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A procuradora e a empregadaEnviado por luisnassif, sab, 12/02/2011 - 19:05Por Maxwell Barbosa Medeiros
Nassif, eu gostaria que dedicasse um post a essa matéria, pois é revoltante assistir situações como essa e se sentir impotente.
A procuradora e a empregada RUTH DE AQUINO Era uma noite de segunda-feira. Há um mês, a procuradora do Trabalho Ana Luiza Fabero fechou um ônibus, entrou na contramão numa rua de Ipanema, no Rio de Janeiro, atropelou e imprensou numa árvore a empregada doméstica Lucimar Andrade Ribeiro, de 27 anos. Não socorreu a vítima, não soprou no bafômetro. Apesar da clara embriaguez, não foi indiciada nem multada. Riu para as câmeras. Ilesa, ela está em licença médica. A empregada, com costelas quebradas e dentes afundados, voltou a fazer faxina. Na hora do atropelamento, Ana Luiza tinha uma garrafa de vinho dentro da bolsa. Em vez de sair do carro, acelerava cada vez mais, imprensando Lucimar. Uma testemunha precisou abrir o carro para que Ana Luiza saísse, trôpega, como mostrou o vídeo de um cinegrafista amador. Rindo, Ana Luiza disse, para justificar a barbeiragem: “Tenho 10 graus de miopia, não enxergo nada”. E, sem noção, tentou tirar os óculos do rosto de um rapaz. A doutora fez caras e bocas na delegacia do Leblon. Fez ginástica também, curvando e erguendo a coluna. Dali, saiu livre e cambaleante para sua casa, usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança. A mesma lei exige, porém, de procuradores um “comportamento exemplar” na vida. Se Ana Luiza dirigia bêbada, precisa ser afastada. Se estava sóbria, também, pela falta de decoro. Foi aberta uma investigação disciplinar e penal contra ela em Brasília, no Ministério Público Federal. Levará cerca de 120 dias. Enquanto seus colegas juízes a julgam, Ana Luiza Fabero está em “férias premiadas” no verão carioca. Ela não respondeu a vários e-mails e a assessoria de imprensa da Procuradoria informou que o procurador-chefe não falaria nada sobre o assunto porque “o processo está em Brasília”. Lucimar está traumatizada, com medo de se expor, porque a atropeladora tem poder. Não procurou um advogado. Nasceu na Paraíba e acha que nunca vai ganhar uma ação contra uma procuradora do Trabalho. Lucimar recebe R$ 700 por mês, trabalha em casa de família, tem um filho de 6 anos e é casada com Aurélio Ferreira dos Santos, porteiro, de 28 anos. Aurélio me contou como Lucimar vive desde 10 de janeiro, quando foi atropelada na calçada ao sair do trabalho: “Minha mulher anda na rua completamente assustada e traumatizada. Estou tentando ver um psicólogo, porque ela não dorme direito, acorda toda hora com dor. É difícil até para ela comer, porque os dentes entraram, a boca afundou. Estamos pagando tudo do nosso bolso, particular mesmo, porque no hospital público tem muita fila”. A atropelada, traumatizada, nem procurou advogado. Acha que nunca ganharia uma ação contra a doutora Lucimar quebrou duas costelas, o joelho ficou bastante machucado, o rosto ficou “todo deformado e inchado”, segundo o marido. Ela tirou uma licença médica de dez dias, mas foi insuficiente. Recomeçou a trabalhar há duas semanas, ainda com muitas dores. O encontro entre a procuradora e a empregada é uma fábula de nossa sociedade desigual. A história sumiu logo da imprensa. As enchentes de janeiro na serra fluminense fizeram submergir esse caso particular e escabroso. Um mês seria tempo suficiente para Ana Luiza Fabero ao menos telefonar para a moça que atropelou, desculpando-se e oferecendo ajuda. Nada. Além de falta de juízo, ela demonstrou frieza e egoísmo. Vive na certeza da impunidade. “Somos um país de senhoritos, não carregamos nem mala”, diz o antropólogo Roberto DaMatta, autor do livro Fé em Deus e pé na tábua. DaMatta associa a violência no trânsito brasileiro a nossa desigualdade. Usamos o carro como instrumento de poder e dominação social, um símbolo do “sabe com quem você está falando?”. “Dirigir um carro é na verdade uma concessão especial, porque a rua é do pedestre”, diz DaMatta. Mas nós desrespeitamos o espaço público. “No caso da procuradora e da empregada, juntamos uma pessoa anônima com uma impunível”, afirma. O Estado é usado para fortalecer o personalismo, a leniência e para isentar as pessoas de responsabilidade física. Em sociedades como a nossa, onde uns poucos têm muitos direitos e a grande massa muitos deveres, Lucimar nem sabe que pode e deve lutar. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI210559-15230,00-A+PROCURADORA+E+A+EMPREGADA.html
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Comentários + votados
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sandra
12/02/2011 - 19:17
quando essas coisas vão ter fim?????? Num país em que o Judiciário não funciona, não se pode ter esperanças pra muita coisa...
