A estratégia política de Dilma

Coluna Econômica - 01/02/2012

Nas últimas semanas, povoaram os jornais análises sobre o atual momento político. Foi quase uma consagração a posteriori (pelos jornais) da habilidade política de Lula, reconhecida em matérias no Estadão, Folha.

Mas se Lula foi uma espécie de Pelé da política brasileira contemporânea, Dilma Rousseff tem se revelado um Coutinho.

Para se entender a sinuca de bico da atual oposição, é necessário um mergulho no Brasil pós-Sarney.

As ideias políticas, no país, quase sempre acompanharam com alguma defasagem as grandes ondas internacionais.

A Constituição de 1988 foi o grande documento a sinalizar os novos valores que acompanhariam o país nos anos seguintes.

Uma das ideias-força era da descentralização, revertendo o pesado espólio do regime militar.

Outra ideia-força foi a questão da cidadania, das políticas sociais, da universalização dos direitos civis, do renascimento da sociedade civil.

FHC empunhou a bandeira da modernização. Jogou-a fora na crise do câmbio em 1999 e no “apagão”. Deixou de lado a bandeira da cidadania, que acabou assumida por Lula. Na década que marcou o ressurgimento da sociedade civil brasileira, o PSDB fugiu do povo.

Beneficiado pela explosão dos preços internacionais de commodities, Lula conseguiu atender a todos os setores da economia e deixar de herança a explosão do mercado de consumo de massa. Trouxe o PT para perto do centro e tornou-o o primeiro partido socialdemocrata brasileiro no estilo europeu – porque casando bandeiras sociais com alianças econômicas e, principalmente, com participação popular através dos sindicatos e movimentos sociais. Tirou do PSDB sua bandeira.

Sem bandeira, restou à oposição o discurso da negação: apontar as vulnerabilidade do governo Lula. A partir daí poderia juntar os cacos e se preparar para as próximas eleições, desde que conseguisse mostrar o contraponto na sua principal vitrine: São Paulo.

Aí entra a habilidade de Dilma:

  1. Gestão. Há anos aponta-se a ineficiência do Estado e exige-se melhoria na gestão. O governo Dilma instituiu a Câmara de Gestão, definiu maneiras gerenciais de trabalhar o PPA (Plano Plurianual), montou sistemas de monitoramento online nos ministérios e conseguiu a consultoria da maior bandeira brasileira de gestão, o empresário Jorge Gerdau. Com exceção de Minas, nenhum outro estado tucano conseguiu implementar práticas gerenciais modernas.
  2. Aparelhamento da máquina. Ponto mais sensível das críticas a Lula. No primeiro ano do governo Dilma, sete ministros caíram e a força política que herdou do seu padrinho tem permitido enquadrar os aliados.
  3. Conflitos com a mídia. Desde o primeiro dia Dilma praticamente desarmou os antigos críticos.

A essência do governo Dilma não mudou em relação ao governo Lula. Mas ela conseguiu esvaziar praticamente todas as bandeiras da oposição.

Não é à toa que chega ao final do primeiro ano com índices de popularidade recorde enquanto, na outra ponta, o PSDB se desmancha.

A única esperança do PSDB seria o governador Geraldo Alckmin montar uma gestão inesquecível, eficiente. Se depender do que foi mostrado até agora, o país caminha para um quadro politicamente delicado: um governo sem oposição.

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74 comentários
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Assis Ribeiro

Sintético e excelente.

O Brasil em evolução.

O PT guinando para a classe média, tomando o centro do PSDB, possibilitará o necessário e importante crescimento das forças à esquerda, fonte de mudanças concretas na sociedade, ao mesmo tempo que empurrou o PSDB ao lugar que era do DEM, um partido de direita, nanico, mas com bastante força nas elites retrógradas.

