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A inflação distante do umbigo da blogosferaEnviado por luisnassif, sex, 04/03/2011 - 09:41
Por Gunter Z. - ironic mode on
A Presidenta surpreendente Durante o ano de 2010 muitos blogs, apelidados aqui e ali de “sujos” ou “progressistas” dedicaram-se a desmontar o pensamento único da grande mídia (que por sua vez recebeu a jocosa alcunha de PIG.) Mas quem vai desmontar o pensamento único da blogopauta? Não parece contraditório que uma candidata a presidente, Dilma, tenha sido tão elogiada por meses e... surpresa! Assim que toma possa é crítica atrás de crítica. Há exceções, claro. Critica-se tudo, a escolha dos ministérios, as composições no Congresso, as presenças na mídia, pretensos recuos (no caso, recuos em relação a coisas que ela nunca prometeu ir atrás, diga-se.) É curioso criticar-se a presidenta até por se deixar elogiar na mídia. Ora, o que se queria? Que o Planalto plantasse menções negativas através de assessoria de imprensa? Que a velha mídia só criticasse e aí sair em socorro? O poder dificilmente muda de mãos, não é necessário lembrar disso. O que às vezes muda é a orientação de governo, que pode interferir em políticas de Estado e leis. Mas pode existir adesismo também, normal. A melhor piada que li esta semana foi no twitter : “Tive que sair por dez minutos... Mais alguém aderiu ao governo?” É claro que surgem 476 explicações do porquê estar tudo errado agora (passados apenas 2 meses da posse) e razões para estarmos pessimistas (eu não estou.) Nesse irrestrito gosto por teorias de conspiração, acaba se perdendo o gosto pela informação. (E, alguém anda checando a audiência de blogs, número de visitas, de comentários, etc?) O horror do aumento da Selic Muito barulho agora em torno de taxas de juros. Foi para 11.75% tsc tsc. É mandatório falar por todos os lados que os gastos anuais de juros (brutos) equivalem a XX Bolsas-família. Comenta-se das tendências neoliberais “deste” governo, do pensamento único da mídia e dos bancos pautando o mesmo... Mas porque ninguém lembra que existem impostos sobre os juros, especialmente o inflacionário, e que depois disso sobra só ¼ do rendimento? Vamos raciocinar : o governo prometeu continuísmo à população se elegesse Dilma. Continuidade é o que terá. Ela prometeu convergência às taxas internacionais de juros para emergentes em 4 anos (eu ouvi isso no Roda Viva, mas não ouvi ela dizer que seria em 2011.) Ela prometeu combater inflação, e é isso que fará. Independente de eu ou mais alguém acharmos inflação um mal menor, o que conta é o que o povo espera. O que cabe falar é sobre ferramentas para isso. Mas não se pode perder o discurso que denuncia o “poder dos rentistas”, então fica quase interditado falar que existe (ainda!) inflação no Brasil. E que ela está aumentando. Vamos torcer para que alimentos, algodão e petróleo caiam de preço nos próximos meses, mas não dá pra ter isso como certo. (Ah, falar que o desemprego é baixo e que há restrições para o desenvolvimentismo agora também não é de bom tom...) De qualquer modo, o que temos: - as elevações recentes de juros são bem menores que a elevação da inflação (o INPC passou de 4,3% até ago/10 para 6,5% em jan/11; a Selic líquida de IR, acumulada em 12 meses, passou de 7,4% para 8,4%. O que subiu mais?) - as taxas nominais e reais de juros caíram substancialmente desde 2006 (e mesmo assim o Real continuou apreciando, então esqueça-se esse mito de que basta baixar juros para desvalorizar); - desde nov./2010 o ganho líquido dos rentistas está abaixo de 2% a.a., há 3 anos em torno de 4% a.a. ou menos (qualquer bolha imobiliária é coincidência...) - os juros reais da Caderneta de Poupança (algo reverenciado pela população), mesmo isentos de impostos, não passam de 2% ao ano desde 2007, com risco de se tornarem negativos agora; - ainda existe uma identidade macroeconômica que diz que Poupança (S) = Investimento (I). Ou seja, não será diminuindo a atratividade da poupança que se elevarão os investimentos. É um problema para Dilma, Mantega e Tombini administrar, entre tantas outras questões, uma inflação que se avizinha dos 7% (4% apenas nos últimos 5 meses), o que não se via desde 2008. As alternativas à política monetária Muitos críticos do governo dizem saber que política monetária não resolve para lidar com inflação. Não duvido. Ok, com eles a palavra: se não é para manter juros reais positivos, o que é para fazer? Comentário Prezado Gunter Tenho lido com muito interesse seus comentários sobre as políticas monetária e cambial. Até agora não respondi por que o debate é rico e exige bom tempo de reflexão. Mais que isso: não se esgotará em uma primeira troca de argumentos, o que exigirá mais e mais tempo. De um lado é ótimo, por permitir uma troca enriquecedora de argumentos. O problema é que ando muito enrolado com trabalho e com receio de não conseguir o tempo necessário para o nível que o debate exige. Daí a demora em responder aos seus argumentos. Mas até por respeito a um dos comentaristas mais preparados e de melhor bom senso do blog, aí vai minha resposta. Em todos seus artigos, você procura juntar argumentos para tentar demonstrar que taxas de juros elevadas são mais relevantes que o câmbio para o desenvolvimento brasileiro. Logo, a política monetária (com seu rebatimento sobre o câmbio) seria virtuosa. E toda a crítica ao nível do câmbio choradeira de setores específicos da economia. Sobre o câmbio e a competitividade da indústriaAntes de entrar especificamente no seu artigo de hoje, vamos checar a consistência de seus argumentos sobre câmbio e competitividade, expressos em artigos anteriores. Você afirmou algumas vezes que câmbio não interfere na competitividade da economia brasileira porque a maior parte dos insumos é dolarizada. Se o dólar encarece, o exportador recebe mais por seus produtos, mas paga mais pelos insumos importados. E acaba ficando no zero a zero. Portanto, os únicos setores beneficiados de uma desvalorização cambial seriam os produtores de commodities agrícolas e minerais. Com essa afirmação, você praticamente aboliu as moedas nacionais da economia internacional. Como economia mais aberta do mundo, os EUA estão preocupados em desvalorizar sua moeda para devolver a competitividade à economia interna. Se lá o