A epidemia da solidão

Por MiriamL

Da Folha

Solidão coletiva

Mais que escolha afinada com o individualismo dominante, a solidão é doença, dizem estudos novos segundo os quais estamos vivendo uma epidemia

Daniel Marenco/Folhapress

A atriz Maristela Vanini, 39, que mora em São Paulo

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Solidão virou epidemia. Há mais casas habitadas por uma única pessoa e estamos confiando menos uns nos outros, dizem as pesquisas.

Ainda assim, está cada vez mais difícil ficar sozinho. Basta um clique, e centenas de amigos invadem nossos computadores nas redes sociais.

Estar imerso na internet ou ser rodeado de parentes não muda o quadro "epidêmico", diz o psicólogo americano John T. Cacioppo, que é diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago (EUA).

Ele é autor de "Solidão ""A Natureza Humana e a Necessidade de Vínculo Social" (Ed. Record), livro que reúne quase 20 anos de suas pesquisas sobre o tema.

O mote é o seguinte: a espécie humana evoluiu graças às relações entre os indivíduos e ao apoio mútuo ao longo do tempo. A solidão vai na direção contrária à da evolução.

"Ela é como a dor ou a fome. É sinal de que algo não vai bem e que precisamos reforçar os vínculos sociais", afirmou Cacioppo à Folha, por telefone.

Os estudos que o autor conduziu, com estudantes da Universidade do Estado de Ohio (EUA) e um grupo de adultos mais velhos, apontaram que os solitários têm uma qualidade de sono pior do que os demais e estão mais propensos a doenças cardiovasculares e infecciosas.

A explicação também tem um quê darwinista: "A solidão crônica coloca a pessoa em estado de alerta constante, porque ela tem que se defender sozinha", diz.

Como resultado, o solitário passa mais tempo com altas concentrações de cortisol, hormônio ligado ao estresse.

O psicoterapeuta Roberto Golgkorn, que também escreveu um livro sobre o tema, "Solidão Nunca Mais" (Ed. Bertrand Brasil), concorda com o colega. Para ele, uma sociedade sem troca de afetos não consegue evoluir.

"Deve haver um fio que costure a identidade de todos, como em um formigueiro, que mais parece um organismo, enquanto as formigas são as células", diz.

SÓ NA MULTIDÃO

A atriz Maristela Vanini, 39, diz que sabe o que é ser solitária na companhia dos outros. Desde os cinco anos, quando ouvia discos do Carpenters em seu quarto, ela afirma se sentir só.

Ela mora com os pais, que a apoiam. "Mas me sinto incompreendida. Em casa não se fala sobre sentimentos."
Seus pais não viram a primeira vez em que ela subiu em um palco como profissional, dez anos atrás.

"Eu cheguei toda animada para contar aquela emoção, mas estavam todos dormindo. Solidão não é opção", diz.

Para o psiquiatra Geraldo Massaro, nem toda solidão é negativa. "A pessoa pode sair enriquecida da solidão, mesmo com sofrimento. Ela pode refletir sobre a própria vida, amadurecer."

Para o vendedor de livros Leonardo Minduri, 35, a solidão é "nobre".

"Estou na sociedade por obrigação. Se eu tivesse outra opção, estaria na montanha, isolado", conta ele, que se diz um eremita urbano.

Há cerca de dois anos, Minduri juntou dinheiro, colocou barraca e fogareiro na mochila e caiu na estrada.

Alternando entre ônibus e carona, ele partiu de Belo Horizonte, onde mora, e foi até Punta Arenas, no Chile.

Com Minduri, só embarcaram livros: Rimbaud, Nietzsche, Schopenhauer e Fernando Pessoa. "Prefiro a companhia deles do que a das pessoas", afirma.

Depois de seis meses vagando, Minduri começou a trocar mensagens com uma moça que conheceu pela internet. Hoje, eles namoram. Mas ela vive a 150 km de distância dele.

CANTO SAGRADO

Orlando Colacioppo, 45, mora há duas décadas sozinho no centro de São Paulo.

Ele diz não sentir falta de ter alguém com quem desabafar em casa. "Para discutir os problemas, existem os amigos e os botecos."