 

 

Assis Ribeiro

 
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Rui Daher

Acho que logo aparecerá por aqui o artigo de Delfim Netto, hoje, na "Folha", sobre o desenvolvimento através da classe média. Complementa muito bem a análise do Nassif. Abraço

 
 
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Eduardo Ramos

Rui, não tem como postá-lo? O "velhinho" está no auge - rs - poucas vezes o vi definindo o Brasil tão bem como nos últimos anos.

 
 
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Rui Daher

Aí vai, Eduardo.

Antonio Delfim Netto

Desenvolvimento

Desde Adam Smith, os economistas têm se dedicado a encontrar a fórmula que revelaria a condição "suficiente" para a realização do desenvolvimento econômico. Após o término da Segunda Guerra Mundial, o progresso tem sido lento e, de fato, ainda não sabemos se a fórmula existe e se seria de aplicação universal.

Mesmo com o aperfeiçoamento das estatísticas, a construção de infindáveis modelos -muita matemática e econometria (às vezes com uma pitada de história)-, depois de dois séculos e meio na busca do graal cuidadosamente escondido (ou talvez apenas sonhado!), temos resultados práticos pífios.

Talvez tenhamos encontrado algumas condições "necessárias", mas não muito mais do que Adam Smith já conhecia...

Trata-se do mais importante problema a ser esclarecido pela economia. Afinal, por que na longa caminhada desde o neolítico até a segunda metade do século 18 a produção per capita cresceu num ritmo extremamente baixo? Talvez uma armadilha malthusiana. E por que sofreu uma rápida transformação depois de 1750?

Porque, a partir daí, pelo menos uma economia, a britânica, foi capaz de capturar a energia dispersa em seu território (água, madeira e carvão), auto-organizar-se com instituições convenientes e dissipá-la na produção de itens e serviços consumidos por uma população crescente.

Há alguns anos, Gregory Clark ("A Farewell to Alms", 2007) propôs uma interessante hipótese que continua gerando uma enorme literatura. A causa eficiente do desenvolvimento da Inglaterra teria sido a emergência de uma classe média, com seus valores de prudência, poupança e disposição para o trabalho.

Clark reduz o foco do desenvolvimento da "qualidade das instituições" ou, pelo menos, sugere que diferentes "instituições" podem produzir o desenvolvimento econômico.

A hipótese de Clark é compatível com a pesquisa de Acemoglu et. Al (2005) quando afirma que os ganhos do comércio exterior apropriados pelas classes médias da Holanda e da Inglaterra foram a causa eficiente do seu desenvolvimento. A contraprova desse fato foi a estagnação de Portugal e Espanha, onde os mesmos efeitos foram apropriados por uma pequena elite.

Infelizmente, não existe (e provavelmente nunca existirá) a receita que nos diga qual é a condição "suficiente" para garantir o desenvolvimento econômico.

Mas existem, sim, condições "necessárias" observadas na história e racionalizadas na economia, sem as quais ele não prosperará.

Para o Brasil, é muito bom saber que uma forte classe média é uma delas.

 
 
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Eduardo Ramos

Valeu! Nassif já alçou a post! Sensato e simples, como sempre esse Delfim "melhorado" com o tempo... - rs. Abraço!

 
 
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aliancaliberal

Os Gregos pensavam o mesmo em 2004.

Os Portugueses pensavam o mesmo em 2004.

A europa pensava o mesmo em 2004.

Efeito Orlof, Brasil é a Grécia antes da olimpiada.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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João Maria Fernandes de Sousa

cannabis estragada?

 
 
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LuizCLP

ótimo post, comentário idem.

 
 
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xispagato

Observei isso no seu comentário:

“O PT ... tomando o centro do PSDB, possibilitará o ... crescimento das forças à esquerda...”.

Não leve como ironia barata não, mas para fortalecer a esquerda é necessário dominar o centro. Interessante........

