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A morte de Castagna MaiaEnviado por luisnassif, dom, 15/01/2012 - 11:33Conheci Castagna Maia em Brasilia, após uma série de colunas defendendo os direitos dos associados da Aerus (o fundo de pensão dos aeroviários). Era um nacionalista convicto, um apaixonado pelo país. Depois, cadastrou-se no Portal, mas deixou poucas contribuições. Faleceu sábado, deixando como herança uma biografia respeitável. Nota de falecimento: Perde-se um lutador, mas não morre a esperança Sáb, 14 de Janeiro de 2012 12:23 É com profunda tristeza que informamos o falecimento, na manhã deste sábado (14/01), do Dr. Luis Antônio Castagna Maia. Nos últimos anos, Maia lutava contra um câncer. Apesar da doença, manteve-se sempre ativo e combativo, e desde 2002, era o patrono das ações judiciais dos aeronautas e aeroviários sobre o caso Aerus e Aeros. Nascido em Passo Fundo (RS), ex-bancário, Castagna Maia se especializou em Direito Previdenciário e passou a advogar para os trabalhadores, tendo sua capacidade técnica inúmeras vezes reconhecida no meio jurídico. Maia não era apenas um simples advogado, era um lutador e guerreiro, que acreditava em um Brasil melhor e fazia da sua profissão um instrumento para lutar por justiça social e por mudanças para o país. A gratidão dos aeronautas e aeroviários à atuação extremamente comprometida do Dr. Maia nos processos em defesa dos aposentados e pensionistas jamais será esquecida. Castagna Maia deixa um legado de esperança para milhares de pessoas e uma enorme saudade para sua família e para todos aqueles que, ao longo desses anos, conviveram com ele e puderam partilhar da sua amizade. Neste momento de pesar, é essencial que os aposentados e pensionistas do Aerus e Aeros mantenham-se unidos e tranquilos, para continuar lutando. Caberá a todos nós honrar o trabalho que Maia realizou nos últimos anos. Concretizar essas ações que encaminham-se para uma solução vitoriosa será nossa grande homenagem a ele. O velório inicia hoje (14), em Brasília (DF), a partir das 17h30min, no cemitério Campo da Esperança.
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O pequeno exército dos homens de bem fica cada vez menor. A UNAMIBB e a FAABB lamenta profundamente a perda desse grande jurista, grande guerreiro defensor da causa dos trabalhadores. À família deixamos nosso abraços para que saibam que o universo de amigos do Dr Maia jamais o esquecerá.
Fui colega de Maia no Banco do Brasil, cpd, Cesec Porto Alegre.
Cabeça brilhante, então militante sindicalista, destoava pela coragem de não seguir receituários da ortodoxia ou do que ele uma vez denominou "coronelismo sindical".
Muita tristeza.
>> "Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ".
- Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés . . .
Um homem de bem não morre. Dr Castagna Maia era um exemplo de ética e compromisso com a causa pretendida, preocupado em executar seu profissionalismo com dedicação e responsabilidade fez dos seus tantos compromissos profissionais um esforço sobrehumano na defesa de direitos, espero que outros jurístas que o consideravam, agarrem-se nos processos que ele acreditava resolvê-los e deem continuidade naquilo que tanto ele se empenhou para fazer justiça e que por ironia do destino não foi concluído. Mas os bons amigos e bons profissionais costumam conduzir com afinco um trabalho a ser completado. Dr castagna Maia de onde estiver gostará de ver o caso Aerus sendo concluído com justiça e dignidade.
Que Deus o tenha.
Postei no meu blog:
http://lapaoloni.blogspot.com/2012/01/o-mano-castagna-maia-se-foi-mas-estara.html
Nassif,
O que o Maia fez pelos eletricitários de Goiás, é algo que só aqueles que o conheceram consegue acreditar.
Os trabalhadores do Brasil perdem um de seus maiores quadros profissionais e políticos.
Este meu amigo e companheiro me foi apresentado por Luiz Gushiken, em 25 de julho de 1999 na cidade de Florianópolis-SC, no Seminário "O direito do Participante num Ambiente de Mudanças".
