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A política de Obama para o IrãEnviado por luisnassif, sex, 17/02/2012 - 08:43
Por Assis Ribeiro
Do Asia Times Online Para entender a política de Obama para o Irã Brian M Downing, Asia Times Online O primeiro livro de Trita Parsi, Treacherous Alliance [Aliança Traiçoeira] (2008), trouxe compreensão extremamente clara das negociações públicas e secretas entre Irã, EUA e Israel, ao longo dos últimos 35 anos. Chega agora, em momento excepcionalmente oportuno, essa impressionante continuação daquele trabalho, em que Parsi estuda os eventos desde a posse do presidente Barack Obama em 2009. O novo governo começou com esperanças de abertura na direção do Irã, mas, apesar do início promissor, não houve qualquer avanço diplomático. Parsi atribui esse resultado à inflexibilidade em Teerã, Washington, Jerusalém e Riad. Políticos e gabinetes interpretaram mal praticamente todos os sinais que chegavam do outro lado, resistiram a demonstrações de flexibilidade, por medo de parecerem fracos, e ignoraram os muitos esforços de países mediadores. O conflito acabou por incorporar-se ao pensamento e às instituições de todos os países envolvidos. Teerã não acreditou nos primeiros passos do governo Obama. O Irã ajudara os EUA a expulsar os Talibã do Afeganistão em 2001 e a instalar lá um novo governo, no ano seguinte; mas o governo George W Bush manteve a atitude de hostilidade. Depois da derrubada de Saddam Hussein, pelos EUA, em 2003, o Irã movimentou-se na direção de ampla abertura e diálogo com os EUA. Mas o movimento foi rejeitado: os EUA não se interessaram por dialogar. O Irã, então, via pouca probabilidade de Obama conseguir livrar-se dos impedimentos políticos que o bloqueavam. A escolha de Dennis Ross e Rahm Emanuel como principais conselheiros não contribuiu para abalar o ceticismo dos iranianos, para quem os dois sempre foram ativos militantes pró-Israel. A inimizade com os EUA já penetrou toda a máquina da administração e a identidade nacional iranianas. Já é parte do que os iranianos são. E garante narrativa poderosa de legitimação e justificação para o governo que, em outras circunstâncias, estaria enfrentando crescente descontentamento popular em função da economia estagnada. Além do mais, qualquer acordo com os EUA reduziria a capacidade do Irã para atrair apoio da rua árabe, elemento importante de uma política já de vários anos para enfraquecer os ditadores árabes e reduzir a influência dos EUA na região. No início do governo Obama discutiram-se vias para uma aproximação com o Irã – promessa de campanha eleitoral do presidente e também do discurso de posse. O Departamento de Estado e o Pentágono cogitaram de negociar questões do Afeganistão, com a criação de um estado estável sem os Talibã, o que interessaria aos EUA e ao Irã. Mas decidiu-se que qualquer colaboração com o Irã no Afeganistão poria os EUA em posição de devedor, no início das negociações, muito mais críticas, sobre a pesquisa nuclear. O governo Obama optou pela política híbrida de Dennis Ross, de abrir negociações e, simultaneamente, aprofundar as sanções – cenoura e porrete. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e forças pró-Israel nos EUA não gostaram da aproximação; e pressionaram forte na direção de prazos mais apertados e sanções mais duras – cenoura menos atraente e porrete maior. A Arábia Saudita e outros estados sunitas também pressionaram o governo Obama na direção de posição mais firme depois de tantas tolices e inação durante o governo Bush. As ações do governo Bush no Afeganistão e o Iraque fortaleceram tanto a influência do Irã, que os sauditas et al. chegaram a considerar o risco de o Irã estar modelando as políticas dos EUA – uma lição de que a obsessão pela segurança nacional e o pensamento paranoico andam muito frequentemente de mãos dadas em muitas capitais do mundo. Os estados sunitas também temeram que o interesse de Obama por alcançar algum acordo pudesse levá-lo a ceder demais ao Irã. Isso poderia converter o Irã em potência hegemônica no comando de potente movimento xiita na região, e levar à expansão do Islã, em oposição e à custa dos governos árabes. Mas, apesar das muitas pressões diplomáticas e domésticas, o novo presidente manteve-se firme. Prosseguiriam os esforços para aproximação mais flexível na direção de Teerã. As negociações levaram a nada e os dois países chegaram à atual situação de crise. O que Israel e a Arábia Saudita