A história das relações EUA-Bin Laden

Por raquel_

Do Outras Palavras

Como os Estados Unidos criaram Bin Laden

sANTONIO MARTINS – 02/05/2011 POSTED IN: CAPA

A história proibida da aliança entre Washington e o homem que ordenaria os ataques de 11 de setembro

Por Antonio Martins* | Imagem: Dragão, de M.C. Escher (detalhe)

A ordem formal para detonar o último esconderijo de Bin Laden foi dada por Barack Obama na manhã de sexta-feira, informou nesta manhã (2/5) o New York Times. Antes de rumar para o Alabama, onde acompanhou o socorro às vítimas de tornados violentos, o presidente determinou que forças especiais da central de inteligência dos EUA – a CIA desencadeassem o ataque. Instalado numa casa em Abbottabad, a apenas 50 quilômetros da capital do Paquistão, o líder da Al Qaeda teria resistido ao comando que o localizou. Segundo fontes norte-americanas, foi ferido na cabeça e em seguida, estranhamente, sepultado no mar. As circunstâncias exatas da operação ainda são desconhecidas.

IronIronicamente, a CIA, encarregada de conduzir a operação que liquidou Bin Laden, está estreitamente associada ao surgimento do terrorista. Pouco se falará a respeito, nos próximos dias, mas tanto o homem de barbas longas e olhar calmo quanto a própria Al Qaeda forma conscientemente criados pelos Estados Unidos, no contexto da disputa contra a União Soviética, na “guerra fria”.

Os fatos estão estão disponíveis em algumas publicações alternativas norte-americanas, entre as quais destacam-se, o siteZ-Net, a revista The Nation. Para esta escreve Robert Fisk, um repórter veterano e especializado em questões de Oriente Médio. Ele escreve fala com a autoridade de quem se encontrou várias vezes, na condição de jornalista, com Bin Laden.

A última delas, conta, foi em 1997, nas montanhas do Afeganistão. Avistou o saudita na pose e nos trajes em que aparece costumeiramente na imprensa ocidental. Roupas afegãs tradicionais, refestelado em sua caverna, ar tranqüilo. Bin Laden aparentou um conhecimento muito superficial sobre a situação do mundo. Atirou-se sobre o jornal que Fisk tinha consigo. Deu a entender que a leitura lhe trazia muitas novidades, mas abandonou a atividade depois de meia hora. Preferiu falar sobre sua crença na proteção que lhe seria assegurada por Alá. Relatou os muitos episódios em que, ao enfrentar os ocupantes soviéticos do Afeganistão, salvou-se porque os foguetes que foram atirados sobre seus esconderijos deixaram de explodir. Afirmou não temer a morte, porque “como muçulmano, acredito que, quando morremos em combate, vamos para o Paraíso”. Mas não deixou, nem por um instante, o abrigo em que se encontrava. Fisk registra: era “uma relíquia dos dias em que combateu os soviéticos: um nicho de oito metros de altura escavado na rocha, à prova até mesmo de ataques de mísseis”.

Em nome da vitória sobre os soviéticos, acordo com os extremistas

Num outro texto — um artigo analítico assinado por Dilip Hiro, intitulado “O custo da ‘vitória’ afegã” The Nation revive as circunstâncias da aliança que acabaria envolvendo Washington e Bin Laden. O cenário é o Afeganistão; a época, a última fase da Guerra Fria. Em 1979, um golpe militar havia levado ao poder grupos ligados à União Soviética (URSS). Anticomunista fervoroso, Zbigniew Brzezinsky, assessor de Segurança Nacional do então presidente Jimmy Carter, vislumbra uma oportunidade de passar da defesa ao ataque. Não quer apenas reinstalar em Kabul um governo aliado ao Ocidente. Pretende disseminar, entre as populações muçulmanas da URSS, um tipo de pensamento religioso capaz de incitá-las ao máximo contra o governo de Moscou. The Nation frisa: havia alternativas, mesmo para os que, como o assessor de Segurança Nacional, estavam empenhados em promover a Guerra Fria. Exitiam no Afeganistão “diversos grupos seculares e nacionalistas opostos aos soviéticos”. Ao invés de apoiá-los, no entanto, a Casa Branca parte para o que julga ser uma cartada genial. Impulsiona as organizações afegãs mais fundamentalistas, reunidas, desde 1983, na Aliança Islâmica do Mujahedin Afegão (IAAM, em inglês).

