A metralhadora giratória de Caetano

Por GalileoGaliei

O artigo Caetano Veloso, hoje, no Globo é um desabafo que eu assino embaixo:

Clique aqui

Não concebo por que o cara que aparece no YouTube ameaçando explodir o Ministério da Cultura com dinamite não é punido. O que há afinal? Será que consideram a corja que se "expressa" na internet uma tribo indígena? Inimputável? E cadê a Abin, a PF, o MP? O MinC não é protegido contra ameaças?

Podem dizer que espero punição porque o idiota xinga minha irmã. Pode ser. Mas o que me move é da natureza do que me fez reagir à ridícula campanha contra Chico ter ganho o prêmio de Livro do Ano.

Aliás, a "Veja" (não, Reinaldo, não danço com você nem morta!) aderiu ao linchamento de Bethânia com a mesma gana. E olha que o André Petry, quando tentou me convencer a dar uma entrevista às páginas amarelas da revista marrom, me assegurou que os então novos diretores da publicação tinham decidido que esta não faria mais "jornalismo com o fígado" (era essa a autoimagem de seus colegas lá dentro). Exigi responder por escrito e com direito a rever o texto final. Petry aceitou (e me disse que seus novos chefes tinham aceito). Terminei não dando entrevista nenhuma, pois a revista (achando um modo de me dizer um "não" que Petry não me dissera — e mostrando que queria continuar a "fazer jornalismo com o fígado") logo publicou ofensa contra Zé Miguel, usando palavras minhas.

A histeria contra Chico me levou a ler o romance de Edney Silvestre (que teria sido injustiçado pela premiação de "Leite derramado"). Silvestre é simpático, mas, sinceramente, o livro não tem condições sequer de se comparar a qualquer dos romances de Chico: vi o quão suspeita era a gritaria, até nesse pormenor.

Igualmente suspeito é o modo como "Folha", "Veja" e uma horda de internautas fingem ver o caso do blog de Bethânia. O que me vem à mente, em ambas as situações, é a desaforada frase obra-prima de Nietzsche: "É preciso defender os fortes contra os fracos." Bethânia e Chico não foram alvejados por sua inépcia, mas por sua capacidade criativa.

A "Folha" disparou, maliciosamente, o caso. E o tratou com mais malícia do que se esperaria de um jornal que — embora seu dono e editor tenha dito à revista "Imprensa", faz décadas, que seu modelo era a "Veja" — se vende como isento e aberto ao debate em nome do esclarecimento geral.

A "Veja" logo pôs que Bethânia tinha ganho R$ 1,3 milhão quando sabe-se que a equipe que a aconselhou a estender à internet o trabalho que vem fazendo apenas conseguiu aprovação do MinC para tentar captar, tendo esse valor como teto. Os editores da revista e do jornal sabem que estão enganando os leitores. E estimulando os internautas a darem vazão à mescla de rancor, ignorância e vontade de aparecer que domina grande parte dos que vivem grudados à rede. Rede, aliás, que Bethânia mal conhece, não tendo o hábito de navegar na web, nem sequer sentindo-se atraída por ela.

Os planos de Bethânia incluíam chegar a escolas públicas e dizer poemas em favelas e periferias das cidades brasileiras. Aceitou o convite feito por Hermano como uma ampliação desse trabalho. De repente vemos o Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data. Também tenho fígado. Certos jornalistas precisam sentir na pele os danos que causam com suas leviandades. Toda a grita veio com o corinho que repete o epíteto "máfia do dendê", expressão cunhada por um tal Tognolli, que escreveu o livro de Lobão, pois este é incapaz de redigir (não é todo cantor de rádio que escreve um "Verdade tropical"). Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão.

O projeto que envolve o nome de Bethânia (que consistiria numa série de 365 filmes curtos com ela declamando muito do que há de bom na poesia de língua portuguesa, dirigidos por Andrucha Waddington), recebeu permissão para captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. Isso para só falar de nomes conhecidos. Há muitos que desconheço e que podem captar altíssimo. O filho do Noblat, da banda Trampa, conseguiu R$ 954 mil. No audiovisual há muitos outros que foram liberados para captar mais. Aqui o link:

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/02/Resultado-CNIC...

Por que escolher Bethânia para bode expiatório? Por que, dentre todos os nossos colegas (autorizados ou não a captar o que quer que seja), ninguém levanta a voz para defendê-la veementemente? Não há coragem? Não há capacidade de indignação? Será que no Brasil só há arremedo de indignação udenista?

Maria Bethânia tem sido honrada em sua vida pública. Não há nada que justifique a apressada acusação de interesses escusos lançada contra ela. Só o misto de ressentimento, demagogia e racismo contra baianos (medo da Bahia?) explica a afoiteza.

Houve o artigo claro de Herman Vianna aqui neste espaço. Houve a reportagem equilibrada de Mauro Ventura. Todos sabem que Bethânia não levou R$ 1,3 milhão. Todos sabem que ela tampouco tem a função de propor reformas à Lei Rouanet. A discussão necessária sobre esse assunto deve seguir. Para isso, é preciso começar por não querer destruir, como o Brasil ainda está viciado em fazer, os criadores que mais contribuem para o seu crescimento. Se pensavam que eu ia calar sobre isso, se enganaram redondamente. Nunca pedi nada a ninguém. Como disse Dona Ivone Lara (em canção feita para Bethânia e seus irmãos baianos): "Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?"

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Maria Lucia de Andrade Pinto

Está aberto um amplérrimo debate na área cultural! O Caetano saiu desmontando todos os cenários. Isso é muito bom.

Agora há pouco li um texto da jornalista e produtora teatral Suely Pinheiro que me pareceu também muito esclarecedor:

http://pedroayres.blogspot.com/2011/03/o-assassinato-de-mario-de-andrade...

Pouco a pouco, quem produz ou simplesmente ama a cultura brasileira vai formando sua opinião e em breve, nada será como antes: vislumbro uma grande participação num debate interessado em construir caminhos, em aproveitar o que há de positivo nas inúmeras visões.

 

Maria Lucia

 
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Alan Souza

Eu acho ótimo que Caetano esteja provando o veneno do PiG a quem ele tanto ama. Quando se tratou de atacar Lula e declarar o voto em Cesar Maia e em Marina (a musa do PiG), o PiG lhe serviu. Agora ele provando desse veneno quem sabe ele não passa a avaliar melhor as próprias companhias...

