A dissolução do universo neoliberal

AS ENTRANHAS DO

UNIVERSO LIBERAL

EM DESENCANTO

O pensamento e as práticas econômicas neoliberais dominaram virtualmente todo o mundo, com exceção da China e de seu entorno asiático, durante mais de duas décadas, até colidirem com o maior desastre econômico da história desde a Grande Depressão dos anos 30. Este livro procura explicar as bases matemáticas e políticas do neoliberalismo, concluindo, com espanto, que sua ressurgência ideológica depois do desastre que provocou é o mais eloquente atestado de que ideologias sobrevivem a despeito de sua total implausibilidade.

A matemática rigorosa de um dos autores demonstra, de forma inequívoca, que mercados livres podem até tender automaticamente ao equilíbrio, mas em geral somos incapazes de dizer quando tal acontece. Portanto, teorias baseadas no fetiche do equilíbrio geral, como a neoclássica - base do neoliberalismo -, não se sustentam de um ponto de vista científico e portanto não podem ter caráter normativo. A economia política do outro autor descreve os processos sócio-econômicos que levaram as esquerdas dos países ricos, ou mais genericamente suas forças progressistas, a abrir mão da maior conquista da civilização, a social democracia real européia, agora submetida a ajustes fiscais.

Para ambos, porém, o neoliberalismo está definitivamente morto como doutrina de organização do espaço social e econômico. É o que também pensaram, no auge da crise, o líder trabalhista inglês George Brown, e o próprio presidente conservador francês, Nicolau Sarkozy. Sobrevive, porém, nas mentes de outros políticos ortodoxos ou conservadores porque ideologia não morre, sobretudo enquanto estiver a serviço de interesses específicos. Contudo, a crise desencadeada em meados de 2008 não é uma crise de idéias, mas uma crise de fatos. Ela nos coloca diante do conceito marxista de contradição, que se manifesta no interior mesmo das classes dominantes, sem possibilidade de solução simples, porque os conflitos reais não permitem.

O Universo Neoliberal em Desencanto poderia ser chamado de universo neoliberal em dissolução. No meio de uma crise que pode tornar-se escatológica, a única saída visível parece ser aquela apontada pela Teoria do Caos, ou seja, a realização de algum tipo ainda desconhecido de equilíbrio num nível superior, a partir de novos paradigmas. Talvez os sistemas chinês e indiano, um basicamente socialista, outro basicamente capitalista, ambos notáveis por terem superado a crise com altas taxas de crescimento -, indicam a síntese dialética que poderá governar o futuro: são economias de planejamento centralizado e sistema bancário público, o exato oposto das reivindicações neoliberais.

Minibiografia

José Carlos de Assis é economista, doutor em Engenharia de Produção pela UFRJ e professor de Economia Internacional na Universidade Estadual da Paraíba. Como jornalista econômico, inaugurou o jornalismo econômico investigativo no tempo da ditadura, escrevendo três best sellers nos anos 80 sobre a corrupção no regime autoritário, "A Chave do Tesouro", "Os Mandarins da República" e "A Dupla Face da Corrupção". Dedicou-se depois à Economia Política, tendo escrito, entre outros, "Análise da Crise Brasileira", "A Quarta Via" e a sátira contra o neoliberalismo, "As Sete Bestas do Fim do Mundo".

Francisco Antonio Doria é engenheiro químico, doutor em física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Professor Emérito da UFRJ, leciona no Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ. Com Newton da Costa, provou que a Teoria do Caos é indecidível e incompleta no sentido dos teoremas de Gödel, um resultado muito citado no exterior, e com repercussões dramáticas na teoria dos mercados competitivos, com o teorema de Tsuji-da Costa-Doria, explicado em linguagem de gente neste livro. Publicou vários livros no Brasil, e, no exterior, Goedel's Way, com Gregory Chaitin e Newton da Costa. 

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31 comentários
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Marco Antonio L.

Pelos menos aqui no Brasil, essa praga do neoliberalismo já foi extinta desde 2003.

 
 
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ciro hardt araujo

Nem tanto.

restam alguns espécimes recalcitrantes...

 
 
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Marc

Eles perderam o controle do executivo, o poder diminui mas continua forte.

 
 
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Andre Araujo

http://sofiasvanholm.com/coming-up-another-big-royal-wedding-as-prince-g...

