A nova Lei de Direito Autoral

Por raquel_


Ministra da Cultura

Ana de Hollanda apressa projeto de reforma da Lei do Direito Autoral

Plantão | Publicada em 20/04/2011 às 23h23m

Luiz Fernando Vianna

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda / Foto Leonardo Aversa

RIO - Ana de Hollanda acredita que o pior já passou. Além de comemorar ter pago R$ 150 milhões dos cerca de R$ 400 milhões pendentes do ano passado, ela está com pressa para concluir o projeto de reforma da Lei do Direito Autoral e enviá-lo no meio do ano ao Congresso Nacional, para tentar se livrar do tema que predominou nos ataques que recebeu nestes quase quatro meses como ministra da Cultura. Mas há problemas que persistem: ainda não conseguiu nomear duas secretárias (Cláudia Leitão, da Economia Criativa, setor tido como prioritário, e Marta Porto, da Cidadania e da Diversidade Cultural) por, segundo diz, problemas de documentação delas, e está passando o pires em empresas para cobrir os cortes no orçamento. Nesta entrevista, ela responde às críticas de seu antecessor, Juca Ferreira, afirma que é alvo de uma "campanha orquestrada", mas ainda deixa tópicos sem posições firmes.

A senhora está no quarto mês de gestão e há muitas queixas de que não sabe o que quer. Que marcas pretende imprimir?

ANA DE HOLLANDA: Nós temos um foco muito ligado ao cidadão, às comunidades. A cultura atua diretamente na autoestima, na identidade. E trabalha a capacidade de se refletir sobre a realidade em que se vive. Veja os rappers, que comentam tudo e se organizam independentemente da estrutura formal do Estado. Nosso trabalho é para emancipar ainda mais esse cidadão. Vamos trabalhar nos Pontos de Cultura e nas Praças do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Serão 800 praças em quatro anos, e é a comunidade que vai ocupar, desenvolver seu uso.

E um outro foco?

É a área da economia criativa. É um setor muito informal, os artistas estão um pouco perdidos. Primeiro, vamos fazer um grande diagnóstico, pois os estudos que existem estão defasados, e partir para um sistema nacional de informações sobre a economia da cultura: onde estão a criação, os agentes fomentadores, as formas de financiamento, os gargalos para difusão e distribuição. Nosso objetivo é colaborar com a área da criação para que ela se emancipe mais, e não fique na dependência de um prêmio, um edital.

Em um comentário na internet, seu antecessor, Juca Ferreira, afirmou que o atual ministério está destruindo tudo o que foi construído em oito anos de governo Lula e sem apresentar outro projeto. Como a senhora responde?

Eu não vou responder ao Juca. Acho que nossas ações e nossa política estão respondendo. Ele pode ver da forma que está vendo, mas pode também se inteirar melhor e ver que não há esse rompimento. Eu e ele conversamos quando assumi, e eu disse que um governo de continuidade pode ter outros focos, o que não significa anular ou inverter o que foi feito. Mas às vezes o passo seguinte é olhar para o outro lado. A gente tem que avançar. Continuar não é repetir.

Para a senhora, há mesmo uma tentativa de desestabilizá-la?

Ah, sim, existe um grupo orquestrado que foi detectado logo no começo. Não vou ficar falando os nomes das pessoas. Às vezes me perguntam coisas que eu teria dito e que nunca disse. É um trabalho de desinformar e desqualificar tudo. Prefiro caminhar para a frente. Não vou ficar correndo atrás de boato.

Nesta sexta-feira completa-se o período de 30 dias para consulta da nova proposta de reforma da Lei do Direito Autoral. O que acontecerá agora?

Haverá um levantamento de algumas áreas problemáticas que terão que ser mais bem analisadas. Houve um grande avanço do projeto de lei que estava em consulta pública (no ano passado) para o que está no site do ministério agora. Mas a situação da internet ainda está muito indefinida. Vários setores, em cinema, música, fotografia, artes gráficas, estão se queixando (de como serão recolhidos direitos autorais na internet). Abriremos um prazo curto, até a metade de maio, para receber propostas. Depois faremos um grande encontro para discutir o tema, haverá uma sessão no Congresso, mandaremos para o Grupo Interministerial (de Propriedade Intelectual), e espero no meio do ano enviar de vez para o Congresso.