não fizeram, para conseguir mudar a política de Obama, o próprio Irã fez – e com grande eficácia. As partes mais intrigantes do livro de Parsi são os perfis de políticos israelenses, construídos a partir de entrevistas pessoais e declarações públicas. Para Parsi, algumas figuras da política israelense são mais complexas do que os pintam os porta-vozes e políticos dos dois lados do Atlântico. Importante para registrar, Parsi duvida que o Irã algum dia ataque Israel com arma nuclear. Os aiatolás, segundo o ministro da Defesa e soldado altamente condecorado Ehud Barak, são atores políticos pragmáticos que sabem que operam no cenário mundial, e nada têm de ‘mulás doidos’. É discurso que não coincide com o que se lê e ouve, com israelenses sempre clamando por ação, apresentando os clérigos iranianos como fanáticos interessados em apressar o fim do mundo e a volta do Imã. Para Barak, os aiatolás sabem que ataque nuclear a Israel não beneficiaria o Irã e, em qualquer circunstância, levaria ao contra-ataque, imediato e devastador. O que mais preocupa os estrategistas israelenses é a certeza de que um Irã nuclear provocaria grave dano à imagem de Israel como estado já plenamente implantado e invencível; fortaleceria a posição dos políticos e militantes palestinos e, na conclusão, obrigaria Israel a conceder um acordo de convivência que exigiria a devolução de territórios. Parsi – o que é lamentável – não comenta nem avalia esse raciocínio. Parsi cita o famoso comentário do ex-chefe do Mossad, Meir Dagan, ano passado, para o qual a ideia de Israel atacar instalações nucleares iranianas seria “a ideia mais estúpida que já ouvi”. Dagan crê que ataque desse tipo levaria a conflagração regional de tal ordem que geraria “desafio de segurança que não haveria como enfrentar”. Opiniões de Dagan – suspeito de estar no comando da campanha de assassinatos de cientistas e atentados à bomba que têm ocorrido em território iraniano – não podem ser tomadas como palpite de ativistas da paz. As ameaças dos israelenses de atacar ‘unilateralmente’ o Irã visam a forçar os EUA a aprofundar as sanções, por mais que a ideia de atacar o Irã agrade a alguns dos israelenses entrevistados: para esses, as sanções podem, no máximo, tornar um pouco mais lento o ritmo dos avanços iranianos no programa atômico; ataques aéreos podem forçar retrocesso bem mais significativo. Mas os estrategistas israelenses consideram a possibilidade de fracasso. No caso de nem sanções nem ataques funcionarem, o Irã deve servir como caso exemplar para outros países que venham a considerar a possibilidade de construir armas nucleares. Construir ou mesmo tentar construir armas nucleares é movimento que sempre custará sanções terríveis, que engessarão a nação por tempo indefinido. Mas – fontes israelenses lembram, cautelosamente –, usar o Irã como exemplo para intimidar outros países que tentem arriscar-se na via do armamento nuclear pode custar preço muito alto: debilitaria muito qualquer iniciativa de reforma democrática; geraria um estado falido entre o Golfo Persa e o AfPak; e, afinal, geraria um país armado com armas nucleares, ferido e em busca de vingança. O que fazer? Na opinião de Trita Parsi, haverá longo período de contenção – que é alternativa à guerra –, gravemente minado por riscos de as tensões aumentarem e de acontecerem atos acidentais de hostilidade. O autor propõe que se inicie nova rodada de iniciativas diplomáticas; sanções menos drásticas; projeto de longo prazo para a relação entre EUA e Irã; objetivos mais claros e mais bem definidos, para as negociações; e que se busquem mediadores influentes, como a Turquia. Mas muitos leitores não verão claramente que tipo de acordo seria possível, para a questão nuclear, agora ou algum dia, que não implique os EUA e Israel aceitarem os objetivos nucleares do Irã. Muitos temerão que a pesquisa iraniana e a impaciência israelense não nos deixem tempo para um segundo lance de dados. http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/NB11Ak01.html http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=7de6cd35982b5384abd1...
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Comentários + votados
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Paulo F.
17/02/2012 - 08:56
Ao cercar-se de falcões não seria possível outro resultado da PE de Obama. Em particular para o Oriente, bem como a mudança de eixo do Atlântico para o Pacífico. Na visão geopolítica reinante nos...
