A demissão da repórter que twitou

Por Marco St.

O caso da demissão de 2 jornalistas da Folha

Do blog da Carol Rocha (jornalista demitida)

A coluna de hoje da ombudsman da Folha de S.Paulo é sobre uma troca de tuítes entre dois jornalistas da empresa - aliás, ex-jornalistas da empresa. A "repórter do Agora", neste caso, sou eu. O diálogo, de três frases, segue abaixo, no texto da própria Suzana Singer - e ao contrário do que alguns disseram, não foi apagado; continua lá no twitter.Abaixo seguem também, em ordem, a coluna publicada hoje, o email que enviei para a Suzana na quinta-feira, após a minha demissão e, em seguida, a resposta dela.E cada um que tire suas conclusões.A minha conclusão é a seguinte: os jornais subestimam a inteligência dos leitores. Para a ombudsman, não é bom lembrar os leitores que o jornal erra. Também não é bom admitir, em público, que o jornal que briga e exige liberdade de expressão pratica censura interna. Além do meu caso, quem não se lembra do Falha de S.Paulo?
Eu ainda não perdi a esperança de encontrar um dia numa redação um editor corajoso como o Ricardo Noblat, que teve a honestidade de manchetar um "erramos" no Correio Braziliense (e levou o Prêmio Esso por isso).COLUNA DE HOJE#prontofalei

A BLOGOSFERA dá a qualquer um a chance de divulgar o que passa pela sua cabeça a todo momento. No jornalismo, sem o filtro da edição, essa modernidade tem sido uma fonte de problemas. Na quarta-feira passada, após o anúncio da morte de José Alencar, havia no Twitter:
Repórter da Folha: "Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão."
Repórter do Agora: "Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs" (risos)
Repórter da Folha: "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo."
Um diálogo ruim, de todos os pontos de vista. É insensível jogar na cara do leitor que há obituários prontos à espera do momento de publicação. Não faz sentido um jornalista criticar, publicamente, um site da mesma empresa. E não deixa de ser desagradável lembrar um problema recente -a divulgação errada, pela Folha.com, da morte do senador Romeu Tuma.
Em janeiro, um fotógrafo colaborador do "Agora", que cobria as eleições para presidente do Palmeiras, escreveu: "Enquanto os porcos não se decidem poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante para a imprensa que assiste ao jogo do Timão na sala de imprensa". A reação foi rápida e violenta: ele apanhou de seguranças do time.
É difícil convencer jornalistas de que suas contas no Twitter, Facebook ou Orkut não podem ser encaradas apenas como pessoais. O repórter é seguido, curtido, recomendado, também como um representante do lugar em que trabalha.
Em um comunicado de 2009, que merece ser atualizado, a chefia da Redação lembrava que todos devem seguir os princípios do projeto editorial quando estiverem on-line.
Seria bom esmiuçar isso. Jornalista não pode declarar voto político, xingar artistas, amaldiçoar o time de futebol rival, bater boca com leitores, expressar preconceito nem tentar obter vantagem pessoal (reclamar, por exemplo, do mau atendimento num restaurante para que saibam que ele é da imprensa).
É muito limitante, mas o repórter precisa considerar que amanhã poderá ser cobrado por uma opinião "inocente". Em um plantão, alguém de Esporte pode ser designado para entrevistar determinado político. E se ele tiver postado, dias antes, que o sujeito é um "corrupto contumaz"?
Quem mais luta pela liberdade de expressão precisa restringir a própria para não perder a razão.

EMAIL ENVIADO PARA A OMBUDSMAN, NA QUINTA-FEIRAOi, Suzana. Tudo bem?
Sou a repórter do Agora que você citou na crítica interna de ontem.
Escrevo porque gostaria de entender melhor qual foi a sua interpretação sobre a troca de mensagens no twitter? O que havia de tão nocivo ao jornal naquilo?
Até o Comunique-se fez matéria sobre o fato da Folha.com ter demorado tanto a dar a notícia da morte do Alencar.

Você não acha hipocrisia o jornal negar _ou censurar comentário sobre o tema_ que depois da notícia errada sobre a morte do Tuma, os cuidados foram redobrados? Nada mais natural.
Mais hipocrisia ainda é um jornal que zela tanto pela liberdade de expressão, que diz não admitir qualquer tipo de censura, praticar a mesma censura contra seus funcionários. Me lembro que o manual de redação diz alguma coisa como "somos abertos a críticas". Sério? Não conheço ninguém que tenha criticado a Folha e não tenha sofrido represália.