A senhora vem sendo apontada como partidária de um lado na polêmica sobre direitos autorais, o dos compositores contrários à reforma...

Claro que eu tenho preocupação com a criação, no que vou de encontro à Constituição. Quem está me acusando é o pessoal da cultura digital, disseram até que eu era ministra do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Mas ouvi todas as manifestações, tenho intermediários que conversam (com representantes da cultura digital). O digital é uma ferramenta para os artistas, temos que usar e usar bem. Mas é preciso que seja respeitado o criador que vive da sua criação. Não pode ser oito nem 80. Sempre falei que havia uma mediação possível. Temos que trabalhar para atender áreas completamente antagônicas. Os mais radicais não vão aceitar bem, mas temos que trabalhar.

O que é, para a senhora, o Creative Commons?

É uma entidade, uma ONG (organização não governamental), representada no Brasil pela Fundação Getulio Vargas. E eles trabalham com licenciamento de obras para a internet. Há alguns modelos, e eles facilitam para que sua obra fique disponível para quem vai buscá-la. Nada contra, mas eles não podem ficar na página principal (do site do ministério). Podem continuar prestando serviços, pois os Pontos de Cultura, por exemplo, trabalham muito com compartilhamento. O problema do Creative Commons é que não prevê o pagamento a quem cria. O direito do autor continua, está na Constituição, mas o uso que se fizer não prevê alguma forma de pagamento. Sei que eles não têm fins lucrativos, mas também há muitas ONGs que gostariam de ter seu selo na página do ministério.

Não seria melhor estudar mais o tema antes de retirar a marca do site?

Não, porque é uma questão administrativa. Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs. Não tirei porque quis, não sou louca, consultei o setor jurídico. Como os outros ministros justificam isso, não me interessa, é problema deles. Mas eu estava entrando e precisava responder por isso.

A senhora acredita que o Estado deve interferir na arrecadação e distribuição de direitos autorais?

É uma questão bem delicada. Vai ter alguma forma de fiscalização, é um trabalho que exige uma transparência, pois há uma grande queixa em relação ao Ecad. Existe o direito de livre associação, o Estado não pode intervir, o problema é da Justiça. Mas uma fiscalização maior talvez a gente tenha que fazer, porque eles trabalham com uma área estratégica.

O que será corrigido na Lei Rouanet em caso de aprovação no Congresso de seu substituto, o Procultura?

Acho que vai corrigir muitos erros, pois haverá um grau de pontuação para cada tipo de projeto, apontando qual é a função social dele e se a dedução (do Imposto de Renda das empresas patrocinadoras) será maior ou menor. É sempre uma lei de mercado, existe o papel de patrocinador, mas esse papel será relativo, porque boa parte dos recursos vai para o Fundo Nacional de Cultura. Há um conselho que vai discutir a prioridade desses recursos. O conselho tem uma formação ampla, com colegiados setoriais dos quais fazem parte vários setores da criação, das áreas produtivas, da sociedade civil. Então, haverá uma representatividade quando se for discutir a destinação do fundo.

Como o ministério terá recursos para desenvolver seus projetos se sofreu um corte de 39%, cerca de R$ 500 milhões, em seu orçamento?

Estamos administrando. Nossa primeira prioridade era nos equilibrar e começar a pagar os atrasados do ano passado. Há muitos convênios em que poderemos pagar parcelas este ano e outras mais adiante. Na segunda-feira estive na Petrobras e no BNDES em busca de patrocínios para projetos específicos. Para a Europália (festival de artes que será realizado na Bélgica em homenagem ao Brasil entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012) eu vou buscar na iniciativa privada. Há ações que precisamos fazer. Temos que começar este ano a preparar os museus para a Copa e para as Olimpíadas, senão vai ser difícil estarmos em condições.