 Washington não se contenta em apoiar diplomaticamente a IAAM. Costura uma aliança capaz de oferecer-lhe condições financeiras, militares e ideológicas suficientes para derrotar os soviéticos. Além dos EUA, participarão da iniciativa o Paquistão, governado pelo general golpista Mohammad Zia ul-Haq, e a Arábia Saudita, controlada por décadas por uma família real nababesca e corrupta. O extremismo religioso é o cimento utilizado pelos norte-americanos para consolidar seus interesses estratégicos. Milhares de afegãos e paquistaneses são atraídos para campos de treinamento de guerrilheiros anti-soviéticos. Eles são dirigidos pelo ISI, serviço secreto do Paquistão.

Os instrutores valorizam ao máximo a guerra santa (Jihad) contra Moscou. A Casa Branca quer matar dois coelhos com uma só paulada. A suposta defesa do islamismo contra os ateus soviéticos serve para consolidar, no Paquistão, o poder de Zia ul-Haq, fiel aliado do Ocidente. O terceiro elo da coalizão é a Arábia Saudita, onde outro governo pró-americano, embora muito rico, necessita de reforço ideológico. Ao longo de alguns anos, os príncipes sauditas serão convidados a “doar” 20 bilhões de dólares para a cruzada da IAAM. Através da CIA, os Estados Unidos comparecerão com mais US$ 20 bi. Os rios de dinheiro verde servirão para recurtar e formar guerrilheiros fanatizados e armá-los até os dentes. Fazem parte de seu arsenal mísseis anti-helicópteros que serão decisivos para enfrentar e vencer tanto o governo pró-URSS quanto as próprias tropas soviéticas, que, em favor de seu aliado, ocuparam o país em 1979.

Um milionário saudita adere a estranhos “lutadores da liberdade”

É esse clima de extremismo e intolerância suscitado por Washington que atrairá o saudita Osama bin Laden ao Afeganistão. No início dos anos 80, quando chegou ao país, ele era apenas o jovem herdeiro milionário de uma família de empresários do ramo da construção. Estava fascinado pela jihad patrocinada pelos EUA. Foi o primeiro saudita a aderir a ela, e levou consigo, ao longo do tempo, pelo menos 4 mil compatriotas. Tornou-se líder dos “voluntários” no Afeganistão. Aproximou-se dos dirigentes do IAAM, que, graças ao apoio recebido da Casa Branca, constituiriam anos depois o governo Taliban. Construiu abrigos reforçados para depósito de armas, participou de ações guerrilheiras. Jamais lhe faltou apoio moral do Ocidente. O repórter Robert Fisk relata: “Estava no Afeganistão em 1980, quando Laden chegou. Ainda tenho minhas notas de reportagem daqueles dias. Elas recordam que os guerilheiros mujahedin queimavam escolas e cortavam as gargantas das professoras, porque o governo tinha decidido formar classes mistas, com meninos e meninas. O Times de Londres os chamava de ‘lutadores da liberdade’. Mais tarde, quando os mujahedins derrubaram (com um míssil inglês Blowpipe) um avião civil afegão com tripulação e 49 passageiros, o mesmo jornal os chamou de ‘rebeldes’. Estranhamente, a palavra ‘terroristas’ nunca foi usada para qualificá-los”

A partir de 1989, com o colapso do governo pró-soviético no Afeganistão e da própria União Soviética, os “voluntários” começaram a voltar a seus países. Ao retornarem ao mundo árabe, explica Dilip Hiro, formaram um grupo à parte, que se tornou conhecido como os “afegãos”. Tinham marcas muito características. A intolerância e o desprezo pela vida humana eram os mesmos cultivados sob comando e por determinação consciente dos Estados Unidos. Haviam adquirido, nos anos da luta anti-soviética, alta capacitação em práticas terroristas. Eram, contudo, menos inexperientes do ponto de vista político. Passaram a observar que países como a Arábia Saudita e o Egito eram governados por elites tão submissas aos Estados Unidos quanto era subordinado aos soviéticos o governo afegão contra o qual lutaram.

