A frente das patroas contra as babás

Por Stanley Burburinho

Elas trocam e-mails com observações sobre sua relação com funcionárias ''ingratas'', que as deixam até ''meio tontas''

27 de março de 2011 | 0h 00

Paulo Sampaio - O Estado de S.Paulo

Indignadas, cerca de 20 mães com sobrenomes tão colunáveis como Gasparian, Vidigal, Pignatari, Souza Aranha e Flecha de Lima se juntaram há cinco anos para fundar o GATB: Grupo Anti-Terrorismo de Babás.

A ideia era se proteger da "petulância" das funcionárias, dar dicas sobre o que fazer em caso de "abuso de direitos" e ainda trocar ideias sobre cabeleireiros, temporadas de esqui em Aspen e veraneios em condomínios do litoral norte.

Hoje, o grupo antiterrorista agrega por volta de cem mulheres que disparam e-mails diariamente. No campo "assunto", leem-se frases como: "É necessário pagar feriado??", com várias interrogações ou exclamações, inclusive em inglês, dependendo do tema. "Help!!"

Decisões em relação às empregadas são contadas como bravatas: "Girls, mandei a copeira e a cozinheira embora numa tacada só. Além de diversos furtos ao longo do ano, Rolex, roupas, etc, comprovamos um furto numa sexta à noite que só pode ter sido uma das duas", diz a integrante.

Dadas a rasgos de generosidade, elas passam adiante babás que não quiseram: "Oi, queridas amigas, é o seguinte: minha babá quebrou o braço e a irmã da minha folguista veio cobrir. Eu tinha até falado que se eu gostasse ia ficar com ela, mas o D. não quer duas irmãs juntas. O bom é que é daquelas que topam tudo: lava louça, passeia com os cachorros e até cozinha. Não é casada, mas tem um filho de 15 anos que se vira sozinho. Bom, quem tiver interessada o telefone é..."

Em autorreferências, as "girls" se ufanam: "Chique é ser GATB, onde meninas ajudam às outras sem pedir nada em troca!!"

TRECHO

"Meninas", diz uma das mensagens. "Minha babá veio com uma história sem pé nem cabeça, de que eu estou devendo todos os feriados em dinheiro, porque existe uma lei agora, onde ela tem esse direito. Estou meio tonta com a atitude, decepcionada com a falta de educação e gratidão por tudo que já fiz por ela, mas gostaria de saber se sou obrigada a pagar. Quando achamos que estamos com uma babá ótima, lá vêm as bombas!"

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110327/not_imp697782,0.php 

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164 comentários
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Ivan Moraes

Assinado...  Danuza Leao?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Paulo Sousa

O pensamento dessas senhoras e o pensamento daquelas do tempo da escravatura são separados por duas coisas: leis trabalhistas e baixos salários.

 
 
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Webster Franklin

O pensamento dessas senhoras refletem os dos seus maridos, preconceituosos, fúteis e mesquinhos. A burguesia fede!  

 

webster franklin

 
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Andre Araujo

Meu camarada, o autor do post e a galera da Vila Madalena querem ver luta de classes até em birga de frmigas. É uma questão prosaica, que poderia ser analisada objetivamente, mas o negocio é esquerdizar, falar em escravidão, 16 anos de tucanato, burguesia,  uma baboseira descabida.

1.O emprego domestico forma o maior contingente de empregados do Pais, mais que que qualquer outro setor. Portanto milhões, dizem que quatro milhões, de pessoas vivem dessa função. É uma realidade, não adianta trazier a vulgata marxista para a discussão, é um assunto do cotiadiano.

2.No Sul e Sudeste e especialmente em São Paulo a maioria desses empregos domesticos tem carteira assinada e estão sob a proteção das leis trabalhistas. Portanto não são empregos marginais, são um tipo de emprego, que sustentam milhões de familias.No Nordeste e Norte é bem pior.

3.A esmagadora maioria dos patrões são bons patroões, ninguem quer ter dentro de casa inimigos e inimigas. Acabam fazendo parte da familia. Minha sogra teve uma empregada que ficou a seu serviço 41 anos, eu tive algumas de mais de 20 anos e uma de 32 anos. Só patroas muito ignorantes tratam mal as empregadas porque será sempre ao final um grande perda na qualidade de vida.

4.Com a evolução natural da economia e da sociedade a tendencia do emprego domestico é ir diminuindo, o que já esta acontecendo.