câmbio tem efeito sobre a competitividade interna – o que demonstra que nem no país do dólar a composição de custos segue parâmetros internacionais -, porque não teria em uma economia semi-fechada como a brasileira? Simplesmente porque não existe essa economia de preços totalmente internacionalizados a que você se refere. Nos insumos não dolarizados tem-se infra-estrutura, custo do capital, mão de obra, insumos domésticos, alugueres, produtividade interna, um mundo de fatores. Se o câmbio fosse neutro, porque o mundo estaria nessa disputa louca sobre políticas cambiais nacionais? Sobre os “blogs sujos”Não sei a que você se refere quando menciona “blogs sujos”. O movimento é datado, se aplica especificamente a uma frente que surgiu no período eleitoral. No próprio evento dos blogueiros, mencionei expressamente que o que nos unia eram alguns princípios básicos – combate à manipulação da mídia e à intolerância, defesa da inclusão social e da diversidade – e que, passadas as eleições, a frente se desfaria, cada qual com suas próprias opiniões, aprendendo a divergir civilizadamente. O que nem sempre tem sido possível. Sobre os juros reais“Mas porque ninguém lembra que existem impostos sobre os juros, especialmente o inflacionário, e que depois disso sobra só ¼ do rendimento?” De acordo com sua lógica, as taxas precisam ser elevadas para compensar a tributação e a inflação internas. Aí jogam-se as taxas brutas nas alturas. Só que essas mesmas taxas remuneram o capital externo, que não é submetido a nenhuma das pretensas penalizações: ele é isento de tributação e seu indexador é o dólar, não a inflação em reais. E o dólar, como você sabe, é um indexador “deflacionário” – isto é, seu valor tem caído sistematicamente. Ou seja, aumentam-se os juros paa compensar a tributação interna e oferece-se ao capital externo a mesma taxa bruta, com desoneração de impostos. Aumentam-se os juros para compensar a inflação em reais. E oferece-se a mesma taxa ao capital externo, que é beneficiado pela deflação em dólares (valor do dólar em relação ao real). Como fica o raciocínio? Sobre juros e câmbio
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Comentários + votados
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Romanelli
03/03/2011 - 17:08
quem comentou, o NASSIF ?
..tá
Olha ..pro Gunter ..quem disse que aumentando a SELIC pra este tipo de inflação (de falta de oferta, logo, de investimento ..pra indexação dada pelo IGPdi...
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YRD
03/03/2011 - 17:10
Prezado Nassif,
Talve neste parágrafo o correto seria virtuoso, ou não ?
São quadros totalmente diversos. No primeiro, gera-se um círculo vicioso que enriquece o investidor, mas não incrementa...
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Romanelli
03/03/2011 - 17:38
PQ difíceis? ..talvez com custos políticos vc quer dizer ..
desindexar tarifas ..criar correção de índices próprios ..desazonalizar a inflação (não é expurgar hein) ..permitir...
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JB Costa
03/03/2011 - 17:46
É por isso, Ra_quel que este é um blog diferenciado: os assuntos são ricos e variados, a discussão(com raras exceções) é respeitosa, e os comentaristas preocupados em contribuir(mesmo sacrificando...
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PauloRSilva
03/03/2011 - 17:48
Só quero saber uma coisa dos que são contra utilizar o aumento de juros para combater a inflação : Que país, em qualquer época da história da Humanidade, combateu inflação diminuindo os juros (e que...
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Felis
03/03/2011 - 17:52
Nos últimos anos, o Banco Central fingiu controlar a inflação com política monetária, mas, na verdade, o que fez foi controlar a inflação com política cambial. Agora, com o câmbio levado ao limite da...
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Paulo Cezar
03/03/2011 - 17:55
Na verdade a argumentação do Nassif foi muito boa.
Por alguns motivos... O Nassif lembrou que :
1- Estrangeiros não pagam imposto de renda sobre o ganham com os juros altos;
2- A desvalorização do...
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Calvin
03/03/2011 - 17:56
"Em dezembro foram tomadas medidas objetivas para fugir da ditadura dos juros. Sempre há uma defasagem de tempo entre as medidas e seus efeitos. Ninguém em sã consciência suporia que dois...
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Eduardo Ramos
03/03/2011 - 18:05
Sensacional! Adorei a parte em que o Nassif usa um argumento pouco lembrado, porque parece teórico, mas é muito concreto nas decisões sobre investimentos: se tenho juros reais altos, extremamente...
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aliancaliberal
03/03/2011 - 18:09
A inflação é um aumento de preços?
O problema fundamental dessa confusão jaz na incapacidade de se definir adequadamente o que é inflação. A essência da inflação não é um aumento generalizado...
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Moacir
03/03/2011 - 18:11
É uma honra abrir os debates para comentar as opiniões do Nassif e do Gunter sobre a economia. Honra maior ainda é saber que eu gostaria de escrever - porém não consigo - o mesmo que o Nassif...
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DanielQuireza
03/03/2011 - 18:38
Realmente indexacao é um problema que alimenta muito a inflacao. Mas é mais um dos grandes interesses dos chamados rentistas. Dos detentores de imóveis que recebem os alugueis indexados pelo IGPM....
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Davi Sensu
03/03/2011 - 18:45
Sempre essa conversa... Se você tem um registro quebrado e por isso não para de sair água da sua torneira e sua casa está alagando, qual é a fonte do problema: REGISTRO QUEBRADO. Agora você pega essa...
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DanielQuireza
03/03/2011 - 18:54
A meu ver é isso ai mesmo. É isso ai que se tem que estudar. Sem essas respostas a unica medida é aumentar juros mesmo. Nao há mágica. A Dilma ta tentando fazer alguns cortes, o que dá pra fazer,...
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DanielQuireza
03/03/2011 - 19:07
"o fez porque sabe que solucionar a armadilha dos juros - a real causa da inflação atualmente - é o desejo de toda a nação."
