A greve da Polícia Militar na Bahia

Por marcelosoaressouza

Da Agência Estado

BA: secretário diz que não negocia com 10 mil PMs em greve

Pelo menos cinco lojas de eletrodomésticos foram saqueadas na madrugada desta sexta-feira em bairros centrais de Salvador. Segundo testemunhas, grupos grandes, de mais de 30 pessoas, a maioria encapuzada e algumas armadas, promoveram o arrombamento e o furto de mercadorias dos estabelecimentos, que estavam fechados na hora dos ataques. Na avenida Jorge Amado, no Imbuí, também em Salvador, quatro corpos foram encontrados.

Força Nacional na cidade: PMs mantêm paralisação e Força Nacional chega à Bahia 
Clima de tensão: Prefeitura de Salvador reforça segurança após ataques na Bahia

Foto: AE

Quatro corpos foram encontrados na Avenida Jorge Amado, no Imbuí, Salvador, nesta sexta-feira

Os ataques ocorrem em meio à paralisação parcial da Polícia Militar na Bahia, iniciado na tarde de terça-feira pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), uma das entidades que representam a categoria. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, pelo menos dois terços do efetivo policial do Estado trabalha normalmente, mas o governo baiano pediu o reforço de tropas da Força Nacional e do Exército. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, a intenção da medida é "aumentar a sensação de segurança" da população. 

 

Foto: AE Ampliar

Agentes da Força Nacional na chegada a Salvador

No fim da noite desta quinta-feira chegaram à Base Aérea de Salvador os primeiros 150 integrantes da Força Nacional que vão fortalecer o contingente no Estado. Outros 500, que estão se deslocando por terra, são aguardados hoje, bem como 2 mil militares, que devem atuar no policiamento ostensivo nas principais cidades baianas. 

"Vamos nos reunir, na tarde de hoje, para determinar como as forças serão distribuídas e os limites de atuação de cada unidade", afirma o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa. "Vamos restabelecer o mais rápido possível a sensação de segurança da população." 

Barbosa afirma que a principal preocupação da secretaria é com as maiores cidades e com os pontos de maior circulação de pessoas. Na noite de ontem, grandes congestionamentos foram registrados em Salvador depois que policiais à paisana, armados e encapuzados, tomaram ônibus coletivos e os atravessaram nas pistas de algumas das principais avenidas da cidade. Temendo arrastões, o comércio fechou mais cedo no centro. 

"Para cada ato de vandalismo estamos instaurando um inquérito, que será conduzido pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, a justiça será feita", promete Barbosa. "Não podemos aceitar que policiais armados façam o que estão fazendo." 

Em cidades como Ilhéus, no litoral sul do Estado, e Feira de Santana, segundo maior município baiano, a 110 quilômetros de Salvador, apesar de o comando da Polícia Militar ter informado o envio de reforços para a segurança dos dois municípios, parte do comércio das cidades continua fechado. Em Feira de Santana, rodoviários e empresas de transporte coletivo optaram por não tirar os veículos das garagens. 

Em Salvador, cresceu a presença de manifestantes acampados na frente da Assembleia Legislativa. Preocupados com um possível confronto com integrantes da Força Nacional, cerca de 400 grevistas se juntaram aos 100 que ocupavam o local desde terça-feira. Mulheres e filhos de policiais também são vistos no local. 

 

Foto: AE

Policiais protestam por melhores condições de trabalho na Bahia

A Aspra, que congrega cerca de 2 mil filiados, do universo de 32 mil PMs e bombeiros da ativa na Bahia, cobra do governo a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente. 

As outras associações de classe não aderiram à paralisação e o comando-geral da PM diz não reconhecer a Aspra como entidade de classe. "Abrimos canais de diálogo com as (três) principais associações de policiais, teremos reuniões hoje, mas não vamos negociar com quem quer criar clima de pânico e terror na população", afirma Barbosa. 

Ontem, o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública da Bahia, Ruy Eduardo Almeida Brito, havia determinado, por meio de liminar, a suspensão do movimento grevista, sob pena multa de R$ 80 mil por dia para a associação. 