 

Na Historia os ciclos, ondas, culturas,  ideologias não se extinguem, produzem efeitos que ficam, consequencias que são o inicio de um novo ciclo, na Historia há uma superposição de fases, as vezes há regressões e retrocessos. Quando a Revolução Francesa de 1789 extinguiu a realeza e a nobreza, mudou o nome dos meses, guilhotinou o Rei e a Rainha,  aboliu os titulos e as etiquetas, todos passaram a se tratar por cidadãos e cidadãs (no estilo ""companheiros""), ninguem naquele momento mágico e revolucionario poderia supor que em 1818 um Rei Bourbon voltaria a reinar na França com o titulo de Luis XVIII,  irmão do Rei Luis XVI, guilhotinado, no mesmo palacio e com a volta de toda a nobreza a Paris. O relogio voltou para trás, como se explicaria ao homem comum essa violenta reviravolta?  Na Historia nada é definitivo, nada se extingue, há uma reciclagem e uma transformação, o neoliberalismo foi mais um programa do que uma ideologia, o programa foi cumprido em larga medida, privatização só se faz uma vez, depois de uma empresa privatizada não dá para privatizar novamente, portanto o neoliberalismo não se extinguiu, apenas o programa acabou, foi cumprido, terminou, atingiu seus objetivos,  chegou afim.

Acima o casamento no mês passado do tetraneto e sucessor presuntivo  do Kaiser e Imperador da Alemanha, deposto em 1918, Principe Georg Friedrich, no Palacio de Sans Souci em Potsdam. Com o fim do comunismo e reintegração da Alemanha Oriental a Casa de Hohenzollern recuperou 600.000 hectares de terras agricolas que ficavam no lado comunista. Que volta para trás, é de assustar, é a reciclagem continua da Historia.

 
 
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vladcamp

Não completamente. O Banco Central ainda não foi nacionalizado. Está melhor que na gestão Meirelles, mas ainda tenta agradar turma da bufunfa. Dilma privatiza rodovias e aeroportos.

 
 
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CK

Onde consigo o livro?

Não acho referência alguma no google.

 
 
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Assis Ribeiro

Maravilha de texto.

As assertivas acima já são de conhecimento até do "reino mineral", mas os governos dominados por aqueles que usurfruiram do neoliberalismo não terão forças para sairem da forca.

Gostaria de entender melhor se se trata de um livro, seu lançamento, resumo, etc.

 

Assis Ribeiro

 
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renato arthur

Provavelmente será convidado especial da Globonews sendo seu livro recomendado pela Miriam Leitão e Sandenberg.

 
 
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wannabe

A única coisa boa que o neoliberalismo fez foi isso: acabar!

Agora uma pergunta: já combinaram com os russos (ou melhor, os Chicago Boys)?

 

O fantasioso não é uma alternativa ao racional, pois baseia-se no delírio de uns e na ingenuidade de muitos.

 
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Assis Ribeiro


Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica.

Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso.

A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho.

Anulada no seu relevo institucional por governantes e partidos majoritariamente ortodoxos e tíbios, a democracia representativa também se apequena. O sentido transformador da política passa a ser jogado nas ruas.

Sucessivas injeções de dinheiro nos mercados hibernam no caixa de bancos e empresas, sem ativar o metabolismo da produção e do consumo.

Exaurido pelo socorro às finanças, o caixa fiscal dos Estados encontra-se emparedado. Demandas sociais crescentes colidem com um endividamento inexcedível a juros cada vez mais calibrados pela desconfiança.

Organismos outrora estruturadores dessa hegemonia, como o FMI, rastejam sua esférica desimportância. Demonstrações de obscurantismo fiscal para 'acalmar os mercados' pontuam a deriva da social-democracia europeia.

Para debater esse longo crepúsculo histórico, a Carta Maior promove o seminário:

‘Neoliberalismo: um colapso inconcluso’, que se desdobrará em quatro mesas:

* A singularidade da crise financeira mundial - Luiz Gonzaga Belluzzo e Maryse Farhi

* Panorama geopolítico: novos atores e novas agendas - Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor

* O Brasil e os canais de transmissão da crise – Márcio Pochmann e Paulo Kliass

* Desafios e trunfos da a América Latina - Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader

Serviço do evento:
- Data - 12 de setembro de 2011
- Horário - das 14 às 19 horas
- Local - TUCARENA, na PUC/SP, Rua Bartira, esquina Rua Monte Alegre, nº 1024, Perdizes, PUC/SP.

