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A luta contra a especulação do etanolEnviado por luisnassif, dom, 17/07/2011 - 10:21
Por Assis Ribeiro
Etanol: quem segura o rojão é a Petrobras No meio da colheira, a indústria canavieira diz que houve uma “quebra de safra” e que vai produzir menos etanol este ano. Pronto, está justificado o aumento de preços, não é?. É o mercado, a oferta menor deve, naturalmente, refletir-se em preços maiores. Está no livrinho santo das regras mercadistas. E quais as razões desta “quebra de safra”? Ah, foi o clima – sabe como é, chove, faz sol… – e também a falta de investimento na renovação e ampliação dos canaviais. Mas isso aconteceu por dificuldades no setor? Vai aí ao lado o gráfico do faturamento bruto da Cosan-Shell, a maior empresa do setor. E o crescimento dos lucros não é menor, como registra a Agência Reuters, em matéria republicada pela Folha, há um mês: “A Cosan, maior grupo de açúcar e etanol do Brasil, fechou o quarto trimestre fiscal com lucro líquido de R$ 480,9 milhões, salto de 64% em relação ao ganho de R$ 294 milhões do mesmo período do ano anterior. Em todo o ano-safra 2010/2011, a companhia acumulou lucro líquido de R$ 771,6 milhões, com queda de 26,8% sobre o ganho de R$ 1,054 bilhão de igual período do ano anterior”. Não se está desfazendo das dificuldades que muitos produtores têm, mas é preciso que fique claro que este setor é cada vez mais concentrado e internacionalizado. 70% das áreas de cana estão em mãos de usinas e, hoje, 35% das usinas são estrangeiras. E as multinacionais pouco investiram em novos projetos. Claro que é correto o Governo estimular, com financiamento, a ampliação da capacidade de estocagem de etanol. Ela é indispensavel para garantir a estabilidade no abastecimento. Como é correto, para estabilizar preços, a determinação de que as compras se façam em contratos de longo prazo, para garantir linearidade nas entregas, em lugar da especulação confessada de algumas empresas, que usam sua capacidade de estocar – na planta ou no tanque – à espera de melhores preços. A estocagem, por si só, não basta. Ao contrário, ela muitas vezes é utilizada como ferramenta para majorar preços, como a gente publicou aqui. Deve haver duas condicionantes para financiá-la. A primeira delas é o controle público sobre os estoques. Não se argumente que isso é um bem privado, por várias razões, desde o subsídio dado ao setor, diretamente, até o apoio com que ele contou na formação de um mercado de consumo, com as desonerações tributárias que se fei para a criação de um frota flex-fuel. A segunda é que o próprio Governo precisa avançar na sua participação no setor, através da Petrobras, tanto na produção quanto na distribuição. E, portanto, o crédito público disponível deve a ela ser preferencialmente dirigido. Até porque quem segura o rojão, em matéria de combustíveis, é a Petrobras, que não reajustou seus preços na gasolina entregue na boca das refinarias, importou e ampliou o volume de refino do produto. Apesar da lentidão com que a ANP vem tratando essa regulação, os contratos de fornecimento pré-estabelecido, a longo prazo, vão sair. É que a presidenta Dilma tem mandado avisar que, se não houver um acordo em que as usinas garantam o fornecimento de etanol, taxará a exportação de açúcar. Aí a turma treme.
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Comentários + votados
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Ivan Moraes
17/07/2011 - 10:32
"A primeira delas é o controle público sobre os estoques":
Com agencias reguladoras QUE NAO FUNCIONAM... Vai voar igual machado.
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Marco Antonio L.
17/07/2011 - 10:34
Se não estão comprometidos com o consumo interno de etanol, cria-se limites para a exportação do açucar e do etanol.
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Luiz Lima
17/07/2011 - 11:15
Bom, por favor, parem de falar mal da Cosan. A empresa é dirigida por heróis (apud Lula). E é um dos grupos escolhidos para serem os "campeões" do capitalismo verde-amarelo (apud Luciano Coutinho)....