O presidente da Aspra, o ex-soldado Marco Prisco, diz que a liminar não prejudicará a paralisação. Ele foi um dos articuladores da última grande greve da PM no Estado, em julho de 2001, e foi afastado da corporação pelo episódio. 

Em nota, o governador Wagner disse que vai usar "medidas enérgicas" para defender "os interesses maiores da população". "Não admitirei que a segurança seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal", diz o texto.

Originalmente: 

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68 comentários
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JarbasPassarão

Prezado Nassif

A próxima parece ser aqui no Rio de Janeiro , mais precisamente  na região de Niterói -São Gonçalo *. Bem ,este é o tipo de resultado da contaminação de uma Polícia miliciana (militarizada!) mal comandada  pela corrupção política , no Brasil .É também claro o descaso com a remuneração digna dos Soldados Policiais Militares pelas elites administrativas dos entes federativos .Mas também é mais claro ainda que chamar de soldados, a grande maioria  "Thugs" , de Policiais e remunera-los como Policiais é um problema maior !.

E é precisamente nesta hora de Terrorismo e destruição praticada por Soldados Policiais Estaduais que chama-se as FAs para agir com todo o rigor das Armas  para manter a ordem e dar o exemplo de que Greves  são um Direito Fundamental , mas sempre dentro da Lei .

*Basta constatar a "ebulição" nos Bares da Rua Comendador Queiroz , bares , farmacias e supermercados  -Icaraí-Niterói -Rio de Janeiro;A Máfia dos Seguranças !

 

Floresta!

 
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Marcia

Um alvoroço.

Estava, ontem á tarde, num supermercado próximo  ao Iguatemi, quando ouvi tiros. Muita correria, confusão.  fomos ( eu e demais clientes) praticamente, expulsos do mercado que cerrou  as portas. Depois soube que  aconteceram tumultos no centro da cidade , também.

Minha empregada, coitada, levou  quatro horas para chegar em  casa. Os grevitas entraram nos ônibus e tiraram  as chaves, o transito ficou maluco.

A greve já foi julgada  como ilegal e forças do exército já chegaram em Salavdor. O temor é que os pms grevistas entrem  em conflito com os militares do exército.

Quase todo ano, próximo ao  carnaval, a PM ou a polícia  civil  entra em greve para pressionar o  Governo  do Estado  aumento de salários, gratificações, etc.

Vamos  aguardar.

 
 
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Assis Ribeiro

Márcia.

Vá para casa.

Muitas repartições, escolas e lojas já suspenderam suas atividades.

O clima piora no final da tarde, inicio da noite. 

 

 

Assis Ribeiro

 
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Maria Lucia Zanetti

Trabalho na Barros Reis e está tudo normal aqui.

 
 
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Marcia

Oi, Assis,  estou em casa recolhida  e  já liberei  minha empregada.

Obrigada pela  preocupação, viu?

Grande  abraço.

 
 
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Maria Lucia Zanetti

Oi Márcia,

Houve pânico! No Itaigara,  sem mais nem menos, o povo saiu correndo do ponto de õnibus e tentaram entrar no shopping. Os seguranças fecharam as portas e o povo correndo parecendo loucos. Nunca ví uma coisas dessas. Hj. tem aviso em alguns predios comerciais do Itaigara que fecharão as 17 hs.

 
 
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Marcia

Maria Lucia, moro no Itaigara, a confusão  que eu vi ontem fo próximo do   Hipermercado BomPreço (aquele  perto  do Iguatemi).

 
 
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Assis Ribeiro

Maria Lucia.

O vandalismo, que parece organizado, piora final da tarde. Se cuide.

Dei uma saida rápida, aqui no Rio Vermelho, para comer uma acarajé "da Loira" no Horto e estava tudo tranquilo.

Abraços a todos.