Outras informações:
- A entrada é franca.
- O Teatro comporta 200 lugares.
- O Seminário será transmitido, ao vivo, para os sites da Carta Maior e da PUC/SP, com possibilidade de ser ainda transmitido pela TV PUC. A íntegra dos debates será objeto de uma publicação do IPEA.

 

Assis Ribeiro

 
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Sérgio Troncoso

A cobra está muito longe de ser morta, ainda agora os beneficiados pelo "golpe" na praça, se recusam a soltar o numerário escriturado que amealharam, para dar alívio aos trabalhadores assalariados e aposentados, que ficaram com o "mico" da dívida. As reformas econômicas estruturais que desfaçam essa apropriação especulativa aceita e bancada por governos coniventes e/ou covardes, ainda terão que ser arrancadas com muito suor, lágrimas e talvez sangue.

Um abraço.

 

Sérgio Troncoso

 
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Alexandre Weber - Santos -SP

A esfinge econômica recita: decifra-me ou devoro-te.

Se e somente se, as antigas teorias econômicas estavam todas erradas para explicar o atual estado de desencontro nas economias financeirizadas da atualidade, o que garante que as novas teorias estarão certas? Pior, muito pior, o mundo não adimite vazio político econômico, assim, apesar de não entendermos como a economia funciona, isto não implica em que ela se ausente do cotidiano das transações diárias e continue influenciando o comportamento de todos os seres humanos.

Que dilema indigesto este, não?

Como decidir pragmaticamente qual é o melhor caminho financeiro para mim, para o Estado e para o Planeta?

Agora suponha, apenas suponha que existe sim uma teoria econômica financeira, baseada no subjetivismo de um ator capacitado e autorizado, que de posse de um plano e utilizando as ferramentas de poder de forma eficênte controlasse tudo, inclusive a percepção geral na falta de controle.

Aí, e somente aí, eu iria dizer que este ator age com base na Astrologia, no Tarot e na Geometria.

 

Follow the money, follow the power.

 
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Jotaem

"A matemática rigorosa de um dos autores demonstra, de forma inequívoca, que mercados livres podem até tender automaticamente ao equilíbrio, mas em geral somos incapazes de dizer quando tal acontece. Portanto, teorias baseadas no fetiche do equilíbrio geral, como a neoclássica - base do neoliberalismo -, não se sustentam de um ponto de vista científico e portanto não podem ter caráter normativo."

Mas que pobreza de análise! Não conhece liberalismo, neoliberlismo, metodologia e muito menos a teoria do equilíbrio geral. E o argumento sobre o tempo de ajuste? Dá vontade de chorar... ainda bem que a crítica séria ao pensamento neoliberal e à teoria neoclássica (duas coisas diferentes, diga-se de passagem) não se baseia nesses absurdos.

 
 
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Jotaem

Vamos por partes: na Teoria de Equilíbrio Geral (TEG), os mercados tendem para "O" equilíbrio? Primeiro, o caso geral dessa teoria é de múltiplos equilíbrios. Portanto, não cabe falar em UM equilíbrio. Segundo: quando discutimos se há ou não "tendência ao equilíbrio" precisamos especificar qual é a análise de desequilíbrio a que nos referimos, pois existem várias delas. A tradicional, ou mais conhecida, é o processo de "tâtonnement". Segundo essa abordagem, alguns equilíbrios podem ser estáveis (localmente) e outros instáveis. Mas como existem múltiplos equilíbrios, a questão é saber se o SISTEMA (e não O equilíbrio) é estável. Isto significa: partindo de uma posição de desequilíbrio, o processo de tâtonnement garante a convergência para ALGUM equilíbrio? A resposta é não! Podem existir ciclos limites, etc., etc. Eu sei: parece tudo muito técnico e pretencioso, mas o debate sobre a TEG é necessáriamente técnico. Não dá para usar o tipo de argumento do texto para criticar essa teoria e muito menos o liberalismo.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Para mim o problema com o liberalismo não é o "quando" chegar ao equilíbrio, mas não haver garantia de maximização da utilização dos fatores. É possível se chegar a algo próximo de equilíbrio com muito desemprego.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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Francisco Antonio Doria

Por favor, Jota, vê o que provamos, Tsuji, Newton da Costa, e eu. Que o equilíbrio existe, no quadro neoclássico, é trivial. O problema é que, em geral, os preços de equilíbrio são nãocomputáveis. Aliás te convido para o curso que vamos dar, Carlos Alberto Cosenza e eu, na Produção da Coppe, ano que vem, sobre os fundamentos matemáticos da teoria neoclássica. Você é meu convidado. 