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Mauro Silva
12/02/2011 - 19:22
Caro Nassif
Esse caso vai somar-se a outros similares na pasta "banditismo".
Até quando abusarão da nossa paciência?
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Maria Thereza
12/02/2011 - 19:28
Sem palavras. É uma coisa nojenta e recorrente. Alguém ainda se lembra de outra empregada, babbaramente espancada por pitboys, porque foi confundida com uma prostituta? Onde estão esses monstros?
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jatairodrigues
12/02/2011 - 19:28
Pois é, entendo todos os nossos problemas de desigualdade social, mas pensando aqui com meus botões, se um belo dia eu me metesse numa confusão destas, qual seria minha atitude? Acho que...
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Dê
12/02/2011 - 19:30
Mais uma vez, é a certeza da impunidade que favorece casos assim e tantos outros mais.....libera-se o agressor, crucifica o agredido...verdadeiro horror urbano e humano.
Férias e aposentadoria...
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Marco St.
12/02/2011 - 19:45
Afinal de contas o que diabos acontece com essas senhoras procuradoras do Estado do Rio de Janeiro?? Há pouco tempo atrás, (graças a uma empregada), uma outra procuradora foi flagrada espancando uma...
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Marcos Fernandes Gonçalves
12/02/2011 - 19:46
Se provada a culpa do agressor, nexo causal entre o dano sofrido e o fato, em si, não há como não ganhar a ação. Nós temos instituições sólidas. Se os elementos referidos forem demonstrados a...
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maria utt
12/02/2011 - 19:52
E aquele papo de todos iguais perante a lei? Essa proteção especial de juízes, procuradores, parlamentares e afins precisa ser revista o quanto antes.
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Marcia
12/02/2011 - 20:46
Não conheço essa lei que dá tanto privilégio a uma Procuradora!!!!!!!!
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André LB
12/02/2011 - 21:07
Não é lei, é tradição. É a maldita tradição escravocrata, que reduz uns a peças e eleva outros a intocáveis. Enquanto o privilégio tiver mais prestígio no imaginário nacional que direitos e...
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Fabio (o outro)
12/02/2011 - 21:11
NOSSAS INSTITUIÇÕES SÃO SÓLIDAS
Que ótimo ! Você relamente acredita nisso ?
Eu acendo uma vela todas as noites pra que nunca precise delas em vida. Digo em vida , porque depois de morto não tem jeito...
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Ebrantino
12/02/2011 - 21:13
Dois palpites de um velho pecador -
A) - O VAREJO -Essas leis que dão privilégios a determinadas profissões, embora odiosas, foram feitas com o motivo (ou pretexto) de garantir A FUNÇÃO. Assim...
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Marcia
12/02/2011 - 21:15
Eu fui irõnica, claro que não existe lei que outorge tantos PODERES a um servidor público.
