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A decepção com Aécio, por Josias de SouzaEnviado por luisnassif, seg, 09/01/2012 - 07:48
Por Adamastor
Do Blog do Josias de Souza 2014: decepção com Aécio desnorteia oposição Há um ano, Aécio Neves era celebrado como grande promessa da oposição. Hoje, tornou-se um nome duro de roer. Tucanos e aliados viam nele a melhor opção presidencial. Passaram a enxergá-lo como a pior decepção da temporada. Em qualquer roda de políticos ficou fácil reconhecer um oposicionista: é o que está lamentando a popularidade de Dilma Rousseff e falando mal de Aécio Neves. Nas discussões sobre 2014, o senador mineiro é personagem indefeso. Para perscrutar as razões do desencantamento com Aécio, o blog ouviu cinco lideranças da oposição. Gente do PSDB, do DEM e do PPS. Um dissidente de legenda governista. O compromisso do anonimato destravou-lhes a língua. Espremendo-se as opiniões e peneirando-se os exageros, obtem-se um sumo uniforme. A desilusão dos oposicionistas assenta-se em três avaliações comuns: 1. A atuação de Aécio em seu primeiro ano de Senado foi apagada. Algo incompatível com a biografia de um ex-presidente da Câmara. Ele não aconteceu, disse um dos entrevistados, no melhor resumo do sentimento que se generaliza. Como assim? Quando Itamar Franco era vivo, a voz de Minas no Senado era a dele, não a de Aécio. O grande feito de Aécio no Senado foi a relatoria do projeto que redefine o rito das medidas provisórias. Proposta do Sarney, não dele. É pouco. 2. Dono de estilo acomodatício, Aécio é uma espécie de compositor da política. Compõe com todo mundo. Governou Minas com o apoio de partidos que, no Congresso, davam suporte a Lula. Em Brasília, o espírito conciliador, por excessivo, foi tomado como defeito. Aécio exagerou, queixou-se um ex-entusiasta do senador. Esmiuçou o raciocínio: no afã de atrair para o seu projeto pedaços insatisfeitos do bloco pró-Dilma, Aécio esquece que a oposição deve se opor. É improvável que ganhe aliados novos. E está perdendo os antigos. 3. Imaginou-se que, livre dos afazeres de governador, que o prendiam a Minas, Aécio viraria rapidamente um personagem nacional. Por ora, nada. Por quê? A projeção exigiria dedicação e ampliação do horizonte temático, palpita um dos queixosos. Mas Aécio não é um obcecado pelo Planalto? Sim, mas revelou-se pouco aplicado e esquivou-se das polêmicas. Viajou pouco. No Senado, não foi dos mais assiduous em plenário. Subiu à tribuna só de raro em raro. No geral, esquivou-se das polêmicas. O critico citou um exemplo: PSDB e DEM decidiram quebrar lanças contra a DRU, o mecanismo que permite ao governo dispor livremente de 20% do Orçamento. Entre os tucanos, apenas cinco votaram contra. Aécio não estava entre eles. Ninguém vira alternativa presidencial fugindo dos temas espinhosos, lamuriou-se um expoente do próprio PSDB. Aécio continua sendo alternativa graças à vontade pessoal e à ausência de um sucedâneo. A sorte dele e que a maioria do partido não suporta o José Serra. Parte da cúpula do PSDB tenta antecipar para depois da eleição municipal de outubro a definição do nome do presidenciável da legenda. Em âmbito interno, a aversão a Serra faz de Aécio um favorito. Fora daí, é visto pela própria oposição como uma ex-promessa. Uma liderança que se absteve de acontecer. Um candidato que depende do fortuito para livrar-se da condição de favorito a fazer de Dilma uma presidente reeleita.
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Comentários + votados
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Gabriel A. Boscariol
09/01/2012 - 08:04
Do jeito que a coisa anda o PT não precisa fazer nada com relação ao PSDB, se deixar é capaz de continuarem a autofagia té não sobrar nada.
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Luciano B. Silva
09/01/2012 - 08:14
Aécio me lembra o Santos de Neymar, quando muitos do Brasil achava que poderia competir com o Barça de Messi no mundial da FIFA.
Assim como Neymar está bem longe de ser um Messi, Aécio está bem...
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Adjutor Alvim
09/01/2012 - 08:17
E continua a busca pelo grande campeão branco continua...
Talvez seja melhor eles fazerem um filme.
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Quanto Tempo Dura
09/01/2012 - 08:19
"Aécio tem que viajar o brasil..."
Ah, fazer pré-campanha?
3 anos antes?
Mas isso não era ilegal, imoral e o escambau?
Me lembro que a partir de março de 2010, se o Lula falava com uma pessoa na rua...
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marciomartins
09/01/2012 - 08:22
Algo como, vamos queimar o Aécio, o respossável pelo livro A Privataria Tucana. È a boa chance de ele queimar o Serra de vez em minas, já que não terá refresco em São Paulo.
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Edson Joanni
09/01/2012 - 08:23
A impressão que tenho, desde que FHC governou pela primeira vez, é que o PSDB empavonou-se tanto ou mais que seu expoente maior. E por tanto comportar-se como Narciso, perdeu a noção da realidade do...
