A desqualificação do voto do pobre

Autor: 

Por Rodrigo Nitto

Ótimo artigo de Maria Rita Kehl publicado no Estadão de hoje. Vale a pena ler.

DOIS PESOS

Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

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51 comentários
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neide

Onde assino?

 
 
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marinildac

Defesa digníssima da Maria Rita Kehl, argumentos imbatíveis. E citando Paul Singer, o homem da economia solidária, um dos mais brilhantes quadros do Brasil, do qual a imprensa foge como o diabo da cruz (e ele nem liga, tem mais o que fazer). Nossa sorte é que ele está sempre na imprensa alternativa, por isso sabemos o que se passa no interior.

 

Monica Valdwogel anunciando na Globonews quem são os convidados de hoje do programa dela, o Villa, o Gianotti e um outro cujo nome não captei, que vão debater... democracia. Parece imperdível.

 
 
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Nilson Fernandes

O Villa e Gianotti só veem defeito nos 25 anos de democracia brasileira.

O  filósofo que falava defendendo o Brasil foi cortado.

O Villa é o de sempre, o Gianotti foi o pior; disse que a democracia corre perigo com a eleição de hoje. Quando o candidato deles perde, há perigo de ditadura.

Se a Dilma der o primeiro murro na mesa em janeiro já irão nas arcadas ler a carta do impitmam

 

Nilson Fernandes

 
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Pedro Germano Leal

Brilhante. Algo que já devia ter sido dito, em tão claros termos, há muito tempo.

Eu me confronto diariamente com variantes dessa perspectiva:

- "a massa não sabe votar";

- "o mal do Brasil são os brasileiros";

- "somos um país de segunda classe";

 

etc. etc. etc.

 
 
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cleber cartacho tomaz

Caro Pedro , hoje teremos a prova real em Sampa , se realmente o povo e conciente ao votar , o nosso grande palhaço Tiririca esta cotado para ter uma grande votação o que comprovaria em parte a teoria do Pelé ,agora tem tambem o voto protesto que caberia perfeitamente no caso Tiririca.

 
 
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JAS-BH

Excelente do artigo!,

Nessa véspera de eleição estou enviando-o a vários amigos e conhecidos que julgam os seus votos mais valiosos do que o da "turba".

 
 
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Marcos Veríssimo Alves

Eu, infelizmente, já não acredito (tal qual muitos outros, penso) em ética no Estadão. Artigo muito bonito, muito equilibrado, mas que cai em algumas contradições. Apoiando Serra, que chamou o Bolsa-Família de Bolsa-Esmola, esse artigo contradiz a linha de pensamento do candidato e do próprio jornal, portanto. E depois, a autora tenta desqualificar os fundamentos de um pensamento social, postos pelo Marx, da mesma maneira que a velha mídia e os bastiões neo-liberais o fazem. Primeiro, diz que "parece até que no Brasil existe luta de classes, quela que foi soterrada pelos últimos tijolos do muro de Berlim". Mais adiante, ao final do artigo, diz que há uma "recém-adquirida consciência de classes". 

Afinal de contas, minha senhora, em que lado a senhora se posiciona? No lado que acredita na existência de classes, ou na que não acredita em sua existência? Ou a senhora vê as classes como castas, que "sabem qual é o seu lugar" e não reclamam, que esperam uma bondosa atitude divina para que as coisas mudem? Ou a senhora acredita que as classes se comportam como nas novelas da Globo, onde a empregada está lá, na casa da patroa, e tudo é sempre muito bom e pacífico, que a empregada está sempre satisfeita e disposta a ser pisada pela patroa - isso quando a patroa pisa nela, pois em geral nas novelas da Globo todos os patrões são uns santos, nada dá a entender que o salário seja baixo?

Dos e-mails que a autora diz ter recebido, fica claro que há duas classes: uma que, achando que o pobre não se sujeitando à exploração que lhe é oferecida e escolhendo o Bolsa-Família estará sendo indolente, e outra, que não aceita mais a exploração extrema. Mas, ou se reconhece que há as duas classes e que elas estão em conflito, em luta, e se assume um discurso marxista, ou se faz como os neo-liberais: esconde-se a existência destas duas classes através de um discurso esquizofrênico, tal qual o discurso do Serra nesta campanha.

Agora que escrevo estas últimas linhas, me dou conta. Este artigo tem tudo a ver com o Estadão... Apoiar um candidato não é só declarar apoio: é, também, agir de acordo com as linhas do seu candidato. E a posição esquizofrênica do artigo condiz perfeitamente com a conduta do candidato do jornalão.

