A leveza da educação paulista

Alguns meses atrás, quando a velha mídia ainda tinha pretensão de eleger presidentes, Otávio Frias Filho permitiu que um troglodita, Demétrio Magnolli, fuzilasse dois repórteres da Folha nas próprias páginas do jornal. Motivo: uma matéria desfavorável ao senador Demóstenes Torres, que era contra cotas raciais.

Qual a razão de tanto empenho do Magnolli e do Otávio em combater as cotas, a ponto do primeiro chamar os jornalistas de "meliantes" no jornal do segundo, com sua concordância? Apenas o fato de que o tema tornara-se  bandeira do inacreditável Ali Kamel. Apenas isso. O fervor de cruzado desse pessoal destinava-se apenas a prestar reverência ao Kamel em sua cruzada e impedir que um chefe todo-poderoso da Globo pudesse ser derrotado em sua bandeira pessoal. Mero capricho de novo-rico do poder.

Demétrio perdeu o cetro de corneteiro mor da brigada "eu-amo-o-Kamel" para a Época - que considerou o livro do seu chefe um dos mais importantes da década, nesse interminável festival de ridículos que marcou o ápice do deslumbramento desses novos poderosos, CEOs do jornalismo.

Os dois jornalistas da Folha foram fuzilados. Antes deles, houve outros expurgados em nome dessa guinada do jornal.

Poucos jornalistas da Folha se mantiveram na trincheira do bom jornalismo (não vou mencionar nomes para não expo-los, mas quem lê a Folha sabe quem são). Oportunistas aderiram ao que manda o chefe. Jornalistas de caráter resistiram, embora recolhendo-se até que cessasse esse macartismo infernal.

Agora, a custosa e quase inútil tentativa da Folha de recuperar a imagem perdida dependerá fundamentalmente dos que resistiram à infâmia.

O espaço dado a Laura Capriglione na página 2 do jornal é a reabilitação interna a uma jornalista de caráter. O tema tratado mostra que, embora deva favores a José Serra, a Folha começa a acordar de cinco anos de cegueira continuada.

Da Folha

LAURA CAPRIGLIONE

Insustentável leveza

É de estarrecer a forma como se comporta o governo do Estado de São Paulo quando o assunto é educação.

Agora, uma medida que se chegou a apresentar como revolucionária cai por terra antes mesmo de ser aplicada. Trata-se do chamado "vale-presente" -a Secretaria da Educação daria R$ 50 a alunos que, em dificuldades com matemática, não faltassem a aulas de reforço.

Houve quem visse no "presente" propósitos eleitoreiros, outros acusaram-no de premiar o fracasso escolar (bons alunos não concorreriam ao benefício), outros ainda de ser antieducativo, já que, ao prazer do aprendizado, que deveria ser o alvo do processo pedagógico, se anteporia a força da grana.

Ocioso, agora, discutir as objeções. O que assombra é a leveza beirando a irresponsabilidade com que o secretário Paulo Renato Souza anunciou o cancelamento do programa, ontem, na Folha: "É um projeto que está muito cru", disse ele. "Muito cru", secretário?

Tem sido assim a condução da educação pública paulista.

Projetos ditos sensacionais em um dia evaporam no dia seguinte. Isso ajuda a explicar por que são pífios os indicadores de desempenho escolar no Estado mais rico.

E não melhoram, como o próprio Paulo Renato foi obrigado a reconhecer à vista dos resultados do último Saresp (Sistema de

Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo): "Numa avaliação média, eu diria que tivemos uma estagnação", admitiu, confrontado com o fato de que a performance em matemática no ensino médio chegou a regredir entre 2008 e 2009.

Em português e matemática, a nota dos alunos do 3º ano do ensino médio atesta que eles têm competência abaixo da que seria esperada para alunos da 8ª série do ensino fundamental.

São 15,5 anos de administrações tucanas em São Paulo.

Uma criou a Escola da Família, outra desidratou-a. Primeiro se trombeteou que professores temporários sem qualificação para lecionar seriam demitidos. Depois o propósito foi abandonado. "Minha primeira obrigação é garantir aula", disse o secretário, como se alguém discordasse.

