A crise alimentar de 2008 e o preço dos alimentos em 2011

Por Paulo F.

Do publico.pt

Entrevista com Ann Berg, consultora da ONU para a Alimentação e a Agrucultura

"A crise alimentar de 2008 não vai repetir-se no mundo"

Por Ana Rute Silva

Ann Berg nunca tinha estado em Lisboa, mas, a convite da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, falou, esta semana, para a plateia de 500 agricultores sobre o mercado de futuros e a volatilidade dos preços, durante o VII Congresso do Milho.

 (Foto: Dário Cruz)

Numa altura em que as medidas de austeridade arriscam provocar uma descida do valor dos alimentos e um "êxodo da agricultura", a consultora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e antiga corretora da Bolsa de Chicago, critica os movimentos especulativos e a falta de "transparência" em algumas transacções. Sem arriscar previsões para este ano, Berg defende que um cenário como o da grave crise alimentar de 2008, que fez disparar os preços do arroz e do milho em 170 e 140%, respectivamente, não deverá repetir-se.

Em 2011, os preços dos alimentos tiveram um movimento de subida constante. A tendência vai manter-se este ano?
Neste momento os preços dos cereais estão estáveis. E é impossível prever o que vai acontecer porque factores que menos esperamos afectam directamente os preços. Ninguém poderia prever a crise no mundo árabe ou o tsunami [no Japão]. Os preços dispararam. Há alguns factores que têm relação directa e que podemos identificar: os relatórios sobre as colheitas, a intervenção dos Governos nas exportações e na política monetária, e motivos climáticos que ninguém pode prever.

Todos estes acontecimentos influenciam da mesma forma a oscilação dos preços?
Depende muito da localização geográfica. A seca e os incêndios na Rússia [em Agosto de 2010] tiveram um enorme impacto. Toda a região é um grande produtor de trigo e, de repente, deixou de exportar. O efeito sentiu-se na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, e nos mercados globais. O preço aumentou.

A crescente procura dos mercados emergentes, sobretudo da China, também tem grande influência no preço a que os cereais são vendidos.
Imensa. A China decidiu comprar uma grande quantidade de feijão de soja, tornando-se no maior importador do mundo deste produto. Vão produzir o seu próprio trigo e milho, comprando por isso quantidades mínimas, mas vão importar 50 milhões de toneladas de soja por ano. É uma quantidade enorme. Foi uma decisão governamental. Além disso, também há uma orientação política nos biocombustíveis, que favorece a alta dos preços do milho. Estamos a falar de 130 milhões de toneladas de grãos que são direccionados para os biocombustíveis.

Nos EUA, 40% da produção de milho destina-se aos biocombustíveis, o equivalente a alimentar 600 milhões de pessoas. É um contra-senso?
Estão em causa razões políticas. É uma questão de dinheiro e o lobby dos agricultores é muito poderoso. Não estamos a falar de pessoas pobres: são ricos, donos de milhares de hectares de terra e cada hectare vale, hoje, sete mil dólares. Os incentivos dados aos agricultores para venderem os seus cereais ao biocombustível não resolvem o problema energético. A única coisa que fizeram foi aumentar o preço do milho. Voltando à sua questão sobre o que vai acontecer aos preços dos cereais este ano, assistimos às altas em 2008, mas tivemos resposta do lado da produção e mais consciência do problema. Penso que o mesmo cenário não se vai repetir.

Que consequências tem esta volatilidade dos preços para as pessoas?
Um agricultor pode decidir, de repente, semear feijões de soja em toda a propriedade. Mas se todos decidirem fazer o mesmo, os preços descem e cria-se um problema. Os mercados podem ser muito úteis para vender e comprar, mas a volatilidade traz dificuldades para os agricultores, e ainda mais para quem vive com um ou dois dólares por dia. Esta realidade não existe na Europa. Quando compramos uma carcaça por 15 cêntimos, apenas 10% desse valor equivale ao preço do trigo. Tudo o resto são custos de transporte, embalamento, entre outros. Os altos preços das commodities [mercadorias] não afectam assim tanto as sociedades ocidentais. Não se passa o mesmo na carne. Quando os preços sobem, o consumo desce.