A cobra volta-se contra o ninho em que se criou

A guerra do Golfo os voltou de vez contra Washington. Encerrada a campanha contra o Iraque, em 1991, a Casa Branca descumpriu a promessa de retirar da Arábia Saudita — país onde estão as cidades sagradas de Meca e Medina — as bases militares e os milhares de soldados mobilizados contra Saddan Hussein. Bin Laden e seus liderados lembraram que isso contraria a Sharia , lei islâmica. Em 1993, o rei Fahd, talvez o mais fiel aliado dos EUA no mundo árabe, ainda cortejou o milionário, chegando a ponto de nomeá-lo para um Conselho Consultivo real. Em 94, depois de novos desentendimentos, Bin Laden foi expulso da Arábia Saudita. Em 96, declarou uma jihad contra a presença norte-americana no país. Afirmou então que “expulsar do ocupante americano é o mais importante dever dos muçulmanos, depois do dever da crença em Deus”. Dois anos depois, uma declaração conjunta assinada por uma frente de organizações fundamentalistas formada por Bin Laden exortava: “A determinação de matar os americanos e seus aliados — civis e militares — é um dever individual para todo muçulmano que possa fazê-lo em qualquer país onde isso for possível, com objetivo de libertar de suas garras a Mesquita de Al-Aqsa [em Jerusalém] e a Mesquita Sagrada [Meca]. Isso está em consonância com as palavras de Deus todo poderoso”.

Em seu relato para The Nation, Robert Fisk lembra que Bin Laden não é o primeiro aliado com quem a Casa Branca se relaciona intimamente durante certo tempo, para mais tarde, quando já não necessita de seus serviços, acusá-lo — com ou sem motivos — de terrorista. Ele cita os casos de Saddan Hussein, visto como herói quando atacou com armas químicas o Irã; ou de Iasser Arafat, considerado “super-terrorista” quando liderava a luta pela libertação da Palestina e mais tarde “respeitável homem de Estado”, ao firmar com Israel acordos de paz jamais cumpridos.

Bastaria olhar para a América Latina para encontrar outros múltiplos exemplos de relações privilegiadas entre Washington e terroristas, praticantes de golpes de Estado, governantes tirânicos, corruptos, torturadores. Num outro sentido, menos direto, porém mais ameaçador, a aliança com o terror está, aliás, sendo reeditada neste exato momento. Bin Laden usa a opressão dos EUA e de Israel contra o mundo árabe como pretexto para justificar sua intolerância e atos criminosos. Todas as declarações dos governantes norte-americanos feitas após os atentados de 11 de setembro indicam que a Casa Branca pretendem apoiar-se no risco real do terror para desencadear uma ofensiva militar e política que, se não for barrada, transformará o planeta num local muito mais violento, antidemocrático e desigual. Talvez por isso, as sociedades tenham o direito de dizer que, contra a barbárie dos extremistas e do Império, a única saída é a construção de um mundo novo.

* As partes essenciais deste texto foram escritas em setembro de 2011 e publicadas no sitePlaneta Porto Alegre, cujos arquivos – recentemente resgatados pelo webmaster e midiativista Rafael Banto — estão disponíveis aqui

http://www.outraspalavras.net/2011/05/02/como-os-estados-unidos-criaram-bin-laden

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43 comentários
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Paulo Cavalcanti

Nassif,

Assim como não acredito que Tancredo Neves morreu, bem como Ulisses Guimarães, ainda creio que Ulisses aparecerá, como candidato à Presidente da República, tendo como vice em sua chapa, Tancredo Neves - eu não creio nessa "lorota" americana, de matar seu maior inimigo, e ainda por cima, sepultar em segredo, sem mostrar o troféu ao mundo.

Supondo ser verdade, podem se preparar, que a linha de montagem de cinturão-bomba, foi ativada, e advinhem quem serão as maiores vítimas.

A sorte está lançada...

 

 
 
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Edson Joanni

Tranquilo, tranquilo... Peça para algum amigo acessar o link a seguir e relaxe:

http://www.saude.rio.rj.gov.br/pinel/

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Thiago M Silva
Próxima capa da Veja
 
 
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wilson yoshio.blogspot

Da Epoca, via twitter

02/05/2011 - 08:40 - Atualizado em 02/05/2011 - 09:06 Ataque que matou Osama bin Laden foi transmitido pelo Twitter Compartilhe 172 Paquistanês transmitiu em tempo real o ataque sem saber que se tratava de Osama bin Laden Redação Época com Agência EFE

 

Reprodução Sohaib Athar, o @ReallyVirtual

Um assessor em informática paquistanês informou em tempo real, sem querer, sobre o ataque feito por forças especiais dos EUA que matou Osama bin Laden.

Sohaib Athar, conhecido no Twitter pelo apelido @ReallyVirtual e que se identifica como "assessor de tecnologia de informação", publicou uma série de mensagens relatando o barulho de um helicóptero na cidade de Abbottabad.

"Há um helicóptero que fica parado no ar sobre Abbottabad a essa hora da madrugada - é estranho", comentou. - "Sai logo, helicóptero, antes que pegue meu mata-moscas gigante!".

