A crise do Cefet-MG

Por psanchesjr


Crise abala Cefet-MG

Há 100 anos reconhecida como uma das melhores instituições tecnológicas do estado, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) vive a maior crise de sua história. Numa polêmica cheia de versões, acusações e interrogações, o centro estava para demitir hoje de manhã nada menos que 394 professores substitutos. A medida, que compromete a qualidade do ensino e coloca em riscos os mais de 100 cursos oferecidos, é, como defende a diretoria do centro, resultado de uma decisão mal esclarecida e confusa do governo federal. Em fevereiro, o Ministério da Educação (MEC) publicou decreto limitando o número de professores substitutos nas instituições do país em 20% do total de efetivos. No entanto, para o Cefet-MG, o limite foi nulo, ou seja, não poderia haver mais educadores sem concurso na escola técnica. Mas essa é apenas a ponta do iceberg dos problemas que vêm sendo empurrados pelo centro tecnológico há mais de uma década. Com 10 unidades espalhadas pelo estado, o Cefet, desde o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), entre os anos de 1995 e 2002, não faz concursos para reposição de professores.

m 1976, quando surgia a escola, houve a explosão de contratação dos profissionais. Mas, com o passar dos anos, eles foram se aposentando e, como estávamos sem poder fazer concurso, contratamos educadores substitutos. A única concorrência pública que fizemos foi para ampliar o quadro para as novas unidades, mas não para a reposição”, conta o diretor-geral do Cefet-MG, Flávio Santos. Segundo ele, nos últimos quatro anos, 146 professores se aposentaram e 394 foram contratados. Com um quadro atual de 800 trabalhadores efetivos em sala de aula, a instituição, segundo afirma Santos, precisaria abrir concorrência para 350 vagas para educadores. Ao limitar em 0% o número de docente substituto ao Cefet-MG e não permitir que a instituição fizesse um concurso há mais de 10 anos, o MEC abriu brecha para que educadores, alunos e até mesmo a diretoria do centro federal questionassem se a medida não é fruto de uma retaliação de um fato ocorrido em 2007. Como lembra o diretor-geral, desde a década de 90, o centro luta para se transformar em universidade tecnológica, uma vez que oferece 16 cursos de graduação, 84 cursos técnicos e sete cursos de mestrado, além do ensino médio integrado ao técnico. “Sem nos permitir o título, o MEC criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets), que especializavam os Cefets e reduziam o leque de cursos de graduação e pós-graduação dos centros. Não aderimos a essa alternativa, pois ia de encontro com a nossa ideia de verticalização do ensino, de uma universidade tecnológica. Desde então, não tivemos mais concursos para nossas unidades”, lamenta Flávio Santos. Retaliação ou não, o fato é que há uma década a escola não pode realizar concurso, pois, segundo Flávio, à medida que o cerco apertava, o ministério era comunicado, mas nada resolvia. “A coisa foi crescendo e agora explodiu.” Apesar da situação, o diretor-geral aposta que em pouco tempo a situação vá melhorar. Quando soube que o caos tinha chegado ao limite e que, hoje, a instituição estaria pondo na rua nada menos do que 394 professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, ligou para Flávio e lhe garantiu tomar medidas emergenciais e que não seria preciso a escola demitir ninguém, pelo menos, nos próximos dias. “Estamos confiantes. Na semana que vem vou a Brasília para conversar com ele pessoalmente e apresentar um projeto que sustente nossas condições”, garante. O Estado de Minas entrou em contato com o MEC, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno. ENTENDA O CASO • Década de 1990 O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) pleiteia sua transformação para universidade tecnológica, assim como os Cefets do Rio de Janeiro e Paraná • Em 2005 O Cefet do Paraná se transforma em Universidade Tecnológica Federal e o Ministério da Educação (MEC) sinaliza que o mesmo iria ocorrer às outras duas • Em 2006 Algumas instituições, sem condições técnicas de se transformarem em universidade, pressionam o governo, que recua da decisão de nomear os Cefets mineiros e cariocas • 2007 O MEC cria o modelo alternativo de Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (Ifet). é feito um chamamento público para aderir ao instituto, exigindo: 50% dos cursos teriam de ser técnicos, seria permitido no máximo 30% de cursos de graduação e 20% de licenciatura. O Cefet-MG e do Rio, com o modelo de verticalização do ensino, já oferecendo ensino médio integrado ao ensino técnico, graduações e pós graduações, não aderem ao Ifet, e continuam a lutar para se transformar em universidade • 2008 Os concursos não são feitos em Minas. Em quatro anos, 146 professores se aposentam e a forma de suprir as vagas são as contratações de educadores substitutos • Fevereiro de 2011 O MEC publica decreto limitando o número de professores substitutos para 20% do total de efetivos. Para o Cefet-MG, a limitação é de 0%, ou seja, não poderia haver mais professores substitutos no quadro da instituição • Abril de 2011 Nada menos que 394 docentes seriam demitidos até 19 de abril, mas o ministro Fernando Haddad garantiu encontrar solução imediata para o caso, assegurando que não será preciso a demissão dos profissionais

