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A nova crise financeira mundialEnviado por luisnassif, sab, 19/03/2011 - 14:00Por Ana Cruzzeli Nassif, Há algo pior que não é colocado nesse texto, é colocado mas de maneira lateral e no meu ponto de vista nesse momento é o mais importante, pois é muito grave. Concordo com tudo que o Sr.David Swanson colocou sobre o Obama, ele é uma farsa sem duvida. Tem muito poder poderia ter feito muito mas não, se rendeu aos poderosos ele simplesmente foi criado nesse ambiente e dele senti prazer e não quer perder. O Obama é imperiarista e não quer ver sua nação perder poder mundial nem que para isso deva ter o sofrimento dos seus patriotas e de outras patrias também. O que me preocupa é que se encena uma nova crise financeira, há um novo finaciamento Ponzi sendo inflado. Muitos economistas estadunidense já advertiam que isso aconteceria se os SF dos EU não fosse regulado, vigiado, guardado. Eles fizeram manisfesto escrito e o publicaram para advertir sobre o perigo que se encaminhava. O Obama nada fez e pelo visto nada fará na verdade foi ele que criou a nova bolha. Muitos dizem que o preço das commodities é financiamento Ponzi, sendo assim logo logo vai estourar e os bancos privados estadunidenses vão precisar novamente de ajuda financeira que certamente o povo dos EUA não permitirá, pois a cota de sacrificio já foi grande demais e a promessa no passado não foi cumprida , a de proteger o povo. Na minha humilde opinião a Dilma e o Guido já perceberam essa bolha já em 2010 e os recem-ajustes são justamente para o que está por vir. Outro fato que me chama a atenção é que o Lula sempre brigou pela reformulação da ONU, contudo a politica externa da Dilma está muita concentrada nisso, mostrando que eles já percebem o que está por vir. Se novas intervenção em países acontecerem a crise financeira se agravará e os EU serão os diretamente afetados e o Obama novamente não está a proteger os seus co-cidadãos, isso é muito triste. Venho fazendo campanha, quero participar com o governo para uma pressão junto a ONU, temos que apoiar mais do que nunca uma reformulação nessa instituição. Vou dar a minha contribuição, meu trabalho de formiguinha junto a minha comunidade em Samambaia, em Taguantinga em toda a Brasilia para que isso ocorra. Esse é um trabalho lento, o resultado não será imediato o maior será dos trabalhos será do Lula e do governo Dilma. Precisamos mostrar a eles que nós estamos entendendo a importancia dessa luta. Esse dois sozinhos não terão sucesso se toda a nação não os apoiar nessa que pode ser a ultima esperança de paz para o mundo. A ONU precisa se reformular o mais rapidamente possivel.
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Comentários + votados
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Fernando Augusto Botelho - RJ
19/03/2011 - 14:46
...os bancos privados estadunidenses vão precisar novamente de ajuda financeira que certamente o povo dos EUA não permitirá...
Tenho minhas dúvidas quanto a capacidade de reação popular nos EUA,...
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Luiz Horacio
19/03/2011 - 14:57
Como a autora mesmo afirmou (pelo menos o texto permite essa leitura), David Swanson deve ser uma farsa. Parece aquele outro blogueiro que também surtou, e investiu contra a Dilma, dizendo que ela...
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Ivan Moraes
19/03/2011 - 15:12
(A nova crise financeira ja comecou. Eh a financeirizacao da comida mundial --em conjuncao com uma "crise" artificial de energia, isso vai causar um caos enorme no mundo inteiro.
Fui comprar...
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Fernando Augusto Botelho - RJ
19/03/2011 - 15:59
DESCULPE POR POSTAR UM TEXTO TÃO LONGO, MAS ACHO QUE VALE A PENA, E TAMBÉM GRIFEI ALGUMAS PARTES.
Graccho Maciel
Embora o país esteja protegido por uma lei que pune os...
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Patricia R
19/03/2011 - 17:26
Fernando, o texto é longo, mas é muito bom. Já tinha conhecimento dessa história do FED, há um documentário sobre ela no youtube.
No que se refere ao Obama, sugiro um debate maior para saber até que...
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Luana
19/03/2011 - 17:35
A importância de loas que está sendo dada a visita de Obama ao Brasil é da mídia nativa, sobretudo O Globo, mas o fato é que o NYT, LAN, e WP não estão dando importância, todos estão abordando a...
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Antonio Carlos Silva - RJ
19/03/2011 - 17:44
Com crise ou sem crise mundial o Brasil terá que procurar urgentemente um acordo teconológico-militar com a Africa do Sul, India e Argentina para defendermos o Pré-Sal e a Amazônia .
Que a...
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Go Oliveria
19/03/2011 - 17:50
...é, mas o império já está se garantindo com a compra antecipada do pré-sal daqui. Provavelmente irá fazer estoque por lá, impedir outros países de comprar e, ainda, jogar este petróleo na sua...
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Shirley Prates
19/03/2011 - 17:54
Nassif,
Não há cobertura internacional para a visita de Obama ao Brasil, está restrita à mídia nativa, destaque para a babaovice de O Globo. A cobertura está no ataque à Líbia.
A...
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mariazinha
19/03/2011 - 18:06
É mesmo, caro. Eles não são dígnos; são predadores e nã respeitam ninguém.
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Dê
19/03/2011 - 18:09
Ivan, fez vc muito bem. Se todos agissem assim, muita coisa poderia ser mudada. Infelizmente não temos ainda este espírito de boicote. O povo ainda não conhece seu poder. ...
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Ivan Moraes
19/03/2011 - 18:35
"Ou seria Obama, como colocou reportagem de Carta Capital, o homem certo na hora errada, no país errado?":
Acertou em cheio.
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Andre Araujo
19/03/2011 - 19:44
O Fderal Reserve System é administrado por 7 Governadores NOMEADOS pelo Presidente dos EUA com aprovação do Senado. Não é particular, é publico. Os 12 bancos regionais que compõe o sistema tem...
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Ale AR
19/03/2011 - 18:04
"A história das crises já mostrou sua causa básica – a liberdade de definir preços gera a especulação, daí eles sobem como foguetes até que explodem, e pagam os que não estavam no jogo...
