A greve da PM na Bahia, por Milton Corrêa da Costa

Bahia: restauração da ordem e rendição já 

O gravíssimo e perigoso clima de tensão que toma conta de Salvador, neste instante, no interior e fora da Assembleia Legislativa do Estado, ocupada por um grupo de policiais militares amotinados, já tendo ocorrido, nas cercanias, confronto entre PMs manifestantes e que também tentavam adentrar ao prédio e tropas do Exército e da tropa de choque da própria Polícia Militar, que cercam o local para a cumprir o pedido oficial de evacuação do prédio público e restauração da ordem, mostra a que ponto chegou a insensatez de militares, totalmente esquecidos dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina que origor da legislação militar ( Código Penal Militar e Regulamento Disciplinar) os impõe. O que é mais grave: utilizam-se de crianças e mulheres como escudos humanos para alcançar seus objetivos. Insensatez com todas as letras.

Doze mandados de prisão, por crime de roubo de viaturas e formação de quadrilha, terão que ser cumpridos pela Polícia Federal, com grupo de elite também presente na capital do Estado, em apoio ao efetivo da Forças Armadas, sob pena inclusive de enfraquecimento do poder legal em todos os sentidos, especialmente do Poder Judiciário. O encaminhamento dos amotinados a presídios federais também terá que ser levado adiante. O Estado da Bahia está sob intervenção federal para manutenção da lei e da ordem, portanto os crimes conexos são de competência federal.

Registre-se que a ideia-força do “JUNTOS SOMOS FORTES” é imprópria para o estado democrático de direito e não resolverá, de imediato, um problema salarial que afeta as instituições policias de quase todos os estados da federação, com remunerações, sabe-se de longa data, não condizentes com a relevante missão. A questão se arrasta por longo período em vários estados-membros e só pode ser solucionado com negociações entre as partes, não com amotinamento e indisciplina.

A ordem pública precisa imediatamente, pois, ser restaurada no Estado da Bahia onde a paz social e a vida da população civil estão sob a grave ameaça da desordem.A maioria de profissionais da Polícia Militar do Estado continuam cumprindo sua missão constitucional de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. A estes os nossos aplausos. Aos sublevados que pensem, o quanto antes, nas graves consequências de seus atos. A restauração imediata da ordem pública é medida que se impõe. Quanto a isso não há negociação. O cumprimento das leis em vigor, o bom senso, o diálogo e a rendição dos insuflados – há interesses políticos inconfessáveis também em jogo- precisam falar mais alto. Militares têm o dever de zelar pela paz social, não pela anarquia e subversão da ordem. A estratégia do “JUNTOS SOMOS FORTES” tem limites no estado de direito.

 
                                  Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

 

 

Nenhum voto
98 comentários
imagem de Marcia
Marcia

Eu gostei muito  desse post pois retrata  a realidade.

O Governo  do Estado e os  amotinados precisam, de imediato, negociar, sob pena de consequencias graves para todos, inclusive  para  a população baiana.

Que o bom  senso prevaleça.!!

 

 
 
imagem de aliancaliberal
aliancaliberal

A Marcia racionalizando a situação e apoiando um texto de um coronel.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
imagem de Marcia
Marcia

Eu tenho mente  aberta, não  sou preconceituosa,  Aliança, e tenho  amigos militares.  Tem muita gente  ruim na PM mas não podemos generalizar.

Esse é o segundo texto que leio  desse oficial da PM do Rio e  gostei muito.

Por outro lado só uma pessoa  sem o menor  senso de realidade poderá torcer pela continuação dessa "greve".

Deixe de  ser  provocador.

 
 
imagem de Jose de Almeida Bispo
Jose de Almeida Bispo

Não existe negociação num caso deste, Márcia; só rendição. Ou se rende os amotinados ou se rende o governador. Policial não é um trabalhador como qualquer outro; policial é um servidor; e servidor especial. Os policiais que fizeram esse motim já devem conhecer sobre Sun-Tzu pra quem não se pode acuar o adversário até deixar-lhe sem saída. O que os policiais fazem ao fazer um motim é acuar o governador, deixá-lo sem saída. Ou seja, ou o governador os dobra, ou se demite. A terceira opção é sair desmoralizado e terminar o mandato com medo.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Bispo,  sou  servidora pública,  conheço a realidade dos  salários na Bahia.

Acho que  a situação  está  difícil tanto para o Governador  quanto para os grevistas, e  acredito que vão negociar, sim. O inegociável  é  a questão da prisão dos "cabeças", isso eu  acho que  Wagner não vai  abrir mão, afinal  os  amotinados  cometeram crimes.

Se fosse  no tempo do Malvado já teria ocorrido mortes. Penso que nosso  Governador é muito  jeitoso e vai ceder.... mas  em parte.

