A divisão do estado do Pará

Câmara aprova plebiscito para dividir o Estado do Pará

estados

 

Com o desmembramento, a Amazônia passará a contar com dois novos Estados: o Carajás e o Tapajós. O Pará é atualmente é a segunda maior unidade federativa brasileira

RODOLFO BORGES

BRASÍLIA – O Estado do Pará é grande. A segunda maior unidade federativa do país tem 1,24 milhão de quilômetros quadrados, área que, na opinião dos deputados federais Lira Maia (DEM-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA) torna o estado ingovernável. É sob esse argumento que os parlamentares defenderam e conseguiram aprovar na Câmara um plebiscito para o desmembramento do Pará em três estados, a partir da criação de Carajás e Tapajós. O plebiscito sobre a criação de Carajás já seguiu para promulgação e o de Tapajós deve passar mais uma vez pelo Senado, porque sofreu alteração na Câmara. A ideia dos defensores da divisão é juntar as duas propostas em apenas um plebiscito, que deve ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará num período de até seis meses após a promulgação.

Se confirmada a divisão pela população local, Tapajós seria o maior dos três estados em questão, com 58% da atual área do Pará, 27 municípios e 1,3 milhão de habitantes, a oeste. Carajás, que ficaria com as porções sul e sudeste, teria 39 municípios (25% do território atual) e 1,6 milhão de habitantes. Ao Pará restariam 86 municípios onde se localizam atualmente 4,6 milhões de habitantes. A criação dos estados implicaria na insEituição de mais duas estruturas governamentais no país, algo que no Brasil costuma custar mais do que o necessário. Mas os defensores da proposta repudiam qualquer possibilidade de aumento de gastos, pelo menos além do que as regiões envolvidas necessitem. O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) criticou o baixo quórum da sessão que aprovou os projetos.

Defensor da criação do estado de Tapajós, o deputado Lira Maia refuta as críticas. “O bolo de recursos da União vai ser dividido do mesmo jeito”, disse o deputado ao Brasil 247. Segundo o parlamentar, o custo-benefício da divisão do Pará supera qualquer argumento contrário à ideia, tendo em vista que regiões desassistidas atualmente passaria a ser alcançadas pelo Estado. “Temos dois laboratórios vivos na criação do Tocantins a partir de Goiás e na separação de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados veem crescendo num ritmo três vezes maior que o Brasil”, argumenta Maia.O deputado também diz que não seria necessário abrir novas vagas no Congresso Nacional, pois os estados dividiriam a atual cota de senadores e deputados do Pará.

O deputado lembra que o estado do Tapajós já é discuto há mais de 150 anos. “Ainda no Brasil Império, no estudo da divisão da terra da Amazônia, foi sugerida a criação da província do Tapajós”, disse, acrescentando que nos últimos 20 anos a discussão voltou à tona. Os plebiscitos chegaram a ser aprovados por unanimidade no Senado no ano 2000, e, desde então, os projetos aguardavam deputados que se interessassem pelo tema para seguir tramitando. Segundo o deputado Giovanni Queiroz, líder do PDT e defensor da criação do estado de Carajás, já existe até uma emenda de R$ 8,6 milhões no Orçamento deste ano para a realização do plebiscito.

Aprovada a consulta popular, o verdadeiro trabalho dos defensores da divisão será convencer os habitantes de todo o Pará de que a estratégia será benéfica para toda a região. “Se fosse ouvida apenas a população da área pretensa, mais de 90% seriam favoráveis. Se for no estado todo, vamos precisar de um esforço de campanha”, comenta Maia. Na avaliação do deputado, talvez a população paraense não tenha a noção dos benefícios que se apresentam e precisa ser esclarecida, a exemplo do que ocorreu durante o referendo sobre o desarmamento. Maia garante ter estudos de viabilidade econômica que atestam os benefícios da divisão do Pará.

http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=956:camara-aprova-plebiscito-para-dividir-o-estado-do-para&catid=1:noticias&Itemid=704

 

Governador do Pará diz apoiar consulta sobre divisão do Estado

 

Simão Jatene ressaltou, porém, que não quer o plebiscito no ano que vem

 

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), disse nesta quinta-feira (5) ser favorável ao plebiscito que pode dividir o Estado para criar as unidades de Carajás e Tapajós. 

