A discussão esdrúxula sobre a palavra "presidenta"

Por P Pereira

Recomendo o excelente texto “Quem mandou escrever?”, do professor Sírio Possenti.

Pela forma que foi escrito, acho que não seria possível copiar e colar , então fica só link:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5038091-EI8425,00-Quem+mandou+escrever.html

Quem mandou escrever?

Sírio Possenti
De Campinas (SP)

 

Vera Helena Amatti desovou artigo no Observatório da Imprensa, que o colocou sob a rubrica Linguística. Sempre que esse Observatório emprega a palavra "lingüística" revela que não sabe do que se trata. O título do negócio é "A língua portuguesa venceu!". Os argumentos mostram que a rubrica deveria ser "gramatiquinha" ou "manual de redação". Ou ordem de serviço.

Vou citar trechos e comentar. O texto dela está em itálico; meus comentários, entre parênteses. Vai dar algum trabalho, mas nem sempre estamos aqui para nos divertir!

Há alguns meses, com a vitória de Dilma Rousseff para o palácio do Planalto, surgiu o debate sobre a flexão de gênero da palavra "presidente", que antecederia o nome da primeira mulher a ocupar o cargo no país. Presidente ou presidenta? As duas formas encontram respaldo na maioria das gramáticas, mas, diga-se de passagem, gramáticas hoje em dia não são mais sinônimo de regras imutáveis (algum dia foram?). Apesar das discordâncias, penso ser mais elegante e discreta (mais discreta, sem dúvida; não explicita que a ocupante do cargo é mulher; mais elegante? Mais tradicional, com certeza) a designação "presidente" para ambos os sexos, sobretudo porque os sufixos derivados de verbos no infinitivo (derivados do verbo no infinitivo? "Derivados do verbo", simplesmente. É mais elegante, mais discreto e é a descrição correta), como pedir, solicitar e cantar são facilmente flexionados como pedinte, solicitante, requerente e cantante (essas não são flexões dos verbos; como a mesma Amatti, são derivações).

Quem governa é governante, e o cargo de governanta designa profissão respeitável (o cargo não designa; o que designa é o nome), porém subalterna e alternativa linguística (??) diferenciada para quem exerce a função de gerir uma casa, um bem particular, diferente da cidade, estado ou país, de caráter público. Fosse Dilma presidenta, sua administração estaria restrita à residência em Brasília (não, dona Amatti! no caso, ela seria governanta, ou "do lar"!). Portanto, as estratégias de marketing para diferenciar Dilma (não houve marketing para tentar fazer a designação pegar; houve alguns pronunciamentos, até poucos, nada mais que isso) de outros presidentes (podia dizer "dos presidentes") do sexo (ainda bem que escreveu "sexo"!!) masculino esbarram no decoro do cargo que ocupa (não acho que esbarram no decoro do cargo; "presidenta" não é uma designação que conote falta de decorro; só conota posicionamento político e/ou cultural).

Na tentativa de popularizar o termo "presidenta", assistimos ao lamentável episódio de Marta Suplicy, no plenário do Senado (é bem difícil que um pronunciamento no Senado possa popularizar uma coisa dessas; não é o BBB, apesar de tudo), interromper o presidente da casa, José Sarney, em horário de trabalho (hum, que preocupação! Gostei!) - sim, as sessões para debate e aprovação de projetos das quais participam os parlamentares são atividades-fim (Juro que não sabia! Esse jargão administrativo é realmente o máximo! Mas sempre se pode perguntar se são mesmo atividades-fim: que fim elas têm mesmo?) e apartes para a correção (mas se ela acha que não é uma correção!) do vernáculo poderiam ocorrer em outro momento - (Grande preocupação com produtividade do senado!) e corrigi-lo, em tom de repreensão: "Pela ordem, presidente. É presidenta, não presidente", ao que teve de escutar calada a réplica balizada do professor (Sarney agora é também professor?) e escritor, mais afiado (o que quer dizer?) na língua (não tenho nenhuma certeza de que Sarney seja uma referência para questões de língua, a não ser que todos possam sê-lo) que na ética (boa estocada! Mas Sarney já foi bom, não foi?): "Estou preferindo a forma francesa, le président", (para que isso fosse verdade ele deveria dizer que no Brasil prefere que Dilma seja chamada de "o presidente"; "le" é "o"!) e deu por encerrada a discussão (que discussão?), embora o registro do ocorrido tenha ganhado a cobertura de mídia pretendida pela sexóloga senadora (acho que o problema de dona Amatti é a Marta: o dilema dele está entre a sexóloga e senadora. Explicando melhor um ponto: segundo as notícias - Amatti esquece o que quer, o que deve ou o que mandam-, Sarney disse que preferia a forma francesa madame, Le président. Diferença relevante: em francês, pelo menos por enquanto -seria diferente com Ségolene?-, nem o artigo assume a forma feminina. Aceitando a forma sugerida por Sarney, a coisa ficaria mesmo complicada. É que, por aqui, madame passou a significar uma dona daquelas casas de luzes vermelhas que quase nem há mais!)

