A reedição do modelo Collor de marketing

"É tênue a separação entre uma acusação - a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo - e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante"

Do Valor

Oposição a Lula virou amizade, quase amor

Maria Inês Nassif
02/09/2010

Sem bater em Lula, o marketing de Serra tenta transformá-lo em vítima de Dilma

Em 1989, Fernando Collor de Mello, ex-governador do Estado mais pobre da Federação, Alagoas, assumiu um discurso ofensivo - no sentido também de ofender -, selecionou uma série de desaforos destinados a abalar um governo caindo de impopularidade e partidos em crise, e definiu bordões para causar pânico em torno do candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal concorrente. Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.

A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.

Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães.

Os marqueteiros de Collor trabalharam em terreno fértil - e sua agressividade foi guindada à condição de ira divina. Um impeachment e quatro eleições depois, todavia, a eficiência desse modelo é questionável. Simplesmente porque vai contra a realidade.

Em 2006, nas eleições pós-mensalão, a oposição tentou reeditar o discurso de Collor. Os alvos eram um governo que os partidos adversários consideravam acabado e um partido, o PT, que tinha por decadente. Na cabeça dos partidos oposicionistas, Lula era um Collor pré-impeachment ou um José Sarney em final de mandato: estava condenado a deixar o poder. O modelo do discurso agressivo, beirando as bravatas machistas do Collor presidente, foi o escolhido para derrubar Lula - ou pelo impeachment, em 2005, ou pelo voto, em 2006. Um senador, no plenário, chegou a ameaçar bater em Lula.

O erro de avaliação foi fatal para a oposição. A popularidade de Lula nas pesquisas subiu rapidamente após a ofensiva dos partidos oposicionistas no Congresso. Em 2006, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, chegou a ter mais votos no primeiro do que no segundo turno. A avaliação da oposição, sobre a qual o discurso político foi construído, não levou em conta mudanças que estavam se produzindo no país. Os programas de transferência de renda, em especial o Bolsa Família, despiram as classes média e alta do papel de mediadores de voto das classes menos favorecidas. Lula tinha um patrimônio eleitoral próprio. A agressividade do discurso da oposição, em vez de desgastar o presidente que disputava a reeleição, vitimizou-o. Produziu solidariedade, em vez de provocar aversão.

Da vitória de Lula em 2006 para cá, o modelo Collor de marketing político teria que ter passado por grandes mudanças. Elas foram apenas cosméticas. O marketing de Serra, nos primeiros dias de propaganda eleitoral gratuita, optou por não comprar briga com Lula e não negar a sua popularidade. O problema é que o discurso soou falso. Desde 2005, a oposição aparece na mídia em confronto radical com o presidente que agora é tratado com condescendência, quase amor. No último round eleitoral, Serra tem se apegado às quebras de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. As acusações recaem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e sobre o seu partido, e não sobre o chefe de um governo cuja Receita Federal deixou vazar sigilos.

Enquanto o marketing de Dilma a une a Lula, o de Serra tenta separá-los. Os índices de pesquisa acabam mostrando que a eficiência do marketing é tão maior quanto mais próxima da realidade. As estratégias de campanha de Dilma deslizam numa realidade em que o eleitor tende à continuidade, gosta do presidente e incorporou naturalmente o trabalho de identificação feito entre a candidata e o seu padrinho. As estratégias eleitorais de Serra nadam contra a corrente de um eleitorado majoritariamente governista e da identificação da ex-ministra com o governo que é amplamente aprovado pela população.

A saída de Serra é tentar ser, ele próprio, a vítima. A algoz tem que ser Dilma, porque Lula não tem colado nesse papel. Como a prancha de Serra está contra a onda, no entanto, o marketing teria que conseguir uma sintonia muito fina. É tênue a separação entre uma acusação - a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo - e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras 

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32 comentários
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Luiz Antônio

Ontem fiquei pensando de que a Dilma nem era candidata em 2009 e quem tinha interesses de tirar Serra da disputa vinha lá do palácio do governo de Minas. Será que procede?

 
 
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Calvin

 Pensando? Dilma está em campanha desde 2008 lembra não?