Mais errado está quem deveria instaurar inquérito para apurar e PUNIR essa...
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josimar
12/02/2011 - 22:06
"usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança..."
procurador...
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Ivan Moraes
12/02/2011 - 23:25
"saiu livre e cambaleante para sua casa, usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito...
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Alberto Cordiviola
13/02/2011 - 00:09
"fazer uma besteira"; isso não é besteira, o que a "doutora" fez foi uma irresponsabilidade criminosa. Não faz cinco horas assistí bem de perto um moleque invadir um sinal e atropelar violentamente...
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neide
13/02/2011 - 00:36
O esquecimento da Grande Mídia a esses fatos só acontece quando o protagonista pertence a patotinha deles. Exercesse essa mulher algum papel minimamente decente como Procuradora do trabalho...
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quando essas coisas vão ter fim?????? Num país em que o Judiciário não funciona, não se pode ter esperanças pra muita coisa...
Sandra
Caro Nassif
Esse caso vai somar-se a outros similares na pasta "banditismo".
Até quando abusarão da nossa paciência?
Parece que proteção a bandido de colarinho branco e perseguiçao a funcionário público sério é a especialidade de nossa Justiça e Mídia, fosse um D’Santis, um Protógenes, um Luís Francisco, um procurador ou Juiz justo com um milionésimo disso estaria encarcerado, eles encontrariam uma lei rapidinho para enquadrá-los.
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Sem palavras. É uma coisa nojenta e recorrente. Alguém ainda se lembra de outra empregada, babbaramente espancada por pitboys, porque foi confundida com uma prostituta? Onde estão esses monstros?
Pois é, entendo todos os nossos problemas de desigualdade social, mas pensando aqui com meus botões, se um belo dia eu me metesse numa confusão destas, qual seria minha atitude? Acho que tentaria fazer as coisas da maneira mais adequada possível, mas reconheço que não é fácil ; fácil é estabelecer um receituário de como a Procuradora deveria ter se portado. Mas mesmo assim ,penso que esta Procuradora deve estar é "morrendo" de medo de perder um subsídio de R$24.000,00 reais mensais. É possível que isso ocorra? acho que sim! Pelo relato, houve lesão corporal grave, direção sob efeito de álccol; é uma bela enrascada. Por isso, é melhor pensar antes de dirigir embrigado, ou melhor: pensar antes de beber, porque depois da bebida ninguém pensa, e fica fácil fazer uma besteira, e depois é mais difícil ainda consertar.
Abs.
"fazer uma besteira"; isso não é besteira, o que a "doutora" fez foi uma irresponsabilidade criminosa. Não faz cinco horas assistí bem de perto um moleque invadir um sinal e atropelar violentamente um carro onde viajava uma família: Pai, mãe e duas filhas pequenas. Ninguém se feriu, afortunadamente. Mas o que o cara fez não foi uma besteira, foi uma irresponsabilidade criminosa. Podia ter ferido e/ou matado alguém. Não o fez por acaso, por sorte dos ocupantes do carro abalroado. Mas o condutor irresponsável continua sendo um criminoso em potencial. Por acaso se eu atiro com um 38 na cabeça de alguém e não acerto, fiz uma besteira? Se alguém bebe e sai atirando para se divertir ou para assustar, ou porque gosta de atirar com um 38, não faz uma besteira.
Um carro mata. Dirigir irresponsavelmente é crime, bebendo ou não. Não é uma besteira!
UAU. ESTARRECEDOR.
É verdade, se por acaso você se meter numa situação dessa, deve realmente pensar como sair dela sem sequelas graves para SUA vida.
Afinal, para que se importar com uma simples empregada atropelada, ou uma prostituta espancada, ou um mendigo atingindo com ácido, ou um índio incendiado numa parada de ônibus, ou ...
Essas são pequenas besteiras que podem acontecer com uma pessoa de bem, não é mesmo? Ou com adolescentes de boa família procurando diversão. Não se pode querer responsabilizar tais pessoas por simples besteirinhas de nada.