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Simone del Rio

Epa. 

Primeira pessoa a detonar a VEJA foi Caetano, há mais 10 anos.    

 
 
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Maralina Matoso

Mas tenho a impressão de que Caetano tem mudado justamente nos últimos 8 anos...

 
 
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Andre Araujo

Mudaram muito mesmo, Caetano e toda a turma dos perseguidos da ditadura, antes se engajavam em causas, agora se engajam em verbas.

 
 
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Alan Souza

Não sei se é só nos últimos 8 anos. A ex-esposa do Caetano, Paula Lavigne, quando ainda casada com o Caetano montava comitê de campanha do Serra na própria casa:

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT391466-1879-4,00.html 

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Ulisses

Adoro esta memória que a internet nos oferece!

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Maria Lucia de Andrade Pinto (domingo, 27/03/2011 às 19:39),

Esta é exatamente a grande vantagem que se obtém dessas rixas no jornalismo brasileiro. Um lado abre o flanco do outro e a gente tem oportunidade de conhecer um pouco mais dos dois lados. O grande problema na briga dos grandes jornalistas brasileiros é que jornalista bom sabe pintar, não com tinta, mas com palavras e a imagem que ele constrói pode ser qualquer uma: tanto uma imagem verdadeira como uma falsa (Penso que o Millor Fernandes ja perguntou, por que se uma imagem vale mais que mil palavras já se tentaram mais de mil imagens para demonstrar essa frase?). É preciso conhecer o orador para saber o significado do discurso dele.

Li durante muito tempo Gilberto Dimenstein e Luis Nassif. Não concordava com a maiorira das idéias que cada um dos dois defendiam. Fui contra o Plano Real, isto é, penso que foi criminoso acabar com a inflação no Brasil de uma vez, e o crime foi maior por que fizeram isso em época de eleição e pior para eleger um presidente e pior ainda que não fora sequer presidente de um grêmio recreativo. Os dois eram a favor do Plano Real, mas Gilberto Dimenstein era Fernando Henriquista ou Fernando Henrique Cardosista puxado pela banda da PUC do Rio. E Luis Nassif era pró plano Cruzado puxado pela admiração que ele tinha por José Serra e pelos irmãos Mendonça de Barros. Na página da Folha de S. Paulo um artigo de um era para rebater o artigo de outro. Para Luis Nassif, o Plano Real era uma grande obra de engenharia que fora tragada pelos erros de Gustavo Franco na condução da política cambial e de juros. Para Gilberto Dimenstein, o Plano Real era uma grande obra de engenharia cujos problemas eram pequenos diante do grande trunfo de se debelar a inflação.

Eu conheço Caetano Veloso. Caetano Veloso é o cara da canção de Cazuza: exagerado. Não conheço o  Tognolli, ou conforme diz o Iac em comentário de domingo, 27/03/2011 às 23:39, Cláudio Júlio Tognolli e por essa razão não dá para eu asserverar uma avaliação mais   robusta sobre o texto dele, mas me deu a impresão de certa infantilidade. A maneira como ele toma como dele a expressão "mafia do dendê" lembrou-me de uma criança gritando fui eu fui eu fui eu.

Já comentei sobre esse assunto junto ao post "Bethânia e o macartismo cultural" de sábado, 19/03/2011 às 13:37 aqui no blog do Luis Nassif. O post foi montado a partir de uma chamada do comentarista Marcos A Felipe para artigo de Fernando de Barros e Silva intitulado "Blog e macarthismo".

Fiz para o post dois comentários. O primeiro foi enviado sábado, 19/03/2011 às 22:41 para junto do comentário de Marco St.  que fora enviado sábado, 19/03/2011 às 13:53. Nesse primeiro comentário  eu falo sobre a Lei Kandir que causa muito mais prejuízo para o Estado e foi patrocinado pela Vale e contra essa legislação de incentivo fiscal não se vê a mesma defesa do interesse público pelos nossos melhores jornalistas.

E fiz um segundo comentário enviando-o segunda-feira, 21/03/2011 às 23:03 para junto de comentário de Alfie, enviado sábado, 19/03/2011 às 14:53. Nesse segundo comentário eu criticava Alfie por negar que a campanha contra Maria Bethania tivesse traços de macarthismo.

Os dois comentários ainda estão na primeira página do post "Bethânia e o macartismo cultural" e pode ser visto no seguinte endereço:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/bethania-e-o-macartismo-cultural

Pela pertinência faço a transcrição do meu segundo comentário (Concertei quando achei necessário para um melhor entendimento):

"Alfie (sábado, 19/03/2011 às 14:53),
Fiz algumas observações ao seu texto no sábado, 19/03/2011, e minhas observações de então tinham o conteúdo como as que eu envio agora. Digo isso porque como eu estava na caixa de comentários de outro post e outro blog e enviei sem querer o email que havia escrito e não tinha salvo o texto que preparara, acabei perdendo-o, pois para onde eu o enviei o blogueiro o excluiu da caixa de comentário (O Blog é do Alon Feuerwerker e o post é "Melhor aguardar" de quinta-feira, 17/03/2011).
Bem, o que eu queria dizer é simples. Para mim a patrulha contra Bethânia assemelha-se à que Joseph McCarthy fizera nos Estados Unidos.
Não faço aqui um discurso contra a patrulha ideológica, pois penso ser válido se criticar a ideologia do outro e isso é ainda mais certo quando o outro tenta esconder a ideologia que ele professa. E ainda há uma carga negativa na atividade da patrulha ideológica, pois quem faz a patrulha é que corre maior risco de ser mal visto. A menos que quem sofra a patrulha seja realmente do mal. Não é isso que me faz comparar o patrulhamento que se faz contra Bethânia com o a campanha que Joseph McCarthy moveu nos Estados Unidos.
A semelhança da campanha que Joseph McCarthy moveu consistia no fato de ele se colocar contrário ao apoio e ao patrocínio ou mesmo o emprego público assegurado a artistas em geral e funcionário público em particular que não adotassem o mesmo credo dele. O que Joseph McCarthy combatia era que o exercito americano, por exemplo, prestasse apoio logístico a um cineasta (Diretor ou produtor) esquerdista.
Aqui o fato que distingue é que a campanha contra Bethânia não é movida contra a ideologia de esquerda. Há, entretanto, uma campanha contra a ideologia do Blog de Bethânia. Se fosse um blog de uma associação de favelados creio que o financiamento seria visto com olhos menos críticos.
Agora a questão de considerar o incentivo a um blog de uma artista como desperdício de dinheiro público cabe bem em duas ou três teses, uma contra outra a favor e outra muito antes pelo contrário.
Eu particularmente sou a favor do aumento da receita e por isso sou contra os incentivos fiscais. No entanto, sou a favor de que se use o sistema tributário para apoiar iniciativas, financiar empreendimentos, desenvolver procedimentos, induzir comportamentos, etc. seja do conjunto da sociedade, seja dos indivíduos, seja de associações, empresas e órgãos de qualquer natureza. O desconto no Imposto de Renda para saúde e educação, o incentivo para as empresas interessarem em operar em áreas mais inóspitas tudo isso conta com minha aprovação. Penso também que o Estado deve ter uma preocupação maior com a cultura. Em um país imenso como nosso não há como prosperar junto às camadas mais populares o interesse pelos valores da cultura de elite que só por ser de elite não deve ser rejeitada.
Assim, penso ser do interesse do Estado financiar, não todos, mas aqueles aprovados após uma análise, os projetos visando a divulgação da cultura elitista como imagino que a Bethânia irá nortear o blog dela. Direitistas como Nelson Rodrigues, menos direitistas como Fernando Pessoas e até mesmo racista como Monteiro Lobato este até já bastante incorporado a cultura popular precisam de mais divulgação. É preciso que a cultura elitista desses e de outros autores alcance uma quantidade maior de pessoas e a internet parace-me um bom instrumento para isso ainda mais se o governo conseguir implantar uma banda larga popular. E é o governo que deve criar o incentivo para que projetos desse nível possam ser implementados."