 
 
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Rubensk

Joatem,

você sentencia: "que pobreza de análise!".

Mas que análise?

O que você leu acima foi a orelha de um livro. Você julga um livro pela "orelha"?

Fala sério!

 
 
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Jotaem

Rubensk: Você tem razão. A expressão que utilizei é forte demais e inadequada. Fiquei de mau humor. Mas os argumentos apresentados "na orelha" são bem conhecidos: a "não-computabilidade" dos equilíbrios, a discussão do processo de tâtonnement (que está mal formulada), etc. (na verdade, desde o final dos anos setenta e nos anos oitenta os principais resultados "negativos" da Teoria do Equilíbrio Geral foram estabelecidos por membros dessa própria matriz teórica, como Debreu, Sonnenschein, Mantel e outros). Alguns dos argumentos citados são, na minha opinião, irrelevantes (p. ex. o tempo de ajuste). Outros são altamente discutíveis: como a associação entre neoliberalismo e a mencionada teoria. O liberalismo de Hayek, por exemplo, não é tributário da TEG, da qual ele era um crítico. Ao contrário, quem defendeu o uso da TEG como instrumento de planejamento foram os chamados "socialistas de mercado" numa controvérsia antiga e muito conhecida. Ninguém discute a competência do N. da Costa nas lógicas, do Marcelo na economia e na matemática e dos outros autores citados no post. Mas a crítica do pensamento neoliberal exige muito mais do que apontar os impasses da TEG. Aliás, apesar dos problemas da TEG mencionados, a teoria neoclássica continua a ser a matriz dominante e duvido muito que essa posição seja abalada por essas antigas críticas ou mesmo pela crise. Continuo achando que a grande análise do neoliberalismo foi feita por Foucault no Nascimento da Biopolítica.

 
 
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Chato Feliz

"...concluindo, com espanto, que sua ressurgência ideológica depois do desastre que provocou é o mais eloquente atestado de que ideologias sobrevivem a despeito de sua total implausibilidade."

 

Isso não é verdade. Apesar de concordar completamente que o neoliberalismo é uma falácia que tem arruinado impetuosamente até o país mais poderoso do mundo, não dá nem pra começar a comparar as viúvas do Reagan com as viúvas do Stalin. Não há nenhum atestado mais eloquente "...de que ideologias sobrevivem a despeito de sua total implausibilidade..." do que em pleno 2011 termos coisas do tipo PC do B, com militância, ideólogos e deputados eleitos, mesmo depois do inequívoco ocaso do comunisto em 100% dos países em que foi de facto implementado. Entendo a necessidade da sobrevivência do ideário socialista por outro lado, e aceito sua importância na reforma do capitalismo, na formação de um capitalismo melhor, mais humano e que se sustente. Mas comunismo, e em pleno 2011, realmente é de lascar...

 
 
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Luiz Lima

Rapaz, estas porcarias que você anda assistindo bagunçaram a sua cabeça mesmo, hem? Que paúra... fique frio, intercederei em seu favor no tribunal popular... uns dez anos de reeducação vão te deixar joinha...

 
 
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Grinaldo Oliveira

E o mais impressionante é que um dos grandes defensores da teoria neoliberal, o Fernando Henrique Cardoso, foi apontado por alguns setores da mídia como "o grande estadista" em seu aniversário de 80 anos. É brincadeira um negócio destes ? O grande sociólogo, que apontava (e aponta!) o neoliberalismo como a solução de todos os males para o Brasil ser completamente desmoralizado por uma crise que se arrasta no mundo, e ainda assim, persistir no erro. Para mim, ou é burrice ou intransigência (difícil decisão esta).

Tivemos muita sorte em ter o Lula e agora Dilma. 

