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A popularização da linguagem da computaçãoEnviado por luisnassif, ter, 07/02/2012 - 11:55Por foo No Observatório da ImprensaCriar programas, agora, não é tarefa apenas dos geeksPor Barrett W. Sheridan e Brendan Greeley em 07/02/2012 na edição 680 Reproduzido do Valor Econômico, 6/2/2012, tradução de Sabino Ahumada A reação na internet contra o projeto de lei dos Estados Unidos chamado “Pare a Pirataria On-Line”, idealizado para combater, fora do país, distribuidores de filmes e músicas protegidos por direitos autorais, seguiu as linhas da própria internet: foi descentralizada, anárquica e poderosa o suficiente para ajudar a persuadir o líder da maioria democrata no Senado americano, Harry Reid (do Estado de Nevada), a engavetar o projeto, em 20 de janeiro. Não havia um slogan oficial para a reação pública contra o que foi visto com uma intromissão do governo na internet, mas o lema não oficial poderia ter sido a manchete que apareceu na revista on-line “Motherboard”: “Caro Congresso, já não é aceitável ignorar como a internet funciona”. Um número cada vez maior de pessoas acha que não apenas o Congresso deveria saber como um software é feito, mas o mundo todo. Estilistas, economistas, médicos e outros profissionais sem conexão direta com o mundo da tecnologia vêm aprendendo linguagens de programação como forma de avançar em suas carreiras, automatizar tarefas tediosas ou apenas como aperfeiçoamento pessoal, um tipo de lazer como aprender espanhol ou fazer palavras cruzadas. E eles têm à disposição um universo em expansão de manuais de instrução gratuitos oferecidos na internet por vários sites, desde os fornecidos por empresas iniciantes até os de universidades como Stanford ou o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A programação está se tornando “uma parte muito mais fundamental do conhecimento, similar à leitura ou escrita”, diz Andy Weissman, sócio da Union Square Ventures, de Nova York, que encabeçou uma rodada de investimento de US$ 2,5 milhões no Codecademy, site que ensina técnicas básicas de programação. Tudo gratuito A computação, impulsionada pela aura cativante do filme A Rede Social, de 2010, e o crescimento exponencial dos smartphones e tablets, voltou a ficar na moda. O número de estudantes universitários em cursos de ciências da computação aumentou 14% entre 2007 e 2009, de acordo com os números mais recentes disponíveis da Associação de Pesquisas em Computação, dos EUA. Fora do ambiente dos campi, um número bem maior de pessoas começa a acessar novos recursos como o Codecademy. A empresa foi fundada em 2011 por dois ex-estudantes da Columbia University, quando Zach Sims, estudante de ciências políticas, decidiu que queria aprender habilidades técnicas e pediu ajuda ao amigo Ryan Bubinski, formado em ciências da computação e biofísica. A Codecademy oferece manuais interativos gratuitos que guiam as pessoas enquanto escrevem e testam linhas de programação JavaScript diretamente nas janelas de seus navegadores de internet. “Queríamos espelhar a experiência pelas quais os programadores costumam passar, aprendendo na prática”, diz Sims. Em 1 de janeiro, Sims e Bubinski criaram um site em que encorajavam as pessoas a ter como promessa de Ano Novo aprender linguagem de programação. Em 24 de janeiro, mais de 360 mil pessoas haviam feito a promessa e aceitaram receber da Codecademy novas aulas – basicamente a lição de casa – a cada semana. “Há uma legião de centenas de milhares de pessoas que estão aprendendo ao mesmo tempo”, diz Sims. “E, no fim do ano, eles estarão fluentes [o suficiente] para programar aplicativos básicos na internet e sites. É extraordinário.” Universidades como Stanford e o MIT começaram a produzir vídeos e materiais para algumas de suas turmas que estão disponíveis já há alguns anos no YouTube e na loja virtual iTunes; os cursos de ciências da computação estão entre os mais populares. “A classe de introdução à computação tem, só no YouTube, mais de 2 milhões de acessos”, diz o professor Mehran Sahami, que ensina ciências da computação em Stanford e ministra o curso. “Não são vídeos curtos. Há aulas de uma hora de duração. É realmente interessante ver que se consegue esse tipo de procura constante por algo tão intensivo, em tempo e profundidade de estudo.” No quarto trimestre, Stanford levou a ideia mais adiante e realizou dois cursos de ciências da computação inteiramente on-line. Não se trataram apenas de vídeos de instrução, mas também de fazer