A explosão na base da Antartida

Por Cláudio Freire

Nassif, desculpe o fora de pauta aqui (pois o local correto para isto está lá longe...), mas acaba de ser noticiado um acidente na Base de Pesquisas brasileira na Antártida. Reproduzo abaixo a notícia:

"Uma explosão na Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar brasileira de pesquisas na Antártida, deixou um militar ferido e dois desaparecidos na madrugada deste sábado (25).

A estação começou a operar em 1984 e atualmente abriga cerca de 60 pessoas.

Segundo informações preliminares da Marinha do Brasil, um incêndio na Praça de Máquinas, local onde ficam os geradores de energia da Estação Ferraz, teria causado a explosão.

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Estação Comandante Ferraz em foto datada de 2009
O militar ferido, cujo quadro de saúde é estável, foi atendido na estação polonesa de Arctowski e depois transferido para a base chilena Eduardo Frei.

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Os integrantes do Grupo-Base (militares da Marinha responsáveis pela manutenção e operação na Antártida) trabalham no combate ao incêndio.

Dois navios da Marinha da Argentina e dois botes da Estação polonesa de Arctowski estão nas imediações da base, apoiando as ações. Além disso, três helicópteros da base chilena Eduardo Frei prestam apoio, enquanto o Navio-Polar Almirante Maximiano, da Marinha, partiu para o local.

Os 30 pesquisadores, um alpinista que presta apoio às atividades de pesquisa e um representante do Ministério do Meio Ambiente, que estavam na Estação no momento do acidente, foram transferidos de helicóptero para a Base chilena Eduardo Frei. Eles serão levados pela Força Aérea Argentina para a cidade de Punta Arenas, no Chile.

Permanecem na EACF, além do Grupo-Base, 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as causas do acidente.

NAUFRÁGIO

Uma embarcação da Marinha Brasileira naufragou em dezembro na Antártida, com 10 mil litros de óleo. O combustível ainda não vazou, mas está no fundo do mar. A embarcação levava o óleo para reabastecimento da Estação Comandante Ferraz. A Marinha tenta solucionar o problema antes que se transforme em um acidente ambiental de grandes proporções."

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15 comentários
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Clovis J. H.

Devem ter feito uma gambiarra na parte elétrica, como é típico da marinha. Com excessão dos cientistas civis, falta profissionalismo a esse pessoal.

Também conseguiram afundar uma chata carregada de óleo diesel. Estavam rebocando com uma cordinha em plena tempestade antártica... só podia dar nisso. Tentaram abafar o caso, mas com a explosão a comunidade internacional descobriu. Estão fazendo o Brasil passar vergonha.

 
 
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Mario Blaya

o diesel e usado em geradores porque o rendimento e melhor, em geral são motores grandes e principalmente não pegam fogo, menos o diesel brasileiro, mas lá não se usava diesel daqui, mas da argentina ou chile. Ano passado trocaram os geradores para usarem etanol. que rende menos e explodem.

e bom esperar para sabermos o que aconteceu, mas.....

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Geradores a etanol na Antártica: potencial para exportação de tecnologia sustentável 
24/01/2012 

 

Gerador a etanol sendo embarcado para o continente gelado
(Crédito: VSE/ Divulgação)

Geradores movidos a etanol, como os modelos que entraram em operação em 10 de janeiro na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), são uma alternativa sustentável para países que precisam reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e consumir menos energia fóssil. A avaliação é do consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, que vê no uso do equipamento fabricado pela Vale Soluções em Energia (VSE) uma oportunidade comercial para o Brasil.

“A utilização pioneira deste tipo de equipamento em uma região estratégica no mundo do ponto de vista ambiental amplia as perspectivas do biocombustível brasileiro no mercado internacional. Por ter um ponto de congelamento extremamente baixo, o etanol é mais apropriado que a gasolina ou o óleo diesel para operar nas baixas temperaturas observadas na Antártica,” avalia o executivo da UNICA.