 
 
imagem de Angela Maria
Angela Maria

Esta é a reflexão que tenho feito sobre este eposódio e lamento que a direção do movimento tenha se direcionado para um impasse.

É indiscutivel que a sociedade deseja uma policia bem equipada, preparada e bem remunerada , livre de envolvimentos com o trafico e com grupos de exterminio.  Infelizmente, o movimento da forma em que se dá , só causa repulsa.

Espero que os governos estaduais, façam do dever de casa completo, e tenham a boa disposição politica para tranformar as PMs em coorporações que possamos nos orgulhar, e isto passa sim, por salarios melhores e pela punição aos maus policiais.

 
 
imagem de Fabio SP
Fabio SP

Marcia, vc vê alguma diferença disso para a desocupação da Reitoria da USP?

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Fábio, é vc mesmo ou alguém usando  seu nome?

Não inverta a realidade nem  a lógica, por favor!!!

 
 
imagem de alexandre toledo
alexandre toledo

A pergunta é..serio voce vê semelhança? se sim se interna....

 

alexandre toledo

 
imagem de Juracy Lins
Juracy Lins

Marcia,

Saiba que o estado da Bahia não se restringe apenas à capital. Sou do interior e a coisa aqui está feia. Não caia no conto do governador de que as tropas da Força de Segurança Nacional e o exército são suficientes para manter a ordem no estado inteiro. Na minha cidade e nas vizinhas não tem um soldado do exército se quer nas ruas. Não caia no segundo conto do governador de que 2/3 do efetivo da PM baiana ainda está de serviço... É MENTIRA! Creio que a maioria do efetivo da PM baiana esteja parada. A greve foi anunciada há muito tempo e o Sr. Jaques Wagner simplesmente ignorou todas as tentativas de negociação. E agora diz que não negocia com grevista... atitude lamentável! Se ele sabia que a greve era inevitável então é o único responsável por tudo que está acontecendo. Mas infelizmente quem vai pagar por tudo é a população baiana.
Só nos perguntamos uma coisa: até quando governador? quantas vidas serão necessárias? quantos saques e arrastões?
PS.: Não há policiais "amotinados" no interior da Bahia.

 
 
imagem de Geraldo Galvão
Geraldo Galvão

O senhor Juracy deve ser policial; e da banda podre. Existem policiais honestos, mas é difícil identificá-los, pois como os gatos: no escuro são todos pardos, ou seja, na dúvida é melhor mudar de calçada. O que eu já vi de truculência, violência e desrespeito de policiais para com os cidadãos, me faz mais temê-los, do que respeitá-los.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Galvão penso  o mesmo que vc por isso preferi não me manifestar. É perda de tempo.

 
 
imagem de Juracy Lins
Juracy Lins

Geraldo... eu não sou policial, sou Engenheiro Agrônomo e também já vi e experimentei da truculência da PM. O fato é que a população não pode pagar essa conta, né verdade? Concordo com o governador no fato de punir os vândalos. Mas pra greve acabar quem tem que dar o primeiro passo é o governador. A polícia pode ser tudo de ruim mas ficar sem ela estamos vendo que  é pior ainda.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

06/02/2012 - 12h38

Por telefone, líder grevista pede que PMs não provoquem soldados

Publicidade

GRACILIANO ROCHA
FÁBIO GUIBU
DE SALVADOR

Logo após um confronto entre soldados do Exército e policiais militares baianos em greve, em frente à Assembleia Legislativa do Estado, em Salvador, os manifestantes que estão do lado de fora da Casa legislativa receberam uma ligação do líder da paralisação, o ex-policial Marcos Prisco, que está dentro do prédio.

Veja fotos da greve da PM na Bahia
Soldados atiram e lançam bombas de gás contra grevistas na BA
Não vou dar anistia nem negociar com PM bandido, diz governador
Homicídios chegam a 93 na região de Salvador durante greve da PM
PM invade cerco da Força Nacional e junta-se a grevistas na BA
Parentes de PMs em greve tentam furar cerco e invadir Assembleia

Ele fez um apelo aos manifestantes (cerca de 300 pessoas) para que não provoquem os soldados que isolam o prédio e impedem a entrada de mais PMs parados. Um dos grevistas recebeu a ligação. Depois, passou a informação aos demais colegas.

A Assembleia está ocupada desde a semana passada e passou a ser cercada por forças federais na madrugada de hoje. A luz do local também foi cortada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o objetivo é cumprir mandados de prisão expedidos contra PMs.

Prisco pediu que os grevistas mantenham uma distância mínima de oito metros da barreira montada pelos soldados do Exército e que não atirem garrafas de água ou alimentos em direção das tropas.

