'A morte do Cisne', pelo dançarino Jonh Lennon da Silva

Por IV AVATAR

Comentário do post "O controle do corpo pelo dançarino de dubstep"

Estes artistas de rua são surpreendentes. De rua por terem sido marginalizdos. Antes de tudo, artistas.

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21 comentários
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Davi Neves

Parece que encontraram as primeiras evidências da partícula de 'Deus' ... http://www.sciencedaily.com/releases/2012/01/120106130308.htm ... dá uma olhada e publique aí Nassif ... Feliz ano novo e Natal atrasado!

 
 
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Gilson AS

Eu assistir a apresentação desse jovem no  programa do sbt.

Na verdade esse vídeo foi editado, os jurados não acreditavam que ele iria dancar a morte do cisne, e ficaram cheios de preconceito com o rapaz, com perguntas idiotas.

Mencionaram que a roupa não era adequada, ou seja, não levaran fé.

No final todos se emocionaram.

Bem feito, tem que se acreditar na arte e no talento e não na aparência.

 

gAS

Cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é guiada pelos seus pensamentos. Salomão

 
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Ana Paula de Andrade

Adorei a resposta ao jurado "nome de artista eu já tenho", só preciso de uma oportundade.

Não somente o nome, o cara é 10.

 
 
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Marco Ferreura

Ver um jovem humilde  e talentoso dar um "tapa" na cara desses  intelectualóide de quinta e pedantes...não tem preço!  Já tinha visto esse vídeo, mas assisti novamente.

 
 
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priscila maria presotto

Maravilhoso !A moça é uma verdadeira IDIOTA!

 
 
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Ivan Moraes

Terrivel impressao que nao foi so aquele homem do video que chorou...

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Tio Almir da Bahia

Rapaz,  preciso dizer que  as  três coiss  mais  incríveis  que  ví na mídia   foram  duas no SBT ( O John Lennon da Silva  e o Jotta A. http://www.youtube.com/watch?v=WW6omiqu_Tc ) e  uma  naquela TV britânica ( Susan Boyle http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk ).

Enquanto isso, a  Vênus "cromada"  me  vem  novamente  com este programa de "Mierda"   pela 12 vez:  tomara que a maldição Maia do número  12  caia  sobre  a  cabeça  de todos  estes  moradores de Sodoma e Gomorra!

 

"Quanto melhor é o homem, menos maldade vê nos outros" Cicero.

 
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Rogério S. Luz

"Se você chorou, como o tal João, já entendeu o que é a tal mímesis superior a que se referia um tal de Aristóteles... " (Do editor do blog Cloaca News)

http://cloacanews.blogspot.com/2011/02/o-figurino-nada-ver-de-john-lennon-da.html

 
 
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IV AVATAR

Pegando o gancho do Cloaca,,,... chamou-me a atenção o domínio do John Lennon da Silva sobre "fortes" jurados que,  transformados em personagens foram, ao final do enredo,  submetidos pela insustentável leveza desse "da Silva." Compreendo que existam coisas que estão mais para serem sentidas do que para seem explicadas, racionalizadas,  pois que dizem respeito a uma realidade que está aquém (ou além?) da velocidade de nossas cotidianas redese (de neurônios) meio enferrujada, atravancada,  mas vamos a alguns links:

"(...) Northrop Frye, em Anatomy of Criticism (1957), retoma a distinção aristotélica entre mímesis superior (domínio superior de representação, onde o herói domina por completo a acção das restantes personagens) e a mímesis inferior (domínio onde o herói se coloca ao mesmo nível de representação das restantes personagens)" 

http://www.edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=1551&Itemid=2

"Do gr. mímesis, “imitação” (imitatio, em latim), designa a acção ou faculdade de imitar; cópia, reprodução ou representação da natureza, o que constitui, na filosofia aristotélica, o fundamento de toda a arte. Heródoto foi o primeiro a utilizar o conceito e Aristófanes, em Tesmofórias (411), já o aplica. O fenómeno não é um exclusivo do processo artístico, pois toda actividade humana inclui procedimentos miméticos como a dança, a aprendizagem de línguas, os rituais religiosos, a prática desportiva, o domínio das novas tecnologias, etc. Por esta razão, Aristóteles defendia que era a mímesis que nos distinguia dos animais.


Os conceitos de mímesis e poeisis são nucleares na filosofia de Platão, na poética de Aristóteles e no pensamento teórico posterior sobre estética, referindo-se à criação da obra de arte e à forma como reproduz objectos pré-existentes. O primeiro termo aplica-se a artes tão autónomas e ao mesmo tempo tão próximas entre si como a poesia, a música e a dança, onde o artista se destaca pela forma como consegue imitar a realidade. Não se parte da ideia de uma construção imitativa passiva, como acontece na diegesis platónica, mas de uma visão do mundo necessariamente dinâmica. A mímesis pode indiciar a imitação do movimento dos animais ou o seu som, a imitação retórica de uma personagem conhecida, a imitação do simbolismo de um ícone ou a imitação de um acto musical. Estes exemplos podemos colhê-los facilmente na literatura grega clássica."

