A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana

Por Daniel Miyagi

De O Estado de S. Paulo

Kassab deu um baile político no PT e no PSDB, diz senador petista

Para Jorge Viana, prefeito de São Paulo conseguiu deixar siglas em 'crise existencial' e tirou DEM do mapa

16 de fevereiro de 22012 
 
Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Amigo do ex-presidente Lula, o senador Jorge Viana (PT-AC) diz que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) jogou os petistas numa "crise existencial" por causa da oferta de apoio à candidatura de Fernando Haddad. "Kassab nos deixou numa sinuca. Esse prefeito está dando um baile de política tanto no PT como no PSDB." Ex-governador do Acre, eleito pela primeira vez graças a uma aliança com o PSDB, Viana sempre comprou briga com o PT por seu pragmatismo. Agora, porém, não tira a razão da senadora Marta Suplicy (PT-SP), para quem a parceria com Kassab - que esteve ontem com a presidente Dilma Rousseff - virou um pesadelo.

Senador Jorge Viana avalia atuação de Kassab no jogo político - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Senador Jorge Viana avalia atuação de Kassab no jogo político

Kassab foi vaiado na comemoração de 32 anos do PT. Não é contraditório Fernando Haddad aliar-se ao PSD de Kassab?
Não vejo problema nas vaias, que são parte da democracia interna. Agora, Kassab está se configurando como um dos maiores jogadores da política. Nunca tinha visto alguém terminando um mal governo com tanta força. Esse prefeito está dando um baile de política tanto no PT como no PSDB. Faz os dois viverem crises existenciais, além de tirar o DEM do mapa.

É um erro o PT aliar-se a ele?
A maior prioridade nossa, hoje, é ganhar São Paulo. Como o PT, que está no terceiro mandato no governo federal, fica fora das administrações de São Paulo, Belo Horizonte e Rio? O problema é que, se a aliança com o PSD ocorrer, será em cima de um pragmatismo que não é bom para a história do PT nem para a política. Boa parte da base que sustenta o prefeito não nos apoiará. Kassab nos deixou numa sinuca. Pode ser que ele não seja a melhor alternativa.

O sr. compartilha da opinião da senadora Marta Suplicy (PT-SP), para quem seria um pesadelo acordar de mãos dadas com Kassab no palanque?
A Marta fez um dos gestos mais interessantes, ao abrir mão da candidatura para apoiar Haddad. Ela já deu uma contribuição importante e tem autoridade para fazer qualquer comentário. Nesse ambiente político em que a gente vive temos de passar noites maldormidas.

A aliança entre o PT e o PMDB vive momentos difíceis por causa da briga por cargos. Essa parceria deve prosseguir?
Deve, claro. Fizemos um casamento de papel passado com o PMDB e temos de assumir. O PT tem se sacrificado e eu concordo com isso. Acho que, depois de um ano, esse casamento está indo melhor do que muitos que eu conheço por aí.

O PT mudou o discurso e agora aplaude os leilões de concessão dos aeroportos. O partido errou quando criticava as privatizações do governo Fernando Henrique?
Em setores estratégicos temos de manter o controle público, mas não vejo sentido em deixarmos determinadas áreas nas mãos do Estado. O que o PT faz hoje é uma privatização seletiva. Há grande diferença com aquilo que foi feito quando FHC era presidente. O PSDB meteu os pés pelas mãos.

deral, num ano eleitoral, não constrange os candidatos do PT?
Está passando da hora de nós, do PT, enfrentarmos esse problema. Acredito que os juízes terão de se manifestar com base em provas. O julgamento feito até aqui foi injusto com o PT, foi parcial. Essa crise nos deixou cicatrizes muito grandes. São marcas que nunca vão sair.

Qual é, hoje, o maior desafio do partido?
O PT tem de se cuidar para não virar refém do poder que conquistou. Isso vale para a esfera federal, estadual e municipal. O Acre, por exemplo, é o governo mais longevo do PT, que administra o Estado há 14 anos. Aprender a lidar com o poder é lembrar que temos dia e hora para sair e ceder o lugar a outro.