Ele afirmou, porém, que defende a realização de uma ampla campanha de comunicação para mostrar à população “as ameaças e oportunidades da divisão”.

Para Jatene, a sociedade deve ter total clareza do que vai escolher, bem como de suas reais consequências.

Ele também não admite que o plebiscito esteja “associado a qualquer tipo de processo eleitoral”, para que não seja contaminado. O governador teme que a consulta ocorra em 2012, ano de pleitos municipais.

Quando era deputado, o chefe da Casa Civil do governo, Zenaldo Coutinho, apresentou uma emenda no valor de R$ 1 milhão para realização de um estudo, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), sobre os impactos sociais e econômicos da divisão para os governos estadual e federal. 

Estimativas preliminares apontam que o retalhamento do Pará custaria R$ 3 bilhões aos cofres públicos.

Contrário à divisão, Coutinho não gostou de saber da manobra feita pelos deputados Lira Maia (DEM) e Giovanni Queiroz (PDT) para que os projetos de decretos legislativos que autorizam os plebiscitos fossem votados na sessão de hoje da Câmara.

Segundo a assessoria da Casa Civil, Coutinho estava “indignado”, mas preferia ainda não falar sobre o assunto antes de ter uma reunião com Jatene.

Nesta quinta, a Câmara aprovou dois projetos que autorizam a convocação de um plebiscito sobre a divisão do Pará. Enquanto a proposta sobre Carajás será promulgada, a do Tapajós terá ainda de passar pelo crivo dos senadores.

A região do Tapajós engloba 29 municípios, nas regiões do Baixo Amazonas e do Sudoeste Paraense. A região tem uma população de 1,7 milhão de pessoas, o equivalente a cerca de 20% da atual população do Pará. O futuro Estado já teria até capital: Santarém, com 276 mil habitantes. 

Carajás, por sua vez, englobaria municípios localizados no sul e no sudeste do Pará, que abrangem uma área de 284,7 mil quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 1,4 milhão de pessoas. 

De acordo com o projeto aprovado, o plebiscito será feito em novembro, seis meses após a publicação da lei. 

Se o resultado for favorável à criação do estado, a Assembleia Legislativa do Pará discutirá os impactos administrativos, financeiros, econômicos e sociais da divisão territorial.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/governador-do-para-diz-apoiar-consulta-sobre-divisao-do-estado-20110505.html

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154 comentários
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Leider Lincoln

Mais 16 deputados e 6 senadores? Mais peso ainda para o norte, que terá 30% do Senado e 7,5% da população? Isto é palhaçada, não é?

 

Leider Lincoln

 
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Fernando Augusto Botelho

O Brasil não esta carregando o Norte nas costas como alguns sulistas daqui querem dar a entender.

Quem sustenta as contas externas do Brasil são o principalmente o Norte e o Centro-Oeste, com seus minérios e grãos 

E estes estados não recebem ICMS pelo minérios e grãos exportados por conta da Lei Kandir, já os estados como SP, RJ, ou MG, se sustentam com o ICMS cobrado de seus produtos industrializados exportados ou comercializados no mercado interno

OBS: Minas também é seriamente prejudicado por Lei estúpida

O Sul e o Sudeste ficam com tudo, poder político e econômico

A maioria dos Presidentes, ou foram de São Paulo ou de Minas, alguns do Sul e do Nordestre, não sei porque tanta reclamação

Quase todos os Ministros da Fazenda de nossa história foram de São Paulo

Querem tudo!

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Fernando Augusto, com a bandeira do estado do Rio como avatar, já se esqueceu que combustíveis (petróleo) e energia elétrica são os únicos produtos que não recolhem impostos na origem? Rio de Janeiro, Espírto Santo, Minas Gerais, Paraná e Pará são diariamente tungados.

As exportações agrícolas não são apenas daqueles estados. Esqueceu Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo?

Protestar contra a criação de novos estados não é preconceito contra nortistas ou nordestinos é defender que os tributos extorquidos não tenham novos ralos por onde escoar.

Como a extensão territorial pode ser justificativa para ingovernabilidade na era da infórmatica? Quando os despachos do poder público seguiam por mensageiros a cavalo até poderia ser. Hoje em dia é desculpa de quem pretende mais algumas tetas para se locupletar.