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kleber
17/07/2011 - 11:26
Se o Governo tiver vontade política pode perfeitamente taxar as exportações, mas seria melhor ainda colocar a Petrobrás para concorrer de verdade no setor de etanol, pois agora , que a maioria das...
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Zé Bebelo
17/07/2011 - 11:26
Nenhuma dessas medidas resolverá o problema. O único jeito de enquadrar a máfia dos usineiros é a criação de um pesado imposto de exportação de açúcar, cujo impacto seria maior que o de um imposto de...
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Ivan Moraes
17/07/2011 - 11:28
"governo poderá reduzir a porcentagem da mistura de álcool na gasolina para garantir o abastecimento de etanol no mercado":
Em outras palavras, o mercado norte americano esta pra se abrir pro etanol...
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Ann Onimo
17/07/2011 - 12:18
Falando nisso, alguém já comentou aqui o enredo da animação "Carros 2"?
Levei minha filha para assistir o filme e fiquei muito intrigado...
O vilão do filme é um sujeito que comanda um grupo de...
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eliel martins
17/07/2011 - 12:59
Engraçado, o lucro da Petrobra é de R$ 40.000.000.000 e ninguém fala nada! Não deveria termos gás e combustíveis mais barato? Porque o pobre tem de pagar R$ 40,00 por um botijão? Não pode diminuir um...
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Zé Bebelo
17/07/2011 - 14:28
Eliel, o gráfico mostra que a receita da COSAN multiplicou por 8, em apenas dois anos! Não me parece que a produção de etanol da COSAN tenha multiplicado por 8, no mesmo período. Se assim fosse, o...
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Figue
17/07/2011 - 14:42
Por acaso a Petrobrás vende seus produtos diretamente ao consumidor final? Compare os preços da Petrobrás com os preços ao consumidor e veja as bondades dos distribuidores, donos de postos e...
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joao
17/07/2011 - 15:08
Muito boa a sua matéria, Assis.
. A segunda é que o próprio Governo precisa avançar na sua participação no setor, através da Petrobras, tanto na produção quanto na distribuição. E,...
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jucapastori
17/07/2011 - 15:17
Criar uma taxação da exportação de etanol simultaneamente com uma desoneração do mercado interno, diminuindo a CIDE na proporção de arrecadação com a exportação.
O governo norte-americano só quebrou...
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Arthur Telles Calegario
17/07/2011 - 15:52
Por que não descentralizar a produção?
Produzir álcool em pequena escala, através de programas, junto com a agricultura familiar. Pode-se criar associações e cooperativas que visem fornecer...
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Roberto Loureiro Filho
17/07/2011 - 19:47
Nassif este post foi publicado pelo BRIZOLA NETO em seu blog , o TIJOLAÇO, ontem, é só verificar lá.
Para mim, sem citar a fonte, isto é plágio.
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Antonio Esteves
17/07/2011 - 20:06
Ivan
O pior é que ninguém fala que esta porcaria de etanol só é bom para os usineiros . O consumidor é muito prejudicado . Este engodo de tecnologia FLEX eleva consideravelmente o consumo dos...
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Ivan Moraes
17/07/2011 - 21:44
A Disney tem compromisso eterno de fazer filmes ruins, mas esse... Se eu nao tivesse visto esse trailer eu nao acreditaria!
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Roberto Carlos Todorovski
17/07/2011 - 14:54
Prezados comentaristas, eu tenho algumas dúvidas quanto ao assunto aqui discutido e as opiniões relativas a sua correta condução:
1. Se a função do Estado é estabilizar a oferta e a demanda, porque é...
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Roberto São Paulo-SP 2011
17/07/2011 - 19:27
Creio que estamos no capitalismo, empresas e lucros, mais do que fazem parte da disputa são necessidades do sistema, quanto maior o lucro, melhor.
De fato um abertura do mercado americano será uma...
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"A primeira delas é o controle público sobre os estoques":
Com agencias reguladoras QUE NAO FUNCIONAM... Vai voar igual machado.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Quem regulará a reguladora?
