A estratégia do PSD para São Paulo

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O PSD – o novo partido, do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab - tem uma característica que, em outros tempos, foi a essência do antigo PSD e, de certa forma, do DEM: esperteza política.

Por exemplo, sabe que José Serra é carta fora do baralho. Se candidato a prefeito, morre politicamente prefeito se vencer, morre politicamente sem cargo, se perder. Mas sabe que o cimento que consolida partidos é a lealdade partidária. Por isso apoiaria Serra, caso ele se candidatasse.

Mas a avaliação interna é que Serra é politicamente tão incompetente que acabou permitindo o renascimento de seu maior inimigo, o governador Geraldo Alckmin, ao permitir que se candidatasse novamente a governador.

O partido sonha com Guilherme Afif Domingos no Ministério das Pequenas e Micro Empresas. De fato, é o melhor quadro no país, homem que praticamente liderou todas as batalhas de afirmação do setor. Mas o convite teria que ser feito de tal maneira que não parecesse adesismo.

É uma preocupação permanente com a imagem em construção do partido.

Para as próximas eleições municipais, julga que a aliança com o PT formaria uma chapa imbatível, o PT com seu 35% de votos, a prefeitura (seja qual for o prefeito) com 10 a 15%. Considera manipuladas as conclusões dos jornais sobre os índices de desaprovação: colocam regular como sendo desaprovação, quando, no máximo, é posição de quem não se considera incomodado com defeitos do analisado.

Seu candidato a vice prefeito é o jovem Alexandre Schneider, secretário da Educação, bom quadro, com melhor preparo que Bruno Covas e mais juventude que José Aníbal.

Sendo bem sucedida a eleição, imagina que São Paulo passaria a contar com três políticos no cenário nacional: Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e, segundo o PSD, Gilberto Kassab.

O inimigo Alckmin

O inimigo figadal do PSD é Alckmin. Acumulam-se queixas contra a motoniveladora que Alckmin passou a manejar contra o partido, a ponto de ter demitido o próprio vice-governador Afif da presidência de uma autarquia, por ter aderido ao PSD. E também o sistema de informação que montou, monitorando todos os passos do PSD para torpedea-lo.

A leitura que fazem de Alckmin é que sua primeira opção para a prefeitura é Serra – inclusive porque o alijaria da disputa nacional. E a segunda é o seu ex-Secretário da Educação Gabriel Chalita. Ao apostar em Bruno Covas – verde -, a intenção de Alckmin, segundo o PSD, seria esvaziar o PSDB e permitir a vitória de Chalita.

Mas Chalita não teria chance, ainda segundo o PSD, pois estaria contra ele o chamado partido da mídia. Na sua avaliação, ante o risco Chalita os jornais tapariam o nariz e, se não apoiarem Haddad, pelo menos se mostrariam neutros.

O único capaz de juntar o PSDB (isto é Serra mais jornais) seria Andrea Matarazzo, que não dispõe, efetivamente, do appeal de candidato. Mas, indo para o segundo turno, desaparecem nomes e volta com tudo a polarização PT x PSDB.

O ideário político

Quanto à posição dos partidos no espectro nacional, o PSD se considera de centro. Julga que o PT ficará no centro-esquerda e o PSDB cada vez mais na direita.

Indago qual a diferença com o DEM. O PSD acredita em um estado forte para atender às demandas da população por educação, saúde e demais políticas sociais. Quer ser um partido de centro com ideário social. Já o DEM defende apenas um estado enxuto. O alvo do partido é a nova classe média emergente, usuária do serviço público de saúde e do ensino público, formadora de opinião e exigente e demandando estado forte. E montar uma base forte de trabalho partidário através das Associações Comerciais, Clubes de Dirigentes Lojistas e demais organizações que trabalham com PME.

É muito pouco para um ideário mas, enfim, o partido ainda não constituiu seu grupo de intelectuais. No momento, quem trabalha no programa do partido é Afif Domingos, dirigindo a Fundação Espaço Democrático, que pretende restaurar o ideário liberal sem o fundamentalismo do DEM.