Na comparação com turbinas elétricas convencionais movidas a combustíveis fósseis, o derivado da cana proporciona uma redução de 68% nas emissões de GEEs, além de lançar menos partículas e óxidos de nitrogênio na atmosfera. O Brasil é líder no uso de etanol em motores a combustão, como os de automóveis flex ou os que equipam os geradores na Antártica.Geradores a etanol da VSE foram uma das atrações para o público que visitou o estande do Projeto AGORA, durante a realização do Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, em 2010.
Estação de pesquisa brasileira recebeu o primeiro gerador a
etanol em operação no continente gelado (Crédito: Agência 
Brasil)

Na ocasião, dois modelos de 400 quilowatts (KW) de potência, alimentados por um tanque especial com capacidade para 3.000 litros de etanol, iluminaram o estande. 
 
A exposição comercial dessa tecnologia ganhará ainda mais força em 2012, ano que a Organização das nações Unidas (ONU) definiu como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos. O objetivo é incentivar a conscientização sobre o uso sustentável de recursos naturais, esforço que culminará com a realização, em junho, da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. 
 
Apelo estratégico
 
A instalação de um gerador a etanol na Antártica em janeiro foi prestigiada pelo ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, que acionou o equipamento durante visita ao continente. Em complemento aos geradores convencionais movidos a diesel, já utilizados no local, a novidade vai garantir toda a energia elétrica necessária para o funcionamento do centro de pesquisa científica estabelecido na Antártida pelo governo brasileiro em 1984. 
 
Diariamente, serão produzidos 250 (KW) para consumo na estação, o que exigirá, ao longo do ano, a utilização de 350 mil litros de etanol, o mesmo combustível utilizado em automóveis flex. A Petrobrás, fornecedora do biocombustível, vai acompanhar de perto o desempenho do etanol sob baixas temperaturas.

Ao todo, o projeto, que também tem apoio logístico da Marinha do Brasil, consumirá R$ 2,5 milhões, recursos viabilizados pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Ivan Moraes

Antartida de novo?!

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Fernando Cruz

"Progressistas" acusando os EUA de terem sabotado o empreendimento brasileiro em 5, 4, 3, 2...

 
 
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Ivan Moraes

Acusando os militares, voce quer dizer.  Nao ainda.  Fiquei meio surpreso com o primeiro comentario que li a respeito de "gambiarra eletrica".  Desde ontem aa noite, quando portanto nao sabia da explosao, estou persistentemente me lembrando de uma coisa que aconteceu comigo ha varios anos, e que ja relatei varias vezes antes, nao vou repetir.  Tem uma chance muito boa de ter sido erro de fio eletrico ligado no lugar errado.

Qual foi a maquina que explodiu/ alguem sabe?  Eu estaria procurando uma coisa muito especifica nela.  Alguem tem foto dela?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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motoboy

e notem que existe um compromisso seríssimo em não poluir a Antartida! aquilo deve tá um fuzuê danado.

 
 
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Celio Azevedo

Espero que a reconstruam logo.

 
 
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Marco St.

A Marinha brasileira me parece ser um desastre para lidar com geradores. Só essa semana tivemos explosão no porta-aviões São Paulo, agora na base na Antártida, mais o barco que naufragou. Essas noticias são recorrentes. Equipamentos ultrapassados e/ou pessoal incompetente? Alguém pode tentar explicar?

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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JOÃO33

 será possível , toda vez que há um projeto brasileiro promissor , acontece algo , será que foi mais um atentado.

 
 
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IV AVATAR

O fogo começou na praça das máquinas, onde funcionam os geradores da estação, e se alastrou com rapidez. A estação tem um formato contínuo. A praça das máquinas não é separada fisicamente dos alojamentos e demais ambientes.