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Vladimir
17/02/2012 - 08:58
O título mais apropriado seria a política do Irã para os EUA já uqe,há anos, os EUA é que estão correndo atrás do Irã.
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Avelino
17/02/2012 - 09:26
Caro Nassif
A política dos EUA é a política da submissão, eles querem que o Irã não produza armas nucleares, enquanto EUA e países aliados continuam produzindo.
O mesmo aconteceu com o Iraque,...
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Jairo Medeiros
17/02/2012 - 09:36
Valdimir, essa não é propriamente a realidade. Os eua não correm e provavelmente nunca correrão atrás dos persas. Poderia até ser uma questão de princípios, mas é simplesmente protecionismo e...
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Ivan Moraes
17/02/2012 - 10:45
Relembro novamente o programa de 7 da noite (!) com Dianne Sawyer outro dia quando eu tava no escritorio medico. Ela abriu com o Iran, e falou mentira apos mentira a respeito do Iran estar...
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Reginaldo Gomes
17/02/2012 - 14:38
Esquenta não Assis Ribeiro...
14/02/2012: O 33º aniversário da Revolução Islâmica no Irã
Com significativa presença do estado na economia, políticas públicas foram consolidadas nestes 33 anos de...
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Marcos C. Campos
17/02/2012 - 17:20
Não sei porque , mas até moeda tem dois lados. Ou , já viu moeda com um lado ?
Completando ... foi o mesmo na época da invasão do Iraque.
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Reginaldo Gomes
17/02/2012 - 20:39
Leonidas, os "bons" são seus ídolos demoniacos e genocidas. Você é um imbecil Leonidas!!!
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vera lucia venturini
17/02/2012 - 09:47
Então o problema é o armamento nuclear do Irã? Será???
Mas se o Irã estava caminhando para construir a bomba atômica na época do Xá e Khomeini ordenou a paralisação das pesquisas baseado em...
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leonidas
17/02/2012 - 11:22
O Brasil precisa do apoio dos hermanos latinos para ser indenpendente militarmente?
isso é algum tipo de piada?
rs
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leonidas
17/02/2012 - 14:58
pronto...rs
o Irão agora é o mocinho...
nomeia como ministro da defesa alguem com pedido pela interpol por participaçao no atentado terrorista na Argentina, financia o hezbollah e o Hamaz e...
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Ao cercar-se de falcões não seria possível outro resultado da PE de Obama. Em particular para o Oriente, bem como a mudança de eixo do Atlântico para o Pacífico. Na visão geopolítica reinante nos think tanks de referência da adm. Obama a supremacia no Pacífico passa pelo controle da situação no Oriente Médio, exigindo um controle maior do que o necessário quando o eixo preferencial de ação estadunidense era o Atlântico. A associação de falcões e democratas no passado resultou em acirramento de tensões no campo internacional, vejam a adm. de JFK.
O título mais apropriado seria a política do Irã para os EUA já uqe,há anos, os EUA é que estão correndo atrás do Irã.
Valdimir, essa não é propriamente a realidade. Os eua não correm e provavelmente nunca correrão atrás dos persas. Poderia até ser uma questão de princípios, mas é simplesmente protecionismo e colonialismo. Será difícil p/ o oriente médio sair dessa sinuca, seu produto é único, seus gestores semi-analfabetos em política e diplomacia, suas terras interessam apenas a eles mesmos. O Iraque já foi engolido, os sauditas, kwaitianos e demais governos e povos bebem e comem nas mãos da águia rapineira. O Brasil ainda que tarde, está dando seus primeiros passos p/ ser independente militarmente, mas sozinho não conseguirá, precisará do apoio dos hermanos latinos. Por isso o Lula foi loquaz na questão persa e o Brasil foi o primeiro a reconhecer a Palestina nas américas. Sopra-se depois que bate...
O Brasil precisa do apoio dos hermanos latinos para ser indenpendente militarmente?
isso é algum tipo de piada?
rs
leonidas
Caro Nassif
A política dos EUA é a política da submissão, eles querem que o Irã não produza armas nucleares, enquanto EUA e países aliados continuam produzindo.
O mesmo aconteceu com o Iraque, Afeganistão, Libia, ou o Irã se submete ou será invadido.
Faz parte da diplomacia da guerra preventiva.
Saudações
Então o problema é o armamento nuclear do Irã? Será???