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Bento de Abreu
09/01/2012 - 08:23
Como será que o Serra pagou por essa gentileza do Josias, cheque dinheiro ou cartão ou será que foi via Ilhas Virgens?
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Luis Roberto
09/01/2012 - 08:25
Vindo de ondei procede a notícia é fácil imaginar a que se presta.... não que o Aócio tenha sido diferente das leituras apresentadas.... o problema é que esse pessoal bate num tucano e baba ovo de...
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AlvaroTadeu
09/01/2012 - 08:31
Bom, a única conclusão a que cheguei, se o Aécio não fala pelo PSDB, o Josias fala. O carnaval nem chegou e ele já rasgou a fantasia. Rua Barão de Limeira, 425, São Paulo. Onde a insinceridade mora....
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DanielQuireza
09/01/2012 - 08:53
Aécio vai mostrando ser uma farsa apoiada pela mídia - principalmente a mineira. Ter mais de 80% de aprovação com o rabo preso com a midia é muita moleza, queria ver fazer como o Lula fez, com a...
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Mr. Chance (Muito Além do Jardim...)
09/01/2012 - 09:03
Olho vivo com Josias... ele que já foi conhecido como o carniceiro do Dr. Otavinho em Brasília, o mais indicado para trabalhos particularmente sujos, é aguerrido membro da brigada Serrista....
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edson z
09/01/2012 - 09:11
Como o Josias de souza é previsível e parece que faz bem o papel do patrãozinho dele manda, o Otavinho. O que o sr. Josias quer dizer que a Imprensa Paulista irá fazer trincheira para atacar o Aécio...
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LEN
09/01/2012 - 09:11
Não que o Aécio valha alguma coisa, mas parece que o Josias usou o mesmo ghost writer do Merval. É o troco do Serra, vai usar toda a sua claque para desmoralizar o Aécio por causa do livro do amaury...
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Naufrago da Web®
09/01/2012 - 09:13
Eu enxerguei a mesma coisa. Principalmente pelo fato de que o jornal vive atirando sistematicamente contra Geraldo Alckmin desde janeiro do ano passado. A manobra Maluf... ops... Kassabista também...
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Roberto Locatelli
09/01/2012 - 09:17
Esse artigo do serrista Josias de Souza, além do áudio da Lúcia Hippolito, na CBN, já são indício de uma reação de Serra contra o livro "A Privataria Tucana", gestado nas oficinas aecistas das Gerais...
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armando botelho
09/01/2012 - 09:19
Caro adjunto, não deveria ser motivo de regozijo por parte de voces , a falta de uma figura carismática na oposição , porque na democrácia um sintoma de normalidade e saúde democrática é justamente...
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Do jeito que a coisa anda o PT não precisa fazer nada com relação ao PSDB, se deixar é capaz de continuarem a autofagia té não sobrar nada.
O PSDB foi a oposição que o PT escolheu, não os tucanos eles mesmos. Lula (e agora Dilma) escolheram compôr com partidos fisiologicos, que ja se vendiam a FHC (tem gente ai, alias, que ta no governo desde a o governo Sarney!) e fecharam todas as portas aos tucanos. Questão de habilidade politica do ex-presidente Lula, é fato. Queria ocupar o espaço do PSDB, unica ameaça real ao PT em nivel nacional. Tomou dos tucanos o discurso da gestão e ainda adicionou o seu discurso social.
Gestão tucana? só se for em como doar o patrimonio publico e ganhar uma boa propina disso... o governo tucano conseguiu o racionamento de energia isso é gestão boa? fora que esta há 16 anos em SP e não consegue resolver o problema das chuvas...
Graças a Deus esses demos-tucanos sairam do poder e espero nunca mais voltarem
alexandre toledo
Pô, vascaíno, leia o que ele escreveu: tomou o "discurso"; o discurso.
Só muito poucos acreditam nessa autoatribuída "capacidade administrativa" ou "competência técnica" de tucanos e pefelistas.
O jogo ficou engraçado quando o pessoal da direita, que hoje está na oposição, quis tomar, em reação, a outra bandeira, a da ética, que, por sua vez, era, também, um monopólio autoatribuído, só que do outro lado, da esquerda.
No fundo eles têm mais semelhanças entre si do que diferenças - o que não quer dizer que sejam iguais, bem entendido.
Eu recomendaria (a quem estômago forte o suficiente tenha) assistir à 'estonteante' entrevista do futuro candidato oposicionista à Pres da Republica ao tucaninho Kennedy Alencar no "É Notícia".
Confesso ter dado o 'azar' de pegar a reprise da mesma na tv durante uma resposta do ex-gov do RJ - digo, de MG sobre seu período no executivo mineiro, gabando-se do exemplo de sua jestão e criticando a gestão do governo federal petista...
impressionante!
encarem, se puderem >
http://www.redetv.com.br/jornalismo/enoticia/?222339,Aecio-Neves-senador-PSDB-MG
Negativo. O psdb nunca teve discurso de gestão, nem discurso e nem realidade.
O único que teve isso foi o Ecim em MG (mas nunca representaram o PSDB nacional), tanto que o Anastasia parece ser, de longe, o melhor quadro do PSDB. Se for para eles terem um candidato com chances reais em 2018, que seja ele.