Estou sendo bem honesta quando digo que não entendi o que pode ter de tão grave naquelas três postagens, para culminar com a minha demissão e também do meu amigo, Alec. As mensagens não tiveram repercussão nenhuma, com exceção da sua crítica. Ninguém retuitou, nenhum leitor se sentiu ofendido. Nada. Diferente de outros casos de twitter que culminaram em demissão (diretor da Locaweb xingando o clube que a empresa patrocina, o fotógrafo do Agora sendo agredido no Palmeiras, a estagiária de direito que xingou nordestinos etc).

Preciso compreender isso até porque acho o trabalho de ombudsman muito importante, fundamental, aliás, nessa época de jornalismo com a credibilidade tão discutível. Minha mãe foi uma das primeiras ombudsmans do país, numa época em quase nenhuma empresa tinha a função. Ela não é jornalista - ela foi ombudsman por mais de 10 anos numa grande empresa de segurança privada. E eu tenho muita admiração pela função, independentemente do setor no qual ela é praticada.

Além disso, sou casada com um jornalista, com mais de 20 anos de profissão que, além de ainda ser atuante em redação, também é professor de faculdade de comunicação. Em casa sempre discutimos muito sobre todas as teorias do jornalismo, os meandros da profissão, o que se ensina em sala e o que se faz de verdade na redação. E nem ele conseguiu enxergar motivos para essas mensagens culminarem numa crítica tão dura e em demissão. Talvez valesse uma advertência, uma orientação do jornal. Afinal, em que parte da balança entram os serviços prestados, as horas de dedicação a essa redação? Será que um comentário daquele desqualifica totalmente o profissional?

E nessa história toda, me veio à mente um trecho de um livro muito bom do Eugênio Bucci, quando ele tinha um outro discurso diferente do que ele prega hoje, e que podia ser alvo da sua reflexão enquanto crítica do jornal. O livro chama-se Sobre Ética e Imprensa. No capítulo 2, intitulado "A síndrome da auto-suficiência ética", ele tenta explicar por que a imprensa gosta tanto de discutir a ética dos outros, mas não discute a sua. "É como se a imprensa proclamasse: minha função é informar o público, mas os meus valores não estão em discussão, os meus métodos não são da conta de mais ninguém _ eles são bons, corretos e justos por definição."

A imprensa gasta todo o seu tempo apontando, criticando e denunciando tudo e todos para não ter que discutir e justificar as suas próprias falhas.

Um abraço,

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48 comentários
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Ricardo Queiroz Pinheiro

Tadinha. TSC, TSC.

 
 
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Inforo

Traduzindo: "Vai tarde, menos dois"

 
 
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Rodrigo Vianna analisa a fsp:

 

“Folha” acha que jornalista é servo?

http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-acha-que-jornalista...

 

"

É isso que interessa na demissão: um recado para outros jornalistas – calem a boca! É atitude de velhos senhores de engenho. Se os empregados se reúnem para reivindicar melhores condições de trabalho, o “patrão” nem discute. Chama o capataz e manda dar uma surra nos líderes da “baderna”. Pra servir de exemplo!

Sob todos os aspectos, a demissão dos jornalistas parece-me absurda: os dois foram “punidos” por expressar, em perfis no twitter, a opinião pessoal.  Ok, eles trabalham na “Folha”. Mas a relação não é (ou não deveria ser) do servo com o senhor proprietário da gleba. O jornalista, fora do horário de serviço, e longe das páginas que pertencem à família Frias, é um cidadão que pode e deve expressar suas opiniões e impressões. O jornalista vende sua força de trabalho, não o cérebro!

"

 
 
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Inforo

"O jornalista vende sua força de trabalho, não o cérebro!".

Isto é o que seria para ser, mas de fato hoje

O Jornalista vende sua alma, não o cárebro

O que menos interessa aos patrões é o cérebro.

Ou alguém quer dizer que ao inventar ou falsear um fato, ou mesmo ver seu colega de redação fazendo, o cérebro do jornalista não sabe que é errado.

Pra mim todos os jornalistas de uma empresa tem a mesma culpa do patrão, ai vem os hipocritas e diz que o coitado precisa do emprego, por este lado os traficantes usam os mesmos argumentos, os nazistas presos depois da guerra diziam que só estavam cumprindo ordens.

 
 
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Roberto Locatelli

A melhor parte do seu comentário foi "o que menos interessa aos patrões é o cérebro."

 
 
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FabioREM

Como vi a Cynara Menezes comentar, demitiram o repórter do tweet, mas aquele que publicou

a ficha falsa da Dilma - esse continua lá.

 
 
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Vivi

É por que deve ter sido o patrão que mandou publicar!!! rs

 

Vivi

 
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Samy

Claro, a Folha adota o ditado "manda quem pode, obedece quem tem juízo".

 
 
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Ivan Moraes

Isso eh complexo de inferioridade de parte da falha de Sao Paulo.