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obama é imperialista?
Pergunte ao povo hondurenho se ele não o é.
...os bancos privados estadunidenses vão precisar novamente de ajuda financeira que certamente o povo dos EUA não permitirá...
Tenho minhas dúvidas quanto a capacidade de reação popular nos EUA, mesmo reconhecendo que em determinados momentos ela se mostrou poderosa, como agora no estado de Wisconsin, ou nos anos 60, nos movimentos contra o racismo e a Guerra do Vietnã.
O sistema político-eleitoral é uma verdadeira plutocracia, construído para não haver mesmo participação popular.
Mesmo havendo liberdade para criação de partidos, na prática funciona um bipartidarismo, no qual a plutocracia, finge haver alternancia de poder.
Apenas em dois momentos na história houve divisão nas elites dos EUA, quando da abolição ou não da escravatura, com Abraham Lincoln, e na reação à crise de 1929, com Franklin Roosevelt.
Num sistema no qual o é voto facultativo, e a maioria da população não tem título de eleitor, e na maioria dos EUA sequer é feriado, o trabalhador tem que pedir ao patrão para se ausentar do trabalho para votar, portanto muito pouca gente vota nos EUA, mais o branco de classe média, e no caso do legislativo a abstenção é muito maior, num sistema distrital elitista e excludente. Além de haver muita fraude eleitoral.
Os meios de comunicação são um elemento muito importante de controle social para esta plutocracia que governa os EUA e de certa forma o mundo.
A Crise do Subprime explicada:
http://www.youtube.com/watch?v=ahCcg2NoR9s
Como a autora mesmo afirmou (pelo menos o texto permite essa leitura), David Swanson deve ser uma farsa. Parece aquele outro blogueiro que também surtou, e investiu contra a Dilma, dizendo que ela tinha fechado com a imprensa tradicional, que não dava atenção aos blogueiros "sujos", etc.
Agora, quanto às críticas diretas, se essa mesma severidade fosse usada contra outros presidentes, de outros países, por exemplo, Lula no Brasil, já pensou quanta coisa essa severidade diria?
E sem discussão...
Não Luiz, o texto diz que "Obama é uma farsa".
Não senhor, leia novamente, o texto diz "ele é uma farsa". Não há referência anterior a David Swanson e não sou obrigado a saber quem é. Na verdade há uma dúvida, uma ambiguidade, porque o pronome nesse caso pode-se referir tanto ao David quanto ao Obama. O texto todo nesse trecho:
"Há algo pior que não é colocado nesse texto, é colocado mas de maneira lateral e no meu ponto de vista nesse momento é o mais importante, pois é muito grave. Concordo com tudo que o Sr. David Swanson colocou sobre o Obama, ele é uma farsa sem duvida."
(A nova crise financeira ja comecou. Eh a financeirizacao da comida mundial --em conjuncao com uma "crise" artificial de energia, isso vai causar um caos enorme no mundo inteiro.
Fui comprar abobrinhas ontem. Duas. Tava a mais de 7 dolares. Nao comprei.)
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
abobrinhas! ótimo, cara! para que ir na feira quando o assunto que mais dá audiência por aqui é maria bethania. a única opinião sobre o leite materno contaminado em mt foi dum cara reclamando que não há opiniões. no entanto, maria bethania é discutida enfaticamente. é patético. não gaste sua grana com abobrinhas de feira física, cate um punhado por aqui e faça um belo e saboroso escondidinho para o domingão.
(Bethania? Nao toco nesse assunto de maneira nenhuma! Ela esta certa, tem projeto, tem plano aprovado, tem funding, tem fama, tem sucesso, tem talento. Detesto poemas, mas eh problema meu. Ela esta certissima.)
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Ivan, fez vc muito bem. Se todos agissem assim, muita coisa poderia ser mudada. Infelizmente não temos ainda este espírito de boicote. O povo ainda não conhece seu poder. Outro dia fui fazer compras e encontrei o leite de soja que costumamos usar aqui em casa bem acima do valor normal, não comprei. Não há nada que justifique um aumento deste. Aí, ao meu lado, um senhor pegou alguns litros, eu aproveitei para comentar como que estava caro e ele me respondeu....."fazer o quê?" ....oras, fazer o quê?? Não comprar...existem outras marcas e existem outros produtos que podemos consumir enquanto o produtor insistir em deixar o leite dele caro....deixe tudo ali, nas prateleiras. Mas, infelizmente nós, os consumidores, não temos este comportamento...o duro é que se for para 50 reais, ainda vai ter gente que vai comprar respondendo...fazer o quê?!!!
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
com crise ou sem crise, as 19hs tô no casamento da Juliana. Juliana, filha dúm amigo bancário meu, parece com a filhinha do cara dos simpsons só que mil vezes melhor. ela é uma figurinha e vai casa com o Caio vendedor de alizador de cabelos! bela dupla que com crise ou sem crise tão mandando bala. vamos tomar todas na festa (na igreja num vô nem a páu juvenál) e, na hora de pagar o pedacinho da gravata do Caio vou dar 100 yuanes (dólar virou papel higiênico folha simples áspera que nem o obama usam, só a hillary) e falar: promete que se ganhar na megasena vai continuar ao lado da jujú (Juliana)? se responder que sim, êle tá lôco e tá certo em casar. e que sejam felizes para sempre!
DESCULPE POR POSTAR UM TEXTO TÃO LONGO, MAS ACHO QUE VALE A PENA, E TAMBÉM GRIFEI ALGUMAS PARTES.
Graccho Maciel
Embora o país esteja protegido por uma lei que pune os especuladores, coisa que não acontece mais nos Estados Unidos, torna indisponíveis seus bens, e no caso de bancos o governo faz, como já fez, retira os depositantes que nada têm a ver com a crise e os ativos do banco considerados bons, e os passa todos a um novo banco que substitui o antigo, "e o que resta de podre deixa lá e espera virar pó"(Gustavo Franco, ex-Presidente do Banco Central doBrasil em entrevista à Globo News em 20 de fevereiro de 2009)
Apesar de todas as explicações dos doutores, de todas as páginas escritas sobre o funcionamento da economia, nada é falado ou escrito sobre o fato de que a impressão de moeda gerar um dinheiro cujo custo é muito inferior ao valor pelo qual é distribuído e posto em circulação. Nos países em que o Banco Central faz parte do Governo, esta diferença fica para o Banco Central e para o Ministério da Fazenda ou seu equivalente, e nunca se prestou conta dele. Deve-se pensar nisso muito seriamente ou "devemos esquecer"???.