 
 
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gui

O teu problema Marcos foi tentar achar "pêlo em ovo"e desqualificar o direito de opinar de um ser critico como a Maria Rita. Em muitos casos, mesmo em um jornal como o Estadão, uma opinião, não é nada mais que uma opinião, e qualquer cidadão tem o direito de te-la.

 
 
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Arthur Marcondes

Amigo, acho que estas equivocado em seu comentário, acho que desconheces a "bagagem" da autora do texto =P

Primeiro, não encontro esta Ligação Maria Rita Kehl -Serra, que você encontrou. 

Perceba a diferença entre oque você disse e a frase verdadeira:

"parece até que no Brasil existe luta de classes, quela que foi soterrada pelos últimos tijolos do muro de Berlim".

"Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro."

Ela justamente reforçou o choque entre os seguimento sociais...

A autora de forma alguma fala que bolsa familia é bolsa esmola, citando inclusive seu impacto social. As únicas coisas que ela faz é mostrar o real valor do benefício e escancarar a mentira desses e-mails que circulam por aí.

 Só para te deixar mais por dentro vou colocar uma variante do e-mail citado:

  

 

 

ZELADOR QUE PEDIU PARA SER DEMITIDO
 
Interessante e verídico!!!

O zelador de 1 prédio em Natal/RN , pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem.

Contou o motivo; tem dois cunhados  desempregados, lá  mesmo em Natal, e que, por conta da Bolsa Escola, Cartão Cidadão, Cartão  Alimentação, Vale Gás, Transporte Gratuito, Vale-Refeição (acreditem - Vale-refeição) e demais benefícios do nosso governo, dadas a título de esmola, vivem melhor que ele.

Aí paramos e fomos fazer umas continhas:
1. Bolsa escola - R$ 175 para cada filho que freqüente  as aulas (2 filhos) ..... = R$  350,00 (em dinheiro)
2.
Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a  cidadania) ................................ = R$  350,00 (em dinheiro)
3.
Vale gás (um por mês) ......................................................................... = R$    70,00
4.
Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma  boa média) R$8,00/dia x 20 dias . =  R$  160,00
5.
Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele a Esposa e os dois filhos) = R$   420,00

Total em dinheiro ....................................................................  = R$   700,00
Total em   serviços ..................................................................  = R$   650,00
Total mensal .........................................................................  = R$ 1.350,00

Meu Deus!!!!
 Quanto VC ganha por mês TRABALHANDO????  

Obs.1 : O salário do zelador acrescido de horas extras e tudo mais girava em torno de R$ 830,00/mês.
Obs.2: Tudo isso é o estabelecido pela *LEI No 10.836, de 09 DE JANEIRO DE 2004*.

Duvida  (?????) , então consulte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.836.htm

Como o zelador tem três filhos em idade escolar, para ele é vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu 'salário desemprego' irá girar em torno de R $ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando.

Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula, agora na TV BANDEIRANTES): 'ISTO É UMA VERGONHA!'.

Sabe quem paga por isso?

'NÓS', os 'OTÁRIOS'

Distribuir a renda, correto, mas isso é ESMOLA em exagero e o pior com o nosso suor.

Porque você acha que o Nordeste em peso votou no Lula?  
 

PORTANTO MEUS AMIGOS;
 
 
 "Trabalhem duro porque milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você."
 
AHHH! E agora também vai ter a Bolsa- Celular e a Bolsa Cultura
( R$ 50,00 por mês para irem ao cinema!!!!)!!!!!
REPASSEM URGENTE ANTES DE 2010, AINDA HÁ TEMPO, PARA CORTAR O MAL...

ESSES SÃO OS ELEITORES COMPRADOS PELO PT E QUE NÓS ESTAMOS SUSTENTANDO PARA MANTER A FARRA !!!   

 

  

 

 

Percebe como a autora desmascara este e-mail?

Esse é o tipo de coisa que os "serristas" ferrenhos passam todos os dias para os seus contatos.

Acho que poderia continuar citando alguns equivocos cometidos pelo senhor segundo o texto, mas acho que se você o reler com atenção vai pegar a real inteção do texto.

 

 

 

 

 
 
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Luiz Augusto de Jesus Carvalho

Uma única frase mostra a realidade que sempre existiu e existe entre aqueles que se acham donos da verdade e que querem orientar o destino de milhões, sem o seu consentimento:" Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."

Lúcida!