 
 
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Fernando Augusto Botelho

Meu argumento vai no sentido de que o Norte é rico, mas não fica com praticamente nada desta riqueza, sua participação nos ganhos é proporcionalmente menor que no resto do país, por conta do sistema tributário

E eu citei que Minas também é muito prejudica, mas o senhor esta certo ao acrescentar outros estados

Pode não ser da sua parte, mas a mídia e muitos aqui tem muito preconceito contra nortistas e nordestinos

 

 
 
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George A.F. Gessário

O potencial da região norte é sub-aproveitado, mas não tem sentido a criação desses estados, a Amazônia Legal deveria ter sido transformada em Território a muito tempo, a União tem que intervir diretamente nessas áreas de interesse acional e internacional.

 
 
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Ritinha

Prezado Jorge,

É melhor você se interar a respeito do motivo que não existe ICMS do petróleo na origem.  Existe  um interessante texto de Nelson Jobim que participou, em 1988, deste debate sobre ICMS justamente com o senador Richard que defendia os interesses do Paraná (recursos hídricos) e o senador Almir Gabriel os interesses do Rio, Pará e Sergipe .

Segundo Jobim conta houve um entendimento político para que não fosse cobrado o ICMS na origem. A justificativa é que toda a produção de petróleo e energia elétrica, além de pertencerem a União, eram também decorrentes do investimento da União. Desta forma, toda a arrecadação do país contribui para aquela produção.  No caso do petróleo o royalties vieram como compensação pela degradação, e até por isso para investir na região.

Enfatizo que se não fosse, de alguma forma vantajosa, os estados envolvidos não concorcadariam com a questão do ICMS. Por tanto não adianta hoje as pessoas ficaram choramingando contra outros estados por um acordo que os políticos de seus estados resolveram lá no passado. 

 
 
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Anarquista Lúcida

Fernando, a questao nao é essa. É pouco democrático que Estados que representam 7,5% da populaçao sejam sobre-representados no Congresso, sejam quais forem esses Estados. Além disso, o Brasil passou sem esses estados adicionais até hoje, por que eles viraram indispensáveis? É mais despesa pública, mais senadores, deputados, assessores, governadores, deputados estaduais, um monte de dinheiro.

 
 
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Fernando Arauto da Silva

Se São Paulo fosse separado do Brasil em pouco tempo seria um país de primeiro mundo e o resto da país passaria fome.

 
 
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IV AVATAR

Se vc for ao Sul do MA verás o significado de uma divisão dessas, são Estados muitos grandes, quem mora na parte de baixo leva até 24 horas para chegar ao extremo do Estado, o Amazonas então chega a ser uma piada, tem que dividir, o MT era de um tamanho de se perder de vista,

Se bem que sou a favor de um outro tipo de divisão, cada Rio sendo um Estado, um sonho que vejo distante mas quem sabe resolvem criar o Estado do Tietê,,..

http://www.joaoleitao.com/viagens/imagens/mapas/estados-unidos-america/mapa-rios-estados-unidos.GIF

 
 
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IV AVATAR

O Sarney não permite a divisão do MA pq ele(Sarney)  é fraco nas duas maiores cidades do Estado, ou seja,  Imperatriz(Sul do Estado) e São Luiz (Norte do MA).  Esta duas capitais tem sido governadas por opositores de Sarney.

Havendo a divisão Sarney perderia o controle políticos nos dois Estados,  não tendo prá onde correr, de forma que para ele(Sarney) melhor a não divisão, pois aí ele se elege no interiorzão, nos grotões etchttp://3.bp.blogspot.com/_LZQ4FF_mU2U/S_hX8M7oekI/AAAAAAAAAdc/ecgjBA3rGqU/s1600/image.png

 
 
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IV AVATAR

Ops, eu quis dizer cada rio sendo um Estado, de forma a termos o Estado do Rio Tietê e outros tais como: Estado do Rio Meia Ponte, Estado do Rio Araguaia, Estado do Rio Trombetas, Estado do Rio Apa. Trata-se de uma grande novela, pois estou falando de uma nova cosmogonia, onde cada cidade teria o rio como sobronome, daí São Paulo do Rio Tietê, seria até uma forma de  avaliarmos os governantes através da qualidade dos rios. Nota zero para SP.  Além do mais,  nada mal também termos os rios como nossos sobrenomes, assim identificaríamos melhor as pessoas, por isso me chamo IV Avatar do Rio Meia Ponte. O Mário Blaya deve ser do Rio Tietê.