O senhor, então, é contra a reeleição da presidente Dilma?
Sou a favorável à reeleição. Podemos ter 20 anos no poder, mas não podemos ter cegueira situacional.

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53 comentários
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Filipe Rodrigues

O pragmatismo vai é matar o PT, os petistas que não abram o olho antes da água chegar ao pescoço...

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Então, eu estava errado ?

Re: A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Fuhgeddaboudit™

Não me lembro bem porque escrevi isto, mas ....... recordar é viver.

ter, 02/11/2010 - 12:59  - Fuhgeddaboudit

FHC - Esqueceram de mim !!!

A maior estupidez do PSDB (depois da mesquinha omissão de Aécio, que não será presidente).

O  RJ "rachará" e São Paulo elegerá KASSAB, um superdotado contra quem o PT deverá se acautelar (talvez já em 2014) !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Francisco Ernesto Guerra

 

"O  RJ "rachará" e São Paulo elegerá KASSAB, um superdotado contra quem o PT deverá se acautelar (talvez já em 2014) !!!"

Seu comentário, caro Sr. Gato Preto, se presta a interpretações danúbias, como dizia o finado Vicente Matheus.

 
 
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Tarkus

Fug, o PT não "vai ter" que comer na mão do Kassab! Por que vc diz que  "vai ter"?  O PT só comerá na mão do PSD se se despuser a expor sua falta de coerência e se  sujeitar ao maior vexame de sua história. Kassab reprenta a extrema direita paulistana, mais à direita até que o próprio PSDB.

Os acordos feitos entre PT e PSDB já foram vergonhosos, especialmente o que enterrou a CPI do Banestado em 2003... Essa aliança será a desmoralização TOTAL do partido em SP.

Se essa aliança se confirmar VOTO NULO! Passamos os dois mandatos do Kasab desconjurando o cara pra agora se aliar a ele?  O que o PT está pensando? Que somos todos idiotas?

 

 
 
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alexandre toledo

ora voce não vota no PT deixa de bobeira

 

alexandre toledo

 
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Tarkus

Cara, se vc se expresar um pouco melhor, quem sabe eu possa lhe entender...  Tô boiando... O que exatamente vc quis dizer?

 
 
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Vânia

Acho que o Alexandre também não entendeu o que você quis dizer com "despuser". Confesso que nem eu sei o que significa "despor".

 
 
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Vânia

Vamu cumbiná que a sua frazi 

"O PT só comerá na mão do PSD se se despuser a expor "

não ficô legá.

 
 
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Tarkus

"ora voce não vota no PT deixa de bobeira"

Acho que entendi...
Olha, eu não sou petista de carteirinha, mas venho votando no PT para alguns cargos já faz tempo. Pra presidência, desde sempre. Acho que a sua bola de cristal falhou.
Digo que não sou partidário de carteirinha porque se me encher muito o saco eu anulo mesmo.
Essa aliança  PT/PSD é um potencial motivo pra eu anular. "Potencial" porque  a aliança ainda não é oficial.

 

 
 
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Andre Araujo

O comentario é muito natural, os Viana são a primeira oligarquia petista, no estilo do coronelismo

tradicional da região, é Viana e Viana, já são donatarios do Acre, a estrela vermelha é apenas um enfeite.

 
 
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Nilson

É verdade André araujo.?! Em São Paulo a oligarquia que está até hoje no poder vem dos tempos do governador Franco Montoro.

 

Nilson Fernandes

 
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Nilson

São todos oriundos do MDB. Covas, FHC, Serra, Montoro, Quércia, Fleury, Alckmin etc....se separaram e criaram o PSDB, mais corrupto que o PMDB do Quércia.

 

Nilson Fernandes

 
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josé adailton

Só mais. Mas como em política tudo é relativo, o mais pode ser menos e o menos , mais.

 
 
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Andre Araujo

Resposta tola. As oligarquias estão no poder no Brasil desde o Descobrimento MAS O PT se formou para acabar com essas oligarquias e não para fazer outras.

 
 
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Nilson

Concordou quer há oligarquia em SP !