5.Os paises que não tem praticamente empregadas domesticas, como nos EUA, toda a estrutura das familias e das casas são adaptadas para prescindir desse auxilio. As casas tem muito mais dispositivos de operação automatica, os supermercados tem infinitas qualidades de comidas prontas, otimas e baratas (aqui tambem tem mas são carissimas e não tão boas), as crianças e adolescentes nascem e são criados fazendo sua cama e deixando em ordem o banheiro, os maridos ajudam a lavar os pratos, é outra sociedade, funciona de outro jeito, não é melhor ou pior.

6.Assim como tem patroas tiranicas, existem empregadas malandras e muitas. Vc.paga tudo, dá baixa na carteira e no dia seguinte vão a Justiça do Trabalho pedindo horas-extras que nunca fizeram. Não são todas mas são muitas, eles conhecem mais leis trabalhistas do que muitos advogados.

Entem veja a situação com mais realismo, não é um filme B de bandido e mocinho.

 
 
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"...em São Paulo a maioria desses empregos domesticos tem carteira assinada...",tenho certeza que eh exatamente o contrário. Agora se vc tiver fontes comprovando esta sua afirmação, mostre. Eu agradeço.

 
 
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Andre Araujo

Não tenho eu e não tem o Ministerio do Trabalho, vc fica com sua impressão e eu fico com a minha, falo pela minha experiencia, as empregadas que me apareceram nos ultimos dez anos ja trazem a carteira na mão e querem registro. Por outro lado, o empregador que não registra fica muito mais vulneravel a processos trabalhistas aventureiros, é mais barato registrar que não registrar, o custo do registro é apenas o INSS.

 
 
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Tá bom então, é no "achismo" que vc diz isso, parabéns pela bela argumentação totalmente científica.

 
 
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Andre Araujo

Então vc esta no lugar errado, aqui é um blog de opinião, não é inquerito policial nem defesa de tese academica aonde se precisa juntar provas e documentos. Vc  coloca sua opinião e eu junto a minha, não precisa anexar documentação para provar, as pessoas apenas devam dar sua percepção sobre o tema.

 
 
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Eva

Então deixe claro que é achismo, que é a sua impressão e não venha com um ar de tem fontes, pois ao ler foi isso mesmo que eu prestei atençao. Não há nada de errado em mostrar sua experiencia pessoal sobre um fato, como vc mesmo falou isso é um blog, mas assuma como tal!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

 
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Guilherme Freitas

Mas não foi você quem comentou como se a opinião das outras pessoas precisasse de uma "correção"?

Não entendi seu ponto de vista. Nem no comentário, nem na defesa do comentário.

 
 
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Marcia

André Araújo hoje estou com vc, é assim que vejo a situação das empregadas domésticas no Brasil.

 
 
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José Carlos Fix

Desculpe, Sr. André, mas no debate com o(a) macfa vc argumenta que tem suas opiniões, mas começou esta réplica contestando a opinião do Webster. Opinião pode ou não?

Na sua argumentação, você alega que "A esmagadora maioria dos patrões são bons patroões" e que "Assim como tem patroas tiranicas, existem empregadas malandras e muitas (SIC)". Esse "e muitas" parece indicar que temos maioria de empregadas malandras, contra maioria de patrões bons. É isso?

 
 
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Andre Araujo

Não senhor, muitas não quer dizer a maioria. Quer dizer que não é so uma, podem ser 10 ou mias. O fato é que na Justiça do trabalho existem muitos processos de empregadas domesticas, em casa tivemos dois, com empregados que receberam tudo a que tinham direito, rescisão feita por advogado e entram alegando horas extras, insalubridade, etc. Nenhum recibo de quitação é seguro, sempre se pode reclamar dentro de 2 anos da data da rescisão. Se vc conhece muita gente e eu conheço, verá que são fatos que acontecem com frequencia em São Paulo, em outros Estados eu não sei.

 
 
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Eva

"No Nordeste e Norte é bem pior." e "em outros Estados eu não sei" me parecem ser uma contradição, não?

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

 
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Rodrigo Machado

tendo a concordar com  André Araújo, mas há um detalhe. Na minha classe média mais jovem, praticamente não vejo empregadas domésticas, mas sim diaristas que via de regra não ganham férias, 13, etc, pois não tem vínculo empregatício. Algumas trabalham regularmente, outras não. Não li estatística a respeito, mas acho que este contingente é expressivo (ao menos na Vila Mariana em São Paulo). Pessoalmente, prefiro o modo americano :)

 
 
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Horridus Bendegó

Nada representa melhor a realidade do péssimo desenvolvimento de nossa sociedade desigual (uma das maiores do mundo) do que a relação patroa-empregada doméstica.

É o próprio atavismo de nossa imorredoura resiliência à escravidão.

O André Araraújo é sempre muito prolixo em suas opiniões.

Gostaria de ler a opinião dele sobre as razões do péssimo desnvolvimento de nossa sociedade, uma das mais desiguais do planeta.