 
 
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André LB

  Como e que e??? Topo que o Brasil tenha ate 100 Estados, desde que o custo saia do SEU bolso, nao do meu. Muito bonito o seu sonho, mas na terra das pessoas acordadas nao tem nem pe nem cabeca. Ademais, falar de rios no Brasil e falar de poluicao, uma vez que qualquer rio neste pais que possua ocupacao humana em suas margens esta poluido, se nao por dejetos por produtos quimicos.

  Outra coisa que nao entendo e essa utilizacao da divisao estadual norteamericana como exemplo. Nessa hora o diabolico imperio serve de inspiracao??? Digo e repito, se alguem e louco o suficiente para pagar por MAIS governadores, senadores, deputados, etc e tal que seja louco COM O PROPRIO BOLSO, porque o resto de nos podemos ate ser loucos, mas nao rasgamos dinheiro.

 
 
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DOMINGOS DE SOUZA LIMA

Boa tarde,

Olhá eu moro em uma cidade de Interior do Pará sei dos descaso que passamos dos políticos da capital que só vem por aki em época de campanha eleitral. Então já está na hora de fazermos alguma coisa neste sentido. EU sou a favor eu voto sim pela Divisão do Estado.

 

 

Sds,

Domingos Lima

 
 
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Adelson

Eu acho que pior não pode ficar, o estado atual é muito rico e precisamos que nossas riquezas sejam bem administradas, assim como o nosso país é muito rico mas mal administrado. Com essa divisão do nosso estado cria-se uma espectativa de melhorias para os três futuros estados, teremos mais representantes na esfera federal, a região norte precisa aparacer para o mundo não só através de noticiários de tragédias mas sim de suas belezas, desenvolvimento etc. algumas pessoas ficam preocupadas dizendo: a parte que vai ficar no Pará tem pouco bens minerais ah Carajás ficará como o maior exportador de minério de ferro. Não podemos esquecer que bens minerais são bens não renováveis e se quizermos nos tornar estados desenvolvidos temos que ir pelo caminho certo,  qualificando nossos jovens, gerando emprego a população, dando educação de qualidade, prevenção na saúde, segurança e tirando da vida política quem só quer roubar.

 
 
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Papa Chibé

Domingos Lima, nada contra a sua opinião sobre a divisão do Pará.

Não seria mais fácil votar em pessoas que realmente tenham interesse de melhorar a sua região e não colocar a culpa na má escolha? 

O então cobra dos políticos que estão interessados na divisão, que os mesmos utilizem os mais de 8 milhões que serão gastos neste plebiscito e os revertam em benefícios para área em que você mora?

Obs.: O meu voto é NÃO somente por um motivo (NÃO É PARA BENEFICIO DA POPULAÇÃO

SE ASSIM O FOSSE, OS POLÍTICOS QUE QUEREM A DIVISÃO TERIAM ALERTADO A POPULAÇÃO DE QUE É DE RESPONSABILIDADE DELES FISCALIZAR O ESTADO, LEGISLAR E COBRAR BENEFÍCIOS PARA TODA A POPULAÇÃO PARAENSE, PARA AQUELES QUE SE SENTEM PARAENSES E AQUELES QUE AMAMAM REALMENTE A NOSSA TERRA.

 

Pergunta: O povo esta preparado para esperar 20, 30 ou mais anos para verem essas melhorias prometidas?

Um abraço

Um Papa chibé

 
 
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Gersier

Mais dois governadores,seis senadores,um sem número de deputados federais estaduais,desembargadores,um sem número de "juizes",etc e etc.Tudo as custas dos contribuintes "trouxas" desse nosso Brasil.Na realidade os defensores dessa idéia querem mais é se locupletarem.Que o digam os municípios que sem condições nenhuma de se tornarem "cidades",vivem às custas das tetas da mãe federal.

 
 
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Diogo Costa

É completamente acertada a decisão de dividir o Pará!

 

Como é possível que alguns defendam situações absurdas, em pleno século XXI, como é o caso do município de Altamira lá no Pará?

