a senhora tem passado por um acompanhamento médico depois do câncer tratado?

Dilma: Olha, eu sistematicamente acompanho, mas agora é de seis em seis meses. A questão do câncer hoje é uma questão resolvida quando você consegue detectar cedo. Isso é muito importante. Se as pessoas fazem prevenção, elas têm, então, condições de detectar e tratar. Foi o que aconteceu comigo.

Aos poucos, a presidente vai nos encaminhando para cima e para fora.

Dilma: A parte que eu acho mais bonita desse palácio é você olhar ele de lá pra cá. Meu neto fala... A primeira palavra que eu acho que ele falou é ema.

Além do netinho presidencial, o palácio hospeda hoje outros nove bebês. Filhotes de emas que nasceram na semana passada.

Dilma: Tem uma chocando. É um emo que choca.

Aproveito para a última pergunta que eu queria fazer antes de falarmos de política.

Patrícia: Qual o seu prato preferido?

Dilma: Arroz, feijão, bife, batata frita e salada de tomate com alface, que era isso que eu comi com a minha infância.

Patrícia: Agora quem é que cozinha pra senhora aqui?

Dilma: Tem um chefe, tem um cozinheiro, é ele que cozinha.

Patrícia: A senhora sabe cozinhar?

Dilma: Eu sei. Algumas coisas eu faço direito; outras, não.

Patrícia: Eu sei uma coisa que a senhora sabe fazer.

Dilma: Uma sopa de beterraba.

Patrícia: Mas tem uma outra coisa que a senhora sabe fazer bem.

Dilma: O quê?

Patrícia: Omelete.

Dilma: Ah, omelete. O problema meu com omelete é que ele gruda. Eu não sou boa de omelete, não. Sou boa de ovos revueltos (ovos mexidos).

Ela avança mais um pouquinho. Fica claro o motivo. São 10h30 da manhã. Normalmente ela sai para o trabalho às 9h.

Dilma: Você já notou que eu comecei a ficar indócil, não é?

Patrícia: Já, reparei pela perninha, já reparei.

Dilma: Estou indócil.

Patrícia: Está na hora de ir para o Palácio do Planalto, certo?

Dilma: Certíssimo.

Patrícia: A gente pode acompanhar a senhora até lá?

Dilma: Com o compromisso de serem bem rápidos.

Patrícia: Está certo, temos um acordo, então.

Dilma: Temos um acordo, então.

O trajeto entre os Palácios da Alvorada e do Planalto - a casa e o trabalho da presidente da República - leva quatro minutos. É ela quem faz questão de me destacar esse detalhe de eficiência e rapidez. Duas qualidades que aprecia muito.

Patrícia Poeta: Aqui é o gabinete da presidência da República, certo? 
Dilma Rousseff: É verdade.

Patrícia: A senhora senta em frente à mesa para reuniões com os ministros. As obras que a senhora fez questão de trazer de Djanira, né?

Dilma: Uma homenagem à mulher, uma das maiores pintoras desse país.

Patrícia: E eu vi que tem também uma fotinho do seu neto na sua mesa.

Dilma: Tem uma fotinho da minha filha e do meu neto.

Perguntamos à presidente sobre a importância das mulheres no seu governo. Em

especial das ministras Gleisi Hoffmann, Miriam Belchior e Ideli Salvatti. 
 

Patrícia: O comando político tem três mulheres. Como é que tem funcionado esse clube?

Dilma: Eu acho que é sempre bom combinar homens e mulheres, porque nós todos omos complementares. A mulher, eu acho, que ela é mais analítica, ela tem uma capacidade maior de olhar o detalhe, de procurar aquela perfeição, uma certa... Nós somos, assim, mais obcecadas.

Patrícia: E os homens?

Dilma: os homens têm uma capacidade de síntese, dão uma contribuição no sentido de ser mais, eu diria assim, objetivos no detalhe, eles sintetizam uma questão, a mulher analisa. Então, essa complementaridade é muito importante.

Dilma: Mulher é carinhosa, cobra e tem uma coisa que eu acho fundamental, a generosidade. Você tem que cobrar, tem que ficar ali em cima, mas tem horas que você tem que ser generosa também.Mulher é capaz, porque, senão, não educava filho.