Ivan
O pior é que ninguém fala que esta porcaria de etanol só é bom para os usineiros . O consumidor é muito prejudicado . Este engodo de tecnologia FLEX eleva consideravelmente o consumo dos automóveis , independentemente do combustível utilizado . Todos os carros FLEX consomem muito mais que os convencionais.
Antonio José Esteves Amorim
Se não estão comprometidos com o consumo interno de etanol, cria-se limites para a exportação do açucar e do etanol.
Governo pode reduzir percentual de álcool misturado à gasolina, diz ministro
15/07/2011 - 15h16 Carolina Gonçalves/Repórter da Agência Brasil... Edição: João Carlos Rodrigues
Rio de Janeiro - O governo poderá reduzir a porcentagem da mistura de álcool na gasolina para garantir o abastecimento de etanol no mercado, disse hoje (15) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Se for adotada, a medida entrará em vigor a partir de 1º de outubro, antecipou Lobão.
“Isso pode ser feito se chegarmos à conclusão de que há necessidade para garantir o abastecimento”, assinalou o ministro. De acordo com ele, a oferta do produto cresceu, mas o consumo também está aumentando e a safra pode ter uma pequena quebra.
O governo, informou Lobão, estuda outras medidas para dar segurança ao mercado de consumo de etanol neste ano e em 2012. “Estamos incentivando os produtores e distribuidores a manter estoques por 15 a 30 dias. Ajudaremos financeiramente na preservação dos estoques.”
O Ministério de Minas e Energia vai recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que disponibilize financiamento para formação de estoques de etanol.
Ainda segundo o ministro, o governo vai financiar a renovação dos canaviais.
..........Matéria alterada para acréscimo de informação -
2010
"governo poderá reduzir a porcentagem da mistura de álcool na gasolina para garantir o abastecimento de etanol no mercado":
Em outras palavras, o mercado norte americano esta pra se abrir pro etanol brasileiro a qualquer minuto, gente, e o mercado internacional tem precedencia sobre o mercado brasileiro. Essa eh a razao da alta de precos.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Não tenho um bom "sentimento" em relação a Cosan, por sua tendência a maltratar acionistas minoritários e pelo estilo em geral da administração, mas suspeito que o crescimento astronomico do faturamento também se deveu a fusões (São MArtinho, Esso) nesse meio tempo, além claro dos preços do etanol.
Levanto essas questões apenas para checarmos nossos argumentos que devem ser sólidos não ter pés de barro. Da forma que foi colocado o gráfico parece que o preço do etanol foi o único componente do aumento do faturamento, e arigo deveria ter vindo também um gráfico do lucro, para ver se o crescimento foi semelhante.
De toda forma os colegas que tenham mais informações poderiam contribuir.
Bom, por favor, parem de falar mal da Cosan. A empresa é dirigida por heróis (apud Lula). E é um dos grupos escolhidos para serem os "campeões" do capitalismo verde-amarelo (apud Luciano Coutinho). Não pega bem dizer que a empresa é gananciosa, que explora trabalho escravo etc. Isso é démodé. Coisa de fracassomaníaco. Aliás, fracassomaníaco também é démodé, pois não?
Parabéns Luiz, é isso mesmo.
Se o Governo tiver vontade política pode perfeitamente taxar as exportações, mas seria melhor ainda colocar a Petrobrás para concorrer de verdade no setor de etanol, pois agora , que a maioria das usinas está associada a grupos internacionais o preço vai subir sim, e não tem limites para altas...
Infelizmente o povo brasileiro dá uma chiadinha, abaixa a cabeça e continua pagando...
Nenhuma dessas medidas resolverá o problema. O único jeito de enquadrar a máfia dos usineiros é a criação de um pesado imposto de exportação de açúcar, cujo impacto seria maior que o de um imposto de exportação de álcool. Pode tanto ser um imposto ad valorem ou um específico, por tonelada exportada. Isso faz parte da função estabilizadora do Estado. É dever do Estado tomar medidas para estabilizar a economia nacional. O lobby do agronegócio é muito forte e cria grande dificuldade política para que essa medida óbvia seja adotada. Por isso, nós, a sociedade civil, precisamos divulgar essa ideia e começar uma campanha em favor do imposto de exportação de açúcar.