Até uma incrível parceria entre a cantora pop Madonna e a Secretaria da Educação chegou a ser alardeada, com direito a foto do secretário e do então governador José Serra em troca de sorrisos com a "Material Girl".

A ideia era aplicar um tal "programa educacional baseado em princípios cabalísticos" na rede pública. "Não é propriamente um programa formal, mas para desenvolver psicologicamente. Para enfrentar melhor a vida", disse Serra à época. Foi só a mãe de Lourdes Maria voltar para casa e nunca mais se falou no assunto. Seria tudo uma piada se não se tratasse das vidas e esperanças de tantos jovens. 

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67 comentários
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plr.nunes

humm... é o leão da montanha saindo para a esquerda?

 
 
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Sul-mato-grossense

Acordando ou abandonando o barco nassif?

 
 
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João Preto

Leia até o fim e fique chocada.

 

Ps. Envie para a sua amiga que odeia o Lula.

 
 
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jaciara

Será mesmo que é a folha acordando ou é o resultado das últimas pesquisas. Tenho sérias dúvidas sobre esse lapso de sanidade da FOLHA. De qualquer forma torço para que essa seja a tônica de hoje em diante.

 
 
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Clovis.

É um cego seguindo outro. Quem mandou colocar o Paulo Renato na pasta? Ele já provou seu fracasso reiteradamente nos anos FHC.

E como todos sabem, Serra o brindou com a pasta por meio de uma facada nas costas da titular anterior - que era incomparavelmente mais competente. 

 

 
 
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toni

Olá Clóvis, Cegueira que nada... eles enxergam muito bem, tão bem que para emprestar "conteúdo" ao brilhante ensino paulista, adquiriram centenas de milhares de exemplares de jornais e revistas dos amigos do peito!!! Cegueira existe sim, é a de quem os colocou no poder esta década e meia, nestas bandas bandeirantes!!!

 
 
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Reinaldo

Faltou à jornalista a informação de que a AMBEV patrocinava o encontro de Serra com Madonna:

"O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Coyotte:

Enviado em 06/05/2010 às 10:56

Off Topic

Olha que engraçado, o mensalao kabalista de Serra.

Um milhãozinho pra Madonna recebe-lo

Madonna ganhou US$ 1 milhão para fazer o favor de visitar Serra

Desvendado o súbito interesse da cantora Madonna em fazer uma visita ao governador demo-tucano José Serra (PSDB/SP).

A cervejaria AMBEV, na noite de sexta-feira, 12, doou 1 milhão de dólares para a ONG Success for Kids, da cantora.

Os donos da AMBEV tem ligações muito íntimas com José Serra:

- A filha de José Serra teve uma bolsa de estudos em Harvard bancada pelos donos da AMBEV.

- O atual presidente da SABESP, Gerner de Oliveira, era o presidente do CADE no governo FHC, e autorizou a fusão Brahma-Antarctica.

Então já viu, né? A conversa com Madonna deve ter sido mais ou menos assim: “A gente te dá US$ 1 milhão para a sua ONG, mas… precisamos de um favorzinho… uma visita de cortesia ao Palácio dos Bandeirantes …”"

 

 
 
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Weden

Nassif,

 

Um dos que eu tenho mais pena é o Marcelo Coelho. Atacado pelos blogs de esgoto, um dia reclamou: "nossa, ninguém faz nada!"

Janio de Freitas foi omisso em certas ocasiões. Com sua biografia poderia ser mais  veemente, embora parece que tenha falado nas entrelinhas.

Kennedy Alencar patronou-se. Que pena, também. Clóvis Rossi então nem se fala, mas aí não dá pena.

Coutinho pertence à direita xiita mesmo e fala mais o que pensa do que faz concessão.

Josias, por sua vez, é só concessão. Inclusive no caso Daniel Dantas é um dos mais ativos.

Bárbara Gancia, Cantanhede, Dimenstein perderam o senso crítico por uma atuação eminentemente partidária.

E asssim foi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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Mario Siqueira

Bárbara Gancia perdeu o senso crítico ??? E quando ela teve isso ?

Se tivesse, não escreveria nunca mais.