Mas se o Irã estava caminhando para construir a bomba atômica na época do Xá e Khomeini ordenou a paralisação das pesquisas baseado em principios religiosos? O fato é que o Irã está dando um banho de diplomacia nos governos ocidentais + Israel que o provocam sem parar tentando dar inicio ao conflito. Tomara que prevaleça a sabedoria construida por milhares de anos pelo império persa frente ao recente império americano (+ Israel).
Não sei não, mas a guerra contra o Irã pode se transformar numa "vitória de Pirro" para o império americano.
Vera Lucia Venturini
Vitoria de Pirro foi a invasão do Iraque. Os EUA se enterraram ($$$) lá.
Relembro novamente o programa de 7 da noite (!) com Dianne Sawyer outro dia quando eu tava no escritorio medico. Ela abriu com o Iran, e falou mentira apos mentira a respeito do Iran estar espalhando terrorismo pelo mundo todo.
Eh isso que os americanos estao ouvindo na televisao aas 7 da noite. Eh uma campanha de desinformacao pesadissima. Dianne Sawyer devia se preocupar mais com sua reputacao, e a Disney tambem.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
pronto...rs
o Irão agora é o mocinho...
nomeia como ministro da defesa alguem com pedido pela interpol por participaçao no atentado terrorista na Argentina, financia o hezbollah e o Hamaz e ainda tem quem ache que ele nao apoia terrorismo...
A fé é mesmo irracional...rs
leonidas
Não sei porque , mas até moeda tem dois lados. Ou , já viu moeda com um lado ?
Completando ... foi o mesmo na época da invasão do Iraque.
Leonidas, os "bons" são seus ídolos demoniacos e genocidas. Você é um imbecil Leonidas!!!
Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.
Esquenta não Assis Ribeiro...
14/02/2012: O 33º aniversário da Revolução Islâmica no Irã
Com significativa presença do estado na economia, políticas públicas foram consolidadas nestes 33 anos de Revolução levando a nação persa a praticamente ter erradicado o analfabetismo que na época da ditadura do Xá alcançava mais de 90 por cento da população. O salto educacional e cultural do Irã neste período é digno de nota.
Por Beto Almeida*
Há 33 anos, num 11 de fevereiro, a Revolução Islâmica sacudia as estruturas retrógadas da sociedade do Irã, derrubava a ditadura pró-imperialista do Xá Reza Pahlevi e, sob a direção do Aiatolá Khomeini, com tremendo apoio popular, a ponto da constituição de milícias armadas e com a incorporação de mulheres - com chador e tudo - dava início a um período de significativas transformações sócio-econômicas e políticas, apesar de todas as hostilidades, agressões militares, sanções econômicas e manipulação informativa que só comprovam com este processo revolucionário incomoda profundamente o império.
Só com forte apoio popular é possível suportar e vencer o cenário hostil que a Revolução Islâmica teve que enfrentar. As agressões foram de vários tipos. Quando agora em dezembro um avião não tripulado dos EUA , tipo drone, invadiu ilegalmente o espaço aéreo iraniano e foi - com absoluta legitimidade - capturado por meio de uma tecnologia de controle remoto que os norte-americanos não calculavam existir, um simbolismo imenso surgiu diante do Pentágono. Os Eua enviam naves ao espaço sideral, mas não puderam impedir que o controle remoto sobre o drone lhe fosse tomado por aquilo que foi construído em 33 anos de desenvolvimento tecnológico independente.
Ou seja, nestes 33 anos de revolução iraniana, a nação persa adquiriu soberania tecnológica em vários setores, a despeito das agressões e dos boicotes. Ou, exatamente por causa deles, foi obrigada a contar com suas próprias pernas. Hoje, o Irã possui a esmagadora maioria de seus cientistas na idade média de 30 anos dirigindo projetos de excelência tecnológica, entre as quais, a que lhe confere um dos mais avançados programas espaciais do mundo, estando previsto, ainda para 2012, o lançamento de uma nave tripulada ao espaço sideral.
Analfabetismo político?
Só para contextualizar um pouco, vale mencionar que o Brasil, denominado a 6ª economia do mundo, não tem ainda qualquer previsão para alcançar a maioridade em matéria de tecnologia espacial. Aliás, não há nem mesmo sequer previsão sobre quando eliminará o analfabetismo, o que a Bolívia, a mais frágil economia do continente, já alcançou, sob o comando de um índio que, na infância, vivendo no norte da Argentina, foi condenado como inepto para a leitura e a escritura. Os telhados de vidro mencionados pela Presidenta Dilma em Cuba, analisando com coragem a hipocrisia que cerca o debate sobre direitos humanos, vale também para outras áreas da política, como o desenvolvimento científico-tecnológico.