Patrícia: Agora e as reuniões com elas, como é que são? São mais descontraídas, são mais duras? A senhora estava fazendo uma comparação em relação aos homens. 
Dilma: Não, não, eu acho que é muito similar.

Patrícia: Em uma reunião dessas, por exemplo, tem um momento mais mulher? Bolsa, sapato, filho, neto?

Dilma: Tem não.

Patrícia: Tem não. Nem no cafezinho?

Dilma: Na verdade, não tem, viu? Não. Tem neto, viu? Agora que tem uma quantidade de gente com neto e todo mundo quer mostrar o seu atualmente.

Patrícia: Agora, presidente, vamos esclarecer algo que virou meio lenda aqui, que é o jeitão da presidente, que é o estilo. A senhora é durona mesmo?

Dilma: Uma vez eu disse e ninguém entendeu. Eu disse achando que eu estava fazendo uma ótima piada. É que eu sou a única mulher dura cercada de homens todos meigos aqui. Nenhum é duro, nenhum é tranquilo e firme, então, é uma coisa absurda. Só porque eu sou mulher e estou em um cargo que, obviamente, é de autoridade, eu tenho que ser dura. Se fosse um homem, você já viu alguém chamar... Aqui no Brasil alguém falar: 'Não, fulano está num cargo e ele é...

Patrícia: Durão.

Dilma: ...uma pessoa durona, não. Homem pode ser durão, mulher não.

Patrícia: A senhora acha, então, que é pelo fato de a senhora ser mulher?

Dilma: É, e eu sou uma pessoa assertiva. Que nesse cargo que eu ocupo, eu tenho que exercer a autoridade que o povo me deu.

Dilma: Eu tenho que achar que podemos sempre ser um pouquinho mais, que vamos conseguir um pouquinho mais, e que vai sair um pouco mais perfeito e que a gente vai conseguir. Se eu não fizer isso, eu não dou o exemplo e as coisas não saem.

Patrícia: E vale bronca nessa hora, por exemplo?

Dilma: Olha, a bronca faz parte e é uma bronca meiga. É aquela...

Patrícia: Dá um exemplo para gente.

Dilma: 'Isso não está certo, não pode ser assim'.

Patrícia: Nesse tom?

Dilma: Ah, é, é esse tom. 'Não está certo e não pode ser assim'.

Patrícia: O que tira a senhora do sério?

Dilma: Eu vou te falar, eu acho que quando a gente não deu o melhor de si, me tira do sério.

Patrícia: Aí, a senhora vai lá e cobra e é aí que entra bronca.

Dilma: Mas sabe o que é? Eu cobro de mim também.

Patrícia: E quando falam, assim, do seu temperamento, isso incomoda a senhora de alguma forma ou não, a senhora não está nem aí para isso?

Dilma: Sabe o que é, Patrícia? Ossos do ofício. Tem vários ossos do ofício de ser presidente. Um é esse. O caso, por exemplo, da luta contra a corrupção é osso do oficio da presidência, ou seja, é intrínseco à condição de presidente zelar para que o dinheiro público seja bem gasto. Depois, eu tenho uma responsabilidade pessoal também nessa direção.

Patrícia: A senhora não imaginava, por exemplo, que fosse ter que trocar quatro ministros em tão pouco tempo, três deles, pelo menos, ligados a denúncias de corrupção, esperava isso?

Dilma: Olha, Patrícia, eu espero nunca trocar nenhum ministro e muitos deles eu não troquei exatamente por isso. Vamos e venhamos. O ministro Jobim, Nelson Jobim, saiu por outros motivos.

Patrícia: Mas os outros três...

Dilma: Eles ainda não foram julgados, então não podem ser condenados.

Patrícia: Mas isso foi faxina ou não foi, presidente?

Dilma: Eu não acho, eu acho a palavra faxina errada, porque faxina você faz às 6h da manhã, e às 8h, ela acabou. Atividade de controle do gasto público, na atividade presidencial, jamais se encerra.

