A hora de apostar no livro digital

Por fooEu acredito muito na importâncio dos livros digitais para promover uma revolução na educação brasileira.

De acordo com o FNDE, em 2009, o governo federal investiu R$ 577,6 milhões na compra de livros didáticos para a educação básica e R$ 97 milhões para as três séries do ensino médio.

O custo para distribuir livros digitais seria significativamente maior, porém, cada livro digital permite o armazenamento de uma biblioteca completa, de até 3.5 mil obras:

- Clássicos da literatura brasileira, portuguesa, e mundial (obras em domínio público têm custo zero para o Governo!) 

- Obras traduzidas e em idioma original

- Dicionários (português, inglês, espanhol)

- Enciclopédias

- Mapas, documentos históricos

- Livros didáticos

- Apostilas

Tudo isso em um aparelho de 240 gramas, que pode acompanhar o aluno durante os 3 anos do Ensino Médio!

Mas a distribução dos livros digitais não se resume a isso.

Trata-se de uma iniciativa para promover a democratização dos meios de informação, que hoje são dominados por 5 ou 6 famílias.

Os livros digitais serão um tiro certeiro contra a velha mídia, que buscou tantas "balas de prata" durante as eleições -- e procurarão muitas outras durante os próximos 4 anos.

Os alunos expostos aos livros digitais se tornarão adultos conectados; não terão tanto interesse em assinar jornais e revistas de papel, e estarão menos ligados na TV -- pois os livros digitais oferecem acesso à internet.

Enfim: o programa "Um livro digital por aluno" vai além das atribuições do MEC, e pode se tornar um dos pilares da liberdade de expressão, contribuindo para a democratização da mídia -- que deverá ser um dos problemas centrais a serem enfrentados pelo próximo governo.

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19 comentários
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Gledson

A questão é a conexão,

 

este programa precisa estar acompanhado do PNBL para causar estes benefícios constatados.

 

@gledsonshiva

 
 
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ruyacquaviva

Não necessariamente. O conteúdo pode ser carregado em cartões SD a partir de computadores comuns (com auxílio de um card-reader de 30 reais) e o aparelho pode ser distribuído já com os cartões carregados.

Ou seja, uma biblioteca inteira em um aparelho que pode ser produzido em escala com o custo abaixo do 200 reais.

Na verdade a conectividade apenas aumenta o preço desse produto. Tenho procurado bastante leitores de e-book e encontro-os todos com preços muito altos, acima de 800 reais. Como quero para ler no metrõ e no ônibus, queria um produto o mais barato possível, de modo a não gerar muito prejuízo no caso de roubo ou dano produzido por acidente.

Só que recursos que não tem nada a ver com o objetivo final, que é o de ler um livro, encarecem o produto desnecessariamente, inviabilizando o uso que eu quero fazer dele.

Tenho certeza que um leitor simples com tela e-ink, uma simples porta USB e um slot de cartão SD poderia ser vendido na faixa doa 150 reais, o que o tornaria imbatível em relação aos livros em papel já que apenas os livros de domínio público já existentes já compensariam o valor inicial investido.

Um programa nacional de livros eletrônicos poderia dar grande impulso à educação e possibilitar o desenvolvimento de produtos baratos para a população, pois uma vez atingida a escala necessária para o programa, a produção adicional para o público em geral é uma consequência lógica.

 
 
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ufa

Tenho um leitor digital e é realmente incrível esse aparelho. No entanto tenho ressalvas com relação ao mercado de livros digitais. Por causa de um acordo com as editoras, elas introduziram DRM em todos os livros comercializados no Brasil, ou seja, os livros digitais são "licenciados" e não vendidos. Enquanto isso perdurar aqui eu não gasto um centavo com esses livros envenenados, continuo lendo os que estão em Domínio Público (os de Machado de Assis, José de Alencar, entre tantos outros, veja www.dominiopublico.gov.br)ou baixo os que já tenho em versão física.

Nos EUA existem inúmeros sites de venda de livros digitais (ebooks) sem DRM (Cito uma grande parte dos livros da Amazon e os da O'reilly).