Fonte: Jornal Estado de Minas Impresso

Outros tempos
Na alegação do MEC, o Cefet extrapolou o limite para contratação de professores sem concurso, que é de 20% do quadro. Em sua defesa, a instituição justifica que passou do limite porque o MEC não autorizou concursos para suprir novos cursos e unidades abertas no governo Lula. Ou seja, o Cefet flexibilizou a regra para atender a política oficial de expansão do ensino técnico. Porém, mudaram o governo e as prioridades. Agora, em tempo de cortes orçamentários, o MEC quer aplicar com rigor a norma que antes era conveniente ignorar.

Muito estranho
A ordem do MEC é uma freada brusca e violenta na instituição que vinha crescendo e se interiorizando com força. E ocorre em momento de grandes investimentos em Minas, quando o mercado enfrenta ameaça de um apagão profissional. Para tornar tudo mais esquisito, correm rumores sobre desavenças entre o diretor mineiro e o ministro da Educação: defensor da transformação do Cefet em universidade tecnológica, Flávio Santos teria enfrentado Fernando Haddad quanto este quis fazer da instituição mineira um instituto como outros que funcionam no país. O CEFET-MG luta para se transformar em Universidade Tecnológica de Minas Gerais e sofre agora as retaliações do MEC pela não adesão do modelo de Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFET) que implicaria em reduzir os cursos de graduação atualmente ofertados pela instituição.

Mais dados sobre o Projeto de Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais no link abaixo

http://www.cefetmg.br/minisites/minisite1/sobreUT.html

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171 comentários
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Aldo Cardoso

 

Pelo que li nessa exposição, se o Ministro Fernando Haddad estiver levando para o lado pessoal, para a politização nefasta, peçonhenta, uma demanda da educação da  envergadura do relatado no documento, então será para mim, como cidadão brasileiro, uma frustração do tamanho de MG, pelo tanto que o admirava e torcia para vê-lo continuar a frente do MEC

 
 
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rafael

Sou professor do CEFET do Rio de Janeiro e posso dizer que sofremos retaliações semelhantes do Ministério da Educação na instituição. Sou professor do Magistério Superior e desde 2006 não ocorrem concursos para a carreira no Centro, mas as retaliações não param por aí. O Mec não extendeu aos dois Cefets a possibilidade de realização de concursos de acordo com as regras do professor-equivalente, válida para Universidades e Institutos. O mesmo vale para aplicação de regras de autonomia. 

Os Cefets do Rio e de Minas, caso tivessem que se transformar em Institutos, teriam que fechar cerca da metade das vagas dos seus cursos superiores, o que seria terrível para as regiões onde atuam. Hoje, o Cefet do Rio oferece dois cursos de engenharia noturnos Nova Iguaçu, além de cursos superiores em Petrópolis, Angra, Itaguaí e Nova Friburgo. 

Os casos dos professores substitutos de Minas são apenas mais uma retaliação de muitas que estamos sofrendo. Esperamos que o quadro mude a partir de agora.