 
 
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Sergio Saraiva

Político está em campanha 24 horas por dia cada dia de sua vida. pode não ter definido ainda o cargo, mas sempre está em campanha.

 
 
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carlos c

Eu quero vber o Serra com 56%...de rejeição!

 
 
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Roberto São Paulo-SP 2012

Creio que a enorme diferença apontada pelas pesquisa eleitorais assusta a oposição PSDB/DEM.

Creio que essa ação da oposição PSDB/DEM estava programada para sair nos últimos dias da  campanha eleitoral para poder viabilizar o segundo turno e/ou decidir a eleição, ou seja em uma situação de uma pequena diferença nas pesquisas eleitorais.

A utilização dessa ação ainda faltando mais de 30 dias para as eleições mostra o desespero da oposição PSDB/DEM em função do massacre que vem sendo indicado pelas pesquisas eleitorais.

Além disso a oposição PSDB/DEM pelo visto não tem mais nada para mostrar para o eleitorado, nem programa nem discurso alternativo de governo.

Todo mundo já acredita que apenas o imponderável pode impedir a vitória da candidata do do Governo do Presidente Lula, e mesmo assim este imponderável precisaria ocorrer em um ambiente de uma pequena diferença nas pesquisa eleitorais, mas não é o que vem ocorrendo.

 

2010

 
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marcelo batista

 O PT , preservando Dilma , tem que começar a perguntar no horário eleitoral, a quem realmente interessa essa bauburdia toda. Pois à Dilma não é. Isso beneficia a Dilma , assim como uma chuva no Rio Grande do Sul, beneficia um agricultor no Tocantins, em nada. Ja ao Serra, como esta em queda livre, qualquer burburinho é vantagem, ainda mais apoiado pela imprensa podre.

 
 
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A. R. Carvalho

Como sempre,

Excelente artigo.

Nssif, segue nota publicada no blog do Azenha.

2 de setembro de 2010 às 4:18

Em nota, CTB desmente apoio a Serra

Prezado Azenha,

Nos ajude a desmentir mais uma da “grande mídia”. Na matéria “Em encontro com sindicalistas, Serra insinua comparação de Lula e Dilma a Maluf e Pitta” (http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/01/em-encontro-com-sindicalistas-serra-insinua-comparacao-de-lula-e-dilma-a-maluf-e-pitta.jhtm) o UOL cita a participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB – em evento do candidato tucano. A CTB não só não participou deste evento, como sua Direção Nacional emitiu a seguinte nota:

A Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB vem a público para esclarecer que nenhum de seus dirigentes foi autorizado a manifestar qualquer tipo de apoio à candidatura de José Serra à Presidência da República, ao contrário do que sugerem reportagens veículadas em alguns sítios noticiosos nesta quarta-feira (1º).

A CTB, por meio de sua Direção Plena, definiu no último dia 30 de junho apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à sucessão do presidente Lula. Portanto, qualquer informação que difira dessa deliberação é incorreta e não merece crédito.”

São Paulo, 1º de setembro de 2010

 

 
 
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Otaviani

Isso me lembra meus tempos de criança,u mesmo as crianças de hoje,que as vezes eram crueis.Então para o Serra e oposição : "Bem feito,bem feito",he,he,he.

 
 
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AR Carvalho

Como sempre, excelente.

 
 
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Túlio Carvalho

O problema pode ser de incompetência das pesquisas de tracking. A amostra deles ficou enviesada, porque eles tinham que mostrar bons resultados 2 meses atrás.

Este discurso endurece que já está firme. É óbvio que não dá para acusar sem provas. E se eles tivessem as provas, já teriam mostrado. Portanto, são levianos. Levianos todos. FSP, Estadão, Veja, Globo e respectivos portais.

Salva-se ig, terra, e a questão é a mídia que se vai fazer destes portais.

