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A geopolítica e os recursos naturais, por Pepe EscobarEnviado por luisnassif, sex, 30/12/2011 - 08:04Por Marco Antonio L quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 > 27/12/2011, Pepe Escobar (entrevistado por Lars Schall),Consortium News A disputa por petróleo, água e outros recursos intensifica-se, as relações globais mudam, criando o pano de fundo para uma cadeia de conflitos, do Iraque à Líbia. Pepe Escobar, jornalista nascido no Brasil e um dos mais sensíveis analistas dessas tendências, fala aqui, em entrevista ao jornalista alemão Lars Schall. [Nota do editor: para conhecer o contexto, ver J.S. Kim:“Inside The Illusory Empire Of The Banking Commodity Con Game”, in The Underground Investor, 19/10/ 2010, em inglês”:
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Comentários + votados
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Jorge Moraes
30/12/2011 - 09:30
Tão fértil quanto longa, a entrevista do atualizadíssimo Pepe Escobar, mostra-nos, uma vez mais, que os labirintos geopolíticos são abastecidos por uma "realpolitik" de conteúdo ...
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Giordano
30/12/2011 - 10:24
Ótima entrevista!
Vale a pena destinar esse longo tempo de leitura. Muito didática a matéria para compreender as relações geopolíticas no mundo.
Interessante a relação da Ásia Central na...
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Ivan Moraes
30/12/2011 - 12:38
Juro que nem sabia que ele eh brasileiro! Ele eh muito bom, ja li varias coisas dele, todas otimas.
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Luiz Antonio Antunes Machado
30/12/2011 - 12:55
Embora demore para a gente ler tudo , gostei muito. Especialmente pela calma da linguagem, evitando o estilo panfletário. O que ele falou sobre a Venezuela é exatamente o que eu e diversas pessoas...
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Luiz Lima
30/12/2011 - 17:25
O Brasil não tem o que temer. É um "aliado estratégico". E é a grande força que se contrapõe à mudança social na América Latina, hoje. Na verdade, Washington tem muito mais a ganhar deixando o...
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Tão fértil quanto longa, a entrevista do atualizadíssimo Pepe Escobar, mostra-nos, uma vez mais, que os labirintos geopolíticos são abastecidos por uma "realpolitik" de conteúdo eminentemente imperialista, sobre a qual pouco sabemos.
O tempo redimensionado da Internet pediria uma entrevista como essa dividida em partes. Seu tamanho acaba por afastar leitores.
Ótima entrevista!
Vale a pena destinar esse longo tempo de leitura. Muito didática a matéria para compreender as relações geopolíticas no mundo.
Interessante a relação da Ásia Central na manutenção (e disputa) das potências hegemômicas. Pelo que entendi, o Brasil está no "caminho certo" na sua política externa.
Muito bom. Uma aula.
Juro que nem sabia que ele eh brasileiro! Ele eh muito bom, ja li varias coisas dele, todas otimas.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Embora demore para a gente ler tudo , gostei muito. Especialmente pela calma da linguagem, evitando o estilo panfletário. O que ele falou sobre a Venezuela é exatamente o que eu e diversas pessoas pensam: Se Washington encontrar outra brecha vai tentar de novo colocar um títere em Caracas. É um país muito rico em recursos, e muito próximo ao arco estragégico dos EUA, para estar nas mãos de um desafeto. A Bolívia escapa por enquanto por não ter acesso ao mar e por estar muito longe.
Para construir o Canal do Panamá Washington fez uma intervenção na vizinha Colômbia. Por isso o meu receio, pois o Brasil não está livre, infelizmente não confio nos Estados Unidos e na sua Realpolitik, seja num governo republicano ou democrata.
O Brasil não tem o que temer. É um "aliado estratégico". E é a grande força que se contrapõe à mudança social na América Latina, hoje. Na verdade, Washington tem muito mais a ganhar deixando o subcontinente por conta do Brasil.
Valeu Marco Antonio L., muito bom !!!
Um texto bem longo, daqueles que compensa arquivar e reler várias e várias vezes.
Um dos melhores textos/entrevistas que li nos últimos anos, muito claro e objetivo, trazendo informações preciosas de regiões que normalmente nós nem remotamente temos acesso.
Uma grande fonte para começar a entender alguns movimentos da nojenta política imperialista e dos interesses reais por detrás da tal " Guerra ao terror " .
Pepe Escobar é genial. Quem se assustar com o tamanho da entrevista concedida por ele, sugiro que não desista, pois ela vale realmente a pena.
Aprende-se mais, sobre os conflitos mundiais e as grandes questões internacionais, com a leitura desta entrevista fantástica do que com a leitura de 'trocentos' outros textos publicados pela grande mídia global afora. Pepe está atualizadíssimo sobre sobre o cenário mundial atual. Não deixem de ler.
Obs: Escrevi um texto comentando a entrevista do Pepe Escobar e o publiquei no meu modesto blog. Caso alguém se interesse em ler, cliquem no link abaixo:
http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com/2011/12/terceira-guerra-mund...
