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A equipe do Ministério da CulturaEnviado por luisnassif, sex, 21/01/2011 - 15:24(Atualizado em 21 de janeiro, às 16h27)
Do Ministério da Cultura
Ministra da Cultura anuncia equipe Brasília, 21 de janeiro de 2011 – A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, define a equipe com que vai implementar as políticas culturais do governo da presidenta Dilma Rousseff. São duas as mudanças estruturais. Uma é a criação de uma Secretaria da Economia Criativa. “Não é possível ignorar, neste início do século XXI, a importância da economia da cultura para a construção de uma nação desenvolvida. Por isso, decidimos criar uma estrutura que possa pensar todas as potencialidades desta área no Brasil”, afirma a ministra. A segunda alteração é a unificação das atuais Secretaria de Cidadania Cultural e Secretaria da Identidade e Diversidade na nova Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural. “A nova secretaria terá áreas específicas para cuidar de cada tema, mas ganhará em eficiência por meio da integração das políticas voltadas ao cidadão, que antes eram executadas em secretarias diferentes”, explica a ministra. A seguir, os nomes escolhidos pela ministra: Secretário-executivo: Vitor Ortiz, secretário da Cultura das cidades gaúchas de Viamão (1997/2000), Porto Alegre (2002/2004) e São Leopoldo (2009/2010). Foi diretor da Funarte e diretor de relações institucionais da Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL e gerente da Gerência Regional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro. Secretário de Articulação Institucional: Roberto Peixe, designer, arquiteto e gestor cultural, foi secretário de Cultura de Recife de 2001 a 2008. Antes, havia sido Secretário do Patrimônio Cultural e Turismo da cidade de Olinda, em 1995. A partir de 2009, assumiu o cargo de Coordenador Geral de Relações Federativas e Sociedade da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, e passou a coordenar a elaboração e implantação do Sistema Nacional de Cultura (SNC). Secretária do Audiovisual: Ana Paula Santana, advogada, especialista em relações internacionais e gestão do entretenimento. Entrou na SAV em 2002 como estagiária. Depois, foi para a coordenação internacional da SAV e para a área de fomento a programas e projetos audiovisuais. Foi chefe de gabinete e, depois, Diretora de Programas e Projetos Audiovisuais, cargo que ocupava até agora. Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural: Marta Porto, mestre em Ciências da Informação pela UFMG, especialista em políticas de comunicação, cultura e investimento social privado. Consultora de entidades e organizações multilaterais como a UNICEF. Foi Diretora de Planejamento e Coordenação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte (1994/96) e Coordenadora Regional do Escritório da UNESCO do Rio de Janeiro (1999/ 2003). Secretária da Economia Criativa: Cláudia Leitão, Doutora em Sociologia pela Université de Paris V, é professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará (UECE), onde lidera o Grupo de Pesquisa sobre Políticas Públicas e Indústrias Criativas. Foi Secretária da Cultura do Estado do Ceará no período de 2003 a 2006. Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura: Henilton Menezes, produtor cultural e consultor para elaboração de projetos. Foi gerente da área de cultura do Banco do Nordeste, sendo responsável pela criação e desenvolvimento do Programa BNB de Cultura, edital de patrocínios culturais e pela instalação da rede de centros culturais da estatal. É secretário de Fomento e Incentivo à Cultura desde o início de 2010. Secretário de Políticas Culturais: Sérgio Mamberti, ator e dramaturgo, foi secretário de Artes Cênicas; de Música; e de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Em 2008, assumiu a presidência da Fundação Nacional das Artes (Funarte). Diretor-geral da Agência Nacional de Cinema: Manoel Rangel, neste mesmo cargo desde dezembro de 2006, é cineasta, formado pela Universidade de São Paulo (1999). Foi presidente da Comissão Estadual de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2001/2002) e assessor especial do ministro Gilberto Gil (2004/2005), quando coordenou o grupo de trabalho sobre regulação e reorganização institucional da atividade cinematográfica e audiovisual no Brasil. Presidente da Fundação Biblioteca Nacional: Galeno Amorim, jornalista e escritor, foi secretário de Cultura de Ribeirão Preto na gestão do então prefeito Antonio Pallocci. Presidiu o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe e participou da criação do Plano Nacional do Livro e Leitura. É diretor do Observatório do Livro e da Leitura e consultor internacional de políticas na área. Presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa: Emir Sader, formado em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Aposentou-se como professor de sociologia. Passou a ser professor da UERJ, onde trabalha, nos cursos de Políticas Públicas e História. Autor, entre