 
 
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Rivaldo - Salvador

O duro é que o multi especialista em tudo Magnolli é entrevistado quase diariamente pelo Boris Casoy na Rádio Band News FM e eu fico ouvindo a rádio no carro para saber do trânsito e notícias locais.

Quando o Magnolli lançou o livro (racista) contra as cotas raciais adotadas pelo governo nas universidades era insuportável o ping pong dos dois por vários dias seguidos.

O bordão da rádio é "em vinte minutos tudo pode mudar".

Agora no desespero eleitoral o bordão parece servir como uma luva para o Boris, Demétrio e Dora Kramer.

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Veja o currículo do Oráculo Magnolli na Band News

Demétrio Magnoli - Mundo (?)
 

Terças-feiras às 17h40

Demétrio Magnoli é bacharel em Ciências Sociais e Jornalismo pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Geografia Humana pelo Departamento de Geografia da FFLCH-USP e pesquisador do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP.

Como docente no Ensino Superior, foi professor das disciplinas de Geografia Política e Geografia Urbana no Departamento de Geografia da Pontifícia Universidade de São Paulo. Na condição de pesquisador, especializou-se nas áreas de Relações Internacionais e Geografia Política, publicando diversos ensaios e obras.

Trabalhando para a Fundação Alexandre de Gusmão do Ministério das Relações Exteriores, produziu o manual de Questões Internacionais Contemporâneas.

Foi colunista semanal da Folha de S. Paulo entre 2004 e 2006. Atualmente, é colunista de O Estado de S. Paulo e O Globo. Desde 1993, é diretor editorial do boletim Mundo - Geografia e Política Internacional

 

 
 
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Sergio Saraiva

Rivaldo, o primeiro mandamento do bom combatente é reconhecer os méritos do adversário.

Demétrio Magnoli, escreve muito bem, tem um curriculo que o sustenta, Ali Kamel trabalhou muito bem a estatistica na primeira parte do livro "Não somos racistas", Reinaldo Azevedo trabalha bem a técnica de spin ( spin é a técnica de girar um argumento até que ele fique virado para o lado que se deseja, mesmo que para isso seja necessário torturar a lógica).

Ninguém é obrigado a concordar com eles, mas desconsiderar suas competências e um tolo exercício de temeridade.

 
 
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Marco Vitis

Faltou informar que Magnoli é um "libelu" arrependido e envergonhado. Para purgar seus "pecados juvenis", aparentemente mudou de ideologia. Só aparentemente, pois continua o mesmo do mesmo, com outra embalagem.

 
 
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José Carlos Gomes

Depois desse texto (muito bom por sinal!), já consigo imaginar o Serra babando ao telefone com o Otavinho, exigindo a cabeça da nobre jornalista. Coitada!

Se ela resistir no cargo, é prova de que o barco está mesmo sendo abandonado. Aliás, sempre ouvi dizer que os ratos - sejam os pequenos mamíferos roedores, sejam os de alma - são os primeiros a pular fora na iminência do naufrágio

Acho que o Serra esperava mais lealdade do filho do seu Frias.

 

 
 
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Christian Schulz

Já houve o "pedido".

 

Veremos se sai outro ou se desta vez é atendido...

 
 
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Mau J

Depois que o Alkmin falou que "filho de rico não é reprovado", vi o quão irresponsável ele é com a educação, até de seus próprios filhos.

Em que porcaria de escola ele pôs os filhos?

 

Maurício

 
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Nilson Fernandes

Se acha que os filhos do Alkcmim estudou em escola pública em 16 anos de desmantelamento.

Se estivessem nas escolas do Paulo Renato iriam ganhar 50 reais, caso o plano florescesse com o poste do Goldemam !

 

Nilson Fernandes

 
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Márcio Xavier

me parece mais um desembarque ou um realinhamento oportunista da Folha do que uma volta às origens. Ela, por ter perdido os crédito que tinha, é que tem que nos provar o contrário.

 
 
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Horridus Bendegó

A despeito da mea culpa da Folha, como defender um sistema político que submete as atribuições do Estado à lógica de lucro dos grupos privados?