 
 
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Márcio Xavier

Nassif, vc foi citado neste ótimo texto que está no Terra Magazine:

Em entrevistas, uma Dilma marota navega por pegadinhas

Paulo Costa Lima
De Salvador (BA)

 


Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Veio de uma colega de hidroginástica - segunda idade avançada. Lá pelas tantas me informou do intenso constrangimento daquele 'casal 20' de apresentadores com relação à entrevista da Dilma na tevê, pois eles são petistas convictos. Mas Irá! Você tá de gozação né? Era só o que faltava. E ela, entre halteres e respingos - não! eu sei de fonte limpa.

Como entender o caso? Será que tem mesmo fontes privilegiadas? Ou é mais um exemplo dessa condição atual de perda da noção de distância entre espetáculo e espectadores, virtual e real - alucinando uma proximidade fantástica que não existe? A propósito, Irá não precisa mentir, fala tudo que pensa.

E se fosse verdade? Se estivéssemos diante de um cenário onde um script master é consagrado pela emissora e todos sendo obrigados a segui-lo? Nesse caso precisaríamos iniciar um movimento de solidariedade aos constrangidos jornalistas, que não podem exercer o mais elementar direito de liberdade de expressão em seus próprios programas.

E logo fico a imaginar a ciranda de constrangimentos a rodar e rodar. Se e se..., será que já pressionaram a Cristiana? Sempre a via com muito equilíbrio, mas há poucas semanas parecia estar deslizando na corda bamba dessa pressão.

Analiso um a um os envolvidos que aparecem na minha tela. Fica mesmo a impressão de que certos debates são montados às pressas para impingir a verdade da casa - e a ansiedade de fazê-la emergir acaba crispando um pouco o sorriso da "entrevistadora".

Quando um determinado tema entra em pauta, percebemos que todos os colunistas e apresentadores são convocados a dar sua 'contribuição'. Tudo muito bem ensaiado.

Ontem mesmo foi a vez de outro William, a quem muito admiro pela postura elegante e esclarecida, e novamente com a Dilma em cadeia nacional. Hoje cedo Luis Nassif registrava em seu blog o disparate das perguntas, segundo ele, um teatro armado para virtualizar a campanha.

Na verdade, as perguntas excluíram qualquer peso temático que levasse ao aprofundamento de propostas de governo, ou acerca de polaridades que nos afligem (social democracia versus mercadismo do BC; governo eficiente e participação popular, vulnerabilidades da economia aparentemente pujante etc.), nada disso, lembrou Nassif.

No cardápio, cinco temas que mais parecem pegadinhas: a mudança física de Dilma (o script quer mostrar uma candidata de duas caras); Zé Dirceu no debate; cargos para os aliados; quebra de sigilos; presos de Cuba; Narco e Farcs.

Do ponto de vista da oposição, isso está sendo um desserviço de grande monta, e uma preciosa oportunidade perdida. Não se faz mais emissora como antigamente? Ou será que foi o povo que mudou?

E uma Dilma marota, agora mais confiante, com pesquisas e exposição pública, navega tranquilamente pelas pegadinhas, dá respostas convincentes quase sempre para a câmera certa, mostra conhecimento profundo da perspectiva de governo e de vez em quando ainda faz chacota... ("vocês sabem que eu tenho fama de exigente!").

Olha que o William não rejeita tiradas de humor, assisto-o de longa data. Mas o controle era tal, que nem mesmo um pequeno músculo de vibração simpática foi movido em seu rosto, ao longo de longos vinte minutos. Coitados! Dele e de nós!

E dizem que nem existe mais esse negócio de direita e esquerda - apenas miseráveis e barões - então de que estamos falando mesmo? Do que tenta nos salvar a dedicada emissora ao lançar mão de seu "direito divino" de utilizar esse tipo de script?

Escrevo essas linhas para manifestar minha profunda solidariedade a todos que estão envolvidos na execução desse script ainda mal sucedido, e que engolem suas opiniões próprias em favor da causa. O Mervinho, por exemplo, quanta profundidade e iluminação salpicam daquelas aparentes gagueiras interpretativas. Seria também petista convicto?

Só perguntando a Irá...

PS - Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência

 

Paulo Costa Lima é compositor, pesquisador CNPq, professor-doutor da Escola de Música da UFBA e membro da Academia de Letras da Bahia. Apresentou obras em festivais no Carnegie Hall, Lincoln Center, Musikhaus (Berlim), Sala Rode Pomp, São Paulo, Cecília Meirelles, TCA, entre outras.

