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A crise e a regulação do sistema financeiroEnviado por luisnassif, dom, 05/02/2012 - 10:37
Por Roberto São Paulo-SP 2012
.... Há espaço para uma política de afrouxamento monetário no Brasil, com elevada probabilidade àconcretização de um cenário que contempla a taxa de juros se deslocando para patamares de um dígito, sem comprometer o nosso objetivo de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012. >Finalmente, seguindo o mesmo quadro de raciocínio no novo contexto de 2012, importa mencionar que os instrumentos prudenciais-regulatórios (a nossa caixa de ferramentas) são amplos e capazes de atuar na prevenção de vulnerabilidades excessivas no sistema financeiro. Podemos sempre e tempestivamente decidir, sabendo agora da sua eficácia e complementaridade, sobre o mix de medidas micro e macro prudenciais conjuntamente com a calibragem das condições monetárias, para atingir os objetivos de estabilidade macroeconômica e financeira.......
04-02-2012 - Discurso do diretor de Regulação do Sistema Financeiro, Assuntos Internacionais e Gestão de Risco Corporativo, Luiz Awazu Pereira da Silva, no V Encontro Nacional Fenaprevi (PDF - 444 KB) V ENCONTRO NACIONAL FENAPREVI 4 de fevereiro de 2012 1. O lado prudencial-regulatório da crise financeira internacional Dizer que a instabilidade financeira internacional não apareceu subitamente com o evento Lehman é, hoje, lugar-comum. Os elementos constituintes da crise global foram detectados por vários economistas e gradualmente enfraquecendo o sistema financeiro das economias avançadas ao longo das últimas duas décadas. Os primeiros alertas não foram dados pelas eternas Cassandras de plantão. Vieram de análises mais tradicionais que viam preocupante fragilidade na dinâmica global de crescimento pré-crise com geração de desequilíbrios elevados de conta corrente. A deficiência de poupança doméstica (leia-se o excesso de consumo) era compensada por uma elevação de dívida doméstica e financiamentos externos. É bem verdade que, como não poderia deixar de ser entre economistas, havia um debate acalorado. De um lado, a visão benigna focava no lado comercial: os desequilíbrios traduziam simplesmente o andar das vantagens comparativas comerciais. E era um “win-win”, resultando na possibilidade de aquisição, pelos financiadores superavitários emergentes, de ativos principalmente soberanos e de baixo risco, dos países avançados deficitários, permitindo um financiamento mais barato do seu desenvolvimento. Em algum momento, gradualmente, o efeito Harrod-Balassa-Samuelson corrigiria esses desequilíbrios, o câmbio real se aprecia, alguns consomem menos outros poupam mais, etc.. De outro lado, a visão maligna focava nas conseqüências financeiras: a acumulação de desequilíbrios elevados entre países sistêmicos, fruto de comportamentos distintos de consumo-poupança e investimento, levaria à elevação dos riscos financeiros e econômicos. Por quê? As aplicações do excesso de poupança, os ativos adquiridos não seriam tão seguros. O excesso de crédito (e o correspondente excesso de alavancagem) provocaria uma vulnerabilidade crescente dos balanços financeiros. Nem os investimentos realizados, nem os patamares de consumo atingidos seriam tão rentáveis e sustentáveis. Ou seja, não haveria tempo para auto-correção do lado real. Em algum momento, e desta vez subitamente, a lógica de Minsky-Roubini desses desequilíbrios resultaria em uma crise. É difícil ter certeza sobre o que poderia ter evitado a crise global: (a) políticas corretivas dos desequilíbrios macroeconômicos (o “rebalanceamento global” com redução do excesso de consumo financiado por dívida, e o aumento do consumo em países com excesso de poupança “savings glut”, a valorização mais acelerada do Remimbi, etc.); ou (b) fortalecimento acelerado do quadro prudencial-regulatório e da supervisão do sistema financeiro global? Provavelmente uma combinação dos dois, com a seqüência adequada, mas sabemos que isso não aconteceu. Em suma: a crise financeira teve um componente prudencial-regulatório, associado a desequilíbrios reais. A nossa experiência regulatória mostra (voltarei ao tema em seguida) a importância de ter e manter regras prudenciais fortes e uma supervisão atuante.