O caso dele tem respaldo estatístico. Nos últimos 20 anos, segundo o IBGE, o número de casas habitadas por uma única pessoa passou de 7% para 12% no Brasil.

"Quanto mais convivência, mais atrito. Eu quero é curtir meu isolamento, no meu canto sagrado", afirma Orlando.

O designer já dividiu o apartamento com uma namorada por dois anos, mas diz que repetir a experiência seria difícil. "Se eu cair de amores, espero que ela tenha uma casa só dela."

REDES SOCIAIS

Compensar solidão física com centenas de amigos no Facebook não resolve, segundo o psicólogo Cacioppo.

"É como tentar matar a fome com aperitivo", compara. "A interação ali é eletrônica, a pessoa não é parte da vivência do amigo."

Para Sherry Turkle, psicóloga e professora do Massachusetts Institute of Technology (EUA), muitos optam pelos relacionamentos na rede por medo de contato íntimo.

"Estar conectado dá a ilusão de termos companhia sem as demandas de uma amizade", disse ela à Folha.

Segundo Turkle, autora do livro "Alone Together", lançado no início do ano, nos EUA, a tecnologia mudou a nossa experiência de solidão.

"Para fazer uma reflexão, precisamos 'postar' nosso pensamento. Assim, não cultivamos a capacidade de ficar sozinhos, de refletir por nós mesmos."

Jelson Oliveira, professor de filosofia da PUC do Paraná, concorda.

"Não sabemos mais ficar sozinhos e buscamos nos ocupar a toda hora, como se ficar sozinho fosse perda de tempo. Ocupamos o silêncio com o barulho".

Colaborou IARA BIDERMAN

SOLIDÃO
AUTORES
 John T. Cacioppo e William Patrick
EDITORA Record
QUANTO R$ 52,90 (336 págs.)

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36 comentários
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Marcia

A solidão involuntária é doença.

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Solidão rima com desilusão, sempre?

 
 
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Fred Kg.

A solidão que rima com separação é aquela que nos aparta do outro e do todo, esta nos apequena e esmaga.

A solidão que rima com amplidão, nos conecta silenciosamente e profundamente ao ouro dentro de nós e do outro, esta nos engrandece e eleva.

Ao final, solidão e comunhão são complentares e não opostas...

 
 
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Edson Joanni

Sobre a solidão escrevi uma crônica, "Eu, o Mendigo e o Outro", para quem se interessar.

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
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A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo,
e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros; A solidão da lua; A solidão da noite; A solidão da rua.

A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo, e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração.

 
 
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Marcia

Eugênio meu amigo, 

 

Muito legal esses versos dessa música  bonita.

 

Um beijo.

 
 
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Marcia

Obrigada , mas Eugênio vc ainda não viu eu rodar a baiana....kkkkkkk

 
 
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Marcia

Não tem vírus no MSN ,vc está com mania de perseguição...kkkkk

 

Abraço.

 
 
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Marcia

Nunca vi japa xingando!

 
 
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plr.nunes

tô achando que tem gente aqui querendo acabar com a solidão... tá rolando um clima!!!

 
 
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Marcia

Que nada, Nunes, é só amizade mesmo.

 

Olha a maldade!!!! rssss

 
 
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Dio

Linda letra. Para a solidão nada como comunhão. Afeto. Real.

 
 
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Marcia

É mesmo." Comunhão" é uma das palavras mais lindas do nosso dicionário.

 
 
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MariaDirce

Uma nova forma de ser,  o individualismo exarcebado, acham que morar sózinho é tudo de bom,  a liberdade que  não tem onde ir  ....triste né?

 
 
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Elder

tudo agora é doença... a vida é cheia de altos e baixos e as pessoas parecem ter se esquecido disso. acham que o normal é estar bem o tempo todo e que qualquer desvio do padrão já é suficiente pra procurar tratamento. ai entram em cena os psicanalistas interessados em aumentar a clientela e a industria farmaceutica em expandir as vendas. manipulam diagnosticos e ganham rios de dinheiro curando doenças inexistentes. criam com os pacientes a ilusão de que uma vida perfeita, reta, é possivel. mas essa era de panaceias não deve durar muito, ilusões não duram pra sempre.