Patrícia: Por que a senhora acha que nesses oito anos e oito meses do governo de PT, eles não foram capazes, não foram suficientes para acabar com a corrupção, já que essa é uma das bandeiras do partido?

Dilma: Minha querida, a corrupção ela não... Por isso que não é faxina, viu, Patrícia? Você não acaba com a corrupção de uma vez por todas. Você torna ela cada vez mais difícil.

Patrícia: É possível ter um governo equilibrado, um governo estável, tendo a base aliada que tem no Congresso? A minha pergunta é a seguinte: a senhora acha que a senhora pode ficar refém dos aliados?

Dilma: Mas eu não acho, Patrícia, que eu sou refém.

Patrícia: Nem que pode ficar?

Dilma: Nem acho. Tem de ter muito cuidado no Brasil para a gente não demonizar a política. Nós temos uma discussão de alto nível com a base, com a nossa base, e nós vamos...

Patrícia: E como que a senhora controla esse toma lá da cá, digamos assim, cada vez mais sem cerimônia das bancadas? Como é que a senhora faz esse controle?

Dilma: Você me dá um exemplo do "da cá" que eu te explico o "toma lá". Estou brincando contigo. Vou te explicar. Eu não dei nada a ninguém que eu não quisesse. Nós montamos um governo de composição. Caso ele não seja um governo de composição, nós não conseguimos governar. A minha base aliada, ela é composta de pessoas de bem. Ela não é composta, não é possível que a gente chegue e diga o seguinte: “Olha, todos os políticos são pessoas ruins”. Não é possível isso no Brasil. Vou tomar uma água.

Intervalo para um copo d'água. É rápido. Depois de falar sobre corrupção, a demissão de três ministros, certamente os piores momentos que enfrentou até aqui, pergunto sobre os acertos.

Patrícia: Qual que a senhora acha que foi, nesses oito meses, o seu maior acerto?

Dilma: Nesses oito meses? Deixa eu pensar. Por que eu estou pensando? Porque eu não posso te dar várias. Porque eu acho que algumas coisas eu acertei bastante. Eu vou falar, eu acho que foi muito acertado, logo de início, ter entregue os remédios de graça. Sabe por que eu estou falando isso? Porque eu acho que a pessoa que não tem dinheiro para comprar um remédio que precisa, acho que é um drama humano violento. Aqui nessa mesa, nós decidimos que a gente ia garantir e assegurar para todas as pessoas do Brasil que sofrem de diabetes e pressão alta, que a gente ia assegurar o acesso ao medicamento de graça. Porque nós somos o único país que faz isso nessa proporção. Por isso que eu tenho orgulho disso. Podia dar uma segunda?

Patrícia: Pode, vou deixar a senhora, já que eu roubei o seu tempo lá no Palácio da Alvorada, a senhora tem crédito comigo. Pode dar a segunda.

Dilma: Olha, Patrícia, eu fico muito orgulhosa de uma outra coisa. É outra coisa que não é assim grande, mas para mim é importante. É importante reduzir imposto. Então, eu gostei de fazer isso. Para quem? Para o super simples e para o MEI.

Em abril, a presidente reduziu impostos pagos pelos microempreendedores individuais, chamados MEI. E em agosto, propôs a diminuição dos impostos das pequenas empresas.

Dilma: Então eu acho que são as duas coisas que eu mais me orgulho, entre outras. Se você deixar, eu penso em mais umas dez. Nós tiramos 40 milhões de pessoas da pobreza. Essas pessoas são hoje da classe média. O meu maior compromisso é garantir para esses 40 milhões, mais os outros que já usavam, garantir educação pública de qualidade, saúde de qualidade e segurança pública de qualidade.

Já que a presidente tinha acabado de falar em redução de impostos, em seguida, pergunto sobre o novo debate nos meios políticos: a possível volta da CPMF, o chamado imposto sobre o cheque. A presidente logo esclarece:

Dilma: Eu sou contra a CPMF, hein.

Patrícia: A senhora acha que a gente precisa de um imposto, de mais um imposto, para ter um atendimento de saúde melhor?