@DanielQuireza
Daniel, não vou entrar no mérito da pratica, se funcionou ou não, mas fui empregado de uma estatal, o Serpro, durante o segundo mandato de FHC. Ainda que em posição subalterna, vivia a realidade da Administração Publica a partir de dentro: estava, digamos assim, "no clima". Não sou exatamente um entusiasta da tal de "gestão", mas esse discurso supostamente modernizador da Administração Publica estava la e culminou no malfadado Avança Brasil. Este sim, sem sombra de duvidas, não deu em nada, so em desperdicio com placas de obras nunca inauguradas.
Anastasia candidato a Presidente em 2018? Deus me livre e me guarde de tal catástrofe!!!!!!
Roberto Veiga (segunda-feira, 09/01/2012 às 10:33),
Em meu entendimento há uma ligeireza na análise política de todos os lados. Aqui, por exemplo, se deveria iniciar pela análise do repórter. O Josias de Souza já teve mais importância como repórter político, embora eu sempre desgostei dele pelo enfoque muito amador (no sentido de falta de conhecimento e de ingenuidade) ou de má-fé de tratar a política como um lodaçal em que todos chafurdam numa lama de hipocrisia.
Eu tomo por má-fé não no sentido do Código Civil, mas talvez mais no sentido de enfoque oportunista na medida em que não se trata de ingenuidade, mas de alguém que tenta tirar proveito da situação. Essa intenção de tirar proveito da oportunidade, eu a estendo como um comportamento que alcança a maioria das análises feitas não só pelos nossos jornalistas, mas também pelos cientistas políticos. Como exemplo de cientista social que age com esse caráter oportunista, eu mencionava na década de 90, o geógrafo falecido Milton Santos que para não ser excluído da discussão sobre a Globalização em que a discussão mais correta seria saber se existe sentido no termo, participava da discussão defendendo a idéia de uma outra globalização (Dai o livro dele: "Por uma outra Globalização - Do pensamento único a uma consciência universal"). Outro exemplo de má-fé é a crítica que os cientistas sociais do PSDB, a maioria com formação nos Estados Unidos, fazem ao termo fisiologismo. Ora, o fisiologismo é da essência do processo democrático. Ser contra o fisiologismo significa ser contra a democracia, a menos que a pessoa seja ingênua. Eu creio que a maioria dos teóricos do PSDB é contra a democracia, mas preferem se opor ao fisiologismo, pois isso angaria mais votos junto as pessoas que não sabem exatamente o que se entende por fisiologismo.
Para mim, a análise ingênua ou a oportunista, que eu chamo de má-fé no sentido de que análise é feita com pessoas com amplo entendimento da realidade, não permite que se compreenda a atividade política em toda a sua extensão. A política só pode ser entendida quando se perceber os políticos não como seres alienígenas, mas como fruto de uma sociedade e que possuem na média o interesse público a mais do que a média da sociedade.
Essa análise de Josias de Souza faz sucesso no meio de pessoas ingênuas ou de pessoas oportunistas ou no meio das pessoas que levam para baixo a média do interesse público na sociedade. Para essas pessoas, sem interesse público e que são moldadas apenas pelo interesse individual, os políticos são também pessoas que se movem apenas pelo interesse individual e conduzem-se na política apenas para alcançar a sua realização pessoal. Então só ingênuos, os oportunistas e esse terceiro grupo consideram válida a forma como Josias de Souza trata a política e os políticos.
Este texto do Josias de Souza não peca pela ingenuidade ou oportunismo, pois se trata de expressão de uma realidade e que ele poderia relatar sem precisar mencionar nenhuma fonte. Talvez peque pela ligeireza em que ele não procura diagnosticar a razão do que ele descreve. E pode ser que a ligeireza seja fruto de certa ingenuidade no sentido de falta de conhecimento que um jornalista político com tanto tempo na área não poderia apresentar.
Então é isso, o texto de Josias de Souza “2014: decepção com Aécio desnorteia oposição” publicado neste post “A decepção com Aécio, por Josias de Souza” de segunda-feira, 09/01/2012 às 08:48 em chamada de Adamastor para o artigo que saíra no Blog de Josias de Souza, reflete bem a atual realidade política brasileira. O problema é que ele não apresentou nada de importante que diagnosticasse porque a realidade política brasileira é assim.
Em meu entendimento, a primeira coisa que se deve levar em conta quando se fala da política brasileira é entender que enquanto São Paulo não se dividir em cinco ou seis estados e assim aumentar a representatividade política do atual estado de São Paulo, passando a ter, por exemplo, dezoito senadores para os seis estados, o centro de decisão da política brasileira se manterá em São Paulo. Para se reduzir essa influência paulista ou se divide o estado em seis, ou se acaba com a reeleição e se transforma o mandato presidencial em 5 anos de modo que só de 20 em vinte anos se tenha a coincidência da eleição para governador com a eleição para presidente da República. Sempre que há a coincidência o partido do candidato forte para o governo do Estado de São Paulo se associa com o partido do candidato forte para presidente da República e eles vão entrar em disputa com o partido que tiver o segundo candidato forte para o governo do estado e/ou para presidente da República.