Em seguida, ele informou sobre "um 'boom' que fez tremer os vidros das janelas" em Abbottabad. Espero que não seja o início de algo feio".

Pouco depois ele comentou a seus seguidores no Twitter que "o helicóptero/OVNI foi derrubado na zona de Bilal Town e que houve informação sobre uma chama".

"Há quem diga que possa ter sido uma nave não tripulada", afirmou.

Momentos mais tarde, ele relatou que "as pessoas disseram que não foi nenhuma falha técnica, e que ele foi derrubado por disparos", e que havia pelo menos dois helicópteros, um dos quais caiu. Athar comunicou a seus seguidores que, "segundo um taxista, a polícia cercou a região onde caiu o helicóptero e vai de casa em casa para ouvir seus moradores".

Sete horas depois, após o aviso de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faria um pronunciamento urgente, Athar começou a perceber que havia acontecido algo excepcional.

Um de seus seguidores no Twitter opinou que a queda do helicóptero em Abbottabad e o discurso de Obama estariam "relacionados", e outro disse que os serviços secretos paquistaneses haviam confirmado que "Osama bin Laden morreu em Abbottabad".

"Meu Deus! Agora me transformei no cara que twittou ao vivo o ataque contra Osama, sem saber", exclamou.

 
 
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FabioREM

O Paquistanês está tendo um monte de problemas, hackers atacando o blog dele, gmail recebendo 2 toneladas de emails. É só abrir o perfil dele no twitter. 

 
 
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janes salete

Os usa,que se deram o direito sobre a vida e morte de quem desejarem,comete assassinato novamente.Justiça se faz com captura, julgamento e condenação e não com queima de arquivo.

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Janes,

Parabéns pelo comentário. Curto e certeiro.

E como não se sentir enojado com o bando de canalhas estadunidenses comemorando o assassinato praticado por compatriotas a mando de falso democrata e insidioso demagôgo, como Barak Obama?

Agora mesmo passou na ESPN que o assassinato de bin Laden foi divulgado em telão num jogo de basquete e a platéia, insana, como sói os estadunidenes, explodiu em delírio de comemoração.

O que podemos esperar de uma sociedade tão degradada moralmente? Tão bestificada e liderada por homens fracos e corrompidos até o âmago?

 
 
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Athos

Se não mostrar a imagem, acreditarei piamente que ele ja estava morto a muito tempo. Talvez até mesmo quando ocorreu o 11/09.

Os EUA sempre vão precisar de um inimigo para justificar seu orçamento militar. Se o cara estivesse morto...

 
 
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Alan Souza

Na minha terra a gente diz assim: "não alimenta cobra, que um dia ela morde a tua mão!"...

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Jair Fonseca

Em espanhol: "Cría cuervos, y te sacarán los ojos".

Só que no caso quem criou os corvos foram outros corvos.

 
 
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wilson yoshio.blogspot

 Da CARTA CAPITAL, via twitter de @Antonio Luiz M. C. Costa Bin Laden está morto. Missão cumprida?

Antonio Luiz M. C. Costa 2 de maio de 2011 às 14:54h

Escreveu uma internauta retuitada pelo cineasta Michael Moore: “Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa”. Objetivamente, é pouco mais que isso. Embora (propositalmente?) anunciado no 66º aniversário do anúncio da morte de Adolf Hitler, o assassinato de Osama bin Laden não tem um significado comparável. A Al-Qaeda não é uma máquina de guerra convencional e centralizada à beira do colapso, como era o exército nazista em 1º de maio de 1945. Talvez resulte mais próximo do que foi o 1º de maio de 2003, quando Bush júnior anunciou a “missão cumprida” no Iraque, mas o problema mal estava começando.

Segundo os Estados Unidos, Bin Laden estava em uma confortável construção de três andares, cercada de muros de quatro a cinco metros ao lado de um colégio de elite e a dois quarteirões de uma delegacia de polícia na cidade turística de Abbottabad, a 116 quilômetros ou duas horas de estrada da capital, Islamabad (cerca de 55 quilômetros em linha reta). Em termos de Brasil, seria como estar em uma mansão em um dos bairros centrais de Campos do Jordão. Ou melhor, em Resende, visto que o local também está a uma breve caminhada de uma das principais academias militares do Paquistão.

