A passeata dos artistas de Goiás

Atualizado às 18:47

Por Fred Noleto

Na tarde desta sexta-feira, 1º de abril, um grupo de cerca de 500 manifestantes protestavam nas ruas da cidade de Goiânia. Nas calçadas a população reagia de diversas formas. Uns ficaram maravilhados, outros espantados e alguns desentendidos. Era como se fosse possível ler seus pensamentos: "é muita alegria, do quê se trata?". Não se tratava de qualquer passeata. Era a Grande Passeata dos Trabalhadores da Cultura de Goiás. Ao receber panfleto explicativo, uma transeunte exclama: "eu não votei no Marconi!". Ouve de imediato a resposta: "nem eu!".

Não foi um movimento partidário. Pelo contrário. Artistas na maioria das vezes são anarquistas e mal conseguem organizar seus próprios orçamentos domésticos. O fato é que o pano de fundo - a capital de Goiás - explode em manifestações todas as semanas. Ora estudantes exigindo passe-livre, promessa de campanha do governador Marconi Perillo. Ora funcionários públicos diversos: professores da rede estadual e da sucateada e anorexa Universidade Estadual de Goiás (UEG) e funcionários da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
Um dos protestos que mais chamaram atenção foi o dos médicos e demais servidores do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) – órgão responsável pelo pagamento de funcionários aposentados e pensionistas e que também presta serviços populares de plano de saúde. A outra manifestação foi contra o aumento abusivo do preço dos combustíveis ou contra o cartel formado entre usineiros e donos dos postos de gasolina. Esta chegou até a ter repercussão nacional. É o movimento "Mobiliza Goiás".

A Grande Passeata dos Trabalhadores da Cultura de Goiás foi diferente das outras. A começar pela forma: alegre, festiva, poética, encantadora. Alí estavam a elite cultural do estado representada em todas as suas vertentes. Eram escritores, músicos, cineastas, poetas, bailarinos, produtores, atores, representantes de ONGs, sindicatos e Pontos de Cultura, artistas plásticos, rappers, ciganos e circenses cantando e dançando em meio a belas palavras de ordem. Hashtags que poderiam (ou deveriam) facilmente alcançar o topo dos trending topicsda rede Twitter. Vergonhoso é o estado que trata com tamanho desprezo os players fazedores de cultura! Ou seja, seria lindo se não fosse trágico,

"Arte é trabalho", "Arte gera emprego e renda", "Cultura é prioridade", "Arte não é lixo". Os números comprovam. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Goiás [Fieg] a Cultura é responsável por 1,7% do PIB do estado. No Brasil, 290 empresas culturais são responsáveis por uma massa salarial de R$ 18 bilhões [fonte: Minc.gov.br]. O estado de Goiás é a 9ª economia do país mas, no quesito gasto com Cultura está em 19º lugar no ranking, gastando apenas R$ 4 indivíduo/ano – ou 0,00025% de sua receita líquida [fonte: Segplan].

A passeata dos artistas goianos foi uma mobilização do Fórum Permanente de Cultura, uma instância que existe há exatos 10 anos. Seu nome já é auto-explicativo. Não há espaço para mobilização oposicionista. Trata-se de um movimento supra-partidário. Uma espécie de "ágora". Sem fins lucrativos. Todos tem voz, cidadãos e representantes das entidades que o fórum engloba. A intenção é que englobe todas as entidades culturais do estado, sendo uma instância superior a todas elas.

Grande parte dos artistas goianos, assim como do funcionalismo público se tornaram os maiores cabos-eleitorais do então candidato Marconi (que já havia sido governador por dois mandatos). A eles prometeu mundos e fundos. Ao funcionalismo plano de cargos e salários e adimplência. Todos sabem o que aconteceu logo após sua posse, a Assembléia Legislativa deu a ele plenos poderes. Um absolutismo de causar inveja a vários Czares, uma vez que a população caiu no conto do "é para o bem de nosso Estado". Com isso, atrasou salários e agora paga somente 80% deles.

Aos artistas prometeu, em campanha, dobrar a verba para a pasta da Cultura. Qual foi sua primeira medida? Nomeou Gilvane Felipe, ex-presidente do Sebrae-GO (muito bem-quisto por todos) para a Presidência da Agepel (Agencia Pedro Ludovico Teixeira, órgão responsável pela pasta) – que, a partir daquele momento, passaria a ser vinculada à Secretaria de Educação. Isso já foi o o começo da inquietação de artistas e produtores locais. Em seguida, anunciou que a pequeníssima verba para a Lei Goyazes (a Rouanet Goiana) seria cortada pela metade, passando de R$ 5 milhões para R$ 2,5. Ai foi o estopim. Mal sabia ele que a Arte, quanto mais apanha, mais cresce e se multiplica.

Assim como nossa classe média, que só saiu de casa e se deu conta do tamanho do seu poder quando sentiu no bolso, a categoria artística também somente se conscientizou para a força de sua voz quando percebeu que a grana ia ficar curta. Um dia antes da passeata, fizemos um "tuitaço". Perillo, que é "tuiteiro", posta mensagem (e isso já foi uma vitória) dizendo que iria atender todas nossas reivindicações: a criação da Secretaria de Cultura (ligada ao Sistema Nacional de Cultura e ao Fundo Nacional de Cultura) até o mês de Agosto e que a verba da Lei Goiazes voltaria ao seu antigo maravilhoso valor de R$5 mi no próximo ano.

Parece piada de salão não é? Mas, ao menos, ao "chefe" fizemos chegar nossa mensagem, nossa voz e nossas reivindicações. Elas são históricas e o Fórum Permanente de Cultura, que é uma instância que não depende de verba governamental para sobreviver,apontou cada uma delas. Elas vão muito além de mais verbas para leis de incentivo fiscal. Eu particularmente, sou a favor da implantação de Pregão Eletrônico em todas as ações do Governo. Claro, para pasta da Cultura também. Resumindo: além de mais verbas [10% do orçamento], modernidade e transparência no "gastar" de nossos impostos.

Envio a vocês, frequentadores do "Blog do Nassif" este texto para que tenham conhecimento da real situação de nosso estado, uma vez que o Ministério Público, Tribunal de Contas, Assembléia Legislativa do Estado de Goiás e nossa imprensa não andam cumprindo seu papel fiscalizador dos poderes públicos. Uma prova disso é que nenhuma (nem uma) das TVs locais foi cobrir a passeata. Ou 500 artistas não são suficientes para que sejamos pauta, ou o "jabaculê" talvez esteja curto. [#ArtistasUnidos #ArteGeraEmprego]

Fred Noleto
Músico, compositor, ator e, agora, metido a articulista do Blog do Nassif 

Por Nivaldo Mello

Resposta para o que senhor Fred Noleto disse na lata no Nassif

Já na primeira frase de um post de hoje no blog de Luis Nassif fica claro que na tarde de 1º de abril... Bom, como era Dia da Mentira, quem passou as informações contidas no artigo mentiu deslavadamente (quando não mentiu disse meias verdades) para o experiente e conceituado jornalista, que lá de São Paulo, à distância, confiou, e publicou.