Momentos antes, objetos foram arremessados em direção aos soldados, que revidaram com tiros de borracha e o lançamento de bombas de gás e de efeito moral. Pelos menos três pessoas ficaram feridas (dois manifestantes e um cinegrafista de uma TV).

 Fabio Guibu/Folhapress Homens do Exército fazem cerco a Assembleia Legislativa da Bahia, local onde estão policiais militares em greveHomens do Exército fazem cerco a Assembleia Legislativa da Bahia, local onde estão policiais militares em greve

CERCO

Cerca de mil soldados do Exército e da Força Nacional de Segurança cerca o prédio do Legislativo, que está ocupado por policiais em greve desde a semana passada. Um helicóptero faz voos rasantes sobre o complexo.

A greve dos PMs baianos começou na noite da última terça-feira. Eles pedem reajuste na gratificação e anistia a militares expulsos da corporação, como é o caso de Prisco, que foi do Corpo de Bombeiro e participou da greve de 2001.

O governo não reconhece a Aspra, uma das entidades dos policiais, presidida por Prisco. Ainda segundo o governo, a paralisação atinge 1/3 dos 32 mil PMs baianos. O comando de greve diz que a adesão é maior.

Desde a última terça-feira, mais de 90 pessoas foram assassinadas em Salvador e região metropolitana. No mesmo período da semana passada, tinha sido registradas 52 mortes desse tipo.

 Fabio Isamo Guibu/Folhapress Famílias de PMs em greve se concentram diante da Assembleia; Exército e Força Nacional estão no localFamílias de PMs em greve se concentram diante da Assembleia; Exército e Força Nacional estão no local

ANISTIA

O governador, Jaques Wagner (PT), disse que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são "coisa de bandido", e acrescentou que não vai ter negociação e anistia a esses policiais.

O governador apontou o envolvimento de policiais em tomadas de ônibus para bloquear vias e a alguns do assassinatos nos últimos dias. Desde o início da greve, na noite de terça-feira (31), 93 homicídios foram registrados na região metropolitana.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1044587-por-telefone-lider-grevis...

 
 
imagem de Marco Antonio L.
Marco Antonio L.

PM’s baianos ensinam como perder a razão - Blog da Cidadania


 


 


A maior parte da grande imprensa de abrangência nacional desencadeou uma campanha que atenta contra os mais elementares conceitos de lógica, de humanismo e de decência. Na tentativa de manipular a opinião pública para que pense que os crescentes abusos de direitos humanos praticados pelas forças de repressão do Estado de São Paulo pertencem a um quadro que se reproduz no resto do Brasil, inventa uma comparação descabida.


Estão comparando os abusos no Pinheirinho com a greve de policiais militares na Bahia. Não se entende, porém, como comparar abusos cometidos pela PM paulista sob ordens dos Poderes Executivo e Judiciário de São Paulo com esses abusos que vêm sendo cometidos pela mesma PM, só que da Bahia, que age CONTRA a vontade do Executivo e do Judiciário baianos.


Descartada a comparação sem nexo, vejamos a razão que teriam os policiais baianos para fazerem o que estão fazendo – o que inclui atacarem a população, desrespeitarem decisões da Justiça e atacarem o patrimônio público.


Como cobraram que me posicionasse, quero dizer que, pessoalmente, acho que os PM’s tinham e têm razão de se queixar tanto na Bahia quanto em qualquer outra unidade da federação.


Aliás, por São Paulo ser um tantinho mais rico do que a Bahia, não se entende como os PM’s paulistas não reclamam de forma audível, pois, proporcionalmente, ganham menos do que os congêneres baianos. Isso sem falar do custo de vida. O salário de um PM baiano certamente compra muito mais do que o de um PM paulista.


Ora, mas os abusos que os policiais baianos estão praticando ao agirem como os bandidos que têm por profissão combater, ou derivam de extrema estupidez ou de má fé, a qual pode se originar de manipuladores do movimento paredista em curso no Estado nordestino.


Os salários de ao menos policiais e professores, no Brasil, são absurdamente baixos em comparação com os países desenvolvidos, nos quais essas profissões são prestigiadas, pelo menos até antes do processo de degenerescência econômica que eclodiu na maioria desses países nos últimos anos. Um movimento por recuperação salarial, portanto, parece-me justo, mas só até o ponto em que seja pactuado um atendimento mínimo à população.


O que se vê neste momento na Bahia, no entanto, é o contrário: atendimento mínimo vira piada quando os grevistas passam a agir como bandidos ATACANDO A POPULAÇÃO para intimidar o governo do Estado. Ou seja: o governo baiano não é autor do que faz a sua polícia descontrolada: está sendo desafiado e chantageado por ela. É o oposto do que ocorre em São Paulo. Os grevistas baianos, assim, passaram de vítimas a vilões.


