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A morte de Paulo MouraEnviado por luisnassif, ter, 13/07/2010 - 08:18
Por Gustavo Belic Cherubine
Tristeza. Um caipira paulista cosmopolita e gênio musical. http://www.dicionariompb.com.br/paulo-moura/dados-artisticos http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Moura Paulo Moura (São José do Rio Preto, (17 de fevereiro de 1933 - 12 de Julho de 2010) foi um compositor, arranjador, saxofonista e clarinetista brasileiro de choro, samba e jazz. Em 1982, compôs a trilha sonora do filme "O Bom Burguês", dirigido por Oswaldo Caldeira. Em 2005 fez turnê nacional e internacional do espetáculo "Homenagem a Tom Jobim", ao lado de Armandinho, Yamandú Costa e Marcos Suzano. Participou do documentário "Brasileirinho", do finlandês Mika Kaurismaki, que em 2005 foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim. Sua última apresentação foi no Copacabana Palace em um evento da Sachal Records. O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio, desde o dia 4 de julho com um linfoma (câncer do sistema linfático), falecendo 8 dias após[1]. http://www.paulomoura.com.br/sec_biografia.php 1997 O "Festival Internacional Paulo Moura" é criado em sua cidade natal, São José do Rio Preto, por iniciativa do prefeito Liberato Caboclo, carioca de nascimento e riopretense por adoção. Passam por este festival como convidados: a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra de Câmara de Genebra, Wagner Tiso, Djavan, Leny Andrade, Oscar Castro Never, Paquito D'Rivera, entre outros. Dá nome a uma praça. Por Marko Salve, grande Paulo Moura // O corpo a morte leva / A voz some na brisa / A dor sobe pra's trevas / O nome a obra imortaliza / A morte benze o espírito / A brisa traz a música, Que na vida é sempre a luz mais forte, Ilumina a gente além da morte...
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Comentários + votados
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Marcelo Procopio
13/07/2010 - 10:46
Madrugada, Ouro Preto, Paulo Moura
Era 1971. Poderia ser 1972 - se a memória falha, não é o tempo exato que importa. Era Festival de Inverno da UFMG. Era Ouro Preto.
Era madrugada: 5 horas, quase...
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Luiz Gonzaga da Silva
13/07/2010 - 12:24
Lá pelos 60 eu era o típico "garoto que amava os Beatles e os Rollig Stones". Com os festivais fui me apaixonando pela MPB. Então, em 1974 ouvi um disco, "Milagre dos Peixes ao Vivo", do Milton...
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Marko
13/07/2010 - 12:30
Suponho q grandes como Kant ou João Cabral de Melo Neto mto provavelmente sofriam d algum tipo d Amusia (1). Só pode rs
Afinal, desordem cognitiva não discrimina intelecto.
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Os querumbins mexeram os pauzinhos e articularam essa subida, só pode... queriam ele pra revisar as partituras das baladas angelicais lá em cima... à música de Paulo Moura, juntamente com a de Hermeto e Airto Moreira fui apresentado pelo meu irmão mais velho, Manoel Fernandes, em Natal conhecido como Volontê, nos idos dos anos 70 quando eu ainda tinha uns 10, 12 anos, sou grato a ele por isso até hoje.
pra aumentar a nossa tristeza ,O Globo insiste em chamar o PM de trompetista. Neste video com a estonteante Daniela spielman, a clarineta do mestre está inaudível. A legendária clarineta transparente. Viva Paulo Moura!!!!!!
Rio em Disco chora baixinho :(
http://rioemdisco.blogspot.com/
que tal montar uma seção de necrologia aqui no blog?
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Isso, Mário. E venderemos inscrições para os futuros mortos. Cada qual poderá definir antecipadamente seu epitáfio.
Depois de muito choro aqui jazz.
Boa idéia! A lista é infindável.
Kant, segundo Umberto Eco, tinha a Música como arte menor, porque se destinaria a impressionar exclusivamente as emoções. Ouvindo a obra de Paulo Moura (dentre outros gênios), entendo que a emoção é o tempero da razão.
Bom mesmo é ler o racionalíssimo Kant ouvindo Bach, Gismonti ou Paulo Moura... o Master Filósofo com seu pragmatismo alemão nos livra de um monte de enrascadas científicas e exisitenciais, e com uma pitada de musicalidade divina (como a dos citados), fica impagável.
Abraços.
Suponho q grandes como Kant ou João Cabral de Melo Neto mto provavelmente sofriam d algum tipo d Amusia (1). Só pode rs
Afinal, desordem cognitiva não discrimina intelecto.
É porque Kant nao leu Antonio Damásio (claro, né? rs, rs), O Erro de Descartes, que prova exatamente que as emoções sao o núcleo do eu e da razao.