 
 
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foo

A questão é que existe uma infinidade de livros em domínio público: todas as obras brasileiras, portuguesas, da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia escritas até meados do século XX.

Imagine disponibilizar todos estes livros, incluindo versões originais em Espanhol e Inglês! (Bem como os respectivos dicionários)

Enfim... as possibilidades são enormes.

Mas não podemos esquecer que, além de um projeto de Educação, trata-se de um projeto de conexão.

A internet foi um instrumento poderoso nas últimas eleições; foi o único contraponto aos factóides da mídia.

É preciso começar um plano, a partir do primeiro dia do Governo, para criar alternativas aos meios tradicionais de comunicação. O plano deve articular os seguintes elementos:

- Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)

- Computador para todos

- Um livro digital por aluno

- Material didático livre

A tarefa é complexa, mas não podemos simplesmente ficar paralisados analisando o problema, à espera dos primeiros ataques da velha mídia, que certamente tentará desestabilizar o governo até 2014.

Precisamos agir rapidamente para criar e fortalecer alternativas aos meios de comunicação tradicionais.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Já postei aqui um endereço que utilizo muitíssimo, em que se podem encontrar obras recentes, às vezes recém-lançadas, em várias línguas e vários domínios, além de teses etc. Dá para ler online e baixar, pagando um preço módico ou pagando com um upload. Uma espécie de P2P, parece-me. É o Scribd, bom complemento para os sites de livros "clássicos", em domínio público:

http://www.scribd.com/

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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Mateus

Existem iniciativas legais como o site http://hotmart.com.br que busca viabilizar o comercio de livros e conteudos digitais de um modo geral. É uma boa oportunidade para aqueles que desejam publicar e comercializar seu livros digitais na internet sem intermédio de editoras ou inclusão DRMs.

 
 
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DiegoXXX

Realmente, esse hotmart parece ser fantástico. O site tem milhares de produtos digitais, não só ebooks...

 
 
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Humberto Cavalcanti

Nassif,

ontem a partir das 20 horas, domingo, e até agora de manhá cedo (sem horáriod e veráo aqui em Recife), náo pude acessar posts recentes nem do dia, nem da semana, nem do més, nada, ás vezes simplesmente ficava em branco, Not Found...

 

_____"Onde está o conhecimento que perdi na informação , e onde está a sabedoria que perdi no conhecimento?" . . . - T.S. Elliot , segundo um post lido num outro blog. ____________

 
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Monier

Somos dois a acreditar plenamente nisso, então. Não apenas no ensino público, mas no privado também. E não apenas na educação básica. Vai até o ensino superior. Acho que só está adormecido pela novidade do tema, e porque tem uma inércia política dos acordos e apoios baseados na licitação de material impresso.

Um exemplo bem "gastador" e sem a engenharia tributária que o governo pode fazer por via das isenções, nem o imenso jogo econômico que se faz com a escala, incentivos ou criação de indústria nacional:

1 - Livros para todas as matérias em um colegial (matemática, português, etc): 12 livros/matérias * R$ 80,00 = R$ 960,00 POR 1 ANO (todo pai deve considerar isso um orçamento de otimismo sem tamanho).

2 - Livros para uma faculdade de Direito levada nas coxas (doutrina Civil, Penal, Processo Civil, Códigos, etc): 2 livros * 5 matérias * R$ 120,00 por livro = R$1.200,00 POR 1 ANO (para virar um advogado que sabe somar 1+1 em juridiquês).

3 - Livros para uma faculdade de medicina via PROUNI: 4 matérias * R$ 500,00 por livro = R$ 2.000,00, logo na chegada.

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4 - IPAD (com todo o incentivo da modernidade e portabilidade para o estudo): (aparelho) R$ 2.500,00 + (pagamento de direito autoral sobre e-books - novidade para as editoras do país do xerox) R$ 1.000 = R$ 3.500,00 para no mínimo 2 ou 3 ANOS. Com o adicional que, ao menos na faculdade, abre-se espaço para comprar a reedição do livro, em vez de uma nova cópia 80% idêntica à anterior.

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5 - A professora mandar baixar um contraponto do site do Nassif, do Maierovitch, ou do Mino Carta para debater a capa da Veja:  não tem preço para o nosso desenvolvimento cultural.