 

Nilson Fernandes

 
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Tarkus

Eu gostraia de saber ONDE não há oligarquia... Ah, meu Deus, diga onde é esse paraíso! Até nos mais longínquos rincões deste País há coronéis e seus asseclas corrompendo autoridades, elegendo políticos de aluguel,  intimidando eleitores  e a sociedade e, comprando votos, seja diretamente, seja em forma de propaganda.

 
 
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Andre Araujo

Oligarquia pressupõe parentesco. Quem é parente de quem no Governo de S.Paulo?

 
 
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Zé das Couves

Não pressupõe não! Oligarquia, qualquer estudante de ensino fundamental sabe, significa "governo de poucos". Esses "poucos" não necessariamente são da mesma família. Podem ser de um mesmo grupo econômico, de um mesmo partido, e assim por diante.

 
 
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Tarkus

Exatamente, oligarquia não se refere necessariamente a perentes.:

(o.li.gar.qui:a)

sf.

1. Governo exercido por indivíduos que pertencem a um pequeno grupo, a um só partido, classe social ou família

2. P.ext. Predominância de um pequeno grupo na cúpula de um governo ou no trato dos negócios públicos, ger. para defender interesses próprios

http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=oligarquia

 


 

 
 
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Marco Antonio L.

 
Paulo Teixeira: “Aliança com o Kassab em SP não dá liga”


 


 


Conversei hoje (quarta-feira, 15.02) por telefone com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que, até a semana passada, foi o líder do PT na Câmara dos Deputados, tendo sido substituído pelo também paulista deputado Jilmar Tatto.


A conversa girou em torno da agenda básica da política neste momento, que passa pela instalação da CPI da Privataria, pela aliança eleitoral do PT de São Paulo com o PSD e pelo envio da Lei da Mídia ao Congresso.


Sobre a CPI da Privataria, o parlamentar julga que é açodamento dizer que não será instalada. O assunto ainda estaria sendo objeto de avaliações políticas que não soube me dizer exatamente quais seriam porque ainda precisaria se “atualizar” sobre o tema.


Também negou ter qualquer informação sobre arquivamento do pedido de investigação pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que é quem detém a palavra final sobre o assunto.


Teixeira se nega a fazer um prognóstico sobre a instalação ou não da CPI, não soube informar por que não seria instalada se já tem as assinaturas necessárias, mas ressalta que é favorável a ela.


Sobre possível aliança entre o PT e o PSD em São Paulo – a dita “aliança com Kassab” –, o deputado não só é contra como desdenha de sua concretização por julgar que “não dá liga”, ou seja, porque seria completamente inaceitável para a militância.


Perguntado sobre qual seria a diferença entre o PT se aliar ao PSD de Kassab e a outras siglas de viés conservador com as quais já mantém alianças, Teixeira ressalta que os entendimentos eleitorais com o PSD existem e se reproduzem no nível nacional, em várias cidades. Todavia, em São Paulo tal aliança seria inviável.


A dificuldade maior seria a desmoralização do discurso do PT. “Em São Paulo, localmente, não temos como desdizer tudo o que dissemos sobre o PSD e sobre Kassab. Tal aliança geraria ampla desmobilização da militância”, ponderou o entrevistado.  E o deputado descrê de que tal aliança se concretize.


Já sobre a Lei da Mídia, não há novidades. Segundo ele, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, prometera que seria enviada ao Congresso no fim do ano passado e nada ocorreu. O que pôde informar é que a bancada do PT na Câmara cobrará o que lhe foi prometido pelo ministro.


Finalmente, o deputado Paulo Teixeira lembra que sempre foi – e que continua sendo – favorável à regulamentação das comunicações eletrônicas no Brasil. Entretanto, negou-se a dar certeza de que o governo enviará o projeto de lei ao Congresso.


—–


Da leitora Ana Quaiato

14.12.12


Da Agência Carta Maior


Novo marco da mídia vai a consulta pública nos próximos dias


por Najla Passos


Paulo Bernardo (Comunicações) prepara-se para pedir aval à presidenta Dilma Rousseff para fechar data e iniciar consulta. Segundo ele, objetivo é adequar Código Brasileiro de Telecomunicações, que em agosto completa 50 anos, à Constituição de 1988. Em seminário, ministro diz que é contra controle de conteúdo e a favor de limitar capital estrangeiro na internet.