 

Assis Ribeiro

 
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FátimaBahia

Assis,

Há mais ou menos 1 hora,uma pessoa da família ligou avisando que teve arrastão no Rio Vermelho com invasão de restaurantes.Ela mora no RV e eu em Ondina,por aqui está calmo,mas também liberamos empregados e evitamos sair,soubemos também que as empresas de onibus irão recolher os carros ás 18 hs,se não houver alguma notícia de acordo.Ainda bem que vem final de semana e dá  para evitar sair.

Acho válido que façam greve por melhores salários,mas agindo como bandidos,com atos de vandalismo aterrorizando a população,só depõe contra o movimento e põe a opinião oública contra!

Acho bom ter cautela em sair,mesmo que as coisas pareçam estar tranquilas!

abs

 
 
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Marcia

A  filha  de uma amiga  acabou de  ser  assaltada na Barros  Reis.

Estou com vc, Fátima,  eu e minha família  estamos todos  em  casa. Melhor prevenir.

 
 
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Marcia

Com PM em greve, Bahia vive dia de assassinatos e saques a lojas
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
03/02/2012 | 14h14 | Brasil

 
 
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Com os policiais militares em greve há três dias, a Bahia sofre com a onda de violência, que atinge principalmente a região metropolitana de Salvador. Nesta sexta-feira, foram registrados 17 assassinatos e duas tentativas de homicídio em apenas cinco horas, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do estado. Neste mesmo dia, na semana passada, foram 13 mortes em 24 horas. Cinco lojas da Cesta do Povo, rede de supermercado controlada pelo governo estadual, foram assaltadas entre esta quinta e esta sexta-feira em Salvador. Os crimes aconteceram nos bairros da Liberdade, Caixa D′água, Ogunjá, Mata Escura e Pirajá. Nesses dois últimos bairros, os bandidos levaram todos os produtos e equipamentos.

A situação em Mata Escura é de insegurança em todo o bairro. O comércio não abriu nesta manhã e delinquentes estão jogando pedras nos veículos que circulam na região, na tentativa de roubar alguns pertences.

O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Eduardo Almeida Brito, considerou ilegal o movimento grevista, de PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA). O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, confirmou nesta sexta-feira que 10 mil PMs aderiram à greve por tempo indeterminado, o que representa um terço do efetivo da corporação.

Diante da situação, o Ministério da Defesa informou que vai dobrar o número de homens da Força Nacional para ajudar a reforçar o policiamento e a conter a onda de violência na Bahia. Segundo o ministério, 1.250 homens já foram enviados à capital e outros 1.350 começam a chegar ainda nesta sexta-feira, totalizando 2.600 militares. O governo federal também está disponibilizando quatro helicópteros.

Caso seja necessário, o Ministério da Defesa informou que outros 4 mil militares da 10ª Região Militar de Fortaleza (CE ) poderão der acionados para reforçar a segurança na Bahia.

Governador fará pronunciamento na TV

As notícias sobre a sensação de insegurança fizeram com que o governador Jaques Wagner decidisse falar nesta sexta-feira, às 20h, em cadeia regional de rádio e TV. Segundo informações da Secretaria de Comunicação, o governo vai reafirmar que o governo da Bahia está adotando todas as providências para assegurar a segurança e a tranquilidade da população.

Segundo a secretaria, o governador coordena, ao longo do dia, as ações que vêm sendo tomadas pela Secretaria de Segurança Pública para por fim ao movimento de parcela da Polícia Militar.

Salvador pode ficar sem ônibus a partir das 18h

Os ônibus do transporte coletivo de Salvador e Região Metropolitana podem parar a partir das 18h desta sexta-feira, caso o clima de tensão na cidade continue por conta da greve da Polícia Militar da Bahia. A informação foi passada pelo Sindicato dos Rodoviários para que a população usuária do sistema de ônibus possa antecipar a volta para casa.

O presidente do sindicato, Manoel Machado, disse que, nesta quinta, as empresas mantiveram as linhas até mais tarde para que a população não fosse pega de surpresa.

"Ontem foram retirados de circulação apenas as linhas de pernoite, que costumam rodar a partir das 22h. Hoje não arriscaremos e por isso estamos avisando com antecedência, para que a população se organize", disse.