ARGH!
Mais uma vez, é a certeza da impunidade que favorece casos assim e tantos outros mais.....libera-se o agressor, crucifica o agredido...verdadeiro horror urbano e humano.
Férias e aposentadoria como punição é claramente um convite à transgressão.
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
Afinal de contas o que diabos acontece com essas senhoras procuradoras do Estado do Rio de Janeiro?? Há pouco tempo atrás, (graças a uma empregada), uma outra procuradora foi flagrada espancando uma criança que estava tentando adotar. Essa pelo menos foi para o xilindró (será que ainda está presa?). O que chama a atenção é que num curto espaço de tempo e numa mesma cidade, 2 senhoras procuradoras, funcionárias do nosso judiciário "black box", envolvidas em situações absurdas e fora da lei.
Tremenda coincidência, não?
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Se provada a culpa do agressor, nexo causal entre o dano sofrido e o fato, em si, não há como não ganhar a ação. Nós temos instituições sólidas. Se os elementos referidos forem demonstrados a condenação é certa. O duro é demonstrá-los, bem sei. De qualquer forma, as prerrogativas de determinados funcionários públicos vão até certo limite.
Sei que, "na prática, a teoria é outra", mas, se não acreditarmos que nossas instituições funcionem de acordo com a Constituição, melhor fechar para balanço.
NOSSAS INSTITUIÇÕES SÃO SÓLIDAS
Que ótimo ! Você relamente acredita nisso ?
Eu acendo uma vela todas as noites pra que nunca precise delas em vida. Digo em vida , porque depois de morto não tem jeito, têm que me enterrar em algum cemitério .
E aquele papo de todos iguais perante a lei? Essa proteção especial de juízes, procuradores, parlamentares e afins precisa ser revista o quanto antes.
Para quem acompanhou a situação do MPDFT de Brasília, da Procuradora Débora e do Chefe do MPDFT (Disse Chefe) Bandarra e a lentidão do Min. Pub. quando se trata de cortar na própria carne, não estranhará se o final dessa história for uma grande e redonda pizza.
Criaram o CNMP, como mecanismo de Controle Externo do Ministério Público, mas no que tange a dar uma resposta a sociedade, tempestivamente, ainda está muito aquém do que se espera. Se a atropelada fosse parente de um ator da globo, com a pressão, aí talvez até ocorresse algo, do tipo- aposentadoria compulsória- a pena máxima .KKKKKKKK. O poder só muda de lugar- essa situação, as falas, o cenário- se trocasse por um Coronel do Exército nos idos dos anos de chumbo- cairia como uma luva...
Entendia, para mim, que o agente público dessa natureza não pudesse ser preso etc no exercício de suas funções públicas. O que se viu foi uma atitude inadequada, mas totalmente dentro da esfera privada. "Carteirada" é se valer do cargo público, e isso na sociedade democrática de direito não pode, né "doutores" :)
Enquanto houver foro privilegiado nesse país, significará que não temos justiça e que nem todos são iguais perante a lei. Isso não é algo republicano é coisa de sociedade medieval.
É impressionante a frieza e doideira desse ser humano. Quando ouvi, assisti e li na mídia pensei que era brincadeira. Porém, não ocorreu. Que horror.
As possíveis saídas poderiam ser mudar tal comportamento ( logicamente, da procuradora) por meio da educação, e olhe que é procuradora.....e a firmeza da justiça). Com certeza , quando o Brasil tiver direitos iguais para todos independente de cargos teremos uma sociedade justa. Acredito ainda nisso.
Entretanto, merece de nós, cada um, no dia a dia, uma parcela de participação, no sentido de ajudar essa pessoas aparentemente desequilibradas encontrarem um espaço para ficarem bem. Isso, o País não concede.
Não conheço essa lei que dá tanto privilégio a uma Procuradora!!!!!!!!