Se nenhuma dessas duas medidas ocorrerem: divisão de São Paulo em seis estados ou mandato presidencial de 5 anos sem reeleição, a disputa presidencial, salvo fato fortuito de máxima magnitude, nos próximos vinte anos se fará necessariamente entre o PT e o PSDB. E assumirá a seguinte feição: o PT um pouco mais para o centro e o PSDB um pouco mais para a direita, mas sendo originalmente dois partidos mais vinculados com a esquerda, ou seja, em um país com um eleitorado majoritariamente conservador, a direita não consegue lançar candidato a presidência da República.
Pode ser que o caminhar do PSDB para a direita venha abrir espaço para um político mais liberal possa surgir, abrindo uma nova oportunidade para esse espectro político. É bem verdade que se trata de uma oportunidade mais virtual que real. De todo modo é só no longo prazo que as pessoas de tendência liberal poderão usufruir um pouco desse condomínio que o PT e o PSDB criaram para usufruto dos dois partidos e que o PT começa a levar vantagem na luta para a presidência da República e o PSDB leva vantagem na luta estadual.
A tendência mais liberal, seja ela conservadora de direita, seja ela mais modernizadora, mas ainda assim em meu entendimento de direita, tem que ser compreendida como um grupo que se extinguiu no século XIX como doutrina de efetiva aplicação prática, mas que manteve remanescentes na academia e que possui um eleitorado numeroso que não quer acreditar na inviabilidade prática da teoria neoliberal e com uma representação mais ou menos de acordo com o eleitorado, principalmente nos Estados Unidos onde cresce muito em número de candidatos no período anterior às eleições americanas, mas que quando assume o poder faz a política contrária, como, por exemplo, fizeram o contrário Ronald Reagan e George Walker Bush, o filho, que aumentaram a presença do Estado com o aumento substancial dos gastos públicos.
Mencionei a inviabilidade prática da teoria neoliberal ou liberal, uma teoria do século XVIII, que deveria ter seus dias de glória no século XIX, porque no século XX, a carga tributária saiu de 10% e chegou no final do século em cerca de 35% nos países mais desenvolvidos, devendo dar um novo salto para algo em torno de 40% no final da crise atual que George Walker Bush, o filho, conseguiu, às custas de muito gastos públicos, adiar.
O segundo elemento importante para entender porque a realidade política brasileira é como mostrada no texto de Josias de Souza é o fato que a dicotomia com base na pujança econômica de São Paulo entre PT e PSDB, dois partidos que combatem o carisma na política, acabou retirando da disputa política o elemento mais caracterizador da disputa e que é o carisma dos candidatos. É assim que se dá na eleição americana. Os candidatos que chegam para disputar a eleição, a não ser por situações excepcionais, só chegam quando possuem carisma. Disse em situação excepcional, porque Albert Gore, por exemplo, só chegou a disputar a presidência porque a economia ia em uma situação excepcional, mas não tinha carisma, ao contrário do adversário dele que com carisma e um pouco de fraude conseguiu eleger-se presidente dos Estados Unidos.
Lula também deve ser visto como exceção no Brasil. Ele tem carisma, mas ganhou a eleição pela rivalidade PT e PSDB ancorada na força econômica de São Paulo e, no caso de Lula, acrescentando além do carisma dele e da força que ele obtinha na disputa PT e PSDB com base em São Paulo, o carisma da história dele que o vinculava ao nordeste e deu mais força a candidatura dele apesar de pertencer a um partido então muito radical para o conservadorismo do povo brasileiro.
Assim chegamos em 2010 a uma eleição entre dois candidatos sem carisma. Se havia carisma nos dois esse era apenas pelo aspecto histórico. Com Dilma Rousseff mais parecendo o candidato do PSD, em 1960, General Lott, e José Serra, sem dúvida com um histórico de maior vivência na política brasileira, mas já impregnado de certa rejeição que o PSDB conseguiu criar pelo vínculo do partido ao domínio paulista na política brasileira e que conseguiu criar também pela história do PSDB pós Plano Real com as baixas taxas de crescimento associadas às políticas de privatização do patrimônio público e da pouca ênfase nas políticas sociais. Defendiam a privatização sob o argumento de eficiência quando na verdade o único argumento válido é a necessidade de recursos. E criticavam as políticas sociais pelo caráter paternalistas que diziam que as políticas sociais possuíam, mas as combatiam, na verdade, para controle dos gastos públicos.
Apesar de parecer o General Lott, Dilma Rousseff teve como grande trunfo, o grande crescimento econômico de 2010, que, na verdade, ocorreu do terceiro trimestre de 2009 até o segundo trimestre de 2010. Crescimento que não veio com inflação, pois por sorte de Lula o país passou por uma aguda recessão no quarto trimestre de 2008. Na verdade a inflação só começou a fazer efeitos maiores no período próximo das eleições e depois no período posterior às eleições.
E se antes, o PSDB tinha o Plano Real para ganhar eleição e se ancorava na força econômica de São Paulo, agora sem o Plano Real e com a força econômica de São Paulo disposta a apoiar o PT, o PSDB precisa de alguém com carisma para poder fazer o papel de um Jânio Quadros em 1960 ou de Fernando Collor de Mello em 1989. Assim mesmo, é preciso que Dilma Rousseff tenha algum tropeço na economia. Tropeço significa a economia gerar menos emprego do que aquele necessário para pegar todos os que entram no mercado de trabalho ou gerar uma inflação que crie descontentamento popular. Ou, se não for um tropeço na economia, que Dilma Rousseff se mostre de uma incompetência tal que salte aos olhos de todos.