Qual é o saldo da polêmica sobre a autorização de captação de R$ 1,3 milhão para o projeto de Maria Bethânia lendo poesias num site?

Pegaram a Bethânia para cristo, mas podia ser outro. Até pelo Procultura o projeto poderia ser aprovado. Quem não quer ter acesso a um trabalho de excelência de uma artista que é um ícone? Vejo de uma forma preocupante essa demonização de artistas bem-sucedidos. Eu sou acusada de estar defendendo uma elite. Não defendo artistas bem-sucedidos, defendo cultura de alta qualidade. Vejo uma campanha contra a cultura brasileira, esta cultura que é vista como de elite, mas que não é de elite. É claro que não devemos ficar sempre nos mesmos, temos que abrir oportunidades, mas também temos que reconhecer méritos nos nomes conhecidos.

A senhora estava preparada para ser ministra?

O mundo da cultura é um mundo que grita muito. Em outras áreas, não vejo isso tão forte. Acho que foi descabida a reação orquestrada, e está ficando claro que não tem muito fundamento. Divergências existem sempre, mas campanha com blog "fora Ana de Hollanda"... Tem uma garotada que se deixou levar por essa desinformação. Isso está sendo superado à medida em que estamos mostrando o trabalho.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/20/ana-de-hollanda-apressa-projeto-de-reforma-da-lei-do-direito-autoral-924290660.asp

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39 comentários
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Wilton Cardoso Moreira

PELA PIRATARIA NA INTERNET!

A INTERNET COMO BIBLIOTECA TOTAL GRATUITA

  Leiam o artigo no blog vida miúda.

 
 
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Whatever

Que mané...

 
 
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socram pb

Isso Wilton, dê o exemplo.

Coloque SEUS livros (como autor, é claro) e SUAS composições musicais na tal Biblioteca Total Gratuíta.

Mas deixe que cada um decida sobre sua própria obra.

 
 
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Wilton Cardoso Moreira

Caros Socram e Watever

Toda a minha produção criativa é mesmo copyleft. É só ir nos meus 2 blogs aí embaixo e vcs podem acessar tudo q faço.

Agora, uma coisa é certa, as pessoas em geral, tacitamente, estabeleceram a seguinte norma na internet: o autor não tem direito de impedir a cópia gratuita de sua obra na rede, nem de impedir a remixagem de conteúdo. Ou seja, as pessoas acham (e praticam isto com a pirataria, quem não faz?) que o direito à informação pela internet tem prioridade em relação aos direitos do autor sobre a disseminação de sua obra.

Se fosse só minha opinião, meus caros, vocês poderiam ficar tranquilos, mas é prática corrente na net e não tem volta: a pirataria está cada vez mais maciça e a coisa só vai aumentar. E as pessoas não estão nem aí pra vcs e a indústria cultural... Vocês já perderam, perderam, perderam, yeah!

Aliás acabei de compor um SlidePoema que tem tudo a ver com isto: acessem/baixem aqui (não tenham medo, é copyleft kkkk)

E VIVA O PIRATE BAY!!!

 
 
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Whatever

E as pessoas não estão nem aí pra vcs e a indústria cultural... Vocês já perderam, perderam, perderam, yeah!

E ninguém está "nem aí" pra suas "maravilhosas" obras...

O que adianta vc disponibilizar algo que não desperta o interesse de ninguém?

Quem pensa como vc é um iludido.

 
 
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Edmilson Fidelis

Quem deve dizer o que interessa são as distribuidoras, as gravadoras, as radios.

Se liga Iludido!

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

 
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Whatever

O que o direito autoral tem a ver com o poder de divulgação da indústria do entretenimento?

Se liga vc que não consegue juntar A com B.

 
 
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Wilton Cardoso Moreira

Não é disso q estou falando, meu caro. Eu sei q ninguém está nem aí pro q eu faço, e muito menos disse q minhas obras são maravilhosas - isso ninguém sabe e o q um poeta tem q fazer é o melhor q pode.

