"A Europa está crescendo unida na crise", diz Merkel

Por Paulo F.

Da Deutsche Welle

Merkel defende o euro durante visita à China

O euro fortaleceu a UE, disse Merkel em Pequim

O euro fortaleceu a UE, disse Merkel em Pequim

Em discurso em Pequim, chanceler federal Angela Merkel diz que a Europa está crescendo unida na crise e que o euro tornou a União Europeia mais forte. China garante apoio, mas não dá detalhes sobre possível ajuda. 

Um dos objetivos da viagem de três dias da chanceler federal alemã, Angela Merkel, à China é aumentar a confiança internacional na zona do euro, após a crise da dívida que abalou a Europa e deixou a Grécia à beira da falência.  Em discurso na Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim, nesta quinta-feira (02/02), Merkel afirmou que a moeda comum fortaleceu a União Europeia (UE).

"A Europa está crescendo unida na crise", declarou a chanceler federal. Segundo Merkel, o continente superará a crise da dívida pública com maior disciplina fiscal e supervisão orçamentária. Além disso, os países teriam de diminuir a burocracia e barreiras para a geração de emprego, se quiserem crescer.

"Cada país deve fazer sua tarefa de casa, mas somos solidários, pois uma moeda comum precisa ser defendida em conjunto", disse, destacando o papel da Alemanha, que beneficia-se com o euro por ser um país exportador. Após o discurso, Merkel encontrou-se com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Durante o encontro, Jiabao garantiu apoio à UE, mas disse que os europeus precisam elevar seus próprios esforços para o combate à crise. Segundo ele, a China está avaliando como ajudar por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas "os países endividados da UE precisam tomar decisões dolorosas e fazer seu dever de casa". Wen Jiabao disse que são necessárias reformas nas políticas orçamentárias e financeiras dos países europeus.

O líder chinês declarou ainda que seu país avalia uma grande participação nos fundos de resgate do euro, mas ainda não sabe como essa ajuda poderá se dar. Cerca de um quarto dos 3,2 trilhões de dólares que os chineses possuem em reservas cambiais correspondem a ativos em euros.

Relações econômicas

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, recebeu Merkel com honras militares no Grande Salão do PovoO primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, recebeu Merkel com honras militares no Grande Salão do PovoNo seu discurso, Merkel destacou também a importância econômica da China para o bloco. A Alemanha é o parceiro comercial mais importante do país asiático na UE e "de acordo com previsões, a China poderia se tornar o maior mercado de exportação da Alemanha no próximo ano". Os principais itens alemães exportados são máquinas e produtos de alta tecnologia.

A condição para uma relação econômica duradoura com a China seria, porém, a existência um mercado livre e a proteção explícita à propriedade. Merkel pediu claramente por chances iguais para empresários alemães no país. "O mercado alemão está aberto para empresários chineses. Queremos ser tratados da mesma maneira que os concorrentes nacionais", disse Merkel.

Enquanto isso, líderes chineses veem Merkel e a Alemanha como a voz definitiva na crise europeia, em parte por causa da força econômica alemã comparada à dos países vizinhos, afirmam analistas.

Influência internacional

Além da moeda europeia e das relações econômicas, Merkel também mencionou em seu discurso controversas questões internacionais. Tendo em vista a violência adotada pelo regime do presidente Bashar al Assad na Síria, a chanceler exigiu uma resolução das Nações Unidas – algo "indispensável". Espera-se que a líder europeia peça o apoio de Pequim.

Com relação à disputa nuclear com o Irã, a chanceler alemã pede que a China faça valer sua influência. Alemanha e China concordam que o Irã como potência nuclear é algo indesejável, tendo Jiabao afirmado que Pequim "opõe-se severamente" às armas nucleares.

Mas o primeiro-ministro chinês voltou a descartar a adoção de sanções contra a República Islâmica, afirmando que "sanções não resolvem os problemas". O Irã – terceiro maior fornecedor de petróleo à China – afirma que seu programa nuclear é para uso civil.

"A questão é como a China pode fazer melhor uso de sua influência para fazer o país entender que o mundo não precisa de outra potência com armas nucleares", afirmou Merkel. Ela espera também que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprove uma resolução unânime sobre o assunto.

O especialista em relações entre China e Oriente Médio Li Xiangang, do Instituto Chinês de Estudos Internacionais, diz que a China só agiria depois que a Agência Internacional de Energia Atômica enviasse inspetores ao Irã. Segundo Li, a China acredita no uso da energia nuclear para fins pacíficos.