 

 
 
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JOSE AFONSO R.QUEIROZ

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_ Os eleitores que, como eu, votaram na Sra. Dilma confiando na mensagem social do PT e nos seus discursos esperam que as decisões que envolvam educação não sejam orientadas por princípios exclusivamente argentários, como redução de custos, etc., como o seriam num governo do PSDB.

_ Por favor, Sra. Presidenta e Min. Haddad, não nos decepcionem! 

 
 
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Marco Antonio Furtado

È engraçado o país. Toda escola técnica quis virar CEFET pra ter curso superior. Agora todo Cefet quer virar universidade. E quem fica com a formação técnica? Ninguém quer porque este é o país que despreza o status de ensino técnico, e só valoriza o universitário. Triste sina a do ensino técnico no país.

 
 
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Leandro A.

Ora, argumentar assim é enveredar pelo reducionismo!

O que acontece é que o modelo proposto pelo MEC, e ardorosamente defendido pelo HAdad, é que os IFEt's somente poderiam abrir cursos técnicos, o que por sua vez, engessa instuituições mais antigas, como o CEFET-MG, o CEFET-RJ e a Universidade tecnológica do Paraná que ao longo dos anos conseguiram conciliar magistralmente o ensino técnico com graduações altamente voltadas para demandas tecnológicas. O que o Prof. Flávio dos Santos fez, em sua recusa a aderir ao modelo dos IFET's, foi agir de forma racional, pois seria retrocesso para uma isntituição centenária, com 10 campi, e várias graduações, adotar um modelo que contemplasse apenas o ensino técnico, sendo que na prática já e uma universidade.

Nada contra o modelo dos IFET's, mas tentar padronizar tal formato para instituições que o transcendem, representa um retrocesso institucional, ainda mais quando se leva em conta a luta que foi para implantar tantos cursos de graduação e mestrado ao longo destes anos todos, como se deu no CEFET-MG. Tentar enquadrar o CEFET-MG como um IFET seria o mesmo que pretender que a UFMG se adequasse aos padrões de um CEFET...

 
 
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ROSSINE GONÇALVES

Senhor Leandro, a sua informação é equivocada.

Na estrutura do IFET, as instituições tem plena autonomia para oferecer cursos de formação superior, especialização, mestrado, e doutorado. O único diferencial é que nos IFETs 50% das vagas devem (por lei) ser reservadas para os cursos técnicos.

VEJA O QUE DIZ A LEI 11892 QUE CRIOU OS IFET"S.  

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

 

LEI Nº 11.892, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2008.

 

Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

....................................

Dos Objetivos dos Institutos Federais

Art. 7o  Observadas as finalidades e características definidas no art. 6o desta Lei, são objetivos dos Institutos Federais:

...........................

VI - ministrar em nível de educação superior:

a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia;

b) cursos de licenciatura, bem como programas especiais de formação pedagógica, com vistas na formação de professores para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, e para a educação profissional;

c) cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento;

d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento; e

e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de geração e inovação tecnológica.

...............

 

 

 
 
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Por Rafale

Olá Rossine,

    faltou lembrar que 20% das vagas devem ser destinadas a cursos de licenciatura, ou seja, sobram apenas 30% das vagas para todas as engenharias, mestrados, doutorados e especializações que o cefet-mg oferece. Obviamente tal estrutura, além de ser um retrocesso, não é compatível com o cefet-mg.

 
 
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Felipe Dias

Caro Marco Furtado, acho que deveria conhecer mais sobre os projetos do CEFET-RJ e CEFET-MG antes de emitir tal opinião. Engano seu achar que ambas instituições encerraram o técnico. Pesquise mais um pouco.

 
 
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Wilson S. A.

Institutos federais serão autorizados a contratar professores e técnicos  

G1

Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia estão autorizados a contratar docentes e técnicos administrativos para as escolas federais de educação profissional em funcionamento no país.

Segundo o Ministério da Educação uma portaria interministerial dos Ministérios da Educação e do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), será publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (25) e vai alterar anexos dos decretos do banco de professor-equivalente e do quadro de referência dos técnicos administrativos dos institutos federais.

Na prática, a medida amplia o banco e o quadro de referência, permitindo que as instituições contratem, via concurso público, pelo menos 2.800 professores e 1.800 técnicos administrativos. Aqueles institutos que possuam concurso válido poderão convocar e nomear o candidato aprovado de imediato.