Não há incompetência que salta aos olhos quando não há tropeço na economia. Talvez, mesmo para uma pessoa que não tenha participado de eleições políticas, que funcionam como uma espécie de crivo de incompetência, não acredito que haja essa incompetência absoluta ainda que camuflada. Além disso, uma incompetência relativa da qual ninguém escapa tem pouca oportunidade de aparecer na gerência de um Estado moderno, este mastodonte, que tem ritmo próprio de caminhar e direção quase inflexível. No caso, a arte da gerência não é propriamente o que o governante faz, mas a percepção que ele consegue criar na imaginação popular. E a percepção é mais um truque de propaganda. No caso de Dilma Rousseff, o grupo de assessores dela estão sabendo tirar água de pedra e assim, utilizando as denúncias contra os ministros, criou-se uma empatia entre ela e a população.
Então falta à oposição alguém com carisma, para fazer contra Dilma Rousseff, o que Carlos Lacerda fazia contra Juscelino Kubitschek. Carlos Lacerda tinha carisma e contava com a inflação para dar ares de real às acusações que ele fazia. Carlos Lacerda, entretanto, não pôde usufruir do carisma dele porque um aventureiro mais competente passou à frente dele e tomou-lhe a candidatura da UDN.
Se tivesse carisma, Aécio Neves saberia que assumir o papel de Carlos Lacerda contra o governo de Dilma Rousseff talvez produzisse o mesmo efeito. Um aventureiro, ou alguém não tão aventureiro assim, mas alguém ancorado na força de São Paulo, poderia tomar as rédeas da candidatura presidencial em 2014. Eis duas razões óbvias para o mutismo de Aécio. Ele não tem carisma e ele teme um aventureiro.
Além disso, o futuro é incerto. Pode ser que apareça algum tropeço no governo de Dilma Rousseff, mas se não aparecer como Aécio Neves lucraria se assumisse uma posição completamente contrária a Dilma Rousseff? Se o governo de Dilma Rousseff der certo, talvez ele tenha muito mais chance se se lançar como um candidato de consenso com apoio do PT em 2018.
Um terceiro fator para explicar o mutismo de Aécio Neves foi a forma como se deu a eleição de 2010. Para evitar ser derrotado, José Serra utilizou de todos os meios para ganhar a eleição. Se ele tivesse ganhado as eleições toda a campanha de José Serra seria esquecida ou, no caso da derrota dele, mas se Dilma Rousseff se apresentasse como uma péssima presidenta, toda a campanha de José Serra, o candidato do PSDB, seria lembrada como confirmação de que ele estava certo. Quanto mais Dilma Rousseff for percebida como boa presidenta pela população, mais que a campanha de José Serra é classificada como antipática e nociva ao PSDB ou aos que se vincularem à campanha. Assim, o melhor que faz Aécio Neves é não se antagonizar com Dilma Rousseff e, portanto, se afastar do modelo de oposição que José Serra viu como a única forma de ganhar a eleição (E que para mim ele estava certo).
Enfim é isso. Aécio Neves não tem carisma. Minas Gerais não tem a força econômica que tem São Paulo (Talvez tivesse se São Paulo dividisse em seis (6), pois ai cada novo Estado de São Paulo terá a força econômica próxima da de Minas Gerais, com São Paulo metropolitano tendo a força econômica o dobro da de Minas Gerais. Além disso, as eleições para presidente da República são em coincidência com a eleição para governadores de estado e assim uma candidatura à presidência da República do PSDB pelo Estado de São Paulo é a mais forte candidatura que se pode ter para enfrentar Dilma Rousseff.
Diante disso, que boa razão se daria a Aécio Neves para ficar em oposição ao governo de Dilma Rousseff? Talvez reclamar que não se duplica a BR 040, ligando Belo Horizonte ao porto do Rio de Janeiro ou de Sepetiba, ou não se duplica a 262, ligando Belo Horizonte ao porto de Vitórias e assim quase tudo produzido aqui em Minas Gerais ou comparado no exterior tenha que pagar pedágio para as estradas paulistas, duplicadas por Paulo Maluf e depois beneficiadas pelo favorecimento que o processo de privatização das estradas causou aos interesses paulistas. Eis ai uma reclamação que só tira votos dos eleitores de outros estados, e o interesse dele é ser presidente da República.
Interesse que eu não considero que ele esteja a altura de desempenhar, embora considere que dentro da magnitude do aparelho estatal e do moto próprio que o Estado possui de se desenvolver ou progredir não vejo nenhum empecilho dele ser beneficiado com a fortuna em se tornar presidente, mas evidentemente ele não alcançará esse feito se se manifestar de acordo com o entendimento dos políticos que criticaram o comportamento dele para Josias de Souza.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/07/2011 (Em Pedra Azul/MG)
>>>> Ora, o fisiologismo é da essência do processo democrático.
