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A necessária politização do debateEnviado por luisnassif, qua, 17/11/2010 - 10:29
Por Osvaldo Ferreira
Como é salutar, delicioso, bom mesmo discutir sobre tudo. Divergir, retrucar, protestar e ser lido em nosso sagrado direito em não convergir necessariamente sobre o que pensamos. Esta é a verdadeira liberdade de expressão que algumas mídias nos proporcionam e outras nos negam. A pauleira desencadeada pós eleições e absolutamente necessária, salutar, democrática (sim!!!) sobre e contra os monstros libertos da caixa de pandora vai continuar. E vai continuar, pois isso tem se demonstrado absolutamente necessário. Nada dessa historinha tola de depor as armas após as eleições. Não se trata disso. Como dizia sociólogo e pensador do Brasil de imenso quilate, trata-se de pensar e contestar o Brasil cordial. Trata-se de dizer não à cordialidade farsesca que encobria preconceitos, à tolerância frente a intromissão absurda de clérigos em assuntos republicanos e por isso civis, trata-se de um sonoro não aos monopólios midiáticos que se tornaram agora mais que evidentes a reproduzir vilanias, xenofobias e preconceitos rasos, irracionais e que merecem repúdio de toda a cidadania. Tenho sinceramente a impressão que a abertura da caixa de pandora nos tornará melhores, pois qualquer país que se preze precisa algum dia ser passado a limpo. Como marchamos inexoravelmente para ser um país que se preza, que tal aproveitar o atual momento para lavar a roupa suja acumulada por séculos? NestNeste sentido é por demais relevante este momento. E assim sendo, dado o espaço democrático que dispomos nos blogs (e este é um espaço social para isso), qual a razão do incômodo? Sou paulista, paulistano, sempre vivi em São Paulo, sempre trabalhei aqui e progredi aqui e sei por experiências pessoais, que havia sim um terreno intocável, subsolo acobertado pela cordialidade que agora está esgarçado e exposto ao Sol. E que mal há nisso? Não me sinto nem um tiquinho só que seja violentado, agredido, vilipendiado, menosprezado como paulista e paulistano que sou pela focalização de eventos costumeiros por aqui, que agora recebem atenção midiática, blogosférica e partidarizada ou politizada (prefiro). Transparência, que significa discussões abertas, sem freios no sentido da busca das causas dos fatos é algo salutar...Ou será que temos medo dos nossos monstros interiores construidos socialmente e preferimos usar o argumento escapista de que agora é hora de desarmar os palanques? Problematizar a questão dos jovens agressores que agiram como um bando fascista e criminoso a açoitar valores como a diversidade, a tolerância, a civilidade, a democracia, o reconhecimento do outro como igual em direitos, desconhecendo a solidariedade, a coexistência e a dignidade na diferença é algo fundamental. Não devemos nos esquivar de fazer isso jamais e isso não significa partidarizar a questão. Partidarizar é absolutamente diferente de politizar. Devemos politizar tudo, pois a política é uma das mais nobres atividades humanas. Nela é que podemos encontrar caminhos sem violência, espaço para a livre manifestação das idéias, a despeito delas doerem na perspectiva pessoal ( que deve se subjugar à pública), pois só assim construiremos uma democracia real e não ficcional como alguns desejam nos impor. Continuemos que assim está muito bom e só assim construiremos o país que realmente desejamos: livre, democrático, plural, com negros, gays, heterossexuais, brancos, mestiços, bissexuais, índios, mulheres, idosos, crianças, com seres humanos vivendo fora de padrões impostos artificialmente( e com caráter de naturalidade), plenos em direitos e independentemente do Estado, Cidade ou País em que tenham nascido sendo considerados iguais. É assim que se constrói um país pensando no futuro.
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Comentários + votados
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Gustavo Belic Cherubine
17/11/2010 - 10:38
Osvaldo, sou paulista caipira e Corinthiano.
Minha colaboração à monumental lavagem de roupa suja secular será com um sabão em pó ecológico, biodegradável, além de muito neorônio para apontar a...
