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A origem da progressão continuadaEnviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 14:48Por Waldyr Kopezky Vou contar uma historinha que já contei aqui - mas sempre é bom relembrar: Em 1994, encerrava-se um ciclo de dez anos que a UNESCO havia determinado para seu programa de auxílio para a erradicação mundial do analfabetismo. Desde 1984 (e pelos dez anos seguintes), o Brasil recebeu uma boa quantia anual do órgão das Nações Unidas para investir na sua rede de ensino público e torná-la mais eficaz, qualificando seus profissionais, modernizando sua estrutura e atraindo mais crianças para as salas de aula. Varios países ao redor do mundo também tiveram este estímulo por parte da UNESCO. Porém, a partir de 1994 o programa passaria para sua fase dois - a de condicionar os repasses de dinheiro à apresentação pelos governos de dados estatísticos que comprovadamente mostrassem um avanço nos sistemas de ensino público do país - aumento de crianças na primeira série, médias de notas adequadas, diminuição na porcentagem de repetências, evasão de alunos e por aí vai. O recém-eleito governo de FHC (e não por culpa dele, neste momento) não tinha em mãos resultados que mostrassem melhoras e bons números, em quase nenhum índice educacional - e corria o risco de ver a "torneira" da UNESCO fechar-se para o Brasil. Além disso, toda a rede de ensino público estava passando por mudanças profundas, fruto do novo processo de reorganização de responsabilidades das esferas de governo (mun., est. e federal) determinadas na recente Constituição Federal de 1988 e nas ainda mais recentes constituições estaduais (já aprovadas ou ainda em processo de formulação). O que fazer, então? Numa reunião da presidência com vários membros do governo federal e dos estados, Mário Covas (gov. de SP) propôs uma solução mágica (coisa de político, mesmo!) para o iminente fim dos recursos internacionais - mas que se revelaria uma catástrofe completa com o passar dos anos: a Progressão Continuada! Pegava-se um sistema de ensino consagrado, de um educador respeitadíssimo (Paulo Freire), com um conceito inovador e humanista (o Construtivismo) e implantava-se isso na rede pública. Ninguém iria se opor a isso - fossem educadores, gestores da área educacional ou políticos. E foi feito. Com isso implementado, os índices de aprovação foram às alturas, os de repetência quase zeraram e as avaliações (notas) tiveram também um crescimento exponencial - o relatório anual do MEC à UNESCO apresentado sob o novo sistema mostrava resultados excepcionais, e o órgão viu nele a justificativa para prosseguir com o envio anual ao País da verba de auxílio contra o analfabetismo. Bom, né? Não. Foi um horror: a implementação do sistema construtivista (excelente, conceitualmente) quebrou com um regime e um modus operandi de décadas que condicionava a aprovação a um esforço do aluno para atingir um nível nas provas regulares, mensurado por níveis (zero a dez, A a D, o que fosse); agora, os critérios eram subjetivos (insuficiente, regular, bom e muito bom) que eram dados não mais pelo índice de acertos em exames periódicos (que foram abolidos, pouco a pouco) mas também numa avaliação mais ampla do educador, que levava em consideração ainda outros dados muito menos mensuráveis (participação em aula, interesse, envolvimento, comparecimento, socialização, etc.). Pior: tal mudança teria de ter sido feita com a preparação prévia dos educadores para este novo sistema - que abolia não só os critérios, mas também as ferramentas de pressão e persuasão dos professores para incutir em seus alunos a necessidade do estudo regular e sistemático (bem como do necessário estímulo) para a superação das dificuldades e limites impostos pela instituição para a a passagem de ano. Todo mundo passava - não importava se havia aprendido ou não. Com o passar dos anos, tanto educadores quanto educandos começaram a nutrir pelo novo processo de ensino (e seus péssimos resultados efetivos) um desencanto que logo tornou-se indiferença e desdém. O resultado dessa decisão foi que uma geração inteira de jovens foi irremediavelmente perdida para a nossa sociedade moderna; milhares de alunos passaram de ano sistematicamente sem saber sequer ler direito (houve uma matéria há pouco tempo na IstoÉ mostrando alunos da 8ª série em SP que não conseguiam ler as manchetes de um jornal) ou fazer uma simples conta de dividir. Do ponto de vista político, tal cenário era um ganho: tinham agora uma multidão de cidadãos iletrados que baseavam sua informação essencialmente em sistemas audiovisuais facilmente manipuláveis (rádio e TV), sem capacidade ou bagagem suficientes para discernir a realidade da informação apresentada ou as circunstâncias mais sutis da nova sociedade democrática recém-formada. Do ponto de vista social, isso era uma tragédia: essa multidão estava completamente fora do mercado formal de trabalho, constituindo-se num grupo que - mesmo estando próximo dos grandes centros e com o acesso aos aparelhos públicos de ensino e novas tecnologias (coisa que gerações predecessoras não tiveram acesso) - este não reunia qualificações para ascender para além das classes D e E da sociedade, condicionados a viver em agrupamentos humanos pífios (favelas) de condições sub-humanas, da mesma forma que seus pais e avós migrantes. Gente, falei tudo isso para dizer que o sistema determinado pela Constituição de 1988 não tem retorno, tanto para a Educação quanto para a Saúde públicas. Pelo que foi perdido, vai levar um tempo para ser reconstituído. Abs.