A fonte abusou da boa-fé do bom Nassif. O grupo com supostos "500 manifestantes" tinha, se muito, umas 100 pessoas, e os repórteres dos jornais locais confirmaram isso 'in loco' e noticiaram.

Estavam a protestar contra a situação crítica da cultura e da categoria artística no Estado. Cobravam do governador que assumiu há 3 meses a solução para uma inanição cultural que vem se arrastando ao longo dos últimos 4 anos.

Ao contrário do que diz a postagem, a população que assistiu àquela movimentação ficou por entender, indiferente a tudo. Porque até o mais simples e desavisado cidadão sabe que não se pode cobrar a ferro e a fogo de um governo entrante, da noite para o dia, resolver todos os problemas herdados. Que não sou poucos.

Percebe-se a politicagem do texto quando nele se lê: "Ao receber panfleto explicativo, uma transeunte exclama: "eu não votei no Marconi!" Ouve de imediato a resposta: "nem eu!" Quem respondeu de imediato? Um dos participantes? Se quem exclamou e quem respondeu não votaram no Marconi, então está explicado: ali estavam "perdedores" expressando artisticamente um drama, a dor doída e inaceitável e difícil de acomodar que é a dor da derrota.

Não carregavam um caixão com frases do tipo "a cultura em Goiás morreu", mas estavam sofrendo a dor roxa do luto. A dor de quem não aceita perder gera mesmo um imediatismo nos perdedores. É muito comum, quando se perde, agir desatinadamente, assoberbadamente, usando de todos os meios e modos para compartilhar a dor e mostrar o quanto se está sofrendo.

Sem ninguém perguntar nada, está escrito lá, revelador: "Não foi um movimento partidário, Pelo contrário. Artistas na maioria das vezes são anarquistas e mal conseguem organizar seus próprios orçamentos domésticos". Pois então. Mas nós que moramos em Goiânia podemos identificar na grande maioria dos 'organizadores' e 'manifestantes' o rótulo, a tatuagem oposicionista. Aqui a gente conhece todas essas figurinhas carimbadas. Sabe até quem abonou suas fichas de filiações partidárias...

Disseram também, no texto postado no blog do Nassif, que "a capital de Goiás explode em manifestações todas as semanas". Epa! Mas aí pularam o Meia-Ponte e desconsideraram as cabeças pensantes, de pessoas que não artistas, não se julgam intelectualóides nem nada (e muito menos 'anarquista'). A população goiana sabe isso não é verdade. Outro dia aconteceu o 'Buzinaço' que era para ter sido e não foi. Não ecoou. Era contra o governo ou contra os usineiros, os postos e as distribuidoras?

O movimento de protesto "Mobiliza Goiás" é, conforme consta, composto por membros de redes sociais, twitteiros, facebookeiros, etcétera, quem der uma pesquisadinha analítica na Internet verá que também este 'movimento' estava eivado de gente ligado à política partidária e a políticos profissionais (uns ex-assessores, apaniguados e ex-comissionados, outras ex-deputada e por aí vai...)

(Nessa citação, em particular, o texto postado no blog fez justiça ao afirmar que esta manifestação "foi contra o aumento abusivo do preço dos combustíveis ou contra o cartel formado entre usineiros e donos dos postos de gasolina".

Citaram também, como 'manifestantes', "estudantes exigindo passe-livre", "professores da rede estadual e da sucateada e anorexa Universidade Estadual de Goiás (UEG) e funcionários da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego)"

Luis Nassif escreve sobre economia, é antenado, tem acesso a fontes seguras Brasil afora. Isso ele pode checar.

O atual governo de Goiás herdou um vale de lágrimas. Um Estado quebrado, endividado, impotente. O demonstrativo dos chamados restos a pagar (contas deixadas pelo governo passado) revela que o governo Marconi Perillo teve de quitar, em janeiro e fevereiro, R$ 527,66 milhões em gastos relativos a 2010 deixados pelo governo anterior. Outros R$ 788,70 milhões gastos no ano passado já estão na previsão de pagamentos do Estado. Somados os restos a pagar liquidados (já devidamente pagos pelo atual governo) e a liquidar (com previsão de pagamento para breve) somam 1,31 bilhão.

Técnicos da Secretaria Nacional do Tesouro estiveram em Goiás e informaram que, das seis metas estabelecidas pela STN no programa de ajuste fiscal para 2010, Goiás pode ter cumprido apenas uma (ou, como queiram: descumprido seis). Ao se confirmar este cenário, Goiás poderá sofrer penalidades graves, tais como, além do pagamento de multa de quase R$ 40 milhões, ainda ser impedido de contrair novos empréstimos, o que complicaria ainda mais a situação da Celg, que depende de empréstimo de R$ 2,7 bilhões para que seja colocado em prática o projeto de reestruturação financeira da companhia.

Em todos os casos citados no texto postado, depreende-se que tudo isso é fruto do caos deixado pelo governo passado, apoiado por PMDB, PCdoB, PT e outros.

Voltemos aos artistas, que também conviver com uma passeata aqui, um estardalhaço ali e uma movimentação acolá comprova o caráter democrático do atual governo de Goiás.

Outra informação veiculada no blog: "Um dos protestos que mais chamaram atenção foi o dos médicos e demais servidores do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), órgão responsável pelo pagamento de funcionários aposentados e pensionistas e que também presta serviços populares de plano de saúde".

Sobre o Ipasgo, coincidentemente saiu publicado neste domingo no jornal O Popular extensa e esclarecedora matéria sobre o tema, abordando "a soma de má gestão, fraudes e uso político colocou o Ipasgo numa crise sem precedentes em sua história, com dívida total na casa dos R$ 300 milhões". Recomenda-se a leitura, para que a desinformação que o post tentou passar não prevaleça sobre a verdade.

A paralisação dos médicos, hospitais, laboratórios, clínicas e outros estabelecimentos de serviços de saúde se deve a essa dívida de 300 milhões de reais. O atual governo herdou faturas de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2010. Quase R$ 200 milhões já foram pagos desde o início do ano com a quitação das dívidas dos três primeiros meses citados. O Ipasgo propôs parcelar as faturas de novembro e dezembro de 2010 em 24 vezes para os que têm dívidas acima de R$ 20 mil, com carência de 90 dias para o início do pagamento.