Nos países onde o Banco Central é privado, como nos Estados Unidos – o FED – e outros países, o lucro deve ficar para os donos do Banco, pelo menos até prova em contrário.
No caso do FED, ele foi criado em 1781 como Banco da América do Norte, e depois de passar por vários nomes e funções a cada vez que havia um pânico bancário, foi transformado em banco central com a função de combater os pânicos bancários ocorridos em 1873, 1893, e 1907. Satisfazendo uma forte demanda para criação de um sistema bancário centralizado seguindo a influência de Alexander Hamilton que propunha "um governo central forte com um banco central supervisionado por uma elite rica", indo contra a opinião de Thomas Jefferson que sabia, pela história européia, que um banco central se tornaria rapidamente o controlador da nação sobre passando seu governo. Jefferson apontava a experiência britânica dizendo que "dinheiro não podia ser criado por mágica a partir do nada". Para ele todo dinheiro deveria ter lastro metálico – ouro, prata ou cobre. Mas não foi ouvido.
A criação do FED é digna de histórias de mistério. Um de seus criadores, J. P. Morgan, retornou ao Estados Unidos em 1907 e espalhou a notícia que um pequeno banco de Nova York, o Knickerbocker, estaria insolvente. A corrida ao banco por seus depositantes criou um pânico que se espalhou por outros e gerou a crise de 1907. O estudo dos pânicos de 1873, 1983 e 1907 indica que eles foram operados por banqueiros internacionais em seu próprio proveito.
O FED não escapa a estas manipulações. Sua criação foi decidida numa viagem secreta à ilha Jekill, como escreveu Frank Vanderlip um dosparticipantes, referindo-se a uma viagem"secreta" na noite de 1910 de sete homens reunindo talvez 30% de toda riqueza do mundo. Os empregados da ilha foram dispensados e substituídos por outros para manter o segredo, como conta o escritor Ralph Epperson na biografia de Morgan.
Os sete participantes eram o próprio Vanderlip, representante da firma de Khun, Loeb & Company e seu sócio Paul Moritz Warburg, também representante dos Rothschild europeus; de William Rockefeller e Jacob Schiff, milionários do petróleo; do secretário do tesouro Abraham Piatt Andrew que era conivente com as manipulações; de Henry P. Davidson, sócio da J.P. Morgan Company; o presidente do primeiro banco de Nova York, dominado por Morgan, Charles D. Norton; Benjamin Strong, braço direito de Morgan; e o senador republicano Nelson W. Aldrich associado a J.P. Morgan e sogro de John D. Rockfeller Jr. Este grupo permaneceu na ilha por uma semana e preparou a reforma bancária que gerou depois o FED.
O presidente da Universidade de Princenton, Woodrow Wilson, apresentou uma solução ao pânico financeiro: "O problema podia ser evitado se nomeássemos um comitê de seis ou sete homens de espírito público como J.P. Morgan, para cuidar dos negócios do nosso país". Assim o povo americano foi condicionado a aceitar a solução oferecida por aqueles que causaram todos aqueles eventos. Havia só um problema: Wilson estava perdendo nas pesquisas de voto. Os banqueiros convenceram a Theodore Teddy Roosevelt a concorrer por outro partido tirando votos do provável ganhador, o republicano Taft. E assim Wilson ganhou a eleição por poucos votos, mas logo que eleito assinou o Ato do Banco Central criando o FED dois dias antes do Natal quando vários parlamentares já estavam de férias. (conforme Eustace Mullis, biógrafo dos fundadores do FED)
Apesar do nome Federal, o FED não pertence ao governo americano. Ele é dominado por outros bancos como o Chase Manhatan com 32,35% das ações, o Citibank com 20,51%, que detém o controle majoritário conforme relatório de 1997 do pesquisador Eric Samuelson.
Com a instalação do Banco Central ou FED. Ele passa a ter o monopólio da impressão de moeda, ganhando fortunas a cada emissão que vai para os bancos dos seus donos.
Em 2002 o volume estimado de dólares postos em circulação pelo FED era quase quatro vezes o valor do PIB americano. Grande parte estava no estrangeiro forçado pelos banqueiros que também têm bancos em outros países. Com o tempo os dólares foram voltando e os bancos na América ficaram com excesso de papel moeda. Conseguiram forçar o governo a abolir um decreto criado em 1933 que impedia os bancos de operar com transações imobiliárias, já em consequência do grande pânico de 1929. A partir daí, em 1999 forçando Bill Clinton a anular o decreto de 1933, os bancos passaram a emprestar com um mínimo de garantias gerando as dívidas imobiliárias – sub prime- que não foram pagas.
O resto já se conhece. Os bancos anunciaram a inadimplência e suas falências. O governo prontamente entregou a eles de novo todo o dinheiro que eles "perderam". Assim eles ganham duas vezes, quando o dinheiro é impresso e posto em circulação e quando o governo faz a doação...e ainda retém a posse das residências financiadas cujos compradores são despejados.
Sem dinheiro não há mais crédito. Sem crédito as empresas encolhem e demitem. Sem comércio os países emergentes voltam para seu lugar de pedintes subordinados ao capital internacional.
E esta é a "CRISE".
Os Grandes Bancos receberam grandes quantias de dinheiro do governo(exceção do Lehman Brothers, talvez porque não fosse da família), e os devedores inadimplentes correm o risco de perder ou já estão perdendo suas casas.
As consequências no mercado foram a redução dos créditos e do dinheiro em circulação, o que diminuiu as vendas. Reduzindo as vendas as empresas reduzem a produção e demitem funcionários. As demissões reduzem a renda disponível que reduz os créditos e o dinheiro em circulação e o ciclo volta ao começo afundando cada vez mais, até que empresas fecham, a "perigosa concorrência" dos países emergentes quase acaba ou, pelo menos, se reduz a um nível que não põe em risco a hegemonia do império americano. E o LIVRE MERCADO espera ansiosamente pela aplicação dos três planos de governo para salvar a mesma economia que ele não devia intervir...