Sohab Athair, um usuário do Twitter que se descreve como “um consultor de TI que deu um tempo para a corrida de ratos e escondeu-se nas montanhas com seu laptop”, cobriu a operação desde o início, sem saber exatamente o que se passava e a uns dois quilômetros do local: “helicópteros pairando sobre Abbottabad a uma hora da madrugada (é um evento raro)”. Ouviu explosão, tiros e as poucas pessoas acordadas àquela hora dizerem que pelo menos um dos helicópteros não era paquistanês. Entendeu que era uma situação complicada, mas pensou que era a queda de um helicóptero, como foi inicialmente divulgado na mídia paquistanesa. Compreendeu cinco horas depois, quando Barack Obama foi à tevê anunciar triunfalmente a morte do líder terrorista. “Lá se foi a vizinhança”, escreveu, melancolicamente.

O presidente dos EUA fez do anúncio um discurso cuidadosamente balanceado e um espetáculo muito bem montado. Como quem encarna um herói de Hollywood, iniciou com um “eu planejei, comandei e determinei a morte de Osama bin Laden” e encerrou com “Vamos sempre defender a Justiça e a Liberdade. Deus os abençoe e abençoe a América”. Deu as costas para a câmera e caminhou majestosamente pelo tapete vermelho até o fim do corredor, como um caubói que sai de cena cavalgando para o entardecer, enquanto aparecem os créditos finais.

Bush júnior teve um momento equivalente ao pousar um caça no porta-aviões Abraham Lincoln e fazer seu discurso de vitória sobre Saddam Hussein, com direito a tomadas igualmente heroicas e hollywoodianas. Conseguiu enganar o público o suficiente para ser reeleito em 2005, mas sua popularidade desmoronou em seguida e arrastou-se melancolicamente até o fim do segundo mandato. Obama repetirá o mesmo roteiro?

De qualquer forma, a curto prazo e do ponto de vista da política interna dos EUA, foi um golpe de mestre. Logo depois de reduzir ao ridículo o rival republicano Donald Trump e sua obsessão com a certidão de nascimento do presidente, Obama posa como o herói de guerra e hábil comandante. Em 40 minutos, com um pelotão de forças especiais da Marinha, atingiu o objetivo que Bush júnior garantiu visar durante dois mandatos, mobilizando para isso todo o aparato militar e de inteligência dos EUA e envolvendo o país em duas guerras inúteis e catastróficas para sua economia e relações internacionais.

Yes, we can? Obama não pôde cumprir as promessas de reformas sociais, ambientais e econômicas pelas quais foi eleito, nem sequer fechar a prisão de Guantánamo, mas ao menos cumpriu uma promessa do governo anterior. Pode ser o bastante para garantir sua reeleição, vista a fraqueza das candidaturas republicanas, mas é improvável que a aura da vitória se estenda sobre o resto do Partido Democrata nas eleições legislativas. Assim, o resultado será provavelmente a continuação do impasse político até 2016. A menos que o presidente consiga capitalizar a façanha a ponto de mobilizar a opinião pública em favor da política social e econômica democrata e soterrar a demagogia do Tea Party, o que até agora não se mostrou disposto a fazer.

Do ponto de vista internacional e do campo de batalha real, é pouco provável que a morte de Bin Laden mude o jogo. Sua importância pessoal sempre foi muito exagerada por uma mídia ansiosa por vilões. Mesmo a Al-Qaeda é apenas um aspecto do fundamentalismo islâmico, que é anterior a essa organização em particular, é muito mais amplo e não deixará de existir enquanto não mudarem as condições que o tornaram influente entre as massas muçulmanas humilhadas. A própria forma como foi morto basta para demonstrar que o problema é muito mais vasto. Bin Laden certamente não teria vivido anos em um centro urbano de alta classe média sem a cumplicidade total das Forças Armadas e do serviço de inteligência paquistaneses.

Antonio Luiz M. C. Costa

Antonio Luiz M.C.Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.

 
 
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aleXandre

 revelçôes  do tuiter do Antonio luiz mc Costa.

  A distãncia entre o local da execução e o mar é de 1200 km. Mais 300 até o porta -aviões.

  O bin laden teria sido executado por seu próprio guarda Costas a pedido do próprio bin. pra não ser humilhado como O saddam o foi.

 
 
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Mario Blaya

bom, tanto faz quem puxou o gatilho, o importante e que precisaram faze-lo porque os SEAL´s iam pega-lo de qualquer jeito,  o que matou o porco, foi a operação americana!

o que foi informado e que os helicopteros retornaram para uma base no Afeganistão, que está proximo do local de abate do animal,  nessa base foi recolhido material genetico e o corpo enviado por meio de avião para um PA no indico, pode ter sido um S3A, um jato que serve de apoio logistico ou mesmo um F-18 com um casulo para levar a carcaça,  a distancia não era problema algum.  

jogar o corpo no mar e não oferecer um local de perigrinação foi otimo!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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gparanda

Pérola de Sandra Coutinho, correspondente da Globo News em NY:

Tivemos um final de semana memorável. Primeiro o casamento Real, ontem, a beatificação de João Paulo II e agora a morte de Osama.
Todos os valores humanos foram resgatados: a família, a religião e a justiça.