perguntas aos professores, receber notas pela lição de casa e de fazer provas – tudo grátis e disponível ao público. Sistemas de registro Sebastian Thrun, professor de ciências da computação e pesquisador do Google que supervisiona o projeto do site de buscas para construir carros que não precisam de motoristas, foi coprofessor de um dos cursos, sobre inteligência artificial. Não era para qualquer um; os estudantes tinham de atualizar-se em assuntos como teoria das probabilidades e álgebra linear. O outro professor, Peter Norvig, estimou que mais de mil pessoas iriam inscrever-se. “Sou conhecido como um louco otimista, então disse 10 mil estudantes”, diz Thrun. “Tivemos 160 mil adesões e, então, ficamos assustados e encerramos as inscrições. Teriam sido 250 mil se tivéssemos deixado em aberto”. Muitos desistiram, mas 23 mil estudantes concluíram todas as tarefas, durante 11 semanas. Thrun, entretanto, abandonou seu cargo para concentrar-se no trabalho no Google e para criar a Udacity, uma empresa iniciante que, assim como a Codecademy, oferece cursos gratuitos de ciências da computação pela internet. Um dos estudantes de Thrun foi Selene Liszka, que não é especialista em tecnologia. Liska estudou psicologia na University of Pittsburgh e agora é assistente encarregada de ala pré-cirúrgica no New York Downtown Hospital. A aluna, de 28 anos, entrou no curso de programação para entender melhor a carreira do marido, programador no Foursquare, site baseado em recursos de localização geográfica. Desde então, ela usou as novas habilidades para automatizar algumas das tarefas rotineiras de seu trabalho, como registrar que pacientes precisam de acompanhamento antes de uma cirurgia. O conhecimento também a ajudou a comunicar-se com os especialistas em tecnologia da informação que instalam os sistemas de registros médicos digitais no hospital onde ela trabalha. Ajudou até a melhorar a forma como ela lida com amigos, familiares e pacientes. “Quando há problema em um software, é preciso ser bem específico sobre isso, descrevendo o comportamento esperado e o comportamento real”, diz ela. “Pouca gente gasta tempo fazendo isso. A forma como os softwares ajudam a entender a vida é diferente da maneira como muitas pessoas encaram a vida.” *** [Barrett W. Sheridan e Brendan Greeley, da Bloomberg Businessweek ]
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Comentários + votados
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Vânia
07/02/2012 - 12:24
Aprender uma linguagem de programação é moleza. Porém, resolver problemas computacionais através do desenvolvimento de bons algoritmos é que "são elas".
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JigSawJr
07/02/2012 - 12:47
Verdade!
Vânia computeira então =)
A resolução de problemas computacionais não envolvem linguagens de programação, apenas matemática.
Deixo a máximo de Dijkstra, grande computeiro:
"Ciência da...
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José Vitor
07/02/2012 - 13:27
Criar programas nunca foi tarefa de geek, mas sim de profissionais. Assim como projetar/construir pontes, fazer canal (de raiz de dente), etc. Com certeza amadores podem programar, mas é muita...
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Daniel Campos
07/02/2012 - 13:42
Fazer uma aplicação de verdade é beeeeeeem diferente de fazer páginas para internet e funções em javascript. Por exemplo um "programinha web" é incapaz de se comunicar com uma impressora paralela......
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W K
07/02/2012 - 15:36
... nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada, nadica de novo! Isso é filme velhíssimo !
Deixar leigos programarem é como...
deixar pedreiro fazer casas,
deixar motorista contruir carro...
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JigSawJr
07/02/2012 - 16:17
"os jornalistas dos grandes jornais dificilmente conseguem escrever algo aproveitável quando o assunto é informática. As "críticas" sobre jogos por exemplo dá vontade de rir."
Como sou da computação...
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Ronin
07/02/2012 - 18:42
Programar é um otímo hobby, desenvolve o raciocíno e a criatividade, além disso , com o poder computacional das máquinas modernas, qualquer linguagem roda bem.
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Fernando Manoel Soares
07/02/2012 - 15:18
Tem razão Vânia.
Não adianta saber de cabo a rabo uma linguagem e não ter noção alguma de Lógica de programação (estrutura de repetição, decisão ...)