 
 
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SilvioBCampello

Ainda bem. Com este tipo de oposição, é melhor não ter. Há anos tenho a certeza de que o PT será o grande partido de Centro brasileiro. Os de direita, tem dificuldades de se estabelecer até pela resistência em assumir-se neste espectro, mas representa uma parcela da população e sempre encontrará espaço. Num campo mais progressista, entendendo assim a esquerda, somente partidos frágeis, ideologicamente raivosos ou indefinidos. É neste campo que as forças de vanguarda precisam atuar, organizando-se em rede. Algo como a oposição sairá de dentro do governo Lula, como já se falou por aqui.

 
 
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Nilson

Que maravilha Nassif ! A Dilma deu olé e drible na oposição. Eu não compararia ela e Lula como Pelé e Coutinho. Esqueceu o Didi com aquela calma e classe quando o Brasil tomou um gol, ele foi lá e pegou a bola no fundo do gol e veio caminhando lentamente com a bola embaixo do braço e colocou no centro do campo e começou a virada do placar, essa é a Dilma, quando você pensa que ela é fraquejou como querem alguns jornalistas, mostra-se a Dama de ferro das Américas.Juntou o útil ao agradável, Dilma é o espetáculo do crescimento na voz de Lula/Pelé.

 

Nilson Fernandes

 
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Marcia

Ela é craque.

 
 
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André LB

  Do lado de cá contribuo com meus dois tostões.

  Perfeita a gestão Dilma na questão, digamos, "gerencial". Mas... e o resto de nós? Em nome da tal correlação de forças somos deixados para trás na Banda que deveria ser larga, nos tais planos industriais que ficam na redução temporária de IPI para geladeira, no marco regulatório que sumiu na gaveta do Paulo Bernardo, nas (como lembrado ontem) Agências de Regulação que abrem nossos bolsos para os monopólios ou oligopólios meterem a mão... uma coisa é a Presidente querer governar para todos os brasileiros, outra é esse respeito quase Obâmico ao que o outro lado prega. Nesse andar da carruagem acabamos por depender é da China: qualquer solavanco por eles enfrentado (lembrando que não há crescimento perpétuo) fará com que passemos a discutir a evasão de divisas, a "necessidade" de juros mais altos, etc. Em outras palavras: a agora cantada sabedoria da Dilma em compor com a mídia, digo, com a oposição vai virar pó. E então não mais se temerá a tal falta de oposição, mas sim um aventureiro qualquer que simplesmente saiba se apresentar como fato novo.

 
 
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Turco

Muito bom, André.

 
 
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edisilva

Como se vê, André, ainda existem problemas. E muitos. 

Cabe a nós, eleitores, apontá-los e exigir as mudanças, já que não temos oposição propositiva.

 
 
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alexandre medeiros

Só discordo de um ponto. Onde estão essas "práticas gerenciais modernas" de Minas?

Quando a realiade escapa da blindagem o que se ver é um estado rico (Minas) com enome pobreza e descalabros.

Já passou da hora de se avaliar o aócio sem a blindagem da mídia.

 
 
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Diego Augusto Queiroz

Lamento mas você não encontrará esta avaliação aqui. A não ser em alguns comentários...

 
 
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Chico Pedro

A questão não é ver, é aceitar..

Se vc não aceita (ou se permite) que um Estado possa ser exemplo de gestão estratégica, não irá ver.

.

Realmente o Estado não é rico..

Como não é rico a maior parte dos Estados brasileiros, diga-se de passagem..

Há também várias causas para essa situação..

(trabalho escravo, relevo, ausência de grande centro comercial...)

.

Mas se há alguma coisa que os TUCANOS fizeram bem..

E foi MUITO BOM para o Estado..

Foi retomar ou ressaltar seus traços de Estado planejador..

Nesse ponto o pessoal daqui dá aula.

POUCOS tem condição de equiparar..

.

P.s: já passou da hora de verem Minas sem a ótica da disputa PT x PSDB

 
 
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Diego Augusto Queiroz

Pronto! Chegou a tropa de choque do Aócio Never.  

 

Falando nisso:

 

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=194572,OTE&IdCanal=6

 
 
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Chico Pedro

Fake,

Apenas uma correção.:

Tropa de choque do que diz respeito a uma região que faço parte.