Mas, segundo as lideranças do PSD, a ideia é construir o programa com a futura militância. O trabalho de Afif seria, portanto, indicativo, com um conjunto de 12 diretrizes. E se tentaria atrair quadros jovens com a bandeira da gestão.

Aliás, o partido quer ser reconhecido como bom gestor. Esta foi uma das razões para entregar as subprefeituras a oficiais aposentados da Polícia Militar. Aposentam-se jovens, acordam cinco da manhã e são exigentes com a corrupção. Com isso, conseguiram tirar as subregionais das páginas de polícia.

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35 comentários
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Eduardo Ramos

"Mas a avaliação interna é que Serra é politicamente tão incompetente que acabou permitindo o renascimento de seu maior inimigo, o governador Geraldo Alckmin, ao permitir que se candidatasse novamente a governador."

Nassif, penso que nessa questão, Serra nem teve o que fazer. Alckimin era o candidato natural, não?

 
 
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Humberto Alencar

  Candidato natural sim , mais se quisesse  mesmo, compraria a briga, elegia seu vice e pronto, Alquimim teria que se contentar com o senado.

 

Humberto Alencar

 
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luisnassif

Sim. Mas um antinatural como Serra poderia ter impedido, tivesse visão estratégica. Ele jogou contra o candidato natural Alckmin, nas eleições municipais. Ganhou um inimigo. Depois, permitiu que o inimigo se tornasse governador.

 
 
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isaac

Tivesse visão estratégica não teria abandonado a prefeitura para se candidatar,não teria abandonado o governo  do estado para se candidatar. E, então ,teria uma folha de serviços para mostrar a população,positiva ou não , nas eleições de 2012 ou 2014.

 
 
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Sergio SS

Mas Nassif, Serra não tinha saída mesmo, apesar de serem válidos todas estes fatores, pois precisava da força dos votos de SP dentro do bolo nacional, para forçar o segundo turno. E não poderia arriscar um candidato com menor força que Alckmin, que fez uma campanha desde o início agressiva (e até baixa) contra o Mercadante e, dos seus 51% dos votos, grande parte foi em dobradinha com Serra.

 

Viver é afinar um instrumento...

 
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Jakson Ferreira de Alencar

O Serra poderia ter sido candidato a reeleição como governador.

 
 
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Adamastor

Quiuspa!

Tocamos fogo em favela; tratamos a população pobre como se lixo ela fosse; entregamos o que podemos do espaço urbano de SP para a especulação imobiliária; transformamos as subprefeituras quartéis a abrigar coronéis da reserva; arrochamos os salários do funcionalismo municipal ao mesmo tempo que aumentamos un trocentos por cento o salário do prefeito, dos vereadores e dos chefes em geral. Por isso afirmamos em alto em bom som para quiser ouvir:  SOMOS UM PARTIDO DE CENTRO COM PREOCUPAÇÕES SOCIAIS!!

Ah, Kassab, vá...

 

 
 
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luisnassif

Pois é. Preocupação social sem povo.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Sem povo... como era o outro PSD.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Eu não entendi esta parte, alguma informação do passado perdi...

"Mas Chalita não teria chance, ainda segundo o PSD, pois estaria contra ele o chamado partido da mídia. Na sua avaliação, ante o risco Chalita os jornais tapariam o nariz"

Por que a mídia seria contra Chalita? Por que ele é um risco para jornais?

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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francisco pereira neto

Pois é Adamastor.

Quem nasceu Kassab, jamais será um Brizola ou Darci Ribeiro.

Veja que interessante. O PT para ascender o poder teve que escanteiar os seus radicais, que hoje estão no PSOL e PSTU, e guinou para o centro. Aliás muito acertadamente pelo Lula.

Outros que se diziam de esquerda na época da ditadura, como FHC que se exilou e ninguém sabe porque, Serra fez o mesmo, mas fugindo da UNE, Alberto Goldman, "notório" comunista fez com Serra um dos piores governo em São Paulo, juntos se declararam nos tempos atuais o que realmente eles eram na época da ditadura: falsários e enganadores.