Prezados comentaristas, eu tenho algumas dúvidas quanto ao assunto aqui discutido e as opiniões relativas a sua correta condução:
1. Se a função do Estado é estabilizar a oferta e a demanda, porque é que na sua maior manifestação prática, nos países solcialistas, o estatismo fracassou nesse quesito? As pessoas que residem naqueles países preferem a volatilidade de hoje ou a estabilidade de ontem? Em qual situação elas se encontram mais ricas?
*
2. Caso seja errado vender seus produtos a preços de mercado no mercado internacional pelo motivo de se ter recebido ajuda governamental, porque é que ficamos mais felizes vendendo nosso trabalho à uma empresa multinacional e não trabalhando no mercadinho do nosso vizinho brasileiro ganhando um salário mínimo? Afinal não recebemos educação, saúde, segurança e infraetrutura urbana pagas com dinheiro público do nosso país?
*
3. Afinal, se uma cadeia produtiva instalada em nosso terrítório, consegue vender a preços mais vantajosos seus produtos no mercado internacional, ela vai prosperar ou entrará em declínio, arrastando ao empobrecimento todos aqueles que nela tem participação, inclusive os trabalhadores?
Falando nisso, alguém já comentou aqui o enredo da animação "Carros 2"?
Levei minha filha para assistir o filme e fiquei muito intrigado...
O vilão do filme é um sujeito que comanda um grupo de carros obsoletos e ressentidos que descobriram enormes reservas de petróleo em alto mar e por isso desejam sabotar a nascente, benéfica e promissora indústria dos biocombustíveis!
Parece um “rock do gringo louco”, mas não é, se lembrarmos que a indústria de biocombustível brasileira, ao que parece, já está controlada por estrangeiros.
É pena que eu não posso contar mais, caso contrário estragaria o filme para quem ainda irá assistir.
Ao final, percebi que existe um personagem construído sob medida para representar o Lula (na visão que eles pretendem passar).
Analogias a serem consideradas:
No início do trailer podem ser vistas as tenebrosas plataformas marítimas exploradas pelos carros inferiores:
A Disney tem compromisso eterno de fazer filmes ruins, mas esse... Se eu nao tivesse visto esse trailer eu nao acreditaria!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Engraçado, o lucro da Petrobra é de R$ 40.000.000.000 e ninguém fala nada! Não deveria termos gás e combustíveis mais barato? Porque o pobre tem de pagar R$ 40,00 por um botijão? Não pode diminuir um pouco esse lucro? É..., aí ninguém fala nada! Se fosse no tempo do FHC...
(Eliel, voce me deu uma ideia. Vou procurar saber quanto custa o botijao de gas aqui nos EUA pois o unico que eu uso eh do macarico, e eh pequenininho. Aqui so se usa botijao de gas com churrasco de outra maneira.)
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Eliel, o gráfico mostra que a receita da COSAN multiplicou por 8, em apenas dois anos! Não me parece que a produção de etanol da COSAN tenha multiplicado por 8, no mesmo período. Se assim fosse, o litro do etanol nas bombas estaria não mais que dez centavos. O problema não é ter lucro. O problema é um setor elevar enormemente o "custo Brasil", obrigar o governo a elevar ainda mais as já escandalosas taxas de juros da dívida pública para combater a inflação de combustíveis (etanol), enfim, diminuir a competitividade da economia brasileira com um todo. Não podemos ser reféns de usineiros.
Por acaso a Petrobrás vende seus produtos diretamente ao consumidor final? Compare os preços da Petrobrás com os preços ao consumidor e veja as bondades dos distribuidores, donos de postos e similares.
O lucro da Petrobrax seria provavelmente o dobro e os precos pagos pelo consumidor também.
Que as forças do universo gratifiquem a todos que lutam por um mundo melhor e mais justo e eduque os demais
Muito boa a sua matéria, Assis.
. A segunda é que o próprio Governo precisa avançar na sua participação no setor, através da Petrobras, tanto na produção quanto na distribuição. E, portanto, o crédito público disponível deve a ela ser preferencialmente dirigido.