Particularmente gostaria de repetir meu argumento em prol de formas de incentivo. Defendo o aumento da carga tributária, mas penso que o governo pode utilizar essa carga tributária de forma a incentivar o que ele tivesse interesse de incentivar.

E prefiro o modelo brasileiro do incentivo via Lei Rouanet em que o Estado participa do processo do que o modelo americano em que o Estado não participa. Primeiro que essa idéia de um modelo americano puro em que o Estado (Aqui incluídos os três entes da federação) não participa é uma grande falácia. Um dos pontos de maior discussão nas leis orçamentárias nos Estados Unidos são essas formas de incentivos.

E segundo, entre um modelo puro sem a participação do Estado e um modelo onde o Estado participa eu prefiro o modelo com a presença estatal. E prefiro porque acho esse modelo mais democrático. Já o modelo contrário sem a participação do Estado, em que os incentivos são decisões internas das empresas é menos democrático. Nesse último caso somente os empresários escolhem o beneficiado. É com o dinheiro privado e as empresas lutam umas contras as outras em uma competição feroz, mas elas se juntam todas na manutenção do "status quo".

Ja o modelo da Lei Rouanet permite que um povo ao escolher o seu governante tenha ingerência na decisão do incentivo. Se o governante for de esquerda, isto é, se o povo for na sua maioria de esquerda, os interesses defendidos serão os interesses da esquerda. Se o eleito é de uma corrente de direita então os beneficiados serão aqueles do povo que na sua maioria compõe a sociedade e elegeram o representante m[axiomo do país. Torço para que a direita não alcance esse poder, pelo menos enquanto o Brasil for tão desigual como o país ainda parece ser.

Clever Mendes de Oliveira
BH, 28/03/2011

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Maria Lucia de Andrade Pinto (domingo, 27/03/2011 às 19:39),

Em meu comentário acima de segunda-feira, 28/03/2011 às 03:09 há alguns erros. Nada que modifique o que eu quis dizer. Conserto só os que ficaram na memória após rápida leitura.

Não sou músico e assim jamais seria capaz de concertar coisa alguma. Assim quando eu disse que transcreveria meu comentário e disse que concertaria quando achasse que fosse necessário para um melhor entendimento, eu queria dizer que consertaria.

Também não escrevi exatamente o que eu queria quando disse:

"E Luis Nassif era pró plano Cruzado puxado pela admiração que ele tinha por José Serra e pelos irmãos Mendonça de Barros".

O certo é trocar o Plano Cruzado pelo Plano Real, ou no máximo dizer:

"E Luis Nassif que fora pró plano Cruzado foi também pró-plano Real puxado pela admiração que ele tinha por José Serra e pelos irmãos Mendonça de Barros".

E aproveito para fazer mais uma menção ao comentário de Iac que ele enviou no dom, 27/03/2011 às 23:39.

Ele reproduz em tom crítico a informação que consta no início do artigo de Cláudio Júlio Tognolli dizendo o seguinte:

"O Jornalista era muito ocupado para elogiar um "insignificante" como Dorival Caymmi, onde já se viu exigir tamanha asneira dele ..."

IAC foli certeiro nesse trecho. Não fiz menção a essa parte do comentário do Cláudio Júlio Tognolli porque ela não expressa a idéia de infantilidade que eu percebi na seqüência do artigo dele. É mais o comentário de um jovem rebelde sem causa com manias de grandeza. Na verdade, ele fora incapaz de perceber que o que Gilberto Gil queria era que lembrassem dele - Gilberto Gil - pois afinal se não tinha a genialidade musical de Dorival Caymmi era baiano como Dorival Caymmi e era dono da talvez mais revolucionária canção popular brasileira: "Domingo no parque".

Clever Mendes de Oliveira

BH, 28/03/2011

 
 
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foo

Quer dizer que a vítima da hora é a Bethania?

Para quem não lembra, a campanha de Reinaldo Azevedo contra o Chico Buarque:

http://www.youtube.com/watch?v=H7mJI7eLubc

Esse pessoal não tem vergonha mesmo. Abusa do poder (afinal, a mídia é o quarto poder, não é mesmo?) para destruir quem passa na frente.

Chico, Caetano e Bethania serão lembrados por séculos. Reinaldo Azevedo só merecerá destaque se for como um dos pontos mais baixos do pior jornalismo brasileiro.