Propôs, também, pagar a fatura de janeiro de 2011 no mês de março, a de fevereiro em abril e assim sucessivamente, reduzindo para 60 dias o prazo entre os serviços prestados e a quitação das faturas, segundo prevê o contrato do Ipasgo com a rede credenciada. O parcelamento ainda está sendo discutido com as partes envolvidas, mediada pelo Ministério Público.

Entre as medidas tomadas pelo Ipasgo para garantir o pagamento da rede credenciada estão a redução de custos administrativos e com pessoal e retomada de prédios próprios que estavam em mãos de terceiros. O governo estadual também se comprometeu a auxiliar na busca de soluções para o pagamento dos prestadores. Outro esclarecimento necessário é o de que a rede credenciada não está há seis meses sem receber. Todo mês é efetuado um pagamento, só que relativo a meses anteriores, geralmente com um intervalo de 90 dias entre o serviço prestado e o seu pagamento.

Sobre esse caso especificamente, de acordo com a reportagem de O Popular, amanhã uma assembleia dos representantes dos hospitais decidirá se aceitarão mais uma contraproposta do Ipasgo para quitação dos atrasados. O processo de negociação se arrasta, com intermédio do Ministério Público (MP) estadual. Diante da intransigência dos médicos, "o promotor Marcelo Celestino, que acompanha o caso, disse que se não houver definição dessa vez sairá das tratativas".

Mas voltemos à vaca fria. Continua o texto no blog do Luis Nassif: "A Grande Passeata dos Trabalhadores da Cultura de Goiás foi diferente das outras. A começar pela forma: alegre, festiva, poética, encantadora. Ali estavam (sic) (grifo nosso) a elite cultural..."

Quanta pretensão, ó saltitante "elite cultural". A imprensa que descreveu a movimentação não citou Siron Franco, Marcelo Barra, Quasar, Cláudia Vieira, Gilberto Mendonça Teles, Maria Eugênia, entre outros tantos e sensatos divulgadores da arte e do talento goiano). Mas que bom que lá estiveram "escritores, músicos, cineastas, poetas, bailarinos, produtores, atores, representantes de ONGs, sindicatos e Pontos de Cultura, artistas plásticos, rappers, ciganos e circenses cantando e dançando em meio a belas palavras de ordem".

Importante ressaltar: no centro administrativo, representantes dos artistas acima citados foram recebidos em audiência pelo presidente da Agepel, Gilvane Felipe, que representou o governador Marconi Perillo, a quem o grupo havia requisitado audiência. Na reunião, à qual o jornal O Popular (caderno Magazine, página 2, edição de 2 de abril de 2011) esteve presente, representantes das entidades artísticas apresentaram ao presidente da Agepel suas reivindicações. Res-pei-to-sa e de-mo-cra-ti-ca-men-te.

Diz mais o texto: "A passeata dos artistas goianos foi uma mobilização do Fórum Permanente de Cultura, uma instância que existe há exatos 10 anos". Se existe há 10 anos, o FPC foi criado e estimulado no governo e pelo governador Marconi.

Agora, como podem afirmar isso com tanta peremptoriedade? "Vergonhoso é o Estado que trata com tamanho desprezo os players fazedores de cultura". Ora, isso não é verdade. O Estado não trata com desprezo seus artistas. Pelo contrário. Em outras áreas o corte foi total. Marconi, em três meses de governo, não tem como atender a tudo, mas nos seus governos foram registrados os maiores avanços na área cultural.

Prossegue o texto no blog: "Grande parte dos artistas goianos, assim como do funcionalismo público se tornaram os maiores cabos-eleitorais do então candidato Marconi. A eles prometeu mundos e fundos. Ao funcionalismo plano de cargos e salários e adimplência. Todos sabem o que aconteceu logo após sua posse, a Assembléia Legislativa deu a ele plenos poderes. Um absolutismo de causar inveja a vários Czares, uma vez que a população caiu no conto do "é para o bem de nosso Estado". Com isso, atrasou salários e agora paga somente 80% deles".

É por trechos como este que tal postagem no blog do Nassif está merecendo esta resposta.

Percebe-se (e o leitor esclarecido há de convir), em poucas frases em meio ao todo, um ar de revanchismo, de politicagem, do quanto-pior-melhor.

Marconi foi eleito para seu terceiro mandato. Aqueles que nele votaram recentemente o fizeram por sua história, por seu passado, pela experiência que com ele viveram. Marconi é grato e reconhecedor da simpatia e amizade que merece e dos votos que recebeu dos artistas, do funcionalismo e de tantos outros segmentos. Mas ele não prometeu mundos e fundos. Sempre deixou claro, em sua campanha, que seu Plano de Governo era realista e que enfrentaria grandes dificuldades, como de fato está enfrentando, de cabeça erguida e se posicionando diante ataques injustos e injustificáveis.

O salário do funcionalismo está em dia. O atual governo quitou duas folhas salariais do funcionalismo em 45 dias (inclusive 13° salário). Por que tentar plantar uma inverdade dessas?

E não existe isso (absurdo) de "a Assembléia Legislativa deu a ele plenos poderes. Um absolutismo de causar inveja a vários Czares". De onde vocês tiraram isso? É só desinformação ou jogaram verde para ver se colhem maduro, na base do 'vai que cola'?

Um pouco de paciência nesse momento talvez ajudasse. União em torno de projetos e objetivos. Dos artistas, então, isso seria muito bem-vindo. São criativos, têm sensibilidade, conhecem a alma, estão onde o povo está. O povo goiano sabe que Marconi sempre investiu em cultura. Investimentos foram feitos em áreas culturais praticamente estanques como o cinema. Fruto deste trabalho resultou no maior evento cultural do Centro-Oeste: Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental- FICA. Além disso, podemos citar os inúmeros festivais gastronômicos, centros culturais construídos, valorização de patrimônios históricos, dentre outros.

Em três meses de governo, depois de herdar 6 anos de desgoverno, dívidas volumosas, setores desestruturados (como a da cultura, por exemplo), desculpem, mas é impossível atendê-los agora. Mais fácil aprender malabares, engolir espada e fogo, equilibrar na corda bamba, artes nas quais vocês são tão craques e admirados.

Não é possível que vocês, do alto de sua evolução humana como artistas, não possam compreender a dificuldade de se fazer o que se gostaria agora, imediatamente, já (e 3 meses depois de ter assumido), sabendo que o governo Alcides deixou o Estado completamente falido. Não cumpriu metas fiscais e deixou o Estado encalacrado, bloqueando recursos federais e impossibilitando o Estado de contratar novas operações de crédito.

Vocês sabiam que no final de dezembro de 2010, em vez de pagar a folha do funcionalismo, o ex-governador desviou o dinheiro (mais de 350 milhões de reais) para quitar dívidas com empreiteiras e agências de propaganda?

