A medicalização dos transtornos psíquicos - 3

Por JoaoC

Relato por relato, vou dar o meu, resumido, que contrapõem-se ao seu. Ambos não têm valor estatístico, mas são importantes para a reflexão.

Eu fui diagnosticado bipolar há 14 anos. Vários psiquiatras concordaram com o diagnóstico. Tomei anti-depressivos, moderadores de humor e calmantes durante 7 anos. Sofri dos efeitos colaterais, dependendo da medicação, que mudava de ano em ano: insônia, excesso de sono, ansiedade, torpor, falta de apetite, excesso de apetite, etc. A vida era um horror.  Hoje vejo que vivia em depressão. A medicação me deixava minimamente "funcional" e isso só dificultava a cura.

Os médicos insistiam que eu devia ser medicado pelo resto da vida. Diziam que com certeza eu teria outras manias ou depressões graves se parasse a medicação. Ainda bem que tive senso crítico para perceber que não era o caminho. Que estavam todos errados. Parei de ir às consultas. Por conta própria, interrompi todas as medicações de um dia para o outro, exceto as que causavam sintomas de abstinência muito fortes (descobri, por exemplo, que o Effexor é uma medicação criminosa; começam te dando amostras grátis; depois você gasta centenas de reais por mês durante anos; e quando quer parar não consegue devido aos sintomas de abstinência). Alguns meses depois estava limpo, sem medicação nenhuma no corpo, sem um analgésico sequer. Não foi um ano fácil, mas consegui mudar alguns hábitos, incluindo alimentação saudável e exercícios ao ar livre à rotina. Tive apoio familiar e enfrentei os desafios.

Estava em crise, mas enfrentar a crise era o caminho para melhorar. Um ano depois estava curado. Não fiz mais nem psicoterapia. Há 6 anos não tenho depressão alguma, mania alguma, tenho um humor equilibrado, disposição para viver, melhorei profissionalmente e na vida pessoal. Não utilizo medicação psicoativa alguma há seis anos. E aconselho: medicação somente em caso de dor extrema ou risco de morte; o resto resolve-se com fisioterapia, psicoterapia e, principalmente, mudanças de hábitos.

Por Ramalho

Um vídeo convincente, alarmante, arrasador.A psicanalise não tem fundamento científico, porém não prescreve remédio. Já a psiquiatria, como se vê no vídeo, também não tem, mas prescreve medicação que pode destruir o cérebro do paciente! E não cura ninguém! E é caríssima!   Somos todos explorados por psiquiatras e empresas farmacêuticas que prevalecem-se da imagem de cultores da ciência para venderem mentiras, ganhando muito dinheiro nas vendas. É estarrecedor.
A psiquiatria é crendice que faz mal à saúde dos pacientes.

http://www.youtube.com/results?search_query=psiquiatria+sem+ci%C3%AAncia...

  

Não

 

 

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30 comentários
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Martim Assueros

E a psique... ai! cai

 

Burro e desleixado,

ria e só da dislexia.

Ei-lo, dislexiado.

 

(reposter)

 

Martim Assueros

 
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Martim Assueros

O ei-lo sou eis-me.

 

Martim Assueros

 
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pedrotardelli

Perigo! Um caso isolado e bem relatado pode influenciar patologias bem estudadas clinicamente. O diagnóstico correto e a prescrição de terapias que constem em normas e diretrizes de especialidades, no caso, da psiquiatria, é fundamental para a imensa maioria dos doentes. Devagar com as conclusões passionais.

 

Pedro

 
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Martim Assueros

Ora, para que teste? Só o fato do maluco achar que estar doido, já é uma prova, não? O conforto (para nós) é saber que os ajuizados também pensam que o são. Que são sãos, entende?

 

Martim Assueros

 
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Ralf.R

Também sou fortemente crítico do que a psiquiatria vem fazendo - e de muita besteira feita tanto em nome de "psicanálise" quanto de "psicologia" - mas, desculpem, dizer que qualquer uma delas "não tem fundamento científico" é uma imensa bobagem. É um tipo de discurso feito hoje com bastante freqüência em nome de uma idéia de ciência que - essa sim - não tem fundamento científico, ou seja: que ignora totalmente as complexidades da Epistemologia, a "ciência da ciência".