 

Vejamos, Altamira é um município com mais de 159.695 quilômetros quadrados (situação por si só amplamente absurda), é uma cidade ingovernável, inadministrável! Temos que acabar com esses absurdos como Altamira, que é maior que o estado do Ceará, maior do que Pernambuco, maior do que Santa Catarina, etc, etc, etc...

 

A criação do Mato Grosso do Sul (a partir de Mato Grosso) não foi benéfica para a população local?

 

A criação do Tocantins (a partir de Goiás) não foi benéfica para a população local?

 

A criação do Paraná (a partir de São Paulo) não foi benéfica para a população local?

 

Mas é óbvio que a criação desses estados e de tantos outros beneficiou as populações locais!!!

 

O que não podemos é abandonar comunidades inteiras, condenando-as ao esquecimento e destituindo-as da presença fundamental do estado no que tange à segurança pública, à educação, saúde, etc... E mais, a criação de um município ou estado não pode ser analisada no curto prazo pois é óbvio que no curto prazo os gastos serão muito grandes... Mas, a médio e longo prazo, certamente a decisão mais correta é pela criação de novos municípios e estados!

 

Todo apoio a criação dos estados do Tapajós e de Carajás!!!

 

Diogo Costa

 
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Patrícia Monteiro

Não seria o caso de criar mais municípios, sem mexer no tamanho do estado?

 
 
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Diogo Costa

Olá Patrícia, boa noite!

 

Na verdade, entendo que poderiam ser criados muito mais municípios em todo o Brasil, em especial no Norte e no Centro-Oeste. Mas a criação de novos estados é benéfica para as populações locais, não há nenhum problema com relação a isso...

 

A França, que é do tamanho de Minas Gerais, possui mais de 20.000 municípios! Qual é o problema com isso? A Alemanha (que tem uma área do tamanho do estado do Mato Grosso do Sul) tem mais de 10.000 municípios e é bom que seja assim pois o poder está mais perto das populações que demandam os serviços públicos.

 

Os EUA tem 50 estados! Qual é o problema disso?

 

Vejam o progresso atual do Mato Grosso do Sul (desmembrado do Mato Grosso), do Paraná (desmembrado de São Paulo), etc... Não podemos analisar essa questão com os olhos voltados para o curto prazo, isso é um erro estratégico! Isso tem que ser analisado com os olhos voltados para o futuro, para o médio e longo prazos. Com certeza absoluta a criação dos estados de Tapajós e do Carajás, num primeiro momento, demandará uma quantia considerável de recursos, mas daqui há 20, 50, 100 anos ou mais, certamente o benefício para as populações será imenso, certamente haverá mais desenvolvimento, coisa que não aconteceria mantendo o Pará gigantesco e inadministrável como é hoje...

 

Abraço!

 

Diogo Costa

 
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Antônio CDS

Diogo,

Lógico que há absurdos na divisão federativa, como estados minúsculos do tamanho de Sergipe e Paraíba e gigantestcos como Pará e Amazonas. Acho que a divisão territorial deveria contemplar um espaço que "otimizasse"  as ações dos três níveis - União, estados e municípios. Os estados não devem ser nem tão pequenos que provoquem a "sobreposição de ações" (como no caso dos primeiros, onde pode haver redudância na atuação de estados e municípios) nem tão grandes que dificulte a atuação destes entes(caso dos segundos).

Contudo, como geograficamente a ocupação tende seguir os centros de poder, acho que o maior problema está na assimetria provocada pela localização das capitais. Isto  é facilmente verificado até no principal estado da federação, onde o litoral é muito mais desenvolvido que o extremo oeste. Nos estados do norte e nordeste onde a assimetrial é abissal isto se torna mais crítico ainda. Duas excessões que confirmam a regra são Minas Gerais e Tocantins: estados com tamanho médio e capitais localizadas no centro. O primeiro, embora tenha regiões francamente subdesenvolvidas, não chega a ter desigualdades igual aos outros. O Tocantins, antes um norte goiano jogado às traças, agora, com a capital Palmas situada no centro do estado, apresenta índices de desenvolvimento semelhante em todas as regiões. 

Os EUA são um exemplo de divisão continental relativamente equilibrada. A Austrália poderia ser, mas "cometeu o mesmo erro" brasileiro, com ocupação litorânea.