Será que estas são as conclusões de um anti-americanista, ou simpatizante de Hugo Chavez, ou um socialista radical,???
Nada disso. Apenas um leitor dos fatos históricos que aprendeu nos seus muitos anos de oficial do exército a buscar neles as intenções por trás da notícia, da política internacional e de ações semelhantes durante séculos.
O livro Capitalismo para Principiantes de Lekachman., mostra a evolução das crises financeiras ao longo do século XX: 1903 Pânico do Homem Rico,seguido do Pânico de 1907, a Depressão pós guerra de 1920, a Grande Depressão de 1929/30, o Crescimento da economia com a segunda guerra e a Média Recessão de 1949, o crescimento até 1973 quando o livro é publicado e seguem-se as recentes crises dos anos 80, depois 90, depois 2000 e esta agora que parece crescer. Muitos analistas estão dizendo que Marx tinha razão ao dizer que o capitalismo era um sistema em permanente estado de desequilíbrio o que levaria a crises periódicas, e talvez estejam certos.
Mais atual e que se dedica a descrever todas as crises financeiras é o Salve-se Quem Puder de Chancellor. Inicia contando a história de uma crise de 1690 conhecida como a crise de Exchange Alley, uma rua estreita na City de Londres onde se negociavam os papéis das Companhias das Índias que, por pura especulação, quebrou a bolsa e muitos aplicadores. Não satisfeitos, em 1719 o escocês John Law, talvez o maior financista de todos os tempo, lançava na França seu famoso sistema que se baseava na sua Mississippi Company que controlava todo o território da Luisiana Francesa, cerca de metade do território americano de hoje. Para ele dinheiro incluía papel-moeda, obrigações, notas de crédito e ações de empresas. O resultado que conseguiu fi provocar um surto de especulação na França provocando inveja aos ingleses do outro lado do canal da Mancha que reagiram rápido: se aempresa de Law tinha o nome de um rio, a inglesa seria o mar, e foi criada a Companhia dos Mares do Sul, a famosa South Sea, com enormes promessas de lucros fabulosos no Atlântico e no Pacífico. As novas fortunas geradas do nada, apenas da crença num grande lucro final, criou na França a palavramillionaire que todos conhecem...
Até o dia em que o experto e avarento comerciante de papel, Thomas Guy começou a vender suas ações da South Sea. Ele vendeu 54 mil libras em valor nominal em ações por 234 mil libras. Ate o famoso Sir Isaac Newton tinha 7 mil libras da South Sea e dizem que haveria respondido"Sei calcular os movimentos dos astros celestes mas não a loucura das pessoas". No rastro da South Sea várias companhias novas apreciam prometendo lucros astronômicos que não se realizavam e seus investidores perdiam tudo. Eram até chamadas de Bubble Companies, companhias bolhas...Até uma com o nome de Terra Australis Companny foi criada cinqüenta anos antes da Austrália ser descoberta...
O ganho fácil derivado da descoberta de novas terras ao sul, o ouro e a prata tomados dos índios, e as plantações de algodão e fumo deram base a muitos investimentos, porém, os preços das ações e dos títulos negociados superavam qualquer valor minimamente razoável. Os novos ricos exibiam sua riqueza comprando casas, carruagens, casacas bordadas a ouro, e relógios para suas esposas e amantes, além de inflacionar em mais de cinqüenta vezes os alugueis. Em setembro de 1720 as ações da South Sea começaram a cair e arrastou as das outras empresas bolha, levando todo o mercado de ladeira abaixo. Ninguém mais acreditava que ele tivesse fundos para pagar dividendos de 50%, depois abaixo disso, depois nenhum...e assim, a South Sea quebrou. Um de seus analistas designava a South Sea como um sonho dourado como a bolha da Mississipi, a Mania das Ferrovias de 1845, o boom da Souq Al-Manakh em 1982 e o mercado dos junk bonds na década de 1980. o especulador sonhador é visto como alguém que abriu mão de sua razão e de sua riqueza perseguindo o fantasma da fortuna, que só se materializa para os espertos...
Daniel Defoe, o célebre escritor, aconselhou a todos que tivessem calma e que não interferissem mais no processo da South Sea. Defoe escreveu um artigo recomendando calma, alegando que "Em um corpo doente, quando a massa do sangue é corrompida, quando a constituição do corpo é subvertida, o paciente não encontra benefícios na medicina, devendo ser deixado à mercê da natureza para a vida ou para a morte"(CHANCELLOR – pag110).
Estamos assistindo de novo o corpo sócio-econômico do ocidente apresentar febre alta, tumores e todas as manifestações de doença grave. Porém, ao contrário de Defoe, os governos estão fazendo o possível para não verem repetir as cenas de desemprego da depressão de 1929/30, que os filmes de cinema ainda preservam em toda sua selvageria e crueza. Mas o sistema não muda. Os remédios apenas se repetem, os médicos da economia não sabem pensar diferente. Se você acha que é exagero, leia o relato de uma crise e dos remédios tomados e compare com a atual, compare Kenedy com Obama:
Kennedy assumiu o poder quando a quarta depressão da economia nacional, ocorrida depois da Segunda Guerra Mundial, atingia o ponto mais baixo. Numa série de dramáticas entrevistas ele enunciou extenso rol de medidas destinadas a inverter o curso dos acontecimentos. O fato de ter a atividade econômica começado a expandir-se novamente, antes de se haver efetivado qualquer dessas medidas, é citado como prova de que elas de nada adiantaram; e inversamente, a força da recuperação nos primeiros meses é mencionada como evidência de que a receita foi não só adequada mas benéfica.