O problema não é ter ou não ter "fundamento científico"; algo pode ter todo o "fundamento científico" e ainda assim ser usado sem suficiente responsabilidade. Ou seja: a questão está muito mais para o lado da Ética. Ou, em outras palavras: profissionais de saúde sem o mínimo de formação filosófica (tanto em Ética quanto em Epistemologia) é que são o perigo.

Mas a própria tradição anti-humanista da sua formação acadêmica os faz assim, intencionalmente... e quem conseguirá mexer nesse ninho de poderes & vaidades corporativas?

É daí que acabamos chegando nessa triste situação, que naturalmente comporta exceções, mas infelizmente bem poucas: "Médicos: ruim sem eles, pior com eles".

 

ralf.r arte em palavras, ideias & educação

 
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Ramalho

Pois é. A moderna psiquiatria, que não consegue objetivamente provar que o doente é doente, que jamais provou haver, de fato, desequilíbrio químico cerebral que provoque doença mental, prescreve medicação para corrigir este desequilíbrio! Não um médico psiquiatra em particular, porém todos eles! Isto é ser não-científico. Mas é mais, é ser criminoso, mormente quando se sabe dos efeitos nocivos dos medicamentos.

A moderna psquiatria não passa de agressão aos diferentes, aos incômodos, anulando-os para que não aborreçam a sociedade, coisa que vem de longe.

 
 
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Ralf.R

PS: preocupado em comentar a questão dos "fundamentos científicos" esqueci de dar os parabéns ao JoaoC pelo EXCELENTE depoimento.

Cabe ainda observar que a depressão existe - mas foi suficientemente explicada nos anos 60 e 70 pelos chamados "antipsiquiatras" ou gente hoje relegada como Arthur Janov, criador da Terapia Primal: não conheci um só caso que não se enquadre na explicação de Janov, "repressed anger", ou "raiva engolida". Ou seja, as origens da depressão estão na estruturação social que massacra a individualidade. Quem é doente é a sociedade.

Mas tentar tratar a forma doentia de a sociedade se estruturar é um ato revolucionário, que ameaçaria as próprias estruturas em que os profissionais vivem pendurados... então é muito "melhor" dopar os chatos cuja alma insiste em ansiar por saúde real, para que aceitem viver em meio à doença coletiva sem protestar.

Como disse, isso tudo estava suficientemente descrito nos anos 60 e 70, e o tipo de trabalho terapêutico então desenvolvido funciona. Mas não gera lucro pra ninguém, e ameaça a ordem social orientada para isso. Por isso fazem de conta que nada disso existiu, e nos vendem as abordagens recentes como se fossem as primeiras a enfrentar a questão (tanto as farmacológicas quando psicoterapias socialmente conservadoras) .

 

ralf.r arte em palavras, ideias & educação

 
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cassiov

Oi Pluralf, saberia indicar alguma publicação, em português, de Arthur Janov, terapia primal e teoria da raiva engolida?

agradeço

abço

 

 

cassiov

 
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antonio francisco

Vocês já leram?

.

Re: A medicalização dos transtornos psíquicos - 3
 
 
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evandro condé de lima

Já citei uma vez, e cito novamente :

" A diferença entre um psiquiatra e um psicnalista é que em um deles eu só vou amarrado"

Millor

 
 
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FabioREM

Deixa eu ver se entendi. Entao porque nao há um exame complementar que identifique a disfunção química de um esquizofrênico, a gente deve evitar dar medicação pra ele pois essa vai destruir seu cérebro. 

Se o paciente for bipolar a gente deve deixar ele passar por crises depressivas profundas que façam com ele tente se matar, e dias depois passe pra fase maníaca onde compra 3 apartamentos, 2 iates, 4 BMW , sem ter condiçoes financeiras pra isso, e fique 3 dias sem dormir, de tao acelerado que está? 

Os pacientes depressivos a gente deixa trancado no quarto, onde ele quer ficar,  sem vontade de sair pra rua, ficando 7 dias sem tomar banho já que nao tem disposição pra isso?

Ou indicar 15 anos de psicoterapia para eles, a preços via de regra absurdos, para ver se resolve?

Tudo porque nao há um exame de sangue ou de imagem que comprove que ele tem uma disfunção séria, que o impede até de trabalhar?

Falem sério, por favor. 