O estado do Pará é um exemplo acabado dos problemas que mencionei acima, um Goiás invertido. Um estado enorme cuja capital está localizada no extremo norte. Penso ser um equivoco achar que os problemas serão resolvidos com a divisão pura e simples. Pela divisão geográfica proposta acho até que vai piorar:

O estado do Pará continuará assimétrico e ainda ganharia  um "apêndice" que virará terra de ninguém. Carajás, cuja provável capital, Marabá, ficaria localizada no extremo norte, apresentaria o mesmo problema. Tapajós ficaria com a geografia do antigo Goiás, tipo mapa do Chile.

Isto tudo sem mencionar os problemas já citados, relacionados à criação de toda a burocracia de mais três estados.

 
 
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André

Só para constar, um dos motivos de a Austrália ter sua população majoritariamente no litoral é o fato de o centro do país ser um deserto enorme (o famoso Outback). Como sabemos bem, interiores de desertos tendem naturalmente a ter pouca população e pouca densidade populacional. Não dá para comparar muito com o Brasil nesse aspecto, ainda mais que temos uma bela quilometragem de fronteira seca e isolada de mar, algo que não ocorre com a Austrália.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

 
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jose sousa

o  Diogo vc tambem esta com  os olhos vendados  ?  a divisao e para  favorecer so os politicos  e empresarios   o resto da populacao  vai sofrer   as  consequencias  de mais  uma  mentira  que os politicos nos aplicam. E francamente, meu caro  Diogo, comparar  os politicos  franceses   com  os brasileiros  ai  e  piada, e  piada  de pessimo  gosto. Sou contra a mais  uma forma  de roubar  o povo.

 
 
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Xeine

Sob esse argumento, o melhor seria dividir o Brasil em outros países. Pelo tamanho, o país não seria "ingovernável"? Não temos também estados "pequenos demais" que poderiam se unir e ganhar escala nos gastos públicos? Por que não juntar o Rio com o Espírito Santo? (capixabas e cariocas, é só uma provocação)

A definição de um estado deve se basear em características culturais e não em questões administrativas.  A administração está aí com vasta experiência em lidar tanto com estruturas muito grandes, que precisam combinar controle/flexibilidade, quanto com estruturas muito pequenas, com dificuldade de manter custos baixos sem ganhos de escala.

Que tal debater novas formas de organizar a administração pública facilitando sua condução? 

Se as características regionais são muito fortes no Pará, pq não criar um secretariado com segmentação regional e, abaixo dessa estrutura, uma administração temática como a de hoje? Com certeza seria mais barato que a divisão do estado.

 

 

 

 
 
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Chico Pedro

É um problema de alta complexidade. Trata-se de um objeto que envolve  a reconfiguração do espaço político, amplos e variados temas (finanças públicas, tributos, competências) e várias finalidades (descentralização do poder, interesses de grupos políticos, integração nacional, diferenças étnicas e culturais).

Recomendaria menos rapidez nas sentenças. 

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Dizer que outros países - tais como a França ou os EUA - possuem mais estados ou municípios conta apenas uma pequena parte da história, em si muito distante de uma análise mais completa.

É possível estabelecer coincidências físicas históricas com vários países, não apenas os dois. Mas esse recurso abrangeria apenas uma fração muito pequena de todo o sistema.

A título de ilustração, enquanto nos estados unidos a competência para criação de impostos e leis é diferente daqui.., na França o povoamento da região ocorre há séculos.

São dinâmicas bem diferentes da nossa. Ambos com processos muito peculiares de desenvolvimento de seus territórios até a definição da forma que se organizam hoje.

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Num país de imensidão territorial é razoável sua ocupação dispersa para garantir a soberania sobre suas terras. Mas  há vários outros motivos. Aproximar o cidadão dos recursos e das decisões, descentralizar o poder, tornar a máquina pública mais eficiente.

O problema aqui seria..: já temos números suficiente de Estados ou há a necessidade de criar novos..? Não haveria outras formas de chegar a esses mesmos objetivos..? Talvez até mais eficazes e inteligentes..?

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Para abreviar digo que sou contra a criação de mais dois estados. Justifico essa opinião pelas experiências do país nessa área e por não confiar em articialismos como este.