Pondo de parte tais argumentos, pode-se perguntar: o programa de Kennedy diferia substancialmente do proposto por Eisenhower, em circunstâncias semelhantes, no inverno de 1958? A resposta esclarece muito a respeito da administração Kennedy. Abstraídas as providências irrelevantes, como uma presteza maior nas restituições dos impostos pagos a mais (medida tomada igualmente por Eisenhower), a essência da ofensiva de Kennedy estava em acelerar as compras e obras pelas repartições do Governo Federal, dentro dos programas já aprovados pelo Congresso.' Outras medidas importantes foram os estímulos especiais à construção e compra de casas e o prosseguimento temporário da compensação por desemprego aos trabalhadores desempregados que haviam gasto o auxílio pecuniário recebido. Além disso, o Governo conseguiu persuadir a Junta de Reserva Federal, a conter a subida das taxas de juro sobre os empréstimos a longo prazo, estimulando, com isso, empréstimos e gastos extraordinários.
Com a bênção do Presidente, o Congresso aprovou um crédito de 394 milhões de dólares para ajudar as regiões de desemprego crônico. Isto, porém, fora um item característico do cardápio legislativo do Partido Democrata durante vários anos; não era novidade. O Governo também obteve aumentodos benefícios do seguro social, assim como um acréscimo no valor e na extensão do salário mínimo. Por maiores que sejam as virtudes sociais e humanitárias de ambas essas medidas, nenhuma delas poderia ser classificada como de combate à recessão. A melhoria do seguro social não proporcionava aumento líquido do poder aquisitivo, porque era paga posteriormente com impostos mais elevados. Deste modo, os dólares recebidos a mais, pelos velhos, eram, em última instância, compensados pelos dólares adicionais que os empregados e empregadores desembolsavam. Da mesma forma, o aumento do salário mínimo importava em redistribuição das rendas, mas nada acrescentava ao total delas. Neste caso, alguns empresários entregavam dólares a alguns trabalhadores. Na realidade, em período de desemprego relativamente elevado, o aumento do salário mínimo provavelmente reduzia ainda mais os em pregos, uma vez que estimulava os empregadores a dispensar os trabalhadores "marginais".
Em que diferia deste, o modo de Eisenhower tratar a questão três anos antes? Ele também confiou num ritmo acelerado das despesas já aprovadas. Também solicitou e obteve para os trabalhadores desempregados auxílio financeiro extraordinário. Aprovou várias medidas destinadas a fomentar a construção de moradia. E uma mais compassiva Junta de Reserva Federal investiu agressivamente contra as taxas de juro sobre os empréstimos a curto prazo, em conseqüência de que o custo do dinheiro tomado a longo prazo também caiu, e até mais abruptamente do que nos primeiros meses da recuperação promovida por Kennedy.
Tanto o plano de Eisenhower como o de Kennedy, caracterizaram-se pelo fato de chegarem demasiado tarde, de terem feito sentir os respectivos impactos quando já haviam invertido a própria marcha os colapsos a cuja reversão se destinavam. É claro que isto não se deu por culpa de Kennedy; ele iniciou seu período presidencial no fim da recessão. Ambos os programas aumentaram as despesas federais, e isto ajudou a intensificar a recuperação. As despesas de Kennedy foram maiores, mas a diferença residiu em grande parte nos gastos com a defesa, que a maioria dos homens de negócio considera irrepreensíveis.
Em suma, afora as medidas que pouco, senão nada, tinham que ver com a recessão, o programa da Nova Fronteira foi, no essencial, copiado do modeloanterior de Eisenhower. Realmente, um -estudo feito por Wilfred Lewis Jr. para a Brookings Institution, conclui que "as ações de sentido puramente contra-recessão", praticadas por Kennedy, "não foram muito diferentes das que se empreenderam nas duas recuperações anteriores". Depois que a administração de Eisenhower, eleito pelo mais importante setor dos negócios, presidiu àquelas duas recuperações anteriores, seu modo de tratar a questão constitui um bom indicador do que a maioria das grandes empresas realmente deseja do Governo ou aceitará dele. E uma vez que as ofensivas de Kennedy e de Eisenhower contra a recessão eram semelhantes, o programa de Kennedy não podia causar legítima preocupação, a não ser aos líderes empresariais incapazes de distinguir a aparência da realidade. (NOSSITER, B., 1964 – pág 9/10)
Hoje a taxa de juros dos Estados Unidos é próxima de Zero. As medidas do atual presidente Barack Obama parecem estar muito próximas das anteriores, provavelmente porque as crises são semelhantes, frutos de uma especulação financeira sem punições.
Está mais do que na hora de repensarmos a economia, a economia tal como é ensinada nas escolas, falada nas entrevistas e acreditada como espelho da realidade. Seus manuais e seus arautos já não encontram outros ouvintes senão seus próprios irmãos de crença sustentados pelos interessados em que as estruturas voltem ao que eram antes e, para isso, pressionam os governos –seus devedores- para emitir mais moeda e distribuir aos bancos falidos caso contrário os depositantes sem culpa pagarão o prejuízo.
Quando sabemos dos males causados por nossas ações podemos mudar. Se necessário podemos estudar tudo de novo e encontrar uma nova explicação para o mundo mais adequada que as anteriores. Foi assim com todos os criadores dos avanços científicos, Copérnico, Galileu, Kepler, Isaac Newton, até Einstein. Lamentavelmente, as explicações básicas de como a sociedade humana produz e troca mercadorias usando a moeda continuam tão arcaicas como quando foram criadas. Ainda se repete a fantasia do livre mercado e a trajetória dos preços como resultantes de duas forças.
Chega às raias do ridículo. Basta comparar as teorias com o que fazem governos, empresas e sociedade em geral.
Agora o Governo americano está sendo ansiosamente esperado para que continue a salvar a economia de seu país, porque o Livre Mercado está viajando...
Os preços do petróleo continuam a ser manipulados pelas sete irmãs, as maiores empresas de petróleo do mundo, com objetivos pouco revelados; um deles talvez o de quebrar a resistência do "louco" Hugo Chavez e mais ainda agora do Evo Morales, asa atitudes "reacionárias" do Presidente Correa do Equador, e mais outros. Afinal, estes emergentes estavam muito senhores de si, como se não fossem mais aquelas colônias submissas ao poder dos senhores do mundo...Se não for manipulação como explicar um produto que era vendido a 150 dólares o barril e cai para 39 dólares? Havia um lucro exorbitante ao nível de 150 ou há um prejuízo enorme aos 39 capaz de quebrar a empresa? Como não observamos nenhuma quebra temos que ficar na primeira suposição.