Guilherme Afif um eterno acomodado no muro, ora com Maluf, depois trabalhou na articulação entre PFL e PPB e antes disso, no PL foi candidato em 1989 a presidente com uma proposta "fascinante": lutar para repatriar os dólares "investidos" no exterior, trazendo de volta para o Brasil. Não sei dizer o que foi pior: ingenuidade ou pura demagogia.

Agora, eu não espero como vc já disse, e não acredito mesmo que Kassab e seu PSD vá guinar para a esquerda.

Depois outra. Contrariando toda a lógica histórica de quem quer ser representativo no seio da população, criou um partido sem povo. De cima para baixo.

O PT que fez o figurino certo, teve que se render e fazer composição para chegar ao poder.

Imagina o resto.

 
 
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urbano

Guilherme Afif Domingues não é aquele que desviou dinheiro da propria campanha a presidencia e que despontava nas pesquisas e depois murchou, murchou ate desaparecer? Se bem me lembro o partido se chamava PL e a propaganda "dois patinhos na lagoa", lalari, lalara!

 
 
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luisnassif

As avaliações sobre Chalita são do PSD. De fontes que garantem ter ouvido isso de diretores de jornais.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Um auxília de Campanha que KASSAB terá de abrir mão? (Claro, se a SRF/MF quiser)

KASSAB,  A MALDIÇÃO DAS SACOLINHAS & “O VALE TROCO

 (O castigo virá a cavalo)

FARRA do “QUEBRA de CAIXA POSITIVO” pode estar “INFORMALIZANDO”

cerca de R$ 200 MIL por dia nos Supermercados

 

Há três meses, venho perguntando aos funcionárias(os) dos Caixas de Supermercados, o que mais acontece no fechamento do seu caixa: “se a quebra é negativa ou positiva. e o quanto”, em função da inexistência de moedas de R$ 0,01 para as pessoas que pagam em dinheiro (que são maioria quando se fala de todo o BRASIL).

Fazendo os cálculos, considerando dois turnos de trabalho e a quantidade de “Lojas de Vizinhança”, “Supermercados” e “Hipermercados” existentes no Brasil, assustei-me com os números: diante de uma média Brasil, de (no mínimo) R$ 2,50 de sobra, por turno,  em cerca de 40.000 “esteiras” e, apurados um universo de 4.000 lojas (fonte: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/ sites/default/bndes_pt/ Galerias /Arquivos /conhecimento/relato/hiperm3.pdf), cheguei a surpreendente cifra de  R$ 200.000,00/dia ou cerca de R$ 5 milhões, mês ou R$ 60 milhões/ano.

E, aí vem a pergunta para a ABRAS e para a SRF/MF: Como isto é contabilizado e qual é o total nacional efetivamente DECLARADO?

E, pergunto mais: alguém acredita que se contabilize tudo isso? Se acredita, é um ingênuo. Segundo informações “em off” das fiscais de caixa, a passagem do dinheiro é totalmente INFORMAL; nenhum documento formal, assinado, é dado a elas com relação ao que entregam como “sobras de caixa”.

E, faço, ainda, mais uma pergunta: estaria este dinheiro transformando-se em Caixa 2 dos donos, e origem para financiamento de campanhas políticas, em dinheiro vivo, e de forma “não declarada”?

Na dúvida, a solução, creio, virá por decisão da ESTADISTA DILMA ROUSSEFF, mulher íntegra e avessa a corruptos.  A instituição do “VALE TROCO”; uma iniciativa que pegará de surpresa os donos de Supermercados e os políticos que eles financiam (a começar pela cidade de São Paulo). O “Vale” terá de ser automaticamente expedido, no final da compra, caso o Caixa não tenha os centavos para dar de troco, e compensado, contra entrega, em uma próxima compra.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Augusto Soares

Os números realmente surpreendem. Na periferia os caixas davam bala no lugar de troco. Aí o pai de um colega perguntou se o mercado aceitaria bala como pagamento pelas compras, foi uma confusão só, e agora fico sabendo que nem isso eles fazem mais, embolsam o troco na cara dura. Qualquer restaurante por quilo que aceita vale faz contra-vale para usar nos dias seguintes. A idéia não é má.

 
 
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JigSawJr

Estava pensando nisso esses dias...

A idéia do vale-troco é bem interessante.