Eu discordo. A grande maioria nao tem a menor idéia do que seja...
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José Antônio Araújo
03/03/2011 - 19:11
Gunter:
Nota 10 novamente!!! "Os cães ladram e a caravana passa"... Continuo, como você, acreditando na seriedade e firmeza da nossa presidenta Dilma!!!
Um grande abraço,
José Antônio
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Douglas José de Carvalho
03/03/2011 - 19:27
Colegas,
Tanto o Min. da Fazenda quanto o Banco Central possuem diversos instrumentos para controlar/adequar a política fiscal, cambial e monetária. Entretanto, o mais utilizado no Brasil...
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19
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JOSE AFONSO R.QUEIROZ
03/03/2011 - 19:27
_O dilema é como valorizar o dólar sem gerar inflação em Real.
Seria possível emitir uma quantidade controlada de Reais, após uma compra brutal de dólares, de tal maneira a dar um susto no...
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Alexandre Weber - Santos -SP
03/03/2011 - 19:38
Daniel lhe falta experiência prática de comércio pelo que você fala, pois achar que a maioria das pessoas não quer que os preços subam é algo totalmente fora da realidade.
Minha experiência, como...
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quem comentou, o NASSIF ?
..tá
Olha ..pro Gunter ..quem disse que aumentando a SELIC pra este tipo de inflação (de falta de oferta, logo, de investimento ..pra indexação dada pelo IGPdi do feijão de 2010 ..ou pelo aumento das commodidites ..pra pressões localizadas em um ou outro setor - como construção civil e carros/auto peças ..ou pra alguns gastos do governo aliado ao excesso de crédito) ..quem disse que este aumento do placebo da SELIC surtirá efeito ? e em curto espaço de tempo ? ..a não ser, a não ser pra FERRAR mais com as contas do governo ..ajudar na transferência de recursos sociais e rendae ..e pra represar ainda mais o câmbio
e desculpe ..sobre a crítica da blogosfera ..dar trela pra FSP, e o turma do CANSEI ..aquela que mentiu, aumentou, inventou e OFENDEU ..que, a rigor, DELINQUIU e atentou contra a nossa democracia ..não me parece uma boa e apropriada providÇencia ..melhor tentar pra eles da CADEIA
..no mais, é verdade DILMA não se comprometeu com NADA , tem razão ..sela ó sabia , estava instruída e adestrada pra repetir o mantra da CONTINUIDADE ..e aí eu, o NHÔ-NHÔ do pedaço, imaginei que a lei dos médios (o trava língua na matraca da mídia) estava incluído
enfim ..bobo eu ..isperto a Dilma
Sempre essa conversa... Se você tem um registro quebrado e por isso não para de sair água da sua torneira e sua casa está alagando, qual é a fonte do problema: REGISTRO QUEBRADO. Agora você pega essa torneira, prende uma mangueira na ponta e joga essa água no ralo. Você resolveu o problema do registro quebrado? Não, vai é se assustar com a conta de água. Sua casa continua alagando? Também não. E se você não consegue consertar o registro quebrado, o que você faz? Tenta tampar a torneira com a mão? Ótimo, mas ainda tá vazando...
É exatamente isso que o governo está tentando fazer com as medidas de restrição ao crédito e aumento da SELIC. Essa medidas efetivamente criam um ambiente hostil de consumo e combatem a inflação, não adianta ficar repetindo as mazelas ou as causas da inflação. Essas mazelas e prováveis causas da inflação realmente encontram amplo respaldo empírico, agora o combate da inflação com aumento de juros e restrição ao crédito também. Os argumentos podem ser que essa não é a melhor maneira de combate à inflação, agora essa é uma estratégia que já usamos diversas vezes, quando a inflação não estava sendo causada majoritariamente por pressão do consumo interno, e todas as vezes ela funcionou... Custou caro? Custou, mas alguém quer trocar esse preço pelo aumento da inflação? Se eu fosse presidente por mais que me doesse saber que eu estou piorando o cenário econômico e obviamente atingindo os mais frágeis (no caso os pobres), eu não colocaria isso em risco, na presidência não dá pra ser aventureiro, milhões de pessoas sofrerão se você falhar. Uma retomada da inflação seria péssimo para o Brasil e para os mais pobres, o risco não vale o custo, muito, muito pior do que o custo da subida dos juros que se tudo der certo poderão voltar mais rápido do que nunca para a trajetória de queda.
Falar que a população não sofre de imediato com o aumento da Selic, para sofrer mais tarde com a nação totalmente doada aos rentistas e o povo absolutamente nas mãos deles não me parece também a boa solução.
Promessas como a que você faz, engambelaram o povo e a Nação por todos os tempos, quero ver voce provar a exequidade deste nirvana futuro à la, aumentando o bolo nas mãos de poucos para depois repartir.
Onde está a lógica que isto vai acontecer, com a sangria desatada de nossas riquezas pela transferência de lucros e royalties e envio de commodities a preço de banana com este câmbio fajuto ?
Esperar que este povo que está abocanhando o filé mignom do Brasil e levando para fora vai devolver depois é pior do que acreditar em história da carochina.
Em todo caso, como você afirmou, espero que nos diga qual o mecanismo desta futura benemerência dos rentistas, nunca antes vista na história deste país.
Follow the money, follow the power.
Ou eu psicografei esse comentário que fiz ou você não entendeu uma palavra do que eu falei... Leia de novo, por favor, e se concentre no texto e não na fobia... Quem falou que rentistas vão devolver alguma coisa pra alguém? Dúvida: eu preciso provar que a inflação ultrapassou 1,5 a meta ou preciso provar que inflação é extremamente prejudicial aos mais pobres?
Envio de commodities a preço de banana com câmbio fajuto? E mais, quem falou que o povo não sofre de imediato com o aumento da SELIC? "... provar a exequidade deste nirvana". Eu hein...
Só uma coisa eu SEI. Sei mesmo.