A questão não é apenas fornecer todo o aparato necessário para o funcionamento, mas o estado desenvolver capacidades, prover soluções para os habitantes da região..

Não é assim que vejo acontecer.

Começaria - antes de qualquer coisa - pelos recursos diretos do governo federal na região numa espécie de "intervenção branda". Com novas práticas de trabalho, novas parcerias, mais investimentos no interior..

 

 

 

 
 
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Rodrigo Araujo

Sou a favor da criação dos estados. Porem deve vir precedida de uma reformula na distribuição das cadeiras do senado e da camera.

 
 
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Fernando Augusto Botelho

É verdade, e também pode levantar a discussão sobre o SISTEMA UNICAMERAL, com o fim do Senado, em todo caso eu não tenho ainda opinião formada sobre qual seria melhor o UNICAMERAL ou o atual sistema

As difrenças de poder econômico entre as Regiões do Brasil favorecem a tese dos que defendem o Senado como instrumento de equilíbrio na Federação

 
 
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Diogo Costa

Caro Fernando, boa noite!

 

O número de deputados federais permanecerá rigorosamente o mesmo. Ou seja, continuarão os atuais 513 parlamentares.

 

Quanto ao senado, haverá um aumento de 81 para 87 cadeiras.

 

E, sinceramente, não vejo absolutamente nenhum problema nisso. Aliás, dentre todos os problemas existentes no Brasil, certamente o aumento de 06 senadores não passa nem perto...

 

A decisão de dividir o Pará em 03 estados, se realmente ocorrer, é correta sob todos os pontos de vista. E penso que deveriam ser criados mais estados e mais municípios inclusive, mas já é um bom começo...

 

Abraço.

 

Diogo Costa

 
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Diego Rafael - DF

Pois é, qual o problema de novos Estados possuírem mais 3 (ou 6, no caso), senadores?

Estados minúsculos como Sergipe, RN, Alagoas e até o meu DF tem!

Todos os Estados precisam de ter representação no Senado, caso contrário de que serve nossa federação?

 
 
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Junior Freitas

CARO DIOGO!

SE A QUESTÃO DA DIVISÃO É A IMENSIDÃO TERRITORIAL DO ESTADO DO PARÁ, ENTÃO PQ TAPAJOS VAI FICAR COM MAIS DE 50 PORCENTO, OU SEJA, MAIS DA METADE DO ESTADO DO PARÁ? SE É PARA DIVIDIR PQ NÃO EM PARTES IGUAIS? TENHO CERTEZA QUE SERIA MAIS CABIVEL! ESPERO QUE OS PARAENSES PENSEM BEM QUANDO FOREM VOTAR A FAVOR OU NÃO DA DIVISÃO DO PARÁ! SOU PARAENSE COM MUITO ORGULHO, E NÃO ACEITO QUE O ESTADO DO TAPAJÓS FIQUE COM A MAIOR PARTE DO NOSSO ESTADO DO PARÁ, POIS ESPERO QUE OS NOSSOS POLITICOS REVEJAM ESSA DIVISÃO,  TENHO CERTEZA DE QUE SE O TAPAJOS FICAR COM A MAIOR PARTE, MAIS LÁ NA FRENTE VÃO DIVIDIR O TAPAJÓS TAMBEM!!!!!!!!!!

SE ELES (POLITICOS) NÃO DIVIDIREM O NOSSO AMADO ESTADO DO PARÁ EM PARTES IGUAIS TENHAM CERTAZA QUE O MEU VOTO É CONTRA ESSA DIVISÃO!!!!!!!!!!

 
 
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Leandro C.

È esse o raciocínio, o problema para alguns esta na quantidade de políticos a mais para os cofres públicos bancarem.

Antes de criticarem deveriam analisar os benefícios que podem ser gerados, não apenas para a região, mais para o próprio pais. Nessa região não tem fiscalização de nada, e a que tem é feita por órgãos federais, como a PF. Em alguns lugares as ONGs tem mais poder do que o governo, será um povoamento controlado pelo estado.

Aos que acham que esse seria um grande golpe aos cofres públicos, a solução mais ampla e eficaz seria uma reforma da estrutura política como um todo, será que é correto a cidade de São Paulo ter 55 vereadores, alguém lembra o nome deles?

 
 

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