Ocorre que nem tudo acontece como nos sonhos mirabolantes dos marqueteiros (qual marqueteiro entrou na parada?): nenhuma emissora séria de TV ou rádio, jornal ou revista, site na internet ou mesmo o mundo acadêmico tem utilizado a forma esdrúxula "presidenta". O sucesso da simplicidade melódica (é só hábito; a "melodia" é a mesma nas duas formas; a diferença entre elas está apenas na qualidade da vogal final; nada a ver com melodia; é também por coisas assim que a rubrica não poderia ser "linguística!") prevaleceu sobre o trinado cafona (questão de gosto; então, passa; mas eu acho cafona o raciocínio dela) dos interessados em destacar o sexo feminino como trunfo para o bom governante que, como bom profissional, não precisa afirmar seu gênero (deve ser por isso que os salários são iguais entre homens e mulheres - porque, para os patrões todos, o sexo (ou gênero) do empregado não conta mesmo, como se sabe).

Ao contrário, como revanche, a língua escancara (podia ser mais elegante e dizer revela) a preferência política de quem a quer manipular (impor "presidente" contra "presidenta" é tão manipulador quanto a posição contrária). Quer conhecer um petista? É aquele que no bar (ou numa roça ou numa fábrica ou numa empresa ou numa universidade ou num jornal - ou num jornal não pode?), com o nó da gravata frouxo (ou sem gravata ou com gravata de nó apertado, pouco importa), se refere a Dilma como "presidenta" (quer conhecer um democrata ou tucano? É aquele ou aquela cara com ou sem gravata ou tailleur da Daslu que odeia a forma "presidenta"). É evidente também que o fato de muitos jornalistas escreverem ou falarem "presidente" pode ser decorrente (Ah, não! Me desculpe! Imagine se donos de jornal tomam atitudes como esta! Eles são defensores da liberdade de expressão, inclusive dos seus jornalistas, empregados ou empregadas) apenas de ordem superior de seus veículos, mas isso faz parte da profissão (Faz parte da profissão? Não sabia! Pensava que só acontecesse com petistas!) e obedece ao mistério que guardam todas as línguas (Não há mistérios! Como Amatti acabou de dizer, nenhum jornal usa a forma porque os donos não deixam!), elas encobrem desejos e frustrações, mas sempre revelam o enunciador no subtexto. (Verdade! No subtexto - é um subtexto - de Amatii está uma enunciadora desinformada e reacionária!)

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69 comentários
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Kadu Lisboa

Realmente a imprensa de tudo tem feito “matéria” para vender gazeta. Mas entendo, no sistema do capital o importante para um veículo jornalístico, não é informar, mas sim, vender jornais, e por incrível, sempre tem quem compre, tanto os jornais, como a informação ali enxertada, jogando mais lenha na chispa e encarniçando mais uma notícia, porém desalmada, sem substância, sem forma e vazia, assim, que nem a terra narrada na gênese sagrada. É desta forma que tenho  entendido o burburinho que circunvizinha o tema e que acompanho timidamente o debate na grande mídia.