Em 2001, eu e este companheiro passamos muitas noites sem dormir, estudado estatutos, regulamentos, alterações regulamentares e estatutárias, DRAAs, balanços, balancetes, atas de reuniões e mais um tanto de outros documentos, para fazer a defesa dos participantes da Eletra, o fundo de pensão da Celg - Cia Energética de Goiás.
br />Nesta época, em função da preparação da Celg para a privatização, a direção da patrocinadora mandou fazer uma migração, onde desapareceriam com uma dívida de 30 milhões de Reais. Foi o trabalho e dedicação do Maia, Wanderley de Freitas, José Valdir Gomes, Augusto Tadeu Ferrari e Luiz Gushiken, e ainda, a colaboração do meu companheiro e amigo Valter Cauby Endres, é que os participantes da Eletra conseguiram reaver grande parte dos seus direitos.
O mais interessante dessa História é que a direção do nosso sindicato era contra a contratação de assessoria para defender os direitos dos participantes que estavam sendo lesados com a malfadada migração. E os companheiros Valter Cauby Endres, Wanderley de Freitas, e depois o Maia, vieram a Goiânia-GO para nos ajudar sem nenhuma remuneração.
Depois destas palestras, 87 trabalhadores(as) resolveram fazer a contratação do Maia e do Wanderley de Freitas. Com exceção de um companheiro que faleceu durante o processo, os demais 86 que se comprometeram a contribuir, cumpriram religiosamente as suas obrigações.
Hoje, de todos estes companheiros(as) só a Dra. Izaíra Aparecida Abrahão permanesce na empresa, esta, embora não fosse uma daquelas que a migração era um péssimo negócio, em solidariedade aos demais, foi uma das primeiras a contribuir, e incentivar a resistência. É isso mesmo, a tal migração ainda tinha este complicador, era bom para uns, que era o meu caso, e péssimo para outros.
Para se ter uma noção do tamanho do prejuízo, alguns companheiros elegíveis - com direito a se aposentar - que tinham uma reserva garantidora de aproximadamente R$ 500.000,00, e que não seguiram a nossa orientação e migraram, foram para o novo plano com aproximadamente R$ 170.000,00. Esses valores são de 2001.
Essa vitória na defesa dos participantes de fundos de pensão, obtida com trabalho do Maia e dos demais profissionais, juntamente com a união da companheirada, foi um dos quatro casos de sucesso que foram selecionados pela delegação brasileira para serem apresentados em um seminário internacional em Nova York, em setembro de 2001, onde participaram representates sindicais de 32 países. Esse caso foi um dos que mais chamou a atenção da maior central sindical estadunidense, a AFL-CIO, e esta, mandou ao Brasil em novembro do mesmo ano, Joel Solomon, Diretor Adjunto do Center for Working Capital, para estudar e entender este e outros casos bem sucedidos de defesa dos direitos dos participantes.
Maia, meu amigo e companheiro, obrigado por tudo, por seu trabalho, sua militância, seu companheirismo e sua amizade.
Descanse em paz.
Jesus Divino Barbosa de Souza
SINTO MUITO A PERDA DO DR. MAIA, BRILHANTE LUTADOR PELA CAUSA DO AERUS
QUE SEJA RECEBIDO NO PLANO SUPERIOR E QUE SEU ESPÍRITO BRILHE SEMPRE.
OS MEUS SINCEROS SENTIMENTOSÀ FAMÍLIA, JUNTO COM O AGRADECIMENTO
PELA LUTA POR TODOS NÓS. OBRIGADO
SONIA BRAGA
PENSIONISTA DO AERUS
Obrigada pelas diversas homenagens, transcrevo abaixo trecho do lindo texto do jornalista Edir Gaya, enviado pela Vera Paoloni de Belém..
"Não fazia o estereótipo de um homem diagnosticado com câncer. Não seria nunca um estereótipo de nada. Fosse médico, seria o Dr. Rieux, de A Peste, para quem a principal tarefa é aliviar o sofrimento do outro. Era advogado, o Dr. Maia, e infelizmente não há romances sobre advogados como ele."
Conheci o Maia ainda na sua faceta de jornalista, quando ele cursava Direito na UnB. Logo se tornou um advogado combativo e brilhante. Sempre admirei sua inteligência e cultura. Era um interlocutor leal e vivaz nas suas convicções. Como profissional, deu enorme contribuição para o aprimoramento da previdência complementar e das relações de trabalho no Brasil. Mesmo sabendo que estava com sérios problemas de saúde, fiquei chocado com a notícia de seu desaparecimento precoce, ocorrido num momento em que estava em pleno vôo como ser humano. Meus sentimentos a todos os seus familiares.
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