Este caso me lembrou o da explosão na Base de Alcântara:

Da Isto É

Inferno em Alcântara

Sabotagem e recursos escassos podem ser as causas do desastre com o VLS, a estrela do programa espacial brasileiro

Eduardo Holanda Alcântara, Hélio Contreiras e Mários Simas Filh0 - Colaboraram Cláudia Pinho

O programa espacial brasileiro tem tudo para ressurgir, como uma fênix, das cinzas que restaram do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), incendiado na base aérea de Alcântara, no Maranhão, na sexta-feira 22. Essa foi a mensagem transmitida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, durante o velório coletivo de 19 das 21 vítimas, na última quarta-feira. Chorando, Lula se comprometeu a dar continuidade ao programa espacial, que prevê o completo domínio tecnológico da construção de satélites e de seu lançamento ao espaço. “Esta é a melhor maneira de homenagear nossos heróis e de manter viva a sua memória”, assegurou o presidente. Não basta, porém, a palavra de Lula e nem mesmo um hipotético considerável aumento no fluxo de recursos (hoje da ordem de R$ 30 milhões por ano) para que se realize o sonho brasileiro de lançar seus próprios satélites. É preciso apurar exatamente oque aconteceu na sexta-feira 22.

A tragédia de Alcântara está entre os maiores acidentes do mundo em perdas humanas, quando se compara com outros desastres ocorridos nos projetos espaciais de todo o planeta. No inferno de Alcântara, que atingiu 3 mil graus Celsius, não foram destruídos o VLS de US$ 6,5 milhões nem só uma plataforma orçada em US$ 10 milhões. Além da perda irreparável e da dor dos familiares, a morte de 11 engenheiros e dez técnicos custou ao Brasil um quinto da equipe responsável pelo programa espacial, que consumiu cerca de US$ 300 milhões. “A recomposição de uma equipe como essa só se fará em três ou quatro anos”, afirma o brigadeiro Tiago Ribeiro, diretor do CTA.

Sabotagem – Nos últimos seis anos, essa foi a terceira tentativa fracassada de mandar ao espaço o VLS. Nas duas primeiras, em 1997 e 1999, os foguetes saíram do chão, mas foram destruídos em pleno vôo, por falhas de propulsão (leia quadro à pág 84). Dessa vez, o incêndio ocorreu no interior da plataforma, três dias antes da data programada para o lançamento. Em tese, não havia naquele instante nenhuma atividade de risco. As equipes faziam ajustes finais de equipamentos e instalavam câmeras de vídeo para registrar o lançamento. O desafio agora é descobrir por que um dos quatro propulsores começou a funcionar sem que houvesse qualquer ação para isso. Oficialmente, a hipótese de sabotagem é considerada remota. No sábado 23, ela era tida como “desprezível”. Na prática, porém, entre oficiais da Aeronáutica, a sabotagem é uma das mais prováveis causas do incêndio. Na semana da tragédia, todos os equipamentos do VLS foram testados e vistoriados. Tudo estava em ordem. O problema é que, depois da fornalha, sobrou pouco para ser periciado. Por isso, a orientação é conduzir as apurações de fora para dentro do VLS.

Militares envolvidos nas investigações vasculharam os hotéis de São Luís, a capital maranhense, e ficaram surpresos com o elevado número de estrangeiros – muitos americanos – hospedados na cidade, na semana da catástrofe. A Aeronáutica investiga pelo menos oito deles. No Vale do Paraíba, em São Paulo, as investigações seguem sob absoluto sigilo. A região concentra boa parte das indústrias fabricantes das peças do VLS e representa para o projeto espacial brasileiro o mesmo que o ABC paulista para a indústria automobilística. O objetivo da investigação é descobrir se algum dos estrangeiros que estiveram em São Luís também visitou essas empresas. Apesar do pente-fino nas fábricas, a hipótese mais plausível, em caso de sabotagem, é que ela tenha partido de algum agente externo aos foguetes, como um raio de microondas ou ondas eletromagnéticas, por exemplo, e não de um defeito de fabricação nas peças. “Uma onda eletromagnética poderia ser disparada de um pequeno aparelho ou mesmo do espaço, de algum satélite”, diz o cientista Édison Bittencourt, professor do CTA.