Sobre recolhimento da frota de ônibus urbanos, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) enviou uma nota oficial informando que "é contrário a qualquer ato que implique na interrupção do serviço e que confia no bom senso dos operadores no sentido de garantir o direito de ir e vir da população".

O Setps informou ainda que qualquer determinação sobre aumento, redução ou recolhimento de frota é uma atribuição da Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador).

Reforço da Força Nacional faz parte de pacote de medidas

O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, disse na quinta-feira que o reforço no policiamento integra um pacote de medidas para a restauração da sensação de segurança. Ele se reúne nesta sexta-feira com representantes de associações de policiais para discutir o assunto.

"Não negociamos sob coação", disse Barbosa, em entrevista coletiva.

O procurador-geral do estado, Ruy Moraes, disse que, se a Aspra não suspender o movimento, será cobrada multa de R$ 80 mil por dia de paralisação. A decisão judicial está em vigor e foi comunicada quinta-feira à associação.

Da Agência O Globo

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120203141455&assunto=26&onde=Brasi

 
 
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Assis Ribeiro

Sempre, neste período pré carnaval, a polícia entra em greve por melhorias das condições de trabalho. Aí eu pergunto:

  • Qual a prevenção que o aparato público tomou?
  • Serviços essenciais não têm limitações aos seus direitos de greve?
  • Qual a responsabilidade que os policiais têm com a população a quem deveria proteger?
  • Porque quando há greve de policia no Brasil, as cidades se transformam em caos?

 

 

Assis Ribeiro

 
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Marcia

Assis, sou a favor da volta da guarda municipal, assim não ficaríamos  a mercê da PM ou da polícia  civil, como já ocorreu há alguns  anos  atrás. Todas  as duas polícias em greve, verdadeiro caos. Lembra?

Uma parente, Delegada de Polícia Civil, aqui na capital, mesmo  em gozo de férias teve  que  retornar ao trabalho hoje por conta dessa greve. Pelo que eu sei o Governador J. Wagner está  muito preocupado com o desenrolar  dos  acontecimentos.

 
 
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Assis Ribeiro

Na greve do ano passado, ou retrasado, a postura de Wagner foi admirável.

A Força Nacional já está atuando nas ruas.

 

Assis Ribeiro

 
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sersikera

Tão preocupado que quando a greve começou ele estava em Cuba, mas resolveu continuar a viagem até o Haiti, em vez de voltar para tentar evitar o caos que se implantou no estado.

 
 
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Marcia
é mentira, o Governador  vai falar  hoje  as  20 hs para  todos os baianos.
 
 
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sersikera

Flagaram a turma do blog comentando sobre o Pinheirinho.

 
 
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Marcia

É mentira. O Governador vai falar aos baianos  as  20 hs.

 
 
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Marcia

03/02/2012 às 13:47  | ATUALIZADA ÀS 13:56 | COMENTÁRIOS (2)Policiais civis decidem não aderir à greve da PM

Mariana Mendes

Os policiais civis decidiram que não vão aderir à greve dos policiais militares da Bahia, iniciada na última terça-feira (31). A categoria se reuniu em assembleia na manhã desta sexta-feira (3), na Avenida Carlos Gomes, onde decidiu continuar em atividade e com as rodadas de negociações com governo.

Na reunião, segundo o secretário geral do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Bernadino Gayoso, foi aprovada uma moção de apoio aos PMs, pela luta e em repudio aos baixos salários que o Estado oferece. Agora, membros da categoria se dirigem à Assembleia Legislativa da Bahia, onde os policiais grevistas estão acampados desde o início do movimento, para prestar solidariedade. Os policias civis também se propõem a ajudar os PMs nas negociações com o governo.

O governador Jaques Wagner falará, nesta sexta-feira (3), às 20 horas, em cadeia regional de rádio e TV, sobre a situação da segurança pública no Estado.

Reivindicações - Na assembleia também ficou decido que um projeto com as reivindicações dos policiais civis deve ser entregue ao governo em março. A categoria também busca melhorias salariais, pagamento de insalubridade, da URV, entre outros pontos.