Para mim, e, para uns 130/140 milhões de Brasileiros que ganham até 800 reais, que não tem conta bancária (só os vinte e poucos milhões de aposentados de sal.mínimo para poder receber e só), que não compra carro etc, NÃO HOUVE NENHUMA INFLAÇÃO DESDE JANEIRO DE 2003.
- Os alimentos basicos baixaram (feijão custa a metade, arroz idem, massas baixaram, oleo soja idem , etc) se precisar mando os documentos.
- Vestuário nem se fala. Pobre já anda bem vestido, pois o salário mínimo aumentou muito seu poder aquisitivo.
- O transporte , por causa do monopólio privado, já colocou em risco o "direito de ir e vir " dos Brasileiros, mas não aumentou no ultimo ano tanto assim.
- A moradia, continua igual. Mais de 50 milhões AINDA continuam à beira de esgotos, mas,uns 30/40 milhões melhoraram e estão gastando até menos p/morar. Aquela história de que o IGPM vai aumentar os aluguéis é piada. Depende do caso.
- Colocaram até a educação. Desde quando o povo Brasileiro, os 130/140 milhões, paga escola. Ou é escola pública ou não estuda.
-O resto é inflação da classe média alta, uns 30/40 milhões de Brasileiros, 15/20% da população, que não dá a mínima se a inflação for 4,5 ou 6%.
A inflação de 6% é outra piada do IBGE, por razões bem conhecidas.
É só minha opinião.
A minha resposta está confusa mesmo, misturei meus argumentos com os seus e acabou não fazendo muito sentido, queria colocar alguns pontos para a discussão e respondi a sua mensagem na primeira folha para isto. Ficam meio fora de ordem as mensagens, o Nassif já quis acabar com isto mudando a ordem dos comentários, mas o pessoal preferiu manter do mesmo jeito, assim as primeiras respostas às vezes ficam com comentários que não têm nada a ver. Peço que me desculpe pelo incomodo.
Follow the money, follow the power.
O Plano Real de Itamar que teve amplo sucesso no combate à hiperinflação, e não se restringiu a aumento da Selic e restrição ao crédito. Além disto, presentemente, o custo destas medidas é excessivo frente aos benefícios: usando sua metáfora, é como pôr fogo na casa para acabar com o vazamento da torneira.
como não? basta dar uma olhada no gráfico que o gunter produziu para verificar que os juros reais (selic menos inflação) permaneceram altíssimos nos primeiros anos do Real. O plano foi construído com dois equívocos que na minha opinião de leigo, colocaram uma nuvem de fumaça sobre o controle de inflação: juros elevados e uma paridade Real-dolar injustificável. Controlou a inflação? sim, mas que trouxe consequencias graves alguns anos depois: os juros de reais em torno de 20% trouxe capital especulativo, que no primeiro sinal de crise abandonou o barco, além de sangrar as reservas para manter o real em posição de igualdade com o dolar, fragilizaram o país para enfrentar crise de intensidade moderada.
Dizer que o plano de itamar, colocado em prática pelo FHC, que teve joros reais imcomparáveis aos atuais, foi uma condução melhor, eu acho um equívoco.
Nassif, desculpe a minha ignorância, eu entendi que você é a favor da taxação de lucros de estrangeiros, que você entende que o país necessita de um ajuste cambial, mas eu não entendi se essas meedidas seriam alternativas a subida dos juros e como ajudaria no combate ao aumento da inflação. Você poderia ser um pouco menos técnico e mais didático para os não entendidos de forma que a gente identificasse com mais facilidade quais as medidas que o BC e o MinF poderiam tomar para evitar esse aumento de juros sem comprometer o combate a inflação, um problema que também não achei nos comentários, que são na maioria críticos, mas sem produzir soluções viáveis
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
Estou acompanhando esta discussão desde a edição do POST, buscando uma alternativa (que não contenha efeitos colaterais) para o controle da inflação.
Concordo plenamente com vc LEN.
Quanto ao início do Plano Real, quero lembrar que foi imposto ao Itamar a necessidade de juros reais elevadíssimos. Digo que foi imposto porque eram frequentes as reclamações do Itamar quanto à necessidade de juros naquela dimensão.
Ou seja, o Plano Real já nasceu com este viés além de ter sido implantado no limite superior dos preços dos produtos e serviços praticados por banqueiros e empresários de forma a compensar "inflação futura", sem qualquer salvaguarda para o povão.
O que não vi aqui escrito ou colocado de forma clara, é que alternativas existem para conter a inflação sem que tenhamos que retroceder às condições que vivíamos na década de 90 onde a única saída que nos ofereciam era privatizar tudo no país, com estado mínimo pois estado era cabide de empregos e os únicos bons gestores estavam na iniciativa privada e o deus mercado resolveria tudo por si só.
É importante explicitar (se for possível) quais as ações do governo para o controle do câmbio (que julgo mais fácil) e o controle da inflação, para permitir que continuemos desfrutando dos bons ventos que nos sopraram nos últimos tempos.
Não adianta considerar apoio de banqueiros pois desde muito tempo eles controlam todas as atividades financeiras do país (que eu me lembre desde Bob Field durante a fase de Castello Branco).
Creio que essa é uma deficiência nessa discussão, carlosc. É preciso que apareçam mais sugestões em substituição às críticas so modelo atual.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
"quais as medidas que o BC e o MinF poderiam tomar para evitar esse aumento de juros sem comprometer o combate a inflação, um problema que também não achei nos comentários, que são na maioria críticos, mas sem produzir soluções viáveis"
Esse é o X da questão.
- Há críticas na blogosfera e em parte do mercado à política monetária e ao aumento da Selic de anteontem.
- Eu apenas quis acrescentar um componente à discussão, os juros reais, pois até então só estávamos falando de juros nominais. E com isso argumentei que as críticas atuais são excessivas.
- Também vimos que em muitos momentos elevação de juros funcionou sim para conter ciclos inflacionários, mas não há consenso se foram a melhor opção para cada momento, se não teria sido melhor ter usado ajuste fiscal antes (e ajuste fiscal não é apenas redução de gastos do governo, pode ser aumento de tributação) Ou ainda, compulsórios.