—–


CONHEÇA OS SALÁRIOS DOS POLICIAIS MILITARES DO BRASIL.

Salários em ordem decrescente de valor:


01º – Distrito Federal – R$ 4.129.73
02º – Sergipe – R$ 3.012.00
03º – Goiás – R$ 2.722.00
04º – Tocantins – R$ 2.611,01
05º – Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00
06º – São Paulo – R$ 2.170.00
07º – Paraná – R$ 2.128,00 1
08º – Amapá – R$ 2.070.00
09º – Minas Gerais – R$ 2.041.00 (+ 10% concedido em OUT 2011).
10º – Maranhão– R$ 2.037.39
11º – Bahia – R$ 1.927.00
12º – Alagoas – R$ 1.818.56
13º – Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00
14º – Espírito Santo – R$ 1.801.14
15º – Mato Grosso – R$ 1.779.00
16º – Santa Catarina – R$ 1.600.00
17º – Amazonas – R$ 1.546.00
18º – Ceará – R$ 1.529,00
19º – Roraima – R$ 1.526.91
20º – Piauí – R$ 1.372.00
21º – Pernambuco – R$ 1.331.00
22º – Acre – R$ 1.299.81
23º – Paraíba – R$ 1.297.88
24º – Rondônia – R$ 1.251.00
25º – Pará – R$ 1.215,00
26º – Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00
27º – Rio de Janeiro – R$ 1.031,38


Essa é a tabela com o salário inicial de todos os Policiais Militares do Brasil.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Muito bom.

 
 
imagem de CEduardo
CEduardo

Para ambos comentaristas:

Um levantamento mais completo/ http://www.salariospm.xpg.com.br/

 
 
imagem de Mario Blaya
Mario Blaya

o PM carioca ganha somente essa merreca!!!  governo canalha, não é de duvidar o alto indice de banditismo na PM do rio, um homem honesto com familia para cuidar não suporta arriscar a vida por isso!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
imagem de Marcia
Marcia

06/02/2012 às 14:42  | ATUALIZADA ÀS 14:52 | COMENTÁRIO (0)Hackers do Anonymous invadem sites do Governo da Bahia

Da Redação

Twitter | ReproduçãoGrupo assumiu a autoria do ataque por meio de um perfil no TwitterGrupo assumiu a autoria do ataque por meio de um perfil no Twitter

Os sites do Governo do Estado foram invadidos por hackers do grupo Anonymous Brasil, nesta segunda-feira (6), e estão fora do ar desde o início da manhã. O grupo, que assumiu a autoria do ataque por meio de um perfil no Twitter, deixou uma mensagem em solidariedade à greve da Polícia Militar da Bahia, que teve início no último dia 31. "Em solidariedade ao trabalhador Baiano!", diz a mensagem.

Por consequência, segundo a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), os sites do governo municipal também não são possíveis de serem acessados, já que estão hospedados no mesmo servidor.

Na semana passada, o grupo Anonymous atacou sites de diferentes bancos e instituições financeiras. No perfil @AnonBRNews, eles anunciaram a queda dos sites do Citibank Brasil, Panamericano BMG, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre outros. O acesso ao internet banking dos bancos Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC e outros, também ficou instável.

 

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5807417&t=Hackers+do+Ano...

 
 
imagem de Sérgio Baker - Ce
Sérgio Baker - Ce

Os PMs do Ceará derrotaram o autoritário e arrogante governador Cid Gomes. Aqui quase todas  reinvindicações foram conseguidas, inclusive a anistia. O senhor governador teve que engolir a sua prepotência à seco. FORÇA IRMÁOS DA BAHIA.


Quanto a esse Cel carioca, que vá cuidar da sua PM, pois lá a batata também está assando.


 

 
 
imagem de Fernando Bueno
Fernando Bueno

Mas, salvo engano de minha parte, foi justamente a PM do Ceará que começou a, vamos dizer, "brincar com fogo".

O que ocorreu naquele estado foi um motim que, infelizmente, o governo estadual não debelou. Inúmeros crimes foram cometidos, mandados judiciais foram descumpridos. O que faltou à Cid Gomes foi justamente a coragem de enfrentar aqueles que resolveram abdicar de sua função e bandear para a delinquência. Lamentavelmente, isso deve ter servido de inspiração para os lideres (?) do movimento na Bahia.

A questão não é ideológica. Em qualquer governo um movimento como esse jamais terá amparo legal.