O q estou dizendo é q as pessoas n estão nem aí pra indústria cultural nem pros autores qdo se trata exatamente de obras q interessam, seja pela qualidade, seja por serem best sellers, seja pelo q for. As pessoas simplesmente estão copiando sem pedir autorização e não sentem q estão fazendo nada de errado.

Aliás, vcs q defendem copyright não deviam nem ouvir-ver os triviais deste blog. Eu aposto q mais da metade dos clipes postados aqui e q o Nassif publica (Nassif, seu bandido!!!) fere direitos autorais. Todo mundo, todo mundo mesmo quebra o copyright. E não estão nem aí bicho, nem aí...

Aliás, puritanos do copyright, vcs tem q fazer q nem os evangélicos q não veem TV - eles, afinal de contas são coerentes. Vcs nem deviam acessar a internet, a internet é pecaminosa irmão, cheia bytes roubados, é terra de ladrão, não entra aqui não q vc se sujará do pecado da pirataria, vcs perderão a virgindade do conteúdo não clonado, cuidado com isto aqui, sai de reto, sai de reto! 

 
 
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Jair Antonio Alves

Antecipando para contrapor possíveis tentativas de desqualificação da entrevista, posto aqui um link do debate que vem ocorrendo dentro do Portal do Nassil, especialmente na página 3

 

http://blogln.ning.com/forum/topics/ana-de-hollanda-o-fenomeno?xg_source=msg_com_forum&id=2189391%3ATopic%3A569480&page=3#comments

 

Ana de Hollanda - o Fenômeno 

ou Os ativistas do Inferno.

 


Dzi Croquetes (um evento de sucesso de público e crítica)
JoséAgripino de Paula - autor de Panamérica
Madame Satã - poeta e artista maldito
 
 
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foo

 

Ana de Hollanda, ou "os ativistas do inferno"???

Quer dizer que o problema são os ativistas, não? A Ana de Hollanda está fazendo uma gestão impecável. Sei.

Vamos ao seu texto.

 

"Essa freqüente visibilidade poderia ser considerada extraordinária e incompreensível, mas, em verdade, é o disfarce de uma certa decepção branca vivida pela oposição e, ao mesmo tempo, pelos grupos autodenominados “ativistas” que esperavam um início de governo Dilma “mais à esquerda”, irresponsável de preferência."

 

Em primeiro lugar: não estamos discutindo a Dilma. A Ana de Hollanda já tentou usar a Dilma como escudo, e nós não caímos na armadilha.

Em segundo lugar: ninguém esperava uma gestão "mais à esquerda". O que nós esperávamos era tão somente a *continuidade*. O que vimos, porém, foi uma mudança completa. A ministra Ana de Hollanda ameaça reverter 8 anos de políticas de Lula, que consideramos corretas.

 

"Entre dezembro e janeiro saiu de cena o grupo de transição e entrou uma nova equipe de trabalho, destacando-se a presença dos ministros da Fazenda, Casa Civil e Planejamento. Nem os badalados Ministérios da Saúde, Educação e Justiça tiraram o brilho desse triunvirato. E onde entra, Ana de Hollanda? Após o Baile de Reveillon era preciso desmontar o palco e cuidar da produção; a vida segue o seu rumo. Sem um governo com atos que provocasse frisson no noticiário, diário, aqueles que não foram convidados para o baile escolheram a parte que consideram fraca do seu adversário, e partiram pra cima".

 

De quem você está falando? Dos "ativistas do inferno" que defendem o legado de Lula?

Sinto informar, mas nós não consideramos a Dilma uma adversária; e, mais uma vez, você apela para a desinformação, e tenta usar a presidenta como escudo para a ministra.

 

"Sem nenhum exagero e pela última vez é possível usar o bordão do ex-presidente, “nunca na história desse país” uma mulher apanhou tanto em público, diante dos olhos incrédulos de quem ainda não está entendo direito o que se passa."

 

Peço àqueles que ainda não estejam entendo direito o que se passa, que leiam os nossos argumentos, e comparem com os argumentos do Jair Alves e dos defensores dos interesses da indústria (que, por coincidência, apóiam a ministra).