Que só com publicidade, dos gastos de cerca de R$ 130 milhões de 2010, o governo anterior deixou ainda para a atual administração restos a pagar de aproximadamente R$ 35 milhões?

O ex-governador deixou 4 concursos anulados por Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual, nas áreas da Saúde, Bombeiros, Polícia Técnico-Científica e Secretaria de Cidadania e Trabalho.

Vocês viram: Goiás ganhou as manchetes da imprensa nacional com o escândalo da milionária farra da aquisição de bebidas alcoólicas (em quatro anos foram torrados mais de 1 bilhão e 300 milhões de reais com uísque, cerveja, aguardente e vinhos) e com as viagens em aeronaves do Estado rumo às fazendas que o ex-governador tem no interior de Goiás, no Pará e no Tocantins

Marconi assumiu o governo de Goiás com previsão de déficit mensal de R$ 140 milhões.

Em que pesem todas as dificuldades Marconi arregaçou as mangas e elaborou um detalhado diagnóstico da real situação do Estado. Como medida para restringir o déficit nas contas no primeiro trimestre reduziu despesas que abrangem o custeio da máquina e os investimentos. Determinou que início de obras é autorizado somente após o término dos projetos em andamento. Adotou medidas de incremento das receitas. Em apenas 10 dias de governo fez o diagnóstico das rodovias e apresentou propostas de empréstimo para o Banco Mundial financiar toda a malha rodoviária. Promoveu auditoria nas licitações, contratos, folha e obras com contrato até 60 dias.

Pouco dias depois de assumir enviou para a Assembleia e teve aprovado o projeto da Reforma Administrativa. Reabriu, já na primeira semana de governo, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, considerado totalmente inadequado para o uso pelo governo anterior.

Por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento, já implantou a Meritocracia na administração pública para gerentes e técnicos. Hoje o Governo Estadual tem 625 cargos de gerência e 40% destes serão ocupados por servidores escolhidos no processo seletivo. (Foi aberto já o segundo processo de seleção para 226 vagas de gerência dentro da Meritocracia, que vai possibilitar a profissionalização do trabalho no setor público. Após esta segunda seleção, a Segplan vai abrir seleção para os 60% restantes, com possibilidade de participação inclusive de comissionados).

Não tem dinheiro para investir em nada, é certo, mas o novo governo adotou medidas de austeridade e moralização. Empossou mais de 700 aprovados em concursos. Elaborou, encaminhou e está trabalhando no Plano de Recuperação da CELG. Reduziu o subsídio para o ICMS da gasolina, medida que foi alvo de protestos, para custear o Programa de Recuperação de mais de 5 mil quilômetros de estradas.

Assinou Protocolo de Intenções com o Movimento Brasil Competitivo (presidido pelo empresário Jorge Gerdau), visando parceria para implantação e execução do Programa Modernizando a Gestão Pública no Governo de Goiás. Reuniu-se com praticamente todos os prefeitos do Estado, independentemente de cores partidárias. Está permanentemente em Brasília buscando soluções para o aeroporto de Goiânia e obras do Centro Olímpico. Apesar das dificuldades de caixa, o governo está trabalhando para deslanchar a Agenda Positiva de obras e ações por todo o Estado.

O senhor Fred Noleto, "músico, compositor, ator e, agora, metido a articulista do Blog do Nassif", se arvora de porta-voz do Fórum Permanente de Cultura. Mas será mesmo que todos do FPC concordam com seu estilo de expor a situação e a forma que encontrou?

Com inverdades, deturpações e certa má fé? Com apenas três meses de novo governo? O protesto aconteceu, foi noticiado pelos grandes veículos de comunicação do Estado, ficou demonstrado e registrado.

Quer levar isso para a mídia nacional? Então é justo que nós, simpatizantes do governo Marconi, conhecedores de seu especial gosto pela arte e cultura, saiamos em sua defesa, mostrando os fatos e debatendo parágrafo do texto postado no conceituado blog do Luis Nassif.

Por que tanta incompreensão, intolerância e pressão? Por que tanta grosseria e agressividade? O texto do "músico, compositor, ator e, agora, metido a articulista do Blog do Nassif", senhor Fred Noleto", não espelha a realidade e tenta moldar um quadro que não existe em Goiás. Típico de quem está sem argumentos e usa da má fé para espalhar inverdades e agredir quem trabalha sério e com compromisso.

Três meses depois de ter assumido, como podem querer que o governo (que até agora, diante do caos, fez cortes) faça para ontem o que tem quatro anos para fazer e realizar? Marconi tem propostas para a cultura, mas precisa de tempo para implantá-las (só quem não tem bom senso não admite isso). Calma! Ele tem compromisso de retornar e aumentar os investimentos em cultura. Não se viu, por parte da classe, cobrança (pressão) tão contundente no governo passado. Não será porque alguns membros do FPC o apoiavam entusiasticamente?

Quanto ao fato de transformar a Agepel em Secretaria Estadual de Cultura, a partir de agosto, isso está ligado à adequação ao Sistema nacional de Cultura (e a futura secretaria terá a mesma estrutura da Agepel). Segundo determinações do SNC, Estados e municípios que quiserem receber os repasses do Fundo Nacional de Cultura para seus próprios fundos de cultura terão de estruturar seus sistemas de cultura (até 31 de dezembro deste ano), como secretaria de cultura, conselho, plano de cultura, realização de conferências e estruturação do fundo.

Hoje, poucos Estados estão com seus sistemas estaduais organizados e aptos a receber os repasses do Fundo Nacional de Cultura. O que o governo de Goiás está tentando fazer é antecipar para estar entre os primeiros a receber estes recursos. Na gestão passada da Agepel chegou a preparar um documento de adesão ao Sistema Nacional de Cultura, mas ele não foi assinado pelo então governador Alcides Rodrigues.

Uma ressalva importantíssima: Para quem não sabe, o senhor Fred Noleto é irmão do influente petista Olavo Noleto, que entrou para o governo Lula em 2003 e hoje é Subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Espera-se que o doutor Olavo não entre nessa roda de samba revanchista, maldosa e deturpadora do irmão artista (que ficou tão evidente em seu artigo). Goiás não merece. Porque a Subchefia de Assuntos Federativos (SAF) da SRI é responsável pela relação do Executivo com governadores e prefeitos, coordena o Comitê de Articulação Federativa (CAF), instância de diálogo entre União, Estado e Municípios e participa da coordenação de vários programas federais, como o PAC e o Territórios da Cidadania. Mais esclarecido e ponderado, o doutor Olavo Noleto tem uma visão macro da realidade. Por conhecer como poucos as muitas dificuldades vividas pelos Estados nesse início de gestão, com certeza vai dar um puxão de orelha no afoito e midiático irmão também petista de carteirinha. Mas há petistas e petistas. O doutor Olavo Noleto sabe que o governador Marconi é homem de diálogo, que sabe separar as coisas e, sobretudo, conta com o apoio do Comitê de Articulação Federativa para colocar Goiás em um merecido lugar de destaque. 