É necessário cobrar sempre que as coisas sejam feitas dentro da ordem legal. Afinal, essa é a garantia de que não vamos ser devorados pelas feras. Os policiais amotinados não estão cumprindo a lei. Se são capazes de passar por cima da hierarquia do estatuto de sua corporação, o que não serão capazes de fazer, no exercício de sua função, sobre cidadãos indefesos que, eventualmente caiam em suas mãos?

 
 
imagem de Abilio Soares
Abilio Soares

Aqui é um blog de até opinioes diferentes.

Por favor ameaça aqui não.....

 
 
imagem de Assis Ribeiro
Assis Ribeiro

O direito e o perigo

Está na Constituição Brasileira, em seu art. 5º, inciso 16:

Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

Logo, não está em discussão o direito da polícia baiana – como a de qualquer Estado brasileiro – reunir-se, reivindicar, protestar.

Este blog “apanhou” muito ao criticar a invasão do QG dos Bombeiros, no Rio de Janeiro.

Agora, porém, as cenas de policiais em greve na Bahia, armados, erguendo pistolas, certamente devem ter feito muitas pessoas entenderem que isso traz mais perigos do que, dentro da democracia, as instituições legítimas e eleitas pela população, podem correr.

Não importa se o governador é A ou B. Polícia e bombeiros, embora seja discutível se o devem ser, são instituições militares. E militar não protesta armado, como não “toma” quartel.

Igualmente, não se tem notícia de que metalúrgicos, professores, trabalhadores em geral realizem atos grevistas enchendo-os com suas mulheres e crianças.

Isso é irresponsável. Fazer isso e depois dizer, como fez um líder grevista que “”vai acontecer uma chacina aqui, e o responsável é Jaques Wagner” não é algo correto, independente da justiça que se possa reconhecer nas reivindicações.

Não se tem notícia de que estes líderes tenham se manifestado assim diante de qualquer violência praticada pela  polícia contra manifestantes civis desarmados.

Não há nem deve haver limites para o direito de reivindicar. Mas há e deve haver limite nos métodos que se usa para exercê-lo.

Senão, o que é direito de reivindicar, inclusive através de paralisações, vira motim.

http://www.tijolaco.com/o-direito-e-o-perigo/

 

Assis Ribeiro

 
imagem de Marcia
Marcia

Essa é  a verdade, inclusive, indiretamente   fui  vítima desses  maus  policiais .Parecem mais  aqueles traficantes dos morros  do Rio a exemplo  do tal Nem e etc.

Me desculpem  a comparação, mas vamos  ser  sinceros. Chega de  hipocrisia.

Não é assim que  se faz greve. Arma ém punho contra uma população é terrorismo.

 
 
imagem de dida
dida

Tá cada vez mais legao ouvir as manifestações dos assumidamente de esquerda, neste blog. Agora são contra os terroristas, apesar de sempre terem arrumado justificativas morais para as ações deles, fossem em Israel (hamaz, hisbollah), fossem na Inglaterra (IRA), fosse na Espanha (ETA); são contra os caras usarem mulheres e crianças como escudos humanos (tática empregada pelo hamaz, por exemplo), são contra aqueles que afrontam a lei, são a favor da ordem...

Pára, pára o mundo que eu quero descer...

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Vc é troll, não tenho  diálogo  com troll!

 
 
imagem de Leonardo Ja.
Leonardo Ja.

Relembrar é viver. A primeira grande greve das polícias militares, a da PM de Minas em 1997, a qual desencadeou os movimentos grevistas das polícias até os nossos dias. Nesta greve, muitos dos que hoje atacam, defendiam os PMs e sua greve. Ironias do destino! A reportagem é da época em que a Veja ainda possuía um pouco de credibilidade.

Lições de uma greve selvagem

Governador de Minas Gerais se rendeu e 
a PM já fala em parar nos outros Estados

Joaquim de Carvalho e Marcos Gusmão, de Belo Horizonte

Azeredo: o esperto fez papel de bobo

A greve da Polícia Militar de Minas Gerais terminou na noite de quinta-feira passada com dois ensinamentos. O primeiro diz respeito aos governadores: o tucano Eduardo Azeredo quis ser tão esperto que acabou fazendo papel de bobo. No início do mês passado, representantes dos 42.000 homens da Polícia Militar manifestaram insatisfação com o salário. Em vez de negociar e barganhar, Azeredo baixou uma proposta única: reajuste de 11% para oficiais que embolsam até 6.000 reais por mês e nada para soldados, cabos e sargentos, que chegam a receber 410 reais, ou quase quinze vezes menos. A esperteza de Azeredo produziu uma greve selvagem numa PM considerada modelo e descambou na mais funda crise política do Estado desde 1964, obrigando tropas do Exército a desfilar pela capital com tanques e veículos militares. Antes da greve, Azeredo poderia ter feito um acordo em torno dos mesmos 11% que ofereceu aos oficiais. Quando o movimento se iniciou, ele chegou a oferecer 20%. Na quinta-feira passada, quando enfim conseguiu encerrar a paralisação, Azeredo foi obrigado a pagar um aumento de 48% -- quatro vezes a inflação do último ano, a maior vitória que qualquer categoria de trabalhador, funcionário público ou não, paisano ou não, já obteve desde o lançamento do Plano Real, três anos atrás.