O banco de professor-equivalente e o quadro de referência de educação básica, técnica e tecnológica dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia foram criados por decretos em setembro de 2010. No entanto, o quantitativo de vagas previsto estava desatualizado em relação às novas escolas da rede federal.

Antes da existência do banco e do quadro de referência, as instituições necessitavam pedir autorização do MPOG cada vez que servidores se aposentavam ou se desligavam da escola.

 
 
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rafael

A liberação de vagas para os Institutos ilustra como o MEC atua retaliando os dois Cefets restantes. Enquanto libera vagas permanentes para os IFETS, os CEFETs do Rio e de Minas ficam ameaçados de fechar cursos por falta de professores temporários.

 
 
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Wilson S. A.

 

20/04/2011 20h45 - Atualizado em 20/04/2011 20h50

Institutos federais serão autorizados a contratar professores e técnicos Instituições poderão contratar 2.800 professores via concurso público.
Portaria será publicada nesta segunda-feira (25), segundo o MEC

 

http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/04/institutos-fed...

 
 
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João Sérgio

A situação é feia. Na UNED Leopoldina do CEFET-MG(na qual estudei entre 2003 e 2005) houve até protesto esta semana http://www.leopoldinense.com.br/base.asp?area=noticias&id=6069

 
 
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Ivan Moraes

Bom link mas os assuntos estao se misturando.  Um eh a contratacao ou demissao dos professores e o outro eh a transformacao de escolas tecnicas em universidades tecnicas.

Tem alguma coisa errado com essa "transformacao", gente.  Nao sei o que eh ainda, mas que tem, tem sim.  Maior sinal disso:  porque eh que alunos estao sendo aliciados pra essa briga?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Felipe Dias

Quem disse que tem alunos sendo aliciados para a briga? O que há são alunos exercendo seu papel de cidadania. Os grandes prejudicados nessa história não são A nem B, e sim a sociedade. Precisamos ter responsabilidade antes de emitir comentários maldosos como este.

Quanto a mensagem de contratação postada pelo colega anteriormente, eu acho que ele quis é confrontar as realidades distintas e expor a discriminação que os CEFET's RJ e MG vêem sofrendo.

 
 
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Bel Brunacci

Não, Ivan, os assuntos que parecem não ter nada a ver com outro, na verdade, tem a ver com a autonomia que as universidades públicas exercem e que está sendo negada aos CEFET. A situação dos CEFET de MG e RJ é muito conhecida. São instituições com forte tradição de educação tecnológica e seu projeto de transformação em UT é uma proposta avançadíssima de integração dos conteúdos simultaneamente à verticalização do ensino. Dizer que os alunos estão sendo "aliciados" é, além de anacrônico, subestimar a formação proporcionada por essas instituições, que, juntamente com o Colégio Pedro II, proporcionam ao alunado uma formação ampla, diversificada e crítica. Quando os jovens agem como cidadãos e reivindicam o protagonismo na construção de um projeto tão avançado para a educação brasileira, logo vem uns e outros tachando-os de aliciados... A discussão tem de ser outra. Por que a retaliação, se o MEC deixou os CEFET livres para aderirem ou não ao projeto dos IFET? Por que não respeitar a trajetória e a história de instituições tão diferentes dos demais CEFET ("promovidos" a essa categoria no governo FHC)? Se a gestão é democrática, a decisão de batalhar pela transformação em UT foi tomada pelas instâncias deliberativas institucionais e é, portanto, legítima. Por isso tem o apoio dos alunos, os maiores interessadas no projeto de qualidade que essa mudança representa.

 
 
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Ivan Moraes

Muitissimo obrigado, Bel!