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Bel Brunacci
17/11/2010 - 10:50
Sou mineira, brasiliense por adoção. Adoro São Paulo, onde tenho parentes, todos com história de antepassados imigrantes. Adoro sobretudo o Brasil, esse país diverso e plural, que tem ao longo de sua...
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Gilmar Arruda
17/11/2010 - 10:57
Como se dizia nos tempos republicanos do debate"apoiado, muito apoiado". Estou pensando em abrir um espaço para debates: "só a política salva". Parabens Oswaldo foi na veia, politizar o debate, tirar...
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VLO
17/11/2010 - 11:03
É isso mesmo! Não paremos nunca de comentar e politizar esses assuntos. Pois se baixarmos a guarda, as idéias preonceituosas que seguem fermentando nos subterrâneos aumentarão e não estaremos...
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Marcelo Cordeiro
17/11/2010 - 11:05
Osvaldo,
Parabéns, é disso que precisamos: chacoalhar a cordialidade.
Abraço.
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marco nascimento
17/11/2010 - 11:14
É, eu gosto dessa ideia, mas confesso que não vejo de forma tão animadora a abertura da caixa de pandora. Porque não consigo imaginar esse preconceitos sendo sanados e, como disse o Idelber no chat...
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cleber cartacho tomaz
17/11/2010 - 11:34
Tem quesabe bem o que é passar o Brasil a limpo , e quem é roupa suja , pois ja que falamos que é salutar o contraponto e a discusão resta nos imaginar que quem pensa diferente é roupa sluja , o...
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Cassiano
17/11/2010 - 12:01
E não sou do Nordeste, muito embora tenho morado 8 anos por lá. Vejo que há que se ter muito cuidado com isso... Alguns debares podem ser politizados, mas, o preconceito é complicado. Seria...
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Carlobalth
17/11/2010 - 12:29
Estou de acordo com a politização constante do debate. É proibido despolitizar. Mas temos que entender as diferenças dos momentos. O momento é, sim, de desarmar os palanques, o que significa que o...
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Alexandre Weber - Santos -SP
17/11/2010 - 13:34
O debate político merece todo o apoio e incentivo. O Plinio em sua campanha e agora no Twitter têm feito muito para trazer os mais jovens para discutir o dia a dia do Pais.
Aqui no Blog do...
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André LB
17/11/2010 - 14:32
Tive uma discussão no serviço, faz pouco tempo, relacionada a esse espírito de cordialidade. A pessoa quis dar a entender que ninguém apoiava a Ditadura, o que é um absurdo completo. Ali...
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Binah Ire
17/11/2010 - 14:37
Osvaldo. Meu pensamento vai ao encontro do teu. Não vejo o mundo como uma coisa segregada. Ele está, mas não é. Todos somos humanos, precisamos aprender a conviver com as diferenças, banir as...
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João Nunes da Silva
17/11/2010 - 10:50
Gostei; simplesmente lindo e pertinente esse texto; e viva a diversidade e liberdade de expressão, esta tão negada pela imprensa golpista.
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Mar.
17/11/2010 - 10:52
Acho que o debate vai ficar mais democrático após a lei de médios... É, porque discutir em condições iguais é bem mais justo não acha? O problema é quando um debatedor detém todos os meios de...
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Daniel Marchesi
17/11/2010 - 11:58
Concordo com o Post.Não adianta fingir que não existe preconceito no Sul e no Sudeste contra nordestinos.Ele existe e é gritante em grande parcela sulistas.Em alguns ele pode estar mais explicito,em...
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Sergio José Dias
17/11/2010 - 12:25
É mais o discurso serrista incentivou ações como esta:
Intolerância religiosa: Lei Contra o Candomblé é Aprovada em PiracicabaA Câmara Municipal de Piraciba/SP, por unanimidade, com o apoio dos...
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Osvaldo, sou paulista caipira e Corinthiano.
Minha colaboração à monumental lavagem de roupa suja secular será com um sabão em pó ecológico, biodegradável, além de muito neorônio para apontar a sujeira grossa e braços para esfregarmos tudo de forma vigorosa, sacudindo os séculos de atraso para NUNCA MAIS.
Valeu, contem comigo.
Gustavo Cherubine.