Brasília – A proposta de um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, engavetado no ministério das Comunicações desde o início do governo Dilma, vai entrar em consulta pública nos próximos dias, informou nesta-terça (14) o ministro Paulo Bernardo. E já promete pelo menos duas grandes polêmicas. Criar ou não mecanismos de controle público do conteúdo das emissoras. E limitar ou não da presença de capital estrangeiro em portais de internet de conteúdo jornalístico.


Na abertura de um seminário sobre políticas de telecomunicações nesta terça-feira (14), Bernardo se alinhou, no caso da regulação de conteúdo, com o que pensam as empresas de radiodifusão, para as quais a única forma de controle deve ser o controle remoto. Para movimentos pela democratização da mídia, deveria haver critérios mais rígidos para a garantia da qualidade.


“A nossa Constituição não prevê o controle prévio de conteúdo, a não ser em casos bem específicos, como na proibição de propaganda de cigarros, bebidas alcoólicas e agrotóxicos, como já é feito hoje”, afirmou.


O ministro reconheceu que o setor de radiodifusão é capaz de fazer pressão suficiente para intimidar o governo, como tem ocorrido historicamente. “O setor tem um peso muito grande no Brasil, não só economicamente, já que movimenta R$ 20 bilhões, mas porque seus serviços são extremamente populares entre a população”.


Entretanto, Paulo Bernardo disse que o governo não vai se deixar acuar pela alegação de que regulamentar a mídia é tolher a liberdade de expressão. “Essa discussão de limitação da liberdade de expressão está fora. O que vamos fazer é readequar a legislação do setor, que é de 1962, dentro dos aspectos que estão na Constituição”, explicou.


Em relação à participação de capital estrangeiro em sites jornalísticos, o ministro também defendeu posição que agrada grandes veículos de comunicação, em oposição às gigantes multinacionais das telecomunicações. Para Paulo Bernardo, se a limitação de 30% serve para TVs, rádios, jornais e revistas, deve pautar também os veículos da internet.


“Nós teremos que discutir se um jornal eletrônico é veículo de comunicação. Eu acho que é. O governo ainda não tem posição, ainda não discutimos isso. Mas se ficar definido que é, vamos ter que fazer cumprir a lei”, explicou. Segundo ele, a Advocacia Geral da União (AGU) já foi acionada para emitir parecer sobre o assunto, que também será debatido em outras esferas do governo.


Para o ministro, a discussão será jurídica, mas também técnica. “Precisamos saber também se esse reconhecimento teria efetividade, já que as empresas de conteúdo internacionais, a princípio, podem simplesmente alojar seus sites em outros países”, acrescentou.


A limitação da presença de capital estrangeiro nos sites de conteúdo jornalístico interessa as grandes empresas jornalísticas, que já sofrem a restrição nos veículos impressos, de rádio e TV, mas é vista com maus olhos pelas multinacionais das telecomunicações, que exploram serviços de telefonia e internet no Brasil e querem continuar como acionistas principais dos veículos que operam.


Paulo Bernardo confirmou que o projeto de novo marco toma como base a proposta herdada do governo Lula , de autoria do ex-ministro da Comunicação Social da Presidência Franklin Martins. “Nós trabalhamos no projeto e conseguimos avançar em alguns pontos. Agora, estamos realizando conversas internas no governo para finalizá-lo”, acrescentou.


Segundo ele, já estão agendadas conversas com outros órgãos do governo, como Casa Civil e Ministério da Cultura. Depois, o projeto será debatido com a presidenta Dilma, que irá bater o martelo sobre prazo e formato para disponibilizar a consulta pública. Só depois as conversas envolverão o Congresso Nacional e, por fim, a sociedade civil organizada.

 
 
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FabioT

essa desculpa do pragmatismo não me convence mais,


o pt quer ocupar o centro mas o risco é passar  do ponto,


 como essa suposta aliança com kassab


e otras cositas

 
 
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Fuhgeddaboudit™

O PT não quer pasar para o Centro coisa nenhuma; um partido aberto a negócios estranhos, como qualquer outro; Não seria este, apenas, mais um movimento de insurgência tipo "Occupy São Paulo"? Para isso valeria , até, vender a alma ao diabo ou a associação ao fascismo ???