Agora vi a conexao entre um assunto e outro.  Volto aa primeira conclusao entao:  eh conspiracao branca contra a universidade, e nao houve e nem vai haver "discussao" alguma com qualquer pessoa que nao seja lobista.  Um abracao.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Hector Reynaldo Meneses Costa

Finalmente um artigo mostra de maneira detalhada o que vem ocorrendo com os CEFET-MG e o CEFET/RJ, que estão sendo retaliados e pressionados de maneira covarde pelo MEC, simplesmente por terem  projetos diferenciados do que o ministério impõe.  O projeto de se tornar Universidade Tecnólogica dessas instituições é sério e importante para o Brasil, que não consegue atender a atual demanda de mão de obra qualificada na área tecnológica. O MEC reconhece esta necessidade, mas por razões política não quer aceitar a implantação de novas Universidades Tecnólogicas, o que é uma temeridade e falta de responsabilidade . Devemos discutir e pressionar o governo, principalmente o minístro Fernando Haddad, em rever sua posição, pois o governo da presidente Dilma poderá  ficar marcado como responsável em acabar com o ensino público tecnológico de qualidade no Brasil. Hector Reynaldo (professor do CEFET/RJ). 

 
 
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João Aguiar

O Cefet/MG, como todos os Cefet espalhados pelo país, é uma instituição voltada para o ensino técnico, mas como outros teve autorização para a abertura de cursos superiores, com uma minoria de alunos e professores do total da escola. O projeto de transformação do Cefet/MG transformou-se no objetivo do diretor Flávio Santos, intensificado no seu último mandato como diretor, improrrogável e que expira em outubro deste ano. A transformação do Cefet/MG em universidade tecnológica seria a consagração política do diretor, viabilizaria e praticamente garantiria  a sua eleição no cargo de direção, agora como reitor da futura universidade.

O projeto de transformação do Cefet/MG em universidade tecnológica tem vários argumentos contrários, o principal seria a mudança de foco da instituição do ensino médio para o superior, numa escola consolidada em BH e no interior na formação do ensino técnico. Esta questão é política e é uma opção entre a intensificação dos esforços na expansão do ensino técnico excepcionalmente importante por se tratar de um centro de excelência único e capilarizado no estado ou concentrar esses esforços na implementação de uma instituição de ensino superior, num estado que já conta com outras 14 universidades federais de extenso reconhecimento científico e tecnológico, com muito maior capacidade de atendimento a este nível de ensino.

A inviabilização concreta da transformação do Cefet/MG em universidade tecnológica até o final do mandato do diretor Flávio Santos, remetendo a discussão para a futura administração e envolvendo a comunidade escolar, alunos, professores, técnicos e administrativos, é positiva no sentido de se avaliar com racionalidade as opções propostas.

Enquanto isto o diretor Flávio Santos convocou os alunos e professores para uma assembléia no auditório da escola nos dias 18 e 19, segunda e terça-feira desta semana e depois os alunos foram para a avenida Amazonas em manifestação a favor da transformação do Cefet em universidade tecnológica. Não se viu nenhuma faixa pedindo a permanência dos professores substitutos, 60% do contigente dos professores da escola, que se demitidos paralisariam a escola. O coitado do Haddad está se explicando até agora e a sua sorte é que o abEstado de Minas e a rede gLobo, que esteve lá fazendo a cobertura, preferiram falar do fim da sacola plástica no comércio de BH, sabe-se lá porque rs

 

você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte em vida, às vezes. Charles Bukowski

 
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Ivan Moraes

"A inviabilização concreta da transformação do Cefet/MG em universidade tecnológica até o final do mandato do diretor Flávio Santos, remetendo a discussão para a futura administração e envolvendo a comunidade escolar, alunos, professores, técnicos e administrativos, é positiva no sentido de se avaliar com racionalidade as opções propostas":

Nao, essa "discussao" nao vai acontecer.  Nunca aconteceu antes e nao vai ser agora que vai comecar.  O importante na sentenca eh so o adiamento da chegada do futuro mesmo:  eh tudo no futuro distante.

Agora ficou mais claro, no entanto.  Os alunos estao se manifestando para a transformacao embora nao tenha havido "discussao", Joao?  E professores estariam incitando essas "manifestacoes"?  Porque, eles vao ganhar aumento de salario?

Os professores "demitidos" estao sendo usados como gancho.  A verdade eh que os alunos ja conversaram com alguem, mesmo que seja entre eles mesmos, e ninguem ouviu.  Da a impressao que a decisao de 2007 foi tomada do mais puro vacuo, na base do quereu-fazeu.