Sou mineira, brasiliense por adoção. Adoro São Paulo, onde tenho parentes, todos com história de antepassados imigrantes. Adoro sobretudo o Brasil, esse país diverso e plural, que tem ao longo de sua história acobertado a injustiça social, a desigualdade, travestindo-as com as mentiras midiáticas que constroem um país de faz-de-conta, escondendo os assassinatos no campo, os crimes de ódio contra pobres, pretos e desvalidos em geral, erguendo os altos muros - imaginários ou não - que protegem nossas classes média e alta das investidas dos mais pobres, que hoje finalmente estão tendo sua existência reconhecida como cidadãos e cidadãs dignos de respeito e de direitos fundamentais. Penso que tratar politicamente todas essas questões é que possilitará passarmos a limpo nossa história, desnudando os preconceitos, muitas vezes disfarçados de "teorias sociológicas" modernas, tais quais aquela que apregoa que "não somos racistas". Continuemos discutindo, nessa valiosa arena que é a blogosfera, e para além dela.
Gostei; simplesmente lindo e pertinente esse texto; e viva a diversidade e liberdade de expressão, esta tão negada pela imprensa golpista.
Acho que o debate vai ficar mais democrático após a lei de médios... É, porque discutir em condições iguais é bem mais justo não acha? O problema é quando um debatedor detém todos os meios de comunicação e concessões públicas, usa o debate para caluniar e difamar e o outro debatedor nem direito de resposta tem. Em qualquer jogo é necessário que existam regras e condições iguais para os paritcipantes, sem isso é só baixaria mesmo, não acho bom.
Como se dizia nos tempos republicanos do debate"apoiado, muito apoiado". Estou pensando em abrir um espaço para debates: "só a política salva". Parabens Oswaldo foi na veia, politizar o debate, tirar o tapete da cordialidade da sala para ver o estrago do preconceito. Luz, mais luz...mais política, mais debate, mais opinião....
Gilmar
É isso mesmo! Não paremos nunca de comentar e politizar esses assuntos. Pois se baixarmos a guarda, as idéias preonceituosas que seguem fermentando nos subterrâneos aumentarão e não estaremos preparados para combatê-las.
Osvaldo,
Parabéns, é disso que precisamos: chacoalhar a cordialidade.
Abraço.
É, eu gosto dessa ideia, mas confesso que não vejo de forma tão animadora a abertura da caixa de pandora. Porque não consigo imaginar esse preconceitos sendo sanados e, como disse o Idelber no chat de ontem, tem pessoas sendo espancadas.
Desmascarar as teorias alikamelescas de que não há racismo no Brasil é ótimo. Mas não consigo acreditar que conseguiremos acabar com o ódio. Podemos, sim, fazer o ódio ferir só a quem odeia.
Tem quesabe bem o que é passar o Brasil a limpo , e quem é roupa suja , pois ja que falamos que é salutar o contraponto e a discusão resta nos imaginar que quem pensa diferente é roupa sluja , o importantre é se respeitar e não querer impor uma verdade definitiva até porque pouco sabemos de tudo , e boiada e´so para os irraciopnais .
É isso aí. Apoiadíssimo.