Nós defendemos a reforma da lei de direitos autorais, reforma que foi deixada pelo Governo Lula; eles defendem a lei atual, que é uma das mais restritivas do mundo. Nós queremos a continuidade; eles querem a Ana de Hollanda.

 

"O jornal O Globo fez uma matéria sobre a visita da Ministra ao Senado num tom absolutamente, conservador, preconceituoso e tendencioso... No dia seguinte, um dos blogs mais críticos a Ana de Hollanda reuniu todos os expoentes dos autodenominados “ativistas”, com a desculpa de comentar a matéria classificando mais uma vez a ministra como uma tremenda “reaça”."

 

Como sempre, o Jair Alves dá a informação pela metade.

Ao invés de qualificar o artigo como "conservador, preconceituoso, e tendencioso", que tal apresentar um link para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões? Aqui vai:

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/07/em-audiencia-no-senado-mi...

 

O assunto também foi discutido no blog do Nassif:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-audiencia-de-ana-de-hollanda-...

 

"No dia seguinte, um dos blogs mais críticos a Ana de Hollanda reuniu todos os expoentes dos autodenominados “ativistas”, com a desculpa de comentar a matéria classificando mais uma vez a ministra como uma tremenda “reaça”."

 

Mais uma vez, você fala de um blog mas não apresenta o link. Como eu não sei de que blog você está falando, vou arriscar:

http://foraanadehollanda.blogspot.com/

Entrem no blog, e leiam os argumentos de alguns dos críticos da Ana de Hollanda.

O azar da ministra é que os poucos argumentos favoráveis a ela são do naipe do Jair Alves...

 

"Mas, por que durante esses quase cem dias vestiram Ana de Hollanda, de Geni? Porque o que menos importa para os “ativistas”, é a Cultura e a Civilização; elas que se danem, ou não; já dizia o compositor e “super Ministro” lembrado, acima. O encontro entre os integrantes do MINC e as figurinhas da dessa onda Digital que deixa claro a que vieram. Todo o encontro foi gravado, e está disponível na Internet."

 

De que encontro você está falando? Se está gravado e está disponível na internet, será que você pode disponibilizar o link?

 

"Enquanto isso, a grande maioria dos Artistas, Estudiosos da Cultura e administradores da Área, arredios e cansados de discussões, histéricas e ainda atordoados, tentam entender o fenômeno midiático, Ana de Hollanda. Não há fenômeno, o que existe de fato é:

- Um ensaio geral, na tentativa de um Golpe De Direita ou de Esquerda; tanto faz. O resultado seria o mesmo; lamentável;

- Um atentado contra o Estado brasileiro, um abuso inconcebível contra a escolha de uma Presidenta eleita, legitimamente, há menos de seis meses."

 

Mais uma vez, tentam usar a Dilma como escudo, como se os ataques (merecidos) contra a ministra fossem um ataque à Presidenta. Sinto repetir pela terceira vez, mas nós só queremos a continuidade do Governo Lula.

 

"Por outro lado, os seus dirigentes precisam tomar cuidado para não permitir o surgimento de um outro caso, Celso Daniel, enigmático e ainda insolúvel. Ana de Hollanda é uma vitima, e não ré, dessa “patrulha”."

 

!!!!!

 

"Por fim, resta dizer que após o término de sua gestão, Ana de Hollanda voltará como sempre à sua atividade profissional, gravando seus sambas e falando com os seus amigos pelo telefone."

 

Espero que isso aconteça, o quanto antes.

 

 
 
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Jair Antonio Alves

Fake Foo,

Quando vocês, os ativistas da orla digital, deixarem de ser os office-boys da revolução talvez possamos  conversar de igual para igual, por enquanto vocês sempre se colocam como mensageios do povo, dos autores, dos artistas sem ao menos sê-los, a conversa fica dificil, impossivel até. A começar por nomear a mim como representante dos interesses da industria. Vai catar coquinho Fale Foo!!! Não sou o único a defender os interesses de um exercito de artistas, produtores individuais que estão á margem desse processo. Isso vale inclusive para o MINC nas suas direfentes equipes que estão sendo montadas para tocar o barco.