 
 
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Michel

A hipocrisia em três atos:

1- Ricardo Noblat jogou pedra em Bethânia e na Lei Rouanet por arrecadação de R$ 1,3 milhões de projeto com a cantora baiana... Clique AQUI para ler o ataque de Noblat;

2- Em artigo no O Globo, Caetano reclama contra perseguição à Bethânia e diz que muitos projetos receberam recursos tão ou mais caros que o da sua irmã. E revela que o próprio filho de Noblat, André Scatrut Noblat (com a banda Trampa), descolou R$ 954 mil da mesma lei;

3- E o que Noblat teria a dizer sobre isso? Em vez de dar alguma resposta, limitou-se à ironia: publicou um vídeo  em que o grupo Trampa canta "Haiti", de Caetano de Gil. Clique AQUI para conferir o post de Noblat.

 

 
 
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Adriano S. Ribeiro

Essa internet hoje tá parecendo uma guerra civil. Segue as respostas:

Tognolli rebate Caetano e inclui Gil na polêmicaTognolli rebate Caetano e inclui Gil na polêmicaFoto: DIVULGAÇÃOCOLUNISTA DO BRASIL 247 RETRUCA ARTIGO DO MÚSICO BAIANO EM O GLOBO E O ACUSA DE PERSEGUIR JORNALISTAS: "GIL E CAETANO COMANDAVAM DEMISSÕES NAS REDAÇÕES", DIZ.

27 de Março de 2011 às 18:07

247 – Claudio Julio Tognolli - Caetano Veloso, em artigo feroz no Globo neste domingo 27, põe-se acima do bem e do mal: para variar. Sustem ataques contra toda a mídia. Tudo porque, a partir deste Brasil 247, tornou-se pública, a partir de nossa reportagem, a base de dados dos que mamam nas tetas da vaca profana do erário. A base de dados torna Maria Bethânia café pequeno face outros artistas consagrados que pedem verbas polpudas para o erário. Mas Caetano deu uma dica: quem convidou Bethânia para apresentar o projeto foi Hermano, irmão de Herbert Vianna. Eu não sabia que Hermano era lobista. Thanx pela dica, Leãozinho.

A revista Veja deste domingo resgata a reportagem do Brasil 247. E o repórter Sérgio Martins ilumina ainda mais o caso: mostra que, nos EUA, artistas ficam famosos e ricos, com grana do público pagante. Para depois reverterem o dinheiro privado à caridade. No Brasil é o contrário: mama-se do público, por interesses privados inconfessáveis.

Em abril de 1999, o finado gênio Sérgio de Souza botou a mim na capa da revista Caros Amigos. Ali denunciei o que chamava de "máfia do dendê": como artistas baianos, sobretudo Gilberto Gil e Caetano, comandavam demissões nas redações do Brasil. Jornalistas que não apoiavam artistas ungidos por Caetano e Gil eram demitidos ou procrastinados em grandes jornais. Lembro de Caetano, por exemplo, ter apelidado grandes articulistas e repórteres da Folha de S. Paulo, como Luis Antonio Giron e Pedro Alexandre Sanches, de "os branquinhos da Folha". André Forastieri, por exemplo, foi demitido a pedido de Caetano, depois de ter criticado, acidamente, a apresentação que Regina Casé fez de um MTV Awards brazuca.

Na Caros Amigos de 1999, eu mesmo entreguei uma foto, de uma reportagem encomendada pela Máfia do Dendê: era um pedido de Gilberto Gil, para que elogiassem o finado Dorival Caymmi em seus então 80 anos de vida. Abandonei meu emprego, por causa desse pedido, entre outras cousas. Mas tive de cumpri-lo: era o leite dos meus gatinhos em jogo. Eu tinha um cargo de confiança.

Em 1996, o leitor há que lembrar, Paulinho da Viola reclamou da máfia do dendê quando notou, em certo festival, que seu cachê era milionariamente inferior ao de Caetano.

Caetano Veloso, em seu artigo do Globo deste domingo, me chama de "um tal Tognolli". Mostra que guardou o termo "máfia do dendê", dentro de si, como um sapo de macumba. Caetano tece acusações ad hominem contra meia dúzia de jornalistas. No meu caso, relata que a biografia que escrevi como co-autor de Lobão, 50 anos a mil, não foi redigida por Lobo. Mentira, óbvio: aí apenas cuidei das investigações dos bancos de dados, entrevistas e busca (muito difícil) da papelada judicial que o pós-ditadura teceu contra Lobão. Vou para meu oitavo livro. O primeiro, o Século do Crime, de 1996, pela editora Boitempo, já saiu levando um prêmio Jabuti --o que me faz defecar e caminhar pela defesa que Caetano faz do Jabuti do Chico Buarque.

A rede de influência e lobby criada nas redações por Caetano e Gil é viva. Mas agoniza. Eis porque Caetano rodou a baiana: porque as baianas estão rodando. Temos ainda, numa grande redação, um editor que lê, avanta la lettre, para Chico Buarque, tudo o que vai sair contra ele no jornal do dia seguinte. Mas é um caso isolado: e igualmente nos seus estertores.

O problema é que a "Máfia do dendê" se sofisticou: passou de operar politicamente, nas redações, para operar economicamente, desde que Gil tornou-se ministro da Cultura, sob Lula.

Se você for na base dos projetos ungidos, legal mas imoralmente, pelo Ministério da Cultura, que se encontra aqui:

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/02/CNIC-184.pdf

Verá o número do projeto. De posse dele, insira-o aqui:

http://sistemas.cultura.gov.br/salicnet/Salicnet/Salicnet.php

E veja quem, detalhadamente, está tendo sua grana da viúva aprovada.

Fica a dica: tente, leitor, ver quais os advogados conseguiram obter a aprovação de projetos mais caros. Caso, leitor, você estabeleça alguma conexão entre Gilberto Gil, Flora Gil e Hermano Viana e esses advogados, te dou um doce. A questão está em aberto para as autoridades e deputados.

Antes de Lula, a parte mais sensível da Máfia do Dendê era o ego. Hoje é o bolso

P.S. - Meu nome pode ser Jack Abramoff e eu me exercito todos os dias...

Leia na íntegra o artigo publicado por Caetano Veloso em O Globo deste domingo, 27.

http://www.brasil247.com.br/pt/247/cultura/619/Tognolli-responde-a-Caetano-e-amplia-cr%C3%ADticas.htm

 

A do Reinaldo nem me dei ao trabalho de ler toda: 

Caetano Veloso diz não querer dançar comigo “nem morta”! Um beijinho, então, nem pensar! Amadureça, meu senhor! Debata como um rapaz!