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Comentários + votados
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Ivan Moraes
04/02/2012 - 15:08
"Não. Foi um horror":
O que voce descreve nesse e no proximo paragrafos eh o sistema norte americano de ensino!
Tambem o acho muito esquizito. Minha filha volta da escola pedindo ajuda com para-casa...
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Nilson
04/02/2012 - 15:14
Nassif, eu fui educado no regime militar que já não era bom, mas perto da progressão continuada era um luxo de escola pública.
Da 1ª série até a 4ª séria o sistema funcionava de nota na prova de...
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Breno Cunha
04/02/2012 - 15:17
A progressão como conceito não ruim, mas a forma como a mesma fora implementada - aprovação automática - para volume númerico com vista da Unesco.
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Emilio GF
04/02/2012 - 15:34
Bem, venho colocando isso há anos. Inclusive aqui no Nassif.
Vou enfatizar aqui alguns conceitos, ao tempo em que discordarei de uma das colocações.
Progressão continuada é uma coisa.
Aprovação...
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Bruno
04/02/2012 - 15:36
A bem da verdade eu preciso dizer que a progressão continuada começou no governo Erundina aqui em São Paulo. Lembro muito bem do espanto dos meus pais quando ficaram sabendo que...
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Emilio GF
04/02/2012 - 15:49
Oi Ivan.
Os gringos estão se lixando para a educação do próprio povo. Quanto mais alienados, melhor para seu sistema de partido único com dois nomes diferentes.
Para manter a dianteira tecnológica,...
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Emilio GF
04/02/2012 - 15:57
Tinha Educação Moral e Cívica.
lembro até hoje quando meu professor, um milicosinho mirrado, afirmou que não havia evolução humana.
Protestei. Naquela época adorava ler sobre australopitecos e...
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Rosiméri Carvalho
04/02/2012 - 16:01
Entrei na rede pública em São Paulo em 2000, dois depois anos da implantação da progressão continuada, professores, alunos não conseguiam entender o que estava acontecendo a mudança vinha...
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Anarquista Lúcida
04/02/2012 - 16:50
Tenho me recusado a comentar aqui no Blog, por causa do machismo vigente, mas nesse tema nao posso manter essa posiçao. Há vários pontos problemáticos nesses comentários.
Em primeiro lugar, nao...
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Carlos Mangino
04/02/2012 - 17:03
Foi sim Jotave: como prefeita da cidade de São Paulo a Erondina implantou o sistema de APROVAÇÃO AUTOMÁTICA no Estado de São Paulo inteiro. Deu um golpe no Covas e ele nem se tocou.
A...
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Leonardo Vieira
04/02/2012 - 17:46
Se essa tal de "progressão continuada" é tão boa, porque os colégios que se saem melhor em todas as avaliações, vestibulares, enem's, enade's não a adotam?Se o método do paulo freire é tão bom,...
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João Aguiar
04/02/2012 - 18:11
A Escola Plural, de progressão continuada da rede municipal de BH e desmontada pelo Márcio Lacerda do PS(D)B logo que tomou posse em 2009, foi uma das propostas que vai contra tudo o que o autor...
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Waldyr Kopezky
04/02/2012 - 18:26
Caríssimo Emilio GF, vc está certíssimo - são coisas diferentes a teoria do Paulo Freire e sua aplicação prática no sistema de ensino público; progressão continuada é uma coisa, e apovação...
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vinicius cezar dias
04/02/2012 - 18:59
Assistam o documentário, "Wating Superman", achei que era sobre a educação publica no brasil, mas para meu espanto era educação publica americana
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evandro condé de lima
04/02/2012 - 19:08
Minha cara, desconheço o que seja método fônico, mas como citou, eu sou um dos que foi educado há 50 anos. Se me permite uma observação, há 50 anos, as mães aconpanhavam os deveres dos filhos, não...