O mais importante daí é a conclusão de que os PREÇOS são definidos pelo cartel. Como em todos os outros casos e cartéis. Oferta e Procura só nas fantasias dos economistas.
Sendo tão óbvia a conclusão do poder dos cartéis na formação dos preços e das mercadorias, por que ela ainda continua a ser prestigiada, por mais de duzentos anos?
Deve ser muito difícil para o orgulho dos desenvolvidos assistir ao crescimento de países do sul e ainda mais da rebeldia em desejar ampliar o comércio entre eles próprios sem a intensa participação de seus líderes do norte...até na geografia se diz que alguém ou um povo se orienta quando tem um norte...
Para os Senhores do Mundo é necessário que o Norte ainda continue sendo o farol dos navegantes no estranho oceano do comércio exterior, cujas ondas e tempestades estão nas mãos dos cartéis de petróleo, de minérios, da aveia, do trigo, da soja e da banana, de outros alimentos, de.lâmpadas, do aço e da indústria de bens de capital, da química, de fertilizantes e agrotóxicos, da indústria têxtil, do cimento, da celulose, e por último, do maior de todos, o cartel dos "fazedores de cérebros" (brains makers) que definem como devemos pensar e explicar o funcionamento dos mercados no mundo, travestido de ciência econômica.
O domínio dos cérebros já é prática antiga, muito conhecida porém abafada por conveniência. Algumas vezes explodem revoltas contra ela, uma das mais famosas a revolução Francesa que depois se converteu num espelho para outras, mas não chegou a desmontar os impérios construídos pelos dominadores das mentes do povo.
O exemplo mais flagrante que podemos relatar é o de grupos religiosos que, imitando antigos movimentos monoteístas, tentam impor uma única fé e um único Deus, derivando daí a obediência a um único chefe e uma hierarquia de comando, até hoje prejudicando as empresas e satisfazendo a chefes intimamente deuses. Mais do que isso, elas conseguem anular a irmandade e o respeito que os "selvagens" tinham pela mãe natureza, em que o sol, a terra, a planta, a onça e o bem-te-vi eram seus irmãos. A morte só se justificava para alimentação ou entre os próprios índios em caso de guerra pelo território. Este respeito fez com que a natureza fosse protegida ao contrário do bárbaro de pele branca, que, em nome de Um Deus, assassinava milhares de índios em claro desnível de tecnologia, tal como fez agora em 2009 o governo de Israel na faixa de Gaza com os palestinos, e deixou como herança uma brutal agressão ao meio ambiente que talvez destrua a todos nós.
Nossa salvação é a existência de tempos em tempos de revolucionários, gente como Galileu que, mesmo obrigado a renegar sua obra e suas explicações do mundo, dizia em voz alta que a Terra era fixa e os astros se moviam em torno dela, enquanto para si mesmo repetia " ela se move"...
Da mesma forma que assistimos aos desafios da reforma, do protestantismo, do espiritismo e outros, estamos assistindo também aos revoltosos da administração – management – defender o trabalho em equipe e a Auto-gestão, esta ainda apelidada de anarquismo – palavra escolhida para destruir a formação de movimentos cooperativos de trabalho e consumo, capazes de inverter a estrutura de poder.
A aparência das coisas e a fantasia de como funcionam pode ser manipulada, modificada ou até oculta, mas não se pode evitar que as pessoas comuns, livres para ver, ouvir e pensar, quando podem trazem de volta a realidade perdida e a deixam progredir como uma onda num lago onde se atira uma pedra. O caso relatado por Giordano Bruno, preso por escrever e acreditar em heresias sobre o sistema solar.
Na época da inquisição, um dos biógrafos de Giordano Bruno, relata uma conversa entre um capitão de galeras e o monge Giordano, ambos presos pelo "santo" ofício:
"Ele era um capitão das galeras que levavam mercadorias de Veneza e para Veneza cortando o Mediterrâneo. Tinha a clara percepção da realidade política do homem prático. O Adriático pertencia aos venezianos, que não acreditavam em livre comércio. De Veneza, eles controlavam o norte de suas fortalezas em Corfu, controlavam a entrada sul para o golfo Adriático. Eles exigiam, e forçavam com violência, que todas as mercadorias entrando ou deixando o Adriático devessem tocar Veneza primeiro. Nenhum navio mercante podia viajar para Creta, Corfu ou as cidades da Dalmácia sem pagar uma contribuição que garantisse a chegada de seus bens primeiro nas docas de Veneza. As infrações eram punidas rapidamente. As salinas de Trieste foram demolidas. As galeras venezianas pilharam os navios de grãos que supriam a república mercantil de Ragusa, que era, ao mesmo tempo, vassala dos turcos e protegida pelo papado."
"Mas como meu amigo marinheiro me informou, o sistema era uma "rede cheia de furos". Os bens eram contrabandeados o tempo todo pelos rios e rotas terrestres da Dalmácia e através dos portos menores, onde os grandes navios de Veneza não podiam entrar. Ferro de Trieste era vendido na Itália, lã e vinho iam da Apúlia para Kador, e os corsários recebiam pedágio de todos eles. Ele próprio tivera que nadar para salvar a vida quando uma galera na qual estava servindo fora atacada por doze galeotas turcas na costa de Valora."( Morris West, A Última Confissão, pág 237)
Assim, de confissão em confissão, as verdades vão aparecendo e assumindo seu lugar nas explicações do mundo. O que nos causa espécie e motivou este texto é verificar que, apesar de toda a extensa confissão de doutores e práticos dos mercados de troca, como se pode ver na minha modesta bibliografia, restrita apenas à minha estante, numa época de crise como agora as explicações da economia continuam as mesmas, os falantes da TV, das revistas e dos jornais repetem as mesmas palavras, e até os governos responsáveis pelo bem estar de suas nações repetem as mesmas medidas, e os bancos se enchem de dinheiro, os ricos continuam ricos, e os teimosos pobres continuam vivos e mais pobres, esperando-se que deles venha a salvação pelo seu trabalho em troca de menores ou iguais salários.