Mercado bilionário – O Brasil ainda engatinha com seu modesto programa espacial. Mesmo assim, a possibilidade de o País conquistar a autonomia no lançamento de foguetes tem forte reflexo internacional, seja do ponto de vista econômico, seja por razões bélicas. O mercado de lançamento de satélites movimenta cerca de US$ 10 bilhões ao ano. Só oito países reúnem condições técnicas para isso: EUA, França,
China, Israel, Japão, Rússia, Índia e Ucrânia. É pouca oferta para muita demanda. A fila de espera já chega ao ano de 2009, pois muitos dos satélites hoje em órbita estão obsoletos e precisam ser substituídos. A entrada do Brasil nesse mercado promoveria um estrago considerável. A localização da base de Alcântara, praticamente na linha do Equador, reduz em pelo menos um terço o consumo do caríssimo combustível espacial.

Negociações – Dona de sua própria base, a Ucrânia pagará US$ 2 milhões cada vez que lançar seus foguetes Cyclone em Alcântara. O acordo comercial e tecnológico entre Brasil e Ucrânia foi assinado no mesmo dia da catástrofe do VLS-1. Negociação semelhante está sendo feita com a Rússia, sempre mantendo a soberania brasileira sobre Alcântara, ao contrário do que propunha o governo anterior. Fernando Henrique Cardoso pretendia arrendar a base aos Estados Unidos, que ficariam donos da região, proibindo a entrada de brasileiros no local. O plano atual é bem diferente. A partir do VLS, a idéia é construir foguetes capazes de colocar satélites em órbitas elevadas. Assim, o Brasil não embolsaria apenas os US$ 2 milhões pelo aluguel da base, mas cerca de US$ 20 milhões por lançamento, uma vez que o País receberia remuneração não só pelo local, mas também pelo uso do foguete brasileiro. Sob olhares internacionais, um incidente como o da sexta-feira 22 levanta dúvidas sobre a segurança de nossa base aérea, o que pode atrapalhar os lucrativos contratos que o Brasil articula.

Do ponto de vista bélico, o fato de o Brasil adotar combustível sólido no VLS também incomoda. Essa é a tecnologia usada nos mísseis de guerra em todo o mundo. Partindo de Alcântara, o mesmo foguete que coloca um satélite em órbita pode, com pequenas modificações, ser uma arma capaz de acertar cidades como Washington, por exemplo. “Com combustível líquido, como querem os americanos, seríamos detectados durante o abastecimento”, disse um coronel da Aeronáutica que não quis se identificar. “O caso precisa ser muito bem apurado, inclusive com a participação de civis”, reclama Ênio Candotti, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “As investigações já estão sendo feitas por equipes da mais alta competência e serão transparentes”, promete o ministro da Defesa, José Viegas.

http://www.istoe.com.br/reportagens/13333_INFERNO+EM+ALCANTARA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage



 
 
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gabriela fernanda

Nos países do hemisfério norte, exceto spanha, os programas antárticos sao civis, ou seja, com mais profissionalismo !!

 
 
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rapha

gabriela fernanda de onde você tirou que os militares não são profissionais?Haja desconhecimento,pelo amor de Deus

 
 
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Ricardo Cesar

Tá na cara que a culpa é do Lula, que quer esconder o mensalão....

 
 
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Papadafc

Eu quero ver se os Militares que estavam na base também iram ganhar medalhas e promoções a 2° Tenente , será que militar só merece reconhecimento depois de morto????.

 
 
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Papadafc

Eu quero ver se as pessoas que estavam na base também vão ganhar medalhas e irem ao posto de 2° Tenente, ou vai me dizer que militar bom é militar morto, pelo visto só é reconhecido após a sua morte.

 
 

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