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Waldyr Kopezky
04/02/2012 - 19:19
Cara Anarquista Lúcida, é verdade - o conceito é excelente, mas sua implantação na rede foi de cima pra baixo, de forma irresponsável e desastrosa...E quem sou eu, mero jornalista (um "especialista...
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Josaphat
04/02/2012 - 20:35
Não entendi. Teoricamente, são lindos os cadernos da escola plural.
Na prática, sempre foi o desastre da aprovação automática.
Eu não gosto do Lacerda, mas ele está mudando isso. Ano passado, ...
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Wandihkleysson Piragibe
04/02/2012 - 21:06
Se me permite uma observação, há 50 anos, as mães QUE TINHAM A SORTE DE OU DINHEIRO PARA COLOCAR OS FILHOS NA ESCOLA E QUE TINHAM FREQUENTADO A ESCOLA aconpanhavam os deveres dos filhos,...
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Daniela Menezes
04/02/2012 - 21:13
O aumento da demanda pela educação no Brasil exigiu uma formação rápida e superficial, foi preciso resolver as consequências da universalização da educação e os governos, que nunca priorizaram de...
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Jotavê
04/02/2012 - 16:13
Primeiro, uma questão. Não foi a Erundina que implementou o sistema da progressão continuada (previsto, se não me engano, na LDB)?
Quanto ao mérito. Sistemas e métodos que exigem recursos materiais e...
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"Não. Foi um horror":
O que voce descreve nesse e no proximo paragrafos eh o sistema norte americano de ensino!
Tambem o acho muito esquizito. Minha filha volta da escola pedindo ajuda com para-casa e em um numero de vezes eu nao tenho ideia do que ela esta perguntando. Tambem nunca acostumei com divisao americana, que eh diferente da brasileira e da arabe, sao 3 sistemas de colocar os numeros em lugares diferentes, e o unico nao-esquizito eh o meu(!). Nao eh o tipo de fiacao cerebral que se modifica, alias. Tambem nao tenho ideia de como tirar raiz quadrada "em ingles" ou "em arabe" por essa mesma razao.
Mas isso sao efemerides. Chocante mesmo eh ver minha filha escrevendo a mesma estrutura narrativa por um ano e pouco e nao ser corrigida pelos professores. Tomei um susto tremendo, ela so mudava os substantivos mas a estrutura era sempre a mesma -e tava tirando "nota boa" em redacao!
Alem disso, tem aquele monte de avaliacoes subjetivas quanto a "sociabilidade" e "participacao na aula" que me tiram do serio, francamente.
Eu nao sabia que o sistema de ensino brasileiro tinha sido tao descaracterizado assim!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Oi Ivan.
Os gringos estão se lixando para a educação do próprio povo. Quanto mais alienados, melhor para seu sistema de partido único com dois nomes diferentes.
Para manter a dianteira tecnológica, estimulam alguns poucos alunos brilhantes e importam cérebros, prometendo bons salários e condições extraordinárias para a pesquisa.
Um aluno formado em medicina na USP, por exemplo, consome U$ 500 mil do estado para a sua formação. Se recebe um convite para pesquisar nos EUA vai correndo.
E por que não iria?
Nassif, eu fui educado no regime militar que já não era bom, mas perto da progressão continuada era um luxo de escola pública.
Da 1ª série até a 4ª séria o sistema funcionava de nota na prova de final de ano e quem atingisse acima de 5 pontos estava aprovado na mátéria. Por ex: se fosse reprovado em matemática em uma das séries teria que fazer novamente todas as outra matérias e não apenas em matemática. Repetia de Ano.
Depois para cursar da 5ª a 8ª série havia um vestibulinho que chamava-se na época de exame de admissão, que por sinal me recordo de minha nota até hoje. Tirei 6,5 e entrei na 5ª série.
Já na 6ª série fui reprovado em ciências, e aquilo foi um inferno para explicar para meus pais. Repeti de ano. Tive que fazer além de Ciências novamente; Português, Matemática, Organização Social e Política do Brasil, Geografia, História Geral e História do Brasil, Inglês, Educação física etc. E depois o colegial.
Até o golpe militar me parece que ensinava -se filosofia e sociologia. Isto eu só fui ter uma noção quando fiz a fasculdade de direito.
Nilson Fernandes
Tinha Educação Moral e Cívica.
lembro até hoje quando meu professor, um milicosinho mirrado, afirmou que não havia evolução humana.