 

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Eu tenho pavor da inveja. É que a inveja é a ideologia do ladrão. A fórmula com que se auto justifica o roubar. Não há ladrão que não seja um invejoso. Em que pese, nem todo invejoso já praticou a ladroagem, apesar de viver perigosamente perto dela.

Mas o que é mais lamentável na inveja, é a inveja animalesca que sente um classe média de um pobre que galga alguns centímetros, dificultando-lhe a dominação e até a humilhação como muito classe média gosta de praticar junto aos humildes. Raça do cão!

 
 
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Viviane M. Dantas

Como sempre faz, a psicanalista Maria Rita Kehl nos brinda com um texto brilhante! Diante de tanto horror publicado ao longo desta campanha eleitoral, este texto, às vésperas da eleição, funciona como um bálsamo.

 
 
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cesar a giometti

Belíssimo artigo, esclarecedor. Pena que seja indigesto demais para os superiores, que sabem votar, como se auto-afirmam os aqueles comentaristas que escarnecem dos mais pobres, achando que, por que gozam de uma situação econômica pouco melhor, são os donos da verdade, e confessam a sua ignorância quando afirmam as suas convicções, baseadas no olhar para o próprio umbigo e sem nenhum conhecimento de causa. Primeiro, que se vá às pesquisas, ver os dados levantados que mostram uma realidade bem distante daquela que a classe média idealiza. Para muitos brasileiros, duzentos reais fazem a ponte entre a miséria e a dignidade, permitindo sim que essas pessoas se reconheçam pela primeira vez como cidadãs integrantes de um país gigante, que nos 500 anos de exploração e dilapidação dos seus bens, tem sido mais um mau padrasto do que bom pai para muitos de seus filhos.

 
 
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Alex Mendes

Nassif,

Dá para abrir comentário específico para os pedágios de SP?

Ajude-nos, por favor!

Em SP Mercadante está por pouco! IBOPE 51% pro ackmin. Datafalha manipula com 55% e diz 1º turno. É isso que eles queriam com todas as invencionices e ataques à Dilma: continuar mandando em SP!

Alexandre Mendes Meloni
(21)8838-2211

SEGUE ARTIGO (Pode EDITAR à vontade):
 
Pedágios SP: R$4 bilhões no dia da Eleição !!!
 
Amanhã, no dia da eleição, serão R$4,0 BILHÕES!
 
Antes de sair pra votar amanhã, confira: http://www.pedagiometro.com.br/
 
Será que os paulistas, ainda continuaão a deixar a imprensa PiG manipulá-los?
 
Será que votarão no Alckmin depois de deixarem R$ 4 BILHÕES NOS PEDÁGIOS?
 
Amanhã, quando os paulistas estarão votando, os pedágios dos tucanos de SP terão batido o recorde de R$4 BILHÕES arrecadados!
 
Hoje, neste sábado de véspera de eleições, o Pedagiômetro (www.pedagiometro.com.br) indica que já foram arrecadados R$3,9904 bilhões até 17:35 h! R$3,9920 bilhões até 20:05h! Isso dá R$1,6 milhão em duas horas e meia! As empreiteiras arrrecadam cerca de R$15 milhões por dia!
 
R$3,9 bilhões em 9 meses! Amanhã, no dia da eleição, serão R$4,0 BILHÕES!
 
Até o final do ano os empreiteiros das estradas paulistas serão engordados pelo PSDB em R$5,3 BILHÕES!
 
Enquanto isso as estradas das cidades menores estão cheias de buracos! Viaje de São Bento do Sapucaí para Sto. Antônio do Pinhal ou Taubaté... Uma vergonha! O trecho mineiro foi totalmente recuperado... Já os trechos paulistas, piores do que queijo suiço! Viaje de Piquete para Cruzeiro, vá de Cruzeiro para Lavrinhas... Todas esburacadas. Esse é o modo tucano de governar SP...
 
Será que os paulistas, com esse abuso de R$ 4 BILHÕES, ainda sim votarão no Alckmin?
 
Deixarão a imprensa PiG manipulá-los?
 
Vamos abrir a CAIXA PRETA do PSDB em SP!

 

Alex Mendes

 
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Simone del Rio

Alguma coisa acontece nesse país, revelando a face da verdadeira polarização: M.R.K diz o que é. 

 
 
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AFONSO NASCIMENTO

luta de classes , meu caro enquanto houver possuidores e dpossuidos ela permanecera. o que caiu foi o murro de berlim e uma tentativa de implementacao da sociedade socialista limitada, a mudanca tem que ser implementada em todo o planeta. avelha luta de classes que enquanto houver dessigualdalde la ela estara.