É triste o que está a acontecer com alguns dos chamados “ícones” da MPB: vinte e cinco anos de democratização os conduziram à obsolescência! Isso não deixa de ter seu lado bom! Nunca mais chamaremos ninguém de “ícone”. Acho correto recuperarmos o sentido original da palavra, que remete ao sagrado, o que não é o caso dessa gente — nem dessa turma nem de ninguém. Havia mesmo uma disfunção na política brasileira: artistas eram confundidos com pensadores; letristas, com poetas; metáfora, com solução administrativa. A ditadura lhes facultava falar por símbolos, o que deixava entrever a suspeita de sublime e pensamento superior. Na democracia, podem falar com clareza. É um deus-nos-acuda! Quantos de nós não imaginávamos que Chico Buarque, por exemplo, tivesse um bom Brasil na cachola? Sempre que lhe foi dado escolher um país como exemplo de sua “luta”, ele nos exibiu Cuba e seus assassinos.

Quem faltava à polêmica da Lei Rouanet? Aquela que não falta a nenhuma polêmica, procedimento com que, de certo modo, recauchuta a própria obra: Caetano Veloso! Nesse caso, ele vem com menos dendê e mais fúria porque também está defendendo a irmã. Louvo-lhe o amor fraterno e, uma vez mais, lamento o entendimento que tem da República. Fala como um aristocrata, um fidalgo, um defensor de privilégios.

Sabem qual é o grande e fundamental babado no Brasil? O desrespeito à propriedade privada! Como? Qual é a tese, Reinaldo? O dinheiro público — e renúncia fiscal é dinheiro público —, no Brasil, é considerado de ninguém ou, no máximo, “do governo”, como se governos produzissem bens e, portanto, valor. É mentira! Ele vive do que arrecada — e, pois, do confisco de uma parte da produção, prerrogativa que lhe facultamos em nome do bem comum. Deve ser usado para financiar operações que, se entregues às iniciativas privadas (no plural mesmo!), gerariam uma confusão dos diabos. Num caso escandaloso de inversão da finalidade, o dinheiro que aceitamos ser público é usado, com freqüência, para financiar operações privadas — e não só de artistas. Curiosamente, e o caso da Vale está aí como evidência escandalosa, a propriedade privada é expropriada de seus direitos em nome do chamado “interesse público”: o governo Dilma quer Roger Agnelli fora da direção da empresa porque ele teria pensado apenas no bem dos acionistas, ignorando supostas necessidades do Brasil…

Se o dinheiro da Lei Rouanet fosse privado, ninguém teria de torrar a paciência de Bethania ou de Caetano Veloso. Cada um faz com a sua grana o que bem entender, excetuando-se as práticas que os códigos legais consideram criminosas. Ninguém teria de se meter! Mas não é! Se a Vale fosse uma estatal, dentro do que a lei prevê, o governo direcionaria livremente suas estratégias. Mas não é! Qual é a melancólica constatação? Um país que desrespeita a propriedade privada também não vê motivos para respeitar a propriedade pública: o privado passa a ser do estado, e o que é do estado passa a ser de ninguém — ou dos espertalhões que se organizarem com mais eficiência. Essa é a questão de fundo!

Caetano resolveu usar a sua coluna no jornal O Globo para tratar do “caso Bethania”. E diz não querer dançar comigo, chamando-me, pois, para o arrasta-pé. E eu topo, claro! Sempre topo. Esse meu texto vale mais pelo que segue acima, que Caetano está se mostrando bem menos interessante do que eu próprio supunha. Mas vamos lá. Ele segue em vermelho; eu, em azul!

Bethânia

Não concebo por que o cara que aparece no YouTube ameaçando explodir o Ministério da Cultura com dinamite não é punido. O que há afinal? Será que consideram a corja que se  expressa” na internet uma tribo indígena? Inimputável? E cadê a Abin, a PF, o MP? O MinC não é protegido contra ameaças? Podem dizer que espero punição porque o idiota xinga minha irmã. Pode ser. Mas o que me move é da natureza do que me fez reagir à ridícula campanha contra Chico ter ganho o prêmio de Livro do Ano. Aliás, a “Veja” (não, Reinaldo, não danço com você nem morta!) aderiu ao linchamento de Bethânia com a mesma gana. E olha que o André Petry, quando tentou me convencer a dar uma entrevista às páginas amarelas da revista marrom, me assegurou que os então novos diretores da publicação tinham decidido que esta não faria mais “jornalismo com o fígado” (era essa a autoimagem de seus colegas lá dentro). Exigi responder por escrito e com direito a rever o texto final. Petry aceitou (e me disse que seus novos chefes tinham aceito). Terminei não dando entrevista nenhuma, pois a revista achando um modo de me dizer um “não” que Petry não me dissera - e mostrando que queria continuar a “fazer jornalismo com o fígado”) logo publicou ofensa contra Zé Miguel, usando palavras minhas.
Se não quer dançar “nem morta”, acho que não rola beijinho, certo? Que bom! Caetano é experiente no negócio das polêmicas. Atacar a VEJA, em casos assim, sempre rende — ele não lograria o seu intento xingando a Carta Capital, certo? Sua obsessão com a revista o faz ter, a cada hora, uma memória nova: trata-se de uma obra aberta, que vai crescendo e se modificando na medida do seu desagrado. É matéria psicanalítica! Eu nem sei de que vídeo ele fala. Eu, de qualquer modo,  sou contra ameaças terroristas e, sobretudo, ações terroristas — e em qualquer tempo. Isso tem me custado caro!

Nem VEJA nem eu aderimos a linchamento nenhum! A revista dedicou uma pequena matéria ao assunto e não se referiu apenas a Bethania. Eu escrevi vários textos sobre o tema e sempre deixei claro que sou contra a Lei Rouanet em si; o caso da irmã de Caetano se tornou emblemático, vamos convir, por causa dos valores envolvidos. O bom senso considerou excessivo que ela cobrasse R$ 600 mil para dirigir… Bethania em pílulas poéticas na Internet.