Não é lei, é tradição. É a maldita tradição escravocrata, que reduz uns a peças e eleva outros a intocáveis. Enquanto o privilégio tiver mais prestígio no imaginário nacional que direitos e deveres, será assim, infelizmente.
Eu fui irõnica, claro que não existe lei que outorge tantos PODERES a um servidor público.
Mais errado está quem deveria instaurar inquérito para apurar e PUNIR essa Procuradora.
Postei essa matéria e fui solenemente ignorado.
Quebrou-se a monotonia duas vezes. É do jogo.
Ah é ? Não me diga , que notícia nova , hein ?
Por falar nisso , no quê deu aquele caso do delegado que bateu no cadeirante em Campinas ?
Abaixo uma notícia interessante :
Abuso de autoridade? Delegada prende vendedoras por não trocar mercadoria
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/02/601324-abuso+de+autoridade+delegada+prende+vendedoras+por+nao+trocar+mercadoria.html
A simples tentativa de trocar uma peça de roupa em uma loja de departamentos acabou com três funcionárias detidas no Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica. A cliente era a delegada Maria de Fátima Oliveira Gomes, titular da Delegacia de Polícia de Novo México, Vila Velha, que deu voz de prisão para as funcionárias ao ser contrariada.
A confusão começou na noite de quinta-feira (11), na Loja Riachuelo, no shopping Praia da Costa, quando a delegada chegou ao local acompanhada de um familiar para trocar uma bermuda jeans. A peça - que já não tinha etiqueta e estava em bom estado - havia sido comprada há cerca de três meses na loja.
O prazo de troca de 30 dias oferecido pela Riachuelo já havia expirado e a atendente de caixa comunicou à cliente Maria de Fátima que não era mais possível efetuar a troca da roupa.
Inconformada, a cliente exigiu a presença de um responsável. A líder de departamento, Kelem Almeida Roncetti, 28 anos, atendeu a delegada. "Me dirigi até o local e ela se identificou como delegada. Tentei explicar que o procedimento era padrão mas ela não entendeu", contou.
Maria de Fátima deu voz de prisão para a atendente de caixa e para Kelem sob acusação de desacato à autoridade. A fiscal de loja Juscilene Cavalcante e a supervisora de loja Jeane Ruckdeschel, 28 anos, também acabaram detidas ao tentar conversar com a delegada e amenizar a situação.
O grupo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha. Na unidade policial, o advogado da Riachuelo, Fabiano Cabral, e o gerente da loja, Ricardo Ambrózio, compareceram ao local dando assistência as funcionárias. Eles tentaram negociar com a autoridade a respeito da prisão das funcionárias, mas não teve jeito.
Apesar de haver outro delegado de plantão no DPJ, a própria delegada Maria de Fátima - se colocando como vítima - tomou a frente da ocorrência, decretou a prisão, instaurou inquérito policial, arbitrou fiança e conduziu as acusadas até o presídio.
As funcionárias da loja foram liberadas às 10h50 da manhã desta sexta-feira, após 7 horas no presídio. As moças acreditam que houve abuso de autoridade por parte da delegada. Nesta tarde o chefe da Polícia Civil, delegado Júlio César Oliveira, convocou uma coletiva de imprensa quando deve anunciar as medidas a serem tomadas em relação ao caso. A Secretaria de Segurança Pública já informou que a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público do Espírito Santo vão acompanhar o caso.
Dois palpites de um velho pecador -
A) - O VAREJO -Essas leis que dão privilégios a determinadas profissões, embora odiosas, foram feitas com o motivo (ou pretexto) de garantir A FUNÇÃO. Assim qualquer autoridade, ou provocador travestido de autoridade, tem dificuldade em perseguir um deputado por estar apresentando um projeto inconveniente a alguem, ou fica dificil ao Sr. Daniel ajeitar uma perseguição ao juiz De Sanctis.