outros, de “A nova toupeira”, e organizador de “Latinoamericana – Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe”, ganhador do Prêmio Jabuti como o melhor de não-ficção do ano. Presidente da Fundação Cultural Palmares: Eloi Ferreira, ex-ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) em 2010. Antes, havia ocupado a secretaria-adjunta da Seppir e coordenado a equipe organizadora da 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Presidente da Fundação Nacional das Artes: Antonio Grassi, ator, diretor e produtor, cursou Ciências Sociais na UFMG. Foi secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, além de presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro e presidente da Funarte. Atuou como assessor especial do Governo do Estado de Minas Gerais. Ocupava, até agora, o cargo de gerente executivo regional da TV Brasil no Rio de Janeiro. Presidente do Instituto Brasileiro de Museus: José do Nascimento Jr, formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DEMU/Iphan). Preside o Ibram desde a criação da autarquia, em janeiro de 2009. Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: Luiz Fernando de Almeida, arquiteto. Lecionou na área durante 16 anos. Atuou em projetos de Desenvolvimento Urbano e de Habitação na Companhia Metropolitana de Habitação, na Empresa Municipal de Urbanização e na Câmara Municipal de São Paulo. É presidente do Iphan desde 2006. Por Carlos Henrique Machado Bom Nassif, está aí a lista com os novos nomes do MinC e as novas perspectivas, o que, com certeza trará à tona um debate polêmico. Neste contexto em que a SID (Secretaria da Igualdade e Diversidade) foi incorporada à SCC (Secretaria de Cidadania Cultural), ou seja, não há como não dedicar uma crítica a essa absurda incorporação que sabemos todos o que significa. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural, sem sombra de dúvidas, foi o grande estandarte do Ministério da Cultura do governo Lula. A SID foi emblemática na mudança de paradigmas. Foi ela quem viabilizou todas as pautas voltadas à cultura de base da sociedade brasileira. Por outro lado, a já antológica e ficcional indústria criativa terá um programa especial definido pela nova Secretaria da Economia Criativa, lembrando sempre que essa indústria é um espécie de cartilha da cultura corporativa, pelo menos é essa a cartilha comercial em torno dos bens culturais oferecida pelos gestores neoliberais. Mesmo desprovida de competência cultural associada à qualidade ou à legitimidade, é essa a grande joia da coroa, sobretudo quando se quer defender a ferro e fogo a ciranda da Lei Rouanet. Infelizmente são símbolos que nos chegam dentro do contexto da mundialização da cultura que perde seus sabores tão brasileiros para mergulhar na organizada instituição da cultura da baunilha. Ganham pauta também as agendas erradas de Gil e Juca, o Audiovisual e a Ancine estão aí atendendo ao lobby do medalhonismo global que acaba sendo também os grande captadores das peças teatrais ou das produções importadas. Já a música que não mereceu um documento especial, assim como na era Gil e Juca, segue dentro da mesma estrutura, detidamente soterrada nas políticas da Funarte. Se tratarmos de cada tema e refletirmos sobre as futuras ações do MinC, teremos um belo retorno à era FHC na cultura. Talvez com certas convenções políticas ou certas ressignificações, termo muito em moda na seara ténica dos gestores corporativos. Não há como não lamentar profundamente os reflexos negativos que a extinção da SID trará, sobretudo no campo do estudo das matrizes brasileiras, das bases, das sementes e, principlamente da possibilidade de diálogos e a consolidação da integração do Brasil. Sinceramente, Nassif, essa iniciativa foi um retumbante retrocesso. Isso parece mais os programas da diversidade calculada laboratorialmente pela bolha especulativa comprometida com as grandes corporações. A cultura do Brasil estabelecia um outro parâmetro para a cultura do povo que é fundamentalmente a base do mais rico pensamento da nossa cultura. Estávamos alegres com o renascimento da possibilidade de nos encontrarmos com o pensamento de Mário de Andrade, com todo aquele extraordinário mapeamento e suas consequências tão identificadas com o melhor da nossa cultura artística, mas, por motivos que não sabemos quais e que só podem ser diletantes e indicidualistas, o Ministério de Ana de Hollanda se divorcia da identidade racial brasileira logo na primeira ação de seu calendário. Ela ainda acredita ser uma defensora do patrimônio nacional. Deixo aqui, para serem refletidas, as palavras de Mário de Andrade... "Nós, modernos, manifestamos dois defeitos grandes: bastante ignorância e leviandade sisitematizada. É comum entre nós a rasteira derrubando a jangada nacional. Pode-se dizer que o populario musical brasileiro é desconhecido até de nós mesmos. Vivemos afirmando que é riquíssimo e bonito. Está certo. Só que me parece mais rico e bonito do que a gente imagina. Sobretudo mais complexo". (Mário de Andrade).