No interior de São Paulo tinha uma rádio que em seu noticiário do meio dia usava um bordão que o locutor com voz empolada dizia "se você não quer virar notícia não deixe acontecer". Tem gente jogando pesado e perigosamente. A qualquer momento a imprensa, a Velha Senhora, vai deixar de ser complacente com os ativistas e vai começar a soltar os cachorros pra cima deles. Vide só o que fizeram com o deputado Paulo Teixeira que entrou nessa gaiatice do CC. No epísódio Maria Bethania um dos "bandidos" da história escolhido pela imprensa é Hermano Viana, um dos combatentes da Ana de Hollanda nos primeiros momentos.

Quando aos vídeos do encontro ocorrido na FUNARTE-SO eles foram sim postados neste blogs, mas por alguma razão vão foram publicados. Sinceramente não sei a razão. Mas posso sim apresentar os links.

http://www.youtube.com/watch?v=_ehNKgrniTc

Posso te garantir, o vídeo não trás nenhuma novidade apenas o cardápio de frases feitas que municiaram e pelo visto ainda municiam, o embate que pretendem travar com a atual gestão do MINC. A postagem do video tem importância para aqueles que não não tomaram partido nesta peleja. É só pra ver que o peixe ainda costuma morrer pela boca. 

 

 
 
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Ivan Moraes

Pare de arrotar superioridade nesse blog, so ta deixando cheiro de complexo no ar.

Eh tanta ideia falsa, credo!  Aonde voce esta vendo alguem falar em nomes de artistas e musicos aqui?   DO MEU LADO?

Pode esquecer.  Estou falando de internet:  eh outro mundo.  A "colher de cha" de 300 anos sobre a qual nenhuma populacao do mundo foi consultada esta pra se acabar.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Marcos Tavares

"Não seria melhor estudar mais o tema antes de retirar a marca do site?

Não, porque é uma questão administrativa. Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs. Não tirei porque quis, não sou louca, consultei o setor jurídico. Como os outros ministros justificam isso, não me interessa, é problema deles. Mas eu estava entrando e precisava responder por isso."

Minha nossa. Quatro meses depois e ela ainda não quer nem aprender algo que leva cinco minutos pra entender, através de uma rápida pesquisa na internet.

Assim até parece má fé.

 
 
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Ivan Moraes

Parece nao.  Eh.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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cartelsbuz

Marcos e demais colegas, por favor, um aparte...

só por curiosidade... estava pensando...

quantas entrevistas essa senhora deu para blogs "sujos"? 20, 30? (ironia ON)

só as 10 melhores para lermos e balizarmos nossa opinião sobre ela...

(em tempo, a Dilma vai no encontro nacional de blogueiros progressistas, não vai?)

 
 
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Jair Antonio Alves

Má fé por que Ivan????

 
 
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Whatever

Porque eles gostam de posar de mudérnos...

 
 
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Ivan Moraes

"Quatro meses depois e ela ainda não quer nem aprender algo que leva cinco minutos pra entender, através de uma rápida pesquisa na internet".

O que ela disse a respeito do CC eh isso:

"Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs."

(Quem "falaram" isso, por sinal?  Ninguem sabe!)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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foo

"Quem está me acusando é o pessoal da cultura digital, disseram até que eu era ministra do Ecad... O digital é uma ferramenta para os artistas, temos que usar e usar bem. Mas é preciso que seja respeitado o criador que vive da sua criação. Não pode ser oito nem 80."

Concordo com a ministra -- não pode ser 8 nem 80.

O problema é que, na escala da liberdade versus controle, a lei já está no 80 -- é uma das mais restritivas do mundo. O que "o pessoal da cultura digital" pede é a flexibilização, chegar mais perto do 40 ou 50.

Infelizmente o Ecad, a MPAA, a RIAA, a Indústria e o Governo dos EUA querem manter a lei no 80, e, se possível, saltar logo para o 100. E estão exercendo a função deles, que é proteger seus interesses!