Merecidissimo, alias.  Eles merecem nada mais alem do complexo de inferioridade que os caracteriza.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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joserezendejr

"Jornalista não pode declarar voto político", ensina a ombudsman. Ok. Mas... Jornal pode mentir, omitir, caluniar, manipular, distorcer o notíciário para beneficiar um candidato, e ainda esconder de seus leitores que apoia tal candidato, como fez a Folha na última eleição presidencial? Jornal pode, por exemplo, esconder dos (e)leitores que Serra, qdo governador de São Paulo, interrompeu por três anos o serviço de limpeza da calha do Tietê, provocando inundações, prejuízos materiais e mortes -- como fez a Folha em 2010, para não atrapalhar as chances de seu candidato? Com a palavra, a ombudsman.

 

joserezendejr

 
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Rogerio Martins

A Singer não tem palavra... Ela apenas "ecoa"...!

 
 
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Alberto Porem Junior

Você disse "evacua"? Fala mais alto sou meio surdo... Como é que é?

 

 
 
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Louzada

10!

 Nota 10!

Melhor comentário do post

 
 
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joão ricardo e. oliveira

"Em casa sempre discutimos muito sobre todas as teorias do jornalismo, os meandros da profissão, o que se ensina em sala e o que se faz de verdade na redação."

Sem querer ser indiscreto, mas já sendo...queria saber dessas conversas na época da eleição do ano passado. Ou a indignação com os métodos e a postura da "bolha" só surgiram quando ela foi demitida?

Dúvidas...

 
 
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Fonjic

pra mim a folha já se tornou pior que a veja a muito tempo. São impublicáveis os adhetivos que se guarda para si ao se pensar nela

 
 
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José Eudes/Natal-RN

Esse é o efeito das redaçõe  do PIG comandadas pelo Serra decadencia total, quem deveria sair é os donos do jornal esses sim os verdadeiros culpados por essas mazelas e derrocadas do jornal ,essa conversa de erro na divulgação da morte Tuma é pura balela, foi proposital e o resultado foi imediato ou alguem duvida  que candidato do psdb e da prorpia folha foi o mais beneficiado com esse suposto erro  o ALUISIO NUNES.

 
 
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LHDias

Não dá pra confiar na FSP.

Alias, os seus "colaboradores" já deveriam saber disso...

 

Realmente, sem palavras pra classificar esse "jornal". E como já disseram, estranhamente (ou não tão estranhamente assim) muitos "colaboradores" que colocaram o nome da FSP no lixo ainda estão trabalhando lá. Interessante.

 

[]´s

LHDias

 

LHDias

"Men are more ready to repay an injury than a benefit, because gratitude is a burden and revenge a pleasure." Tacitus

 
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maria utt

Bobos são os jovens jornalistas que ficam entusiasmados quando vão fazer treinamento na Abril, na Folha ou no Estadão (conheci alguns já, tive um sentimento de pena misturado com constrangimento). Deveria haver uma placa na entrada das salas: Deixai as esperanças, vós que aqui entrais. 

 
 
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Michel

Ditadura é óbvio que existe nos jornalões tupiniquins. Mas neste caso (como tantos outros) acho que é um processo de enxugamento mesmo. Essa coisa de Twitter é pretexto. Para a Falha, é mais negócio demitir um jornalista experiente (e caro) e enfiar um estagiário no lugar.

 
 
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Pardalzinho

Estava conversando com uns amigos sábado à noite num boteco e o tema era exatamente esse, o fundo do poço que a profissão de jornalista atingiu; são mais hipócritas que os advogados e mentem mais do que os políticos.

Na opinião de um deles, que é jornalista atuante, a imagem da profissão só não é pior porque quem pesquisa e divulga a popularidade das profissões - OS JORNAIS - geralmente omite dos entrevistados a opção em questão ficando no imaginário popular a sensação de que o jornalista é mais um prestador de serviço - para o dono do jornal/revista em que trabalha - do que verdadeiramente um profissional.

E os fatos confirmam inteiramente a percepção; como bem disse alguém aí em cima, publicar ficha falsa da Dilma pode e dá promoção; twittar crítica ao jornal, não pode e dá demissão.

 
 
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Roberto Baginski

O que se poderia esperar de um jornal que processa a Falha de S. Paulo sob alegação de uso indevido da marca e tem há décadas um caderno chamado Fovest?

 

É claro que os advogados do tal jornal, liderados por Taís Gasparian, alegarão que a troca de um O por um A é completamente diferente da troca do U da Fuvest por um O.

 

Não custa lembrar que, em 2009, a advogada do tal jornal ensinava que "tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa do que censura."(Taís Gasparian,  segundo http://desculpeanossafalha.com.br/tais-gasparian-e-a-folha-inauguram-a-n...). Como essa senhora muda rápido de opinião, não é não?