Seria o caso de você explicar como o fisiologismo politico seria da essência do processo democratico. Pra mim é uma forma deteurpada de construção de maiorias parlamentares. Tolera-se porque do contrario seria inviavel governar, mas é o maximo de positivo que pode ser dito.
Roberto Veiga (segunda-feira, 09/01/2012 às 22:13),
Deixo dois links que ajudam a esclarecer um pouco sobre a questão do fisiologismo. É uma discussão que decorre da ausência de entendimento da terminologia empregada e que deveria ser feita previamente a qualquer debate.
Provavelmente você entende fisiologismo como a defesa do interesse privado e pessoal do representante político. Ora, defender a interesse pessoal, atuando como funcionário público, como o agente político para efeitos penais deve ser visto, a menos que se trate dos direitos trabalhistas que qualquer funcionário público tem direito ou outro direito constitucionalmente adquirido contra a Administração Pública, sendo que em ambos os casos ele faz a defesa do interesse mediante um procurador, não é uma ação legitimada pela legislação e, portanto, uma pessoa que pratica o que você provavelmente entende como fisiologismo age contra a lei. E para essa infração há uma cominação.
Então na sua definição de fisiologismo, qualquer um que for acusado de fisiologismo pode alegar o crime de calúnia. Evidentemente essa compreensão do fisiologismo que é a compreensão da maioria e que eu imagino que seja a sua é uma deturpação do termo. Falo que é uma deturpação do termo porque ninguém foi acusado de caluniador por acusar um político de fisiológico. Isto significa que no início o termo não era visto como uma atividade ilegal. Apenas se queria dizer que o representante não agia com ética, ou melhor, não levava em conta o interesse maior da nação. Não levar o interesse da nação em conta pode até ser motivo de sanção, mas apenas quando se conhece esse interesse maior da nação. Então no início o termo não havia crime na prática do fisiologismo. É igual a acusação que um governante faz a outro de estar realizando a Guerra Fiscal. A maioria entende que o governante que pratica a Guerra fiscal esteja cometendo algum crime. O que não é verdade. Se o governante cria benefícios fiscais de acordo com a lei, ele apenas pratica o incentivo fiscal que existe desde os tempos bíblicos.
Então fisiologismo deve ter uma definição mais de acordo com o que ele realmente representa. Foi isso que eu tentei fazer junto ao post no blog ‘politicAetica’ (ou de Pax), ainda na época da votação da Lei da Ficha Limpa e intitulado “Vaccarezza, não suje mais o PT” de 07/04/2010. Além de links para outros posts, nos comentários que enviei para o post “Vaccarezza, não suje mais o PT”, eu pude desenvolver bastante as minhas idéias sobre o fisiologismo. O post pode ser encontrado no endereço:
http://politicaetica.com/2010/04/07/vaccarezza-nao-suje-mais-o-pt/
Procurei mostrar lá como o termo deve ser entendido e como influenciado pela imprensa, os próprios dicionários deram uma conotação ruim para o termo. É só acompanhar historicamente a utilização do termo. Principalmente no governo de Sarney quando mais se acusou o PMDB e o PFL de serem partidos fisiologistas. O que se pretendia dizer era que os deputados estavam apenas preocupado com a situação do eleitorado dele e não dava importância ao interesse maior da nação.
Ora onde mais ocorre o fisiologismo é nos Estados Unidos. Até pela natureza distrital das eleições representativas naquele país. E é lá que a democracia é mais praticada. A lógica do fisiologismo como essência da democracia moderna é a representação. E o exercício da representação consiste basicamente na composição de interesses conflitantes, e os interesses que o parlamentar defende são os interesses de quem ele representa. Diante do interesse do representado, o representante não pode agir com ética que pressupõe a possibilidade de renúncia ao interesse. O representante pode barganhar, acordar, fazer conchavo, estabelecer o toma-lá-dá-cá, o é dando que se recebe. E pode fazer isso porque a democracia representativa é um processo e não uma atividade pontual como era e é a democracia direta.
Se na composição do interesse conflitante há um interesse maior conhecido, o interesse maior prevalece, mas nesse caso não há política, mas sim o império do interesse maior. Ocorre que o interesse maior quase nunca é conhecido. Quando ele é conhecido, ele é transformado em regra e sobre essa regra (No sentido de regra física, matemática que não admite interpretação e não no sentido de norma jurídica que é o início do conflito) não há composição, mas sim posição unânime. É o caso em que se estabelece que o gasto com educação deve corresponder a 30% da arrecadação. Sobre esse valor não se estabelece nenhuma discussão política.