A última pergunta a ser feita talvez seja
COMO ESCAPAR DA CRISE? Da atual já se sabe, basta copiar o que se fez nas outras. A questão é Como Evitar Outras?
A história das crises já mostrou sua causa básica – a liberdade de definir preços gera a especulação, daí eles sobem como foguetes até que explodem, e pagam os que não estavam no jogo enquanto alguns espertos ainda ganham.
Uma lei rígida, levando para a prisão os especuladores e os que abusam dos preços com o bloqueio de todos os seus bens, inclusive os fora do país, pode reduzir a ganância.
O caso é uma questão de Ética. A teoria econômica de Adam Smith é destituída de ética, portanto deve ser abandonada, A matemática estéril com que se revestiu não diz nada para o povo comum, só enfeita os papers dos doutores.
A prática dos supermercados, dos shopping-centers, e das lojas e franquias vinculadas a grandes empresas segue os preços ditados pelo cartel. Basta parar num posto de gasolina e confirmar isto. A economia não é mais aquela feira romântica dos pequenos produtores. Ao contrário, ela é uma ave de rapina com olhos e garras sofisticadas muito bem treinadas para arrancar do bolso dos consumidores até o tostão que eles ainda vão receber. Junte-se a ela as técnicas psicológicas usadas pela propaganda e pelo marketing para criar desejos e necessidades até então inexistentes e induzir a compra.
Os cartéis dividem o mundo e é contra seu poder que os governos devem atuar unidos, sabendo que os cartéis são mais fortes que o governo isolado, mesmo os mais poderosos como o dos Estados Unidos. Sua força é tão violenta que os clubes que os representam matam presidentes de países quando seus interesses podem ser prejudicados. Assim foi o caso de Allende no Chile, de Omar Torrijos do Panamá, Jaime Roldós do Equador, entre outros pelos países que tentam se governar por conta própria. Do outro lado, os futuros presidentes dos Estados Unidos, seus secretários e assessores passam todos por cargos em empresas de petróleo ou por órgãos de investigação e espionagem. O jornalista Daniel Stulin denunciou vários destes arranjos em O Clube Bilderberg traduzido no Brasil.
Terá um governo brasileiro ou qualquer outro sul-americano força suficiente para se desligar deste colonialismo submisso? Difícil responder porque os Clubes de Cartéis não respeitam nada nem ninguém, nem mesmo a vida.
Caso nada for feito resta sobreviver e esperar a próxima crise.
http://br.monografias.com/trabalhos3/nao-dicen-crise-financeira/nao-dicen-crise-financeira2.shtml
Fernando, o texto é longo, mas é muito bom. Já tinha conhecimento dessa história do FED, há um documentário sobre ela no youtube.
No que se refere ao Obama, sugiro um debate maior para saber até que ponto o presidente americano é uma farsa, ou um fraco. Ou pior, estaria completamente perdido, lançando mão de estratégias arriscadas, com viés desesperado. Lembro de um presidente brasileiro, Jango, que foi chamado de fraco. Todavia, quando se analisa os fatos históricos, Jango não tinha nada de fraco, já que fez poucas concessões em suas idéias. Já Obama deu amostras sucessivas de fraqueza, se chamarmos assim suas inúmeras concessões.
Ou seria Obama, como colocou reportagem de Carta Capital, o homem certo na hora errada, no país errado? O que explica Obama voltar atrás em tantas promessas de campanha? Melhor, o que explicar a recente intervenção na Libia, mas não em países como o Iemen. Reportagem da Foreign Policy sobre o caso revela uma outra face de Obama. Por que a oratória de Obama, hoje no poder, diverge tanto de suas ações.
No começo dessa semana, segundo o texto da Foreign Policy, o governo americano não queria a intervenção. Mas passados alguns dias, o governo dos EUA foi na direção oposta. O próprio Obama, pessoalmente, indicou a mudança de ação. "Essa é a maior oportunidade para realinhar nossos interesses e valores" teria dito Obama. Analistas afirmam que o governo de Obama peca pela falta de estratégia. Obama caminha para outra guerra e para isso se opôs ao seu secretário de Defesa, Robert Gates.
Acho que Obama e as ações de seu governo têm de ser bem analisadas. Há algo que não encaixa bem nessa história. E só uma leitura desapaixonada poderá mostrar isso, acho. Acho o governo de Obama demasiado conservador. E de alguma forma não me sinto confortável com as consequências disso.
"Ou seria Obama, como colocou reportagem de Carta Capital, o homem certo na hora errada, no país errado?":
Acertou em cheio.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
"A história das crises já mostrou sua causa básica – a liberdade de definir preços gera a especulação, daí eles sobem como foguetes até que explodem, e pagam os que não estavam no jogo enquanto alguns espertos ainda ganham.
Uma lei rígida, levando para a prisão os especuladores e os que abusam dos preços com o bloqueio de todos os seus bens, inclusive os fora do país, pode reduzir a ganância.
O caso é uma questão de Ética. A teoria econômica de Adam Smith é destituída de ética, portanto deve ser abandonada, A matemática estéril com que se revestiu não diz nada para o povo comum, só enfeita os papers dos doutores."
Pelo visto o autor da monografía não leu o próprio trabalho! Depois de apontar corretamente o poder de criação de moeda sem lastro pelo Fed, deduz que os preços sobem porque há liberdade para definí-los, e isto gera especulação. E propõe cadeia para os especuladores como solução, e o abandono da teoria econômica de Adam Smith!
A teoria de Adam Smith foi abandonada há quase cem anos! O keynesianismo tomou conta, sucedido pelo monetarismo, o neo-liberalismo (isso ele acha que é a teoria de Adam Smith?) e agora vigora uma sorte de pós-keynesianismo, onde déficits orçamentários ou dívidas soberanas explosivas não importam mais. O que interessa é seguir jogando dinheiro bom encima de dívidas podres, e chutar a bola pra frente.
Um longo texto para chegar a uma conclusão inútil.