Re: A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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ruyacquaviva

O Kassab foi muito esperto em se desvenciliar do DEMo, levando embora boa parte do espólio político do partido.

Na verdade é uma estratégia semelhante à mudança de nome do PFL para DEMo e que eles estão patéticamente reeditar ao querer grafar o nome do partido como Democratas, banindo a sigla em que haviam investido até agora. Mudar o nome para ficar tudo igual não dá certo quando fica tudo igual MESMO, com os mesmos políticos e as mesmas alianças. Era muita cara de pau querer que a população caisse nessa patacoada.

Já o PSD pode dizer que não é o DEMo porque o DEMo ainda existe. Moribundo mas existe. Ao estabelecer essa diferenciação meramente formal, conseguiu se livrar do grande fardo que é o alinhamento automático aos tucanos e às teses do PIG. Nisso ele foi realmente esperto. Levou a maior parter do cacife político do DEMo, vitaminado por alguns dissidentes das hostes demotucanas e conseguiu colocar-se em posição de negociar. Impressionante que a proposta deles é ser mesmo uma legenda de aluguel, um partido meramente fisiológico, na cara dura.

 
 
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Vânia

Ruy, seu comentário merece uma ilustração.

Re: A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana
 
 
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ruyacquaviva

Perfeito...

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Ruyacquaviva (quinta-feira, 16/02/2012 às 16:04 e quinta-feira, 16/02/2012 às 16:30),


Gostei da sua análise do seu primeiro comentário, salvo o final que me pareceu desmerecedora do trabalho de Gilberto Kassab, quem fez todo o esforço de criar o PSD. Diz você:


“Impressionante que a proposta deles é ser mesmo uma legenda de aluguel, um partido meramente fisiológico, na cara dura”.


Pelo que você diz o PSD nunca lançará um candidato à presidência da República. Pela idade de Kassab e pela capacidade empreendedora dele demonstrada na construção de um partido político ao mesmo tempo que governava São Paulo, a candidatura dele à presidência da República não é uma opção que se deva descartar. Ainda mais que se mostrou competitivo em uma eleição contra Geraldo Alckmin e Martha Suplicy.


Um partido se mostrar como partido de aluguel nos seus momentos iniciais não revela muita coisa sobre o partido, salvo o pragmatismo, se realmente foi em decorrência do pragmatismo que o partido preferiu se apresentar como partido de aluguel. Enfim, para mim, sua frase só adquiriu componente crítico após o complemento sobre o caráter fisiológico do partido em um sentido que foi confirmado pelo suporte que você dá ao comentário da Vania enviado junto ao seu quinta-feira, 16/02/2012 às 16:21.


Para mim, caracterizar o PSD como partido meramente fisiológico nada significa, se você não define previamente o que você entende por fisiologismo. Afinal, se você o emprega no sentido que eu entendo e deixei meus esclarecimentos sobre isso junto ao post “Vaccarezza, não suje mais o PT” de 07/04/2010 no blog “politicAética” de Pax, você se refere a uma característica essencial da democracia representativa moderna. O endereço do post “Vaccarezza, não suje mais o PT” que tratava da Ficha Limpa, debate que volta a ser travado, agora praticamente com um viés favorável a se ter o impedimento imposto pela legislação da Ficha Limpa, pode ser visto no seguinte endereço:


http://politicaetica.com/2010/04/07/vaccarezza-nao-suje-mais-o-pt/


Só que ao endossar a ilustração de Nani que Vânia trouxe em comentário enviado quinta-feira, 16/02/2012 às 16:21, para junto do seu comentário, você dá sentido negativo ao que você dissera antes e acaba fazendo uma crítica extensiva aos políticos que provavelmente só não alcança aos políticos do partido pelo qual você tem simpatia se é que ele existe. É uma visão preconceituosa e de soberbia. É como se dissesse, eu tenho o comportamento superior que todos os demais devem seguir. Chamo essa visão de visão da ética da soberbia, no sentido que os termos ética e soberbia são conflitantes e a ética da soberbia é só um arremedo de ética.