O problema central num governo em "disputa" não é como chamamos o cargo, mas a realização de obras e projetos, seu patrimônio ético ou até seu tonus ideológico. Se tem algo que é meritório concentrarmos esforços, sem dúvida, seria defender ou criticar, aquele ou aquela proposta, obras, programas, projetos, pacote, medidas, proposições, opiniões, voto, posicionamento etc., ou seja, tem tanta coisa sobre o impúbere governo Dilma relevante para nos preocuparmos, mas preferimos perder tempo em debates forçados e fingidos, data máxima vênia à língua portuguesa, porém sem tanto apego a gramática.

 

Digo isso, pois a língua é muito mais ampla e comporta incontáveis variações que as nossas gramáticas (gramáticos) se quer “pensam” em alcançá-las. As variações lingüísticas estão ai nos lembrando que a linguagem é um fenômeno cultural e expressa as manifestações sociais de um povo em um momento, logo, PRESIDENTA, poderia expressar, o agora, de um povo. Lembro que desta forma sugiram tantas outras palavras: CLONAR, TUÍTAR, BLOGAR e por ai vai, depende da conjuntura, do momento, da circunstância, e afirmo, é legitimo que assim seja, pois os costumes, a vida e a dinâmica social são fontes primaria para o surgimento de qualquer palavra, termo ou expressão.

Talvez, e pq não, tenha chegado a hora da “presidenta”? É a primeira vez na história. A palavra agora tem função, ante não tinha, talvez por isso a gramática de Bechara e Cipro Neto não tenham albergado o termo “Presidenta” e oferecido a ele, além de expressa positivação, E-FE-TI-VI-DA-DE.

BASTA Dra. Amatti e outros tantos, pois no Brasil de tantos recortes lingüísticos, pregar a dogmática da gramática, como núncio de insofismável verdade é ignorar o Brasil e o melhor dele, os brasileiros. Termino, porém achando que na questão existe mais preconceito do que a honrosa luta pela preservação da língua portuguesa.

 

Kadu Lisboa

ssagatiba@hotmail.com

 
 
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Cláudia Stefani

Vera Helena Amatti, quem quer que seja e não me importa, você é uma vergonha para as mulheres!

 
 
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Luis Campos

Governante e governanta (GovernantA!). Embaixador e embaixadora (embaixadorA!). Então, pode ser presidenta. Prefirei a forma caseira possível, Presidenta. E só para afrontar Sarney, o francês, ficarei com a forma Frau Präsidentin (PräsidentIN).

 
 
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Eva

hahahaha!!! Você tirou as palavras da minha boca, se é para afrontar fico com o alemão, que ainda por cima coloca o sufixo feminino no maiusculo, para ficar MAIS claro ainda que se trata de uma mulher!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

 
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Reynaldo666

Essa matéria é uma merda. 

 
 
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Mario Blaya

bom a Dilma quando foi beijar a mão da "PIG" se apresentou como presidentE do Brasil,  somente os fanaticos dão corda para jogada marketeira!  

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Juliano Santos

Segundo o "raciocínio" da professora, já que o Mario Blaya que é tucano falou "da" Pig eu falarei "do" Pig

 

Juliano Santos

 
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antonio francisco

Sírio Possenti, parabéns pelo texto!

 
 
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randombuz

futilidade por futilidade, vamos meter a colher...
(se algumas pessoas se julgam capacitadas a mudar palavras ao bel prazer, TODOS tem esse direito, por uma questão de isonomia - todos são iguais perante a lei, não?)

ou muda uma, ou muda todas!!! então vamos mudar a lingua portuguesa qdo bem convier(aliás, os portugueses tem todo direito de terem restrições a brasileiros, pois gostamos de "moda")

ESTUDANTE (passa a ter duas formas)
- estudantA
- estudantO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

GERENTE (passa a ter duas formas)
- gerentA
- gerentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

AGENTE (passa a ter duas formas)
- agentA
- agentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