Protestei. Naquela época adorava ler sobre australopitecos e pitecântropos e citei as evidências fósseis.
Resposta:
- É tudo falsificação dos comunistas.
!?!?!?!?!?!?!?!?
Na 5ª e na 6ª séries tinha francês. Inglês, só na 7ª e na 8ª.
A progressão como conceito não ruim, mas a forma como a mesma fora implementada - aprovação automática - para volume númerico com vista da Unesco.
Bem, venho colocando isso há anos. Inclusive aqui no Nassif.
Vou enfatizar aqui alguns conceitos, ao tempo em que discordarei de uma das colocações.
Progressão continuada é uma coisa.
Aprovação automática é outra coisa.
Construtivismo, ainda outra. De forma rápida:
Progressão continuada, à qual sou favorável - é o sistema no qual o aluno não repete um ano pelo mau desempenho numa matéria. O discente passa de ano e revê aquela (ou aquelas) matérias na qual seu desempenho foi insatisfatório, com acompanhamento especial. É claro que não pode ter desempenho ruim em muitas delas - deve-se discutir isso.
Aprovação automática é a versão finória do PSDB para a progressão continuada. No "chão de fábrica" o professor recebe todo o tipo de pressão para empurrar o aluno adiante.
Construtivismo é uma visão geral da educação que renega duas bases que, implícita ou explicitamente, são utilizadas no ensino tradicional (ou tecnicista):
1. O inatismo - O aluno nasce com as estruturas cognitivas já prontas, devemos apenas arrancá-las deles, como um bebê do ventre de sua mãe, para usar uma analogia de Sócrates.
2. O empirismo - O conteúdo é "apresentado" ao aluno este o memoriza, como um gravador ou uma máquina fotográfica.
O construtivismo tem uma visão interacionista próxima do kantismo, como reconheceu ex0plicitamente o próprio Piaget, ou uma visão dialética, na visão de Vigotski.
O aprendiz deve ser apresentado aos conteúdos, mas os reelabora em vista das estruturas que possui. Estas assimilam ou se modificam (acomodação) e passam a ser mais abrangentes, permitindo novas assimilações de caráter superior.
O construtivismo combate o ensino baseado apenas no ditado, na cópia da lousa e na leitura.
O aluno deve fazer, discutir, elaborar etc...
A Escola Plural, de progressão continuada da rede municipal de BH e desmontada pelo Márcio Lacerda do PS(D)B logo que tomou posse em 2009, foi uma das propostas que vai contra tudo o que o autor afirma do modelo FgagaCiano.
você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte em vida, às vezes. Charles Bukowski
Não entendi. Teoricamente, são lindos os cadernos da escola plural.
Na prática, sempre foi o desastre da aprovação automática.
Eu não gosto do Lacerda, mas ele está mudando isso. Ano passado, pela primeira vez desde a criação da escola plural na década de 90, começou, de fato, a se trabalhar na perspectiva da progressão continuada, com a retenção (esse é o termo eufemístico para a velha bomba) começando a valer para quem não aprendeu um mínimo necessário. A alunada assustou com a quantidade que está repetindo o ano.
Evidentemente, não estão gostando nada. Vão ter de estudar em casa. Ou melhor, vão ter de estudar pelo menos um pouquinho.
Hehehe.
Mas ainda as exigências e o aprofundamento nos conteúdos são mínimos.
Eles simplesmente não dão conta.
Escola que trabalha nessa linha da PC precisa fazer de forma séria, com os profissionais extras necessários para o plus que a alunada com dificuldades precisa. Na minha escola isto está acontecendo. Há professores que trabalham somente com aqueles que têm maiores dificuldades. E a tônica, é claro, é na matemática e no português. E vai dando algum resultado.
Mas não se iludam, a progressão continuada privilegia o mau aluno. Em verdade, o que chamamos de dificuldades, em muitos casos, é malandragem somente. A escola inclusiva, queiram ou não, foca naquele aluno que desconhece o seu papel de aluno. A escola é pra nóis se divertir...
E eles têm sido os donos da escola já há muito.
É claro que é fruto da ignorância e das condições precárias de sobrevivência.
Talvez, algum dia, se essas propostas derem certo, e se consiga elevar a consciência da população, a gente possa abandonar esses métodos e voltar a pensar uma escola em que a maioria saiba os seus direitos e deveres e tenha interesse no conhecimento acumulado pela humanidade.
Ou seja, a escola voltar a ser escola, e não depósito de jovens e crianças mal educados. A distância para uma prisão não é tão grande.
