A inteligência comercial brasileira

Coluna Econômica

No dia em que o país dispor de uma moeda mais competitiva, poderá se transformar em potência comercial porque finalmente aprendeu a desenvolver inteligência comercial.

Foi uma longa luta desde o nascimento da Apex (Agência de Promoção das Exportações) em meados dos anos 90, as primeiras iniciativas de mapeamento do processo exportador, na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e na FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina).

Em 2003, a Apex ganhou vida própria, como instituição independente bancada pelo Sebrae. Ao mesmo tempo, confederações de indústria ganharam aprendizado. Outros agentes externos importantes, como a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) e a Inmetro aprenderam a trabalhar em conjunto. A eles se integrou o Itamaraty, através das embaixadas e de seu Departamento de Promoção Comercial.

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ponto focal dessa estrutura tem sido a Apex. Nos últimos anos, passou a investir fortemente em três áreas: promoção comercial (sua vocação inicial), atração de investimentos e apoio à internacionalização das empresas brasileiras.

Presidente da Apex e da Associação Internacional das Apexs, Alessandro Teixeira informa que, dentro da Associação Internacional, a brasileira é considerada a segunda melhor estrutura para atração de investimentos e uma das cinco melhores para estratégias comerciais.

A inteligência comercial do órgão é o ponto inicial de atuação do sistema. É uma área que começou a ser estruturada na gestão de Luiz Furlan no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e ampliou fortemente sua atuação nos últimos anos.

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Ao todo são 25 técnicos, com doutorado e pós graduação, trabalhando em cima de um amplo conjunto de bases de dados, como o Euromonitor, o Financial Times, The Economist, Bloomberg além de bancos de dados menores para regiões menores.

A partir dessa análise inicial, escolhe-se a melhor ferramenta de atuação, que podem ser feiras de negócios, missões comerciais ou visitas de compradores ao Brasil.

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Teixeira diz que a melhor lição da utilidade da inteligência prospectiva é o caso da Rússia. Dez anos atrás, a distribuição de alimentos na Rússia era dominada em 70% pelo pequeno varejo e 30% por quatro grandes cadeias varejistas. Mas os estudos prospectivos indicavam que em pouco tempo essa equação se inverteria. Essa visão permitiu atacar os pequenos de imediato mas definir estratégia para os grandes.

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Na ponta interna, o ponto de contato com os produtores é através do site (www.apexbrasil.com.br) ou de balcões nas principais federações de indústria, onde as empresas que não pertencem a sindicatos ou a estruturas nacionais conseguem informações.

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Mas o instrumento mais eficaz são os grandes projetos com as entidades nacionais. É o caso dos produtores de biquínis, reunidos no projeto Tex Brasil. Para participar, inscrevem-se, participam de reuniões onde aprendeu a analisar produtos, mercados e adaptar-se para os novos clientes.

Integrados, podem participar de feiras internacionais e rodadas comerciais. Seus gastos são apenas com passagens e transporte das amostras. 

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6 comentários
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Purehemp

No dia em que o país dispor DISPUSER. (SEM QUERER SER CHATO....)

 
 
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H. C. Paes

Que bom que alguém mais notou. Chegou a doer quando li, e olha que sou do tipo que usa, acidentalmente, "onde" como pronome relativo para locução temporal.

Todo mundo pode errar, mas na coluna econômica cabe uma revisãozinha rápida antes de publicar, não cabe, Nassif?

 
 
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Roberto Fontes

Nassif, a relação entre a Apex e a promoção comercial do Itamaraty é falha, com muitas picuinhas, vaidades e falta de coordenação. Basta dizer que ambos possuem sítios de comércio exterior, é evidente que o lógico seria um só, centralizado, com todas as informações. Mas isso é só um pequeno exemplo. No dia-dia é muito pior.

E não dá pra falar em promoção comercial com a dobradinha câmbio-juros que temos. A conta corrente está estourando, trajetória mais do que preocupante. Já há gente colocando déficit por volta de 5% do PIB para 2011. Corremos o risco de um double dip nas economias ricas e de uma desaceleração na China, isso derrubaria os preços das commodities e a coisa vai ficar feia. Você por acaso tem os dados sobre o % de nossas reservas que é capital de motel? Eu também não tenho, mas basta comparar o crescimento das reservas desde 2003 com a conta corrente para sabermos que é uma proporção alta. As remessas de lucros crescem, os investimentos diretos líquidos se esvaem. Só o Pré-Sal salva! Mas daqui a quanto tempo? E já vamos torrá-lo, assim, para financiar consumo? Ainda se a taxa de investimentos estivesse crescendo de maneira mais significativa, mas são décimos de pontos percentuais, não chega a 20% do PIB...

Muita calma nessa hora, esse post é de um ufanismo que em nada nos ajuda, estamos plantando dificuldades mais pra frente, há muito o que fazer, há muito para melhorar...

 
 
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Miguel A. E. Corgosinho

A eleição a presidência da república passa pelo debate da moeda estrutural!

Saiu na mídia esta semana:

" O PT relaciona-se com maior propriedade na campanha, particularmente com movimentos sociais, sindicatos, funcionalismo, comunidade científica, todos os setores produtivos."

Convém que, deste Post, se depreenda que são inconsistentes as proposições do PT e posição dos setores políticos, para fugir da tarefa de expressar a perspectiva resultante da transformação da produção em movimento das relações da propriedade privada. 

É preciso transpor a inteligência comercial, por exemplo, para a etapa decisiva de uma moeda mundial capaz de constituir os meios de valor como unica força real da propriedade privada em território nacional.

Serra Ou Dilma podem se colocar como um verdadeiro objetivo para se lograr essas condições de estado da propriedade privada, desejadas na soberania de todos os países, se, contrariando aquele estilo primitivo de democracia de votos, propor criar a exigência providencial de um novo espaço que se opera o registro da necessidade externa à necessidade interna, para o Brasil e o mundo forjar o cenário econômico de acesso a liberdade internacional!!! 

Passar das políticas à política de valor é fazer uma perspectiva da adaptação passiva à forma organizada e continuada da universalidade e não uma competição fortuita de políticos que constrangem os eleitores a se tornarem produtos de um determinado partido, com a alienação subjetiva a um deles.

Sou o autor de um sistema de Rede Mundial capaz de instruir Serra, Dilma ou um terceiro a conquistar dos ianques a concepção do governo central, com o seguinte proposito: A invenção do "valor" (a idéia que os economistas fazem da submissão econômica) com uma nova fonte de correspondência do mundo exterior, quanto ao estado abstrato da moeda, acha-se ao reconhecimento da transformação quantitativa do PIB em origem qualitativa; pela qual se estabelece a circularidade monetária entre todas as nações a custo zero.

 
 
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Oracle of Katmandu

Nossa, quanta gente chata.

 
 
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renato amaral

A inteligência comercial brasileira

 
 

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