- quando você fala da Petrobrás na produção, há algumas questões e que não penso seja esta a função da companhia neste caso. A Petrobrás o que poderia fazer e investir na agricultura familiar, do pequeno e médio produtor e assim fazer a cooperativas e “produção” própria, fugindo dos carteis do etanol e açúcar.
Até porque quem segura o rojão, em matéria de combustíveis, é a Petrobras, que não reajustou seus preços na gasolina entregue na boca das refinarias, importou e ampliou o volume de refino do produto.
- Poderia com o gráfico, quanto foi em montante que a Petrobrás perdeu, ou repassou para os usineiros em segurar o rojão (não aumento ao consumidor)?
Criar uma taxação da exportação de etanol simultaneamente com uma desoneração do mercado interno, diminuindo a CIDE na proporção de arrecadação com a exportação.
O governo norte-americano só quebrou sua política de subsídio ao álcool de milho depois q usinas brasileiras foram adquiridas por empresas estrangeiras. Como sempre, demitiram nos EUA e desabastecem em outro país. Enquanto não houver estímulo à produção e crescimento do mercado interno, vamos viver pela agenda econômica do hemisfério norte. E olha q vivem dizendo q temos um câmbio desfavorável à exportação. Imagina a exportação de etanol com o dólar valendo R$ 2,50, R$3,00...
Por que não descentralizar a produção?
Produzir álcool em pequena escala, através de programas, junto com a agricultura familiar. Pode-se criar associações e cooperativas que visem fornecer álcool, primeiramente, para frotas públicas. Segundo o Professor Jarez de Souza e Silva, no seu livro, PRODUÇÃO DE ÁLCOOL COMBUSTIVEL NA FAZENDA E EM SISTEMA COOPERATIVO, 2007, a média de consumo nos municípios brasileiros é de 5000 litros de etanol/dia. Portanto, por ano, é necessário produzir, em média, 1825000 litros de etanol/ano. Segundo os cálculos, considerando a produtividade de 100t/ha de cana de açucar, e 70L de etanol por tonelada, são necessários, aproximadamente, 260 ha de cana de acucar.
Por que não?
O único porem que vejo é que o modo de produção, levando em conta a agricultura familiar, deve ser repensando. Pois a monocultura tem alto poder impactante sobre a biodiversidade e os ciclos da natureza. Assim, vejo que a produção em agroflorestas é mais viável e compensatória. Mas essa é outra discussão.
Pensem nisso. Descentralizar. Como sempre dizem.
Creio que estamos no capitalismo, empresas e lucros, mais do que fazem parte da disputa são necessidades do sistema, quanto maior o lucro, melhor.
De fato um abertura do mercado americano será uma pressão adcional na demanda, mas também um poderoso estímulo para o aumento de investimento.
Quanto ao aumento de estoques reguladores, é preciso lembrar que o atual nível de juros da Selic praticamente impede qualquer ação nesse sentido, o custo de carregamento seria enorme para as empresas e para o governo,
melhor no momento seria reduzir temporariamente os impostos e a porcentagem da mistura de álcool na gasolina.
2010
Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020(pdf)Para ler mais, clique aqui.
Matriz energética terá aumento de participação das renováveis nesta década
De acordo com o Plano Decenal, fontes alternativas (eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas) dobrarão de tamanho no setor elétrico até 2020
Empresa Pesquisa Energética – EPE...Rio de Janeiro, 06/06/2011....INFORME À IMPRENSA
O percentual de participação do conjunto das fontes renováveis de energia (hidráulica, eólica, etanol, biomassa, entre outras) vai aumentar na matriz energética brasileira nos próximos dez anos. A presença destes recursos, que somou 44,8% em 2010, chegará a 46,3% em 2020, de acordo com o mais recente ciclo do Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE, estudo produzido pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE e que ficará em Consulta Pública no Ministério de Minas e Energia até o próximo dia 1o de julho.....
....BIOCOMBUSTÍVEIS
Em relação aos biocombustíveis, projeta-se para o período decenal a manutenção da forte expansão da demanda de etanol no mercado brasileiro, devido ao aumento expressivo da frota de veículos flex-fuel e à competitividade do preço do etanol hidratado em relação à gasolina (embora exista restrição de oferta no curto prazo).