 

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5806509&t=Policiais+civi...

 
 
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Assis Ribeiro

A situação pode piorar se:

Insegurança: rodoviários ameaçam parar

Categoria alega ter sofrido ameaças por parte dos grevistas e teme repetição dos atos de vandalismo verificados ontem Sindicato das empresas é contra a medida e diz confiar no bom senso dos operadores

03 do 02 de 2012 às 13:23

Bahia 247

Em nota oficial divulgada na mídia, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintroba) ameaça recolher os ônibus a partir das 18h desta sexta-feira, em virtude dos atos de vandalismos verificados ontem em vários pontos da cidade e tendo os condutores de ônibus como alvo. Segundo o presidente Manoel Machado, a medida visa preservar a integridade física de operadores e de usuários do transporte, que viveram momentos críticos nesta quinta-feira

 

Assis Ribeiro

 
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daSilvaEdison

 


Começou bem, bem mal, a "Ala Sindical Tucana".


O Jutahy nos deve explicações.


 

 
 
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Dida

Se isso é coisa de sindicalista tucano, temos de reconhecer, então, que aprederam direitinho a lição com os sindicalistas petistas... São duas almas gêmeas, mesmo, PT-PSDB...

 
 
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Erick M

Será que o PT manterá o apoio que deu à greve de 2001, quando, ninguém menos do que Lula, disse que era legítima a greve de policiais militares, mesmo sendo vedada pela CF?

 

Erick

 
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Roberto Veiga

Diz uma antiga lenda que ha um video por ai onde Lula chamava o Bolsa Escola (precursor do Bolsa Familia) de Bolsa Esmola ou algo assim. Haveria também, segundo as mas linguas, um outro onde, em cima de um palanque, alguém parecido com o ex-presidente bradava improperios sobre uma certa familia de oligarcas do Nordeste que futuramente ele trataria como amigos de infância. Sendo isso tudo verdade (alguém confirma ou desmente), coerência não é la muito o forte dele. Em outros tempos, palavras ditas e não escritas eram levadas pelo vento. Com o raio da Internet, como isso mudou! Houve o "esqueçam o que eu escrevi", assim como haveria o "esqueçam o que falei".

 
 
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Mario Blaya

realmente essa policia petista e complicada!!!!!

 

Encapuzados, PMs em greve atacam ônibus e espalham medo na Bahia

Policiais militares, muitos deles com armas em punho, cercam a sede do governo estadual

Força Nacional e Exército enviam 1.250 homens para o Estado a fim de tentar garantir segurança da população

GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR

Encapuzados e armados, PMs em greve na Bahia atacaram ontem ônibus municipais, isolaram o acesso à sede do governo estadual e espalharam medo pelas ruas de Salvador a ponto de comerciantes fecharem as suas portas com medo de assaltos.

O governador Jaques Wagner (PT) pediu reforço da Força Nacional de Segurança e do Exército. Ao todo, 1.250 homens serão enviados.

A greve foi decretada anteontem por uma associação de policiais militares que o governo não reconhece, mas ganhou a adesão de soldados, sargentos e suboficiais.

Ontem, a paralisação foi considerada ilegal pela Justiça. O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, Ruy Almeida Brito, concedeu liminar ao Estado determinando que os policiais voltem imediatamente ao trabalho.

A multa diária para Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia é de R$ 80 mil.

Apesar da decisão judicial, o movimento ganhou corpo e reduziu sensivelmente o policiamento nas ruas de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, as principais cidades do interior.

O centro nervoso do comando de greve é a Assembleia Legislativa, onde pelo menos 300 policiais encontram-se reunidos. Por volta das 18h de ontem, a Folha presenciou o fechamento do acesso ao Centro Administrativo da Bahia, conjunto de edifícios que abriga as cúpulas do Executivo, o Legislativo e o Judiciário estaduais.

AMEAÇA

Grevistas encapuzados e exibindo pistolas na cintura e nas mãos abordaram ônibus e obrigaram motoristas e passageiros a descer. Depois, os policiais atravessaram os veículos nas avenidas de acesso ao Centro Administrativo e furaram os pneus a facadas.