João, bipolares nao devem usar antidepressivo, porque este pode fazer eles entrarem em episódio maníaco ( com agitação e planos mirabolantes ) - bipolares usam outro tipo de medicação. Antidepressivo nao causa dependência, isso é mais um mito. Vc apenas tem que fazer a redução gradual dele, sob acompanhamento médico. 

Entao é preciso um diagnóstico correto: é depressao, ou é a fase depressiva da doença bipolar?

Ou nenhum dos dois? É possível também. Sou da opiniao que andam diagnosticando distúrbio bipolar em demasia de uns tempos pra cá, há uma certa moda em diagnosticar a condição ( mas isso nao quer dizer que nao exista ) , assim como o exagero em diagnosticar TDA. 

Infelizmente esquizofrenia, distúrbio bipolar nao tem cura. Quero dizer, cura - cura mesmo. Nao é uma pneumonia em que se usa um antibiótico e se consegue curar em 10 dias. Sao condiçoes que apenas podem ser controladas por medicação, minimizando o transtorno que causam. Vc preferia o tempo em que tinha os sintomas de bipolaridade ( supondo que vc tenha isso mesmo ) ao tempo em que era minimamente funcional, como diz?

Diabéticos ( tipo I ) também tem que usar insulina a vida inteira, a doença nao tem cura. Alzheimer, doença de Parkinson também nao, cânceres com metástases também nao. Gostaríamos que tivesse cura, mas nao tem, até hoje. 

Algumas doenças nao tem cura, infelizmente é isso - a pessoa vai ter que lidar com o problema a vida inteira, e terá que fazer com medicação. 

Um vídeo sobre distúrbio bipolar, relatado pelo próprio bipolar. 

 
 
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Roberto Locatelli

Transtorno obsessivo compulsivo, transtorno bipolar, síndrome do pânico e muitas outras. Dá lucro decretar transtornos e síndromes. Lucro para os grandes laboratórios e um pequeno lucro para os médicos a serviço deles.

Veja só sua frase: "Antidepressivo nao causa dependência, isso é mais um mito. Vc apenas tem que fazer a redução gradual dele, sob acompanhamento médico." Percebeu a contradição? Se não causasse dependência, não seria necessária graduação, e muito menos acompanhamento médico.

A medicina é uma indústria. Ela visa lucro.

o capitalismo precisa de pessoas "funcionais". Se o cérebro delas está sendo destruído, não há problema.

 
 
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Ivan Moraes

"Entao porque nao há um exame complementar que identifique a disfunção química de um esquizofrênico(...)":

O pouco que se sabe a respeito do assunto eh que o CAT scan de esquizofrenicos mostra atividade toda desregulada no funcionamento do cerebro.  Como diz o medico no video abaixo, "algum tipo de encolhimento acontece" no cerebro do esquizofrenico.  Mas eh uma doenca fisica, sem duvida alguma.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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divina

otimo este video,porem e´fundamental assistir a TODOS os 11 da serie assim se obtem  a compreenção total do problema psquiatras/pacientes e medicação

 
 
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Ivanisa Teitelroit Martins

O depoimento de João demonstra que os diagnósticos psiquiátricos que derivam em uso de medicações teem produzido uma sintomatologia que obriga o paciente a se submeter a um outro tratamento que poderá ou não liberá-lo da dependência química.

A psicanálise continua a ser, desde que observada a ética e a formação permanente do psicanalista, a alternativa para a falta (sempre há falta, em qualquer um de nós) que nos leva à tristeza e à insatisfação. A prática da psicanálise possibilita que o analisante atravesse seu próprio imaginário (fantasia), simbólico (cultura) e real (lógica inconsciente) enlaçados na direção do desejo. E um psicanalista para estar preparado para sustentar seu lugar de psicanalista recebe uma formação diferente de outros profissionais: faz um percurso na academia através da graduação, pós-graduação, especialização, tem experiência prática em instituições psiquiátricas, debate suas dúvidas clínicas coletivamente, faz sua própria psicanálise, que é retomada de períodos em períodos, observa pelo menos trezentas horas de supervisão, escreve ensaios teórico-clínicos que são debatidos entre seus pares e está sempre pronto a considerar o contexto histórico-político em que vive o sujeito que demanda sua escuta. 