Ta faltando mais informacao a respeito desse imbroglio da Escola Tecnica.

(o Porcao ainda ta na esquina da escola?)

 

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Vagner Marques

A história nos mostra claramente que todo líder de movimentos transformadores o fizeram considerando obviamente o seu interesse individual, o que não reduz a nobreza do objetivo social. O que importa é que de forma lícita, interessado ou não pela reitoria, as reinvindicações da comunidade CEFET-MG  sejam atendidas.

 

 
 
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Ivan Moraes

"MEC abriu brecha para que educadores, alunos e até mesmo a diretoria do centro federal questionassem se a medida não é fruto de uma retaliação de um fato ocorrido em 2007":

Foi sim.  O nome eh conspiracao branca, unica especialidade mineira.  Minas ja afundou a propria reputacao por causa delas e vai continuar afundando:  isso eh Minas.

 

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Esquemas Táticos

Pois, semana que vem, vou trazer uma outra novidade sobre o Cefet-MG que vai mais ou menos no mesmo caminho tema do tratado pelo post. Aguardem.

 
 
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Professor do Cefet

Achei muito estranha a forma como a questão está colocada! Dizer que "há uma década a escola não pode realizar concurso" é, no mínimo, má fé!

Para não ir longe, eis alguns para professores e funcionários, o primeiro disponível no próprio portal do Cefet-MG, como mais de 60 vagas para professores efetivos, só neste! E em 2010!

http://www.concursosdocentes.cefetmg.br/galerias/arquivos_download/Edita...

Além deste, inúmeros outros, fiz apenas uma pesquisa básica:

http://www.pciconcursos.com.br/concurso/cefet-centro-federal-de-educacao...

http://www.pciconcursos.com.br/noticias/cefet-mg-campus-vii-timoteo-ofer...

http://www.pciconcursos.com.br/noticias/cefet-mg-abre-29-vagas-para-nive...

http://www.pciconcursos.com.br/noticias/32-vagas-para-o-cefet-mg-de-bamb...

http://educacao-concurso.blogspot.com/2008/10/cefet-mg-abre-concurso-com...

Estranho se falar também em "retaliação" quando todos que moram em Minas sabem que o CEFET-MG está em franca expansão, com abertura de novas unidades e contratações, tanto efetivas quanto substitutas, em todas estas mesmas unidades. Ao que parece, também, verba não andou minguando...

Assim, como há realmente problemas, eles parecem de outra natureza. Que a reportagem não aborda nem se aprofunda, o primarismo básico da imprensa! Em Minas, então, nem se fala! Pois o viés da imprensa mineira é a muito conhecido...

Na segunda feira, estudantes que não sabiam sequer a diferença entre UFT e IFET foram parar a Av. Amazonas, das principais artérias de BH, para que o CEFET-MG não parasse por falta de professores! http://www.youtube.com/watch?v=fgWVshlyLjM .

Tivemos notícias de vidros quebrados, discussões, etc. O que não contribui nada para a boa imagem do Cefet! Além de colocar em risco os próprios estudantes, o que é uma irresponsabilidade!

Educação é algo muito sério, e um dos grandes problemas deste país! Ver estudantes se manifestando sem saberem nem direito o por quê é decepcionante!

Como este espaço se pauta pelo debate democrático, pelo menos aqui se pode discutir aspectos omitidos em outras notícias que se vê circulando por aí! E com alguma profundidade!

 
 
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Ivan Moraes

"Ver estudantes se manifestando sem saberem nem direito o por quê é decepcionante":

Decepcionante eh alguem se identificar como "professor" da escola e nao identificar a UNICA palavra chave do video.

 

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Vagner Marques

Caro professor do Cefet,

De fato houveram alguns poucos concursos que não foram suficientes para a reposição dos quadros em decorrência das aposentadorias e falecimentos. Entretanto o que se pode entender como estranho é o anonimato em um fórum de discussão de um assunto que certamente seria do seu interesse, salvo não tenha compromisso com o desenvolvimento da instituição, que de forma alguma negligenciará o sua tradição na formação de profissionais de nível técnico.