Concordo com o Post.Não adianta fingir que não existe preconceito no Sul e no Sudeste contra nordestinos.Ele existe e é gritante em grande parcela sulistas.Em alguns ele pode estar mais explicito,em outros, ele vem escondidos em subterfúgios de falacias, como é o caso desse movimento "sao paulo para os paulistas" ou de moviomentos separatistas do sul,mas no fundo, sabemos que são apenas formas de maquear o desprezo e o sentimento de superioridade dos sulistas brancos em relação aos mestiços e nordestinos.Existem exceções, isso todos nós aqui sabemos, e grande parte de nós fazemos parte dela.Mas em uma discussão e a análise de um problema, não podemos nos ater a casos excepcionais, pois eles representam pouco o perfil médio, e acho que,novamente, apesar de haverem alguns que usam essa discussão pra tecer generalizacões,a maioria aqui,quando se refere a SP e ao sul, se refere ao perfil do comportamento majoritário,não de todos os paulistas
O que não podemos é fingir que não existe preconceito e que esses casos foram casos isolados.O que não podemos é simplificar o problema e atribuir a culpa toda nos garotos que fizeram isso, ao invés de buscarmos o entendimento de todo o ambiente que proporcionou o cultivo e potencialização do ódio dessas pessoas que culminou nos ataques de violência.É mentira que até hoje muitos sulistas se referem ao nordestino com inferior, consideram o nordeste como a escória do brasil e dizem que a culpa do subdesenvolvimento do Brasil é do nordeste?Esse discurso foi sim potencializado por formadores de opinião, que não tiveram pudores de propagar falácias preconceituosas que serviram como um fator de "sair do armário" do sulistas,que agora podem expor seus preconceitos baseados naquilo que leram na veja.Vocês já leram as porcarias que o Jabor ou o tio Rei escrevem?Como aquele lixo preconceituoso é publicado pelos jornais?Vamos fingir que isso não tem a menor importância, que isso não foi um fator potencializador do preconceito?Quando um colunista diz que os que votaram no Serra são os escolarizados e éticos e os que votaram em Dilma são os desonestos e ignorantes, isso passa desapercebido?Olha,sou de Fortaleza,mas além da minha familia ser de SP e MS, tenho conhecidos e amigos de varios estados do Sul e Sudeste, e vocês não imaginam as frases que tive que ler no facebook, que eram quase cópias do que o Petruso escreveu.Isso vai passar em branco?
Fingir que nada aconteceu só vai agravar o problema.Ao invés de torcer para que isso não se torne algo sério,porque não criamos vergonha na cara e encaramos o problema de frente?
E não sou do Nordeste, muito embora tenho morado 8 anos por lá. Vejo que há que se ter muito cuidado com isso... Alguns debares podem ser politizados, mas, o preconceito é complicado. Seria problematizar um valor humano, como o próprio direito à vida. Podemos ser contra ou a favor da pena de morte. Podemos ser contra ou a favor da legalização da maconha. Podemos ser contra ou a favor da descriminalização do aborto. Mas não podemos ser contra ou a favor da igualdade, porque isto criaria uma condição de desigualdade que escraviza. Por isto, há que se ter cuidado com esse ebate. Não podemos ser contra ou a favor do preconceito, porque isto faria dos iguais, desiguais. Preconceito, não. No dia que tivermos que discutir se o Nordeste atrapalha o Sudeste, teremos que discutir também se o Sudeste escraviza o Nordeste.
É mais o discurso serrista incentivou ações como esta:
Intolerância religiosa: Lei Contra o Candomblé é Aprovada em PiracicabaA Câmara Municipal de Piraciba/SP, por unanimidade, com o apoio dos vereadores dos seguintes partidos: PT, PDT, PP, PPS, PTB,PR, PMDB, PRB, PSDB, aprovou em 7/10, o PL 202/2010 do vereador Laércio Trevisan (PR).
Comentários em Piracicaba, informam que o referido PL. é parte de um MOVIMENTO chamado “ALIANÇA PARA A SUPREMACIA CRISTÔ, que tem por objetivo levar este projeto a outras cidades do Estado de São Paulo, depois, independente de quem seja eleito, encaminhar para a Câmara dos Deputados, através de deputados federais dos partidos envolvidos. Estes deputados, no momento, são mantidos no anonimato.
O referido pela aguarda sanção ou veto do Sr. Prefeito Municipal Barjas Negri, por favor mandem e-mail, telefonen para o prefeito/secretário de governo e demais autoridades solicitando o veto ao PL. tendo em vista que o referido PL. entre outras coisas, atenta contra a liberdade religiosa e fomenta o racismo.
- PREFEITO BARJAS NEGRI - Fone: (19) 3403-1040 E-mail: bnegri@piracicaba.sp.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
- VICE-PREFEITO SÉRGIO DIAS PACHECO – Fone: (19) 3403-1080 viceprefeito@piracicaba.sp Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . gov.br / spacheco@piracicaba.sp.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
- CHEFE DE GABINETE ISAURA F. B. MAZZUTTI / Fone: (19) 3403-1050/ imazzutti@piracicaba.sp.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
- SECRETÁRIO MUNICIPAL DE GOVERNO JOSÉ ANTONIO DE GODOY / Fone: (19) 3403-1055 jagodoy@piracicaba.sp.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Quero ver quem vai proibir o mesmo nas sinagogas e mesquitas de Piracicaba.
http://pelenegra.blogspot.com/2010/11/intolerancia-religiosa-lei-contra-...