Mas o fato do pessoal estar mais antenado em...
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Sei não, as pessoas mal sabem programar um microondas.
Eu sei !!!
Meu microondas tem dois botões. Assim, o Tico sabe girar o botão de tempo e o Teco sabe apertar o LIGA.
Aprender uma linguagem de programação é moleza. Porém, resolver problemas computacionais através do desenvolvimento de bons algoritmos é que "são elas".
Verdade!
Vânia computeira então =)
A resolução de problemas computacionais não envolvem linguagens de programação, apenas matemática.
Deixo a máximo de Dijkstra, grande computeiro:
"Ciência da computação tem tanto a ver com o computador como a Astronomia com o telescópio, a Biologia com o microscópio, ou a Química com os tubos de ensaio. A Ciência não estuda ferramentas, mas o que fazemos e o que descobrimos com elas."
Mas voltando ao artigo, existem muitos biológos e engenheiros que aprenderam rapidamente a utilizar a linguagem Python, que possui recursos avançadíssimos com uma sintaxe simples, que resolvem problemas do dia-a-dia sem ajuda de programadores mais experientes.
Estou procurando cursos de programação (apostilas, curso virtual, etc.) para estudar Pithon com meu filho de 9 anos. Conhece coisa boa para essa finalidade?
Em portugues, só ouvi falar desse aqui:
Python para desenvolvedores.
http://ark4n.wordpress.com/python/.
Não li, mas dizem que é bom.
Em ingles, tem uma página só de documentação, com um tutorial excelente. Praticamente tudo você encontra por lá:
http://docs.python.org/tutorial/index.html
E aqui tem altas manhas/dúvidas/respostas de qualquer linguagem:
http://stackoverflow.com/
Tem razão Vânia.
Não adianta saber de cabo a rabo uma linguagem e não ter noção alguma de Lógica de programação (estrutura de repetição, decisão ...)
Mas o fato do pessoal estar mais antenado em buscar conhecer e aperfeiçoar é louvável.
FernandoMS
Criar programas nunca foi tarefa de geek, mas sim de profissionais. Assim como projetar/construir pontes, fazer canal (de raiz de dente), etc. Com certeza amadores podem programar, mas é muita ingenuidade achar que programação é uma coisa trivial.Aliás, a informática hoje é muito, muito vasta, existem muitos tipos de programação, o programador em geral é um especialista numa área restrita, pois é inviável (em termos de tempo) dominar muitas áreas da informática ao mesmo tempo.
Pecaram no básico!
Geek tem nada a ver com programadores.
Geeks apenas consomem tecnologia...
Alguém que considera "cativante" uma me*** como o filme "A Rede Social" só pode ter alguns parafusos soltos. Mas não se incomode e não leve a sério, os jornalistas dos grandes jornais dificilmente conseguem escrever algo aproveitável quando o assunto é informática. As "críticas" sobre jogos por exemplo dá vontade de rir.
"os jornalistas dos grandes jornais dificilmente conseguem escrever algo aproveitável quando o assunto é informática. As "críticas" sobre jogos por exemplo dá vontade de rir."
Como sou da computação, consigo reparar fácil nisso.
Mas vejo também outras matérias, seja de nutrição ou educação física, nas quais os jornalistas pecam no básico do básico. A verdade é que jornalistas são apenas isso, jornalistas... Acredito que todos os profissionais ficam putos da vida com os jornalistas que só falam merda sobre suas (as dos profissionais) profissões. Podemos resumir dizendo que jornalistas não sabem nada sobre nada, mas falam sobre tudo :)
Fazer uma aplicação de verdade é beeeeeeem diferente de fazer páginas para internet e funções em javascript. Por exemplo um "programinha web" é incapaz de se comunicar com uma impressora paralela... diretamente.
Mas o dificil mesmo é achar uma impressora com porta paralela.
E mais dificil ainda é achar um computador com porta paralela.
... nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada, nadica de novo! Isso é filme velhíssimo !
Deixar leigos programarem é como...
deixar pedreiro fazer casas,
deixar motorista contruir carro,
deixar piloto construir aeronave,
deixar ator escrever peça,
deixar vendedor de ótica realizar exames de vista,
deixar corretor avaliar imóvel,
deixar professor ensinar prática,
deixar caçador fazer churrasco com a caça,
deixar advogado fazer contas,
deixar economista fazer leis ...