Vamos mostrar a cara, se é contra a transformação, apresente-se, pois dessa forma demonstrará que tem um causa a defender e que possui argumentos sólidos para acreditar que não é o melhor caminho, pois a estratégia de jogar dados isolados para destruir os argumentos de terceiros é no mínimo "má fé".

 
 
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Bel Brunacci

Por que o anonimato, professor? Assim fica fácil desqualificar o movimento dos alunos, "desmentir" informações, emitir juízos de valor e até se posicionar contra o projeto de UT, não é mesmo? Ou é medo das próximas eleições para diretor geral? Venha para o debate franco e aberto!

 
 
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psanchesjr

O MEC disse que não sabia que o CEFET-MG precisava de vagas...mas na Quarta-Feira (20/04 as 18hs), no apagar das luzes, soltou um medida dando mais vagas para os IFETs e nenhuma vaga para o CEFET-MG. Essa medida só reforça a idéia da retaliação. O MINISTRO MENTE. Os IFETs conseguiram mais vagas em cima da briga do CEFET-MG, pq o CEFET-MG está colocando a boca!!! Foi uma estratégia para desarticular o movimento mineiro. Inconfidentes uma vez, inconfidentes para sempre!!!  Para calar a boca o MEC deu mais umas vaguinhas para os IFETs...e o CEFET-MG?? MINISTRO cadê você? E para aqueles que colocaram os editais dos concursos do CEFET-MG, quero ressaltar que durante 10 anos NÃO HOUVE CONCURSO PARA REPOSIÇÃO DE VAGAS (pessoas se aposentam, morrem, exoneram...) os concursos realizados pelo CEFET-MG foram vagas destinadas à expansão e não, reposição. Só aposentadorias, desde 2006, foram mais de 150 professores em regime de Dedicação Exclusiva.

 
 
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Ademario

Prezados,

Como professor de ensino técnico e tecnológico (médio e graduação), louvei a decisão do MEC de expandir o ensino técnico nas antigas escolas técnicas federais e restaurar os cursos integrados, mas manter os cursos concomitantes para quem já tem 2º grau. Acho até que podem haver mais cursos concomitantes noturnos.

Achei ótima a expansão de vagas nas universidades federais, inclusive com a criação de cursos noturnos. Tenho ex-alunos do técnico trabalhando de dia e fazendo o curso gratuito numa universidade pública à noite.

Mas eu queria saber por que há Cefet's que continuam querendo criar as tais universidades tecnológicas, que eram um projeto do governo FHC. A gestão do ensino técnico foi desastrosa naquele governo, as universidades públicas se viram sufocadas e sem verbas. Qual o sentido em perseguir um projeto que veio dessa matriz? Qual o sentido em buscar um modelo que desprestigiava a formação técnica?

Quero entender que essas instituições se equivocaram. Acontece. Mas é vital prestigiar a formação técnica de nível médio e as antigas escolas técnicas são (ou deveriam ser) os melhores centros formadores. Nunca deveriam ter sido forçadas a mudar de rumo. E não deveriam persistir no erro do governo passado.

Abraços

 

 
 
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Mauricio Motta

Caro Ademar

As universidades tecnológicas foram discutidas na primeira gestão do governo Lula, inclusive com a transformação do CEFET-PR em UTFPR, em 2005, com o ministro Cristovão Buarque. Assim, a discussão foi incentivada pelo próprio governo Lula, nada tendo haver com FHC. O que acontece é que instituições como o CEFET/RJ e CEFET-MG não podem ficar ao sabor de projetos políticos do MEC.