Em consequência disso, a demanda de etanol deverá triplicar nesta década, passando de 27 bilhões de litros em 2010 para 73 bilhões em 2020 – incluindo 6,8 bilhões de litros para exportação.
Os investimentos totais previstos na área de biocombustíveis somam R$ 97 bilhões até o final desta década, concentrados quase que integralmente na oferta de etanol.
PETRÓLEO E GÁS NATURAL
O Brasil experimentará, nos próximos 10 anos, uma extraordinária expansão da produção de petróleo. Graças ao pré-sal, o país praticamente triplicará sua produção, que passará dos 2,1 milhões de barris diários em 2010 para 6,1 milhões de barris por dia em 2020. Este aumento se dará não apenas pelos investimentos da Petrobras, mas também pelas outras empresas que hoje detém participação nos blocos do pré-sal.
Além de produtor relevante, o Brasil se tornará um grande ator no cenário internacional de petróleo. Em 2020, cerca de 50% da produção brasileira será destinada ao mercado externo, possibilitando ao país, por um lado, auferir o bônus da grande renda oriunda da exportação de petróleo, e, por outro, evitar o ônus do aumento de emissões de gases poluentes decorrente do consumo de seus derivados.
Em relação ao gás natural, projeta-se uma forte ampliação da oferta nacional, saindo de um patamar de 58 milhões de m3/dia em 2011 para 142 milhões de m3/dia em 2020.
Esta oferta interna, acrescida das importações – 30 milhões de m3/dia de gás boliviano e 21 milhões de m3/dia de GNL –, irá ampliar a oferta total de cerca de 109 milhões de m3/dia em 2011 para 193 milhões de m3/dia em 2020.
Prevê-se cerca de R$ 510 bilhões em investimentos para as atividades de E&P (petróleo e gás natural) no Brasil para o período 2011-2020.
2010
Petrobras Biocombustível completa três anos com capacidade de produção dez vezes maior
15 de julho de 2011 / 14:22....Petrobras – Fatos e Dados
A Petrobras Biocombustível, que completou três anos de atividades nesta sexta-feira (15/7), aumentou em dez vezes sua capacidade de produção. Passou de 170 milhões litros/ano de biodiesel, em 2008, para 1,7 bilhão de litros/ano em biodiesel e etanol.
No biodiesel, a empresa atingiu a capacidade de 720 milhões de litros/ano a partir da recente aquisição de 50% de usina em Passo Fundo (RS). Com esse movimento, mais a usina de Marialva (PR), constituiu uma única empresa para atuação no Sul do Brasil. No último ano, concluiu ainda as obras de duplicação da Usina de Candeias (BA), que passou a 217,2 milhões de litros/ano.
>No segmento de etanol, a Petrobras Biocombustível continuará ampliando sua produção para atender o mercado nacional. “Fechamos 2010 com capacidade de produzir quase 1 bilhão de litros/ano. Vamos inaugurar, em breve, com a Guarani, nova destilaria na unidade São José, em Colina (SP). Iniciamos a duplicação da usina da Total, em Bambuí (MG), e já está em expansão a usina Boa Vista (GO), da Nova Fronteira”, informa Miguel Rossetto, presidente da subsidiária.
No Pará, a empresa iniciou o desenvolvimento da parte agrícola do projeto Belém, voltado à produção de green diesel em Portugal, a partir de óleo de palma. “Já temos quatro mil hectares plantados”.
Está em implantação também o projeto Pará, para construção de usina biodiesel para atender a região Norte, atualmente, em fase de cultivo de mudas. Os dois projetos já geram 861 postos de trabalho.
No Nordeste e em Minas Gerais, a empresa iniciou o Programa de Estruturação Produtiva Agrícola para aumento da produtividade e produção junto aos agricultores familiares. E deu o primeiro passo para a verticalização da cadeia produtiva do biodiesel por meio da aquisição de 50% da Bioóleo, empresa de extração de óleos vegetais, em Feira de Santana (BA).