Dá pra acreditar?

 
 
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Jair Fonseca

Não tive tempo nem estômago pra ver muito, mas o único que teve uma posição digna na Globo foi o Pontual, que disse que "graças a Deus" não estava nos Estados Unidos para ver aquele povo todo fazendo carnaval na rua, e lamentou essa festa macabra.

 
 
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Cláudia Stefani

Havia copiado o texto da Adriana Carranca no outro post mas não está mais lá, parece que algumas mensagens sumiram. Copio novamente então. Aliás, a repórter do Estadão escreve diretamente do Afeganistão onde se encontra, sendo, portanto, uma espectadora privilegiada dos acontecimentos.

 

Afegãos comemoram morte de Bin Laden

por Adriana Carranca

02.maio.2011 13:06:55

A morte do saudita Osama Bin Laden, acusado de orquestrar o maior ataque terrorista em solo americano contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 11 se setembro de 2001, é uma grande notícia para os americanos, especialmente aqueles que perderam familiares no atentado. Mas é uma notícia ainda melhor para os afegãos. Foi Bin Laden quem trouxe a guerra para o Afeganistão. Cada afegão passou a ser visto pelo mundo como um potencial e perigoso terrorista. Milhares de civis afegãos inocentes foram e continuam sendo mortos em uma guerra que começou, e segue há dez anos, justificada por um engano.

Bin Laden esteve sob a proteção do Taleban, os radicais então no poder, entre 1996 to 2001. Mas a última notícia de Bin Laden em solo afegão, depois dos atentados em Nova York, foi em dezembro de 2001, quando os Estados Unidos lançaram uma ofensiva nas montanhas de Bora Bora, já na fronteira com o Paquistão, uma uma zona tribal. Apesar dos bombardeios, Bin Laden escapou. Por quase uma década a guerra seguiu em solo afegão, apesar da suspeita de que o terrorista, assim como os líderes Taleban expulsos do poder no Afeganistão durante a ofensiva americana pós 11/9, já estivesse em solo paquistanês. O Paquistão continuou sendo controversamente apontado como um aliado dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo e recebendo financiamento por isso.

Mas os afegãos sempre culparam o Paquistão por suas mazelas.

Foi o serviço de inteligência paquistanês que criou os mujaheddin (soldados de Deus), com milhões de dólares dos Estados Unidos em armas e munição, para lutar contra a invasão soviética, no final dos anos 1970. O saudita bilionário Osama Bin Laden era, então, um aliado dos americanos. Ele ajudou a financiar e a organizar a resistência afegã.

Quando os EUA cortaram a assistência aos mujaheddin no Afeganistão, após a vitória sobre os soviéticos, o país mergulhou em uma guerra civil pelo poder, com os grupos divididos por etnia. O vácuo deu espaço para a ascensão dos Taleban, jovens tirados de suas famílias ainda crianças e criados nas madrasas do Paquistão, onde receberam treinamento militar e educação religiosa.

Com a ascensão dos muçulmanos ao poder, Osama bin Laden viu ali uma oportunidade de retomar poder político para as mãos de muçulmanos. Ele abraçou a causa do Islã, segundo sua própria visão, e deu início a uma jihad (resistência) global contra os “infieis” não-muçulmanos – leia-se os Estados Unidos. Ele criou a AlQaeda, atuando não apenas em campos de treinamento militar, mas dentro das mesquitas e nas comunidades muçulmanas, onde reunia líderes em conselhos que passaram a ter grande influência sobre as pessoas.
Antes de 11 de setembro, Bin Laden foi acusado de promover atentados contra americanos no exterior e pela primeira tentatova de atentado à bomba contra o World Trade Center, em 1993, entre outros. Em 1998, o então presidente americano Bill Clinton declarou o saudita o “inimigo público número 1” dos americanos. Desde então, uma represália por parte da AlQaeda era esperada, mas ninguém imaginava que seria em solo americano e nas proporções dos ataques em Nova York. Quando o 11 de setembro aconteceu, não demorou para que os EUA apontassem Bin Laden como responsável. E ele estaria escondido no Afeganistão. O restante da história já se sabe.

http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/afegaos-comemoram-morte-de-bin-laden/

http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/

 

 
 
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Orlando Soares Varêda

A CIA poderia caprichar um pouco mais na armação para aposentar seu agente Bin Laden.
Tudo bem, os cara estão habituados a desrespeitar a inteligência das maiorias norte Américas.
Mas assim? Ai é demais.