Não penso que os políticos deveriam ser qualificados assim: bons e maus políticos. Políticos deveriam ser qualificados de acordo com a ideologia que professam. Políticos, e Gilberto Kassab é um político, só podem ser avaliados pela ideologia que professam e, assim mesmo, a única coisa que se pode dizer é se a ideologia de quem está sendo julgado é próxima ou afastada da ideologia do julgador.


Gilbero Kassab é jovem, empreendedor e com carisma junto a certos grupos sociais. Disso evidentemente não se pode concluir que ele tenha sido um bom ou um mau prefeito. E a avaliação que se faz do que ele fez por mais competente que a pessoa seja como avaliador ainda assim será uma avaliação presa à ideologia do avaliador. Ele seria um bom prefeito se fizer as coisas que a minha ideologia considera que devam ser feitas.


Mesmo quando procuramos índices quantitativos que possam ajudar na qualificação de um governante, pretendendo dar objetividade a nossa avaliação, escolhemos os índices ou os ponderamos subjetivamente de acordo com a nossa ideologia.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 16/02/2012

 
 
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Paulo F.

Do Ig

Eleições | 06:01

Eduardo Suplicy sobre a candidatura Serra: “Parece que Marta tinha razão”

 

Se realmente o ex-governador José Serra se lançar candidato a prefeito de São Paulo, o ex-presidente Lula terá que engolir dois sapos:

 

O primeiro é o provável apoio do atual prefeito Gilberto Kassab a Serra, mesmo depois de Lula ter feito o PT levá-lo para festa de 32 anos do partido.

 

O segundo se chama Marta Suplicy. A ex-prefeita defendia seu próprio nome como melhor do que o candidato de Lula, o novato Fernando Haddad, porque o adversário pelo PSDB acabaria sendo José Serra.

 

Ao Poder Online, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) confirma que sua ex-mulher, de fato, sempre sublinhou, nas reuniõoes do partido,  sua certeza acerca da candidatura Serra.

 

A propósito: Suplicy também se mostra como um outro sapo que Lula talvez tenha que engolir:

 

– Tudo indica que a eleição em São Paulo terá segundo turno. Mas se eu fosse o candidato, podíamos vencer no primeiro turno.

 
 
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Prometeu

Prezados,

Por mais que se queira ser pragmático, nesse momento não é possível. Quem se aliar a Kassab perderá a bandeira de oposição. Isso é uma burrice descomunal.

Era só o que faltava. O PT, que sempre combateu o governo municipal, aliado ao situacionista e péssimo prefeito Kassab, enfrentado o PSDB que empunhará bandeira de oposição, apropriando-se de todas as críticas ao mandatário que se vai. E com todo o barulho da mídia a seu favor.

Vão conseguir ressuscitar o vampiro da Moóca.

Putz!

 
 
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Ana Cruzzeli

Oh, Prometeu

 Deixa o Zezinho da Mooca se candidatar menino!

 Veja só o cenário.

  O Zezinho vai atrás do Kassab pedir a mão do Meireles em casamento.

 Aí o Kassab pergunta:

 - O que ocê tem a oferecer para minha filha? Você tem emprego, forma de sustentar a menina , um teto de proteção, alguma herança em seu nome?

O que o Zezinho vai responder?

 - Estou desempregado ultimamente, moro na casa da minha filha,  meu dinheiro  está  em nome de terceiros, nem diploma eu tenho.

O Kassab não terá outra saida, vai mandar Zezinho praquele lugar,  que o coiso ruim sabe muito bem onde é que fica. 

E ainda vai emendar

- O melhor partido para minha filha  é o Haddad, na verdade é um partidão e seu padrinho, o Lulão, conhece todo mundo, vem de boa familia e já disse que vai dividir sua herança com seu afilhado. Já o seu padrinho, Zezinho, é aquele FHC, 75% da população  quer ve-lo a  distancia de tiro e o que é pior ele deixa sua herança para o filho do Ricardão.

 
 

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