Sonho de infância

Acusado de ter atirado no cabo Valério, o soldado Wedson Campos Gomes, de 30 anos, foi carcereiro antes de entrar na PM. "Desde menino, falava em ser policial, para correr atrás de bandido", afirma sua mãe. Um irmão, também PM, suicidou-se em 1990. Solteiro, mora com a mãe e quatro irmãos. Apesar da evidência das imagens de TV, diz que atirou para o alto e não acertou o cabo

O segundo exemplo diz respeito à PM de outros Estados e interessa diretamente às pessoas que necessitam de seus serviços -- isto é, ao cidadão comum. A greve de Minas mostrou como é fácil dobrar governadores que não têm uma política de segurança pública e acham confortável mandar quem está em cima chicotear o lombo de quem está embaixo. Se o governador do seu Estado está nessa categoria, prepare-se: pode estar vindo confusão por aí. A Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco marcou para o dia 12 de julho a primeira assembléia de militares em 172 anos de existência da PM estadual. "A vitória de Minas serviu de exemplo. Soldado dentro de quartel reclamando da vida não consegue aumento", diz o cabo Renato Ribeiro, coordenador da associação. Na sexta-feira, a entidade que representa os praças do Ceará entregou carta ao governador Tasso Jereissati exigindo aumento. "Demos vinte dias de prazo: se não formos atendidos, vamos para as ruas", afirma o cabo Ancelmo Torcato, presidente da associação dos cabos e soldados, que reúne 8.300 dos 12.000 militares do Estado. Na Bahia, a direção do clube dos cabos e soldados decidiu na sexta-feira mandar carta ao governador Paulo Souto. Eles querem 250% de aumento. "Vamos entrar em greve branca no dia 8 de julho se não formos atendidos", declara o cabo Oscar Pires de Jesus, presidente da associação. "Minas nos encoraja a ir às ruas", afirma em tom de panfleto. "Vamos partir para o confronto com o comando e o governo." No Pará, uma assembléia será realizada no dia 2. Os praças querem quase 200% de reajuste. No Rio Grande do Sul, onde a PM é chamada de Brigada e é lendária por sua participação em revoluções, a associação dos cabos e soldados estava na sexta-feira com seus telefones congestionados. "Muita gente tem telefonado para cá pedindo uma ação enérgica, a exemplo de Minas", conta um praça que dá expediente na associação. Em São Paulo, o presidente da associação de cabos e soldados, cabo Wilson Moraes, já pediu uma audiência ao governador Mário Covas. Quer que o piso da categoria aumente dos 494 reais atuais para 1.050 reais.

No Palácio do Planalto, a partir do que aconteceu em Minas Gerais, tem-se como certo que as ameaças das associações de diferentes Estados não são bravatas. Os soldos de soldados e cabos das PMs beiram o inacreditável. Na melhor das hipóteses, são um convite à vagabundagem. Na pior, ao delito puro e simples. Em 1995, segundo o próprio presidente da Associação de Cabos e Soldados de São Paulo, 112 PMs foram presos por ter-se misturado além da conta ao mundo da marginalidade, que deveriam combater. Em 1997, esse número aumentou para 282. Em 65% dos casos, os crimes cometidos foram assalto, roubo ou latrocínio. Some-se à desmotivação das tropas a desmoralização dos comandos e o gatilho está armado. "Esse risco de fato existe, e eu aviso aos meus colegas que liguem os sensores para detectar movimentos em quartéis e evitar que aconteça lá o que, infelizmente, ocorreu aqui", diz Azeredo, que, durante a paralisação, só manteve um sensor ligado -- o do oportunismo político, pois passou a greve escondido da população, com medo de associar sua imagem ao sangue, à violência e à baderna promovida pela PM rebelada.