"Sanções energéticas contra o Irã apenas farão com que os preços mundiais do petróleo subam e afetarão a recuperação econômica global. É por isso que a China não apoia mais sanções ao Irã", afirma Li.

Nesta sexta-feira, a chanceler federal alemã viaja para a metrópole de Cantão, no sul do país, onde cerca de 500 empresas alemãs atuam.

LPF/dpa/afp/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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9 comentários
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marcos nunes

"A Europa está crescendo unida na crise", disse o duende enquanto passava sobre a região em viagem com Papai Noel, velozmente, pois estavam atrasados, encontyro marcado para aquela horinha mesmo com o grupo de duendes rumo ao Carnaval carioca, todos em um transatlântico italiano, a brindar alegremente ao lado do Coelhinho da Páscoa, os Três Reis Magos e demais integrantes do presépío - Jesus, jovem demais para a orgia, dizem, estava para lá de bêbado.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

 
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Iggy

Errata: onde se lê Europa, leia-se Alemanha

 
 
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Hans Bintje

SCHWEINEREI

"Segundo a OIT, um em cada três trabalhadores do mundo encontra-se desempregado ou vive na pobreza; isso equivale um contingente de 1,1 bilhão de pessoas. Nesta década será preciso criar mais de 600 milhões de vagas para enxugar o estrago causado pela crise e absorver as novas levas que chegam ao mercado de trabalho. A receita  atual de 'saneamento financeiro', ou a 'contração fiscal expansiva', implementada a ferro e fogo sobretudo na Europa, não tem a mínima chance --nem o interesse-- de atender a essa demanda. A maior vítima do ocaso do emprego no planeta é a juventude. Na Espanha, na Grécia e na Itália as taxas de desemprego entre os jovens oscilam em torno de 48%: praticamente a metade da atual geração está fora do mercado de trabalho e tem poucas esperanças de ser incorporada um dia. Na Inglaterra, essa geração à deriva já forma um exército superior a um milhão de pessoas. Não por acaso, 80% dos participantes dos saques de agosto de 2011, em Londres, tinham menos de 25 anos."

fonte: http://www.cartamaior.com.br

 
 
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Luiz Lima

Está ficando enorme. Os gregos, portugueses, irlandeses, espanhóis, italianos já estão sentindo o crescimento entalando na garganta...

 
 
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Vânia

Boa observação, Luiz! 

ahahhaahaaa

 
 
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casalbé

Que absurdo! Merkel vai à China e não fala sobre a questão dos direitos humanos naquele país? Ela é uma pessoa com tendências ditatoriais, pensando em instalar uma ditadura comunista na Alemanha? A imprensa brasileira, como sempre isenta, criticou acertadamente quando Lula visitou o Império do Meio e não criticou o desrespeito aos direitos humanos no país. A imprensa internacinal devia mirar no exemplo brasileiro, numa Veja, Folha, Globo, Estadão, e teríamos uma cobertura mais ética, instrumental para a elevação do nível da nossa ainda vergonhosa humanidade. Absurdo.

 
 
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alfredo machado

Caro casalbé na cadastrado:


“ ...A imprensa brasileira, como sempre isenta, criticou acertadamente quando Lula visitou o Império do Meio...”,  e não sossegado, emenda de trivela com um“A imprensa internacional devia mirar no exemplo brasileiro, numa Veja, Folha, Globo, Estadão, e teríamos uma cobertura mais ética, instrumental para a elevação do nível da nossa ainda vergonhosa humanidade. Absurdo.”


Já sei, você acaba de regressar de uma longa viagem intergaláctica, daí não ter a mais pálida idéia sobre como a banda daquela quadrilha legalizada anda tocando há muito tempo.


E sobre a matéria do post, o que realmente interessa, já se sabe de cor e salteado o que anda crescendo, e como cresce, na zona da eurozona. Parece que andaram testando um tipo bastante esquisito de fermento por lá, apelidado de fermento do rombo, logo adiante veremos o resultado provocado pela tal novidade.  

 
 
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Ivan Moraes

"Angela Merkel diz que a Europa está crescendo unida na crise e que o euro tornou a União Europeia mais forte":

Eh mentira.  Ela quer dizer que os BANCOS estao se recuperando.  Ha um descolamento enorme do valor do dinheiro e do que as pessoas tem no bolso.

A mesma coisa aconteceu nos EUA.  Os bancos estao otimos, obrigado.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Vantuil Barbosa Filho

" a europa está crescendo" fiz a Merkel; e o chines escuta, e diz: "que nem rabo de cavalo" hahaha...

 
 

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