- Mas fica faltando um "brainstorm",de como reduzir inflação (caso seja desejado reduzi-la) sem elevar juros e sem ajuste fiscal (até porque o ajuste fiscal também é criticado pelos mesmos que criticam a Selic, já que a redução desta seria um ajuste fiscal per si.)
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Gunter
Para meu entendimento suas colocações foram boas tanto é que promoveram mais de 140 comentários.
Mas, creio que temos que reduzir a malhação e propor soluções. Exatamente como seu comentário acima.
Malhar por malhar já temos todo PIG junto com o grupo PSDB/DEM/PPS e outros partidos periféricos.
Da forma como enxergo nossa economia e conhecendo os que comandam nossa política acredito que continuamos no caminho certo. E a 1ª pesquisa da Dilma (que acabou de sair) também demonstra isto.
Como não sou chegado a cálculos empíricos linkados a conceitos econômicos puramente acadêmicos, acredito no nosso futuro sim, pois os homens que comando nossa economia permanecem os mesmos da era LULA.
Acreditar que a simples exclusão do Meireles muda tudo é desconhecer como atuam as várias Instituições Governamentais e toda a sociedade
Um debate excelente seria algo como "Propostas de Políticas Econômicas para manter o crescimento do Brasil com redução constante da desigualdade social"
Carlos
Muita conversa, pouco eficiente.
Uma olhadela na situação da Índia, sua taxa de inflação, juros, concentração de renda, corrupção e veremos que estamos no melhor dos mundos.
Não quer Índia?
Dê um pulinho na Rússia ou Argentina.
Falta do que fazer, deve ser.
Caro Gunter,
Seja qual for o índice que for demonstrado para medir a inflação no Brasil, nenhum deles serve para medir a perda do poder aquisitivo, para quem ganha até R$ 2.000,00.
Como disse outro dia ao Nassif, para tal, todos eles são "Acadêmicos, Teóricos e Genéricos". E, através desse último (há décadas), se mascaram os índices que corrigem, sempre, negativamente, as aposentadorias - onde a maioria dos "beneficiários" não tem outra fonte de renda.
Estou trabalhando com R$ 2.000, pois, este número deveria ser o valor do SM no Brasil, para quem tenha, até, 3 filhos menores e a mãe cuidando da casa.
Se quiser contestar e dizer que os índices são "fidedignos", vou dar risadas e buscar, de novo (já andei pesquisando nas Notas Fiscais Paulistas, antes de criticar), os preços de dezembro de 2009 e os de dezembro de 2010: a inflação/perda do poder aquisitivo das pessoas, dessa faixa, nunca foi menor do que 20%. A não ser que considere que elas só gastem dinheiro em arroz, feijão e farinha (de mandioca).
Assim, totalmente descabido e desnecessário (além de um deboche às classes menos favorecidas) foi o aumento dos Três Poderes, que vai se alastrar (não adianta o argumento que há anos não eram aumentados, pois por outros artifícios, que continuaram pós aumento, já haviam "se ajustado").
Os aumentos para salários acima de R$ 6.000,00 simplesmente deveriam ter sido simbólicos (eis que, nesta faixa, há diversas formas de meios de substituição) que, de nenhuma forma, afetaria o item alimentação. Quando muito, diminuiria o consumo conspícuo. E, esta medida poderia ter permitido um aumento maior do mínimo.
Afinal, ninguém iria morrer se adiasse a viagem ao exterior para o próximo ano, a troca do carro por seis meses, fazer menos um happy hour por mês ou, deixar de jantar fora uma vez. Só com o valor de um jantar ou de um Happy Hour de abastados, o pobre pode comprar para a família, carnes, leite, tomates, frutas (laranja, banana, limão, tangerina e uva), e tudo aquilo que SUBIU ACIMA DE 20%, que não compra mais ou racionou na dieta da família.
Conheces a Banana Nanica (a mais barata)? Em dezembro der 2009 custava nos mercados mais em conta, R$ 0,90 o quilo; já há 6 meses está a R$ 1,50/R$ 1,70. Lembra daquele pano de chão vendido nos faróis, o leva 5 paga R$ 10,00? Pois, é em dezembro só se levava 4 pelos mesmos R$ 10,00. Entressafra, chuvas, entressafra, chuvas, commodities ........... ora, todos os aumentos já estão perpetuados.
O valor de R$ 2.000,00, não é uma miragem, ele apenas não pode ser alcançado, entre outros motivos, porque nos últimos 30 anos, na cara de TODOS OS GOVERNOS e SRF/MF, dezenas de milhares de brasileiros "Mega-Sonegadores de Tributos", fizeram remessas equivalentes a US$ 500 bilhões (número análogo a um "turn-over"). Hoje, existem depositados em Contas de brasileiros, no exterior, por baixo, algo como US$ 220 Bilhões.
Deste valor, voltam para o Brasil e retornam, "em giro" de curto e médio prazo, na "ciranda das aplicações no mercado financeiro e de capitais", mascarados como Fundos de Investimentos Estrangeiros & assemelhados , algo próximo a US$ 35 bilhões.
Quanto a veracidade desses números, não duvide; pelo menos mais 50 pessoas no Brasil, além de mim (apenas um observador e peixe pequeno - mas, jamais atuante), sabem disso. Por que e quem são, não me pergunte. Mas, quem foi ou ainda é do ramo, mas, com pelo menos 25 anos de vivência, conhece os números. Então,"alô pueblos hermanos", alô senhor M, alô velho P, alô manos do Carrossel .......... & outros!!!
Não pense que estou prejudicando alguém. Todos esses já cansaram de ser processados e continuam e continuarão soltos, de portas abertas, com novos nomes, operando para "os mesmos"; O é do interesse dos políticos e de quem devia fiscalizar, volta sempre ao mesmo lugar. Não sonhe que, um dia, vai mudar.
Tenho dito !!!
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Concordo com voce. Os indices atuais sao meras médias ponderadas, sao saladas. O que deveria se ter se realmente se quisesse combater a inflacao seriam indices para cada parte da populacao, ai se veria de verdade quem ganha em quem perde com a inflacao ou quem perde mais. A verdade é que todos sao contra a inflacao só que adoram aumentos reais de salários, seja lá quanto ganhem.