Em suma, é passar para um amador ou um leigo uma atividade que não é dele. E pior, a sociedade sofre: ela perde um profissional de outra área para ganhar alguém medíocre.
O autor deste artigo esquece o artigo primeiro da lei da selva: "cada macaco no seu galho".
Em outras épocas já houve tentativa de se fazer leigos programarem, por exemplo, usando algumas linguagens "embutidas" em geradores de código. O resultado sempre foi, é, e vai ser que o produto final é ineficiente e ineficaz.
Um outro exemplo é o de construções em favelas, geralmente desperdiçando material onde podia economizar e economizando onde não podia.
Na grande maioria dos casos, não há chance de profissionais de outras áreas ou curiosos concorrerem com desenvolvedores profissionais. Simplesmente porque é preciso anos de dedicação para uma pessoa (normal) torna-se um desenvolvedor de sistemas de complexidade média.
Os principais frameworks de desenvolvimento de software são bem vastos. Mesmo os grandes especialistas não conhecem a fundo todas as funcionalidades de um único framework. Os melhores profissionais (são poucos) conhecem muito bem algumas ferramentas e tem base suficiente para aprender com sofrimento médio a maioria das outras, caso seja necessário.
Porém, quanto a estender, customizar e colocar no ar pequenos sistemas, geralmente web ou mobile, aí sim, qualquer geek (normal), com um bocado de esforço, consegue.
O texto fala da importância desse instrumento na vida moderna; quem possui inteligência fértil, vai longe, sim, muito, muito longe e até o hack virou herói. Fazem notar como a Internet se tornou independente, em si mesma, no seu jeito de cada vez mais agregar pessoas, algumas dispostas até a criar alternativas interessantes, confiáveis e de graça o que equivale dizer: acessível para todos. Tornou-se assim, parte inseparável do ser. Não combina com regras, regime, subordinação à mentalidade de algum narcisóide. Ela simplesmente existe e extravasa em todos os sentidos, única.
Programar é um otímo hobby, desenvolve o raciocíno e a criatividade, além disso , com o poder computacional das máquinas modernas, qualquer linguagem roda bem.
Gente, metade do texto é coisa requentada...Isso já ocorre há mais de 5 anos!!!
De acordo com meu filho Andreas (técnico de informática para internet), o filme A Rede Social jamais poderia impulsionar algo que já estava acontecendo. E já ocorria por várias razões:
- há softwares e frameworks sendo constamente criados e atualizados para o leigo, desde a primeira metade da década passada;
- a própria popularização da internet, das mídias sociais e a necessidade de seu uso frequente movimentou essa demanda, até mesmo em meios profissionais (médicos, advogados, jornalistas, professores);
- outra coisa: os padrões de canais (blogs, Twitter, Facebook, Tumblr, etc.) criaram ambientes que facilitavam ao usuário comum construir seu canal pessoal, com presets e customizações que visavam descomplicar a construção de webpages e sítios de acesso constante;
- cursos como os da Codeacademy já eram oferecidos há muitos anos pela W3C (consórcio/comunidade global voltada para o crescimento e disseminação da world wide web), e há inúmeras outras organizações/empresas focadas no desenvolvimento, ensino e aplicação de sistemas para necessidades específicas - tanto de programadores quanto de internautas.
Quer dizer: isso não é novidade. O texto acima (ainda de acordo com meu filho!) tem um título que fala de uma coisa (o fácil acesso de leigos a sistemas computacionais online) mas, no texto, fala somente de exemplos de pessoas que estão no caminho altamente especializado da computação e criação de sistemas através de um ensino diferenciado (de nível superior) e estranho ao usuário leigo - o internauta como eu e vocês. Não há, em toda a matéria, um fato ou exemplo de pessoa que embase a premissa do título ou a chamada da matéria.
Putz, é complicado...Mesmo eu - que sou jornalista - tive de buscar "consultoria" com alguém mais "plugado" pra entender a falta de link entre o que a reportagem prometia e o que ela realmente expressava. Abs.
O perigo é alguns tentarem torna-la algo inacessível, difícil, um bicho papão e restrigi-la a um círculo fechado. Um FÍSICO QUERIDÍSSIMO diz: periga alguns conseguirem difundir o tal pavor e a dificuldade como o ensino defeituoso da matemática e da física nas escolas.
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