Que me identifico e gosto.

 
 
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Diego Augusto Queiroz

Esse "estado planejador mineiro" está caindo por terra cada vez mais.

E Esse Chico Pedro deve ser leitor assíduo (e alienado) do "Estado de Minas"

 
 
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Sanzio

"A questão não é ver, é aceitar.."

Mesmo argumento dos crentes de qualquer religião. Creia e ponto final.

 
 
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Tio_Zé

O problema do Aócio Never é só ficar longe do Leblon. Não guenta. Também não gosta de explicar negócios nebulosos com umas rádios aí. Nem de assoprar bafômetros. Pra não falar de outras substâncias igualmente ilegais. Nem curte imprensa livre, críticas ou oposição. Mas quem gosta né?

 
 
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Valéria Borborema

E você ateve-se somente à economia. Claro, é Coluna Econômica. Que tal fazer o mesmo com uma Coluna da Educação? A oposição está tão desnorteada que tenta empunhar qualquer bandeira que lhe chegue às mãos. Uma delas, o Enem, não convence ninguém. Apesar dos erros, o Enem, com o suporte do Sisu, atrai milhões de estudantes interessados em ingressar no ensino superior público de maneira mais adequada do que a que oferece o famigerado e ultrapassado vestibular. Que dizer, então, do ProUni, que facilita ao jovem carente entrar numa faculdade particular, com bolsa integral ou parcial? E a oposição, capitaneada pela mídia esquizofrênica, esforça-se para desacreditar sobretudo o Enem. Uma atitude típica dos que, sem proposta alternativa, vagam Brasil afora tal qual zumbis, à busca de algo que lhes dê sustentação.

 
 
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MRE

   Domingo último o Canal Livre da Band entrevistou o Arthur Gianotti, profressor.

   A sensação que se tem é que todos do programa são viceralmente contra o governo; nada presta !

   O Gianotti chegou a dizer que não adiantava nada para  o Brasil ter a profusão de faculdades para atender a demanda atual, todas elaas careceriam de qualidades. Pensamento óbvio - uma instituição de ensino não se faz de um dia para o outro; estamos numa transição -  se necessitamos de profissionais e não os temos nas velocidades e padrões usuais, não é valido alterar o processo e posteriormente, ao sair-se do "sufoco ", depurá-lo? Se não temos mestres ou PHDs, não é válido que um bom aluno possa substituí-lo ?  Numa emergência, vamos dispensar o trabalho de um paramédico ou até mesmo de um interessado só porque não é diplomado - sem ele o necessitado não ficará pior, desassistido ? Ou seria melhor paralisar todo  o processo e enterrar alguns mortos?

   Não defendo a incompetência e ném o malfeito, mas estamos numa transição e até mesmo numa revolução social. Há dez anos e a cada ano mais, falamos de ENEM - nunca na história ... se falou  ou se deu tamanha  importância a educação - que venham  os   erros  e que tenhamos a hombridade de reconhê-los e corrigí-los e não ficar deitado em berço esplêndido, como querem alguns.

 

MRE

 
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Alexandre Weber - Santos -SP

O governo Dilma não mostrou ao que veio, se foi para fazer só faxina é muito pouco.

Construir a falsa imagem no artigo de que só existem dois partidos no país é jogar a toalha, pois o cenário político brasieleiro é rico e vem se renovando muito, com qualidade e a internet têm alavancado  o nível das discussões.

A Dilma como políitica é fraquíssima e em termos de idéias é um zero arrematado, assim só lhe sobra escolher bem os auxiliares para que estes possam imprimir um governo eficaz, probo e criativo , capaz de acabar com a escravidão e a exploração do povo e da nação brasileira que continua submetida a juros pornográficos de uma dívida falsa e impágavel, impostos confiscantes que impedem a poupança dos brasileiros e consequentemente entregam todos os negócios lucrativos para o capital fraudulento internacional que deita e rola por aqui, mais ainda, com o empobrecimento do povo e a desesperança generalizada que a falta de inciativa do governo federal impõe, assistimos o aumento expoencial da criminalidade, o que leva a polícia a ações pirotécnicas para inglês ver.