Delegamos à escola a função de educar nossos filhos, e acaba que esse papel ocupa o maior tempo do professor.
Sobra pouco espaço para as artes e para as ciências .
Ninguém aprende se não quiser e professor não é sinônimo de sedutor.
progressão continuada com bomba kkkkkk ô véi, ou é uma coisa ou outra.
A questão é esta que vc aponta, "A alunada assustou com a quantidade que está repetindo o ano." A volta do poder didático-pedagógico do professor, do "manda quem pode, obedece quem tem juízo" hehehe pra acabar com esse estória, deles "têm sido os donos da escola já há muito."
O velho seriadão, mesmo ele na forma como vc descreve e com toda a carga autoritária que carrega, pode trazer melhores resultados com professores extras, reforço em matemática e português. Vc não cita mas professores bem pagos, pelo menos em relação à rede estadual, gratificação por titulação e outros direitos. Isto veio das perspectivas da década de 90, da Escola Plural e do velho PSB/PT.
Fico feliz em ver um relato de que a educação esteja melhor, principalmente de um professor em sala de aula, mas lamento a perda de um modelo mais democrático de ensino.
você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte em vida, às vezes. Charles Bukowski
A bem da verdade eu preciso dizer que a progressão continuada começou no governo Erundina aqui em São Paulo. Lembro muito bem do espanto dos meus pais quando ficaram sabendo que ninguem mais precisava se preocupar em passar de ano, porque afina todos passariam. O secretário de educação era Paulo Freire (o próprio) e a intenção era boa, mas no final das contas só serviu para criar um exército de semi-analfabetos e desestimular que realmente queria aprender. Depois os tucanos adoraram a idéia de passar todo mundo (engraçado que quando a idéia é ruim eles adoram imitar os petistas) com requintes de crueldade, já que nas escolas municipais mesmo que aos trancos e barrancos todos saiam alfabetizados.
Entrei na rede pública em São Paulo em 2000, dois depois anos da implantação da progressão continuada, professores, alunos não conseguiam entender o que estava acontecendo a mudança vinha de cima para baixo, os interessados diretos nunca consultados, questionados se a mudança era viável ou não, presenciei debates de professores angustiados, prevendo que não era o caminho, a seguir com o passar do tempo a progressão continuada tornou-se aprovação automática e o caos estava estava implantado. Como estou esse tempo todo na rede posso afirmar, que a partir de 2004 era visível que a qualidade nas salas de aula começava a decair, surgia uma nova geração, tanto de professoes como de alunos, sem interesse desestimulados, com falta de interesse perdia-se a qualidade do ensino e aos olhos vistos surgia uma geração perdida. Hoje ao final de uma década da implantação da progressão continuada o cenário é lamentável, e a consolidação de uma geração perdida confirmou-se a qualidade foi reduzida, professores excelentes começam a perder o interesse pois parece difícil reverter esse quadro. Continuo na rede, me aperçoei, continuei estudando, mas quando vejo meus alunos chegando ou saindo do ensino médio e na qualidade como chegam no ensino médio e como saem, muitos infelizmente são analfabetos informais. Nessa hora sinto saudades dos anos 2000 mais ou menos 2004/05, quando na sala de aula turmas aguerridas, competentes, alguns deles com mestrado na Unesp. Espero que possamso reverter esse quadro, preincipalemente aqui em São Paulo o preço será muito alto.
Rosiméri
Primeiro, uma questão. Não foi a Erundina que implementou o sistema da progressão continuada (previsto, se não me engano, na LDB)?
Quanto ao mérito. Sistemas e métodos que exigem recursos materiais e humanos de que não dispomos não servem para absolutamente nada. Temos que acabar com esse vício. As perguntas que devem ser feitas são as seguintes. Temos grana para isso? Temos pessoal suficiente para isso? Sem fazer essas perguntas, ficamos no experimentalismo oco e irresponsável, enquanto gerações sucessivas vão indo pelo ralo.
Foi sim Jotave: como prefeita da cidade de São Paulo a Erondina implantou o sistema de APROVAÇÃO AUTOMÁTICA no Estado de São Paulo inteiro. Deu um golpe no Covas e ele nem se tocou.
A tempo: minha esposa esta me lembrando que professores apanharam da policia do Covas por protestarem contra a aprovação automática.
TÁ LOUCO CARA, COMO PODE A PREFEITA IMPLANTAR POLITICA NO ESTADO ??????? VOCE BEBEU????????
ironia, conhece?
Se não foi a Erundina quem fez antes dela ?
O que é LDB ?