Estou de acordo com a politização constante do debate. É proibido despolitizar. Mas temos que entender as diferenças dos momentos. O momento é, sim, de desarmar os palanques, o que significa que o vitorioso deve ser o presidente de todos os que legitimaram o pleito. No entanto, as discussões enfrentadas na campanha, como aborto e regionalismo, por exemplo, têm que ser enfrentadas já! Não podemos esperar até a próxima eleição presidencial para sermos pegos de surpresa, novamente, nos forçando a temer o esclarecimento de posições, em razão do viés desonesto do debate imposto na campanha.
Uma frase que acabo de ler num comentário do blog Conversa Afiada e que é muito adequada para esta discussão: Quando os bons de calam, o mal prevalece.
O debate político merece todo o apoio e incentivo. O Plinio em sua campanha e agora no Twitter têm feito muito para trazer os mais jovens para discutir o dia a dia do Pais.
Aqui no Blog do Nassif, ganharia muito se a liberação de comentários fosse mais expedita. Podendo desta forma engajar os participantes em uma troca de idéias mais rica e original.
Parabéns pela mensagem.
Follow the money, follow the power.
acho q essa politização virá em larga escala na forma de um confronto aberto entre a mídia e o governo dilma. na minha opinião , a mídia, aposta na radicalização. nesse e em outros blogs chamados de sujos, o público majoritariamente vai acabar se alinhando com as forças pró governo. acho q em linhas gerais vai prosseguir o quadro do período eleitoral. aquilo q o nassif, algumas vezes expressou, ou seja, a vontade de superada as eleições, poder discutir outras questões pode não acontecer. acho tb que a politização implica em mobilizar efetivamente, setores populares e partir p uma pauta mais agressiva, do pt de vista social. vou citar um exemplo mas gostaria q as pessoas não se fixassem exclusivamente no exemplo. acho q a venezuela, vive um quadro de politização, para o bem ou para o mal. nós estamos longe disso.
Tive uma discussão no serviço, faz pouco tempo, relacionada a esse espírito de cordialidade. A pessoa quis dar a entender que ninguém apoiava a Ditadura, o que é um absurdo completo. Ali percebi que, por baixo da cordialidade, o brasileiro médio esconde a vergonha de mostrar o intransigente que é, muito por falta de confiança nas próprias asneiras. Mais uns 8 anos de ascensão nacional e vocês verão grupelhos neonazistas e separatistas organizados de fato em todo o país, cada um achando que a melhoria geral se deve às qualidades deste ou daquele rincão.
Não sugiro que seja melhor manter tudo debaixo do tapete, até por pessoalmente não gostar do dito pelo não-dito. Sugiro, sim, desde já, é que se tome cuidado com o reverso da moeda, isto é, que não se alimente a crença em uma "discriminação compensatória".
Osvaldo. Meu pensamento vai ao encontro do teu. Não vejo o mundo como uma coisa segregada. Ele está, mas não é. Todos somos humanos, precisamos aprender a conviver com as diferenças, banir as violências e compreender que o mundo é para todos.
Enquanto isto ainda é distante combatemos o atraso. É isso aí.
Binah Ire
Excelente reflexão. Um dos melhores textos da semana. Este espaço nos possibilita isto: tratar com seriedade os nossos problemas; tratar com seridade a notícia. Parabéns Nassif, parabéns Osvaldo Ferreira, parabéns comentadores.
Martim Assueros
Concordo com o Osvaldo e gostei muito do texto. Politizar é saudável, mais ainda neste momento. Só tenho convívio social em SP, mas fiquei com a impressão de que o macartismo extemporâneo que vivemos nos últimos 20 anos começou a implodir. Há tempos acho que as pessoas eram mais críticas nos anos 80, dá para recuperar isso.