Quem é que mais beneficia com a instabilidade de preços?
Os operadores de mercado. Com os mercados hoje totalmente informatizados, podem ser os primeiros a aproveitar uma subida de preço e fazer muito dinheiro. Não há dúvida de que estes veículos se tornaram mais especulativos. 

Pensa que a existência de regulamentação, como defende a França, pode travar esta excessiva especulação?
Não, isso não vai acontecer. Os países do G20 concordaram com alguns limites, mas os lobbies dos bancos são muito poderosos, sobretudo no Reino Unido, onde não há limite para os preços, nem para as posições a comprar. Em 2010, um fundo de investimento comprou cerca de 7% da produção anual global de cacau e o preço subiu para 2800 libras por tonelada [o valor mais alto dos últimos 33 anos]. Assim que a mercadoria foi entregue, em Setembro, o preço caiu 30 a 40%. Na minha opinião, houve manipulação de mercado. Nas leis dos Estados Unidos chama-se a isso "distorção de comércio" e é ilegal.

Defende, então, que é preciso regras mais apertadas na Europa?

Penso que outros mercados deveriam adoptar a lei dos Estados Unidos, que é um modelo a seguir no que toca à transparência. Por exemplo, proíbe o armazenamento da mercadoria.

Com a crise global, tem havido uma transferência dos investidores do mercado financeiro para as commodities...
O que é que hão-de fazer? Não estão a conseguir ganhar dinheiro. As taxas de juro estão a zero.

Mas isso significa que as commodities vão assumir cada vez mais importância?
Não sei. Há duas influências opostas a ter em conta: uma são os estímulos à economia que criam mais riqueza e fazem com que os preços subam; outra é a contracção, a diminuição da procura e as medidas de austeridade. Sei que a Reserva Federal está com muito medo da deflação, que afecta não só o preço dos alimentos, mas também da habitação. Olha para a Europa e questiona se estas medidas de austeridade não vão matar a economia...

E é também a sua opinião?
Penso que as medidas de austeridade são um comprimido e tenderão a contrair a economia. Há alternativa? Não sei. Não sou economista. Mas desejaria que houvesse formas de aumentar a produtividade.

Investir na produção agrícola é uma solução?
Há uma tendência para o investimento agrícola, nomeadamente na China, e se eu fosse governante tentaria garantir o abastecimento.

Tem defendido que os cortes para travar a crise provocam uma queda nos preços das matérias-primas e, em consequência, um êxodo de agricultores e abandono dos campos. Este cenário já está a acontecer?
Já estamos a assistir a uma queda do volume transaccionado no mercado dos EUA. Os bancos de investimento já estão a prever menos lucros este ano e não vêem as mesmas oportunidades de lucro.

Mas neste momento o abastecimento de alimentos à população mundial está em níveis satisfatórios?
Os maiores problemas são as infra-estruturas e a distribuição dos alimentos. Na Índia, onde estive, as perdas durante o transporte são muitas. As estradas são más. Se conseguíssemos diminuir o desperdício, teríamos excedentes. Não tem havido esforço suficiente neste aspecto.

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PauloI

"O cantor Willie Nelson se juntou a 300.000 outros ativistas em uma ação judicial contra a gigante agrícola americana MONSANTO, citando a pratica da empresa de processar os pequenos agricultores cujos campos foram contaminados pelas sementes geneticamente modificadas da MONSANTO. O processo foi aberto como parte da "Ocupar o sistema alimentar" campanha de protesto contra o controle corporativo das pequenas propriedades e o uso de poluentes nocivos, como o herbicida "round up" da MONSANTO."Com a palavra a bancada ruralista, os cantores sertanejos que "acordam" os pequenos produtores rurais e os orgãos que fiscalizam o lobby destas companhias no nossos gloriosos congresso e camara. E a sociedade é claro. O GLOBO RURAL NEM PENSAR.