Dilma: Sabe por que a população é contra a CPMF? Porque a CPMF foi feita para ser uma coisa e virou outra. Acho que a CPMF foi um engodo nesse sentido de usar o dinheiro da saúde e não para saúde.

Patrícia: Está falando que foi desviado?

Dilma: Foi, foi. O dinheiro não foi usado onde devia. Nós, na saúde pública do país, gastamos 2,5 vezes menos do que na saúde privada. Um país desse tamanho, o maior país da América Latina, com a maior economia da América Latina, gasta 42% menos na saúde do que a Argentina.

Dilma: Para dar saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. Agora, o Brasil precisará aumentar o seu gasto com saúde. Inexoravelmente.

Patrícia: Isso seria quando?

Dilma: O mais rápido possível.

Patrícia: Outra polêmica recente: houve interferência da presidente na decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica dos juros em 0,5%.

Patrícia: A senhora não interferiu, nem de leve, nesse caso?

Dilma: Não, nós não fazemos isso. Nós estávamos dizendo naquela oportunidade é que a crise econômica, quando se aprofundou ali por agosto, ela criou uma nova conjuntura internacional. É esta conjuntura internacional que cria a diferença e não nós interferindo no Banco Central.

Patrícia:  E a crise econômica mundial? Que impacto a senhora acha que isso vai ter no Brasil nos próximos meses?

Dilma: Nós temos um mercado interno crescente e vamos combater essa crise crescendo.

Patrícia: Que a indústria nacional vem freando, dando uma estagnada.

Dilma: Pois é, mas veja, a indústria deu uma diminuída em relação ao ano passado, que nós crescemos 7,5. Nós estamos esperando esse ano crescer em torno de 4. Nós, até julho, nós geramos 1,5 milhão de empregos. Se fosse nos EUA ou na Zona do Euro, qualquer país da Zona do Euro, estariam soltando foguete.

E como estamos na semana da notícia de que a inflação deu um pulo de 0,16%, em julho, para 0,37% em agosto, pergunto se esse aumento preocupa.

Dilma: A inflação é algo que sempre tem de nos preocupar, sabe, Patricia? Você sempre tem de ter um olho no crescimento e o outro olho na inflação.

Já chegando ao fim da entrevista, a presidente não parece tão indócil, como disse estar no Palácio da Alvorada. Então, decido partir para a última pergunta.

Patrícia: A senhora acha que o Brasil vai estar preparado, vai estar pronto para a Copa do Mundo de 2014?

Dilma: Ah, tenho absoluta certeza.

Patrícia: O que faz a senhora acreditar nisso?

Dilma: Por quê? Porque nós vamos ter nove estádios ficando prontos até dezembro de 12. No máximo início de 13. Tempo de sobra para Copa.

Patrícia: Aeroportos?

Dilma: Aeroportos, nós estamos com três aeroportos em licitação, já totalmente formatada a engenharia. Vamos fazer essas licitações no final desse ano.

Patrícia: A sensação que dá para o cidadão brasileiro é que o processo tem sido lento.

Dilma: Mas eu posso te mostrar os estádios, por exemplo. Eu olhei recentemente, fizemos um balanço aqui, com o ministro Orlando Silva, ele trouxe todos estados e nós monitoramos, nós monitoramos com informações online, fotos e tudo.

Patrícia: Presidente, muito obrigada por essa conversa, por mostrar um pouco da sua intimidade para gente, por ter me recebido aqui em Brasília. Agora, chega de papo, né? 
Dilma: Agora, eu vou trabalhar.

Patrícia: Vai trabalhar, presidente. Muito prazer em conhecê-la pessoalmente. Bom trabalho.

Dilma: Obrigado.

Por H. C. Paes

Nassif, saiu a entrevista do Fantástico com a presidenta:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1672642-15605,00-DILMA...

(Por sinal, ela usa tanto "presidente" quanto "presidenta" ao falar com Patrícia Poeta.)

Surpreendi-me. Dilma está mais articulada do que nunca.

A entrevista foi educada. A jornalista não tentou golpes baixos, e não se esquivou de perguntas sobre os temas polêmicos. Gostei muitíssimo das respostas de Dilma sobre a corrupção, totalmente desautorizando qualquer lacerdismo.