Dicionário de termos literários

 

"(...) A compreensão da mimese aristotélica é imprescindível para o entendimento das realidades artísticas, sobretudo da teoria literária, notadamente na contemporaneidade aquando da reprodução técnica da cultura do simulacro ou da duplicação ilusionista da realidade. (....)"

http://leonorgomes.blogspot.com/2008/04/arte-mimtica-segundo-aristteles.html

 

E falando em mimesis, não seria hora do Ferreira Gullar dar uma olhada neste assunto? Incrível a forma dele ver a ....deixa prá lá, depois eu volto...

Voltei...

Li dias atrás um texto do Gullar sobre a arte conceitual. Aquele artista que enlatou merda para vender no mercado. Ele(Gullar) viu a obra de forma literal, ou seja, como merda mesmo e não como aquilo que era: discurso, gesto, protesto.

 
 
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Mauro PJ

Nem gosto de responder a comentários em páginas alheias e muito menos tenho qualquer afinidade com dança mas esse moço é um artista brilhante. Torço para que invistam nele e que oportunidades lhe sejam dadas pois ele é muito talentoso mesmo. Parabéns.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Creio que isto explica e conclui (transcrito de um POST do final da noite de ontem):

Quando Cole Porter veio ao Rio, assistiu do palanque o desfile de 7 de Setembro. Quando viu passar a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ele puxou Ary Barroso pela manga do paletó e perguntou sério:

 - O que é isso? Eles não seguem a cadência do bumbo como todos os militares do mundo? Eles pisam num ponto surdo entre as batidas! E eles balançam para os lados como se estivessem dançando!!!

O Ary respondeu: É porque é uma banda de mulatos que tocam de ouvido e não marcham. Eles desfilam, o que é diferente. Esse balanço se chama "ginga", mas eu não vou tentar te explicar porque você não entenderia nunca...

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Rogério S. Luz

Concordo, é o mundo do sensível, que foge ao racional, ao cartesiano

 
 
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alfeu

Quanta beleza!!!

 
 
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Otaviani

Como é que me colocam uma pessoa sem a menor sensibilidade,o menor senso de respeito para ser jurado de um programa que busca talentos em meio a pessoas comuns.e a moçoila está preocupada com a aparencia,alias os tres,mas no final se rendem ao talento,menos ela.Perde a melhor chance da vida de ficar calada.Parabens ao jovem,lindo,lindo!!!

 
 
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Orlando Bernardes

Lindo!

 

Pura sensibilidade e arte. Parabéns ao garoto. Muito sucesso!

 

E aquela loira do juri, o que tem de bonita tem de idiota.

 
 
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NanaL

Maravilhoso artista! Espero que o vídeo tenha a mesma repercussão da dancinha do Teló. Quanto aos 3 babacas sem comentários.

 
 
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A. Carlos

 


É de pasmar a quantidade e a qualidade de talentos que nosso País desperdiça, em todas as áreas das artes e ciências.


E não é difícil criar oportunidades para que esses talentos eclodam. Basta volição!


 


 


 

 
 
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Rogério S. Luz

Link para o post "O controle do corpo pelo dançarino de dubstep"

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-controle-do-corpo-pelo-dancarino-de-dubstep

 
 
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IV AVATAR

As grandes corporações não se interessam pela grande arte porque o povo tem que continuar cada vez mais burro, lento e sem emoções ou sensibiliades que possam ameaçar seus interesses imediatos.  

http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/2011/06/corporocracia.html

 
 
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Eduardo Ramos

José Carlos, re-posto aqui, o que eu tinha colocado no fora de pauta. Eu adorei o vídeo e o que ele me proporcionou! Obrigado pelo presente! -rs.

A Beleza da autenticidade!

Nassif e blogueiros, bom dia! Meu fora de pauta hoje vem sob o impacto emocional e intelectual do vídeo postado pelo José Carlos, no post "o controle do corpo pelo dançarino de dubstep". O vídeo em questão é de um dançarino de rua goiano, chamado Jonh Lennon da Silva, já apresentado a este blog em março deste ano, conforme o próprio José Carlos lembrou - tá lá o link, com diversas manifestações maravilhadas das pessoas, eu, que não assisti à época, me emocionei ontem - rs.

