A nacionalização das plataformas

Por Roberto São Paulo-SP 2012

A construção da P-57 alcançou índice de conteúdo nacional contratual de aproximadamente 68%.

P-57 será modelo para plataformas do pré-sal

7 de outubro de 2010 / 13:17, Petrobras – Fatos e Dados
http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/?p=30299

A Petrobras batizou nesta quinta-feira (7/10), no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), o navio-plataforma P-57, que irá operar no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos, a 80 km da costa do Espírito Santo. Essa unidade inaugura uma nova geração de plataformas, concebidas e montadas a partir do conceito de engenharia que privilegia a simplificação de projetos e a padronização de equipamentos. Um modelo que será referência para as futuras plataformas da Petrobras, como a P-58 e P-62, e para as unidades que irão operar no pré-sal da Bacia de Santos.
A P-57 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês que significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e integra a segunda fase de desenvolvimento do campo de Jubarte. Ancorada a uma profundidade d´água de 1.260 metros, produzirá petróleo de 17 graus API (medida de densidade do petróleo).

Ela terá capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e 2 milhões de metros cúbicos de gás. Começará a operar ainda este ano, interligada a 22 poços, sendo 15 produtores e 7 injetores de água. Será a primeira unidade dessa complexidade a operar na costa do Espírito Santo.

A nova unidade de produção entrará em operação ainda em 2010 e o pico de produção deverá ser atingido até o início de 2012.

O petróleo produzido será transferido por navios aliviadores para terra. E o gás será escoado por gasoduto submarino para a Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, localizada na região de Ubu, no município de Anchieta, a cerca de 100 km de Vitória.............
........O presidente Lula lembrou que, desde a década de 70 até 2003, não havia mais engenharia naval no país. Que foi em Angra dos Reis, onde começou a recuperação da indústria naval no Brasil. O presidente agradeceu à Petrobras por ter recuperado o sentido de empresa brasileira.Ele disse que a estatal tem 224 bilhões de dólares para investir até 2014. Desta forma terá muito mais navios, plataformas e estaleiros no país.
Inovações tecnológicas
O sistema de produção da P-57 está equipado com uma tecnologia inédita de coleta de dados sísmicos em 4 D, instalada permanentemente no leito marinho. Essa solução permitirá maior agilidade na obtenção de dados sísmicos, além de melhorar a qualidade de interpretação do reservatório, com a consequente otimização da produção. A unidade adotará, também, um método inovador para levar o petróleo do reservatório à plataforma, constituído por um sistema de bombeio centrífugo submerso submarino (BCSS) instalado em um compartimento especial no leito do mar, separado dos poços produtores. A vantagem será a redução de custos de intervenção para reparos do equipamento.
Desafios de engenharia
O contrato de engenharia, suprimento e construção da P-57 foi assinado em fevereiro de 2008 com a empresa Single Buoy Moorings Inc. (SBM). O casco da plataforma resultou da conversão do navio petroleiro Island Accord, no estaleiro Keppel Shipyard, em Cingapura, entre outubro de 2008 e março de 2010. Simultaneamente, foram construídos no Brasil os módulos de processamento de petróleo e gás no canteiro da UTC Engenharia, em Niterói (RJ), e no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). O casco chegou ao estaleiro Brasfels em abril deste ano, onde foram concluídos a instalação dos módulos, a interligação de todos os sistemas e os testes finais da unidade.

A construção da P-57 alcançou índice de conteúdo nacional contratual de aproximadamente 68%. A estratégia de priorizar a aquisição de bens e serviços no parque industrial brasileiro, como forma de contribuir para o desenvolvimento e ampliação da indústria nacional, resultou na geração de mais de 2 mil empregos diretos no país......

Características técnicas da P-57

  • Localização: campo de Jubarte, no Espírito Santo, a 80 km do litoral
  • Profundidade de operação: até 1.260 metros
  • Capacidade de produção de petróleo: 180 mil barris por dia, óleo 17o API
  • Capacidade de compressão de gás: 2 milhões de metros cúbicos por dia
  • Comprimento: 312 m (equivalente a três campos de futebol)
  • Largura (boca): 56 m
  • Altura máxima: 105 m (equivalente a um prédio de cerca de 30 andares)
  • Acomodações: 110 pessoas
  • Peso Total: 54 mil toneladas

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3 comentários
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Arnaldo Costa

Prezados,

 

Venho dar uma sugestão para a campanha e os debates. Reza a lenda que o governo FHC foi responsável pelo crescimento econômico que tivemos nesses últimos 7 anos. Me recordo que em 2002 fiquei muito preocupado quando Lula ganhou a eleição. Pensei o seguinte: depois de tanto tempo,  logo agora, que o cenário econômico está uma bomba relógio prestes a explodir ele vai assumir? Mas Lula e sua equipe conseguiram com maestria reverter o quadro. Outros fatos que contribuíram para o atual fortalecimento da nossa economia foram a boa gestão pública do governo federal, os vários programas, projetos e  medidas políticas adotados e a competência desse atual governo. Só para exemplificar, as ações na área social, tão criticada pela oposição e o PIG,  foram um dos principais fatores que contribuíram  para essa ascensão. As medidas de fortalecimento das indústrias nacionais, como a construção naval e outras, também ilustram isso. Como venho falando, temos que aos poucos ir desconstruindo esse castelo de areia de farsas que a imprensa marrom e golpista tentou erguer.

 
 
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Augusto Cesar

Faltou lembrar a babaquice denuncista d'O Globo de ontem (7/out) de que Lula estaria inaugurando uma plataforma construída em Cingapura, informação dada pela própria Petrobrás em propaganda de página inteira 2 páginas depois.

 

Aliás, por que a Petrobrás ainda anuncia n'O Globo?

 
 
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jura

Um pouco da história da prospecção marítima de petóleo, iniciada na California em 1896 e repleta de vazamentos que culminaram com o da BP no Golfo do México.

Precisamos nos preparar para eles, com ou sem Marina:

http://www.oilspillcommission.gov/document/brief-history-offshore-oil-dr...

http://www.oilspillcommission.gov/library#supporting-documents

 
 

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