Mas quem defende os interesses da sociedade? Quem defende o direito de termos composições dos anos 60 em domínio público? Certamente não será a Indústria, e também não a Ana de Hollanda, que só consegue enxergar a cultura pela ótica do mercado.

 
 
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foo

"Acho que foi descabida a reação orquestrada, e está ficando claro que não tem muito fundamento..." 

A Ana de Hollanda ainda não entendeu a internet.

O movimento não tem nada de orquestrado.

Da mesma forma como centenas de blogueiros independentes se uniram para apoiar a Dilma, desmontando os factóides a cada dia, ela (Ana de Hollanda) está sendo alvo de críticas de pessoas comuns, indignadas com o alinhamento da ministra na questão da propriedade intelectual.

 

Nós só apontamos para o fato de que a ministra está promovendo um retrocesso em 8 anos de políticas do Governo Lula. O Ecad, a MPAA, e o Secretário de Comércio dos EUA agradecem.

"Tem uma garotada que se deixou levar por essa desinformação. Isso está sendo superado à medida em que estamos mostrando o trabalho."A ministra insiste em desqualificar as críticas, e como não tem dados concretos, usa termos vagos como "desinformação". Quando perguntam do Ecad, ela se embanana toda, diz que "é uma questão delicada".Por que é que a Ministra não diz logo que interesses representa?

 
 
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Gesil Amarante II

"(...) O problema do Creative Commons é que não prevê o pagamento a quem cria (...)"

Será que ela sabe que isso não é obrigatório para todos e que, se EU quero liberar minha criação sem cobrar e usar as licenças da CC, eu devo poder escolher isso sem problemas. Porque o pagamento deve ser elevado à categora de valor intocável. O quê o site do ministério vai comercializar??

Dado o poder e o histórico descaso para com a cultura brasileira da indústria fonográfica, por exemplo, porque não defender os direitos dos artistas dos abusos deles, ao invés de cessar a aliança para com um movimento (não é só uma ONG) que pode servir para favorecer os artistas. O princípio de defesa preferencial pelo estado do mais fraco vai para onde? O interesse da difusão da cultura brasileira e sua valorização em contraposição ao que as gravadoras fazem não deveria estar acima das preocupações com a saúde destas gravadoras que, em sua grande maioria, empurram lixo importado? Quem são realmente os piratas aqui? 

 
 
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Jair Antonio Alves

Fake Foo,

 

Fica dificil responder a você pois não se tem a menor idéia de sua atividade profissional e e se tem de fato alguma legitimidade para falar em nome de quem quer que seja. Eu falo, se não por todos, ao menos falo por um grupo grande profissionais de teatro, musica, cinema, artes plásticas que estão sim preocupados com o liberou geral. Até porque em nome exatamente de quem falam os que defendem o CC? Pois então sigamos.

O mercado existe apesar da sua cegueira. Estamos falando graças a um instrumento, ou vários, do mercado (provedor, linhas telefonica, sites e blogs patrocinados com dinheuro de empresas públicas etc). A maioria dos bens materiais quem envolvem a comunicação virtual custa muito caro, inclusive sistema operacionais, que você já sabe e nem preciso dizer.

 

Afirmo, é uma besteira sem tamanho você afirmar que o Mercado é inimigo (ou amigo para alguns). Se você quiser iniciar uma cruzada contra a propriedade privada conte comigo, mas peço que traga um conteudo menos panfletário e com argumentos que consiga comover os deputados e senadores que são responsáveis pela constituição brasileira. Venha quente por que estamos fervendo. Nominar Ana de Hollanda como representante do mercado (no seu caso quer dizer dos empresários) é no mínimo de um amadorismo singular.

 

Mas a discussão continua, claro.

 

E o Ivan por onde anda? Por certo eu conheço mais sobre a cidade dormitório que ele vive no estado de NJ do que ele de cultura no Brasil. Falo dos que fazem cultura.