 
 
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tonicco

 Não permitiremos este tipo de coisa. O tempo de golpe já passou. Chega de serra.Chega de mentiras e manipulação.       DILMA para presidente!!!!!!!!!!!!!!!!

 
 
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Marcia

A Globo  manipulou e elegeu Collor,  na época um político com ego enorme e despreparado politicamente para governar o Brasil, que saia das trevas dado a impopularidade de Sarney, inflação  estratosférica, etc. Era jovem, bonito,  tinha "aquilo" roxo e os  brasileiros pegaram a onda do Collor, da Globo, e ..... o resultado foi o Impedimento. Hoje o Collor está mais amadurecido porém fora do contexto   presidenciável.

 

 

Agora  vivemos outro clima, outra realidade, com Lula, que se revelou o melhor  Presidente que o país já teve, portanto a tentativa do " tapetão" vai dar  com os burros na água.

 

O povo já decidiu, não quer ninguém que não seja a Dilma, até porque nunca nesse país houve tanta inclusão social como agora.

 

A Globo perdeu sua enorme influencia junto  ao povo "mal cheiroso".

 
 
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jotaí de oliveira

Perfeito! E tem mais, o povo brasileiro deixou de ser "vaquinha de presépio". Os alicerces da República vão tremer, se a tese do "tapetão", da matilha, se sagrar vencedora. Eles que não tentem, porque pode ser muito doloroso.

 
 
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claudio melo

Esse é um chá de camomila servido, na casa dos Nassifs, no meio da batalha. Vamos pra luta.

 
 
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frank

Mas uma vez a Maria Inês vai na veia. Grande análise.

O incrível é que na velha mídia não se encontram pessoas dignas que, pelo menos, mantenham a serenidade diante de uma jogada tão primária.

 
 
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Julia

Eu tento, tento e não consigo fazer a ligação entre o "vazamento" (?) ocorrido na Receita Federal e a Dilma. Não consigo. Nâo dá liga! E chego a conclusão que o Brasil merece uma oposição melhor. A oposição é necessária, não tenho dúvidas. Mas, não essa aí: essa é ruim demais, rasteira demais, não tem nenhum compromisso com o país. É uma oposição pobre, podre, não traz nenhum benefício, não soma ao ofertar um contraditório. Não enriquece debate nenhum. Sequer há debate. Não consegue fortalecer nada quando aponta uma falha. Na verdade, cria factóides. Consegue mesmo, e aí sim, com bastente propriedade, é ser patética! Lamentável.

 
 
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jura

O marketing produziu estragos na prancha da Folha e da Globo também, que apoiam Serra desesperadamente.

Não dá pra acreditar que ambas são sócias no Valor. Por que só repercutem a Veja, e não seu próprio jornal financeiro?

 
 
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Gunter Zibell - SP

Acho que porque os objetivos e públicos são completamente distintos. O "Valor" se destina a informar a classe média alta e/ou empresarial. Já a função de "o Globo" e "FSP" é tentar macartizar o pensamento das classes médias. Quem lê "Valor" só assina outro jornal para os cadernos de lazer e cultura, que são os que mantêm essas publicações. Em SP, p.ex., muita gente assina/compra a Veja para receber a "vejinha" (um guia semanal de restaurantes, passeios, teatro, etc.)

Eu assino o "Brasil Econômico" e este tem repercutido pouco essas estórias do Serra e sempre colocando palavras como "suposto", "atribuído", etc.

 

Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!

 
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jura

Claro que sim, Gunter. Isso explica, mas não justifica...

 
 
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sergio luis brito

Só vai aumentar, ninguem liga para as besteiras que o Serra fala.

 
 
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vanio coelho

Eta, acabaram repetido 1989. Vejam:

 

Cóllor é o Serra

Sebastião Nery é o Guerra

Luryam é a Veronica

Miriam é o Attela.

Alvaro Dias é o Alvaro dias

O Globo é O Globo e

O Estadão é o Estadinho

 

Falta alguém?