@DanielQuireza
Daniel,
Sem dúvidas que necessitaríamos aprimorar os atuais índices de aferição da inflação. Inserir uma maior extratificação de renda, por exemplo. É complexo, mas talvez não impossível.
Agora quanto a quem perde com a inflação não a dúvida: os mais pobres; por não contarem com nenhum instrumento de defesa contra a desvalorização e, proporcionalmente, perderem mais capacidade de compra.
Na década de oitenta e princípio da noventa, por exemplo, a perda de renda dos mais pobres foi diretamente proporcional à apropriação dela pelos mais ricos.
Por isso que é preciso a reforma tributária.....quem tem mais paga mais.....o que não pode mais acontecer são as classes menos favorecidas deixar, do seu parco dinheirinho, um pouco mais de 40%, só de impostos....que estão embutidos dentro do arroz, feijão, carne e por aí vai....impostos mais justos gera melhor distribuição de renda....uma melhor distribuição de renda permite que os menos favorecidos tenham acesso ao estudo...com acesso aos estudos se cria uma geração melhor e mais bem preparada que pode muito bem fazer o país avançar em tecnologia. Avançando em tecnologia, sairemos desta economia de bens primários....exportando tecnologia, agregamos valor ao nosso produto...ou seja, deixamos de exportar produto barato e importar produto caro .... Me perdoem se falo besteira mas é assim que vejo as coisas....não adianta falar só em juros, só em dólar.....é todo um conjunto de coisas que passa, não tenho dúvidas, pela reforma tributária.
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
Muito bem, reforma tributária, na direção que você aponta, e reforma agrária, são fundamentais.
Oi Fuhgedd, eu fiquei fora de casa das 15:00 às 23:00, nem sabia que havia esse post. Vou tentar ler agora e responder o que eu puder. Abs.
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Boa tarde Gunter,
Aproveitei a sua pertinente deixa sobre a queda de audiência no blogs como justificativa para determinadas posições exaltadas para desenvolver sobre o assunto no blog que edito.
agradeço pela pauta. Não se preocupe, a citação foi elogiosa, mas eu costumo tentar notificar os citados nos textos que escrevo sempre que possível.
Grande abraço.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
Obrigado, LEN.
Já li seu artigo e gostei, penso desse modo também. Um pouco além : se os blogs teimarem em apenas fixar uma opinião sem abrir espaço para opiniões contrárias podem trazer desconfiança junto ao seu público de que se trata de uma opinião dogmática, e não informação. O desencanto com a velha mídia pode ocorrer também com os blogs, se é que já não está ocorrendo.
Você tem prática no assunto : o Alexa é boa fonte? Por ele o brasilianas.org (linkado como dinheirovivo) caiu menos que a média. Se for isso, minha hipótese para isso é que aqui é menos dogmático, há mais aquele estilo do "sim", "não", "em termos".
Estava fofocando com uma amiga daqui sobre um post que vi dia desses em um blog. O conteúdo do post não era crítico, era muito assertivo, sem argumentação e sem contraditório. Uma ideia "fechada", digamos. E havia naquela hora 16 comentários, todos cumprimentando o post.
Eu não comentei nada porque percebi que minha opinião iria se chocar muito com a maioria. Ou seja, não era um ambiente para debate, mas para divulgação apenas de uma ideia. E, se não estou equivocado, a intenção da blogosfera seria debater...
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Desculpa, mas eu vou meter a minha colher nesse assunto.
Tem que analisar bem essa queda na audiência dos blogs, pq eleição é um momento atípico. O número de acessos está menor do que o período anterior às eleições? Ou ele está menor do que o número durante às eleições?
É pq eu entendo que a queda dos acessos pós-eleição uma coisa natural, independente da forma como aconteceu a campanha. No período das eleições, política acaba se tornando um dos principais assuntos de discussão entre as pessoas, mesmo pq elas querem decidir em que candidato votar. Então elas podem recorrer à fontes especializadas no assunto, daí uma audiência maior para os blogs de política de um modo geral e principalmente, para os blogs progressistas. Ou seja, nesse período há um público flutuante muito grande.
Para ter certeza se a radicalização do discurso teve algum efeito na audiência, tem que se comparar com o período fora das eleições. Ou seja com a audiência regular. E mesmo assim essa comparação não dá muitas certezas. Só fazendo uma pesquisa de opinião mesmo.
x-x-x-x-x-x
Quanto ao dogmatismo dos blogs, se há realmente, de nenhuma forma se compara com a imprensa tradicional.
Os meios são muito diferentes.
Eu entendo blog como uma "casa". O dono transforma o espaço naquilo que bem entende. Acredito que ele tem o direito tanto de criar um espaço de divulgação de algo fechado e sem dar margens à comentários que vão contra a sua idéia inicial; como de criar um abrangente espaço colaborativo e de discussão tal qual o LNO. A rede te permite trabalhar tanto na forma de nicho, uma comunicação de um para uma ou duas, três pessoas; como numa categoria de massa: de um para cem mil, quinhentos mil. Vai depender da forma como é planejado.
Se os blogs progressistas caem na "propaganda" e passam a comunicar para um determinado grupo, ele perdem a oportunidade de ter um público maior. Não vejo isso como anti-democracia. Mesmo pq o meio te permite que vc crie uma contraposição ao divulgado por eles. Anti-democracia é o que acontece nos meios tradicionais como o rádio e a tv onde é muito difícil vc divulgar uma opinião que vá contra a maré do PIG. O problema nesse caso não é o que vc dirá ao microfone, é que vc nem tem microfone.
Reclamar de censura por parte dos atores na net é uma coisa muito esquisita pq vc pode externar o seu descontentamento.
O que se pode reclamar é que atualmente os progressistas possuem poucos espaços de diálogos entre opiniões divergentes. Aí faz sentido.