Acho que seria interessante também se tudo fosse cobrado com valores "redondos" que pudessem ser pagos com moedas de 5 centavos... (assim, 1,99 passaria a ser 1,95, ou 2,00)...

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Receio que se houver o arredondamento, para baixo, com, R$ 0,05, essas moedas também, como por um milagre, comecem a ser recolhidas e saiam "informalmente" de circulação. 

Insisto no "Vale Troco". É o "troco" que o povo pode dar neles.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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JigSawJr

Concordo, mas ai já é uma questão federal!

No mais, não sinto falta das moedas de 1 centavo.

As de 5 fazem a diferença.

 
 
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Augusto Soares

O PSD não existe, é criação dos meios de comunicação. Segundo o historiador Jorge Ferreira autor da recente biografia do presidente João Goulart, o PSD original era formado principalmente pelas lideranças de centro do interior do país, as quais ajudaram a eleger o tambem presidente Juscelino K. Ao contar em seus quadros uma senadora com o perfil de Katia Abreu, o "partido do Kassab" parece pretender um revival político dos "anos dourados" (década de 50 do novecentos); fora isso nada a acrescentar, alem da cara-de-pau de negarem ser uma espécie de DEM do B.

 
 
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R Godinho

Não o DEM do B, é o DEM do A: A de adesista.

São a periferia do parasitismo que sempre caracterizou seus ancestrais (UDN, ARENA, PDS, PFL), que, depois de oito anos de jejum federal, quase morrendo de inanição, encontraram na criação do PSD uma saída "honrosa" para trocar de lado. Com um novo partido, eles podem dizer, com a maior cara de pau, que nunca concordaram com a maneira que a oposição era conduzida, dizer que têm algumas críticas, sim, ao governo, mas nunca aceitaram os modos raivosos adotados pelo trio PSDB-DEM-PPS. E que, como sempre estiveram prontos a ajudar o Brasil, preferiram criar um novo partido, independente.

Se, como em uns quadrinhos antigos, aparecesse um balão com o que eles realmente pensam, estaria lá estampado: independente do PSDB, e sempre pronto pra ganhar uns carguinhos de recompensa...

 
 
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FabioT

não basta acordar cedo, e não são tão exigentes assim 

 
 
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Uiran Gebara da Silva

"o partido quer ser reconhecido como bom gestor. Esta foi uma das razões para entregar as subprefeituras a oficiais aposentados da Polícia Militar. Aposentam-se jovens, acordam cinco da manhã e são exigentes com a corrupção. Com isso, conseguiram tirar as subregionais das páginas de polícia."

hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

 Ilibada reputação essa a desses jovens oficiais apposentados da Polícia Militar

 
 