 
 
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veras

Bravo!

 
 
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Lucas Jerzy Portela

Maria Rita Kehl é um dos motivos pelos quais optei cedo pela Psicanálise - tê-la como colega de profissão e de ciência é uma honra, felizmente, para muitos. 

 
 
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Alex Mendes

Bom artigo,

 

Os argumentos para desqualificar os votos dos pobres não valem para os vot]os dos Ricos?

 

Afinal, quando o gov. PSDB/FFHH gastaram R$400 milhões para reformar Congonhas, nenhum dos jornalões criticou... Quando paulo Maluf gastou milhões em obras viárias para carros, nada dos jornalões criticarem, mesmo sabendo dos outros milhões sendo desviados (R$2 bilhões nas Ilhas Jérsey?)

Engraçado né? Um gov. gastar milhões e bilhões que beneficiam somente a elite (*) níguém da PiG critica. Quando o governo gasta para os demais brasileiros, a PIG chia!

 

(*) Em SP, os Aeroportos que atendem aos interesse de todos são Guarulhos e Viracopos, com as exportações e importações. CGH tem menor participação de todas as classes!

 

 

Alex Mendes

 
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GalileuGalilei

Muito bom!

Só acho que a Maria Rita se esqueceu de mencionar aquilo que a elite raivosa finge não saber: 

muitos das classes A e B ao votarem também levam em conta os seus próprios interesses.

Ou não?

 
 
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SacaSoh

Não querendo desqualificar o artigo nem a articulista, mas parece que td mundo resolveu voltar a razão no último instante... Talvez pra ficar melhor na "fita" com a Dilma...

 
 
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Arthur Marcondes

M.R.K Não precisa "voltar" a razão, pois ela nunca a perdeu hehehe

 
 
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Nilson Fernandes

Belo texto de Maria Rita Kehl.

Estes dias li no twiiter: "Quem têm curso superior vota na Marina, quem tem curso médio ou fundamental vota no Serra, quem é analfabeto e recebe o bolsa esmola vota na Dilma."

A internet produz muito lixo e preconceito

 

Nilson Fernandes

 
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Rubem

Ótimo artigo, Rodrigo!: a inteligência de Maria Rita em desmanchar o preconceito e o elitismo ideológico, e a admirável delicadeza e compostura com que o faz, é de lavar a alma. Valeu, mesmo, ler!

 
 
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Nilson Fernandes

A Direita agora acusa o Lula de oligarca populista por inserir os pobres na cidadania.

 

Nilson Fernandes

 
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Ully

Ptz! Beleza! Fazia tempo que eu não lia algo tão atual! Tão carne! Sangue! Talvez seja por que eu ou povo. Eu moro em Fortaleza, e fugi do sertão seco, onde nasci, e onde passei necessidade, quando criança. Quando chegamos a juventude, três irmãos meus foram para São Paulo Belo Horizonte, onde conseguiram emprego e formaram família por lá e de lá não querem mais voltar. E eles tem razão. A terra deles é a terra que lhe deu sobrevivência. É... gente! "nóis" daqui temos muitos irmãos primos sobrevivendo, aí, pelo Sul e sudeste. Me perdoem a franqueza, mas esse texto me tocou muito.

 
 
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Grauninha

Aguardo a mãe de todas as Batalhas:  VxV (Vanessa x Virgilio).

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

 
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silvio campello

não precisa ser paulistano para dizer essas besteiras, não. O senador Jarbas Vasconcelos, prefeito de Recife duas vezes e governador do estado outras duas, reclamou tempos atrás que o garçom de seu bar preferido havia parado de trabalhar para receber essa esmola. Pura balela, é óbvio. Está levando uma surra nas urnas e muitos de nós iremos comemorar amanhã na praça de casa forte, local tornado ponto de encontro das esquerdas devido a proximidade da casa de miguel arraes. O mundo gira e a luzitana roda.

 
 
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stanilaw calandreli

Quem é esta Maria Rita que conseguiu colocar às claras, aquilo que sinto no coração, mas não consigo expressar, fica travado na garganta querendo sair. Até agora não sabia o que era, me sinto feliz por ela.

 
 
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Flavio almeida

Muito bom texto!! Por um instante , como num lampejo temporal, ao ler este texto tive uma visualização do futuro da nossa imprensa: pés no chão e coerencia nas palavras.

 
 

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