Justo, justo. Mas essas leis foram feitas em época diferente, quando saímos de um estado de exceçao, e precisávamos garantias. Hoje não é assim, e urge uma revisão geral. Hoje,o perigo está no abuso do outro lado. Quem sabe aparece aí um deputado ou senador dos Direitos Humanos para patrocinar uma revisão geral - acho que teria o nosso apoio.
B) - O ATACADO. - e PORQUE temos de conviver com o alcool ao volante; Se o alcoolismo é uma doença incuravel, e o é, na maior parte dos casos, corrija-me algum toxicologista, se eu estiver errado, porque não proibir simplesmemente o viciado de ter habilitação. Ou pelo menos estabelecer uma carencia de 2 ou tres anos sem carteira, para dar-lhe a oportunidade de escolher entre o proprio vicio e a vida dos outros, ganhando a carteira novamenrte se, e quando provasse cabalmente estar curado, sabendo que a reincidencia seria penalmente custosa.
e, PORQUE, alegremente, e irresponsavelmente, permitir a propaganda massiva de cerveja, propaganda massacrante, para criar essa muitidão de viciados a cada ano. Proibir a bebida não dá. Mas controlar a propaganda, e outros recursos usar, como foi feitto com cigarro, dá. Quem sabe algum deputado de confissão evangélica ou batista, se habilita a patrocinar um projato nesse sentido. Para essas coisas o executivo só pode agir havendo lei, estamos num Estado de Direito.
Quem realmente estiver inedignado, o caminho é esse aí. O Varejo - os efeitos; e o Atacado - as causas.
Ebrantino
ebrantino
Acho que impunidade existe um pouco pelo comportamento dessa empregada. Não se deve temer a Justiça por mera descrença. Se a empregada foi uma vítima, se carrega até hoje as marcas de uma violência, independente de quem a praticou, tem que fazer valer os seus direitos entrando com um processo contra a procuradora.
Qualquer pessoa de bem, com um mínimo de sentimento de humanidade, mesmo tendo praticado ato tão impensado, iria procurar sua vítima, nem que fosse para lhe pedir desculpas, ao mesmo tempo garantindo-lhe alguma assistência financeira para cobrir suas despesas com os problemas a ela causados. O problema aí é que essa procuradora, além de uma cachaceira, é uma pessoa muito má.
A "justiça" aqui é só para PPP
Nilva, é isso aí.
"usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança..."
procurador ou procuradora ... são mulçumanos ?
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-leis-de-sharia-e-o-ira
Para a comentarista Sandra (primeiro comentário)
Minha Cara
Antes o Poder Judiciário não funcionasse, mas, infelizmente ele funciona e a gente sabe como é que funciona!
Da categoria de procuradores, os do Trabalho é o que menos trabalham, é um relaxo total, basta perguntar a alguém do mundo jurídico
Diz a sabedoria popular que cabeça vazia oficina do diabo, o que vcs queriam que acontecesse se a procuradora não tem o que fazer a não ser receber mensalmente seus mais de 14 mil reais
Claro que era tinha mesmo que encher a cara de cachaça e sair por aí aprontando as suas
Eta nóis
Chamem a polícia!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ops, estou me esquecendo, eles tem imunidade, aliás, não ser porque cargas d´agua se nem juizes são
Chamem o Congresso então para mudar essa zorra
"saiu livre e cambaleante para sua casa, usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança. A mesma lei exige, porém, de procuradores um “comportamento exemplar” na vida":
Ah, antes que nos esquecamos: um procurador so pode ser "julgado por outros juizes".
A empregada esta certa, infelizmente. Nao adianta processar uma pessoa quando o sistema todinho, do comeco ao fim, falha catastroficamente porem intencionalmente.
Nao foi por acidente que o sistema ficou assim, gente. Foi intencionalmente.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
A dona Ana Luiza Fabero já devia estar presa.
Martim Assueros
Hm, será que se a juíza sofresse um acidente desses, nas férias dela, e ficasse inválida, ou amputada, alguém além dela se sentiria injustiçado ?
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