A Rede Globo só tentou uma manipulaçãozinha sorrateira, ao soltar a manchete no G1 de que Dilma seria "contra a CPMF". Aí quem vai ver a entrevista descobre que ela meramente repetiu o que já dissera antes: que considera a encarnação "fernandiana" (o adjetivo é meu) da CPMF como um engodo, uma vez que o dinheiro não ia parar na Saúde (e, claro, antes que os patrulheiros venham encher, isso não melhorou com Lula). Só que ela deixou bem claro que o Brasil gasta pouco com saúde pública, como números para comprovar, e que o dinheiro vai ter de sair de algum lugar. Provavelmente, o que a emissora queria é que Dilma dissesse algo que a desautorizasse a defender a CSS no Congresso. Não conseguiu.

De resto, a entrevista não teve novidades, nada que já não soubéssemos. Patrícia Poeta foi um pouco desagradável ao perguntar se as reuniões ministeriais com as titulares mulheres não incluía papinhos sobre bolsa, sapato, novela e neto (como se mulher não levasse a sério reuniões de trabalho), mas Dilma não deixou o estereótipo deitar raízes.

Francamente, a entrevista da Carta Capital foi mil vezes mais interessante.

Por Gilson AS

Na entrevista da Dilma ao Fantastico, a presidenta desconstruiu, todas as "cascas de bananas" que de forma educada, a Patricia Poeta tentou colocar no caminho da presidenta.

Umas das perguntas maliciosas, foi quando a Patricia perguntou sobre o "toma lá da cá" no seu governo.

A presidenta foi curta, grossa, direta e objetiva, como tinha que ser, dizendo: você me mostra onde está o toma lá, que eu lhe mostro o da cá.

A jornalista ficou visivelmente constrangida e sem graça, e a presidenta concluiu dizendo - estou brincando com você.

Foi sensacional.  A presidenta se mostrou simpática, segura,e com total conhecimento de todas as área do seu governo, e está bem melhor articulada.

Outro detalhe que achei que era desnecessário, e a Globo poderia ter evitado, foi fazer close fechado no rosto da Dilma, acentuando as suas rugas ou marcas de operação plasticas, eles poderiam ter cortado essa parte.

No resto, a Dilma deitou e rolou para cima do PIG, ponto para presidenta.

Por Vânia

Resposta de Dilma à garota do Fantástico

É Fantástico!

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63 comentários
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Nilson

Eu não gostei da entrevista não. Como disse o Gilson a melhor parte foi a pergunta do toma lá dá cá. A melhor entrevista de ontem a noite foi com o Bispo Macedo dizendo que a mída inventa, distorce etc..

 

Nilson Fernandes

 
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Fabio SP

Parei por aqui... O Bispo Macedo se queixar que alguma coisa distorce algo, e você achar que a entrevista e boa é demais pra mim.

 
 
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Nilson

O Bispo Macedo é empresário da comunicação e a reportagem  atacou dois esgotos, Globo e Veja. Ele é dono da Record a 21 anos e eu nunca vi nesta emissora ataques maliciosos, inverdades, distorções, invenções, calúnias, injurias e difamações ao presidente Lula e a presidenta Dilma. A Globo e Veja são reincidentes nestes quesitos !!!!!

 

Nilson Fernandes

 
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Mario Blaya

vc nunca viu porque a Record e uma emissora adesista, sempre apoiando o governo para conseguir expandir sua rede de retransmissão, quando o PT era oposição o ancora da Record era o Boris Casoy!  com o PT no poder, PHA tem espaço assegurado na emissora!

ao menos a Globo mantem sua posição em relação ao PT, isso e firmesa, mesmo que por um ponto errado, mas ao menos demonstra carater!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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JB Costa

Blaya,

Você é que  FANTÁSTICO! Consegue exprimir uma verdade a favor quando na realidade ela é contra, ou seja, pensa estar defendendo e está mesmo é atacando. Explico:

Não sou globofógo, mas nesse quesito - caráter - as Organizações Globo estão no vermelho. Sempre estiveram à frente das lutas heróicas (e inglória para eles) deste país, aí entendidas, qualquer uma que fosse a favor dos mais pobres, do país e da democracia. A palavra social é maldita para as bandas de lá. Não por nada, acolhe a mais fina flor da escumalha facista da imprensa.