 
 
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eriv

Engano seu meu caro,

 

a maior categoria profissional do Brasil é o magistério e eu estou enojado da sua tentativa de defender essas senhoras igualmente nojentas.

 
 
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Jorge Moraes

Boa noite / madrugada!

Se as empregadas que o Sr. conceitua como malandras forem à Justiça do Trabalho no dia seguinte à baixa da Carteira de Trabalho pleiteando "horas extras", não arrumarão absolutamente nada, por que os empregados domésticos não têm direito à referida verba.

Se foi a título de exemplo, foi ruim, com todo o respeito.

Outra coisa: demandar na Justiça é um direito assegurado constitucionalmente.

Sem a menor intenção de depreciar o seu texto, no qual, apesar de não concordar com, reconheço certa lógica.

Saudações.

 

 

 

 

 
 
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Alan Souza

Eu estava lendo o artigo e pensando mais ou menos a mesma coisa que o Paulo, mas em termos reencarnacionistas, vez que sou espírita: me pareceu um monte de esposas de senhor de engenho reencarnadas. Só falta elas vestirem as empregadas de mucamas e exigirem ser chamadas de "sinhá"...

 

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Fernanda leite

Concordo plenamente!!! Abaixo a elite preconceituosa e retrógrada! temos que melhorar muito como seres humanos.

 
 
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Eduardo Goldenberg

Absolutamente previsível a atitude (asquerosa) dessa parcela nojenta da elite brasileira que tenta, a todo custo, manter a "Casa Grande" em detrimento da "Senzala". É a mesma turma do movimento "Cansei", do "Basta", a mesma escória que estende lençóis brancos nas janelas ao primeiro sinal de perigo (que só existe dentro da ótica estrábica e de antolhos dessa gente). Sugiro que a Danuza Leão seja (se já não é) a madrinha de tão augusto movimento organizado.

 
 
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Aracy_

Isto sim é uma vergonha!

O próprio Estadão publicou no final de semana que famílias paulistanas estão contratando babás paraguaias:

http://noticias.r7.com/economia/noticias/familias-paulistanas-contratam-babas-paraguaias-20110327.html

Hey, girls! Dia 13 de maio vem aí, sabiam?

 
 
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Paulo F.

La Migra vem ai...

 
 
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José Antônio Araújo

Oi Stanley:

Só acredito porque foi você que postou!! Quanta frivolidade... Perguntar não ofende, né? A D. Deuzeni, a Deuza, mulher do Alberto Goldmann participa desse grupo? Se não é membro, deveria sê-lo... Aliás, poderia ser a presidente do mesmo.

Nota: Presidenta, no feminino, só a Dilma. Tenho dito.

Um abraço,

José Antônio

 

José Antônio

 
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Jair Fonseca

Isso é de verdade???

A realidade não deve nada à ficção...

 
 
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Giulia

Absurdo! A pessoa que vai cuidar do teu filho, deveria ser tratada como uma aliada e não como inimiga. Tenho muita pena(...) das patroas.

 
 
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Marcia

Giulia, vc disse uma verdade. Meu pai já está completando 90 anos e temos muita preocupação para que ele não  se machuque, não tenha maiores problemas (embora ele seja  extraordinariamente  lúcido e muitíssimo bem informado) procuramos uma cuidadora para lhe dar  banho, remédios, etc e  dispensamos  o melhor tratamento possível a essa senhora para que ela   cuibe bem  do nosso pai na nossa ausência. Tratar mal a quem nos serve além de falta de respeito  é plantar  discórdia que só vai  prejudicar a pessoa  cuidada!.

 
 
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Marcia

Por experiencia própria digo que o pior problema da maternidade  é a babá.Tivemos muitas  quando do primeiro filho, no segundo contratamos  duas cuidadoras ( uma durante o dia e a outra a noite) gastamos mais  porém podíamos  trabalhar com certa tranquilidade), o problema está para quem nem pode pagar uma babá.

 
 
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magnólio

não, marcia. o pior problema da maternidade são pais que nao assumem responsabiblidades em relação à educação dos filhos - E AINDA ENCONTRAM DESCULPAS NUM TERCEIRO. 

 
 
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socram pb

Exato.

"Quem pariu Mateus que o embale".

• • •

Todos querem ter seus rebentos pra mostrarem a "família feliz" - igualzinha a família de Caras - que possuem mas esquecem que crianças precisam de pais responsáveis, maduros e, sobretudo, disponíveis.

Ter filho e deixar na mão de uma babá é o fim da picada. Se não quer ou não gosta de cuidar de criança que não tenha filhos.

Ter filho não é obrigação para um casal.

 
 

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