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Comentários + votados
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Carlos Henrique Machado
21/01/2011 - 14:36
Bom Nassif, está aí a lista com os novos nomes do MinC e as novas perspectivas, o que, com certeza trará à tona um debate polêmico. Neste contexto em que a SID (Secretaria da Igualdade e Diversidade...
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Clovis Campos
21/01/2011 - 19:02
Evito "caetanizar" de dar pitacos em tudo; mas estou intrigado com os acontecimentos no Ministério da Cultura.
Nos limites de minha ignorância não sei quem é Ana de Holanda politicamente e ,portanto...
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meu nome é Tonho
21/01/2011 - 21:06
Marco L,
Essa campanha contra a Ministra tem outra dimen$ão, tem a dimen$ão financiera, pode acreditar nisso. Muita fonte deve ter dado sinal de secagem. Escute só. É lamentável quando se sabe...
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Rivaldo - Salvador
21/01/2011 - 21:44
“Secretária do Audiovisual: Ana Paula Santana, advogada, especialista em relações internacionais e gestão do entretenimento. Entrou na SAV em 2002 como estagiária...
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marcos pardim
21/01/2011 - 23:02
caro meu nome é tonho, em políticas públicas, por óbvio que sempre haverá quem reclame baseando-se na tal fonte que secou. ainda é cedo para sairmos incensando ou espinafrando a ministra e sua equipe...
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Carlos Henrique Machado
22/01/2011 - 09:59
Pois é, o amigo "Meu nome é Tonho" ve uma campanha contra a ministra Ana de Holanda, mas sua preocupação tem sentido, porque o mesmo "meu nome é Tonho" manteve até pouco tempo uma campanha em favor...
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Jojoca
22/01/2011 - 22:35
O brasileiro sempre tentando dar um jeitinho, pra mim isso é igual a furar fila, sempre tentando um atalho pra se dar melhor que os outros. Pegar carona no comentário dos outros (só pra ser lido...
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Antonio da Boa Morte
23/01/2011 - 16:25
Caro Carlos Henrique Machado,
Importante que você não me convide para um jogo para o qual, com toda certeza, não estou interessado. Não pretendo demonizar quem quer que seja, muito menos Juca...
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Carlos Henrique Machado
23/01/2011 - 23:16
Antonio da boa lua!
Sua especulação em forma-de-sonata só piora sua sonolenta retórica!
Já tomou até uns cascudos de um comentarista em outro post por furar fila. rs
Quer que eu repita aqui o "...
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Maria Lucia de Andrade Pinto
21/01/2011 - 15:53
É . Mario de Andrade tem razão: "é comum entre nós a rasteira derrubando a jangada nacional."
Resta saber qual é a verdadeira jangada nacional. Porque rasteiras para o lado da Anna de Hollanda...
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Marco L
21/01/2011 - 16:27
Lamnentável a perseguição e o preconceito contra a Ministra Ana de Hollanda. Uma vergonha esse comportamento. Parece os demotucantos contra a Dilma, na eleição 2010. Que coisa.