Poderiam ao menos solicitar apoio do departamento de jornalismoda globo, o pessoal da bola de papel do Molina certamente produziria algo menos primário.
Essa é tão verossímil como o Lee Oswald em solitário acertando o Kenedy. A moçada do tio san já está nas ruas portando as bandeirolas tricolores e, gritanto usa! Haja patritismo, provavelmente aguardam a chegada de Papai Noel com os bonequinhos do terrorista morto.

Orlando

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Nada como rever o texto de Robert Fisk que muito me influenciou no início da década passada. O texto, uma constatação óbvia para o renomado jornalista, foi para mim uma supresa. Como os EEUU podem ser tão obtusos? Tão irreponsáveis?

O jornalista nos monstra que sempre foram assim e cita as intervenções estadunidense na américa latina como exemplo, com os resultados que sentimos na própria pele.

Definitvamente os EEUU são o império do mal. É a potência a ser combatida de todas as formas possíveis. Sempre foram, são e sempre seráo nossos inimigos.

 
 
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Cláudia Stefani

Bom texto de Gustavo Chacra também.

De Islamabad a NY – Morte de Bin Laden não reduz e nem aumenta risco de terrorismo

por Gustavo Chacra

A ação para matar Bin Laden foi para castigá-lo pelos crimes que cometeu no passado, não para impedir que novos atentados ocorram no futuro. O saudita havia se transformado há anos em apenas um símbolo. O comando da organização já havia passado para lideranças mais jovens no Iêmen e em outras partes do mundo. Os campos de treinamento de terroristas foram substituídos por sites na internet.

A morte de Bin Laden não aumentará e tampouco diminuirá a quantidade de atentados terroristas. Se a Al Qaeda tivesse condições, explodiria uma bomba nuclear por dia em cidades americanas. Não esperariam pela morte de seu símbolo. Inclusive, eles tentaram cometer atentados no Natal de 2009 em Detroit e, no ano passado, no Times Square. Talvez consigam em algum momento, mas não será para se vingar da morte de Bin Laden.

Israel matou dois líderes do Hamas durante a Segunda Intifada. Isso não enfraqueceu a organização palestina. Tampouco a levou a cometer novos ataques. Apenas serviu para surgirem novos comandantes. Alguns, mais radicais. Outros, nem tanto. A redução no terrorismo em Israel se deveu a outros motivos, especialmente o aumento da segurança. Nos EUA, idem.

A guerra contra o terrorismo apenas será vencida quando este ideal de matar para alcançar algum objetivo, por mais bizarro que seja, acabe. Praticamente não existem mais guerrilhas de esquerda na América Latina, apesar de o ideal esquerdista estar vivo e popular em algumas nações como Equador, Bolívia, Venezuela e Nicarágua.

Falando em Nicarágua, não custa lembrar que Bin Laden tem uma ligação indireta com este país da América Central. Nos anos 1980, os EUA patrocinaram os contras na Nicarágua em uma ação similar ao apoio aos mujahedin no Afeganistão. Parte destes radicais islâmicos que lutaram contra a União Soviética viriam a compor, nos anos 1990, a Al Qaeda e o Taleban. De aliados americanos, se transformaram em inimigos.

http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/

 
 
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priscila maria presotto

Cinco estrelinhas proce!!!!!!!

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Cláudia,

O texto do Gustavo é cheio de obviedades e ele ainda peca por afirmar que o "ideal de esquerdista" está vivo em alguns países e cita Equador, Bolívia, Venezuela e Nicarágua. Ora, que bobagem, o esquerdismo da américa latina deixou de ser juvenil há tempos, envelheceu e amadureceu, porisso está no poder no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, El Salvador, além dos citados por ele e caminhando para levar também o Perú.

 
 
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Cláudia Stefani

É que, talvez, você não esteja acompanhando o Chacra mais de perto, Guerra, do contrário veria que há muitas entrelinhas ali. Ele vive batendo nesse ponto da insegurança das instalações nos EUA e sua intenção neste texto, ainda que de forma oblíqua, foi chamar a atenção para essa questão. Ele não vê qualquer motivo para comemorar a morte de Osama posto que a situação pouco mudou. Amanhã mesmo pode ocorrer um atentado lá nos EUA e... pronto, começa tudo outra vez. E foi nesse sentido que falou do esquerdismo na AL. Na verdade, penso que ele mais concorda com você do que não, pois sugere que políticas repressoras não necessariamente levam à destruição do que se combate mas simplesmente geram formas mais lights. Por exemplo, um esquerdismo mais amadurecido na AL, que você próprio identificou.