Tenho me recusado a comentar aqui no Blog, por causa do machismo vigente, mas nesse tema nao posso manter essa posiçao. Há vários pontos problemáticos nesses comentários.
Em primeiro lugar, nao há como comparar qualidade de educaçao hoje com a de 50 anos atrás, quando a maioria dos comentaristas aqui foi educado. Na época, apenas cerca de 50% da populaçao CHEGAVA À ESCOLA, e, desses, metade era reprovada na primeira série várias vezes, até abandonar a escola. Havia menos professores, eles eram mais bem pagos, os alunos que "sobravam" no sistema eram ou de classe média, ou filhos de pais pobres mas que davam muito valor à educaçao, as condiçoes de respeito na escola eram muito diferentes, etc, etc e tal. Claro que os resultados eram diferentes (e, no que toca à maioria da populaçao, eram PIORES: as crianças eram simplesmente expulsas da escola.
Em segundo lugar, progressao continuada nao quer dizer falta de avaliaçoes, ao contrário, seria preciso avaliaçao permanente. Mas, claro, nao havia recursos para isso, nem financeiros nem de preparaçao por parte dos professores, a coisa virou aprovaçao automática, e as consequências foram graves. Mas a idéia da progressao, em si mesma, era ÓTIMA.
Em terceiro lugar, no que toca a concepçoes pedagógicas, o problema, outra vez, nao esteve na adoçao do Construtivismo, mas na forma autoritária, de cima para baixo, como ele foi imposto aos professores, que nao tinham preparaçao suficiente para compreender o que estava sendo proposto, e foram "jogados às feras". Daí surgiram as idéias mais bizarras sobre o que o Construtivismo implicaria. Há livros e livros sobre isso. Para quem quiser saber mais a respeito, sugiro começarem por "Construtivismo: Apontando falsas verdades", de Annamaria Píffero Rangel, Ed. Mediaçao.
Esse terceiro aspecto me preocupa muito porque, em nome do pretenso fracasso do construtivismo, estao querendo empurrar autoritariamente métodos dito modernos, que voltam aos piores aspectos da alfabetizaçao de antigamente, tipo o Método Fônico. Os "vendedores de métodos" (Instituto Alfa e Beto, Capdovilla, etc.) querem porque querem que ele seja de adoçao obrigatória, o que se revelaria muito lucrativo para eles, sem dúvida. E seria um retrocesso horroroso.
Já fiz comentários aqui sobre equívocos do livro do Capdovilla, um livro de "método fônico" que desconhece a estrutura fonológica do Português, e os problemas de variaçao linguística (mas que ainda é melhor que o material do Instituto Alfa e Beto que tive em maos e é inacreditavelmente ruim).
Ora, se os próprios proponentes do Método Fônico desconhecem Fonologia, o que dirá dos milhares de professores brasileiros, tao mal formados? Queremos mesmo substituir os equívocos quanto ao Construtivismo por novos equívocos? E daqui a 20 anos recomeçar tudo, propondo mais um paradigma, diante do previsível fracasso do método fônico?
O problema nao está no paradigma teórico atual, mas na falta de condiçoes dadas aos professores e às escolas. Mudar de paradigmas a cada 20 anos só interessa aos vendedores de métodos.
Minha cara, desconheço o que seja método fônico, mas como citou, eu sou um dos que foi educado há 50 anos. Se me permite uma observação, há 50 anos, as mães aconpanhavam os deveres dos filhos, não havia internet e nem tv(praticamente), éramos realmente obrigados a fazer o para casa- só se saía depois de feito-, sentíamos obrigados realmete a fazê-lo é bom que se diga, sentíamo-nos envergonhados com a possibilidade de sermos reprovados; as professoras punham os alunos de castigo, cantávamos antes de entrar em sala (ordeiramente em fila), etc.
Como sabes mais que eu, fui alfabetizado com vovô vendo a uva e acho que não fui tão mal assim. E no ginásio e científico estudei gramática - embora há os que considerem desnecessário, consigo encontrar uma oração subordinada substantiva completiva nominal- e acho que me fez bem.
Então não tenho nada contra o método que fui alfabetizado. Quanto a meus filhos, infelizmente não posso dizer o mesmo.
Se me permite uma observação, há 50 anos, as mães QUE TINHAM A SORTE DE OU DINHEIRO PARA COLOCAR OS FILHOS NA ESCOLA E QUE TINHAM FREQUENTADO A ESCOLA aconpanhavam os deveres dos filhos, etc, etc.