Os Marinhos não aderiram de mala e cuia ao PT foi exatamente pela coerência deles. Ou eles iriam apoiar um projeto de Poder nos quais a primazia fosse o social e os interesses nacionais? Nunquinha. 

Assim, meu fantástico Blaya, você foi no ponto ao arguir essa "coerência" bem particular das Organizações Globo. 

 
 
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Walter Decker

AHAHAHAHA !!! Essa foi boa ! A Globo demostra caráter porque faz um jornalismo parcial, atacando o PT e encobrindo os podres dos tucanos paulistas. Que ridículo. O máximo que vc ( Blaya ) poderia afirmar seria que AMBAS são mal-caráter. De qualquer maneira se uma faz o jogo do governo, ainda bem. Alguém para mostrar as virtudes do mesmo, porque se dependesse de toda a grande mídia só ia restar aquela máxima do " nada presta... "

 
 
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kdu

APOIADO NÃO TIRO UMA VIRGULA DO QUE VC DISSE .

 
 
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eloir dreyer

O problema no caso do Macedo, não é nem ele, que é um canalha notório, mas a insistência que a publicação tendenciosa da Veja tem de não ouvir o outro lado. Isso não existe. Não entendo como os outros jornalistas, inclusive o Nassif, não se manifestam por conta dessa recorrente e covarde prática por parte da revista da Abril. Eles escrevem o que querem sobre quem bem entendem e publicam somente o que interessa.

 
 
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kdu

A pelo amar de DEUS vamos respeitar nossa presideta !!

 

 
 
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Caesarea

Concordo Nilson! A "Patrícia Poeta" entrevista a terceira mulher mais poderosa do mundo com perguntas ridículas preparadas pelo Ali Kamel...será que ela iria fazer essas mesmas perguntas para a Hillary Clinton ou Angela Merkel??? Dilma não deveria dar mais entrevistas para o PIG.

 
 
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Fernando Vugman

A Patricia Poeta tem o nome como ironia. Nem poeta, nem nada que se aproxime de enfrentar o mundo com espirito aberto, nem qualquer sinal de pensamento crítico. Eu queria mesmo ve-la perguntando pra Hillary se ela fala sobre bolsas e sapatos nas suas reunioes de trabalho.

Mas acho que a Dilma deve continuar dando entrevistas ao PIG. A cada nova entrevista, mais o PIG se revela e menos credibilidade acumula

 
 
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Ricardo Pereira

Concordo contigo Fernando. Se tivesse o estofo intelectual de um verdadeiro poeta, nao faria este papel constrangedor. Parafraseando aquela veterana cansada,  a Paty é uma "gracinha" , né?  E como a outra citada, tem dois neuronios e mata-burro na sinapse.

 
 
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Marco Antonio L.

Lendo agora a entrevista da Dilma no fantástico nada vi de novo, absolutamente nada. As perguntas e as colocações da entrevistadora foram muito fracas, sem impacto algum. A Presidenta mantendo sempre a sua calma, ponderação e inteligência. Mais uma vez nada que pudesse ser destacado, positivamente, pelo PIG.

 
 
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jomarlov

Esta Patrícia está onde está porque é casada com um dos "homi" da Globo...

 
 
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edu

Olha o preconceito !!!

 

 
 
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Gerson Pompeu

Preconceito nada! A Patricinha é muito fraquinha até para jornal colegial. Uma dondoquinha tola.

 
 
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Nilson

É mesmo. casado com Amaury Soares chefão na Globo em São Paulo que é irmão Paulo Renato Soares que está na Globo do Rio. Ficou péssima a reportagem intercalando a Patricia Poeta entrevistando a Dilma e falando de Nova York.  Prefiro o Lula mostrando o Palácio !