 
 
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Rodolfo

São eles que vão trazer a paz?

Hamas condena assassinato de Osama bin Laden pelos EUAMovimento palestino lamentou morte de 'guerreiro sagrado árabe'.
Grupo, que governa Gaza, foi na contramão da reação internacional.

Do G1, com agências internacionais

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O grupo palestino Hamas condenou nesta segunda-feira (2) o assassinato do terrorista Osama bin Laden por forças americanas e lamentou a morte do que chamou de um "guerreiro sagrado árabe".

O Hamas, que governa o território palestino da Faixa de Gaza, foi na contramão da reação internacional, que foi majoritariamente ee apoio à ação americana.

"Nós encaramos isso como a continuação da política americana baseada na opressão e no derramamento de sangue árabe e muçulmano", disse Ismail Haniyeh, chefe do governo de Gaza.

Ele ressaltou que o Hamas e a rede terrorista da al-Qaeda, de Bin Laden, tinham "diferenças doutrinárias".

"Pedimos a Deus que tenha misericórdia com ele junto aos verdadeiros fiéis e mártires", disse.

Israel e Autoridade Palestina
O anúncio da morte de Bin Laden foi comemorado pela Autoridade Palestina e pelo governo de Israel. Para a AP, a morte do líder militante é boa para a paz. Para Israel, o desaparecimento de Bin Laden beneficia as democracias.

"Se livrar de Bin Laden é bom para a causa da paz mundial, mas o que conta é superar o discurso e os métodos --os métodos violentos-- que foram criados e encorajados por Bin Laden e outros no mundo", disse o porta-voz da Autoridade Palestina, que é apoiada pelo Ocidente, Ghassan Khatib.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comentou a morte de Bin Laden como um triunfo para os EUA e para seus aliados na "guerra ao terror".

"Esse é um triunfo retumbante para a justiça, a liberdade e os valores compartilhados por todas as nações democráticas que lutam ombro a ombro com determinação contra o terrorismo", disse Netanyahu em comunicado no início desta segunda-feira.

 
 
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João Prado

"As partes essenciais deste texto foram escritas em setembro de 2011"

Não seria "logo após os atentados de 11 de setembro"??? 


 
 
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Mario Blaya

um a menos!

pelo que lí, somente 4 mortos, num casa daquele tamanho, Guantanamo deverá receber um monte de hospedes entre hoje e amanhã!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Marcos C. Campos

Ai que burro !!! Dá zero prá ele.

 
 
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C. Khosta y Alzamendi

Esse negócio do "sepulatdo no mar" é que está engraçado... Islamabad fica a uns 1300 km da praia mais próxima (uma visitinha ao Google Maps demosntra). Que trabalheira só pra dar um sumiço na carcaça do caboclo...

 
 
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peregrino

Se ainda não piraram, falta pouco...qualquer sombra, é de terrorista

não satisfeitos com a vingança, agora estão dizendo que o cara tentou usar a esposa como escudo...............CIA não muda nunca e sempre querida

mesmo que transforme as forças armadas num bando de assassinos da democracia, covardes, vingativos e cruéis

 

 
 
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Edson Joanni

Osama era o terrorista mais procurado, o número 1 no ranking.

Obama é o número um no mundo, o senhor do Império.

Número um por número um, entre Obama e Osama eu fico é com o Brahma!

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Paulo França

Bush usou Osama para se reeleger, e agora Obama usa Osama para sair da lama. Faz sentido. O que não faz sentido é a mentira esfarrapada dos EUA de que jogaram o corpo (justamente a única prova que têem?!) ao mar, há 1.300 km de distÂncia! Quando pegaram Saddam o exibiram à exaustão aos olhos do mundo! Osama não é mais vistoso?! Esse governo dos EUA continua achando que todo mundo só vê a imprensinha marrom domesticada por eles. Esquecem da internet, que nos libertou a todos.

 

Aliás, alguém poderia me ajudar a me desvencilhar da Net? Essa porcaria me liga todo dia de manhã me oferecendo por centavos a que eu aceite receber o canal aqui. Nem adianta eu dizer que não vejo mais TV. Eles não acreditam!

 
 

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