 
 
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antonio carlos alves pereira

Concordo contigo, Elder!

 

Aliás, acho que doente é quem não consegue conviver consigo mesmo.

 

Nascemos sós e morremos sós, não importa se cercados de gente. E quando encontramos alguém a quem amamos (como é o meu caso) as solidões juntam-se.

 

Solidão é tudo de bom sim, meus caros. Doentes são os que nào conseguem viver sem dar palpites na vida dos outros.

 
 
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walden

Solidão é necessária - "Só nós somos sempre." (Pessoa). O problema é o isolamento, a pessoa sentir-se isolada, apartada. Solidão é "sólida pedra ao sol..." (Caetano); nosso ponto de partida, pedra angular. Quintana perguntava: " O que os "psis" têm contra a solidão" ?  Solidão é ótimo. E não precisa estar sozinho. É como um templo, um cantinho. 

 
 
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Marcia

É verdade, é o isolamento que é doença.

 
 
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Nando Netto

Não conconrdo que isolamento é um problema... Depende de cada um...

 
 
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chris

Eu curto ficar sozinha, poder ficar em silêncio, contemplar, refletir. A convivência numa casa pode ser muito estressante, isso passa pela disputa pelo espaço e um jogo de interesses conflitantes, é como dizem:o inferno é o outro. É chato ter o tempo todo a preocupação de não invadir o espaço alheio e, ao mesmo tempo, ter paciência com quem invade o seu... Mas tudo tem a sua dose e o seu momento, e, para mim, não dá para dispensar de vez a alegria e o crescimento de compartilhar e conviver com quem eu gosto. É um aprendizado, essa coisa de ceder (até quanto? quando vale e quando não vale a pena?) para harmonizar a convivência. hà quem prefira a comodidade de viver sozinho e, num outro extremo, tem aqueles que se anulam para agradar por que tem pavor da solidão, enfim, qualquer escolha terá seu preço.

 
 
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Marcia

Eu jamais  viveria sozinha, adoro casa cheia e quando encho o saco é só me trancar no quarto e resolve. Pior é quem  TEM que viver sozinho, sem opção. É triste.

 
 
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Nilva de Souza

 

Ficar só consigo mesmo às vezes é necessário.

Não adianta nada cercar-se de pessoas com quem muitas vezes não se afina para não se sentir solitário.

Eu escolho minha solidão.

 
 
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mariazinha

Preciso, como ar que respiro, de isolar-me,colocar pensamentos em ordem, criar alguma coisa nova. Entretanto qdo. sinto que esse isolamento torna-se febril, como uma doença, procuro ajuda imediatamente. Creio que o segredo é dosar e como sempre, o meio termo e o equilíbrio entram em cena; nem tanta nem tão pouca, solidão.

"Sozinho mas não solitário, quem tem fé nunca está sozinho." (Thomas Carlyle)

 
 
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Ana Dias

Desculpem, mas o artigo da Folha falou, falou e não disse nada, por uma razão muito simples : afinal, o que o pesquisador, autor do livro resenhado, define como "solidão"?

Solidão pra ele é morar sozinho? ou é agir sozinho? (não é a mesma coisa) ou é pensar só em si? ou...?

sem essa explicação, o artigo fica um samba do crioulo doido. Tanto é que termina dizendo que "não sabemos mais ficar sozinhos" e isso é um problema. Afinal, é um problema ou não? o paradoxo só existe porque alguém esqueceu de explicar do que está falando. a tecnologia mudou nossa experiência de solidão, ok: que experiência era, que experiência é agora, e qual a relação com a solidão que o autor do livro pesquisou?

O assunto é hiper interessante, mas, definitivamente, não tenho mais paciência com esse  tipo de jornalismo!

 
 
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Flavio Patricio Doro

Pelo que entendi, solidão é entendida na obra resenhada e no texto do jornal como ausência de vínculos familiares e sociais de natureza afetiva - amor, amizade profunda, confiança, entrega. O termo é tomado, portanto, de forma objetiva. O fenômeno pode ou não ter correspondência com o mal-estar subjetivo de sentir-se só, ou, inversamente, com o alívio por ter liberdade para viver a própria vida.

