A lição do jovem Tim Pool

Por Assis Ribeiro

No Vi O Mundo

O que o Tim Pool tem a ensinar aos meninos da USP?

por Luiz Carlos Azenha

Tim Pool já é uma fonte de informação confiável nos Estados Unidos.

Faz parte do TheOther99, os outros 99%, um coletivo de mídia.

Tim usa um celular para fazer o papel de uma emissora de TV ambulante.

Ele usa o celular para fazer upstream no Ustream.

Upstream é a transmissão de imagens ao vivo, via internet.

O Tim acompanha as manifestações e passeatas.

Ontem, o canal em que ele transmite — canal gratuito, diga-se, e que não depende de concessão governamental — chegou aos 250 mil telespectadores. Dadas as dificuldades de deslocamento por causa das barreiras policiais e o jogo duro da polícia contra repórteres, Tim passou a ser uma fonte dos próprios jornalistas.

Eu mesmo vi o Tim durante alguns minutos.

De Nova York a São Paulo, ao vivo, sem intermediários:

Aliás, Tim Pool é o intermediário.

Ele transmite até mesmo suas escapadas para beber um café no bar da esquina. Vai descrevendo a cena, entrevistando pessoas, fazendo um relato em primeiro pessoa do que vê.

Assim como ele, há várias outros ativistas fazendo upstream para o Occupy NY. Alguns usam laptops, outros telefones celulares.

Além do Ustream, há vários outros serviços gratuitos do gênero, como o Justin.TV ou a Twitcam.

Ou seja, com os celulares de última geração qualquer um pode ser uma emissora de TV ao vivo, desde que o serviço de telefonia seja razoável.

Depois dos blogs, do twitter, do facebook, a TV ao vivo, na internet, é a revolução dentro da revolução.

Logo depois da transmissão, o vídeo é salvo como arquivo. A gravação fica lá no canal, para quem quiser ver. Pode ser editada para o You Tube. E reproduzida em um blog.

A certa altura, ontem, Tim Pool era visto por 20 mil telespectadores. Gente que interagia com ele via twitter.

O que o Tim tem a ensinar aos estudantes da USP, que reclamaram porque o Fantástico fez uma longa entrevista com eles mas colocou no ar pequenos trechos?

Pensem menos no Murdoch e façam sua própria mídia, diria o Tim (presumo).

Ontem o Occupy NY colocou mais de 30 mil pessoas nas ruas de Manhattan. Juntou militantes, estudantes e sindicalistas. As mídias sociais não “fizeram” o movimento. Mas pelo menos ajudaram a furar o bloqueio do New York Post e do Rupert Murdoch.

E, quem quis, teve informação que não foi filtrada pela Globo.

PS do Viomundo: Os experts do blog tem muito a ensinar, também. Podem fazê-lo nos comentários. Obrigado antecipado.

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3 comentários
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Roberto Sobral

Por que não divulga isso? - http://santuarionaosemove.net/2011/11/11/santuario-nao-se-move-abuso-e-d...

Está ocorrendo agora mesmo em Brasília e não vi nada a respeito aqui no Blog.

Este Governo do Agnelo está uma vergonha!

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Grande Irmão Assis,

Um bom exemplo de perseverança e determinação em prol do bem público.

Eu, estava pensando em preencher a minha meio-aposentadoria, comprando uma micro-câmera, para registrar alguns fatos do dia-a-dia (no trânsito, na rua em supermercados, etc ... ). Invariavelmente, todos os dias, eu me arrependo de, ainda, não tê-lo feito. Sempre observo, alguns acontecimentos (e, alguns, seríssimos), dignos de registro.  Agora, quem sabe, essa novas idéia me incentive, de vez.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Heitor

Até as ironias precisam ter lógica. Um big brother tão disseminado, mesmo no contexto de uma sociedade usurpadora da democracia, é sim um perigo potencial para a sua manutenção. Um conselho: não registre tudo, mas só o que o BB deixar de lado...

 
 

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