 

O Estado de São Paulo dos tucanos é só isso, uma vaquinha alimentada por todos, mas que só dá leite para uma dúzia de grupos empresariais.

 
 
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maria nadie rodrigues

Caro Nassif,

Eu nem quis acreditar nessa proposta indecente, de se estimular um aluno com R$ 50,00 para aulas de reforço. Aliás, quase todos os âncoras dos vários jornais televisivos questionaram isso, afinal, sempre se ouviu dizer que prêmios são dados aos mais estudiosos, mais assíduos em salas de aula, ou aos que tem melhores notas.

Sem dúvida, essa foi mais uma jogada política, por sinal sem nenhum caráter pedagógico; pelo contrário.

Morava no Rio quando Brizola, juntamente com a inteligência de Darci Ribeiro, investiram nos CIEP's. Aquele seria um programa a ser reproduzido no Brasil, quiçá em outros países, porque visava a tirar das ruas os meninos desocupados, dando-lhes tempo integral de aulas regulares, de esportes e lazer, além de boa alimentação. Ou seja, a criança sairia de casa de manhã, chegando ao entardecer, preparada e com vontade de voltar no outro dia. No projeto dos CIEP's até piscina deveria ter com o fito de se ensinar natação.

Brizola errou em muitas coisas, sendo substituído por aquele imbecil Moreira Franco, que não teve dúvida em desmantelar o programa, sucateando os prédios, até hoje muitos deles servindo de favelas, de locais para drogados. O desserviço prestado por Moreira Franco foi cruel, sobretudo por ele seuer ter apresentado alternativas para os estudantes. Na verdade, quem joga fora tanto dinheiro público investido em obras e projetos deveria pagar na cadeia.

A boa educação passa exatamente por esse tipo de projeto. Calcule se outros cieps tivessem sido construídos, e se os professores tivessem estímulos para deles fazerem parte. Infelizmente o país caminha mal, muito mal, em termos de educação e saúde.

José Serra está dizendo que vai pegar Dilma na questão Saúde, por ela nada ter feito nesse sentido. Aí, a pergunta que não quer calar: quantos hospitais foram construídos na era FHC, e o que realmente melhorou na saúde ao tempo em que o hoje candidato era Ministro? Na verdade, nem ele nem o governo Lula desenvolveram projetos eficientes e eficazes nessa área. A nossa saúde é uma vergonha, enquanto virmos mulheres tendo filhos no chão dos hospitais, velhos caindo das macas nos corredores, ou crianças passando horas a fio nos braços das mães à espera de um serviço médico de qualidade. Os hospitais estão sucateados; os médicos não ganham para estarem em um emprego, precisando ter até três, mais seus consultórios, o que dá a medida da impossibilidade de pelo menos ouvir o paciente.

Que Dilma e José Serra debatam muito essas questões, pois o povo precisa realmente saber se saúde e educação poderão mudar para melhor neste país tão rico, mas tão sem misericórdia para com o povão.

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

 "...aquele imbecil Moreira Franco, que não teve dúvida em desmantelar o programa, sucateando os prédios, ..."

Maria, concordo com o adjetivo e mais, ele foi indicado e eleito com essa missão. Na época o apoio mediático ao "gato angorá" foi parecido ou pior ao que dá sustento a José Serra. Capitaneados pela Globo, a imprensa carioca, em uníssono, se uniu contra a candidatura de Darcy Ribeiro.  Dentre as promessas absurdas encampadas histericamente pela mídia , constava que ele acabaria com a violência em seis meses.

O resultado é que no começo de seu governo, promoveu um dos maiores "banhos de sangue" da história da cidade e a falta de segurança só aumentou.

 
 
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Anonimo

Por que você acha que a ditadura usou dos métodos mais terríveis para derrotar o brizolismo e nada fez contra o lulisno quando poderia ter destruído simplesmente acabando com a escravidão de todo trabalhador ser obrigado trabalhar um dia por ano para sustentar todo tipo de vagabundo com imposto sindical?

 
 
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Teresa

Faz tempo que não liamos nada nesse tom contra o governo de SP. A gente até esquece-se para que servem os jornais.