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Antonio da Boa Morte
21/01/2011 - 19:36
Desculpe Augusto pegar carona no seu comentário(o primeiro da fila)
Só não entendo essa campanha com ares de sabotagem da Ministra recèm empossada com equipe que mal acaba de ser indicada (...
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Boa sorte para a nova equipe.da Cultura.
Desculpe Augusto pegar carona no seu comentário(o primeiro da fila)
Só não entendo essa campanha com ares de sabotagem da Ministra recèm empossada com equipe que mal acaba de ser indicada (vamos ver se a nomeação oficial aparece na segunda-feira pela manhã, enquanto isso os antigos continuam assinando documentos e recebendo por ainda estarem nos cargos).
Não me interessa a opinião de um ou de outro a respeito do "acham isso ou aquilo". Existe comentaristas que procurando compreender porque perderam o bonde radiografam o discurso de posse da Ministra na expectativa de pegá-la na contradição. Enganam-se, muitas surpresas (boas eu aposto) vamos ter com as 3 Marias.
Os comentários de Rovai em outro post é patético. Sua definição sobre ECAD é cômico, não fosse trágico o destino de Joaõ do Valle e Zé Ketti.
Triste Brasil.
Meu nome é Tonho.
Meu nome é Tonho
O brasileiro sempre tentando dar um jeitinho, pra mim isso é igual a furar fila, sempre tentando um atalho pra se dar melhor que os outros. Pegar carona no comentário dos outros (só pra ser lido primeiro) é tão deplorável quando o conteúdo do seu comentário. Mesmo que sua argumentação fosse válida, a forma com que você usou é abominável. "O meio é a mensagem."
Bom Nassif, está aí a lista com os novos nomes do MinC e as novas perspectivas, o que, com certeza trará à tona um debate polêmico. Neste contexto em que a SID (Secretaria da Igualdade e Diversidade) foi incorporada à SCC (Secretaria de Cidadania Cultural), ou seja, não há como não dedicar uma crítica a essa absurda incorporação que sabemos todos o que significa. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural, sem sombra de dúvidas, foi o grande estandarte do Ministério da Cultura do governo Lula. A SID foi emblemática na mudança de paradigmas. Foi ela quem viabilizou todas as pautas voltadas à cultura de base da sociedade brasileira. Por outro lado, a já antológica e ficcional indústria criativa terá um programa especial definido pela nova Secretaria da Economia Criativa, lembrando sempre que essa indústria é um espécie de cartilha da cultura corporativa, pelo menos é essa a cartilha comercial em torno dos bens culturais oferecida pelos gestores neoliberais. Mesmo desprovida de competência cultural associada à qualidade ou à legitimidade, é essa a grande joia da coroa, sobretudo quando se quer defender a ferro e fogo a ciranda da Lei Rouanet. Infelizmente são símbolos que nos chegam dentro do contexto da mundialização da cultura que perde seus sabores tão brasileiros para mergulhar na organizada instituição da cultura da baunilha.
Ganham pauta também as agendas erradas de Gil e Juca, o Audiovisual e a Ancine estão aí atendendo ao lobby do medalhonismo global que acaba sendo também os grande captadores das peças teatrais ou das produções importadas. Já a música que não mereceu um documento especial, assim como na era Gil e Juca, segue dentro da mesma estrutura, detidamente soterrada nas políticas da Funarte. Se tratarmos de cada tema e refletirmos sobre as futuras ações do MinC, teremos um belo retorno à era FHC na cultura. Talvez com certas convenções políticas ou certas ressignificações, termo muito em moda na seara ténica dos gestores corporativos.
Não há como não lamentar profundamente os reflexos negativos que a extinção da SID trará, sobretudo no campo do estudo das matrizes brasileiras, das bases, das sementes e, principlamente da possibilidade de diálogos e a consolidação da integração do Brasil.
Sinceramente, Nassif, essa iniciativa foi um retumbante retrocesso. Isso parece mais os programas da diversidade calculada laboratorialmente pela bolha especulativa comprometida com as grandes corporações. A cultura do Brasil estabelecia um outro parâmetro para a cultura do povo que é fundamentalmente a base do mais rico pensamento da nossa cultura.