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24 comentários
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Aldo Cardoso

Fred,

Parabéns pelo seu Post muito bem articulado sobre a passeata em si e seus objetivos.

Recebi convite por email mas por outros compromissos não pude comparecer

Sobre as promessas do Marconi, tem outras tres das quais uma espero que seja cumprida agora em abril: as duas primeiras são a do ônibus eixão que passaria a ser de R$ 0,50 a partir do início de janeiro (e até agora, nada!), juntamente com a bolsa família que foi cortado integralmente em lugar do valor que seria quase triplicado e, a terceira, e o IPVA do meu gol que espero pagar no final de abril com a prometida redução de 50%.

PS - mesmo não tendo votado nele, torço para que cumpra todas as boas promessas feitas na campanha e faça o melhor por Goiás.

 
 
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Fred Noleto

vlw, sexta temos reunião do Fórum Permanente de Cultura às 19h na CaraVideo. será bemvindo!

 
 
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Soninha Lins

Vida longa ao Fred Noleto! Que conseguiu,com esse post, furar a ditadura midiática que impera em Goiás! Nenhum veículo de mídia publica um "a" contra o governador Marconi Perillo! Espero que mais goianos se manifestem e furem o bloqueio (a mídia é paga com o nosso dinheiro) e consigam desnudar o que esse ditadorzinho está fazendo em Goiás!

 
 
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Fred Noleto

thanx! vida longa aos artistas dos Cerrado e demais biomas!!! siga-me pelo twitter: @sopa_de_pedra

#ArteGeraEmprego

 
 
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Anonimo

Eu já postei aqui, antes, outras mazelas deste Sr. "Governador" acho pertinente postá-las novamente.

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Equipe da TV UFG é censurada em praça pública pelo gabinete militar do Governo

Policial encaminha jornalista para sala no interior do Palácio Pedro Ludovico e outro, atrás de uma mesa, a indaga, dizendo que precisava saber se a matéria estava “falando mal do governo”: policiais cobravam uma “autorização verbal” dada por eles mesmos

Fonte: O Anápolis

 

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Depois de promover aumento nos combustíveis, governo de Goiás quer por pedágio em estradas

Estudo do recém-criado “Conselho Estadual de Investimentos, Parcerias e Desestatização” abre precedente para que seja feita a cobrança nas rodovias goianas , que deve chegar a R$ 8 a cada 100 km rodados; primeiro trecho na mira Goiânia-Inhúmas

Fonte: O Anápolis

 

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Governo federal considera “deselegância” entrega de netbooks pelo governo goiano

 

Governador Marconi Perillo (PSDB) e secretário de Educação, Thiago Peixoto (PMDB) entregam 1071 computadores e afirmam em discurso ser o cumprimento de promessa de campanha, mas ‘esquecem’ de dizer que netbooks vieram para Goiás do Governo Federal ainda em 2010.

Fonte: O Anápolis

 

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A meritocracia dos amigos

Governador Marconi Perillo (PSDB) lança termo para definir como serão escolhidos seus assessores, dando a entender que será o mérito e a qualificação que os definirá, mas na prática a lambança não poderia ser pior: empregos a apaniguados e aliados mostra que o discurso é um golpe de marketing.

Fonte: O Anápolis

 

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Finalmente tem a Meritocracia Marconiana em duas partes

Fonte: http://www.advivo.com.br/comentario/re-clipping-do-dia-7558

 
 
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Douglas F Barros

Caro Fred Noleto,

Faço minhas as suas palavras em relação à desfaçatez do atual governador Marconi Perillo. De fato, este que se apresenta como moderno, avançado, novo, o "bom para Goiás", é a atualização do coronelismo parceiro dos grandes negócios agro-industriais. É inadmissível que um Estado como Goiás, cuja população não enfrenta sérias dificuldades climáticas e/ou geográficas para que se desenvolva economicamente, não dê atenção devida a setores tão importantes como educação e cultura.  Nem comentemos aqui o grave problema da saúde pública. Toda razão têm os artistas goianos ao reivindicarem justa atenção para sua causa. Toda razão tem você ao acusar Perillo de criador de grandes promessas. Na verdade, a novidade administrativa de Perillo está, e sempre esteve,  em viabilizar que recursos do Estado migrem liquidamente para alguns setores industriais. Agro-indústria, empreiteiras, desoneação de impostos para indústrias químicas e de remédios, nada disso trouxe qualquer benefício direto em termos de dinheiro para áreas como cultura e educação. Perillo é para esses setores industriais a pessoa certa no lugar perfeito; já para a cultura tem sido a farsa que sempre foi. Quanto à imprensa, bem..., essa só levantará sua voz quando as verbas das propagandas estatais e de  seus parceiros industriais deixarem de irrigar os seus cofres. Resta aos artistas goianos gritar em praça pública para deixar nu a farsa que é seu "Rei do novo tempo".

 
 
imagem de wilson cunha junior
wilson cunha junior

Foi a manifestação mais alegre que já participei. Os artistas deviam participar também de outros protestos além da sua área. Distensionam e angariam simpatia. Durante o percurso narizes de palhaços eram distribuídos a população não no sentido tradicional de indignação mas como símbolo da arte, da alegria e de que a vida podia ser bem melhor. E será. Apesar do coronelismo que, incrivelmente, ainda  reina por aqui.

As fotos são da Lydia Himmen e Oscar Fortunato:

 

http://www.flickr.com/photos/plusgaleria/sets/72157626289133605/with/558...

 
 
imagem de Sérgio Leandro
Sérgio Leandro

Da série:

Apoiram e votaram nele? Agora "TUMA"!!

 

Não foi o Perilo que ordenou a mudança de cor das viaturas policiais para as cores do PSDB azul e amarelo?

 
 
imagem de socram pb
socram pb

Na matéria tem umas boas fotos do teatro.

Estadão

Mais antigo teatro do interior de SP, o “belo parado” quer reviver glória

por Edison Veiga

03.abril.2011 00:01:06

 

Histórico imóvel de Bragança Paulista, erguido em 1894, ganha reforma orçada em R$ 8,5 milhões para se tornar centro cultural

Abandonado e bastante deteriorado, o histórico prédio que abrigava o Teatro Carlos Gomes, inaugurado em 1894 em Bragança Paulista, deve ter sua reforma e restauração iniciadas nos próximos dias. Depois de abrigar casa de espetáculos, colégio, faculdade e escola técnica, o imóvel vai recuperar, com juros e correção monetária, sua vocação original: além de teatro, em seus 3,7 mil m² funcionará um centro cultural com biblioteca, museu, escolas de dança e música e espaço de exposições.