 

Perde-se campo para uma indústria gráfica. Mas ganha-se um monte na indústria fornecedora autoral, que pode passar a licenciar idéias por preço mais acessível, sem ficar refém dos custos do papel, armazenamento e logística (quem nunca viu uma montanha de livros encalhados nos armazéns?). E ganha-se uma infinidade na ponta do consumo, que pode passar a ser perdulário, na única área em que isso parece bom.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Monier, v. botou o preço do leitor digital nas nuvens, a relação é muito mais vantajosa  para o leitor digital. Acabo de olhar na Amazon, um Apple iPad MC497LL/A Tablet (64GB, Wifi + 3G) sai por pouco mais de 900 dólares. Havendo uma compra maciça do gov., p.ex., dá para negociar um preço melhor. Sem falar que outros leitores são ainda mais baratos. Mesmo que o preço empatasse, o ponto 5 do seu comentário já bastaria para decidir a favor do livro digital: cidadania, pois é disso que v. trata, não tem preço!

Acrescento outro aspecto. A quebra dessa espécie de oligopólio de didáticos permitiria uma verdadeira revolução: os livros didáticos poderiam ser produzidos pelas Universidades e seus pesquisadores/professores, permitindo entre outras coisas uma bem-vinda regionalização do conteúdo escolar, hoje centrado no Sul maravilha (SP, RJ, sobretudo).

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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ufa

Só para esclarecer, é essencialmente diferente um Ipad de um leitor de ebook com tela de e-ink. Enquanto aquele possui tela de LCD (cansativa para a vista), ser bem maior e mais pesado, se assemelhando a um tablet ou netbook, os leitores de ebook tem um objetivo bem mais específico, que é a leitura. A tela tem iluminação passiva (é necessário estar em um ambiente com outras fontes de luz para poder ler): não cansa os olhos, parece muito com um papel, a bateria dura mais de um mês (ele só gasta energia para trocar as páginas) e é muito mais leve. É como se fosse um livro fino, mas em que cabem milhares deles. Alguns possuem até conexão wifi ou 3G e um navegador para leitura de blogs e textos online.

 
 
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Paulo - Olinda - PE

Achei interessante a idéia, ela deveria ser aproveitada. Hoje, existe o portal www.dominiopublico.gov.br, mas acho que ele deveria ser mais explorado, inclusive disponibilizando material especialmente destinado aos estudantes, e os professores também deveriam ser informados sobre estes conteúdos.

 
 
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Andre Araujo

O habito de leitura é cultural, não é o instrumento que vai criar o habito. O livro de papel vai permanecer ainda por muito tempo, na realidade é mais facil de manusear do que o digital e mais confortavel para a visão. Uma pessoa teoricamente pode se manter com ração mas prefere prato com comida, mesa, toalha e talher, habito e cultura as vezes tem peso maior do que o teoricamente mais moderno.

 
 
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ruyacquaviva

Isso é ilusão de quem fica um pouco assustado com a novidade.

Uma tela de e-ink é virtualmente idêntica a um impresso em papel. O manuseio do ebook é mais fácil que o papel, mais leve e permitindo por exemplo busca por palavras ou frases, coisa impossível em papel. A impressão de que o manuseio do livro em papel é mais fácil é devido ao hábito já existir e um hábito novo precisar de tempo para se instalar. As gerações que terão contato com o livro eletrõnico vão achar extremamente mais difícil manusear livros em papel.

Claro que os livros em papel não vão desaparecer completamente. Edições especiais com formatos diferenciados e ilustrações com recursos gráficos especiais parmanecerão. A simplicidade de produção e a durabilidade fará o livro de papel sempre ser lembrado e cultuado. Mas será como o lampião a vela como meio de iluminação. Não morrerá, mas permanecerá muito restrito e pouco usado.

Realmente o hábito de leitura não é produzido pelo livro digital, mas o acesso ao conteúdo é enormemente facilitado. Estamos no limiar de uma revolução, isso produz resistências, mas nesse caso me parece ser uma transformação inevitável.