E, na área de pesquisa e desenvolvimento, um dos destaques foi o início de parcerias com empresas internacionais para acelerar o processo tecnológico do etanol de segunda geração.
Rossetto destaca que, frente aos desafios, a empresa adaptou a estrutura organizacional e aprimorou processos internos. Também confirmou, no último ano, os compromissos socioambientais com a aprovação da Política e Princípios de Sustentabilidade de Biocombustíveis, que orientará as ações da empresa em todo o ciclo de produção, traduzindo o rigor de uma operação sob a ótica da responsabilidade social, trabalhista e ambiental.
Ainda de acordo com o presidente da Petrobras Biocombustível, a subsidiária vem se consolidando como uma das maiores empresas de bioenergia do País. “Temos participação relevante nesse período de transição para uma matriz energética mais limpa e uma economia de baixo carbono. Fortalecemos, com esse esforço conjunto, a estratégia da Petrobras de se consolidar como uma das maiores empresas de energia do mundo”, ressalta.
2010
Nassif este post foi publicado pelo BRIZOLA NETO em seu blog , o TIJOLAÇO, ontem, é só verificar lá.
Para mim, sem citar a fonte, isto é plágio.
Oxente, não se acostumaram não?? É só mais um dos muitos CARTÉIS que trucidam o povo braSileiro. É o da Carne, é o do AÇO, é o do Cimento, é o da Soja, é o do Café, Bancos, Empreiteiros...
12/04/2011: Raposa não pode tomar conta de galinheiro
Shell, Dreyfus, British, Bunge, etc assumiram controle da produção nos últimos três anos
Presidente se reúne com ministros e pede estudos com medidas para combater a especulação com etanol e a falta do produto
A presidente Dilma Rousseff cobrou, no início da semana, em reunião com ministros de seu governo, um maior controle sobre o abastecimento de etanol para os consumidores brasileiros. Ela está inconformada com a falta do combustível nos postos e o aumento nos preços observado nas últimas semanas. Dilma criticou as empresas produtoras, sobretudo os executivos de companhias estrangeiras, por não estarem se comprometendo com os planos estratégicos do governo. “A entrada de empresas multinacionais no setor”, avaliou, “não resolveu esse problema. Ao contrário, agravou a visão restritiva dos compromissos”.
Com a intensa desnacionalização observada no setor sucroalcooleiro nos últimos anos, o governo passou a deter cada vez menos controle sobre níveis de estoques em mãos privadas e dos levantamentos de oferta e demanda internas. A determinação da presidenta Dilma para que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) passe a ter maior controle sobre a quantidade de etanol produzida e o fluxo de comercialização das usinas, revela a falta de controle que vinha imperando no setor.
Por determinação da presidenta, o produto passará a ser tratado como combustível estratégico e não mais como um mero derivado da produção agrícola. O aumento do consumo de etanol nos últimos anos e a falta de oferta, apesar de ter havido aumento da produção (48% em relação ao ano anterior), tem provocado elevação dos preços ao consumidor.
Dilma chegou a mencionar que, “no limite”, pensaria em uma eventual taxação das exportações de açúcar. Há uma forte suspeita, observada também pela presidenta, de que os grandes grupos produtores estariam desviando a produção para o açúcar em detrimento do etanol. Os preços da commodity são os maiores desde a década de 70 e sua remuneração supera a do etanol em 75%. Os produtores estariam mais interessados em ganhar com a bolha especulativa do que garantir o abastecimento interno de álcool. A certa altura, Dilma disse aos ministros que, se os EUA decidissem retirar as tarifas ao etanol brasileiro, o país passaria pelo vexame de não ter como fornecer o combustível ao exterior. Ao contrário, o país virou importador de etanol - e justamente dos EUA.
Preocupada com a forte alta de preços nas bombas e as ameaças de desabastecimento, a presidenta encomendou também a quatro auxiliares estudos para reduzir “substancialmente” a mistura de etanol à gasolina, que hoje varia de 20% a 25%. Participaram da reunião os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura).