 

Nilson Fernandes

 
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Mario Blaya

bom gosto tem esse tal "homi" da globo!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Marcia

Patrícia é fraca,  e não é maliciosa, não tem a cara da Globo. Excelentre entrevistadora é Marília Gabriela, é inteligente, astuta. Mas, fanado muito sério, achei o formato da entrevista de mau gosto e o final  foi triste com Dilma dando as costas para  Patrícia numa despedida pouco  educada. Não sei  se foi proposital, ou não.

 
 
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alfie

É maliciosa, sim. E, as vezes, impertinente. Para que insistir na ausência da mãe? Eu responderia que essa é uma questão familiar, intima, não interessa a nação. Mas Dilma é mais elegante e tergiversou. Aquela pergunta sobre se há "tricô" na reunião da ´presidenta com as suas ministras é de um machismo imperdoável. Patricia saiu-se mal ao perguntar de forma rude sobre o "toma lá, dá cá". A sua contrariedade ficou evidente. E se Dilma apareceu saindo de apressada, de costas, é porque estava atrasada e exasperada. E aqueles closes invasivos foram de extremo despreito a qualquer pessoa, mais a uma mulher de idade. Tivemos, de forma desnecessária, uma overdose de Patricia naqueles links sem graça com ela em Nova York sempre do mesmo local. As correspondentes em NY poderiam ter feito isso. Mas como ela tem QI (Quem indica), uma viagenzinha a NY vai bem.  

 
 
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Marcia

Ela é fraca, a Poeta, e não convence além de não ter carisma.

 
 
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Gardenal

Como diria aquele grande filósofo de São Januário, Gávea e adjacências: "A jornalista Poeta, falando, é uma Patricia".

 
 
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Ricardo Pereira

hehehe. O baixinho completaria: a Patricia, calada, é uma Poeta...

 
 
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Fabio SP

Primeiro, o Fantástico não é um programa político.

Segundo, a Dilma não tem o menor traquejo de ficar em frente às câmeras, como tem a Patrícia Poeta (afinal, uma é artista e outra é presidenta).

Terceiro, no afã de culpar a Globo por alguma coisa, não veem que a entrevista foi bem humana e caiu bem para o público que assiste ao show do domingo.

 
 
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Mario Blaya

ué???  quando eu disse que era uma afronta e desperdicio fazer uma reportagem com a 3ª mulher mais poderosa do planeta em que ela mostra a "casa" teve gente que ficou chateada agora reclamam exatamente da mesmo superficialidade da materia?  

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Marco St.

E tem gente que assiste o Fantástico e AINDA espera uma entrevista interessante...

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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MarcosAS

As tentativas de constranger Dilma foram evidentes. Até os olhares dessa tal Patrícia eram como quem se olha um bandido, um malfeitor. Se fosse com o FHC seriam só sorrisos. Bom não esquecer ue o PIG anda por aí estimulando a visão de governo corrupto etc e tal - o que, para azar deles, não colou em Dilma, que é vista pela  população que o PIG tenta manobrar como ética. Mas não vão desistir, sabemos.

 
 
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Rogerio Martins

Dilma tá com tempo... Esse cadáver insepulto chamado Fantástico/Globo merecia mais uma pá de cal do que a atenção da Presidenta da Republica em um programa de amenidades sem qualquer valor.  Eu não daria esse "ibope" para Globo depois do que aquela "organização" apronta e sempre aprontou. Mas não mesmo e isso pra mim é política também.

 
 
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Maria Lucia Zanetti

A entrevistadora é fraquinha.

 
 
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Marcelo D W bloqueado

"Se as pessoas fazem prevensão... o cancer é tratavel"  ... piada né? Com este sistema publico de saude falido, fazer prevensão só pra artista e politico mesmo, no Albert Einstein, no Sirio Libanes.... e não faz nada pra mudar.... tem que aumentar imposto né? Porque não diminuir o cabide de empregos e economizar uns 20 bilhões por anos e enfiar esta sobra na saude publica? Ah não dá né? A turma do legislativo, os predadores da nação, não deixam né? O povo ta mesmo mal servido de funcionarios publicos... que Deus tenha piedade das criancinhas que agonizam horas no posto de saude para serem atendidas, como o meu sobrinho ficou agonizando..... e que o vermelho acolha as almas gananciosas daqueles que se locupletam....

 
 

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