A obra está orçada em R$ 8,5 milhões – sendo R$ 6,5 do governo do Estado e o restante dos cofres públicos municipais. “Esperamos iniciar o trabalho em 45 dias e reinaugurar o espaço dentro de 2 anos”, promete o vice-prefeito Luiz Gonzaga Pires Mathias (PSDB), economista e autor de dois livros sobre a cidade, Bragança 2000: Um Caminho e Em Busca dos Marcos Perdidos: História de Bragança. “Sempre tive vontade de recuperar esse prédio, na minha opinião o mais bonito da cidade, que estava muito estragado, muito decrépito”, comenta o arquiteto Affonso Risi, autor do projeto. Bragantino de nascimento – ele mora em São Paulo desde 1965, quando tinha 18 anos –, Risi jamais perdeu o vínculo com a cidade.

História. Quando foi inaugurado, com pompa e circunstância, o Teatro Carlos Gomes tinha capacidade para 1,2 mil espectadores – Bragança contava então com menos de 40 mil habitantes; hoje são 147 mil. A riqueza dos fazendeiros do café financiou a construção do prédio, entre 1892 e 1894 – não há registro nos arquivos municipal de quem teria sido o arquiteto que o projetou.

Para entender o que isso significava, São Paulo só teria o seu Teatro Municipal dezessete anos mais tarde, em 1911. Segundo pesquisas do Condephac – o órgão de proteção ao patrimônio de Bragança –, o Carlos Gomes foi o primeiro teatro do interior paulista.

E, de acordo com registros em anúncios de jornais antigos, não era apenas local de entretenimento da elite, que podia pagar caros ingressos. Havia na bilheteria preços para camarotes, cadeiras e até os tíquetes baratos para quem ficasse em pé ou levasse de casa seu próprio banquinho.

No início dos anos 20, entretanto, com o princípio de ocaso da riqueza cafeeira, a efervescência cultural da cidade amargou a decadência. “Ficou provado que ter feito um baita de um prédio assim naquela época era coisa de malucos. Sem público, o teatro não foi para a frente”, contextualiza o vice-prefeito Mathias.

O imponente teatro enfrentava sua primeira crise e chegou a ser utilizado para os mais diversos fins: de bailes a chás da tarde da alta sociedade bragantina a espaço para estande de tiro ao alvo, pista de patinação, carrossel para crianças e estabelecimento para lavagem de roupas sujas. Por algum tempo, chegou a sediar uma fabrica de jacás utilizados para a exportação de toucinhos. “Até que chegou ao fundo do poço: sendo ocupado por pedintes e sem-teto”, diz Mathias. Não à toa, ganhou o apelido de o “belo parado”.

Tempos áureos. Em 1927, graças a um acordo firmado entre a Câmara e a Diocese, o local se transformou no Colégio São Luiz. Administrada por padres agostinianos, a instituição tornou-se referência de rigidez e qualidade de ensino. “Não dá para falar disto sem me comover”, comenta o antigo professor da escola Angelo Magrini Lisa (1914-2010), no documentário O Belo Parado, produzido entre 2006 e 2010.

 

Antigos alunos levados pela reportagem do Estado para visitar o prédio não conseguiram conter a emoção(são eles quem aparecem nas fotos que estampam este post). “Os melhores anos de minha vida passei aqui… Agora está tudo arruinado”, lamenta o químico aposentado Arnaldo Luiz Consolin, de 69 anos, aluno do São Luiz entre 1951 e 1959. “Os padres não economizavam nos castigos, mas nos tratavam com amor de pai.”

“É uma judiação ver o colégio assim. Quantos sonhos não estão fechados aí dentro?”, diz o técnico automotivo aposentado Ubiratan Lopes Gonçalves, de 72 anos, que foi aluno interno da instituição entre 1952 e 1954. “A gente aprontava e apanhava com três bengaladas na bunda”, conta. “Mas o colégio era o majestoso da cidade. Aprendíamos e nos divertíamos muito aí dentro.”

Um ex-estudante ilustre do São Luiz é o novelista Manoel Carlos, da Rede Globo. Nascido e criado em São Paulo, ele foi matriculado no colégio em 1944, quando tinha 11 anos. “Digamos que eu não era muito comportado. Então meu pai decidiu que iria me matricular como interno lá. E foi um castigo que resultou numa felicidade, num benefício para mim”, afirma.

Apesar de ter estudado apenas três anos no São Luiz, Manoel Carlos jamais perdeu o vínculo com a instituição. Costumava visitar frequentemente o professor Angelo Magrini Lisa até a sua morte, no ano passado. Alguns anos atrás, chegou a cogitar reunir um grupo de amigos para comprar o imóvel e transformá-lo em centro cultural. Abandonou a ideia ao saber que a prefeitura articulava projeto semelhante. “Espero que, da mesma maneira como eu pensava, eles deem ao local o nome de Angelo Magrini Lisa”, defende.

O Colégio São Luiz entrou em declínio no fim dos anos 60. Antes de se tornar novamente um “belo parado”, o imóvel abrigou a Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista e o Colégio Técnico João Carrozo – este último, fechado em 2000. Em dezembro do mesmo ano, o Condephac conseguiu aprovar o tombamento do imóvel. No laudo técnico, uma observação importante: “exige intervenção imediata”. Pouco tempo depois, a prefeitura de Bragança compraria de volta o prédio, cuja propriedade ainda era da diocese.

Nos últimos anos, todos os trâmites foram articulados para que uma verba oficial permitisse a reforma, agora anunciada. Enquanto isso, o local era ocupado por arruaceiros, pichadores e usuários de drogas. Na noite de 10 de junho do ano passado, um susto: labaredas de fogo consumiam parte do já bastante destruído imóvel (foto abaixo). “Fiquei muitíssimo triste”, lembra Manoel Carlos. O incêndio foi causado, soube-se depois, por vandalismo.

Agora todos os olhares bragantinos se voltam para o “belo parado”. Para que entre escombros, cinzas e história, ele volte a ser belo e deixe de ser parado. Para que ele volte a ser majestoso. O mais majestoso prédio de Bragança Paulista.

 
 
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warcelon Duque

Muitos me perguntaram se alcançamos os objetivos dessa manifestação. Logo que vi os resultados na Internet eu pude dizer, sem sombra de dúvidas, que alcançamos muito mais que almejamos. O objetivo era mostrar para o nosso poder executivo que temos força e organização, mas conseguimos cativar toda a sociedade. Isso sim, não tem preço. Meus parabéns, Fred, mas você esqueceu de colocar a sua mais nova profissão: "Manifestante Profissional".