A histeria contra Chico me levou a ler o romance de Edney Silvestre (que teria sido injustiçado pela premiação de “Leite derramado”). Silvestre é simpático, mas, sinceramente, o livro não tem condições sequer de se comparar a qualquer dos romances de Chico: vi o quão suspeita era a gritaria, até nesse pormenor. Igualmente suspeito é o modo como “Folha”, “Veja” e uma horda de internautas fingem ver o caso do blog de Bethânia. O que me vem à mente, em ambas as situações, é a desaforada frase obra-prima de Nietzsche : “É preciso defender os fortes contra os fracos.” Bethânia e Chico não foram alvejados por sua inépcia, mas por sua capacidade criativa.
Trata-se de uma abordagem intelectual e historicamente desonesta. O juízo de valor que Caetano faz do livro de Edney Silvestre é, como todo juízo de valor, arbitrário. Direito dele! A crítica ao Prêmio Jabuti estava relacionada ao critério, QUE MUDOU! Eu já disse por que os romances de Chico são ruins. Caetano não consegue dizer por que são bons! Prefere apelar à torcida, um jeito covarde de debater. Como o autor de Leite Derramado  tem uma legião de fãs, apela aos admiradores de seus trinados para que defendam a sua prosa. Eu duvido, mas não dá para comparar aqui, que Caetano seja um leitor de Nietzsche mais dedicado do que sou. Descolada a frase do contexto, ela pode servir à justificação da tirania, assim como a irmã do filósofo tentou fazê-lo um justificador do nazismo. Sem essa, Caetano Veloso! Nietzsche não ampara o nazismo nazismo nem explica o capilé para Maria Bethânia.

A “Folha” disparou, maliciosamente, o caso. E o tratou com mais malícia do que se esperaria de um jornal que - embora seu dono e editor tenha dito à revista “Imprensa”, faz décadas, que seu modelo era a “Veja” - se vende como isento e aberto ao debate em nome do esclarecimento geral. A “Veja” logo pôs que Bethânia tinha ganho R$ 1,3 milhão quando sabe-se que a equipe que a aconselhou a estender à internet o trabalho que vem fazendo apenas conseguiu aprovação do MinC para tentar captar, tendo esse valor como teto. Os editores da revista e do jornal sabem que estão enganando os leitores. E estimulando os internautas a darem vazão à mescla de rancor, ignorância e vontade de aparecer que domina grande parte dos que vivem grudados à rede. Rede, aliás, que Bethânia mal conhece, não tendo o hábito de navegar na web, nem sequer sentindo-se atraída por ela.
Não debato a Folha. Isso é coisa lá entre eles. No que diz respeito à VEJA, CAETANO MENTE DE FORMA VERGONHOSA. A revista, reitero, tratou do assunto apenas na edição desta semana, sem uma única incorreção. Eu, no meu blog — e não sou “a” VEJA —, escrevi vários posts a respeito. Respondendo à ex-cria da ARENA Jorge Furtado, expliquei o que era Lei Rouanet, deixei claro que autorização para “captação” não era concessão de verba do Orçamento e que o dinheiro, se conseguido, é público porque vem de renúncia fiscal. COMO CAETANO NÃO CONSEGUE RESPONDER À CRÍTICA COM FUNDAMENTO, RESPONDE À QUE NÃO TEM FUNDAMENTO PORQUE PRECISA DIZER ALGUMA COISA. É uma das técnicas que Schopenhauer denunciava para se tentar ganhar um debate mesmo sem ter razão. É interessante saber que Bethania “mal conhece a rede”, como entidade que pairasse acima dessa vulgaridade. Vai ver é por isso que pediu logo de cara 600 paus para dirigir-se a si mesma, né, Caetano?

Os planos de Bethânia incluíam chegar a escolas públicas e dizer poemas em favelas e periferias das cidades brasileiras. Aceitou o convite feito por Hermano como uma ampliação desse trabalho. De repente vemos o Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data. Também tenho fígado. Certos jornalistas precisam sentir na pele os danos que causam com suas leviandades. Toda a grita veio com o corinho que repete o epíteto “máfia do dendê”, expressão cunhada por um tal Tognolli, que escreveu o livro de Lobão, pois este é incapaz de redigir (não é todo cantor de rádio que escreve um “Verdade tropical”). Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão.
Nessa baixaria, não entro. Aí deixo para o fígado de Caetano Veloso. Começo meu texto fazendo a devida distinção entre “público” e “privado”. Não sou amigo nem de Noblat nem de Mônica Bergamo; tenho com ambos mais divergências do que convergências, mas acho que Caetano não incorre em ilações porque tenha fígado, não, mas porque pode não ter caráter. Pretende, ao expor supostos aspectos da vida privada de seus contendores , matar o debate com um procedimento similar à chantagem! E nada disso torna explicável o benefício concedido a Maria Bethânia.

O projeto que envolve o nome de Bethânia (que consistiria numa série de 365 filmes curtos com ela declamando muito do que há de bom na poesia de língua portuguesa, dirigidos por Andrucha Waddington), recebeu permissão para captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. Isso para só falar de nomes conhecidos. Há muitos que desconheço e que podem captar altíssimo. O filho do Noblat, da banda Trampa, conseguiu R$ 954 mil. No audiovisual há muitos outros que foram liberados para captar mais. Aqui o link: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/02/Resultado-CNIC.... Por que escolher Bethânia para bode expiatório? Por que, dentre todos os nossos colegas (autorizados ou não a captar o que quer que seja), ninguém levanta a voz para defendê-la veem e n t e m e n t e ?
Muitos erros não fazem um acerto. Caetano, a Soninha-toda-pura, na definição de Wally Salomão, faz de conta que não entendeu  a reação do distinto público. Aquela gente toda a que ele se refere, convenham, ao menos se dispôs a pôr o pé na estrada. Bethania enviou um projeto ao Minc em que receberia R$ 50 mil por mês para… dirigir-se!

Não há coragem? Não há capacidade de indignação? Será que no Brasil só há arremedo de indignação udenista? Maria Bethânia tem sido honrada em sua vida pública. Não há nada que justifique a apressada acusação de interesses escusos lançada contra ela. Só o misto de ressentimento, demagogia e racismo contra baianos (medo da Bahia?) explica a afoiteza.
Ah, a velha acusação de racismo! Pra começo de conversa, “baiano” não é raça, Caetano. Raça nem mesmo existe!

Houve o artigo claro de Hermano Vianna aqui neste espaço. Houve a reportagem equilibrada de Mauro Ventura. Todos sabem que Bethânia não levou R$ 1,3 milhão.
E ninguém afirmou o contrário. Pare de responder a uma mentira!

Todos sabem que ela tampouco tem a função de propor reformas à Lei Rouanet. A discussão necessária sobre esse assunto deve seguir.
É o que todos estão fazendo, tendo como emblema um caso escandaloso.