Outro post em que eu comento sobre isso e pretendo fazer mais algumas incursões é o post “Chauí e Giannotti” de 24/08/2005 no blog de Na Prática a Teoria é Outra e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=300
O blog de Na Prática a Teoria é Outra (Celso Ribeiro de Bastos) está em hibernação, mas é possível postar um comentário. No post “Chauí e Giannotti”, onde eu já deixei muitos links indicando mais posts ou artigos com discussão sobre fisiologismo e que valem ser observados, eu pretendo fazer um comentário sobre um artigo de José Arthur Giannotti intitulado "Acusar o inimigo de imoral é arma política, instrumento para anular o ser político do adversário" que é um dos dois artigos para o qual o post "Chauí e Giannotti" chama atenção e cujo link é:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/artigogiannottigerapolemica
Bem, não vou findar com as referências. Há um post recente no blog de Luis Nassif intitulado “FHC combate o fisiologismo que praticou” de quarta-feira, 16/11/2011 às 10:59 para o qual eu fiz uma série de comentários junto a outros comentários em que aponto como razão para o surgimento de polêmicas ou principalmente para o surgimento de entendimento crítico do termo fisiologismo no post, ainda que a maioria considerasse a análise de Luis Nassif como correta, o fato de não ter havido uma definição prévia do termo fisiologismo. Então para Luis Nassif o fisiologismo “é uma praga do modelo político brasileiro” e ao mesmo tempo deve ser entendido como algo imprescindível para “garantir a governabilidade”. Há propriamente dois termos distintos nas duas afirmações de Luis Nassif, pois se se tratasse de um só termo haveria um conflito em uma democracia do Estado de Direito nessas duas afirmações de Luis Nassif, pois de certo modo significaria que a Democracia só funciona se houver ilegalidade. Entretanto, uma parte considerou mais interessante relacionar uma lista de atos que seriam ilegais ocorridos no governo de Fernando Henrique Cardoso ainda que a ilegalidade não tivesse sido provada. O link para o post “FHC combate o fisiologismo que praticou” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-combate-o-fisiologismo-que-praticou
De vários comentários, praticamente só no comentário de Luiz Horacio enviado quarta-feira, 16/11/2011 às 12:58 e que se encontra na página 2 do post “FHC combate o fisiologismo que praticou” há o questionamento de se admitir o fisiologismo para garantir a governabilidade como quer Luis Nassif e ao mesmo tempo considerar o fisiologismo uma praga. Só que Luiz Horacio também não faz uma definição prévia de fisiologismo que pudesse esclarecer melhor a discussão.
Eu tenho opinião diversa. O fisiologismo não é uma praga, uma vez que ele não configura uma ilegalidade e não há outra forma possível de democracia. Na verdade considero que a democracia representativa, por ser um processo e, principalmente quando a eleição é proporcional, de proteger melhor os interesses das minorias, de ser mais democrática do que a democracia direta que é uma democracia pontual e excludente dos grupos minoritários. Na democracia direta, sim, não haveria o fisiologismo.
Hoje, há um post aqui no blog de Luis Nassif intitulado “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna” de terça-feira, 10/01/2012 às 09:29, oriundo de comentário de Raquel_ e trazendo uma entrevista de Luiz Werneck Vianna, publicada no jornal Valor Econômico com o título de "Dilma será constrangida à infidelidade" e concedida a Cristian Klein. O post “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna” pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-muda-o-presidencialismo-de-coalizao-diz-vianna
O interessante é que o discurso de Luiz Werneck Vianna é um discurso contra o fisiologismo e é ao mesmo tempo um discurso de base marxista ou gramisciana. É a esquerda quem mais combate o fisiologismo. Só que o fisiologismo como eu disse é da essência da democracia. Ser contra o fisiologismo é ser contra a democracia ou querer que a democracia funcione em termos de um modelo ideal que evidentemente não existe.
As idéias que estão na entrevista no jornal Valor Econômico com Luiz Werneck Vianna já haviam sido motivo de outro post no blog de Luis Nassif como se pode ver junto ao post “O enquadramento Keynesiano-Westfaliano em pauta” de sábado, 10/12/2011 às 13:02, e oriundo de chamada de Raquel_ para o artigo no jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Lula, Dilma e o repertório Keynesiano-Westfaliano” de Luiz Werneck Vianna e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-enquadramento-keynesiano-westfaliano-em-pauta
E menciono ainda o post "Nada será como antes" de 28/12/2010 no blog Possibilidade da Política do Marco A. Nogueira. O endereço do post "Nada será como antes" é:
http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/12/nada-sera-como-antes.html#links
No post que é anterior ao início do governo de Dilma Rousseff, Marco A. Nogueira põe grande expectativa de que se tenha um governo mais racional, diferente do estilo de Lula que teria sido um governo mais emotivo. Marco A. Nogueira também é gramsciano. Há então entre os gramiscianos que são pessoas de esquerda a defesa do caráter racional de um governo. Evidentemente como Dilma Rousseff não tem carisma é de se avaliar que ela vai tentar impregnar o governo dela desse caráter de racionalidade. Certamente essa é a mesma avaliação que todos os gramscianos devem fazer da substituição de Silvio Berlusconi por Mario Monti. Penso que embora Silvio Berlusconi e Mario Monti sejam de direita e Lula e Dilma Rousseff sejam de esquerda trata-se de situação semelhante. Agora, a substituição de Silvio Berlusconi por Mario Monti também pode ser vista como a suspensão da democracia.