As grandes questões, as que envolvem a todos, como o envelhecimento da humanidade (quem pagará as pensões? Quem trabalhará no futuro?), lidar com o meio-ambiente e desenvolver de modo harmônico e justo todas as nações, passam pela politização. E daí para as questões intermediárias, regionais e as minoritárias.
De saída é necessário discutir modelos de desenvolvimento. Todo mundo deseja um mundo mais desenvolvido mas ao mesmo tempo livre, justo e sustentável, não? Então é importante decidir, a cada momento, se o Estado deve ter um papel mais ou menos relevante, o que é melhor entregar ao livre mercado e assim por diante. Há muitos outros exemplos, temos que decidir sobre modelo educacional, estratégia de transportes, inclusão social, comunicações... Em SP é importante falar de educação, saúde, transportes, pedágios, segurança, polícia, preconceitos. Muita coisa encoberta ou sublimada, as pessoas têm que conhecer o que lhes sucede ao redor.
Se não nos informamos, não discutimos, estaremos deixando que outros tomem as decisões, que muitas vezes não serão as melhores possíveis, pois poderão ser decisões com base em dogmas ou, pior, em acomodações ou mesmo em interesses pessoais.
É sabido que no debate eleitoral de 2010 pouco se discutiu futuro, modelo de nação, etc. Marina tentou, Dilma tentaria se não tivesse que se ocupar o tempo todo em rechaçar ataques, Plínio também abordou coisas relevantes. Mas, enfim, apesar do retrocesso na qualidade geral do debate, há males que vêm para bem.
O bom desta campanha presidencial 2010 é que os disparates foram tantos e tão grandes que de certo modo funcionaram como catarse.
(Para não correr o risco de escrever uma impropriedade olhei no dicionário o significado de catarse. Concluo que tem mesmo a ver com momento eleitoral:
catarse (z) (grego kátharsis, -eós, purificação) s. f.
1. Filos. Palavra pela qual Aristóteles designa a “purificação” sentida pelos espectadores!espetadores durante e após uma representação dramática.
2. Método psicanalítico que consiste em trazer à consciência recordações recalcadas.
3. Libertação de emoção ou sentimento que sofreu repressão.
4. Evacuação dos intestinos. )
Enfim, posso estar sendo otimista demais, mas penso ter visto muitas coisas positivas, especialmente em relação a 2006:
- os preconceitos e sua manipulação foram mais explícitos, o que talvez os torne mais facilmente abordáveis e combatidos. Algumas questões religiosas mostraram que há esqueletos para a sociedade discutir também e melhor fazer isso entre eleições que esperar 2014;
- o resultado estava menos definido, o favoritismo, ainda que presente, menor. Isto levou os agentes a se exporem e a se mostrarem com maior transparência;
- ficou claro o modo como campanhas difamatórias são feitas e quem recorre a elas. Também que a internet pode ser instrumento de propagação de má-informação mas também de resposta (blog da Petrobrás, blogosfera, blogs anti-boataria, etc.) Já em 2012 deverá haver uma utilização mais razoável da internet;
- os spams, muitos deles apenas adaptações da campanha de 2006, revelaram-se cômicos. Com isso ficou até divertido questionar parentes e amigos por seu envio. Minha resposta mais ou menos padrão a eles : “Afinal, você crê mesmo nisso que está copiando ou apenas torce para que isso desvie a atenção da falta de propostas do seu candidato?”
- a imprensa assumiu seu lado (em geral pra um lado, menos pra outro), o que é bom porque acaba a fantasia da imparcialidade. Acabou chamando a atenção para a necessidade da regulação nas comunicações, em especial sobre direito de resposta. De qualquer modo, não se usa mais começar uma conversa com “eu li na Veja...”
- as pessoas ficarão atentas para colocar a pauta política no seu cotidiano, e fazê-lo aos poucos e antes é melhor que esperar os dois meses antes das eleições para tentar apurar ou buscar informação sobre tudo.
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Concordo plenamente, chega de hipocrisia, etemos que enfrentar nossos problemas de uma vez por todas.
O Sol é o melhor desinfetante.
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