Para isso, é preciso começar por não querer destruir, como o Brasil ainda está viciado em fazer, os criadores que mais contribuem para o seu crescimento. Se pensavam que eu ia calar sobre isso, se enganaram redondamente. Nunca pedi nada a ninguém. Como disse Dona Ivone Lara (em canção feita para Bethânia e seus irmãos baianos): “Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?”
Ninguém pensava que Caetano fosse calar, convenham! Há anos ele é tomado como símbolo do homem que opina sobre tudo, e com mais convicção em assuntos sobre os quais não entende nada. O choque provocado pelo caso Bethania foi até uma deferência à cantora. Como é um medalhão da MPB — aquilo que antigamente os tontos chamavam “ícone” —-, não se esperava dela um projeto que previsse aquele desfrute.

Caetano responde àquilo que ninguém disse porque não teria como responder àquilo que se disse. Se não quer dançar comigo “nem morta”, santa!, então tem de me deixar fora de sua cantilena nepotista. Se evoca o meu nome, é fatal que a gente se esbarre no salão!

*
Caros, há uns 200 e poucos comentários na fila. Vai demorar um pouquinho. Vou almoçar! Aniversário da Dona Reinalda!

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/caetano-veloso-diz-nao-querer-dancar-comigo-%E2%80%9Cnem-morta%E2%80%9D-um-beijinho-entao-nem-pensar-amadureca-meu-senhor-debata-como-um-rapaz/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ReinaldoAzevedo+%28Reinaldo+Azevedo%29

 
 
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João Sabóia Jr.

Sai fora com esse ra... pra que reproduzir esse esgoto intelectual aqui? Sai fora mané

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Jaime Balbino

Nossa! Tudo bem que era irmã e que Caetano tem um estilo... digamos... "próprio" de se comunicar. Mas o objetivo de sua intervenção deveria ser dissipar os comentários maldosos que se avolumavam e não jogar mais caca no ventilador!

Diplomaticamente foi um desastre! Colocou gasolina no fogo e deu mais vozerio nas próximas semanas.

Aí ele vai ter réplica, tréplica... vai dar entrevista no Fantástico e no Faustão... Até se tornar um xiste que perdurará por meses.

... acho que não era isso que Caetano tinha em mente. A defesa da irmã ficou para depois e a emenda saiu pior que o soneto!

Achei os três textos dispensáveis. Apesar de ser bom ver Caetano mostrando a cara sem máscaras do "jornalismo imparcial" da Folha, Veja e Noblat.

Reinaldo, o verborrágico, deve ter tomado muitos purgantes para escrever tanto sobre tão pouca ofensa. Afinal, Caetano só lhe recusou parceria. E o "rei" não precisava desgastar tanto o teclado com a porcaria que sempre digita.

Nem o post precisava reproduzir esse lixo retórico. - bastava informar que o "rei" estava louco de raiva, como o diabo gosta, que a gente entendia que ele tinha escrito uma nova bíblia a partir da ofensa de Caetano.

Sinceramente, não vejo como esse besteirou que Caetano inicia ao entrar de sola no mesmo jogo de desinformação que condena vai ajudar a cultura nacional.

 
 
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Ed Döer

"Ali denunciei o que chamava de "máfia do dendê": como artistas baianos, sobretudo Gilberto Gil e Caetano, comandavam demissões nas redações do Brasil."

Se for verdade, seriam os "Serras" do cenário artístico-musical?

E o Caetano apela para a "carta da hipocrisia" ao apontar que outros estão situação similares que a Bethânia para partir em defesa dela. Quando o ponto seria dar o mesmo destaque para esses outros "poupados". E de quebra, discutir a lei que permite esse tipo de coisa e se não seria adequado mudar a mesma.

Nesse debate, acho que até o Tio Rei tem mais razão que ele. Credo, não pensei que um dia diria isso.

Parafraseando o deputado Romário, o Caetano calado é um ótimo compositor.

 
 
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Geraldo Galvão

Não se surpreenda. A sua concordância com o Reinaldo Azevedo é coisa do subconsciente. No fundo, no fundo, você tem afinidades com ele. Questionar o Caetano enquanto compositor consagrado, e autor de obras primas da musica popular brasileira é de uma asneirice profunda.

 
 
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Edson Almeida

Discordo de vc Geraldo Galvão.

Não interessa se é artista ou não, TODOS tem obrigações e direitos. Se receberam recursos provenientes de "maracutaia" no dinheiro público, devem responder.

O povo brasileiro tem que PARAR de achar que ARTISTAS são deuses além do bem e do mal. São cidadãos como qualquer outro e estão subordinados à lei.

 
 
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Ed Döer

De forma alguma, e sim que tento encarar os argumentos pelo valor em si dos mesmos, apesar da pessoa responsável pelo mesmo. Mas o que se percebe nesse post, em parte, é que apesar das tradicionais bolas foras do Caetano como articulista e polemista, ele automaticamente está acima do notório Tio Rei.

Assim como existiriam nomes que não podem ser criticados, existiriam aqueles que não podem ser defendidos sem o risco de ser apontado como fascista e outros rótulos de ocasião.

E quanto a minha colocação final, esclareço que Caetano ganharia mais se focasse apenas em suas composições, que por sinal aprecio. Ele apenas está sendo vítima indireta do jogo de assassinato de reputações do qual fez parte nos últimos anos.

 
 
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Jair Fonseca

Estou pasmo!

"(...) artistas baianos, sobretudo Gilberto Gil e Caetano, comandavam demissões nas redações do Brasil. Jornalistas que não apoiavam artistas ungidos por Caetano e Gil eram demitidos ou procrastinados em grandes jornais." (!!!!)

Que podres poderes os desses baianos, hem seu Tognolli!!! E tem mais:

"Na Caros Amigos de 1999, eu mesmo entreguei uma foto, de uma reportagem encomendada pela Máfia do Dendê: era um pedido de Gilberto Gil, para que elogiassem o finado Dorival Caymmi em seus então 80 anos de vida. Abandonei meu emprego, por causa desse pedido, entre outras cousas." (!!!!!!!!)

Que pessoa nefasta esse Gil, hem seu Tognolli!!! Ainda bem que você é uma pessoa honrada e não vai elogiar um Dorival Caymmi qualquer, né?

Aparece cada um! Parei de ler aí mesmo.

Já Reinaldo Azevedo, nem comecei. Não vale a pena.

