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A razão do veto sobre a Síria, segundo o ministro russoEnviado por luisnassif, seg, 06/02/2012 - 10:21
Por Assis Ribeiro
No Patria Latina Ministro russo explica veto à Resolução sobre Síria Original por Grigory Sysoyev, no Russia Today O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov explicou, ontem, por que a Rússia vetou uma resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU: nos termos em que estava redigida, a resolução seria unilateral e prejudicaria a Síria, se adotada. O veto dos embaixadores de Rússia e China impediu que fosse aprovado o projeto de resolução encaminhado pelo Marrocos que exigia a imediata renúncia do presidente Bashar al-Assad. 13 dos 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram o projeto apoiado pela Liga Árabe e pelo ocidente. (...) As autoridades sírias têm atribuído a violência no país à ação de gangues armadas ligadas a al-Qaeda e informam que mais de 2.000 soldados e policiais já foram mortos. Lavrov disse que, na 6ª-feira enviou à secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, as emendas propostas pela Rússia ao texto do projeto a ser votado. “Quem desse atenção àquelas emendas facilmente perceberia a racionalidade e a objetividade de nossa posição” – disse Lavrov. Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar na Síria, mas a Rússia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente está tentando legitimar aquela ação militar na Síria obriga a temer que esteja em preparação a repetição de um “cenário líbio”. Na Líbia, forças rebeldes derrubaram e assassinaram Muammar Gaddafi em outubro de 2011, depois de meses de combates, para cujo desfecho as forças da OTAN tiveram influência decisiva. Embora os termos do projeto que estava sendo votado tenham sido suavizados, aparentemente para superar a oposição dos russos, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que, apesar das modificações, o projeto patrocinado pelo ocidente e pela Liga Árabe continuava a ser decisão “unilateral”. Para o ministro russo, os grupos que estão provocando a violência na Síria teriam de ser conhecidos e examinados adequadamente – o que o Conselho de Segurança não fez em momento algum. Disse que o projeto agora vetado não impõe qualquer restrição à ação de grupos armados da oposição, e que a Rússia teme que, aprovada nos termos atuais, a resolução tornará impossível qualquer diálogo político nacional na Síria. Além do mais, disse Lavrov, o projeto vetado incluía a exigência de que as forças regulares do estado sírio se retirassem imediatamente de cidades e vilas. “Essa exigência, se não estiver acompanhada da exigência de que os grupos armados extremistas entreguem as armas, é absolutamente provocativa. Nenhum presidente que não esteja absolutamente derrotado e que se respeite jamais aceitará essa exigência, por mais ameaçado que esteja. E nada, em nenhum caso, justifica render-se e entregar o país a extremistas armados”, disse Lavrov. A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no sábado que “há meses esse Conselho está refém de dois membros. Esses membros escondem-se atrás de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer redação que pressione Assad a deixar o governo”. [A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve refém de um único membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolução que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel (NTs)]. (...) A Rússia e a China já haviam vetado outro projeto de resolução, em outubro de 2011, que continha ameaças de sanções contra a Síria. Lavrov disse também que outro problema do projeto agora vetado é a cláusula que exige que Assad deixe o governo. A Rússia, dos principais apoiadores de Assad durante o levante contra seu regime, já dissera, no início da semana, que vetaria qualquer projeto de resolução que exigisse a renúncia de Assad e ameaçasse com “outras medidas” caso ele não concordasse. Moscou apresentou um texto alternativo de resolução, que os EUA criticaram por lhes parecer muito suave. “Já dissemos várias vezes que não estamos protegendo Assad. Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov. Lavrov disse também que sábado (4/2), ele e o chefe dos Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Mikhail Fradkov, estarão na Síria, para encontro com o presidente al-Assad agendado para a 3ª-feira, cumprindo instruções do presidente Dmitry Medvedev. Churkin, embaixador russo na ONU, disse, depois da votação no Conselho de Segurança: “O projeto de resolução que vetamos não reflete satisfatoriamente a realidade em campo na Síria, e enviaria sinais conflitantes às forças políticas na Síria.” Perguntado por que a Rússia concordou inicialmente e, adiante, mudou seu voto, Churkin disse que a situação mudou ao longo do último mês, depois que a Liga Árabe expôs seus planos para a Síria[1]. Os chefes das delegações russa e chinesa disseram que os países esperam que a comunidade internacional continue a trabalhar para pôr fim à violência na Síria. O governo da Síria nega qualquer envolvimento nos confrontos violentos em Homs nos últimos dia. [1] Sobre os planos da Liga Árabe para a Síria, ver 3/2/2012, Pepe Escobar, “Vazou! A agenda da Liga Árabe para a Síria”, em http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/pepe-escobar-vazou-agenda-da-liga-arabe.html [NTs].