 
 
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leo pereira

viva vilmar alves

 

 
 
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Fred Noleto

hahahahahah. #ArteÉProtesto

 
 
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Fred Noleto

PROPOSTAS DO FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

 

1.     Por mais verbas para a Cultura; aumento do Fundo de Cultura para 5% do orçamento nos poderes municipal, estadual e federal;

2.     Pelo fim do abandono e urgente revitalização e ocupação plena dos espaços públicos destinados a atividades culturais e artísticas com ações financiadas pelos poderes públicos ofertadas à sociedade;

3.     Pela universalização e interiorização da Cultura como forma de promover o acesso ao conhecimento e garantir o direito a manifestações artísticas em bairros e organizações comunitárias urbanas e rurais, objetivando garantir a presença da arte como fator desenvolvimento econômico e social no cotidiano das famílias carentes das metrópoles e do interior de todo o nosso estado e de nosso país;

4.     Pela realização de concurso público para ocupação das vagas da Cultura por profissionais qualificados;

5.     Pela reestruturação da Agepel e da Secult (municipal) para fazer frente às reais necessidades de políticas públicas para Goiânia e Goiás;

6.     Transformar políticas de governo em políticas de estado para garantir direitos da sociedade e dos trabalhadores da arte;

7.     Pela regulamentação do Fundo Estadual da Cultura em Goiás;

8.     Pela adequação do Estado de Goiás ao Sistema Nacional de Cultura;

9.     Levar para as periferias da capital e do interior do estado os equipamentos de cultura;

10.  Exigir do poder público estadual o mapeamento dos equipamentos das atividades de cultura e das vocações artísticas de todo o estado;

11.  Rever as políticas de mega eventos estatais e planejar o investimentos numa lógica que priorize formação, fomento e temporadas populares e pedagógicas, de forma que o poder público remunere a performance do trabalhador da arte para realizar seu trabalho e, ainda, promova a presença da arte nos ambientes públicos, casa de espetáculos, demais espaços de arte públicos e privados destinados }à educação e à saúde.

 
 
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Renata Beiro

Foi ótima matéria, Fred! Saudações PeTistas!

 
 
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xico

O assessor disse: " Que só com publicidade, dos gastos de cerca de R$ 130 milhões de 2010, o governo anterior deixou ainda para a atual administração restos a pagar de aproximadamente R$ 35 milhões?"

Então, vejamos o quanto o Governador Marconi gastou com publicidade em 2005. Ano anterior, a candidatura ao Senado Federal.

De acordo com o Relatório do TCE-Go, que demonstra os gastos com publicidade no governo, em determinação à Constituião Estadual, art.30, incs I E II, temos um gasto com essa rúbrica, EM 2005,  DE 193.135.321,16 ( cerca de 193 milhões). Bem superior o que o governo anterior ( Alcides 2007-2010) gastou.

 Já no 1º bimestre de 2006, antes de sair do cargo  para ser candidato, o gasto com publicidade, de acordo com relatório do TCE, foi de R$ 34.383.653,84 ( cerca de 33 milhões).

Para dizer que não estou mentindo, o relatório ficará anexo a esta mensagem.

Nada mal. hein?

Mais tarde, colocarei outras informações pertinentes.

 

 
 
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Wilton Cardoso Moreira

Nassif meu caro

Você não quer abrir uma sucursal aqui não, tem mercado, te garanto. Olha o quanto as pessoas daqui estão a fim de expor e discutir os problemas de Goiás. Se vocês de Sampa reclamam da imprensa daí é porque nunca leram os jornalecos daqui, todos pró-governo: e não importa se é governo tucano, pmdb, pt. Ponham a sigla que quiserem, a imprensa é pró, da grande até a arraia miúda, do rádio à tv, municipal ou estadual: tem um tradição chapa branca na mídia daqui que vou te falar.

Por que não fundar um blog estilo Nassif aqui, nem pró nem anti Governo, equilibrado, racional,  aberto às várias posições mas que também tem coragem de tomar posição de forma clara e fundamentada .  A mídia daqui tem posição, mas não diz, não fundamenta, só dá informações estilhaçadas. É mídia de declarações (fulano disse, siclano respondeu) e de cobrir os buracos e mortes no asfalto, atrazo de ônibus, mas sem ir na causa destes problemas - mexer com poderosos pra que né? Precisamos de um blog (ou blogs) que cubra também a cobertura da mídia e a confronte com o que deveria ser jornalismo - essas coisas óbvias que o Nassif já faz.

Quer assunto? Transporte na região metropoloitana, TCE, judiciário, nepotismo no estado e municípios, economia, CELG, cultura. Falar em economia, alguém sabe das contas do Estado? Ninguém sabe nem nunca soube: é uma caixa preta a dívida do estado, o percentual gasto com servidores, o que se investe, a guerra fiscal - ninguém sabe ninguém viu...

A internet é uma possibilidade de furar este bloqueio informativo, cadê o jornalismo de blog daqui???? quem fizer isto (jornalismo) vai ganhar a confiança do povo (q não acredita em nenhum jornal daqui) e será um revolução... Os internautas daqui estão ávidos por comunicação de fato, por entender o que se passa nos bastidores da mídia, da política, das grandes corporações, isto eu garanto...

É um desafio! Quem se apresenta?

 
 
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Nilauder

Na resposta: "Uma ressalva importantíssima: Para quem não sabe, o senhor Fred Noleto é irmão do influente petista Olavo Noleto". E o senhor, Nivaldo Mello? Quem é o senhor na ordem do dia? É incrível! Em qualquer meio de comunicação onde apareça alguma crítica ao Coronel Marconi Perilo, imediatamente aparece uma "resposta" defendendo o seu governo e chamando os críticos de "chorões derrotados". Faça-me o favor...

 
 
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Érisson Mendonça

Quem é esse puxa-saco desse Nivaldo Mello? Todo mundo (que se informa) aqui em Goiás sabe das podreiras do Marconi (PSDB, tinha de ser...), de como ele afundou nosso Estado em dívidas e veio botar a culpa no sucessor pra quem ele mesmo pediu voto; de como ele persegue quem desnuda seu jogo sujo. É só perguntar pro Kajurú.

E quem não permitiu que a companhia elétrica daqui do Estado fosse privatizada foi o governo federal.

A gente tá muito mal servido de políticos aqui em Goiás nos últimos anos (e quem não está?). Sem falar que o DEMóstenes Torres é daqui..., ô vergonha!