 

Ivanisa Teitelroit Martins

 
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Morales

Creio que, aqui, há vários aspectos a considerar.

Primeiramente, não dá para fazer juízos genéricos. Há que se analisar caso a caso. Há pessoas cujo gravidade do problema exige uma ação imediata, que, necessariamente, tem que lançar mão dos medicamentos. O problema está na banalização e medicalização da vida normal, em que uma mera tristeza é equiparada a uma depressão e a leviandade com que se prescrevem medicamentos. São duas situações diversas.

Uma outra questão é a do positivismo, do reducionismo da ciência às chamadas disciplinas "hard": físicas, químicas, biológicas, consideradas neutras e a prova de juízos e interferências subjetivas, excluindo-se as ciências humanas do âmbito do que é considerado ciência e hierarquizando as primeiras como em um patamar superior às últimas. É isto que faz com que vários praticantes das primeiras qualifiquem a psicanálise, por exemplo, como pseudociência. Da mesma maneira, é este reducionismo que gera o discurso biologizante para explicar questões que são do âmbito social (por exemplo, um neolombrosianismo para explicar a criminalidade como um distúrbio ou disfunção mental, desconsiderando-se as determinantes sociais).

É interessante investigar o quanto dos problemas psicológicos que se manifestam atualmente têm pressupostos sociais e para os quais a medicação é mero paliativo, que, se necessária, na medida que se desconhecem os estímulos externos que levam ao problema, ou quando não possam ser modificados, no entanto, seriam dispensáveis se se pudesse interferir, precisamente, nesses determinantes sociais, ambientais, de relacionamento, etc., que estão fora do âmbito das ciências "hard".

 
 
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André

É preciso lembrar uma coisa quando dizem que psiquiatra não cura alguém: para a maioria das doenças psiquiátricas que com o tempo a pessoa fica boa e pode sequer precisar de medicação, o termo mais preciso é "remissão", pois trabalha-se de forma a que o organismo "esqueça" de despertar os alarmes que geram as situações. Exemplos simples de transtornos psiquiátricos que, quando bem manejados, ficam remetidos e podem nunca mais se manifestar: síndrome do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo.

Portanto, o vídeo erra quando desce a lenha nos psiquiatras quando eles dizem que não se lembram de ter curado alguém, até porque usou-se o termo errado. Assim como não se fala de "cura", mas sim de "remissão", em inglês não se fala de "heal", mas de "remission". Houvessem eles perguntado sobre quantos pacientes obtiveram remissão, é bem possível que eles falassem uma porrada. Inclusive em um dos depoimentos dá para ver que o médico ia falar mais alguma coisa, mas foi cortado.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

 
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Ramalho

Foram médicos psiquiatras que declararam que não curaram ninguém e não o editor ou narrador do vídeo. Para confirmar que a medicação faz mal, leia a bula dos remédios.

 
 
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Aline

Andre, você antecipou meu comentário. E mais de um psiquiatra teve sua fala cortada. A edição do vídeo foi desonesta.  Abs.

 
 
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JoaoC

A lógica é tautológica: "se foi curado, então o diagnóstico estava errado". Logo, pacientes com transtorno bipolar não podem ser curados de jeito nenhum e devem passar o resto da vida utilizando reguladores de humor. 

A psiquiatria é uma ciência que contribui para o avanço do conhecimento humano, mas que ainda está muito aquém das necessidade práticas enfrentadas nos consultórios e hospitais. Some-se a isso as estratégias das indústrias farmacêuticas de impor ao mercado novas e caras medicações, cuja comprovação de eficácia muitas vezes são duvidosas ou baseadas em estudos fraudulentos. Médicos e pesquisadores que "saíram do esquema" tem bastante a dizer sobre isso. As medicações tem o seu papel importante em alguns transtornos mentais, mas eu não tenho dúvidas que há muito tempo, algo de muito errado está acontecendo na prática da psiquiatria.

Parabéns ao blog por promover essa discussão. 

Recomendo a leitura do livro: Curar - O Stress, A Ansiedade E A Depressao Sem Medicamentos Nem Psicanálise, Autor: SERVAN-SCHREIBER, DAVID. Quando eu li esse livro, eu já estava curado do transtorno bipolar. Porém, foi surpreendente que os conselhos desse médico coincidam tanto com as atitudes que tomei para reverter a doença. O autor é  médico psiquiatra, com especialidade em ciências neurocognitivas. 