DOENTE (passa a ter duas formas)
- doentA
- doentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

CLIENTE (passa a ter duas formas)
- clientA
- clientO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

CRENTE (passa a ter duas formas)
- crentA
- crentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

PRAÇA (soldado) (passa a ter duas formas)
- praçA
- praçO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

CARENTE (passa a ter duas formas)
- carentA
- carentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

DOCENTE (passa a ter duas formas)
- docentA
- docentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

FEIRANTE (passa a ter duas formas)
- feirantA
- feirantO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

REGENTE (passa a ter duas formas)
- regentA
- regentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

TENENTE (passa a ter duas formas)
- tenentA
- tenentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

VIDENTE (passa a ter duas formas)
- videntA
- videntO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

ABSORVENTE (passa a ter duas formas) (esse vai dar polêmica... rsrs)
- absorventA
- absorventO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

(IN)ADIMPLENTE (passa a ter duas formas)
- (in)adimplentA
- (in)adimplentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

ADQUIRENTE (passa a ter duas formas)
- adquirentA
- adquirentO (pois como homens, sintimo-nos diminuidos só pela flexão para o feminino, pois precismos manter a dignidade e valorizar o masculino, sem quer ser mais ou menos q a mulher, blá blá blá)

...

e aí vai...

depois fazemos piadas de português... ignorante com soberba é uma merda!!!

para terminar,
o nióbio vendido a preço de banana pelo (quase) único produtor (nós) mundial vai bem?

já foi aberto processo contra pessoas q incentivaram e q deixaram ocorrer ocupação em áreas de risco?

já está todo mundo ciente o q é um golpe branco? q pessoas no legislativo e no judiciário são braços desse golpe?

já foi aprovada a reforma política para acabar com a orgia partidária e políticos (não todos... maioria) piores q bandidos e meretrizes?

já começaram as reformas para acabar com a cx. preta do judiciário, bem como eleições para este reduto de obscurantismo?

daniel dantas e políticos q ocuparam cargos em estatais dando prejuizos astronômicos às mesmas vão bem?

um ótimo dia a todos!!!

 
 
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randombuz

oops... falha da produção: "ou NÃO muda NENHUMA, ou muda todas!!!"

 
 
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Egler

Já aderi às suas sujestões. Então vamos lá. Ignorante não!

IGNORANTE passaria a ter, também, duas formas
- IgnorantA e IgnorantO

 
 
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randombuz

BOA! bem lembrado!!! rsrs

 
 
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Alan Souza

"Sugestões" também entrou no rol de mudanças?

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Nilson Fernandes

Basta um homem abrir a boca e vem uma besteira atras da outra.

A Dilma tem estilo gerente "gestora". Mãe do PAC.

Presidente Dilma dá mais força ao cargo que ocupa,

Presidente é macho no melhor sentido da palavra!

 

Nilson Fernandes

 
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Nilson Fernandes

Mulher Guerreira e guerrilheira !

 

Nilson Fernandes

 
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alextoledo

no seu caso o adjetivo só tem uma forma: idiota

gastou quanto tempo pra escrever tanta asneira? use melhor seu tempo

 
 
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randombuz

alextoledo,

"no seu caso o adjetivo só tem uma forma: idiota
gastou quanto tempo pra escrever tanta asneira? use melhor seu tempo"

1) gostei da sua opinião ao meu comentário... serve para qualificar, "ipsis literis" o seu;

2) falando em tempo bem usado, qto tempo se leva para ficar com uma educação como a sua?

3) já ouviu falar de figuras de linguagem? acho q fiz uso de umas três...
(na próxima vez, vou pontuar no texto onde é "sério" onde é "figura de linguagem"... só falta isso... explicar texto "não linear" para quem interpretou-o categoricamente "linear"... que dureza... acho de vou tomar um Dreher... rsrs)

4) pela velocidade com q digito, pelo uso ^C e ^V, não demorei mais q umas 3 vezes o q vc demorou para digitar o seu (neste, estou gastando bem mais, para não responder com a mesma precipitação q vc);

5) ainda bem q vc gostou da parte mais importante, os questionamentos no fim do comentário; o resto era só preâmbulo - aliás, dispensável;

6) vc já ouvir falar da relação entre inteligência e bom humor?