 

 

 
 
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wilson cunha junior

O governador de Goiás deve ser o único gestor a reclamar uma herança maldita deixada por ele mesmo. O ex-governador era o vice dele e quando assumiu passou a se queixar, por volta de 2007/8 de que recebeu um estado falido. As coisas ficaram por isso mesmo até o meio do ano passado pois Marconi ainda esperava contar com o apoio de Alcides. Com a ruptura veio a tona tudo isso que está sendo discutido. A figura de gestor do Marconi é produto de marketing e da blindagem total da imprensa goiana, até agora. A diferença dele com Serra, Roriz e outros é que ele é mais inteligente e tem  simpatizantes mais preparados e articulados.

 

 
 
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Douglas F Barros

Caros Fred, Goianos e brasileiros,

Belo seria o texto do Sr. Nivaldo Mello, não fosse o mesmo uma colcha de retalhos que tenta criar a ilusão de que Perilloo é o novo "salvador da pátria" dos goianos. É colcha de retalhos porque se esquece de um passado recente do qual se lembram todos os goianos e os brasileiros têm que saber. Quem foi o padrinho político do ex-governador, o fracassado? Marconi Perillo! Quem escolheu pessoalmente tal triste figura, pelo democrático expediente do dedão, apontado como aquele que seria uma "figura sombra" do grande democrata para o futuro de Goiás? Marconi Perillo? Por que terão rompido relações o antigo pupilo, Alcides, e o sr. então Senador por Goiás, Marconi Perillo? Justamente porque o pupilo ousou alçar vôo sozinho, demonstrou que o Estado estava falido após o governo de Perillo. Que bom administrador terá sido este? Sr. Nivaldo o passado dói mas é revelador do presente que experimentam os goianos. E se há um responsável por isso é justamente Marconi Perillo. Esta ventania em palha de coqueiro que o Sr. tenta criar em torno dos movimentos desta figura neo-coronelesca que é Perillo nada mais é do que a tentativa de recriar o mito do "novo tempo". Estivéssemos os goianos na modernidade não teríamos os bolsões de miséria e de medo em torno e dentro da capital do Estado. Tivéssemos experimentado a modernidade não estaria aqui o Sr. afirmando que os salários estão em dia. Nada disso é algo além da obrigação do estado. E pergunte a um professor de escola pública se, com o que ganha, ele cuida decentemente de sua famíia. O que dizer da saúde pública,  Sr. Nivaldo????? Os seus versos em defesa de Perillo são colcha de retalhos e seriam argumentos se levassem em conta a responsabilidade de Perillo ao escolher, pelo dedão, democrático???, um político nulo como sucessor para depois retornar como o salvador da pátria do "tempo novo".  Além do que, não faz mais do que a sua obrigação o Sr. Gilvane Felipe ao receber os manifestantes. Está sendo funcionário do estado para isso, ou o Sr. pensa ser diferente? Se os seus versos de louvor a Perillo fossem argumentos o Sr. poderia questionar o fato de alguém que é parente de outro que trabalha no governo federal acusar ou denunciar a pirotecnia de Perillo. O problema com o qual o Sr.  terá que conviver nesses anos é ter que reinventar o mito do "tempo novo" sem que os goianos e os brasileiros  olhem para o passado carcomido deixado pelo padrinho político de Alcides, Marconi Perillo. Enquanto o Sr. inventa versos nós contamos a história.

 
 
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Pedro Gaveta

Como já é sabido por todos nós que moramos em Goiás, o Governador do Estado  está sempre resguardado por cães de guarda para defendê-lo dos desmandes de sua gestão.O que não me surpreende a publicação do texto publicado por esse ilustre desconhecido da cultura Nivaldo Melo.Há tempos a imprensa de Goiás tem uma mordaça que impede qualquer tipo de manifestação que seja contra o governo.O ato ocorrido no último dia 1º de Abril vem mostrar o descaso com que a cultura vem sendo tratada em Goiás.Os artistas estão unidos e vão continuar sua luta!!!!

 
 
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Kely Castro

Gente voces estão muito desenformados ou não querem engolir a verdade dos fatos, o articulista do jornal Diário da Manhã ( Goiânia ) sr Nivaldo Mello, não é nenhum desconhecido dos Goianos, aliás ele é um dos articulistas do jornal Diário da Manhã, e mais, ele escreve sempre sobre Cultura, basta fazer uma pesquisa no Google e descobrirá outos artigos do jovem Nivaldo Mello, mas isto também não vem ao caso, seja ele desconhecido ou nao, ele tem todo o direito de escrever artigos e de não concordar com as idéias do sr Frede Noleto.

 
 
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Helcia Paula

 É isso ai mesmo Nivaldo, não pode deixar barato não, esse povinho que perdeu as eleições ate hoje não se conformou com a derrota, isso é só politicagem,  Marconi Perillo foi e é um grande governador, Goiás está em boas mãos, e pra você Nivaldo nota 10, tenho acompanhado outros artigos seu sobre a cultura e aprovo todos, mais uma vez parabens pelo texto.

 

 
 
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Povo

Não houve nenhuma tentativa de intimidação, ao que percebi da leitura de todos os comentários anteriores, da liberdade de expressão do articulista Nivaldo. Ao contrário, justamente por tentar garantí-la é que verdades acerca desse governo em Goiás precisam ser expostas. Não só os artistas, mas também estudantes e a população em geral desejam ter voz no cenário estadual e não o tem. Sofrem mazelas cotidianamente, seja por falta de verba ou por indignas condições de transporte público. Ah, o transporte público... Basta uma visita ao Terminal da Praça da Bíblia, um dos principais terminais de ônibus de Goiânia, por volta das 18 horas para constatar o desrespeito com que as pessoas são tratadas ali. E O PASSE LIVRE ESTUDANTIL, PROMESSA DA CAMPANHA DE MARCONI PERILLO? Promessa repetidamente mostrada no horário eleitoral de 2010 (pesquisa rápida no youtube "Passe livre já, campanha Marconi"). Estudantes em manifestações pacíficas recebem como resposta a opressão da polícia a mando do GOVERNO DO ESTADO. A imprensa goiana amordaçou-SE, calada por pressões abomináveis de parte do EMPRESARIADO GOIANO E DO GOVERNO ESTADUAL. Além do mais, cadê o Ministério Público estadual? Quanto o povo garante em subsídios aos promotores para que eles apenas engrossem a marcha de amordaçados em Goiás? Até quando estaremos sujeitos a chefes do Executivo que não respeitam a Constituição, servindo apenas a interesses privados? E o público, e o interesse público na garantia de vida digna às pessoas? O que artista, estudantes e a população em geral reivindicam em Goiás é somente o respeito à dignidade humana em suas várias facetas. Nassif, agradecemos o espaço, já que tal não é dado ao povo goiano há muito tempo.

 
 

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