Sinceramente, não sei o que seria deste país sem as políticas sociais. 

 

 

 
 
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Ivan Moraes

A "incompletitude" dos teoremas de Godel se resume aa prova da diagonal invertida.  Qualquer linguagem pode ser expressada em uns e zeros, e portanto a colecao infinita de "sentencas" dessa linguagem tem uma diagonal.  Se voce inverter todos os digitos da diagonal, essa resultante expressao nao esta na colecao infinita e nem poderia estar porque o primeiro numero eh diferente no primeiro digito, o segundo numero, no segundo digito, o terceiro, no terceiro digito, e assim por diante.

Tem tanta coisa errada com isso que nao da nem pra comecar a contar.  Pra resumir, o irritantissimo AIT faz o seguinte:  a teoria nao pode caber em si mesma.

Acontece que se a teoria nao cabe em si mesma, e simultaneamente eh expressavel em linguagem natural e entendivel em linguagem natural EVIDENTEMENTE ELA JA SE COLAPSOU PARA SUA MENOR EXPRESSAO.

Eu posso escrever (ou re-escrever) a (irritantissima) AIT com um monte de sentencas basicas aqui de modo que a teoria seja entendivel.  Uma vez que voce ja a entendeu, a teoria ja nao vale exatamente porque voce a entendeu e portanto sua representacao teorica tem expressao minima nao-infinita, dentro da sua cabeca, expressavel com um conjunto de sentencas simples e entendiveis.

Portanto, Godel esta furado.

PORTANTO, P=NP.  Eh isso que isso quer dizer.  Nao da pra desviar, nao da pra fingir que voce nao viu ou eu te empurro essa contra-prova goela abaixo.

P eh exatamente igual a NP.  E tenho dito!  Eu quero um Nobel agora!  E um Grammy.  E um Oscar.  E um bolo de chocolate "barro do Mississipi!"!  AGORA E JA!  EXIJO UM CHOCOLATE MUD PIE AGORA E JA!  EXIJO!  EXIJO!

E um poni.  O nome dela eh Sally!  EU QUERO UM PONI!

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Ivan Moraes

Evidentemente que o que isso tem a ver com o assunto eh di ki o "universo neoliberal" ja se colapsou para sua menor expressao e esta furado.  Furadissimo, pois ela eh muito menor do que todas as infinitas colecoes de sentencas que o neoliberalismo ofereceu ou teria oferecido se tivesse vivido o bastante.

A solucao esta bem na frente dos olhos de todo o planeta.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Bobo

Eu posso escrever (ou re-escrever) a (irritantissima) AIT com um monte de sentencas basicas aqui de modo que a teoria seja entendivel.  Uma vez que voce ja a entendeu, a teoria ja nao vale exatamente porque voce a entendeu e portanto sua representacao teorica tem expressao minima nao-infinita, dentro da sua cabeca, expressavel com um conjunto de sentencas simples e entendiveis. (ou não)

 
 
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the_outsider

Andre Araujo, será  que esses engenheiros são comunistas?

 
 
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Vânia

outsider, não perturbe o AAu

Ele está concentrado ouvindo sua musiquinha...

 
 
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Wilson Melo

Bingo!

 

No habsburgo dos outros é refresco.

 
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Jose Carlos de Assis

Tão logo o livro esteja disponível em livrarias, e as pessoas tenham oportunidade de conhecer o que estão criticando, quero entrar nesse debate. O lançamento, pela Civilização Brasileira, será no próximo 14 de novembro, na livraria Blooks, em Botafogo, no Rio, no fim da tarde.

 
 
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Jose Carlos de Assis

Tão logo o livro esteja disponível em livrarias, e as pessoas tenham oportunidade de conhecer o que estão criticando, quero entrar nesse debate. O lançamento, pela Civilização Brasileira, será no próximo 14 de novembro, na livraria Blooks, em Botafogo, no Rio, no fim da tarde.

 
 
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Jose Carlos de Assis

Tão logo o livro esteja disponível em livrarias, e as pessoas tenham oportunidade de conhecer o que estão criticando, quero entrar nesse debate. O lançamento, pela Civilização Brasileira, será no próximo 14 de novembro, na livraria Blooks, em Botafogo, no Rio, no fim da tarde.

 
 

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