Estávamos alegres com o renascimento da possibilidade de nos encontrarmos com o pensamento de Mário de Andrade, com todo aquele extraordinário mapeamento e suas consequências tão identificadas com o melhor da nossa cultura artística, mas, por motivos que não sabemos quais e que só podem ser diletantes e indicidualistas, o Ministério de Ana de Hollanda se divorcia da identidade racial brasileira logo na primeira ação de seu calendário. Ela ainda acredita ser uma defensora do patrimônio nacional.
Deixo aqui, para serem refletidas, as palavras de Mário de Andrade...
"Nós, modernos, manifestamos dois defeitos grandes: bastante ignorância e leviandade sisitematizada. É comum entre nós a rasteira derrubando a jangada nacional. Pode-se dizer que o populario musical brasileiro é desconhecido até de nós mesmos. Vivemos afirmando que é riquíssimo e bonito. Está certo. Só que me parece mais rico e bonito do que a gente imagina. Sobretudo mais complexo". (Mário de Andrade).
É . Mario de Andrade tem razão: "é comum entre nós a rasteira derrubando a jangada nacional."
Resta saber qual é a verdadeira jangada nacional. Porque rasteiras para o lado da Anna de Hollanda já estamos vendo várias. Uma atrás da outra!
Pois apesar das igrejinhas e panelinhas, penso que com a Anna o que vai passar é o Grande Samba Popular!
Dá-lhe Anna!
http://www.youtube.com/watch?v=9A_JrsJF6mM
Maria Lucia
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A resposta eu tenho na ponta da língua: Ana de Hollanda é do sul maravilha, pois não?
Ela pertence àquele grupo econômico/político/cultural e o escambau que olhando de sua paisagem, acha que tudo está às mil maravilhas....
Vamos financiar de novo as bundas cariocas e as pizzas paulistas.
Ou seja, voltamos à cultura bege.
Lamnentável a perseguição e o preconceito contra a Ministra Ana de Hollanda. Uma vergonha esse comportamento. Parece os demotucantos contra a Dilma, na eleição 2010. Que coisa.
Liga não, é a turma do PIG tentando morder pelas costas. A Dilma não é trouxa, muito pelo contrário. Deixa baterem, enquanto isso ela vai avançando. Estão tentanto na Educação também. Logo-logo vem pancada na Saúde, na Ciência e Tecnologia e por aí vai.
Como diz o PHA, o PIG está baratinado.
Para nós só resta ganhar avaliação uma estrela feita por espírito de porco que não tem coragem de contra-argumentar.
Marco L,
Essa campanha contra a Ministra tem outra dimen$ão, tem a dimen$ão financiera, pode acreditar nisso. Muita fonte deve ter dado sinal de secagem. Escute só. É lamentável quando se sabe tem muito cacique discutindo e pouca gente fazendo arte no Brasil.
abraço
Tonho
caro meu nome é tonho, em políticas públicas, por óbvio que sempre haverá quem reclame baseando-se na tal fonte que secou. ainda é cedo para sairmos incensando ou espinafrando a ministra e sua equipe, recém formada. mas uma parte de seu comentário merece ressalvas: para dar lustro ao seu ataque a quem critica a ministra, vc alega que há muito pouca gente fazendo arte no país. uma pergunta: ela foi escolhida pra ser ministra da cultura ou ministra da arte? morro de medo de quem pensa que cultura e arte são única e tão somente a mesma coisa... de antemão, prenuncio: se ela gerir o minc portando-se como ministra da arte, a cultura brasileira terá uma reducionista ministra...
Pois é, o amigo "Meu nome é Tonho" ve uma campanha contra a ministra Ana de Holanda, mas sua preocupação tem sentido, porque o mesmo "meu nome é Tonho" manteve até pouco tempo uma campanha em favor da nomeação de Ana de Holanda na comunidade do Blog, bastante agressiva por sinal ao Ex Ministro Juca ferreira.
Google!