Pagu
Que delicia de musica. Tristeza por Paulo Moura e pêsames à familia.
Madrugada, Ouro Preto, Paulo Moura
Era 1971. Poderia ser 1972 - se a memória falha, não é o tempo exato que importa. Era Festival de Inverno da UFMG. Era Ouro Preto.
Era madrugada: 5 horas, quase querendo amanhecer. Ainda havia algum movimento na cidade. Bares, dois, três talvez, abertos na praça Tiradentes. Devia haver policiais do Dops nos cantos, observando.
A gente esperava, no frio, um pedaço de sol. E o fim da loucura, do porre homérico passar. Quase silêncio. Poucas vozes.
Então, como se do nada, um som começou a chegar na praça. Era música. Vinha de longe. Da rua São José. Lá de baixo. Do começo, do fim da ladeira.
A música cada vez mais perto. A gente procurando quem. Avistamos, enfim, um grupo: algumas pessoas seguindo a música. Subindo a rua trazendo a música.
Esperamos, olhando o som. Era um sopro. Um sax. Era homem e um pequeno grupo subindo a ladeira.
Cada vez mais próximo da praça. Cada vez mais gente: aqueles poucos que ainda esperavam um pedaço de sol na noite fria de julho e aquele grupo, ainda menor, que vinha junto com a música.
O músico e sua música chegaram na praça. Agora estávamos todos juntos: a música, o músico, as pessoas e o fim da noite em Ouro Preto.
Todos agora em volta da música. O músico ao lado de Tiradentes, a estátua na praça. A música enchendo a cidade. A gente levado pela música criava um êxtase coletivo. Felicidade. Os olhos. Se fosse possível ver os olhos agora...
Era Paulo Moura no sax. Era madrugada em Ouro Preto. Era um silêncio absoluto. Só havia no ar o som suave do sopro da música de Paulo Moura.
Era para nunca mais esquecer. Era para sempre. Madrugada, Ouro Preto, Paulo Moura e a música.
ô meu deus!
vou fazer o impossível para ver se consigo baixar aqui simplicidade (de jacob) que ele toca com o yamandu, no cd el negro do blanco. é demais.
(tem umas etapas que a mestre helô ensinou mas que eu nunca sei reproduzir!)
vamos ver se funciona...
Silencio! Paulo Moura toca K-ximbinho.
http://www.youtube.com/watch?v=ZWWJY7e-rxY
Só resta tocar a Valsa Triste.
Lá pelos 60 eu era o típico "garoto que amava os Beatles e os Rollig Stones". Com os festivais fui me apaixonando pela MPB. Então, em 1974 ouvi um disco, "Milagre dos Peixes ao Vivo", do Milton Nascimento em que o Paulo Moura, já um veterano, divida as orquestrações com o Wagner Tiso , Radamés Gnatalli e era o regente da grande orquestra.
Na época eu tinha certa resistência a música instrumental, não entendia bem. Foi com os discos do Paulo, subsequentes ao do Milton, que minha mente se abriu para este tipo de música. E não foi só nas manifestações brasileiras, como a música de gafieira, do choro, mas também para o jazz americano.
Infelizmente, como é o destino do ser humano, ele foi se juntar aos outros "bambas" e virtuosos da música instrumental mundial.
Que Deus o receba de braços abertos.
A esta hora esses dois virtuosos devem estar fazendo um sarau
http://www.youtube.com/watch?v=E43f4ySf3Ag
Dia triste para o Brasil.
Dá um nó na garganta, vazio, saudade...
Descansou, já não sofre mais. Esse é o único alento para a família , amigos, admiradores.
Já tinha grande carinho pelo LP(isso mesmo LP) Clara Sverner e Paulo Moura. Vou tocá-lo hoje com muito respeito por este grande representante da música brasileira. Chora Estudantina, palco do vídeo que abre este post, que me traz as boas lembranças do Rio.
Vamos já para os necrológios? O meu: NASCÍ SEM PEDIR, FALECI SER DESEJAR.
obituário de paulo moura em http://zemaribeiro.blogspot.com/2010/07/obituario-paulo-moura.html
Que lástima. Que perda.
Nassif, eu escrevi uma pequena homenagem ao Paulo Moura e no entanto não saiu publicado. Será que se perde?
Digo: Será que se perdeu?
E assim nos despedimos de mais uma grande estrela da música brasileira. Lembro, não a muito tempo atrás, de um show que fez no "Será o Benedito" e que tive a oportunidade de lhe dizer o quanto a sua música me acalentava a alma e o quando eu o admirava. Obrigada Paulo Moura pela sua existência e por ter nos deixado um legado que te fará permanecer dentro de nossos lares. Um grande descanso para você!
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