Praticamente toda a tecnologia da potente indústria petroleira do Irã foi nacionalizada e está sob o comando de 100 por cento de técnicos iranianos, formados nas modernas universidades que se multiplicaram no país como efeito da Revolução Islâmica de 11 de Fevereiro de 1979. Vale relembrar: 70 por cento dos universitários do país são mulheres, quando na Arábia Saudita as mulheres são proibidas do voto, de dirigir automóveis e são punidas com a degola. Mas, a mídia imperial silencia sobre os podres do aliado. Desde a Revolução Islâmica, nenhuma iraniana foi punida com a pena de apedrejamento, apesar de todo o dilúvio de mentiras que se lança sobre Sakhine, cidadã iraniana condenada pelo assassinato do marido - o que é crime em qualquer parte do mundo - mas apresentada ao mundo, cotidianamente, como se tivesse sido condenada ao apedrejamento por adultério.
Dilúvios de mentiras
Os dilúvios de mentiras contra o Irã são cortinas de fumaça para que não sejam desnudados os verdadeiros interesses imperialistas na região: fortalecer Israel a qualquer custo, impedir o desenvolvimento econômico e tecnológico de um país do porte do Irã, com 70 milhões de habitantes, e, por fim, rapinar o petróleo persa, tal como se fez na Líbia, mediante sanguinária ocupação da Otan, com o apoio de uma certa esquerda otanista na Europa.
O progresso do país deve-se fundamentalmente à nacionalização dos setores fundamentais da economia, a começar pelo petróleo, medida adotada ainda sob a direção de Aiatolá Khomeini. Com significativa presença do estado na economia, políticas públicas foram consolidadas nestes 33 anos de Revolução levando a nação persa a praticamente ter erradicado o analfabetismo que na época da ditadura do Xá alcançava mais de 90 por cento da população. O salto educacional e cultural do Irã neste período é digno de nota. Com a expansão universitária, a multiplicação de centros científicos, o Irã tem hoje indústria própria nos setores de automobilismo, aeronáutica, armamentos, navegação, ferrovias, tratores, setor petroquímico, farmacêutico.
Humanismo e estratégia comunicativa
No plano da cultura, deve-se refletir acerca das repetidas premiações do talentoso cinema estatal iraniano, prêmios alcançados apesar da hostilidade midiática ocidental, da hegemonia esmagadora de Hollywood, e da ditadura da estética da mediocridade a que a humanidade está submetida. O cinema iraniano pensa o gênero humano, convida a refletir sobre causas nobres, promove a delicadeza do olhar, da sonoridade, de uma plástica que acaricia o pensamento e eleva a capacidade inteligente. Conquista também da Revolução Islâmica. Se os iranianos fazem bom cinema, provavelmente poderão fazer também boa televisão: para comunicação com o mundo, nasceu a HispanTV, canal iraniano de tv em espanhol, indicando visão estratégica por lá. Na Era Vargas, que o FHC tentou destruir, a Rádio Nacional era a terceira mais potente emissora do mundo, irradiava em 4 idiomas, chegava aos quatro cantos do mundo. Ainda hoje, a TV Brasil não pode ser sintonizada plenamente nem em toda a cidade de Brasília.
É isto e muito mais o que se pretende esconder e destruir por meio de sanções, pela agressão militar do Iraque, quando Sadam esteve fazendo o serviço sujo para os EUA. E é isto o que se pretende demolir também com os sinistros atentados, os assassinatos de renomados cientistas, e com a acusação de que o Irã é um perigo nuclear para a região e o mundo. Ora, o Irã nunca agrediu nenhum país, ao contrário de Israel que agrediu e foi derrotado no Líbano, do próprio Iraque antes, da Arábia Saudita e do Qatar, que participaram da agressão à Líbia, sob as bênçãos da esquerda otanista, que ainda hoje aplaude a TV Al-jazeera , mesmo que a emissora tenha sido totalmente tragada pela indústria petroleira dos EUA.
Israel tem 300 ogivas e acusa o Irã?