 
 
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Marco Antonio Furtado

O PSDB parece que já começou o jogo: de tentar ganhar no tapetão o que não ganha em eleição. A continuar neste caminho udenista do partido, em breve estarão pedindo a intervenção do militares "pra salvar o Brasil " (e os respcetivos negócios milionários de muitos ed seus políticos, familiares, etc, etc).

 
 
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Marco Antonio Furtado

O PSDB, parece, já começou o jogo: de tentar ganhar no tapetão o que não ganha em eleição. A continuar este comportamento udenista, em breve estarão pedindo a intervenção do militares pra "salvar o Brasil", isto é, os negócios milionários de muitos de seus políticos, parentes, filhos, filhas, etc, etc, etc.

 
 
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franciscão

Toda essa movimentação de Serra parece ter uma relação mais próxima em preservar-se do escândalo com o lançamento do livro de Amaury, que propriamente um lance eleitoral.

Imaginemos uma situação limite em que Dilma veja sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral, e que a população aceite passivamente essa determinação. Marina ganharia a eleição em primeiro turno, com uma diferença mais acachapante que aquela apontada pelas pesquisas de intenção de votos em favor de Dilma hoje.

Contra a perspectiva de um grande movimento social de indignação tomando as ruas do País, no voto, o candidato da oposição sairia mais queimado junto aos eleitores contrários a sua candidatura do que se encontra hoje.

A sempre excelente matéria de Maria Inês levanta uma perspectiva importante, a de que o fato de se consolidar o tiro no pé de Serra, por conta do movimento tresloucado que se anuncia, ele arrastaria a candidatura Alkimim para o fundo da fossa junto com ele. Ainda não vi nenhuma manifestação de Aécio em relação ao factóide. 

O que me é mais alarmante nessa estória toda é a desenvoltura com que as forças políticas mais conservadoras e golpistas se manifestam publicamente. É de uma cara de pau constrangedora!

 
 
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Jair Fonseca

É o Collor sem "aquilo roxo".

A não ser o olho, depois da pancada de 3 de outubro.

 
 
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Maria Izabel L. Silva

Acho tudo isso muito grave. Tanto a tentativa de golpe da oposição, quanto à incapacidade do PT e da Dilma de barrar estas manobras.  No nosso país as instituições são tão frágeis, que desmontam diante de qualquer factoide. Isso é muito grave. 

 
 
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peregrino

O fato de continuar com a acusação, mostra um Serra que não se identifica em situação embaraçosa e por isto segue com a campanha sem qualquer prudência judicial.

Isto é sinal de que partiu em desespero para o tudo ou nada ,  contando com a possibilidade (inexistente, a meu ver) de ser considerado vítima de um jogo sujo praticado pelo adversário, Dilma, uma concorrente que ele mesmo dizia não ter qualquer poder de influência ou de participação política.  Além do mais ela tem a preferência do eleitorado, conforme as pesquisas vem mostrando, o que, entre outras coisas, caracteriza a falta de motivos, sem falar do “timing” sem qualquer relevância.

Sem dúvida alguma é uma ofensa à própria Democracia e toda nossa Justiça, haja vista a confiança que tem em poder ser visto como vítima onde pessoas de sua própria ligação já estão cansadas de chafurdarem-se, inclusive respondendo judicialmente.

 
 
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cleber cartacho tomaz

Temos que separar as coisas , campanha política aqui no Brasil sempre foi assim , é como se fosse um vale tudo , agora outra coisa é a invasão da privacidade do cidadão , e o vazamento destes dados particulares deveria ser ponto de honra para o governo Lula , para a receita e principalmete para Dilma , e ai esclarecendo estaria resolvido , pois quem não deve não treme e não escamoteia , agora a coisa é séria ois envolve intituiçãoes , e a cidadania das pessoas , que estão vendo seus dados pessoais serem vendidos em banca de camelô, mais que país é este?

 
 
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Juliano Santos

Perfeito como sempre a sua mana, Nassif. Só acrescento que nessa o marqueteiro está recebendo a acessoria do Daniel Dantas

 

Juliano Santos

 

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