 
 
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edisilva

O que se entende do texto dela é que a jornalista é muito mal informada e acredita que na falha (desculpe, falha deles). É uma pena. A gente fica de cá achando que jornalista é mais bem informado. Besteira, já que se informam pelo próprio PIG e o tem como bíblia.

Outra coisa: avisa pra moça que aquele Noblat que ela mencionou não existe mais. Eu o conheci nas páginas do Correio Braziliense. Depois disto os dois se afundaram: jornal e jornalista.

 
 
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Anonimo

A jornalista me parece realmente  mal informada. Se ela tivesse lido o livro "A Regra do Jogo" de um dos maiores jornalistas brasileiros do século XX, Cláudio Abramo, com passagens marcantes por vários veículos, inclusive a Folha de São Paulo, ela não teria motivo para estar surpresa ou decepcionada. Está escrito na página 118:

"Ao longo de minha experiência de chefe da redação deixei de publicar coisas dos outros. É um direito lícito do dono. Devo ter suprimido milhares de matérias ao longo de trinta nos. Não podia publicar, porque era contra a linha do jornal. Daí não existir liberdade de imprensa para o jornalista; ela existe apenas para o dono".

Ou seja, se a jornalista quiser ter liberdade na imprensa, ela deve criar seu próprio jornal ou participar de projetos cooperativos. Enquanto empregada, ela só terá a liberdade de obedecer cegamente. O negócio é assim mesmo. O jornalista é uma espécie de escravo intelectual, já que não direito nem ao seu espaço privado.

 

Comentário: Zé da Silva Brasileiro 

 
 
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Louzada

O PHA que o diga

Reza direitinho na cartilha do Bispo, manda pau no resto todo, e ainda tem gente que acha ele o tal.

 

 
 
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Rodrigo Coelho

Caros,

 

Coitada da moça, deve ter tido uma baita decepção. No site dela Veneno Antimonotonia (http://veneno-antimonotonia.blogspot.com/) ela posta vários ataques ao governo, ecoando as críticas da FSP, fala mal do Sindiocato dos Jornalista de SP, e do Movimento Democrático contra o Golpe Midiático, além do inacreditável posto "O Brasileiro é Assim" (http://veneno-antimonotonia.blogspot.com/2010/06/o-brasileiro-e-assim.html).

 

Bom, com este histórico, ela deve ter tido a maior decepção do mundo ao ser demitida.

 

aBRAÇOS,

rODRIGO

 
 
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aleXandre

 eu achei muit irõnico mesmo. Tem um post com aquela famosa capa do Extra(jornal popular das organizações globo que é até bem independente,exceto ás vésperas de eleição) que mostra o Lula como uma carta de baralho.

  Como ela pôde perceber no próprio lombo, a ameaça á liberdade de imprensa se encontra noutro lugar.

 
 
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GalileoGalilei

Extraído do blog dessa moça (quinta-feira, 23 de setembro de 2010):

"Há alguns dias troquei alguns emails com o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas de SP. Eu questionava por que tenho de pagar a contribuição assistencial ao sindicato se não sou sindicalizada. Ele me deu inúmeros motivos, argumentou que as conquistas do sindicato servem para todos, que o sindicato é nossa garantia de que as empresas jornalísticas não vão explorar mais ainda seus funcionários etc etc etc."

O destaque, em negrito, é meu.

Ainda que, na minha opinião, ache que ela não tem razão, a resposta para o questionamento dessa moça veio a cavalo. Quem sabe, o sindicato assumisse a defesa dela?

 
 
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Victor Lima

   Não ví nada excepcional. Hoje eu sou supervisor de uma empresa privada, se espalho críticas e falatórios ou fico apontando defeitos, meu gerente evidentemente vai achar que não estou satisfeito.

 
 
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A jornalista, pelo visto, é pessoa das mais ingênuas...apelar para Suzana Singer....só se for piada!!!  Infelizmenete faz tempo que a rolha não tem responsabilidade alguma nem com seus leitores muito menos com seus funcionários....ou eles se enquadram no não falo, não escuto e não vejo...ou é rua mesmo!!!

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Cláudio Freire

Suzana Singer diz em seu comentário: "É insensível jogar na cara do leitor que há obituários prontos à espera do momento de publicação".

Como é que é?

Ninguém lá falou que havia sido insensível jogar na cara do leitor uma ficha falsa da Dilma, e nem reconhecer o "êrro".

Ninguém lá falou que havia sido insensível jogar na cara do leitor que Lula queria currar um rapaz na cadeia, e nem reconhecer o "êrro".

Agora esse diálogo no twitter demonstra insensibilidade? Realmente, a Folha está com critérios no mínimo estranhos.

 
 

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