Um dos maiores símbolos da monopolização do setor, bem como da desnacionalização da produção de álcool e açúcar no Brasil foi a compra da Cosan, empresa brasileira, maior produtora de açúcar e álcool do mundo, pela multinacional anglo-holandesa Shell. A Shell passou a controlar a produção de etanol, açúcar e energia e o suprimento, além da distribuição e comercialização de combustíveis. O negócio incluiu a aquisição pela multinacional de todas as 23 usinas de açúcar e etanol da empresa brasileira.
Para quem tinha a ilusão de que a Cosan e a Shell tinham apenas se fundido, bastou comparar o faturamento das “associadas” para saber quem comprou quem: enquanto a Cosan fatura anualmente cerca de US$ 8,5 bilhões, a Shell fatura US$ 458 bilhões. A Cosan, além de produtora de açúcar, já atuava no setor de distribuição após a compra dos postos da Esso. A Shell também atuava no setor de distribuição de combustíveis, mas não na produção de etanol.
Com a aquisição pela multinacional das 23 usinas de açúcar e etanol da empresa brasileira passaram para controle estrangeiro aproximadamente 60 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana-de-açúcar por ano, com capacidade de produção de mais de 2 bilhões de litros de etanol. Além disso, a Cosan transferiu para a Shell quatro refinarias de açúcar, todos os ativos de cogeração de energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar, participação em empresa de logística de etanol, 1.730 postos de serviços e dois terminais portuários de distribuição de combustíveis. Nos últimos três anos ocorreram no Brasil 60 operações desse tipo envolvendo 100 usinas.
Analistas avaliam que a maior monopolização, resultado das fusões e aquisições, aumentaram a capacidade das empresas de segurarem seus estoques para manipularem os preços. O Professor do Departamento de Administração - Faculdades de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva/Fait, Flauzino Auzino Antunes Neto, avalia que, com a desnacionalização e a monopolização do setor, está diminuindo a competição e havendo um aumento exagerado dos preços.
A multinacional francesa Louis Dreyfus passou a ser a segunda maior empresa em operação no Brasil. A terceira era a Moema, mas esta foi adquirida pela norte-americana Bunge. Outra gigante que também atua no setor é a BP (British Petroleum).
Outros grupos dos EUA e de outros países, como Archer Daniels Midland (ADM) - maior produtora de etanol dos EUA -, Cargill, Infinity Bio-Energy, Clean Energy Bio-Energy, Globex e Pacific Ethanol, Kleiner, Perkins, Caufield & Byers, também ampliaram seus negócios no Brasil. “Sairemos de umas 400 usinas na mão de 80 grupos, para 90 usinas nas mãos de 30 grupos”, disse Flauzino Neto.
E o pior é que este aprofundamento da desnacionalização – uma ambevização da economia brasileira –, além de desorganizar o setor e provocar preços extorsivos ao consumidor, vem se dando com entrada reduzida de capitais trazidos pelas empresas compradoras. É que a desnacionalização tem sido feita sob os auspícios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só a Cosan, por exemplo, foi contemplada com R$ 986,5 milhões pouco antes de ser adquirida pela Shell.
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VIA BEATRICE
Falou e disse tudo.
Aí é que mora o perigo !
O empresário brasileiro adora entregar ouro por papel pintado de verde denominado "dolar"
O Autor! O Autor! Que tal citar o autor, Brizola Neto, no Tijolaço, sempre importante de se ler?
Vulgaríssimo o uso do gráfico da Cosan. Deve-se notar alguns pontos para apenas começar a discussão: 1- a Cosan cresceu muito nos últimos anos em parte por meio de uma estratégia de aquisições. Natural que a receita bruta cresça. 2- A Cosan, ao contrário da maioria das pequenas usinas do país, produz etanol e açúcar - a empresa é uma das maiores exportadoras da commodity, e no Brasil produz o Açúcar União. E o preço do açúcar vinha batendo recordes históricos até o começo deste ano, devido à quebra nos estoques internacionais, sobretudo na Índia. 3- O aumento da frota de carros flex está sendo muito maior do que a capacidade de incrementar a produção de álcool combustível. Não há canavial que aguente o nosso ritmo de consumo de energia.
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