O Fderal Reserve System é administrado por 7 Governadores NOMEADOS pelo Presidente dos EUA com aprovação do Senado. Não é particular, é publico. Os 12 bancos regionais que compõe o sistema tem teoricamente participação de bancos privados mas isso não tem qualquer relação com a governança do sistema, que é estatal e não privado. No Brasil há uma situação semelhante. O IRB-Instituto de Resseguros do Brasil tem como acionistas as empresas seguradoras mas a governança é estatal e seu Presidente é nomeado pelo Ministro da Fazenda, a situação está mudando mas até agora foi assim.
Dinheiro Como Dívida - Documentário
Você sabia que o FED Americano, que seria o equivalente a nossa Casa da Moeda, não é uma instituição pública, mas sim PRIVADA?
Você sabia que esta instituição é a maior responsável pelo desastre econômico que vivem os EUA?
Conheça o método como os banqueiros tiram dinheiro do povo legalmente. Graças a esse sistema corrupto e mesquinho, eles hoje dominam o mundo, comprando grandes corporações, canais de TV, jornais, financiando guerras e o controlando os políticos pelo mundo afora.
"O processo pelo qual os bancos criam o dinheiro é tão simples que a mente não entende"
O Documentário é uma animação simples, mas bem didática
Para variar, o André Araújo falando bobagem... Já lhe falei quantas vezes para sair dessa sua dimensão paralela e colocar o nariz dentro da realidade?
Zeitgeist Addendum
Documentário muito bom sobre o assunto...
[]´s
LHDias
"Men are more ready to repay an injury than a benefit, because gratitude is a burden and revenge a pleasure." Tacitus
Seu comentário deveria virar tópico permanente
Depois, que a especulação financeira englobou os alimentos...só resta acreditar, na Teoria da Conspiração.Obama,não é um cara fraco,mas marketing.Fez ,o que deveria fazer,o que foi preparado para fazer.
A importância de loas que está sendo dada a visita de Obama ao Brasil é da mídia nativa, sobretudo O Globo, mas o fato é que o NYT, LAN, e WP não estão dando importância, todos estão abordando a invasão da Líbia e a questão do Japão. Quem trouxe algo como nota de rodapé foi o WP que, segundo a sra. Clinto, Obama veio tratar de negócios para criar trabalho para os americanos.
Mas aqui, parece que Deus veio a Terra. Que diferença, não? Os jornais europeus também não estão falando nada. Enfim, ficou restrita a cobertura brasileira colocando como se fosse um acontecimento mundial e não foi.
Com crise ou sem crise mundial o Brasil terá que procurar urgentemente um acordo teconológico-militar com a Africa do Sul, India e Argentina para defendermos o Pré-Sal e a Amazônia .
Que a Dilma cancele novas compras de equipamentos militares europeus ou norte-americano e coloque nossos cientistas para desenvolverem armamentos para as nossas forças armadas (mísseis, embarcações, tanques etc etc...)
Neste exato momento, os latrocidas estão bombardeando o território da Líbia .
É mesmo, caro. Eles não são dígnos; são predadores e nã respeitam ninguém.
...é, mas o império já está se garantindo com a compra antecipada do pré-sal daqui. Provavelmente irá fazer estoque por lá, impedir outros países de comprar e, ainda, jogar este petróleo na sua indústria de transformação, fazer de cosmético a remédio e, depois, nos vender o produto de volta, pagando o que nos comprou e ainda permanecer com uns trocadinhos, além de melhorar o nível de emprego dos seus patrícios. Sem contar o dinheirinho que ainda irá mandar buscar aqui via suas empresas, que ele já garantiu que irá se instalar aqui para AJUDAR a preparar o Brasil para as Olimpíadas e a oferecer (eu acredito que de fato seja abiscoitar, afanar) tecnologia para extração do pré-sal.
Com toda certeza eu acredito que quem tem vergonha na cara não faz acordo prá valer com os Estados Unidos. Até hoje aquele país não fez nada que justifique a confiança de quem quer que seja, a não ser daquilo que está dentro da esfera do seu próprio umbigo.
O Brasil, se ainda assim acreditar em carochinha e príncipe encantado (como fricou revelado na babação nojenta a Obama praticada pela elite empresarial brasileira/paulista ao final do seu discurso), vai acabar caindo em uma grande esparrela!
Nassif,
Não há cobertura internacional para a visita de Obama ao Brasil, está restrita à mídia nativa, destaque para a babaovice de O Globo. A cobertura está no ataque à Líbia.
A Al Jazeera está mostrando cenas horríveis de pessoas feridas num hospital, tem um cara toda arrombada, uma coisa horrorosa.
Li um artigo que fala sobre o que você citou. Os americanos, e sua mídia, não dão a mínima para a America Latina. Todavia, é vísivel que os americanos estão perdendo espaço para os Chineses, que financiam empresas, compram commodities latinas e caminham para ampliar significativamente seu espaço na região. Quando os americanos veem sua influência ruir no Oriente Médio - o governo americano não gosta de observar que entre os jovens da região já não tem tanto apelo - e diante dos problemas financeiros por que passam, não seria nada bom "esnobar" a americana latina. Não podemos esquecer de nossas reservas naturais, o Pré-Sal, nossos mercados internos, etc.
Obama mostra com sua visita a AL que está de olho nesses movimentos chineses. Não chegaria a chamá-lo de imperialista. Ele é um grande representante de grandes empresas, grandes coorporações. Nesse ponto, perdi minhas ilusões. Quando vejo Dilma e Obama juntos, tenho de dar o braço a torcer, vejo quase o encontro de dois representantes comerciais de grandes interesses. Obama cuida dos negócios e influencias americanas na região para evitar um susto como o que ocorreu no Oriente Médio. Mas isso é melhor não divulgar.
De tudo que ouvi sobre a vinda de Obama à nossa América, a mais significativa, pra mim, foi a de que ele precisa da aceitação dos latino-americanos no seu País nas próximas eleições. E, pelo visto, terá, afinal tô pra ver um sujeito, presidente da maior potência mundial, ser mais carismático, envolvente. Talvez por ser ignorante, achei ótimo os discursos de Dilma, mas também gostei dos discursos de Obama. Parecia haver sinceridade quando ele colocou muitas vezes a necessidade de acordos entre os dois países, enchendo a bola do Brasil.
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