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Comentários + votados
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Assis Ribeiro
06/02/2012 - 10:44
O título poderia também ser: Lições de diplomacia na globalização.
"Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar...
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A. Alvaro Guedes
06/02/2012 - 11:51
Que isto se transforme numa jurisprudência:
"Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em...
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augusto2
06/02/2012 - 10:57
Nao entendo bem porque o lavrov tenha que dar tanto detalhe explicativo para a lingueta Susan e para a sargentona Hillary. É conversar com os chineses, com quem tem muito mais em comum, vetar e...
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O título poderia também ser: Lições de diplomacia na globalização.
"Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar na Síria, mas a Rússia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente está tentando legitimar aquela ação militar na Síria obriga a temer que esteja em preparação a repetição de um “cenário líbio”. Embaixador russo
"A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no sábado que “há meses esse Conselho está refém de dois membros. Esses membros escondem-se atrás de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer redação que pressione Assad a deixar o governo”. [A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve refém de um único membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolução que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel (NTs)]."
"Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov." Embaixador russo
Assis Ribeiro
Nao entendo bem porque o lavrov tenha que dar tanto detalhe explicativo para a lingueta Susan e para a sargentona Hillary. É conversar com os chineses, com quem tem muito mais em comum, vetar e mandar o depto de estado junto com os arabes do Golfo lamber sabão.
as pessoas distraidaspela midia, que sao a maioria e nao tem culpa direta disso, nao sabem que ha centenas de mercenarios, de special forces e outros dentro da siria, especialmente na fronteiras do oeste com armas modernas,apoio e dinhiero encarregados de matar policia e soldados regulares do exercito sirio. E o tem feito.
E que isso nao é casual: desde dois anos obama e o pentagono aceleraram o USO, O Financiamento via ORÇAMENTO, e a quantidade de ' special forces' para intervir no mundo. Tem forças proprias e contratadas.As proprias ja somam quinze mil, em full time. E os oficiais delas ja fazem carreira nas regulares do US army, e Usaf, o que nao ocorria. Tem até mini força aerea propria. Nao iludir-se por favor: estamos em um novo estagio da agressividade imperial.
Se minha geopolítica estiver certa, a derrubada do regime sírio é uma etapa necessária para o previsto ataque ao Iran. Os aiatolás vão resistir até os limites das possibilidades, e já prometeram uma chuva de mísseis sobre Israel - o patrocinador da política americana na região, e provável executor do ataque. Nesse confronto, Israel não poderia ter uma segunda frente inimiga no Golã, até porque suas forças já estariam ocupadas em controlar as reações na faixa de Gaza e na fronteira do Libano. Daí a necessidade de se conter o "massacre" na Siria,derrubando seu governo. Interessante observar que, em janeiro passado, havia 112 jornalistas estrangeiros cobrindo os acontecimentos naquele país, e nossas televisões sempre disseram que não havia como confirmar as notícias do "massacre" pois a imprensa ocidental não podia entrar...
O Brasil votou?
Que isto se transforme numa jurisprudência:
"Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov." Embaixador russo
e mais: que a OTAN (EUA e seus Poodles amestrados) não ataquem,sob qualquer pretexto qualquer país.
É isso que dá não combinar com os russos.
O ataque a Irã passa, necessariamente, pela queda de Al Assad. Se USA e Israel conseguem derrubar o governo sírio eles facilmente isolariam o Hezbolá (principalmente) e o Hamas (em menor medida) e teriam a avenida aberta para o ataque sabendo que não teriam que se preocupar com Damasco e que o Hezbollá pensaria duas vezes em atacar Israel sem poder contar com o fluxo logístico de apoio do governo sírio. Só espero que Irã se apresse a construir sua bomba, que é o único seguro de vida que eles têm. Se eu estivesse na pele do Ahmadinejad forneceria gratuitamente pelos próximos 50 anos todo o petróleo que Coreia do Norte precisasse a câmbio de umas 3 ogivas nucleares para deter os criminosos americanos e sionistas.
A Questão SIRIA deve ser tratada pelo governo sirio e seu povo sem a ingerencia de estrangeiros.
Nol Libano a intervenção de estrangeiros ingerenciam a questão libanesa ,e o ocidente não faz nada para melhorar soluções de soberania do país .Da mesma forma deixem as soluções de autonomia para a Síria,soberana. Forças ocultas e de interesse em redesenhar o Oriente Médio são patrocinadas por interesses economicos,religiosos .O POVO SIRIO determinará seu destino
Comentarios de L.LUIZ CHARBEL M. ex DIRETOR DA FEDERAÇÃO DAS ENTIDADES ARABES BRASILEIRAS gestão Kaled Mhassen ex presidente da FEARAB
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