Sinopse do livro:

O título reflete a provocação feita pelo autor aos 'usuários' - médicos e pacientes - da medicina tradicional para o tratamento das doenças emocionais, tão em voga na era moderna. Em seu livro CURAR..., uma visão holística e integradora da medicina das emoções, David consagra a prática de tratamentos alternativos conhecidos, mas que até agora não tinham o referencial estabelecido pela ciência. Segundo David, o corpo tem um instinto básico que o inclina para a cura, profundamente ligado ao nosso próprio instinto de sobrevivência. Confiar nesse instinto é se conhecer e se ajustar integralmente para ser feliz. Seguindo as teorias do reputado neurologista português Antonio Damásio, Servan-Schreiber divide o cérebro em duas partes - a cognitiva e a emocional. A partir daí, ele monta suas bases de uma medicina integral, composta por sete passos regeneradores - coerência cardíaca, ajuste do relógio biológico, nutrição balanceada, atividade física, relações afetivas, hipnose, com movimento rítmico dos olhos, e acupuntura. São métodos naturais, alguns conhecidos há muito tempo, mas pela primeira vez comprovados em sua eficácia por testes realizados durante cinco anos no Centro de Medicina Complementar da Universidade de Pittsburgh.

 
 
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Ivan Moraes

Ramalho, voce foi enganado.  CCHR eh

http://en.wikipedia.org/wiki/Citizens_Commission_on_Human_Rights

um grupo da cientologia que ataca a psiquiatria desde 69 a pedido de sua religiao.  Se esta suposto a ser significantissimo que o reporter faz a mesma pergunta a diversos psiquiatras e obtem a mesma resposta negativa, entao que os filosofos me digam agora e ja o significado da vida ou eu torco o pescoco deles!

Psiquiatria tem varios problemas conceituais serios, o segundo maior deles sendo a incapacidade de reconhecer depressao --acho que ja relatei aqui o caso da mae de uma colega que foi pro Brasil com uns 40 quilos pronta pra morrer porque ninguem tinha ideia do que ela tinha.  Era depressao.  Isso foi ha uns 8 ou 10 anos atraz, ela ja esta aqui ha anos, sadia e sem medicamentos "psiquiatricos".

Tem varias respostas a esse tipo de video no youtube;  por coincidencia acabei de assistir uma muito boa em duas partes que nao eh uma resposta especifica a esse video mas a outro documentario do mesmo grupo.  (Se quizer tentar ver o resto dos videos do AllHailLordXenu, por sinal, sao otimos --evidentemente de alguem extremamente brilhante e alienado mas nao um caso psiquiatrico.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Ramalho

Você me alertou sobre coisa que não tinha percebido porque não considerei a causa eficiente como ensinou o Estagirita, erro considerável. Obrigado pela correção.

Bem sei, por outro lado, que você não está a propor que se desconsidere os argumentos da CCHR por ser ela “inteiramente controlada e sujeita a diretivas políticas da Igreja da Cientologia” como está posto na página da Wikipedia endereçada pelo “link” que você me indicou. E há boas razões para tal. Embora a Igreja da Cientologia seja criticada por suas crenças – como o mito da criação, por exemplo – e por condenações em tribunais, a Igreja Católica também o é pelas mesmas razões. No entanto, o óbice não tem sido suficiente para descartar liminarmente argumentos de qualquer grupo católico que se proponha a lutar por direitos humanos. Assim, é razoável que se use o mesmo critério para com os argumentos da CCHR, critério que, em essência, consiste, apenas, em refletir sobre os argumentos dela de forma tão livre de preconceitos quanto possível.

E os argumentos são arrasadores. Um deles, até agora incontestável, é o de que ninguém conseguiu provar haver desequilíbrio na química cerebral de pessoas diagnosticadas como doentes – e os psiquiatras dizem que há, coisa de fé curandeirista. Os diagnósticos são clínicos, apenas, assentados na fantasia psicótica psiquiátrica do “desequilíbrio da química cerebral”. Imagine um médico que diagnostique câncer de tireoide, por exemplo, somente com exame clínico e fé curandeirista. Tal diagnóstico não teria um mínimo de precisão (e mesmo com recursos tecnológicos como ultra sonografia e outros, há falsos positivos e falsos negativos), e veja que a tireoide é muito menos complexa do que o cérebro. O pior, contudo, vem depois.