Porque Ana de Holanda Sim e Juca Não MESMO!!!!? - Portal Luis Nassif
Acontece que depois que falei com ele em outra ocasião sobre sua campanha agressiva la e aqui, o conteudo da pagina evaporou! "Desculpe-nos – esta página não foi encontrada" mas esta no linc e no google o registro da sua dedicada campanha.
http://blogln.ning.com/forum/topics/porque-ana-de-holanda-sim-e
Como imagino que ele tem uma função mais importante do que se apresenta aqui anonimamente, poderia contribuir e muito se debatesse cada um dos mal entendidos e não entrar só para repetir que estamos praticando contra Ana ( por perdermos uma boquinha) o que ele praticou contra Juca "por pura ideologia"
Caro Carlos Henrique Machado,
Importante que você não me convide para um jogo para o qual, com toda certeza, não estou interessado. Não pretendo demonizar quem quer que seja, muito menos Juca Ferreira, e parece que você e um punhado de parceiros (não muito grande espero) estão com sangue na goela, como diria Jackson do Pandeiro para criar um clima de desconfiança em relação à atriz, cantora, gestora cultural Ana de Hollanda. Os métodos que comumente usam é o da desqualificação. O mais deplorável deles é esse de tentar “pegar na mentira”. Isso é tão rasteiro que nem merece grande espaço. Tentam repetir aqui como o cacoete “veja só o que ele já disse”, não só na tal postagem do Portal LN como o discurso da própria Ministra. Esse procedimento é pra lá de estudantil, colegial. A situação exige melhor qualificação, e menos fofoca. Mesmo procedimento tem feito o blogueiro Rovai, que chegou ao absurdo de escrever na sua grande “denuncia” dois dias atrás, que um amigo seu, que entende de conteúdos licenciados em Creative Commons, o havia assessorado. Hoje li que o grande conhecedor não passa de um embuste, um militante profissional que muita dor de cabeça deu aos próprios companheiros de partido. Na verdade o tal fonte é oportunista, que navega desde os tempos de assessoria de um conhecido líder do Partido, quando esse ainda era deputado estadual por São Paulo, e onde estiver espaço e dele possa se aproveitar. Mas essa questão não diz respeito a você e muito menos discutirei aqui. Falo que existe sim uma campanha e ela ao meu ver é sórdida.
Quando ao meu anonimato, talvez se você rever a política desse blog, e do Portal Nassif quem sabe vai descobrir que o anonimato foi estimulado pelo titular dos dois sites (???). Eu não teria nenhum problema de revelar meu nome, falar na primeira pessoa. Não sou eu quem proíbe, se é que me entende? Você talvez tenha necessidade de marcar posição com seu nome nos diversos veículos disponíveis que discutem o tema Cultura. Eu já tenho um nome conhecido pelo meu trabalho (que nem é excepcional assim), portanto não me parece que seja essa a questão, até porque nem acho que o grande artista possa ser o melhor debatedor. Para falar a verdade nem valorizo tanto assim meu trabalho, salvo quando tento que vender o produto dele resultante, aqui temos sim que manter preocupação com o conteúdo do que estamos tentando discutir.
Quanto à retirada do ar da postagem o fiz justamente por dois motivos: primeiro porque a contenda está decidida, Ana de Hollanda é Ministra da Cultura e ponto. O mais razoável é deixá-la trabalhar a partir de amanha. Segundo, porque quis evitar justamente esse golpe baixo de pinçar frases soltas aqui e ali, escritas ao sabor da hora. E acredite não foi por sua causa. Foi por conta de uma contumaz provocadora, também anônima, que inexplicavelmente postou dias atrás a porcaria do texto escrito pelo Rovai. O meu post tinha prazo de validade e não estava ali para ser o único instrumento de justificativa de minha escolha. O Portal faculta ao autor das postagens a sua retirada. Alguma coisa contra? Caso seja muito importante pra você escrevo com maiores detalhes porque escolhi entre Juca Ferreira e Ana Buarque de Hollanda, a segunda. Eu ficaria com ela novamente, muito mais pelo que ela pode e vai produzir do que pelos equívocos de Juca Ferreira. Só alerto uma coisa, bem apropriado a inútil discussão sobre a retirada do logo CC do site do MINC. O Autor desse texto expondo minhas posições sou eu, portanto escreverei a hora que bem entender e autorizo sua publicação onde eu achar conveniente. Fui claro?