Acho que o ponto seria dizer que as coisas andam caminhando para uma comunicação de nicho ao invés de diálogo com os mais diversos públicos. E isso acaba vai contra essa idéia deles de serem o espaço principal de difusão de informações fora a grande imprensa.
De qualquer maneira, apesar de termos blogs dogmáticos ou não, a rede já amplia o leque de opiniões em comparação com os meios tradicionais.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Bom, Fuhgged,
Supondo que vc esteja certo, só traria mais importância à questão da inflação. E os juros reais seriam ainda menores. A poupança só rendeu 0,5% reais em 2010 versus INPC, com seus números teríamos perda.
Se a inflação tivesse passado de 4 para 7% em poucos meses ANTES das eleições, isso teria sido muito usado pela imprensa opositora, não é?
Pois bem, falamos isso na ocasião do primeiro aumento de juros em junho : O governo não vai deixar a inflação subir antes de outubro para "não aparecer dragão da inflação na capa da veja".
Mas a inflação aumentou APÓS a inflação.
E aí, o aumento de velocidade que seria importante, deixou de ser importante? Não. Mas não interessa mais a ninguém.
Quer dizer, para a oposição midiática ainda interessa, mas usa pouco agora nessa fase de "acomodação". As notícias sobre inflação são bem leves, periféricas, tipo : "O governo aumento meio ponto para evitar avanço da inflação, próximo assunto é o crime XPTO."
Há outras ferramentas e outras condicionantes, mas no final das contas o governo Dilma aumentou 1 ponto os juros este ano. Achei muito normal, fossem outros governos, ou mesmo Lula, teria aumentado 2 ou 3 pontos já.
Os juros já não são a única fórmula, tanto que aumentaram pouco. Talvez se esteja ganhando tempo.
Mas eu já fiquei muito feliz de ter trazido um componente novo à discussão, os juros reais.
Lemos e lemos sobre o assunto, mas quando este ano alguém, em jornal ou blogosfera, mostrou a linha amarela acima?
Agora poderemos questionar o governo por sua política de juros reais, além dos nominais, só que aqui o governo tem sido brando, e boa parte das críticas ao governo me parece injusta.
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Gunter,
Eu não estou criticando nem Dilma nem Lula, nem muito menos entrando em discussão de taxas de juros. O seu trabalho, dentro dos ÍNDICES E NÚMEROS OFICIALMENTE DIVULGADOS é perfeito e elogiável.
Peguei, apenas, "um gancho", e estou afirmando - e provo - que esses índices derivados da inflação apurada, são, sabidamente, "imprestáveis" para corrigir, em especial, aposentadorias dos "DESIGUAIS PERANTE À LEI"; e isto é muito, muito, mas, muito antigo; vem de décadas.
Ademais, os economistas, não comprometidos com o governo de plantão, sabem disso, mas, não costumam criticar, porque já participaram de outros e usaram as mesmas contumazes e cruéis "armas de empunhadura branca", pois, incapazes de "cortar a mão grande" que "parte e reparte" a arrecadação previdenciária.
Para tanto, lhe dou um exemplo do início da primeira metade da década de 70, onde fui "premiado positivamente" com a inflação de 5% (ou algo próximo) "by DELFIM NETO". Havia comprado um apartamento na Zona Sul do Rio, financiado em cinco anos, com correção monetária (fora do SFH) e, pela primeira vez, na vida, os incorporadores/construtores, perderam (mas, isto não quer dizer que eu ganhei): como estava vindo trabalhar em São Paulo, vendi o imóvel. Com a entrada dada pelo comprador, liquidei o financiamento. Faturei, na venda, exatamente 25% a mais do que havia pago um ano e meio, antes.
Valorização? NÃO (até porque, o imóvel era novo e, na época, como todos imóveis "zero", já eram vendidos com ágio (na ocasião 5,00%). Resumo da Ópera: a inflação tinha sido de 25% no período (é só ver nos jornais da época a gritaria contra Delfim, em plena escalada do autoritarismo revolucionário) e, por isso, vendi tão bem. Aproveitei e comprei um confortável "usado", duas vezes maior, à vista, no mesmo bairro, já que minha mulher, ainda continuava trabalhando por lá. O outro, novo, apresentava complicados problemas de vagas de garagem e o casal de idosos, que comprou, não tinha automóvel.
Como já disse, aqui, a minha experiência de vida, me permite, aos 65 anos incompletos, sendo 38 no meio financeiro, que seja apenas UM PRÁTICO. Não foram os cursos de Economia e de Profissional da Ciência do Aleatório (com louvor) que me dão embasamento para tal. No Brasil, existem problemas extremamente simples de ser resolvidos, e que, "quando consultado às bases e à sociedade", são "discutidos, discutidos, discutidos, discutidos" e não se chega a conclusão nenhuma. E, assim, se deu margem "às autoritárias MP".
Todos, em todos os governos, sabem como acabar com o gigantesco Déficit da Previdência, gerado pela Constituinte, com FHC e LULA, ao criarem as APOSENTADORIAS RURAIS, sem dizer de onde tirar. Em seguida, a incompetência rewsolveu mandar sacar do Fundo/Sistema Atuarial de Repartição Simples, que pagava os benefícios dos "desiguais perante à Lei", mas, que, durante toda a sua vida de trabalho, para este Sistema contribuiu, ao contrário dos trabalhadores rurais. Comon era de se esperar, surgiu um gigantesco ROMBO, agora usado para cínicos fins políticos, às vésperas de eleições.
E a solução seria MUITO FÁCIL: bastava criar uma Conta, nos moldes do Bolsa Família, e, daí, pagar aos trabalhadores rurais, que nunca contribuiram para a Previdência. O déficit, simplesmente, deixaria de existir, se para tal conta fossem estornados todos os valores já "sacados, a favor deles, de um Fundo que a eles nunca pertenceu, porque para lá nunca contrubuiram". Qual seria a diferença desses pagamentos, frente ao "SISTEMA BOLSA FAMÍLIA, em termos de Contabilidade Nacional? NENHUMA; não fazem por demagogia e politicagem rasteira.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Eu sou totalmente favorável a que se divulguem as contas da Previdência separadas em aposentadorias rurais (mas não começaram nos governos militares?), aposentadorias por idade sem conribuição prévia e
aposentadorias normais. Ficaria mais transparente a discussão em público.