 
 
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foo

O objetivo da proposta não é apenas promover a leitura.

Creio que esta será uma meta importante -- pois estaremos colocando milhares de obras nas mão de cada estudante, e, se apenas 1% deles puderem aproveitar este benefício, já será um ganho considerável.

O objetivo secundário é promover uma alternativa às 5 ou 6 famílias que dominam os meios de comunicação no Brasil. Estas mesmas 5 ou 6 famílias estão formando um oligopólio na área de ensino, na produção e distribuição de material didático.

Um livro digital pode acompanhar o aluno durante os 3 anos do ensino médio, e carregar todo o conteúdo que será necessário durante este período. E pode ser atualizado quando necessário.

Se o Governo investir em Materiais Didáticos Livres, com licença Creative Commons, o Governo não precisará pagar pelo conteúdo de editoras de material didático "proprietário".

Cada livro digital também pode funcionar como um leitor de RSS, permitindo aos alunos buscarem informações fora dos meios de comunicação tradicionais.

Custo do livro digital:  R$ 77 por aluno, por ano -- ou menos de R$ 0,50 por dia de aula. Quanto o Governo Federal gasta em livros e papel?

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

À parte os aspectos levantados pelo Ruy e pelo Foo, o livro eletrônico tem uma vantagem ecológica: quantas árvores são necessárias para produzir a celulose para o papel dos livros? Florestas! Para o livro eletrônico? 0. Reciclar o papel, reciclar a tinta? 0. Gasto para o tratamento dos resíduos da gráfica? 0. Gasto com energia (logo, sua produção e o impacto ambiental desta)? 0.

Vamos sentir saudade? Não creio, porque antes do livro e do jornal digitais imperarem, nós, da velha guarda provavelmente já teremos batido as botas -- falo por mim, em todo caso, Mas e as novas gerações que já nascem em ambiente digital? 0.

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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ET

Eu pude recentemente ter acesso a um livro digital, fornecido pela Amazon Book. Achei impressionante a sua versatilidade e as possibilidades que a ferramenta proporciona. Pensei justamente na utilização pela rede pública de ensino. É uma situação irreversível e as maiores editoras já apostam nesse caminho. Além de didático, inovador, faz parte dos conceitos de uma economia sustentável. Os leitores habituais, meu caso, não terão nenhum problema em aceitar a novidade, não tão nova, porque o que importa é o seu conteúdo e comodidade. E as novas gerações já foram criadas pelo ambiente digital: só não vê quem não quer.

 

et

 
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raq_uel

"Os alunos expostos aos livros digitais se tornarão adultos conectados; não terão tanto interesse em assinar jornais e revistas de papel, e estarão menos ligados na TV -- pois os livros digitais oferecem acesso à internet."

Aí eles vão para a internet e acessam meia dúzia de sites controlados por grandes portais.

Ter o acesso a um outro tipo de conteúdo não significa necessariamente que as pessoas vão querer acessá-lo. Um dos maiores problemas( ou não) da internet é o overflow de informações.

Mesmo em países onde há mais "blogs sujos" , esses não fazem parte do cardápio mediático do usuário comum de internet. Sua influência fica restrita a um determinado nicho de usuários.

Pode ser que com o avanço da rede, uma mídia independente voltada para os interesses do coletivo, tenha uma maior penetração junto à população a ponto de tornar parte do seu cardápio de notícias diário.Mas ainda é muito difícil dar isso como certo, mesmo pq qnt mais a internet avança na sociedade, mais ela assume uma lógica empresarial, e hoje você vê grandes empresas tendo controle de um volume muito grande de informações (por exemplo: Google e Facebook) ou adquirindo blogs independentes que são mais populares ( como o Techcrunch que foi comprado pelo AOL).

 
 
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Gunter Zibell - SP

foo,

é um pouco transversal o benefício do peso físico, mas conta e deve ser levado em consideração. Li uma vez um artigo sobre como o peso exagerado dos livros didáticos, principalmente da 6a. à 9a. série do fundamental, quando há várias disciplinas por dia mas ao mesmo tempo o físico das crianças ainda não está plenamente desenvolvido, causa problemas de coluna & dores. 

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 

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