Alguns pensamentos/sentimentos me vieram de imediato ao assistir o vídeo, inclusive pela reação inicial dos jurados e pela coragem e serenidade do rapaz de se manter convicto do que ele "é", do que ele acredita, além da mudança do comportamento dos mesmos jurados que pouco antes, duvidavam que "saísse grande coisa daquela figura" - e não por preconceito, creio, mas pelo grau de dificuldade da peça escolhida pelo John para coreografar e apresentar. Vamos à sequência de fatos:

1 - Pode parecer bobagem - rs - mas não é... O nome do jovem é "risível" à primeira apresentação, os jurados tiveram a reação de brincadeira que provavelmente ele viu nos outros a vida inteira. SUA REAÇÃO? "Nome de artista eu já tenho... eu quero ser artista, eu vim aqui POR ISSO, PARA MOSTRAR O QUE EU SEI!" - portanto, pontue-se a segurança de uma pessoa jovem, que usa um nome com potencial de ser ridicularizado, A SEU FAVOR! Adorei isso...

2 - O sonho - nesse monólogo incial que cada dançarino faz para as câmeras, Jonhn deixa claro: "eu quero ser conhecido, viajar pelo mundo, ter minha arte reconhecida..." - Coragem de apostar em si mesmo e sua arte, apesar das dificuldades obvias enfrentadas por um dançarino de rua. Ele tem apenas 20 anos.

3 - Os preconceitos iniciais, o descrédito de uma jurada e a serenidade e AUTENTICIDADE de Jonh - Ao ser questionado pela sua roupa - dançarinos costumam usar vestuário diferenciado, e ele estava "noral", como anda nas ruas... - o jovem artista comentou: "Esta é uma roupa que eu visto no meu cotidiano, mas o que tem a ver mesmo, É A MINHA INTERPRETAÇÃO..."  e, para as câmeras, a frase de ouro desse pensamento:  "Vou levar para o palco todas as possibilidades que tenho, todos os olhares que eu aprendi, que ainda estou aprendendo, e toda a minha garra e os meus sonhos..."

4 - Finalmente, depois de indagado pelo jurado com fama de carrasco como já disse alguém no blog, se ele conhecia "A morte do cisne", o rapaz dá a dica no final do seu monólogo: "Tô atrás de uma coisa diferente, UMA COISA REVOLUCIONÁRIA...

5 - Esse jurado, educadamente, diga-se, comenta sobre a versão original, apresentada por uma bailarina vestida de branco, que dança o tempo todo na ponta dos pés. Há, portanto, um elemento de OUSADIA sim, em trazer uma versão nova para um clássico tão marcante.

6 - O vídeo fala por si - rs - A emoção e admiração dos jurados é explícita, um deles está competamente comovido, seu rosto banhado de lágrimas, pela INTERPRETAÇÃO SENSÍVEL E GENIAL criada por Jonh. E é aqui que exponho as duas últimas "lições" que extraí desse vídeo fantástico:

7 - Um paralelo com Lula, a mesmíssima "coisa": o retirante nordestino que se politiza nos sindicatos, mantém sua ORIGINALIDADE, não cede em momento algum nem à pressão dos companheiros por um radicalismo que não acreditava, e nem aos intelectuais que tentaram à exaustão moldar seus pensamentos. Traz uma INTERPRETAÇÃO NOVA para a dança política, e traz, exatamente como Jonh, "SEUS OLHARES". Em grande parte, Lula deve à característica da AUTENTICIDADE, tudo o que conseguiu na vida, na política.

8 - O olhar "dos outros" - Admiro sim, quem mesmo tendo algo a criticar ou a duvidar no outro, está aberto a "se deixar surpreender". Os jurados se maravilharam com a apresentação, MUDARAM O SEU OLHAR SOBRE O RAPAZ, DURANTE SUA INTERPRETAÇÃO INOVADORA DA MORTE DO CISNE.  Assim como milhões de brasileiros aplaudiram e aplaudem os novos olhares que Lula trouxe para o Brasil. O que me leva à conclusão, que não é só interesses diversos e pensamento político diferente que fazem a grande mídia tratar Lula com o rancor e agressividade velada com que sempre trataram. HÁ UM COMPONENTE DE PRECONCEITO IRREVOGÁVEL AÍ! Há essa coisa mesquinha de não estarem com seus olhos abertos "à nova interpretação do outro".

É isso. Confesso desavergonhadamente, que meu 2012 iniciou-se mais belo e com aprendizagens importantes graças à singeleza desse vídeo, à postura SERENA e AUTÊNTICA desse rapaz, à possiblidade demonstrada pelos jurados de que podemos vencer nossos preconceitos, com "novos olhares".

 
 
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edna baker

Belíssimo, belíssimo!!! Pura emoção.

 
 

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