Mas também notáveis têm sido os sinais dados pelos bancos centrais das economias avançadas de que não vão medir esforços para viabilizar a recuperação. Com isso, estão ancorando nas perspectivas dos agentes um período ainda mais prolongado de juros baixos e estão tentando mitigar problemas de liquidez e solvência nos seus sistemas financeiros. Essas iniciativas têm tido reflexos sobre os mercados de dívida soberana (e.g., Itália e Espanha). Esse desdobramento pode ser claramente visto nos recentes anúncios do FED e na possibilidade de maior provimento de liquidez do BCE na Zona do Euro através do LTRO de três anos. Em suma: a economia mundial continua a enfrentar período de incerteza acima da usual, com um cenário de bifurcação: ainda existe a possibilidade de eventos de crédito e de deterioração mais pronunciada nas perspectivas para a atividade, o que está provocando revisões para baixo de projeções (como as do FMI e do Banco Mundial). Os riscos para a estabilidade financeira global continuam elevados, em um contexto em que não há completo mapeamento dos riscos de contraparte. Mas existe uma nova e forte possibilidade de aumento da liquidez global, resultado dos programas do BCE e da nova postura do FED. 4. As conseqüências da atual instabilidade financeira sobre o Brasil 5. Uma primeira lição da crise financeira internacional: prevenir é melhor que curar, a importância da regulação e da supervisão do sistema financeiro
Atingia-se a estabilidade macroeconômica do ponto de vista do objetivo de terpreços baixos e estáveis, pela transmissão da ação de um único instrumento (ataxa básica de juros) sobre o nível de atividade; e atingia-se a estabilidade financeira do ponto de vista da higidez do sistema financeiro através de regrasmicro-prudenciais que garantissem a liquidez e solvência dos agentes financeiros individuais. Poder-se-ia até (e foi feito em vários países) separar em agências distintas do ponto de vista institucional, a responsabilidade de implementar e atingir esse dois objetivos. O que é que a crise revelou, sem que nada dos avanços teóricos e práticos anteriores fosse invalidado?
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Minha opinião é de que o governo vai vencer essa parada porque não é vendido aos interesses internacionais como são os tucanos. Segundo os analistas tucanos globais estaríamos com a língua de fora em 2009 e por isso a eleição estava ganha com um pé nas costas. Mas quem levou o pé foram eles e naquele lugar. O mundo é um lugar arriscado, mas não estamos nas mãos daquels que, em regra, nos vendem por dez réis de mel coado quando um gringo do Norte abre a bolsa.
Nassif
Se houver um bom articulador que coloque todos numa mesa e saiba pedir " mais " desenvolvimento para país todos ganharão.
Enquanto houver especuladores ditando a regra de mercado, somente girando o capital sem devida criatividade e ditando a cartilha, conviveremos com a terrível perpectiva......
Abração
Mário Mendonça
BC reitera sua política de comunicação
18/10/2010 9:23:00
Brasília - A propósito de matérias recentemente publicadas pela imprensa, o Banco Central reitera que as opiniões da instituição são veiculadas exclusivamente por meio dos documentos institucionais publicados em seu sítio na internet, palestras ou declarações de seu presidente e diretores ou comunicados da assessoria de imprensa. Esta norma de governança, prerrogativa da instituição, facilita a tarefa da imprensa de informar, repercutir e analisar as decisões da autoridade monetária.
Brasília, 18 de outubro de 2009
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
2010
Creio que vai ficando cada vez mais claro que o Copom vai vez mais aproveitar o aumento do superávit primário, para reduzir os juros da Selic, compensando a queda da demanda do setor público com estímulos ao consumo das famílias e do setor privado, e para eliminar o diferencial de juros.
2010
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