Alguns PMs que a Folha flagrou bloqueando vias aparentavam nervosismo com a possibilidade da chegada da tropa de choque -o que não havia ocorrido até as 22h de ontem. Pelo menos dois deles empunhavam pistolas ao abordar motoristas no local.

O motorista Josenildo Martins, 42, contou que os encapuzados atiraram nos pneus do ônibus que dirigia. Ele exibia um cartucho de munição de pistola. "Para mim, isso não é atitude de autoridade. Causaram prejuízo", disse.

O governo estadual diz que 80% dos policiais militares continuam trabalhando normalmente. O presidente da associação grevista, Marco Prisco, diz que a adesão é geral.

Prisco foi expulso da PM após ter liderado uma grande greve em 2001. "O governador Jaques Wagner está se mostrando intransigente às demandas da tropa", afirmou o líder do movimento.

Colaborou JOHANNA NUBLAT, de Brasília

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Marcia

Blaya dessa vez vc postou a realidade dos fatos.

Ressalto, todavia, que sou contra  greve quando  se trata de  serviços públicos essenciais.

 
 
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ulderico

 Deixa ver se entendi : se policiais de São Paulo fazem greve, se trata de uma justa luta contra os salários de fome; se a polícia chefiada por um governo petista faz greve, é bagunça, sedição e desrespeito à Constituição.

 Em tempo : sou contra a greve da polícia e do serviço público em geral, mas não sou hipócrita.

 

Ulderico

 
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Roberto Veiga

Exatamente isso, mon ami. Assim como reintegração de posse em governo tucano é "barbarie", "falta de sensibilidade social" e "atentado contra os direitos humanos", mas em governo petista é obediencia à lei, àcima da qual ninguém esta.

 
 
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FPD

Era uma vez, em 2001:

 

 

27/07/2001 - 03h26

 

Salário mixo justifica greve da PM, diz Lula

LÉO GERCHMANN

da Agência Folha, em Santa Maria

 

O presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva acusou ontem, em Santa Maria (RS), o governo da Bahia de ter provocado a violência, saques e arrastões durante a greve da Polícia Militar para enfraquecer o movimento. E defendeu o direito de policiais fazerem paralisações.

 

"Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. O que o governo tentou vender? A impressão que passava era a de que, se não houvesse policial na rua, todo baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita [da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio] foi para o segundo turno [nas eleições para a prefeitura]. Você percebeu que, na época, terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões?"

 

"A PM pode fazer greve. Minha tese é que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra", disse.

 

As declarações foram feitas durante a Caravana da Agricultura Familiar, que Lula realiza no Sul. Durante todo o dia, Lula falou sobre a prioridade que dará, caso seja eleito presidente, para a agricultura familiar. Usou, como exemplo do quanto isso poderia ser positivo para o país, o casal de agricultores com quem tomou café da manhã, Moacir Aozani, 53, e Inês Aozani, 47.

 

Eles vivem com renda de R$ 260 vendendo seus produtos para uma feira no centro de Santa Maria, cidade administrada pelo PT. Trocaram o cultivo do fumo pelo de vegetais.

 

FMI

O petista criticou o acordo que está sendo discutido pelo governo federal com o FMI e o acusou de estar ""engessando" a administração do futuro presidente.

 

"Acho que o governo está fazendo de tudo para engessar o novo governo. Todo o discurso, o desmonte do Estado, é feito porque, na cabeça doentia da equipe econômica e na subordinação ao capital externo, querem que qualquer governo continue desenvolvendo suas políticas. Só temos interesse em ganhar as eleições para não fazermos as políticas que eles estão fazendo", afirmou Lula.

 

O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), foi à tarde ao encontro da caravana.

 

FPD

 
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Marcia

Essa greve dr 2001 foi seríssima. Os soteropolitanos  ficaram trancados em casa e nunca  vimos tanta violencia  como naquela ocasião Durou mais  de uma  semana. Não se compara  com  esses fatos  de  agora.

 
 

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