 

 

 
 
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meiradarocha

Mais uma vez a confusão proposital de chamar informação digital de "propriedade". Copyright é uma "colher de chá" sobre a qual a maioria da poopulação não é consultada desde 1703. Além disso, copiar não tira a "propriedade" de ninguém!

 
 
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Whatever

Quem parece um pouco confuso é vc, que num mandrake monstro acha que a informação é algo neutro, sem valor, em uma sociedade capitalista.

Seria bom estudar um pouquinho o que o Marx chama de "general intellect"...

 
 
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Edmilson Fidelis

Puxa vida! Eu até queria comentar alguma coisa, mas pelo que o Jair diz eu não tenho legitimidade para falar em nome de ninguem  e sendo assim tenho que ouvir calado.

Oi "Fake Foo", será que poderíamos fazer um grupo para atender os requisitos do Jair e entrar na discussão? Já seremos dois.

Oi Ivan, cadê você? Por certo deve estar dormindo...

Ah! Minha atividade profissional e no ramo da tecnologia de informação. Será que isto me credencia a dar uns palpites, mesmo que eu não cante, faça poesias ou  componha músicas?

Eu faço algumas rotinas de programação que soam como música aos meus ouvidos. Isto é o bastante?

Ah! Na maioria dos casos eu trabalho como terceirizado, sou seja, as músicas, digo, rotinas de programação não me pertencem de fato.

Ah! Eu também me acho artista quando toco uns acordes no meu violão. Isto conta ponto para eu poder entrar na discussão?

Falando em sistemas operacionais caros, acho que você já encontra excelentes sistemas operacionais gratuitos.

Falando em mercado, onde o consumidor (opa! olha eu ai!) entra no mercado da cultura?

Na parte que paga o que for pedido ou desista?

Pensando bem é melhor deixar a temperatura baixar um pouco. Materiais em fervura costumam causar graves acidentes.

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

 
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Ivan Moraes

Ele partiu pra desqualificacao quando nao foi capaz de replicar o mais simples argumento de todos, que a ministra teve ma fe ao lidar com o CC e que esta espalhando falsidades a respeito dele.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Ivan Moraes

Pelo contrario, voce sabe tao bem sobre minha cidade quanto sabe sobre o que finge saber.  Se conhecesse nao chamaria de "cidade dormitorio" a cidade que esta em numero 75 de qualidade de vida dos Estados Unidos, ne?

Direito autoral nao eh direito digital, por sinal.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Jair Antonio Alves

Está bom Ivan,

 

E o que você conhece de Direito Autoral incluindo história e conceituação nas atividades artísticas teatro, música eliteratura. Só pra ficar nesses seguimentos que são mais representativos. E ainda não respondeu porque houve má fé na retirada da picaretagem conhecida por CC.

 

Jair

 

(*) aproveito para perguntar aos demais codoídos com os meus questionamentos o que sabem a respeito dos compositores das escolas de samba carioca, do samba brasileiro em geral. Vamos lá.

 
 
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Ivan Moraes

"E o que você conhece de Direito Autoral incluindo história e conceituação nas atividades artísticas teatro, música eliteratura. Só pra ficar nesses seguimentos que são mais representativos":

"Representativos" para quem?  Nada disso me interessa.  Eu estou falando exclusivamente de informacao digital.

"E ainda não respondeu porque houve má fé na retirada da picaretagem conhecida por CC":

Nao, voce ta mudando o assunto.  Pela terceira vez, leia o que ela disse depois de 4 meses no cargo.  A unica objecao dela nao eh especificada, eh que o "servico" que o CC "presta" eh gratis e facultativo.  Eh o "gratis e facultativo" que incomoda, mas ela nao o diz.  Tirar o logo do CC de la foi um ato burro, e eh contra politica herdada de Lula.

O que ela disse a respeito do CC eh isso:

"Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs."

(Quem "falaram" isso, por sinal?  Ninguem sabe!)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Ivan Moraes

Nao tente me acertar a c abeca com algum "amor" inexistente, e de fato, impossivel, pelo samba.  Nunca tive.  Especificos culturais nao me interessam.  Sou digital.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 

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