Meu pai era comerciário (no SAARA), minha mãe dona de casa, estudei na EP Manoel Bonfim que atendia às crianças do IAPC de Del Dastilho. E você me diz que meu pai tinha dinheiro para colocar filho na escola? Então tá.
Se essa tal de "progressão continuada" é tão boa, porque os colégios que se saem melhor em todas as avaliações, vestibulares, enem's, enade's não a adotam?
Se o método do paulo freire é tão bom, porque só os coitados da escola publica estão sujeitos à ele?
Tem alguma coisa errada nessa história...
PS.: No PI tem aluno da escola pública sendo aprovado em matématica sem ter assistido às aulas.
"Parte dos 400 estudantes da Unidade Escolar Governador Alberto Tavares Silva, no Conjunto Morada Nova, na Zona Sul de Teresina, teve notas em Matemática atribuídas por avaliação pessoal e comportamento. Algumas turmas ficaram sem aulas até junho."
http://oglobo.globo.com/educacao/no-piaui-professores-de-quimica-lecionam-fisica-matematica-3529799
Caro Nassif
Concordo com o Emilio, progressão continuada é um mega projeto, que exige reestruturação de toda educação, sendo também mais "caro", o governo tucano, aproveitou-se desse projeto, e junto com calculos de que a repetencia dava grandes prejuízos, em vez de fazer uma reforma mais séria, seria esperar muito, adaptou a progressão continuada com aprovação automática.E deu no que deu.
Tudo que é bom, e voltado para o povo, deve ser considerado de inimigo para setores da classe dominante.
Outro desfalque atual, é a procura por professores, de sua aposentadoria, esgotados pelo pouco caso do governo de SP.
Saudações
Caríssimo Emilio GF, vc está certíssimo - são coisas diferentes a teoria do Paulo Freire e sua aplicação prática no sistema de ensino público; progressão continuada é uma coisa, e apovação automática é outra. Perfeito!
Caro Ivan Moraes: não só na Educação há paralelos entre os EUA e o Brasil. O que se está tentando fazer na rede pública de saúde aqui (eles querem privatizar o Hospital das Clínicas, Ivan!) é a mesmíssima história que ocorreu nos anos Clinton e Bush (começou bem antes, mas foi terminada nessa época) com a rede de saúde pública daí. No documentário Sicko (S.O.S. Saúde) do Michael Moore está tudo contado - a sistemática ação de privatização de todo atendimento médico e o abandono por parte do Estado de uma rede pública gratuita. Isso é tão grave, mas tão grave que deveria ser caso de segurança nacional. Pense: com 42 milhões de cidadãos sem atendimento médico, numa eventual epidemia de grande escala, seriam 42 milhões de vetores propagadores da nova doença circulando em todos os níveis sociais (porque rico também tem empregada, mordomo, faxineiro, puxa-saco pobre e faz-tudo, todos morando em regiões de classe mais baixa). Então, a contaminação não iria ficar restrita às camadas D e E da sociedade, não é mesmo?
Caros Bruno e Jotavê: a mudança de sistema e conceito ocorreu durante a prefeitura de Erundina, mas foi forjada nas esferas federal e estadual de SP - FHC e Covas estruturaram as redes sob sua gestão para o novo sistema. Vale lembrar ainda que a rede pública municipal, à época, não adotou imediatamente o novo sistema, mantendo o tradicional modelo. Em um ano, houve uma migração de estudantes sem precedentes da rede estadual para a municipal, já que as escolas estaduais já sofria mas más consequências da nova diretriz. Vale lembrar ainda que era uma época em que a nova Constituição Estadual estava ainda em formulação e a nova Lei Orgânica do Município apenas engatinhava na câmara (era preciso reescrevêlas totalmente para que estivessem de acordo com a nova Carta Constitucional Federal), sendo que as redes das duas esferas mantinham escolas e instituições de todos os graus (pré-escola, fundamental, médio, técnico e superior), não havendo ainda responsabilidades explícitas em lei constitutiva.
Mais um detalhe: é importante que nós não misturemos questões técnicas com posicionamentos políticos ou ideologias, especialmente fazendo uso de argumentos que funcionam baseados somente no esquecimento das pessoas. Esse argumento da Erundina é um exemplo disso.