 
 
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psanchesjr

Caro João Aguiar, o CEFET-MG possui hoje TODAS AS prerrogativas de uma UNIVERSIDADE. Não temos percentuais a serem seguidos. Temos plena autonomia orçamentária, administrativa e pedagógica. Se for no art. 18 da Lei 11892/08 (Lei que criou os IFETs) verá que o CEFET-MG e RJ são " autarquias vinculadas ao Ministério da Educação, configurando-se como instituições de ensino superior pluricurriculares, especializadas na oferta de educação tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino, caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica, na forma da legislação." Assim sendo, a propria lei que criou os IFETs disse que somos uma instituição de ensino pluricurricular com diferentes niveis e modalidades de oferta. Não estabeleceu nenhuma restrição ou vinculo de 50%, 40% ou qualquer outro percentual para qualquer nível de ensino. Temos INDEPENDENCIA, LIBERDADE. Se você teme que o modelo Universidade acabe com ensino técnico, te pergunto o seguinte: se o CEFET-MG já tem essa autonomia, pq então não acabou com o ensino tecnico? Pq o CEFET-MG continua seu processo de expansão pelo interior abrindo, PRIORITAMENTE cursos tecnicos?? Veja por exemplo o Campus de Curvelo...só terá um curso superior quando o curso tecnico estiver consolidado. Primeiro vem o Tecnico e depois o Superior....nunca foi o contrário. Essa é a logica de uma instituição que se propõe verticalizada (fortalecer o ensino tecnico para criar um curso superior forte!!!). No CEFET-MG o curso superior precisa do tecnico, caso contrário seria como construir um predio sem estrutura, base. Um precisa do outro para sobreviver. Gostaria que compreendesse o que está em jogo e os reais motivos para virarmos Universidade. Atualmente, por não sermos Universidade, não tivemos as vagas do REUNI. Fizemos a expansão dos cursos superiores e o MEC não reconheceu com a justificativa que não somos Universidade. Por não sermos Universidade, os alunos não tem Moradia Estudantil ou acesso ao Plano Nacional de Assistencia Estudantil que é específico para as IFES (Instituições Federais de Ensino Superior...veja http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=607&id=12302&option=com_content&view=article) Por isso, apesar do CEFET ter prerrogativas Universitárias, não é, por lei, uma Univeridade. Assim, não temos uma série de benefícios que iriam melhorar ainda mais a vida dos estudantes e dos professores. Além do mais, a relação da quantidade de alunos x professor se formos universidade é 14:1 (14 alunos para 1 professor), enquanto que, no modelo IFET (ver art. 8º § 1º da Lei 11892) o indicador será definido pelo MEC (na verdade ja o fez com a criação do banco do professor equivalente e, sabidamente, a proporção de alunos por professor é bem maior. Como pode ver, viriam mais vagas no modelo Universidade do que no modelo IFET. Mais vagas signfica mais pesquisa na área tecnológica e melhor qualidade no ensino. Transformar o CEFET em IFET seria a mesma coisa de transformá-lo em um colégio estadual, onde o professor dá um monte de aula (20horas em sala) e vai embora....Acho que a comunidade está engajada com a Diretoria pq percebeu a malandragem do MEC. Enfatizo que poderíamos ficar como CEFET-MG e continuar a vida. Mas o MEC criou um empecilho e hoje, existem em vigor 2 modelos de instituição: Universidade ou IFET. A gente sabe o que não quer: IFET NÃO. Se o Ministro quiser nos dar os benefícios da Universidade e deixar a gente ser CEFET, tudo bem. Mas nem isso ele tá deixando mais. Não queremos ficar pedindo benção e dependendo de favor de Ministro a todo momento. Veja a Portaria que saiu, ontem, no apagar das luzes dando mais vagas para os IFETs e nenhuma para o CEFET-MG. Estamos sem professores pq fizemos a expansão no tecnico e na graduação. Contudo, as vagas não vieram!!!! Tivemos aposentadorias e as vagas não foram repostas. Essa situação durante há mais de 6 anos. As vagas dos substitutos nos são devidas como vagas para efetivos. E por favor, acesse o site http://www.cefetmg.br/minisites/minisite1/sobreUT.html. Terá todas as informações sobre a Universidade Tecnológica. Mesmo modelo seguido e implementado pelo CEFET-PR, hoje, UTFPR com aumento de cursos técnicos e superiores (segue artigo demonstrativo http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-content/BD_documentos/coloquio9/IX-1122.pdf). Trazer uma Universidade Tecnológica para o Estado de Minas Gerais é um ganho para todos os mineiros e brasileiros.

 
 

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