Assentado em premissa não verificável, o psiquiatra prescreve medicamento que em tese corrigiria a química cerebral (!), medicamento que pode produzir obesidade, câncer, aumentar a agressividade, danificar o cérebro, e cujos efeitos na química cerebral também não podem ser verificados objetivamente. Não é uma loucura? Tenho pessoas de minhas relações que caíram no conto da psiquiatria e que pagam pelo erro até hoje. Há mais.

A psiquiatria não cura. Os pacientes, sob a ótica psiquiátrica, ficam “remissos” na melhor das hipóteses, como lembrou bem um companheiro comentarista – ainda bem que há outros olhares, além do psiquiátrico. E não se vê esforços da psiquiatria no sentido de curar, pois a comunidade psiquiátrica está feliz com este estado de coisas. Os pacientes, não. O que se vê é a cada dia a psiquiatria aumentar o rol de doenças (incuráveis) e o número de pessoas candidatas aos seu cuidados.

Em resumo, a psiquiatria não tem certeza de que a pessoa esteja doente, prescreve medicação que provoca doenças e pode matar, e não cura o pretenso doente. Não sei o que a psiquiatria faz de bom, mas o preço que cobra (além do pecuniário) é excessivo.

Uma observação final: convém lembrar que a vitória conseguida pela CCHR em 1969 refere-se a um húngaro, que falava mal inglês, que foi internado em hospital psiquiátrico contra a vontade e que foi diagnosticado como padecendo esquizofrenia paranoide por falar mal o inglês e por tentar se comunicar com os médicos em húngaro. Cá entre nós, você entregaria voluntariamente o seu cérebro a uma turma destas?

Um abraço.

 
 
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tonicco

 O livro Uma Mente Inquieta é um testemunho pessoal de Kay Redfield Jamison e mostra como é a vida de uma pessoa com transtorno bipolar. Muito sofrimento. Hoje em dia qualquer pessoa que tem alegria num dia e tristeza em outros é classificada por leigos de portadora deste transtorno.

 
 
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Roberto Locatelli

Os médicos sofrem uma verdadeira lavagem e enxaguagem cerebral pelos grandes laboratórios. Além disso, sei de médicos que tem suas férias todo ano na Riviera Francesa ou nas Bahamas, pagas pelos grandes laboratórios. Uma mão lava a outra.

O FabioREM, que comentou acima - não sei se é médico ou não - disse, por exemplo:

"Antidepressivo nao causa dependência, isso é mais um mito. Vc apenas tem que fazer a redução gradual dele, sob acompanhamento médico."

Se não causasse dependência, não precisaria fazer redução gradual com acompanhamento médico. Mas muitos médicos - e leigos - não percebem mais as bobagens que estão falando. Já são soldados leais dos grandes laboratórios.

 
 
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pedrotardelli

"Os médicos sofrem uma verdadeira lavagem e enxaguagem cerebral pelos grandes laboratórios". Não seria melhor iniciar com "Alguns médicos, geralmente medalhões, que vivem em reuniões sociais e aparecendo em programas femininos de TV, ou mesmo aqueles que ostentam títulos e mais títulos..." A discussão está muito simplificada e com muito achismo. A bula de medicamentos esclarece muito, mas se o médico tem uma boa formação ele pode adequar o medicamento a um eficaz tratamento. A bula hoje está virando uma defesa dos laboratórios contra a investida de advogados buscando indenizações ao primeiro vômito observado, antes mesmo de saber a origem do mesmo. Antibióticos são fundamentais, mas podem causar alergia, dor epigástrica, etc. Mas eu vou deixar de tratar uma pneumonia só pensando nisso? Eu sou médico formado em 1980 na Unifesp e estou no PR desde 1984. Com 55 anos de idade, trabalho todos os dias da semana. Nunca tirei férias patrocinado por qualquer laboratório farmacêutico e a bula não é meu guia terapêutico.