 
 
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Hamilton

"Seria tudo uma piada se não se tratasse das vidas e esperanças de tantos jovens. "

 

O objetivo nunca foi a vida e a esperança de tantos jovens. Mas sim aumentar o estoque de mão-de-obra barata para uma economia baseada em produtos primários.

E, de quebra, garantir um grau de alienação capaz de permitir a manipulação dos neocurrais eleitorais.

Alckmin irá vencer em primeiro turno. A estratégia deu certo.

 
 
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Carlos.

Óia, eu achu que a inducação de Saum Paulu é muito boa depois deçes vinte e cincu anu que os tucanu governa nóis, aqui. 2010 - 1995 = 25, num é? Agora, essa tar de Folha, num sei não... Aqui nas qebrada ningem compra eçes jornau purqe os presso dos jornau de rico é quase iguau ao de uma paçage de buzão.

Tem coisas que quebram e não podem ser consertadas.  Uma delas é a confiança na mídia e na imprensa. Acho mesmo que eles perderam a confiança de toda uma geração e vão ter que se virar para tapear a próxima geração de possíveis leitores, mas estes já estão mergulhados na internet, então... Acabou-se a ilusão de que a imprensa e o jornalismo são imparciais. A que ponto a Folha, por exemplo, chegou: publicou na capa do jornal uma ficha polícial falsa de uma ministra de estado e se recusou a reconhecer a mentira, saindo-se com aquele "não se pode afirmar que é verdadeira, mas não pode se afirmar que seja falsa." Agora se empenham em bagunçar o valor das ações da Petrobras. Deram com os burros (e tucanos) na água ao fnial de sua cruzada, serviram de palco para que primadonas entoassem a ária "Il Mensalone", serviram de veículo para que agendas desaparecidas ganhassem credibilidade e agora vão tentar ficar "imparcias" de novo, mas isso só vai durar até que estes brucutus letrados vejam outra oportunidade de colocar um dos seus no poder, então eles começam tudo de novo.

 

A Folha quer reconquistar parte da credibilidade? Que publique numa edição dominical um dossiê (eles não gostam tanto disso?) da mídia sobre os fatos que aconteceram desde 2005, mas relatando os bastidores, os interesses, os envolvidos...

 
 
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Rivaldo - Salvador

Zé Pedágio deixou de ser governador e pode pedir emprego de secretário estadual erm SP.

Ele poderia aproveitar o tempo ocioso para concluir algum curso superior.

Talvez se tornar um economista graduado e não um rábula econômico.

 
 
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Teo Ponciano

Parece que  fsp acorda para uma realidade que assola este estado a anos. O prs (sec. da educação) está mais para lobista do que pra secretário. É triste, é muito triste.

Tenho 52 anos anos e minha formação foi toda em escola pública. Sou de São Paulo/Capital e na minha  época se ensinava frances, ingles, filosofia, música e muitas outras nesse sistema. Estudei no Alberto Conte em Santo Amaro.

Dos principais candidatos à presidência nenhum faria maior estrago (nem chegaria perto) do que serra.

Vá de retro!

 
 
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Nilson Fernandes

Nassif, o carteiro acabou de passar e deixou um envelope da Folha de São Paulo.

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Nassif, dia 30 de setembro é a data limite para propaganda eleitoral gratuita. A Folha abandonou o Serra a partir de hoje, e eu abandonei o Serra e a folha a uns 8 anos atrás e não pretendo voltar Abs.

 

Nilson Fernandes

 
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Nilson Fernandes

Será que neste período o Otavinho vai mandar fazer matéria contra o PSDB sobre as CPIs, o PCC. a Adm Penitenciária, Secretária da Segurança e secretaria da educação para mostrar a corrupção que camapeia o nosso Estado ? Ou só fará com a vitória da Dilma e Mercadante ?

 

Nilson Fernandes

 
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Marco Vitis

A Laura revela - sabe Deus porque - a realidade de São Paulo.

Os paulistas foram enganados durante todo esse tempo.

E sabe o quê os paulistas irão fazer ?

Nada !

 
 
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Mario Siqueira

Os paulistas vão votar no Alckmin. E o Serra vai ser o secretário da Educação do xuxu.

 
 

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