7) gosto de criticar e ser criticado, civilizadamente - se possível, mas, por favor, aponte quais os pontos a debatermos, não usando argumentos como "asneira" e "idiota"; se eu puder sugerir, pergunte antes de afirmar (pelo menos comigo funciona);

8) ótima (eba!) sexta pra vc tbém!

 
 
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ruyacquaviva

Que trollagem mais tosca!

 
 
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randombuz

NÃO é "trollagem" (argumento e comparação errados);

NÃO é "tosca" (não entendeu o contexto);

Faltou SÓ entender o "enredo" do q escrevi (leia o comentário q fiz ao alextoledo... talvez melhore sua percepção... por curiosidade, vc tirava notão em redação e interpretação de texto? multis de 1a. aplicam esse tipo de teste tbém...normalmente não são difíceis...).

Por educação, não vou responder seu comentário no mesmo tom q vc usou.

ótima sexta pra vc tbém!

 
 
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Jorge de Cima

Não ví ninguém falar o óbvio para o rapaz, a Dilma não mudou nada, ela escolheu entre as duas formas que JÁ EXISTIAM, a que prefere.

Randebouz, em vez de gastar tanto tempo escrevendo seu texto desnecesário, era melhor ter pego um bom dicionário de 2009 pra trás e ver que já está lá a palavra presidenta, não foi a Dilma que inventou.

Se tivesse feito isso, economizaria tempo e não passaria vergonha, assim como a autora do texto.

 
 
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randombuz

Jorge, td bom?

onde vc viu eu mencionar q sou contra o termo presidenta? (inclusive já sabia das duas formas na norma culta)
apenas comentei q se tantas pessoas defendem "presidenta" de forma tão apaixonada, sendo q existem as duas formas na norma culta, buscando justificativas feministas, blá blá blá, os outros substantivos de 2 gêneros tbém precisam ter masculino e feminino (e criei um monte de exemplos, até por brincadeira).

vc viu o título do meu comentário? "futilidade por futilidade, vamos meter a colher..."
como já alertei outros colegas, fiz uma ironia, ao contruir um argumento, sem grandes rigores técnicos, nem uma grafia esmerada, só para contrapo-lo ao questionamento final (golpe branco, daniel dantas e outros canalhas livres, reforma do judiciário, etc), ou seja,
ficamos discutindo assuntos secundários, a começas por este post q o Nassif colocou, e esquecemos - ou não nos apercebemos da importância - de discutir assuntos MUITO MAIS IMPORTANTES E URGENTES.

Posts ligados a assuntos estruturais tem, em média, de 5 a 10 comentários, e são esses q definem nosso bem estar, bem como o mundo q deixaremos a nossos descendentes.
Ou seja, um assunto "perfumaria", fútil, gera mais 10 vezes o número de comentários de assuntos infinitamente mais importantes.

e como comentei antes, em outro post, mortos não reclamam e os vivos se calam, e os canalhas q fizeram ocupação irregular de áreas de risco, ou áreas de preservação, bem como os funcionários públicos q receberam "bola" para fazer vista grossa sobre a ocupação estão numa boa... nem processinho vão levar, e cabralzinho q "doou" 24 milhões de dinheiro público pra rede esgoto fazer museuzinho vão ficar NUMA BOA... afinal morte de umas centenas a mais ou a menos é efeito colateral, e o povo esquece...
(e os políticos pilantras leem os comentários nos dias q o debate ferve, mas nem se preocupam, pois sabem q a maioria das pessoas deixam pra lá...)
eu procuro não me calar!!!

valeu pela intervenção!

espero sua participação ativa também qdo o assunto se referir a mudanças estruturais.

 
 
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Lima

Mas que cara Chato!

Geralmente gosto muito de ler os comentários. Mas aí vem alguém querendo dar uma de sabido e escreve um monte de bobagens.