Israel , com 300 ogivas nucleares, brada que o Irã é que é o perigo para a humanidade. Ao contrário, o Irã é um berço da humanidade, ali se elaborou a primeira carta de direitos humanos universais que nossa civilização tem notícia, inscrita no Cilindro de Ciro.
Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, o presidente Mahmud Armadinejad, fez proposta límpida e cristalina, até hoje escondida e sonegada à humanidade pelos meios de desinformação do capital: Energia Nuclear para todos, Armas Nucleares para Ninguém!!!! A criminosa hipocrisia dos países super-armados, mas que se esforçam para impedir que esta informação circule dá a medida dos planos sinistros que se preparam contra a nação persa, já postos em marcha, com agressões externas encobertas, contra a Síria. Mas, o alvo é outro.
Telhado de vidro
As relações entre Brasil e Irã progrediram muito durante o governo Lula. É bem verdade que houve um voto matreiro do Brasil na ONU aliando-se à hipócrita campanha dos direitos humanos e que teve como alvo o Irã, autorizando o país que mais carnificina faz a seguir com suas sanções e pressões contra os persas. Se todos têm telhado de vidro, e é verdade, por que o voto exclusivo contra o Irã e a omissão diante dos massacres dos EUA no Iraque, Afeganistão, Pakistão, Líbia, o sequestro e as torturas de prisioneiros na Base de Guantânamo? Apesar dele, é bem provável que algo esteja sendo rediscutido com mais realismo no Itamaraty quando o tema é direitos humanos. Com mais de cem homicídios em poucos dias de greve da PM na Bahia, com novo assassinato de jornalista no Estado do Rio de Janeiro, é preciso avaliar com mais rigor e concretude o tema direitos humanos. Especialmente após a Presidenta Dilma ter lembrado que, nesta matéria, todos têm telhado de vidro, o que na prática, desautoriza o próprio voto brasileiro na ONU contra o Irã, logo no início do governo.
*Jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5465
Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.
Vamos falar sério a economia da UE e EUA está quebrada , as instituições financeiras não apresentam balanços alegando sigilo de investimentos , acredita nisso Lelê , a riqueza produzida por derivativos e outras tramóias não tem lastro , não tem lastro , assim como emissões de títulos e dinheiro ,não tem lastro, não tem lastro e quero ver quem mostra esclarecidamente , de forma objetiva aonde está este lastro Lelê.
O que o mundo está fazendo é tendo uma ação progressista de ajudar e se envolver o mínino, isto é indispensável , o menor envolvimento de empresas e da economia com estas economias atuando de forma a médio e longo prazo se lastrear todo este volume financeiro criado por outros métodos que não a produção , eles inventaram e andam por aí na maior cara de pau , falando mal da Petrobras , uma das maiores reservas de petróleo , lucro de 30 bi reais , capitalização bem sucedida e planejamento sendo cumprido com alterações normais em uma operação deste tamanho , se esquecerem , não costumam ser tão exigentes com os banqueiros e petroleiras internacionais, nós que bancamos queria o que .
Ou seja ao invés de dar uma chinelada , se vingar , a palavra que seja , dos estadunienses e europeus o mundo escora a cagada norte ocidental e investe em um panorama de equilíbrio financeiro. Se os bancos quebrarem vai toda a poupança destas sociedades , moedas , economias nacionais, industria , comercio, emprego arrastando o setor do consumo familiar , não sobra nada.
Quando entremearam os capitais das empresas extinguiram a possibilidade de quebra única , havendo quebra todos quebram , este foi o seguro que o neoliberalismo fez para se defender de cobranças da sociedade , espertos , e um trabalho midiático para venderem seus títulos micados e esconderem da sociedade suas situação financeira , origem dos valores e cruzamentos de investimentos , vendiam um titulo pro cliente e investiam em outros.
Não estou falando em diminuição de lucros e sim em lastro de depósitos e balanços.
Com 10 eu financio cem com o titulo dos cem eu financio 1 mi e depois tudo isto é lançado como dinheiro , riqueza, cadê o lastro , como se lastrear uma riqueza ou valor financeiro produzido desta forma , tem que tomar cuidado para não errar , comentarista aos prantos , vai , tem que ter talento, comentarista fora de ação............. incorrigíveis são o 1% que a sociedade tem que arcar , mas não com trilhões c...........os números mostram que funciona....... na próxima , tentativa , vão pra forca ou esquartejamento em praça pública, requintes de crueldade também , fogueira , apedrejamento , engarrafou a linha
Tava muito metido , quando Lindbergh for Governador , tem que ganhar a eleição , viu só, tínhamos que trazer o Randolfe para uma Secretaria , Tasquez terrível, pensou , pensou , na duvida lascou uma d.......impublicável, comentarista rolando , assim não dá , Tasquez aí desfalcamos o Senado , está mudando e que diferença, a KK, deuuuu11111 senão a porrada come , que power , unanimidade , comentarista passando mal..........