Infelizmente (digo isso de coração), hoje estão sendo desveladas todas as mazelas realizadas nas gestões do PSDB - ninguém a não ser eles tem culpa de tudo de errado que aconteceu. Pra mim é até um pouco sofrido citar essa história, porque tenho uma admiração sincera pelo Mário Covas e este foi um momento infeliz na sua vida política - que foi brilhante em inúmeras outras ocasiões. Vou citar uma que me recordo agora, de momento: quando Collor e Lula foram para o 2º turno, o comando da campanha do Collor acenou para um acordo e composição entre PRN e PSDB, no qual os tucanos dariam seu apoio formal a Collor no segundo momento da eleição em troca de cadeiras no futuro ministério. O primeiro nome ventilado foi o de Serra para a futura pasta da Economia (que seria criada com o fusionamento de duas outras já existentes, Planejamento e outra q não lembro), e o FHC também seria contemplado. Diante desse cenário, o Covas só falou isso: "Eu tenho um passado; eu sei quem eu fui, portanto sei quem eu vou apoiar". Resultado: o PSDB apoiou o Lula no 2º turno. Memorável.
Assistam o documentário, "Wating Superman", achei que era sobre a educação publica no brasil, mas para meu espanto era educação publica americana
Vinicius, parece ser maravilhoso! Parte 1 de 11:
http://www.youtube.com/watch?v=vuEOOCTmR-k
Escola publica eh igual MacDonalds e Burger King: nao entre nos de vizinhancas pobres porque voce ta procurando sarna pra se cossar: MadDonalds de Newark, esquece; MacDonalds de beira de estrada, otimo.
Minha filha vai em escola publica, nao tenho nada a reclamar da escola em si (mas tenho dos metodos, como explicado anteriormente). Mas a escola dela em Newark era uma das piores coisas que eu podia ter imaginado na minha vida. Advinhe... Union eh uma cidade rica e Newark ta longe disso, com altissima concentracao de renda no Ironbound e pobreza generalizada na cidade toda.
Ainda nao assisti o filme ainda e 6 ou 8 minutos nao da material suficiente pra comentar, mas promete ser excelente, obrigado pela indicacao!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Cara Anarquista Lúcida, é verdade - o conceito é excelente, mas sua implantação na rede foi de cima pra baixo, de forma irresponsável e desastrosa...E quem sou eu, mero jornalista (um "especialista em generalidades", hehehe) para por em dúvida o Contrutivismo, Paulo Freire ou seu legado.
NO meu entender os professores também foram vítimas, da mesma forma que os alunos. Mudaram tudo (ordens de cima, coisa política) sem capacitar ninguém ou desenvolver as ferramentas próprias ao educador (seu embasamento teórico, conhecimentos mínimos necessários para enfrentar os desafios do novo parâmetro), potencializando seu desempenho e realizando efetivamente seu trabalho de forma satisfatória, mesmo num ambiente de ensino estranho à sua formação.
Volto a dizer que a concepção das idéias pode ser excelente, os conceitos inovadores e os princípios consagrados (de teóricos expoentes na ciência ou campo de atuação específico); porém, todos esses pontos positivos caem por terra e levam mesmo ao fracasso se o processo de implementação no sistema é viciado (por má intenção) ou mal conduzido (por ingenuidade/falha operacional imprevista). Daí vem o ditado ocidental: "Boas intenções pavimentam o caminho do Inferno". Ou aquele outro, oriental: "O Paraíso é próximo do Inferno distante". Idênticos, percebem?
O aumento da demanda pela educação no Brasil exigiu uma formação rápida e superficial, foi preciso resolver as consequências da universalização da educação e os governos, que nunca priorizaram de fato a educação pública, promoveram uma bagunça pedagógica que tinha que ser vivida nas salas de aula de todos os cantos do país.
Bem, temos situações e situações para discutir, mas o fato é que no cotidiano escolar os professores continuam sendo jogados ao sabor de decisões políticas que só atrapalham a aprendizagem dos alunos.
No municípo onde leciono, a secretaria de educação vem trabalhando com a ideia de progressão continuada sem a estrutura necessária para ser realizada há tempos... na prática, temos uma cota não oficial que limita o número de retenções por turma. No ano que passou reprovei 2 alunas, mas doeu muito mais aprovar mais de uma dúzia de alunos para o 5º ano sabendo que eles não chegaram ao mínimo das competências necessárias para tal ano.
Começo este ano letivo sabendo que enfrentarei tal cota novamente, então me empenharei para oferecer aos meus alunos o melhor que a minha formação me proporcionou para que eles aprendam o máximo possível.
A promoção automática é um ideal ainda distante, mas a retenção também não resolve. Precisamos de investimento na educação, escolas estruturadas com laboratórios de aprendizagem, uma formação continuada de qualidade para os professores e um salário digno para nos dedicarmos a este ofício como ele merece!
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