Mas a questão da previdência, em relação ao envelhecimento futuro da população, seguirá existindo, mesmo havendo hoje superávit na parte convencional.
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Correto. Não podemos fugir dessa questão. Seria uma imensa irresponsabilidade.
Não entendo tanto de economia, mas tendo a concordar mais com o Gunter. A meu ver o grande problema é que o governo ficou refèm dos indices de inflação, particularmente do IPCA que se não me engano é o indice oficial. A cada subida na inflação, mesmo que pequena a mídia esperneia e o governo não tem o que fazer, fica com medo de que a inflação suba ainda mais e tem que subir os juros. Uma solução seria estudar outras soluções de se combater a inflação: maior desindexação da economia ? estoques para alimentos ? Aumento de compulsório ? Etc...Não sei se há estudos ou países que utilizaram esses meios com sucesso e nem se há interesse em saber isso, esse é o problema. Outra solução talvez seja fazer igual nos EUA. Arrumar um índice, sem alguns preços básicos, talvez isso engane o mercado, sei lá. Enquanto se ficar apenas com os juros para se combater a inflação, toda vez que tivermos a economia aquecida como agora a quase pleno -emprego é certeza que eles serão aumentados. Até porque é bem mais fácil aumentar e dar uma satisfação do que não fazer nada.
@DanielQuireza
DQ ..tudo bem ..vc disse que não entende ..mas eu te GARNATO que existem inúmeras outras medidas ..e isso até pouco tempo era o que MAIS se fazia
aliás, nem precisa muito ..o PLANO REAL por exemplo, ele NÂO foi feito com aumento de juros, foi feito com quebra de expectativas e desarme da INDEXAÇÃO prioritariamente ..incluindo represamento do câmbio (que etse governo já usou até o TALO)
Mas creio que é bem diferente. No plano real a inflacao caiu muito e as taxas de juros foram sim astronomicas, depois do plano. Agora nao se precisa baixar tanto assim a inflacao.
@DanielQuireza
Caro Daniel, vale à pena ler.
E que (é sempre bom manter viva esta memória), com um INPC, que corrigiu salários em 60% (de 1995 a 1998) e a TR (tida como C.M). em 110% no mesmo período, os Meninos de Harvard de FHC, massacraram e dizimaram os mutuários do SFH, ou não, enquanto a CEF avaliava os ágios indecentes dos imóveis, à "VV" ("à vontade do vendedor" - jargão utilizado para a data da liquidação, no Mercado Futuro de Ações).
Isto surpreendia jornalistas e analistas que não entendiam como, passados três anos da compra de um imóvel, o comprador, além de perder tudo o que deu (em especial o seu FGTS ou a Poupança sacada para viabilizar o negócio), ainda ficava devendo, se quisesse vender o imóvel. E a própria CEF.
A própria Associação Patronal, que fazia os Lobbies na CEF / BACEN e Poder Executivo, reconheceu publicamente como sendo de 600.000 o número de Processos Judiciais abertos por mutuários, para se defender. Mas, de pouco adiantava; ele acabava, "enrolado que era", fazendo acordos que representavam pagar a casa própria 3 vezes para não perdê-la. Mas, dezenas de milhares a perderam e tudo o que deram. Sairam de mãos abanando. Por isso, não aconteceu no Brasil o que aconteceu comas "mortgages" estadunidenses.
Para que vocês possam ter uma idéia do tamanho da "mão grande", eu, particularmente, vendi um imóvel e dei todo o dinheiro de entrada (50%), em um novo, financiado pelo "Bancão Privado" pela Carteira Hipotecária, mas, ele, usando recursos do FGTS (logo SFH).
Em 2 anos, se quisesse vender o imóvel, eu não ficaria com um centavo, sequer. O uso indevido da TR (o Contrato era claro quanto ao índice de correção: INPC ou Poupança - dos dois, o menor), porém o prepotente Bancão, usou, sempre a TR. Só não contava que eu tivesse a coragem de suspender os pagamentos e, sequer, fazer depósitos em consignação, (os Juízes autorizavam o saque - eu conhecia do assunto), pois estavam acostumados com "os mais frágeis", levar a Leilão Extrajudicial. Estavam acostumados, mas “amarelaram” quando um experiente e sábio Juiz, concedeu-me liminar, dando como inconstitucional o Leilão-Extrajudicial e deu ganho de causa ao Banco (diante de meus argumentos - experiente, pois era do ramo, cuidei dos argumentos da minha defesa e os advogados formalizaram a Petição).
Em resumo ele disse, o seguinte, nas entrelinhas, ao Bancão: ---"ele já não paga há quatro anos, vai recorrer, eu casso a liminar, e ele (eu, o mutuário), vai ficar de sete a 9 anos, mais, de braços cruzados, morando no imóvel, juntando dinheiro para comprar outro”.
Não cheguei a ficar 6 meses sem pagar. Através de um “luxuoso” Escritório Terceirizado, com profissionais polidos, educados e corteses para acordos com “grandes devedores” (um “ninho” próprio de quem sabe estar em grande desvantagem): o número deles já apontava um saldo devedor de, quase, um R$ 1 milhão. Isto lá pelos idos de 2004.
Conclusão: Propus pagar, pelas minhas contas (R$ 250 mil), ao mesmo tempo que aproveitava o interesse de um comprador, à vista, e negociava o imóvel por um ótimo preço. Aposentei-me e passei a trabalhar por conta própria.
O problema é que, os lobbies dos banqueiros conseguiram, há alguns anos, só financiar imóveis (com a benção do padrinho BACEN) com Alienação Fiduciária (o mutuário perde tudo rapidinho – 3 meses). À minha época vigia o Instituto Igualitário, que equilibrava os Contratos: O imóvel servia de “Garantia Hipotecária”; agora é a mesma coisa do que um automóvel. Uma decisão Cruel e Covarde, eis que, contra a parte mais fraca do Contrato.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
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