Temos Freixo , Molon , Randolfe somaria a este frente apartidária que vem se formando um viés ideológico no cenário nacional , Tasquez e incluo de certa forma o PT RS , a facilidade comum de costurar alianças, ó a provocação, pois é com este viés de encarar coligações como legitimas e não formar conceitos anteriores aos debates imutáveis , avançamos a esquerda inteira, continuamos tendo diferenças , praticamente não as discutimos pois abrimos dialogo com vertentes ideológicas mais afastadas e com isto conquistamos os resultados , soberania , bolsa família , um monte de coisas........ com a diminuição da oposição , os debates e criticas internas devem gerar melhorias , principalmente em custo de obras , e ideologicas , o que a oposição se tivesse capacidade deveria fazer.
É um viés uma predominância grande de classe media , todas , com afeição ideológica e sentimento positivista em relação a coisa pública extremado , correto.
O debate com a oposição , alianças e tamanho eram outros , o que ocorre é que são quadros de faixa etária parecida e com bastante tempo pela frente, vem se destacando e firmando com rapidez no Senado , a Casa final da vida pública , relevante , e o melhor nenhum deles tem nada de neoliberal , comentarista atirando, é doida uma 45 acho, vai vê movimento estudantil, a cadeira.......... revoltante e estou desconfiado com o BF do jeito que tem gente com fome por aí............. acura virá e as pragas serão extintas da terra......comentarista exorcista, saí que este corpo não te pertence , espírito neoliberal , corrupto , topeira , topeira também encarna , sei lá........comentarista fora de ação.
Quanto a Petrobras , uma companhia que cresceu vertiginosamente de valor , apresenta uma media de 30 bi de lucro, com tamanho e operações enormes.
Várias metas foram alcançadas antes dos prazos e poucas depois , licitações são milhares , as peças e máquinas do tamanho de uma máquina de costura comentarista irônico , erros administrativos e pessoais ocorrem, o lucro dá uma mostra da quantidade.
Tem reservas , fundamento para uma petroleira e a matriz está em um país com enorme potencial de desenvolvimento, com índices econômicos entre os mais sólidos do mundo e com boa posição internacional
Estes são os fatos , isto é informação , o que a velha mídia faz são campanhas midiáticas com objetivos financeiros e ou políticos , já estando proibido na Argentina divulgação de índices econômicos com fins especulativos e ou de pressionarem o governo , o que eles procuram a nove anos.
As estatais , quer incomodar fala em montadora de veículos nacionais, pule de dez, aumenta e empodera o Estado e quem , a sociedade, só as compras públicas , como sabem que vai sair, começam a tentar ganhar tempo, espaço e mercado existe , se alguma montadora quiser sair a diferença e que alguns deixarão o mercado e se tornarão funcionários públicos.
Voltando as estatais devem ser as primeiras a terem proteção na nova legislação sobre os meios de comunicação , depois instituições , depois o Executivo que estiver governando , e de preferência temporária , prefiro a mídia com completa liberdade , em alguns momentos alguns grupos com interesses específicos podem atuar no setor e ou são retirados ou o setor tem que ser regulado enquanto estiverem atuando.
PETROBRAS 33 BILHÕES DE LUCRO , BANCO DO BRASIL 12,1 BILHÕES DE LUCRO.
Continua a campanha contra a Petrobras , acompanhada do retorno de serra ao noticiário e possível candidatura ,muito bem equipe serrista tática incrível , nova , criativa.
Com a capitalização aumentam o número de ações , 24 reais a ação , e cai a rentabilidade por ação até que os investimentos feitos com os recursos da capitalização e outros financiamentos façam efeito e apresentem resultados.