Marcos Doniseti
Li seu comentario e concordo com varios pontos, mas creio que esta "3a Guerra Mundial" será uma sucessão de varios conflitos localizados e interminaveis, conduzidos não mais apenas por estados - nações, mas sim por alianças (Otan - CCG ) e principalmente por associados privados transnacionais. Por que?
1. Guerras necessitam ser financiadas, e quem possui dinherio hoje não são os estados, e sim as corporações (industrias: financeiras, de tecnologia, bélicas, energia) interessadas, pois alem de ganhar projeção politica quando do apoio, influenciam as grandes empresas de midia mundiais que coordenam a opinião publica, controlam governos, os financiam e depois do conflito apresentam a fatura a ser paga: ou em dinheiro ou melhor ainda - em poder.
2. Boa parte hoje das operações militares são terceirizadas para empresas privadas, principalmente quando tais ações são referentes a conflitos de "baixa intensidade" ou como é explicitado no jargão militar - conflitos irregulares ou assimétricos, Exemplo: na Libia a Xe Corporation (ex-Blackwater) forneceu técnicos para as forças anti-kadafi, sendo paga pelos seus atuais empregadores, o CCG, afinal a sede da Xe Corp. saiu da Carolina do Norte (USA) e mudou de mala e cuia para os Emirados Arabes Unidos, e de acordo com o CCG ela foi lá para: estabelecer uma força de intervenção tática privada para defender nossos interesses.
3. É possivel que vc. e o Pepe tenham tecido seus comentarios antes dos primeiros passos da, como chamo, Doutrina OBAMA da intervenção terceirizada - Explico:
Como o discurseiro de Washington já demonstrou ao americano médio (tem eleição) que "venceu" a guerra ao terror (morte de Bin Laden - nunca esqueça que o americano comum liga-se a simbolos), ele já pode retirar seus "boys" do Iraque e do Af-Pak, portanto agora a doutrina Obama será a de fornecer os meios (faturar para sua industria bélica) a seus aliados, para que eles combatam seus possiveis inimigos, o caso de hoje da Arabia Saudita (30 Bilhões de dolares em armas) é semelhante ao auxilio americano ao Xá do Irã na década de 70 (americanos não aprendem com a história). Uma pergunta que ninguem fez:
A aprovação pelo congresso americano da venda e modernização dos 154 caças F15SA da Arabia Saudita foi aprovada em outubro de 2010, mas devido a lobby israelense foi congelada na DCA (Defense Cooperacion Agency), e liberada agora em 12/11. Por que?
Resposta: No mes passado (11/11) os Estados Unidos e Israel realizaram exercicios de interceptação de misseis balisticos visando a homologação do sistema Pine Tree/Arrow + Patriot 3, para não apenas a proteção de Israel mas englobando toda a região do Golfo, e tal exercicio foi compartilhado com o CCG ( 1a vez na história uma colaboração na area militar entre arabes e israelenses, linkados pelos Estados Unidos) - Estados Unidos e Israel, se caso ocorrer uma intervenção contra o Irã, se utilizarão das armas do CCG (Arabia Saudita liderando a coalizão).
junior50
Demorou, mas valeu cada segundo. Uma magnífica aula!
Leider Lincoln
Caro Marco Antonio L:
Para aqueles que têm interesse sobre o assunto, a entrevista é excelente, material para consulta permanente, uma verdadeira aula que não permite muitas dúvidas sobre a real intenção dos principais protagonistas.
Parece que o ótimo Pepe Escobar não se esqueceu de nenhum país nem de ninguém, são diversos os grandes players diretamente envolvidos neste cenário bastante complexo.
É difícil destacar alguma coisa do texto, mas chama atenção, pela importância menor que a imaginada por muitos, da eurozona e Israel neste jogo de xadrez que, de tão intrincado e cheio de nuances, só poderia ser analisado em texto aparentemente longo.
Um abraço
Que espetáculo de entrevista! Como ajuda ter, vez por outra, uma consolidação assim, de todos os problemões deste planetinha! Irã, Af-Pak, Líbia, e, sempre, Israel... quantas panelas de pressão! A entrevista é, sobretudo, uma lição para os que veem os EUA "decaindo". Decaindo o diabo, tá firme e forte militar e geopoliticamente. Ainda mais agora, com o Obama lá, bem manipuladinho pelo Pentágono e o complexo industrial-militar... presidente perfeito!
Sou fã há anos do Pepe Escobar, e ele só faz melhorar! Obrigada pela tradução, @VilaVudu, obrigada ao Marco Antonio L por divulgar, ao Nassif por publicar e ao meu filho Marco Aurélio por avisar! Vcs são amigos!
Após ler essaexcelente colocação de geopolitica fico cada vêz mais convencido que os EUA são o câncer do mundo.O que acontece quando alguem tem um tumor cancerigeno no corpo?Temos que eliminar esse tumor ,não é mesmo?Morte aos EUA para o bem do planeta terra.
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