 
 
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Almeida

Alguém que grafa "sintimo-nos", ao tentar corrigir o português alheio, pode-se enquadrar na sua frase: "ignorante com soberba é uma merda!"

Eu ia lhe chamar  de anta ignorante, mas, para lhe agradar, eu lhe chamo de anto ignoranto.

 
 
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randombuz

Almeida,

boa! pegou o clima!

desculpe enventais erros, mas digito no modo texto plano, sem correção ortográfica, e na pressa de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, escapa.

ao rever o texto, eu mesmo percebo e me recrimino muito por isso, mas... depois de enviado, Inês é morta.
pelo vocabulário e abordagem, acho q deu pra perceber q foi deslize, não?

mas não deixa de ser divertido ser adjetivado pelo "novo" vocabulário português (anto ignoranto... rsrs).
e como disse o colega Calvin, no tom da brincadeira, "Continuo achando a presidenta uma gerenta muito impacienta."

mas, Almeida, resumindo, a idéia não foi escrever uma tese, monografia ou um manualzinho básico, mas apresentar uma contradição: se é tão importante para alguns a defesa de mudar um substantivo d 2 gêneros para outro com grafia distinta de masculino e feminino, pq não abranger tbém, por ex., gerentA, além de ser mulher, e guardadas as devidas proporções, é tão importante para sua equipe de trabalho qto Dilma é importante para o país; aliás, uma gerentA pode despedir quem não tratá-la corretamente... rsrs

já q estamos no campo do "papo cabeça", seria correto tbém usar gerentO, uma vez q se o público feminio merece ser valorizado, o masculino tem o mesmo direito (eu julgo os 2 igualmente importantes, sem distinção), pois a mulher, na busca por seu reconhecimento, não deve impor ao homem ao papel de "oprimido".
então, se a mulher merece ter uma forma exclusiva de tratamento a partir de um substantivo q serve a 2 gêneros, o homem tbém merece.
ou se muda a grafia de todos subst. de 2 gêneros, ou continuamos a usar o artigo para diferenciá-los.

mas eu acho isso tudo uma perda de tempo, e se o artigo caracteriza o substantivo de 2 gêneros, não precisaria tanta conversa mole, tantas justificativas baratas (justificando a minha frase "ignorante com soberba..."), e como eu disse, se muda um, muda todos (por acaso os portugueses tem essa "crise" linguística por lá?).

ainda bem q vc percebeu a importância dos últimos questionamentos, pois já temos todos aqueles problemas resolvidos e temos tempo livre e recursos sobrando para ficar provocando mudanças cosméticas no vocabulário.

justamente pela inutilidade desse assunto é q fiz um preâmbulo irônico para concluir com assuntos REALMENTE importantes.

sempre gosto de papear com pessoas atentas ao detalhes e entrelinhas. na maioria dos casos, ao não usar um texto didático, linear, a gente escreve uma coisa e as pessoas interpretam outra.

abração!

 
 
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Anarquista Lúcida

E alguém que numa discussao apela para correçao de erros de Português dos outros é um arrogante incapaz de usar argumentos.  

 
 
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Moreira

Pelo que sei uma palavra "passa a existir" quando escrita em um meio "reconhecido", ou seja, um meio "oficial" ou um meio "popular". Desta forma, a palavra "laranja", além de significar um tipo de fruta, uma cor, é também o sujeito que empresta o nome a outrem, de modo a disfarcar a real autoria, responsabilidade, etc, de algum fato ou acontecido ou empreitada.

Assim, as palavras estrangeiras passam a fazer parte de uma língua. Se o presidente do país decidir que quer ser chamado de "NUNCADANTES", e o congresso aprovar, a palavra que não existia, passará a existir. No caso em específico, a presidenta quer ser chamada de presidenta, e assim está escrito, e assim agora é.

A língua é viva. Palavras nascem, se difundem, se reproduzem (a partir de derivacões), e muitas algum dia morrem (ou todas, já que as línguas podem também nascer, crescer, gerar descendentes ou não,  e depois morrer).