Simples , boçalico , o mercado não se mova por conceitos simples e objetivos , as avaliações e projeções de alguns , entre eles sempre existem magos, o sobe e desce dos preços de ações ainda é uma herança neoliberal, as ações das empresas de Eike estes dias despencaram , uma explicação aqui ou ali , como no caso da Petrobras por um raciocínio simples não é plausível ou justificável , como o investidor compra e vende a ação que quiser a questão justificável ou não fica em segundo plano , a vontade do investidor é formada por outras variáveis também que a razoabilidade.
Entendo a velha mídia afinal poderíamos vender a Petrobras e aplicar em títulos com mais rentabilidade , comentarista aos prantos , o Getulio nacionalizou o petróleo em 50 e até hoje eles não se conformam , aí não vale, como vender a Petrobras é impossível fazem campanhas midiáticas para queimá-la junto a opinião pública , conseguem já já , e desvalorizarem o preço de suas ações, obviamente que o Governo tem caixa para comprá-las se houver um ataque acionário, e ficar com um pedaço maior dos 30bi.
Boa parte da sociedade conhecem os resultados Petrobras , alguém que trabalhe lá , o desenvolvimento de tecnologia feito pela empresa , a responsabilidade social e participação , segura o preço da gasolina a velha mídia fica doida porque diminui o lucro dos acionistas , inclusive os estrangeiros , Lelê deixou a impressão que se não houverem aumentos de preços da gasolina o caos financeiro tomará conta da empresa, caíram os lucros do capital internacional a velha mídia sobe nas tamancas. Deixar uma pulga como os balanços de determinadas instituições financeiras internacionais estão , define você Lelê , a perda de preço da ações da Petrobras , entre os títulos mais confiáveis que possuem está causando um certo pânico , se eles tivessem que mostrar balanços....... É por aí velha mídia........
Se a Petrobras continuasse lucrando 30bi como vem fazendo está ótimo , se puder como deve aumentar o lucro muito que bem , mas lucrando 30 bi , mantendo ou aumentando empregos e salários , apoio a ações culturais e sociais, sendo estatal o Governo pode intervir nesta área estratégica de combustíveis ta mais do que bom.
Vários funcionários e outros , falou , compraram ações da Petrobras , não compare a filosofia e planos para este investimento destas pessoas com os interesses do capital externo ou de especuladores.
Até podem haver trocas de posição , o nível cultural , um computador e uma Corretora manera , tem , existem , de verdade. Em um mercado acionário menos fracionado em tantas operações , derivativos , podem se tornar armadilhas como os títulos hipotecários comprados por vários , pela sociedade e os Governos que foram os que perderam dinheiro e um ou dois banqueiros. E as alterações e reformas deste mercado segundo critérios pouco claros, não vi chilique , como sempre neste ponto a vontade do investidor é soberana, o mercado de ações será uma moleza para esta geração que foi criada na Internet , o que poderá significar o aumento da participação da sociedade nesse mercado , pode fazer alguma diferença........ mais um habito de consumo ou cultural financeiro , como emprego , ser empresário , por aí........ embaixo do colchão , poupança , a Bolsa pode ser uma........ em moldes civilizados.........
A teoria e conceitos eram falhos e ruins e quem administrava era um bando de escroto. Breve definição histórica do período neoliberal.
O corpo de funcionários da Petrobras , me lembra uma frase de um dirigente do PT , não somos todos iguais , temos ideologia e posições diferentes , alguns a maioria são patriotas , honestos e tem extremo apreço pela Estado e pela nação , mas tem joio também.
Quanto a qualidade dos funcionários da Petrobras e afirmo que são feras , na exploração e abertura de poços pelo simples fato da plataforma voadora, e os dutos ecaminhões , no planejamento , cálculos e compras pelo simples fato da plataforma ou refinaria voadora , comentarista aos prantos, o 200 disse que tava virando 150 com aquele salário , a sociedade agradece a prontidão para o acordo e encerramento da greve, achei que conheciam , comem pedra fumegante na sobremesa , comentarista atento , hábitos culturais , respirando.......
Liberou dos presídios de segurança máxima para unidades das corporação , tá bom , mais uns dias , já saíram , tá doido deixar sem acento.......... Caxias é uma bonita cidade serrana no RS. Saudações sul americanas e republicanas.
Um pequeno detalhe em relação a este corpo profissional .Não preciso dizer que o Eike levou alguns , já estão repostos e outra empresa nacional cresceu de qualidade de mão de obra , e vários também sofreram assedio internacional , inclusive levando a reajustes salariais , são os apadrinhados políticos , comentarista finalizando
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