Líder muambeiro

Júlio César Gomes, de 27 anos, cabo da PM, é o líder do movimento. Com 2º grau completo, recebe salário bruto de 470 reais. Casado, tem três filhos. Nem vendendo mercadoria do Paraguai consegue colocar em dia a prestação de seu apartamento, cinco meses atrasada. Obreiro da Igreja Metodista, foi afastado das ruas há dois meses, por ter atirado num homem suspeito de tráfico de drogas

Colchões queimados -- O que aconteceu em Minas mostra como essas coisas são bruscas. Vinte e quatro horas depois de o governador anunciar o aumento para os chefes, ocorreu o primeiro ato de rebeldia dos chefiados -- dois colchões foram queimados num dos dormitórios do batalhão de choque. No dia seguinte, 700 policiais marcharam até a porta do Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. De costas para o palácio, cantaram o Hino Nacional e se ajoelharam para rezar o Pai Nosso. Com a passeata, forçaram a negociação e, oito dias depois, receberam a oferta de um abono fixo de 102 reais, o que significaria 21% de aumento para os salários mais baixos. Na terça-feira passada, numa assembléia em que, no lugar de bandeiras, portavam revólveres, eles rejeitaram a proposta e partiram para uma nova marcha em direção ao palácio. A passeata começou com cerca de 2.000 policiais e terminou com 4.000, engrossada pelos militares que ainda trabalhavam nas ruas e abandonaram seus postos e por cerca de 700 investigadores da Polícia Civil.

Na porta do palácio, encontraram barreiras formadas por militares recrutados de pelotões do interior ainda leais ao governo. Eles usavam braçadeira branca no braço e estavam ali para impedir a passagem dos manifestantes. Não conseguiram. Quando os amotinados se preparavam para entrar no prédio do comando militar, o cabo Valério dos Santos Oliveira, de 36 anos, subiu numa mureta para pedir calma aos colegas. "Calma, calma, pode haver tiros." Instantes depois, estava jogado no chão, atingido por um tiro disparado pelo soldado Wedson Campos Gomes, de 30 anos, que, à paisana, se encontrava entre os manifestantes. O cabo Valério permanecia em estado de coma na sexta-feira da semana passada, no hospital João XXIII. Os policais desistiram da invasão, mas permaneceram em greve.

"Luta de irmãos" -- Por volta de 5 da tarde de terça-feira passada, o presidente em exercício Marco Maciel interrompeu uma audiência para atender ao telefone. Do outro lado da linha, o governador Eduardo Azeredo pedia que o Exército fosse acionado para manter a ordem no Estado. Marco Maciel desligou e mandou que localizassem o ministro do Exército, Zenildo de Lucena. Ordenou ao ministro que mobilizasse as tropas federais. Deu-se um alvoroço na Casa Militar. Ali, um grupo de oficiais apavorou-se com a possibilidade de um confronto do Exército com a PM mineira, uma organização ciosa de sua independência. A última vez que o governo federal tentou mexer na PM local foi logo depois do golpe de 1964, quando o Exército nomeou coronéis para chefiar as PMs de todos os Estados. Em Minas, o coronel nomeado teve de voltar à caserna, tamanha foi a resistência da tropa.

Os militares que se opunham à intervenção do Exército levaram suas dúvidas a Marco Maciel, que as ouviu mas manteve a ordem de despachar tropas federais. Falou em seguida com o chefe da Casa Civil, o ministro Clovis Carvalho, para que a ordem fosse enviada por escrito -- o próprio Carvalho assinou-a. O clima era tenso no Palácio do Planalto. E havia ainda a irritação contra Azeredo, por sua demora em perceber que há um mês tinha uma bomba armada nas mãos. "Essa foi a mais grave crise de Polícia Militar estadual dos últimos anos", constata um general com acesso ao Planalto. A ordem assinada pelo ministro Clovis Carvalho determinava o emprego dos militares da 4ª Divisão de Exército para garantir exclusivamente a segurança do governador e dos palácios da Liberdade, dos Despachos (ambos sede do governo) e Mangabeira, residência oficial do governador. A ordem foi específica justamente porque o Exército temia uma tragédia. "Não caberia partir para um confronto, que poderia resultar num derramamento de sangue desnecessário", diz um general do Exército. Segundo esse oficial, a saída para a crise da PM mineira tinha de ser política. "O Exército não gostaria de atuar contra a PM porque seria uma luta de irmãos", avalia.

Na quinta-feira à noite, aconteceu a rendição de Azeredo, que elevou para 200 reais o abono fixo. A greve acabou. "O aumento que dei foi um gesto de humildade. Precisei fazer esse sacrifício para evitar um banho de sangue, que, segundo informações que recebemos, ocorreria na sexta-feira", justificou Azeredo, tentando transformar uma derrota acachapante num ato de grandeza política. Com o aumento, o governo terá de desembolsar 340 milhões de reais a mais por ano com a folha de pagamento, que hoje já absorve 77% da receita. Mas não é esse o preço maior de sua incompetência, e sim o tremendo desgaste da autoridade no Estado -- mercadoria de valor difícil de calcular, como demonstram algumas cenas da greve.