Tem mais, caro Carlos Henrique, a inserção sistemática desse tipo discussão revela que existe, ou pode existir por trás dessa campanha um conhecido motivo – dinheiro (grana, bufunfa, capim). Como de outra vez, estarei aqui revelando nomes e sobrenomes, além da motivação, é claro.
Meu nome é Antonia, ou Tonha (quem se importa com isso?)
Meu nome é Tonho
Antonio da boa lua!
Sua especulação em forma-de-sonata só piora sua sonolenta retórica!
Já tomou até uns cascudos de um comentarista em outro post por furar fila. rs
Quer que eu repita aqui o "passa moleque" que vc levou?
Exteriorize suas verdades editadas, é bom para o desopilar o fígado, você ainda está muito carregado.
Pois é maestro,
Acabaram os recursos para explicar o inexplicável agora parte para a desqualificação. A farsa estará desmontada muito em breve. Aguarde (ou não)
Boa sorte
Meu nome ainda é Tonho
Meu nome é Tonho
Sabe de uma coisa Pardim? Você foi muito rigoroso na sua observação a respeito de Arte e Cultura, mas quer saber mais? Não doeu!!! Apesar de não lançar luz sobre como surgiu esse barulho todo em torno de Ana de Hollanda, verdade também que você toca numa questão ainda pouco esclarecida. Claro que o Ministério é da Cultura, no entanto observando o montante de recursos destinados a atividades artísticas e culturais, se levarmos em consideração que Cultura é o resultado (ou você teria o uma definição academicamente mais adequada?) vamos ver que das duas fontes de financiamento Lei de Incentivo e Fundos de Cultura, as atividades artísticas (ou literárias) ganham de longe. Claro existem casos nebulosos como dois projetos absolutamente iguais como os que cito abaixo, que consomem somas exorbitantes com aplicação na preservação cultural, como o famoso Instituto Itaú (*), ou mesmo publicações que lotaria o Maracanã, sem que uma linha fosse lida, com dinheiro desse ministério. E diga-se sem nenhuma responsabilidade do Ministro em exercício de sua gestão.
O assunto deste post é a equipe de Ana de Hollanda. Vamos ver o que ela poderá fazer por casos como o se pode conferir abaixo.
Gostei de nossa prosa. Não doeu!!!
Meu nome de batismo é Antonio da Boa Morte Rocha (muita gente me conhece como Rochinha apesar se parecer tanto com o Gregory House)
(*) todo ano o Itaú Cultural recebe recursos na ordem de 25 a 30 milhões cujo patrocinador, curiosamente, é o próprio Banco Itau. A lei proibe o investidor de ser beneficiado com a renuncia fiscal. Ah......tem razão: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Entendi!.
Pronac: 1010778 e
1010776
Estação Conhecimento de Serra – Obras Físicas e Equipamentos de Artes Cênicas e Outros
Meu nome é Tonho
Evito "caetanizar" de dar pitacos em tudo; mas estou intrigado com os acontecimentos no Ministério da Cultura.
Nos limites de minha ignorância não sei quem é Ana de Holanda politicamente e ,portanto, me abstenho de avaliar suas inclinações e sua equipe.
Mas conheço Renato Rovai e acompanho suas opiniões há muito tempo. De modo geral comungo com o que ele tem escrito sobre cultura. Se ele está sendo critico em relação a ela é de se botar as barbas de molho...
Mas a prudência indica que aguardemos os desdobramentos antes de de condená-la à fogueira.
“Secretária do Audiovisual: Ana Paula Santana, advogada, especialista em relações internacionais e gestão do entretenimento. Entrou na SAV em 2002 como estagiária.
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Não tenho conhecimento técnico para opinar, mas me chamou atenção foi a ascenção funcional de uma integrante da equipe.
Em oito anos uma estagiária de direito chegou a secretária de áudio visual.
Ela pode até ser uma boa profissional, ou ter um bom QI (quem indique) mas acho que alguém com formação acadêmica ou experiência técnica na área de áudio visual seria mais apropriado.
Será que não há nenhum profissional da área ou com formação artística no MINC para o lugar?
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