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Adamastor

Construtoras que doaram a Kassab ganham mais de R$ 2 bi em contratos

Para juiz, repasses de construtoras à campanha do prefeito foram ‘investimentos’, com expectativa de bom retorno Por Leandro Melito e João Peres, da Rede Brasil Atual As construtoras que financiaram a eleição de Gilberto Kassab (PSD) receberam mais de R$ 2 bilhões da Prefeitura de São Paulo no período entre 2009, primeiro ano do segundo mandato do prefeito, e janeiro de 2012. A maior parte do dinheiro foi repassado às empresas por meio de dois projetos municipais, o Programa Mananciais e o Programa de Urbanização de Favelas, administrados pela Secretaria de Habitação (SEHAB). Segundo dados da secretaria divulgados em janeiro de 2010, os programas estão orçados em R$ 3,7 bilhões, sendo R$ 1,31 bilhões para os mananciais e R$ 2,4 bilhões para as favelas. A construtora Camargo Corrêa, maior doadora da campanha de 2008, com R$ 3 milhões, já recebeu da prefeitura mais de R$ 150 milhões, um valor 5.000% maior, em especial por sua participação no Programa Mananciais; a EIT Empresa Industrial Técnica S/A, segunda da lista de doações, com R$ 2 milhões, teve direito a repasses de R$ 148 milhões; a Construtora OAS Ltda. doou R$ 800 mil e já assinou contratos que lhe valeram mais de R$ 193 milhões; a Carioca Christiani Nielsen Engenharia SA doou R$ 100 mil e recebeu R$ 129 milhões, e a Construtora Passarelli Ltda., doadora do mesmo valor, recebeu até janeiro R$ 137 milhões. A Engeform Construções e Comércio Ltda., doadora de R$ 200 mil para Kassab, teve direito até agora a contratos no valor de R$ 148 milhões. A Kallas Engenharia doou R$ 40 mil para a campanha e abocanhou R$ 25 milhões por meio da Operação Urbana Águas Espraiadas, como principal construtora do projeto. Somados, os valores repassados chegam a R$ 2.081.208.852,50 até janeiro, o que é mais que o orçamento total para a Secretaria Municipal de Habitação municipal neste ano, de R$ 1,3 bilhão, o segundo maior valor entre as secretarias de Kassab. Ainda para efeito de comparação, o investimento habitacional da prefeitura em 2009, dado mais recente colocado à disposição, foi de R$ 518 milhões. Em 2011, a administração destinou o valor simbólico de R$ 1.000 para a aquisição de áreas para habitação, mas este valor sequer foi utilizado – por ser absolutamente insuficiente para adquirir um único metro quadrado em São paulo. Algumas dessas empresas também foram apontadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo como doadoras irregulares na campanha eleitoral de Kassab em 2008. Em fevereiro de 2010, decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, determinou a cassação do mandato do prefeito com base nas investigações do Ministério Público Eleitoral. O magistrado constatou que 93,64% da arrecadação para a campanha provieram do Comitê Financeiro Municipal Único dos Democratas, partido ao qual Kassab era filiado, além de percentual menor advindo do Diretório Nacional dos Democratas, “constatando-se doações de fontes vedadas no percentutal de 31,01% sobre o total arrecadado, identificadas na representação como as empresas Construções Camargo Corrêa e Serveng Civilsan S.A, Empresas Associadas de Engenharia que integra o grupo CCR, a CR Almeida S.A Engenharia de Obras, a Construtora OAS Ltda, a Associação Imobiliária Brasileira e o Banco Itaú S.A.” Chamou atenção do Ministério Público Eleitoral a doação feita pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), uma entidade que congrega algumas das maiores empresas do setor. A entidade sustentou que a AIB era uma artimanha usada para a atuação eleitoral do Secovi, o sindicato das empresas de habitação. “É uma fachada do Secovi, que é um sindicato, e sindicato não pode participar de doações”, afirma o promotor Maurício Lopes, responsável pelo caso, em entrevista à Rede Brasil Atual. O artigo 24 da Lei Eleitoral veda a doação por entidade de classe ou sindical, situação que é considerada um abuso de poder econômico, resultando na cassação de mandato. “Aquilo ficou bem estampado, bem visível. Agora, também tem uma coisa: é fraude que não se repete. Isso não vai acontecer de novo este ano. Eles têm só uma chance de aplicar um golpe desses.” Além disso, no entendimento do juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, as doações veladas feitas pelas empreiteiras à campanha de Kassab não foram nada mais que um vultoso investimento em um candidato com grandes chances de se eleger. “É inescondível que tais doadores, em verdade, nada mais fazem do que ‘adiantar’, ou ‘apostar’, a título de investimento, vultosas quantias no maior número de candidatos com viabilidade para se elegerem, parte das quais oriundas de atividade que deveria ser exercida pelo Poder Público, já que, é forçoso reconhecer, no mínimo uma parte dos lucros que possibilitam tais doações advém da distribuição do que decorre diretamente da concessionária de serviço público – obviamente, por regra mas nem sempre -, na proporção da participação acionária da empresa integrante do grupo econômico controlador.” Parcerias privilegiadas O Programa Mananciais foi criado em 1996, durante a gestão de Paulo Maluf, e teve continuidade nos anos de Celso Pitta, durante os quais Kassab era secretário de Planejamento, e foi interrompido em 2001, início da gestão de Marta Suplicy. Em 2005, com a chegada de José Serra à prefeitura, e tendo Kassab como seu vice, o trabalho é retomado, oficialmente com a finalidade de promover a “recuperação socioambiental de favelas e loteamentos precários” em regiões de represas. Em 2008 começaram a sair os vencedores dos oito lotes de obras abertos pela administração municipal, uma soma superior a R$ 1 bilhão. Camargo Corrêa, OAS, EIT, Engeform e Carioca figuraram entre as vencedoras de cinco lotes, amealhando R$ 645 milhões. A OAS garantiu ainda um lote no valor de R$ 146 milhões de um outro programa tocado pela Secretaria de Habitação, o de urbanização de favelas. Não foi uma vitória qualquer: a empresa ganhou 30 meses e R$ 146 milhões para, ao lado da Constran, tocar as obras previstas na operação do Real Parque, uma comunidade localizada dentro do Morumbi, bairro valorizado do ponto de vista imobiliário. Em setembro de 2010, um incêndio destruiu parte da comunidade. No mesmo mês teve início o processo de urbanização previsto no programa Nova Paraisópolis, uma ação que, segundo a prefeitura, contará com investimento de R$ 528 milhões. Naquele mesmo ano, R$ 10 milhões foram repassados pela administração municipal às construtoras encarregadas do trabalho, que em janeiro de 2011 entregou as primeiras 140 unidades habitacionais. Procuradas, as empresas citadas nesta reportagem não responderam até o fechamento desta matéria.