Se a solidão é um problema ou não, se é uma coisa boa ou não, é impossível definir com formulações muito simples. Por quê? Primeiro, porque cada um tem a sua experiência e as suas inclinações, que favorecem ou não o estabelecimento de vínculos sociais. Segundo, porque solidão não é uma questão de tudo ou nada. Terceiro, porque é perfeitamente possível estar cercado de pessoas, até mesmo parentes, ou estar casado e ter vários filhos, e ainda assim sentir-se só. Contudo, apesar dessas variações, a julgar pelo artigo o estudo em tela aparentemente aponta para uma constatação inequívoca: a vivência comunitária enfraqueceu-se.

Este fenômeno não é de hoje e foi notado e estudado já na primeira metade do século passado. O psicólogo e pensador Viktor Frankl, por exemplo, situava na perda das tradições, característica da modernidade, uma das principais razões da desorientação do ser humano (que já não tem uma tradição a lhe apontar uma direção) e, consequentemente, da perda do sentido da vida. E, assim como tradição e vida comunitária estão associados, também existe ligação entre solidão e vazio existencial.

É possível estar só e não se sentir só, vazio por dentro; é possível estar só e estar bem - sim, é claro. Todos conhecemos pessoas assim. Portanto, vista individualmente, caso a caso, a solidão não pode receber juízo de valor. No entanto, o afrouxamento dos laços comunitários e a sua transformação em laços virtuais, como fenômeno social, implica alguma perda qualitativa e é, reconhecidamente, fator de risco para o surgimento de doenças psíquicas. Uma das razões pelas quais a vida moderna é exigente e sem trégua é precisamente essa.

 
 
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Vicente Matos

Tratamento eficaz da solidão: trabalho voluntário, especialmente com crianças carentes. É tiro e queda!

 
 
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Haroldo Werneck

"Solidão não é opção"... 
"É sinal de que algo não vai bem"...
??????
Fico impressionado com as avaliações vistas apenas sobre um ponto de vista! Doença mesmo é não conseguir ficar sozinho, criar dependência como é o padrão atual. Se antigamente as pessoas mantinham relações para permitir a evolução da espécie contra predadores, etc., hoje em dia um indivíduo consegue viver sem a necessidade ou dependência de convívios sociais. Na verdade, as pessoas que vivem muito socialmente, vivem relações descartáveis, padrão big brother.
Aprender a viver sozinho, conviver com suas dúvidas, dilemas e carências, pode proporcionar enorme crescimento para o indivíduo. Para os que depois decidem dividir seus relacionamentos, o convívio se torna muito melhor com a consciência de seus defeitos e de suas qualidades.
Quem tem medo de viver sozinho não está preparado para dividir seus sentimentos... 

 
 
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FabioREM

O Mário Quintana tem uma boa sobre a solidão.

Uma vez questionado por uma jornalista:

- Poeta, e o problema da solidão?

Ele respondeu:

- Minha filha, o único problema da solidão é saber como preservá-la. 

O fato é que se a solidão é um problema, igualmente problemático é aquele que não consegue ficar sozinho jamais. 

E é bom lembrar que os grandes feitos e descobertas e invenções da humanidade foram realizados na solitude. Ou imaginam que o Einstein formulou a teoria da relatividade quando estava acompanhado? Ou Beethoven compôs a sua nona sinfonia com alguém ao lado lhe fazendo companhia? Ou Shakespeare produziu sua obra em momentos em que não estava só?

Ou Thomas Edison chegou à invenção da lâmpada elétrica, ou Van Gogh pintou seus quadros, ou Leonardo da Vinci criou seus projetos e quadros, ou Proust escreveu Em Busca do tempo Perdido na companhia de alguém?

Não há como desenvolver atividades intelectuais que não em momentos de solidão. 

 
 
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Ricardo Cesar

Antes só do que mal acompnahdo?

 
 
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Marcia

Mal  acompanhado ninguém merece. Antes só.

 
 

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