Nesse sentido transcrevo trecho de comentário que enviei terça-feira, 15/11/2011 às 11h56min00s BRST, para um comentarista do blog de Alon Feuerwerker junto ao post ""Mas qual é a proposta?"" de sexta-feira, 04/11/2011 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/mas-qual-e-proposta-0410.html
Lá eu transcrevi a seguinte passagem do jornal Valor Econômico referente à matéria do Financial Times de autoria de Guy Dinmore, Rachel Sanderson e Peter Spiegel e intitulada “Sucessor de Berlusconi deve ser Mario Monti” e que foi publicada na página A10, na sexta-feira, 11/11/2011 (Coloquei em maiúscula a parte que eu queria realçar):
“Dirigentes empresariais acreditam que Monti conseguirá adotar medidas drásticas adicionais, como o imposto sobre fortunas, que pode arrecadar até € 100 bilhões, já que, nesse caso, não enfrentará a ira dos eleitores. "O QUE PRECISAMOS, NA VERDADE, É A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA POR 18 A 24 MESES, PARA QUE POSSAM SER TOMADAS DECISÕES DIFÍCEIS", disse um deles".
É isso, grande parte da esquerda combate o fisiologismo, tanto a esquerda emotiva como a intelectualizada, mas a ausência do fisiologismo requer a suspensão da democracia. Acho estranho é um liberal como você combater o fisiologismo, a menos que o modelo da União Européia em que, talvez até para assegurar mais igualdade (O que é meu ideário) o povo é cada vez mais afastado das decisões políticas (O que não é o meu ideário) seja o seu ideário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/01/2012
Caro Clever, fisiologismo não é necessariamente ilegal. Ilegal geralmente é o peculato. Entendo fisiologismo como o termo é normalmente usado (e é a pratica que considero eticamente criticavel): o apoio politico a um governante em troca de vantagens, não por convicção ideologica ou visando o bem comum. Se ha outra acepçao aplicada à Politica, me é estranha e não é o que critico. Mais ainda, fisiologismo assim como entendo é um efeito colateral da democracia, da necessidade de formar bases de apoio parlamentares, enfim, é uma deturpação do processo democratico, de modo algo que sera da essência da democracia.
Frase do próprio senador: "Não adianta empurrar, empurrado eu não vou".
Quem, ou o que, o empurra?
Já seria o início do "Aécio não espera por esperar"???
É o contra-ataque dos privatas com apoio da velha mídia.
Também acredito que, em parte seja isso.
A mídia são os privatas.
Nao vai empurrado e nao vai por conta propria? Entao ta dificil!
É, está difícil!!!!! quaaaaaaaaaaaáquáquá
Você acredita que até ontem, hoje ainda não saí de casa, tem gente aqui em Belô que aposta no Aécinho?
Eu sempre disse que Aécio é fraco. Agora vcs estão vendo o quanto.
Aécio me lembra o Santos de Neymar, quando muitos do Brasil achava que poderia competir com o Barça de Messi no mundial da FIFA.
Assim como Neymar está bem longe de ser um Messi, Aécio está bem longe de ser um .... Tancredo?!
heheheh
Ps: como a mídia mineira encara o "Aécio, o ex-promessa" ?
Ah nao, Neymar é craque, joga muito. O Santos é que foi para o jogo pessimamente preparado e com uma defesa bizonha.
@DanielQuireza
Neymar é o Cristiano Ronaldo brasileiro.
Mascarado, metrosechúal, joga um monte quando não importa ou contra times fracos, mas quando chega jogo decisivo sempre decepciona.
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
As pessoas continuam acreditando que o Barcelona é o Messi? O Messi não joga na argentina o que joga no Barcelona. Porque? Porque o Barcelona é um time. A Argentina (e qualquer seleção) é um aglomerado de bons jogadores, sem tática, sem entrosamento, sem nada.
O técnico da Argentina é o Mano Menezes. Ha, ha, ha, ha, ha, ha!
Messi é um espetáculo. Vamos ser realistas, Messi joga demais e Neymar tem que comer muito feijão para chegar perto do craque.
E continua a busca pelo grande campeão branco continua...
Talvez seja melhor eles fazerem um filme.
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
Filme nada, um reality show é mais apropriado.
Caro adjunto, não deveria ser motivo de regozijo por parte de voces , a falta de uma figura carismática na oposição , porque na democrácia um sintoma de normalidade e saúde democrática é justamente uma oposição forte e responsável que é o que não temos atualmente , esta oposição esta sendo feito pela mídia classificada de PIG por voces do PT .
Queremos uma oposição que fiscalise o executivo e não dê tréguas a quem quer meter a mão grande no nosso dinheiro . Os regimes totalitários cometem os maiores absurdos e o povo não fica nem sabendo por culpa dos politicos que se vendem por cargos públicos na maioria das vezes criados com este objetivos, como esta grande quantidade de ministérios , alguns sobrepostos em suas funções que se extintos não seriam nem notados . O povo esta em estado de letargia causada pelo bom momento econômico Brasileiro causado principalmnete por nossas commodities que são bens primários sem nenhum valor agregado , e enquanto isso nossa florestas estão sendo derrubadas para se plantar mais soja e fazer mais pastos para a criação de gado. Como diria Ibrahim Sueed , enquanto isso o governo sorri .
Pelo jeito, sobrará para o Geraldo, novamente, dar a cara para bater. Abrindo espaço para Serra no governo de SP como "prêmio de consolação".
O ideal é que, como a imprensa é "partido de oposição", que os candidatos saiam logo da mesma. Pois chega a dar pena da estratégia tucana para retomar o poder. Tirando os "intermediários", poderíamos até ter um novo imortal na presidência dessa maneira.
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