Em suma, o Brasil está num beco sem saída, só uma revolução pode nos tirar deste enrosco, quanto antes melhor e se pacífica melhor ainda.

Acorda Dilma!

 

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deko

Góde... é sempre esse discursinho bobo. O mesmo discurso da direita... que a chamava de poste... zero à esquerda... etc.. etc...

A mulher está dando um baile na oposição... e o outro vem e diz que em política ela é zero. E vem falar em revolução... tsc... tsc... que tal falarmos de evolução? Por que esse povo acha que na marra as coisas dão certo? Se vc tenta bater de frente com certeza vai bater a cabeça num muro e pode acreditar... o muro será reconstruído. Se você for fazendo as coisas aos poucos... com estratégia bem feita... as mudanças serão duradouras e muito mais difíceis de se mudar quando tiver algum retardado direitista no poder.

O cara vem me falar em empobrecimento geral do povo? Como é isso? 10 milhões sairam da pobreza extrema só no primeiro ano de mandato. Os menores percentuais de desemprego da história. Em que mundo vc está vivendo?

O Brasil está bem pq finalmente o povo consegue comprar e ele vem me dizer que estamos num beco sem saída?

Miguinho... vai brincar de cirandinha com o Serra, vai!

 
 
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Alexandre Weber - Santos -SP

No assunto levantado para discussão nada, só ataque pessoal, desespero que não o socorre.

Primeiro que não tenho nada a ver com o PSDB.

Segundo que estamos discutindo estratégias para melhorar o Pais e a condição de vida da população, coisa que você parece não se importar, pois fica repetindo os chavões da mídia sem analisar em profundidade o que implica deixar de reduzir a pornográfica taxa de juros, oriunda de uma dívida falsa e impagável e que é mantida por este governo, que a entregará muito maior, pois vem crescendo como nunca antes na história deste país.

O governo Dilma está devendo em administração, pois trocar 9 ministros ineficêntes é mais do que aceitar que não existe governo efetivo na nação, não tem como e olhe que o Paulo Bernardo, pelo Requião, já tinha ido para o olho da rua a muito tempo também, ou seja, só estão tirando os que foram pegos com a boca na botija, o resto escondem , defendem e preservam.

Não é por acaso que o Santander é o banco que mais lucra no Brasil e só por aqui, nem as montadoras, nem as concessionárias com os serviços mais caros e piores do planeta.

Mas o principal é o dinheiro que usamos, que favorece este câmbio criminoso que acabou com a industria nacional e destrui nossa capacidade de investimento. 

Estamos à merce das commodities e de um único parceiro comercial, a China, sem esta combinação a tragédia é no dia seguinte.

Não tem necessidade de ser assim, o país tem população, mercado e riquezas para ficar de pé sozinho, sem depender de outras nações, basta recuperar a autonomia na emissão do próprio dinheiro e renegociar todas as fraudes e explorações que cedemos no passado.

Vontade política de governar, que a Dilma não tem e seus ministros menos ainda.

 

 

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Alexandre Mgno

Alexandre, não creio que você seja de direita nem desonesto. Mas das duas uma: ou você é um pessimista de carteirinha, ou analisa os dados de forma mais ampla. Já vimos você dizer que o Brasil era um país à beira da falência. Eu imagino que você tivesse comparando a uma situação anterior, isto é, uma situação relativa. A pergunta que eu faço é a seguinte: quando, mais ou menos, você prevê que veremos a pobreza aumentar no Brasil, os shoppings ficarem vazios, os aeroportos idem, bancos quebrarem, menos carros nas ruas, etc? Isto é, quando você acha que o país vai quebrar?

 
 
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Alexandre Weber - Santos -SP

Você não ia gostar de saber quando o Brasil vai quebrar, pde acreditar em mim.

 

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