 
 
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Cláudia Stefani

Mas é adesismo...

 
 
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alexis

Com a globalização, o jogo de esquerda e direita é mesmo uma piada, uma luta falsa entre a Kátia Abreu e o MST que, embora os dois sejam brasileiros e, na sua perspectiva desejem o melhor para o país, alguém de fora do Brasil está ganhando com isso.

A luta de hoje não é entre capital e trabalho, mas de mundo real e mundo virtual; entre o litro de leito suado ganho pelo produtor e a especulação das multinacionais que botam uma marca nele; entre os técnicos e empresários de uma indústria local e os banqueiros que realmente mandam no mundo fabril; entre o capital global e o capital nacional.

Temos muito mais em comum com a direita nacional e patriota, que com a social-democracia entreguista que defende os EUA e este novo status-quo do mundo global, como os tucanos.

 
 
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Marco Antonio L.

Quer dizer que a aliança do PT com o candidato do PSD é o melhor para a cidade de São Paulo ? Para com isso. O Haddad não precisa de PSD e de ninguem para ser eleito. Que história mais sem fundamento. Se o PT fizer alguma coligação será com o PT mesmo. Lula e Dilma apoiando não tem pra ninguem. Que matéria mais partidária em defesa dos democratas. Que horror.

 
 
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João Sabóia Jr.

Nassif, você escreve
Mas Chalita não teria chance, ainda segundo o PSD, pois estaria contra ele o chamado partido da mídia. Na sua avaliação, ante o risco Chalita os jornais tapariam o nariz e, se não apoiarem Haddad, pelo menos se mostrariam neutros.

Não entendi de onde o PSD vê que o PIG é contra Chalita?

Chalita tem o respaldo da Igreja, é muito simpatizante do Movimento Canção Nova Católico.

Vejo que é uma força a se considerar

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Roberto Locatelli

Se Haddad fizer aliança com Kassab, seja qual for o resultado das urnas, o PT paulista será extinto. A militância abandonará o partido.

 
 
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josé adailton

Para os iniciados no blog(deve haver alguns, suponho) o Serra incompetente deve ser considerado de modo relativo pois vejamos: Serra foi eleito governador do estado, eleito prefeito de são paulo , eleito 2 vezes senador , eleito para 2 mandatos de deputado federal, foi 2 vezes nomeado ministro.Será difícil encontrar políticos considerados incompetentes com um currículo a altura de José Serra, que só agora depois de 2 derrotas para Lula (derrotas que só relativamente são provas de incompetência ), tornou-se em definitivo  um "cachorro morto" da política .

 
 
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Roberto Locatelli

Serra, assim como os tucanos em geral, é paparicado e protegido pela mídia. Se não fosse assim, ele teria sua carreira encerrada na época do apagão. Aquele desastre ocorreu por falta de planejamento do governo FHC. Serra era ministro... do planejamento.

 
 

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