 
 
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Bernadete Lage Rocha

Olá Luis:Ajude-nos por favor a divulgar essa causa.


A Toda Sociedade Brasileira.                    Abaixo, manifesto nacional por melhoria da condição de um povo com o estigma doloroso de vidas - 800000 pessoas, 90% analfabetos, segundo o IBGE -  relegadas ao abandono e à execração pública diária. Resolvemos apelar para a compaixão e a responsabilidade civil de todos os segmentos da sociedade, por puro cansaço de anos de tentativa inglória de amenizar a dor do despertencimento.                   Estamos enviando-lhes este manifesto de pedido de socorro imediato ao Povo Cigano, para que todos se sensibilizem e interfiram  junto aos órgãos competentes,  para incluí-los nas políticas públicas de saúde, educação, erradicação da miséria e de  comportamentos preconceituosos que causam tanto sofrimento a esses seres à margem da vida.                                 Nós,  voluntários do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, APAC, Casa de Passagem, e  na cidade de Viçosa, Minas Gerais, além do  Forum Mundial Social - Mineiro  e diversas outras entidades requeremos as medidas emergenciais de inclusão destes brasileiros,  que já nascem massacrados pelo fardo vitalício da dor do aviltamento e segregação atávica em nossa sociedade, desabrigados que são da prática do  macroprincípio da dignidade da pessoa humana, telhado da Constituição. 

                   Cliquem no link abaixo, no artigo da SEPPIR,  que confirma a situação deles.                 http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-ciganos-e-desafio-para-o-governo-20110524.html
                                        Se nosso país tornou-se referência em crescimento econômico, certamente conseguirá sê-lo também em compaixão e acolhimento dessa causa universal.
                                              DE GENTE ESTRANHA, em caravana.                                                       Dolorosamente incômoda.              Ciganos. Descobrimos, perplexos, que suas famílias são excluídas dos programas de bolsa-família, saúde, educação, profilaxia dentária, vacinas etc. Sua existência se torna mais dramática, pois não conseguem os benefícios do governo por não terem endereço fixo. Segundo o IBGE, são cerca de 800.000, 90% analfabetos.            Há seis anos, resolvemos visitar um acampamento em Teixeiras, perto de Viçosa. E o que vimos foi estarrecedor: idosas, quase cegas, com catarata. Pais silenciosamente angustiados, esperando os filhos aprenderem a ler em curto espaço de tempo, até serem despejados da cidade. Levamos ao médico crianças que “tinham problema de cabeça”. E eram normais. Apenas sofriam um tipo diferente de bullyng, ignoradas, invisíveis que são. E descobrimos também que os homens, em sua maioria,  jamais saem das barracas, onde ficam fazendo escambo, artesanato- e não entram em farmácias, supermercados, lojas,  pois entendem que a sociedade incluída só não bate em mulheres e crianças. Vimos chefes de família com pressão altíssima e congelados pelo medo de deixarem os seus ao desamparo.            Vida itinerante.  Numa bolha, impermeável. Forasteiros no próprio país. Dor sem volta. Passamos a visitar todos que aqui vem. E a conviver com o drama de mulheres grávidas, anêmicas e sem enxoval. Crianças analfabetas aos dez, onze anos. Como pessoas reféns do analfabetismo, execradas publicamente todos os dias de suas vidas, amordaçadas pelo preconceito e com filhos para alimentar conseguirão lutar por algo? Vide a Pirâmide de Maslow.  Quem tem que gritar somos nós. Para eles não sobra tempo de aprender o ofício da libertação, já que são compulsoriamente nômades - sempre partem porque os donos dos terrenos ou algum prefeito pressionado expede a ordem de saída.A gente descobre, atordoada, que desde a primeira diáspora,  quando  passaram a viver à deriva, sempre expulsos, eles vivem numa cápsula do tempo. Conservam os mesmos hábitos daquela época, ou seja, sociedade patriarcal, vestuário, casamento prematuro, a prática de escambo e a mesma língua dos antepassados. Tudo isto PORQUE NÃO PARTICIPAM DAS TRANSFORMAÇÕES DA CIVILIZAÇÃO. Jamais tem acesso às benesses das pesquisas tecnológicas e científicas, aos programas governamentais de erradicação da miséria, às celebrações civis agregadoras ou sequer a proposta  de ao menos um olhar de compaixão.                 E, então, “civilizados” que somos, cristãos ou não, que gritamos por nossos direitos, que votamos a favor ou contra, que existimos, continuaremos a dormir em paz?                Agradecemos a todos que se sensibilizarem com a causa.Respeitosamente,Profª.Bernadete Lage Rochal.bernadete@yahoo.com.br031-88853369Voluntariado:APAC - Viçosa-MG
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Conselho de Segurança Alimentar 
MULHERES PELA PAZPASTORAL NÔMADE                        