 

Pedro

 
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mariazinha

 

FabioRE:sensato e esclarecedor. Na verdade, existem casos e casos. Hoje podemos dizer que, graças aos remédios e aos médicos psiquiatras e psicólogos, as doenças mais graves 'DA ALMA' [detesto o termo esquizofrenia] podem ser controladas e o tratamento não condena o paciente a viver, para sempre, em um Manicômio. Pode viver em casa, gozar do carinho familiar e participar de atividades, dependendo das peculiaridades da doença. Como toda doença creio que o melhor seria trata-la logo aos primeiros sinais de estresses, em adultos; a demora no começo do tratamento pode ser pior. Já qdo. se manifesta na adolescência é completamente diferente e merece outra visão.Obrigada.

 
 
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Ivanisa Teitelroit Martins

Mariazinha,

esta é a questão: não há esquizofrênicos, somos todos sujeitos divididos, somos sujeitos divididos pela lógica inconsciente. Ao diagnosticar esquizofrenia sobre a fala e o comportamento arredio do paciente, constrói-se artificialmente uma doença psiquiátrica que é normatizada, medicalizada e pela regra exclui uma pessoa que, supostamente, deve ficar sob controle. Os psicanalistas deixam a "suposta" esquizofrenia falar. A angústia é do sujeito que fala, de qualquer sujeito. O sujeito psicótico é aquele que é atravessado por uma tal angústia que não consegue dormir. E dormir, em simples termos, é sonhar. E é do tecido dos sonhos que é possível reconstruir um imaginário tragado por um simbólico despótico. O medicamento controla a possibilidade desse imaginário reparador fluir. A lógica do capital se instala nesses sulcos que são abertos corajosamente pelos artistas, os ativistas que se expõem e agem sobre o mundo por sua transformação, buscando conter uma nova lógica. O sujeito "esquizofrênico" somente não transformou ainda sua fala em ação.

 

Ivanisa Teitelroit Martins

 
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mariazinha

Pois bem, Ivanisa; belas palavras.

Entretanto, sabemos m.bem que a DOENÇA DA ALMA não é só fala e comportamentos arredios. É também, em alguns casos, um sofrimento visceral que confunde o pensamento e impede o raciocínio; os pensamentos se tornam desordenados. Leva pacientes, muitas vzs, à total incapacidade até de respirar e seu coração dispara a mil com o aumento da adrenalina e outras substâncias hormonais que desencadeiam ações em que há aumento do sofrimento. Podem levar a  consequências funestas. Ele precisa de amor, carinho e uma pessoa em que confie, para ajuda-lo a ordenar seus pensamentos, aos poucos, talvez só com ajuda de um medicamento e de um psicólogo competente[tem que atentar a esse fato].

Qto. aos sonhos, concordo: é preciso dormir e sonhar para regenerar o cérebro. Se uma pessoa não consegue dormir deve procurar ajuda urgente e, aos doentinhos, nada impede o uso de um remedinho que os ajude a dormir e sonhar. É durante o sono que o cérebro se reconstitui.

Nem tanto remédio, nem pouco; o necessário, é bom.  Eles contribuem para minimizar os sofrimentos das pessoas.

Um abração.

 
 
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Mario Augusto Gomes

Ok, então quem se habilita a ser submetido à uma biópsia no cérebro (não só no cortex) para que se possa "ver" ou testar a instabilidade química?

Seguramente a clínica é soberana, muitos casos, de muitas doenças se faz prova terapêutica.

Por outro lado, deve-se pesar a vantagem de tratamento aos efeitos colaterais. Por isso também, é relevante o envolvimento médico/paciente para conhece-lo, inclusive de sua história médica e suas consequências.

O vídeo parte de um princípio que o que não vejo, não acredito.... o átomo também não existe para estas pessoas...

A pesquisa baseada em evidência também é provada de forma estatítica, para evitar biópsias cerebrais desnecessárias.

Se o problema é o medicamento, é só melhora-lo...

 
 
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Bernardo

A psicanalise não tem fundamento científico, porém não prescreve remédio. Já a psiquiatria, como se vê no vídeo, também não tem, mas prescreve medicação que pode destruir o cérebro do paciente!

Já foi mostrado aqui que a psiquiatria não tem um bom índice de curas, talvez se comparado a regressão natural dessas enfermidades ou transtornos. E a psicanálise ? Tem um indice de curas estatisticamente relevantes ? Como distinguir elas duas de um simples placebo ?

 
 

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