Na primeira passeata, o líder dos amotinados, o cabo Júlio César Gomes, recebeu voz de prisão de seu comandante, o tenente-coronel Carlos Roberto Cançado, então chefe do batalhão de choque. "O senhor está preso em nome do comandante geral", disse Cançado. O cabo limitou-se a sorrir, enquanto seus companheiros de farda avançavam sobre o comandante. "Se o senhor colocar a mão nele, vai haver uma guerra." O coronel deu as costas, entrou num carro e desapareceu. Na entrada da Praça da Liberdade, área de segurança por ser o endereço de trabalho do governador, o tenente-coronel Severo Augusto da Silva, comandante do Batalhão de Missões Especiais, ordenou que o cabo Júlio impedisse a entrada dos manifestantes no local. "Nós vamos fazer o contrário de tudo que os coronéis pedirem", respondeu o cabo. Responsável pela segurança dos chefes de Estado que estiveram em Belo Horizonte há um mês, para a reunião do mercado comum americano, a Alca, o coronel teve de engolir seco.

Herança familiar

O cabo Valério dos Santos Oliveira, de 36 anos, levou o tiro na cabeça quando pedia calma aos colegas. Há 29 anos, seu pai, também policial, foi baleado por um colega e morreu. Valério é de uma família na qual a farda é tradição. Começou a trabalhar aos 6 anos, como flanelinha. Foi engraxate, office-boy e tapeceiro. Quando entrou na PM, tornou-se evangélico. Casado, dois filhos, hoje lidera o Grupo Familiar Cristão, com reuniões em sua casa

"Expulsamos a CUT" -- Inútil atribuir esse ânimo a infiltrações na corporação pelos oposicionistas de sempre. A greve dos PMs mineiros não foi conduzida por um braço militar da CUT. Nasceu e foi conduzida pelo setor mais duro da tropa. O líder da rebelião, Júlio César Gomes, por exemplo, até dois meses atrás era comandante de uma unidade da Rotam, batalhão de elite da PM que é a cópia mineira da Rota paulista -- inclusive quanto ao uso de métodos bárbaros. O cabo Júlio esteve preso há dois meses sob acusação de ter-se excedido ao balear um homem acusado de tráfico. Há dois anos, participou de uma operação de repressão aos cortadores de cana em greve no sul do Estado. Em seu currículo entram também sessões de pancadaria contra metalúrgicos grevistas de Betim. O número 2 do comando da rebelião, o sargento Washington Rodrigues, é o policial mais temido na periferia de Belo Horizonte, porque a ele se atribuem mais de uma dezena de mortes. Rodrigues também é uma figura constante na repressão a passeatas. Em 1987, ele e Júlio estavam na tropa que impediu professores em greve de se aproximar da Praça da Liberdade -- exatamente o que eles mesmos fizeram na semana passada. "Foi por isso que expulsamos a CUT do nosso movimento. Amanhã teremos de reprimi-los e poderíamos ser cobrados", diz o cabo Júlio, pragmático.

Em Minas, os PMs têm orgulho de vestir a farda. São populares. Quando saíam em passeata, os policiais eram saudados por chuva de papel picado atirado do alto dos prédios e aplaudidos pelas pessoas da calçada. Segundo dados do Ministério da Justiça, todas as polícias militares dos Estados juntas formam uma tropa de 363.412 homens, o dobro do efetivo do Exército, que dispõe de 180.000 militares em todo o país. A PM de Minas é a segunda, com 42000 homens. Só perde para a PM de São Paulo, com 79228 militares. A PM do Rio vem em terceiro, com 27.932 homens. Segundo um levantamento da PM mineira, os melhores salários pagos a soldados da PM estão no Distrito Federal. A PM de Minas está entre as dez que pagam os menores salários a seus praças no Brasil.

Com reportagem de Sandra Brasil, de Brasília, José Edward 
Rachel Verano, de Belo Horizonte

 

Copyright © 1997, Abril S.A.

 

 
 
imagem de Leonardo Ja.
Leonardo Ja.

Cada vez mais o Jacques Wagner ganha a cara do Azeredo.

 
 
imagem de chanceLer
chanceLer

É incoteste o direito da PM baiana à greve. Todavia, se a greve significa a paralisação dos serviços prestados pela corporação ou por grupo de militares, seria dever destes entregar suas armas ao comando, uma vez que estas são instrumentos de trabalho cedidos pelo poder público para execução das atividades policias.

A exibição de armas em praças públicas é um desafio aos poderes constituídos e um perigoso precedente contra o Estado de Direito.

 
 
imagem de Klaus
Klaus

Pelo que pude observar pelas fotos, as armas não seguem um padrão, logo podem muito bem serem armas particulares. Os policiais por terem porte de arma na sua maioria possuem armas particulares.

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!