 
 
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Marcia

Jair, sinceramente, estou pasma, estarrecida.

 

Acho que a gente não acredito naquilo que NÃO  somos capazes de fazer.

 

Não tem porque vc inventar isso, mas estou estremamente surpresa!

 
 
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Jair Fonseca

Oi, Marcia, isso aí que comento ironicamente são dois exemplos das barbaridades que o Tognolli escreve no texto acima!

 
 
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Marcia

Que alívio, Jair!!!!

 
 
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Ricardo Wandega

Isso é verdade sim. Caetano ha muito critica a redistribuicai das verbas do minc. Virou um ressentido, que so aparece na midia para atacar, sabendo o que esta fazendo, pois so busca renovar seus interesses financeiros. ha muito ,por suas proprias acoes se tornou criticavel sim. Por sua musica o respeito, por seu posicionamento , que vem mostrando quem é, o deploro. A ultima antes dessa foi uma critica a Emir Sader, ferrenha, bem nas vesperas do lancamento de seu novo projeto musical, conveniente....no minimo.

 
 
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Elisa

Well, a verdade jamais saberemos...

Mas me parece bem estranho que com tantas acusações pesadas sobre demissões de jornalistas, talvez até trafico de influência (!!), o único exemplo com todas as letras que o jornalista tenha tido o peito de detalhar - e portanto passível de réplica específica - tenha sido o inominável, asqueroso, deplorável e vergonhoso pedido do Gil para um elogio ao Dorival...

Como alguém já disse por aqui: Eu, hein!

Quanto ao Caetano, ainda que  circunstancialmente certo ( se assim eu achasse, já que para mim o que pegou não foi o conceito da obra e sim o salário estratosférico da Bethania e do Andrucha), é um primor de incoerência e de arrogância, que mancha sua fantástica trajetória como poeta, músico e compositor.

 

 

 

 

 
 
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Estrela

Infelizmente os tropicalistas revolucionários já não são mais os mesmo, foram todos contaminados pelo capilé. É tudo jogo de interesse e o dinheiro corrompe a tudo e a todos. 

Gilberto Gil, que eu amo de paixão e que acho um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos com suas músicas estonteantes ficou bilhionário fazendo shows depois que foi ministro. Seu cachê subiu absurdamente.

Caetano eu nunca gostei. Não gosto das músicas dele, não gosto do jeito dele e nem da forma como se comporta.

Depois de ACM ter comandado a Bahia, nenhum artista escapou de se tornar aproveitador. ACM era o Padim de todos.

Todos pediam benção a ele sem exceção. Até Carla Peres lhe pediu permisão para posar nua.

Portanto Caetano está errado desde sempre. Sem lembrar do que ele falou de Lula e de sua queda voluntária pra direita. Agora tá chiando porque a crítica bateu a sua porta.

Sinto muito Caetano, mas ninguém está acima do bem e do mal, nem mesmo Dorival Caime.

 

 

 
 
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iac

O Jornalista era muito ocupado para elogiar um "insignificante" como Dorival Caymmi, onde já se viu exigir tamanha asneira dele ...

O brilhante jornalista tinha outras ocupações, mais sérias e relevantes, de acordo com matéria publicada no Conversa Afiada:

 

  • . Mas porque será que o Cláudio Júlio Tognolli escolheu ou foi escolhido para escrever um livro favorável ao Daniel Dantas?
  • .........................................................
  • . Mas o material apreendido também revela outras coisas. Por exemplo, que o jornalista Cláudio Júlio Tognolli era “fonte” do espião português da Kroll, Tiago Verdial. Isso mesmo, ansioso blogueiro. É a “fonte invertida”. Ao invés do jornalista coletar informações com o espião, o jornalista servia ao espião. O material não revela se ele fazia isso gratuitamente ou não.
  • . O que o material revela no email do Tiago Verdial para o Bill Goodall é que o Cláudio Júlio Tognolli entregava “reports” para a Kroll, e era chamado de “our journalist” ( NOSSO JORNALISTA !). Que coisa hein?! A Kroll também queria ser dona de editora e tinha um jornalista dela?! O material não revela se o “nosso jornalista” preparava e enviava relatórios para a Kroll de graça ou não.
  • . Além de preparar relatórios, Cláudio Júlio Tognolli falava muito com o espião português da Kroll pelo telefone. No email que Tiago Verdial manda para os seus chefes, o artigo que tem o “Project Tokyo 5″ chama-se “Tognolli.doc” e tem um parágrafo muito interessante:
  • Na última quinta-feira, durante uma chamada telefônica, o jornalista Cláudio Tognoli fez inúmeras declarações sobre a revista Consultor Jurídico, o governo do PT e a Itália Telecom. Ele disse que o ministro José Dirceu recebeu R$ 45 milhões da Itália Telecom e agora esta tentando, através da Consultor Jurídico, achar evidências daquele esquema de corrupção. Ele também disse que a Consultor Jurídico esta sendo informada pela indústria do Bingo, a qual declarou guerra contra o partido do PT desde que a Medida Provisória do Presidente Lula fechou todas as casas de bingo no país e proibiu a importação e operação de máquinas caça-níquel.

Quem quiser pode acessar o link:  http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/25/quem-e-o-autor-da-nova-biografia-pro-dantas-dr-macabu-cuidado-com-essa-turma/

Depois de ler a matéria reproduzida neste post, e conferir a outra matéria publicada no Conversa Afiada, lembrei do comentário de um professor de Filosofia, que afirmava conhecer muito analfabeto mais informado do que pessoas com diploma universitário. Segundo ele, as pessoas lêem o que está escrito em um jornal, e tomam a informação como verdade absoluta, apenas porque foi publicada; um analfabeto, que ouve as mesmas informações, geralmente as analisa de acordo com sua vivencia, e são mais sábios para desconfiar de certas "verdades". Sábias palavras...

 
 
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aleXandre

 O nome dele passará a ser Claudio Júlio"our journalist" Tognolli.

 
 
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Haroldo Mourão Cunha

Sr. Jair, esse cara entendce muito de vida bandida! É mais um parajornalista, muito parecido com o paracantor que é Caetano.

 
 
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Simone del Rio

Que "pedido" o do Gil, hein?

Sou assinante de "Caros Amigos". Esse cara ainda tá lá? 

 

 
 
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Jair Fonseca

Não que eu saiba.

 
 

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