Ou seja, se nunca antes na história deste país houve uma presidenta, agora há.

 
 
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Anarquista Lúcida

Mudar a língua? Quem mudou a língua? Embora a maioria das palavras terminadas em ente, ante se mantenham invariáveis no feminino, existem outros casos de flexao em -a (por ex., parenta; elefanta), que é um processo absolutamente genérico na língua. E tanto presidente quanto presidenta já eram inclusive dicionarizados, tanto no Aurélio quanto no Houaiss. Quer dar palpite, se informe primeiro...

 
 
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randombuz

AnaLú lindinha, td bom?

vc continua não usando vocativo para "conversar" com as pessoas? que feio! rsrs
por dois motivos é interessante o uso do vocativo: 1o., por educação, pois todos gostam de serem chamados pelos nomes (ou apelidos, tantufaz) e 2o., num bate-papo grande, às vezes se torna difícil localizar "a quem vc fala" (já reclamei com o Nassa sobre isso, colocar um traço ou indicador lateral para fazer a identificação visual da indexação de comentário pai-filho).

estas a falar comigo sobre "mudança de língua"?

vou repetir: sou terminantemente contra a imposição de um padrão pela manada do "politicamente correto", sendo q é permitido o uso das duas formas indiscriminadamente na norma culta, certo?
fica parecendo q quem adota a outra forma é um perigoso alienígina e precisa ser subjugado ou, caso não seja "convertido", precisa ser "eliminado" do trato social, no mínimo, sofrer profundo desprezo das pessoas "politicamente corretas".

fiz uma ironia sobre isso no começo do texto - e já expliquei em pelo menos outros 2 comentários aqui, mas ainda bem q vc reparou no final do meu comentário, onde fiz questionamentos q julgo da maior importância, mas a maioria das pessoas "cabeça" deixa passar despercebido, preferindo se dedicar a 100 comentários em temas absolutamente cosméticos, e de 5 a 10 em temas relevantes, q determinam nosso bem estar, liberdade de expressão e representação política.

o começo do meu comentário é irrelevante, mas ainda bem q vc comentou sobre as questões q levantei (golpe branco e outros), estas sim relevantes; gosto de conversar com pessoas observadoras, atentas nas sutilezas e na leitura das entrelinhas.

diferente de vc, a maioria só notou a brincadeira q fiz na mudança nos substantivos de 2 gêneros terminados em -ente ou em -a.

mas eu respeito as pessoas como são; se os assuntos estruturais, cerceamento de representação, abuso do "mercado" sobre o cidadão e o governo, golpe branco em andamento no legislativo e no judiciario, tretas e mais tretas no meio político, caixa pretas do judiciário e outros não precisam ser discutidos, quem sou eu para dizer o q precisam para serem felizes?

eu não me calo com o sofrimento alheio (quem aqui no blog, por ex., reclama da inoperância do Estado para punir os responsáveis pela ocupação irregular de áreas de risco, bem como dos funcionários q fizeram vista grossa para tal? só eu fico levantando este e outros assuntos repetidamente)... os mortos não reclamam e os vivos se calam.... eu não, faço minha parte!

td d bom!

 
 
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Anarquista Lúcida

Ah, bom, agora devemos discutir em todos os tópicos esses temas, realmente importantes... Ora bolas. E quanto a pretensa manada do "politicamente correto" (neste país em que as pessoas sao politicamente incorretas quase o tempo todo, isso só pode ser anedota...) que estaria tentando "oprimir" os pobres usuários da forma presidente, isso é ridículo! Ninguém está fazendo isso, apenas reagindo contra a tentativa da mídia de encontrar cabelo em ovo. E para mim pessoalmente, que sou linguista, o que me motiva nessa discussao é o combate ao conservadorismo purista contra usos normais da língua e a mentalidade "caga-regras".    

 
 
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randombuz

AnaLú,

curiosidade...
vc é descendente de português, espanhol ou italiano da calábria?

tudo gente brava!!!! grrrrr....

(mas excelentes pessoas! rsrs)

inté!

 
 

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