 
 
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Bernadete Lage Rocha

Olá Luis:Ajude-nos por favor a divulgar essa causa.


A Toda Sociedade Brasileira.                    Abaixo, manifesto nacional por melhoria da condição de um povo com o estigma doloroso de vidas - 800000 pessoas, 90% analfabetos, segundo o IBGE -  relegadas ao abandono e à execração pública diária. Resolvemos apelar para a compaixão e a responsabilidade civil de todos os segmentos da sociedade, por puro cansaço de anos de tentativa inglória de amenizar a dor do despertencimento.                   Estamos enviando-lhes este manifesto de pedido de socorro imediato ao Povo Cigano, para que todos se sensibilizem e interfiram  junto aos órgãos competentes,  para incluí-los nas políticas públicas de saúde, educação, erradicação da miséria e de  comportamentos preconceituosos que causam tanto sofrimento a esses seres à margem da vida.                                 Nós,  voluntários do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, APAC, Casa de Passagem, e  na cidade de Viçosa, Minas Gerais, além do  Forum Mundial Social - Mineiro  e diversas outras entidades requeremos as medidas emergenciais de inclusão destes brasileiros,  que já nascem massacrados pelo fardo vitalício da dor do aviltamento e segregação atávica em nossa sociedade, desabrigados que são da prática do  macroprincípio da dignidade da pessoa humana, telhado da Constituição. 

                   Cliquem no link abaixo, no artigo da SEPPIR,  que confirma a situação deles.                 http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-ciganos-e-desafio-para-o-governo-20110524.html
                                        Se nosso país tornou-se referência em crescimento econômico, certamente conseguirá sê-lo também em compaixão e acolhimento dessa causa universal.
                                              DE GENTE ESTRANHA, em caravana.                                                       Dolorosamente incômoda.              Ciganos. Descobrimos, perplexos, que suas famílias são excluídas dos programas de bolsa-família, saúde, educação, profilaxia dentária, vacinas etc. Sua existência se torna mais dramática, pois não conseguem os benefícios do governo por não terem endereço fixo. Segundo o IBGE, são cerca de 800.000, 90% analfabetos.            Há seis anos, resolvemos visitar um acampamento em Teixeiras, perto de Viçosa. E o que vimos foi estarrecedor: idosas, quase cegas, com catarata. Pais silenciosamente angustiados, esperando os filhos aprenderem a ler em curto espaço de tempo, até serem despejados da cidade. Levamos ao médico crianças que “tinham problema de cabeça”. E eram normais. Apenas sofriam um tipo diferente de bullyng, ignoradas, invisíveis que são. E descobrimos também que os homens, em sua maioria,  jamais saem das barracas, onde ficam fazendo escambo, artesanato- e não entram em farmácias, supermercados, lojas,  pois entendem que a sociedade incluída só não bate em mulheres e crianças. Vimos chefes de família com pressão altíssima e congelados pelo medo de deixarem os seus ao desamparo.            Vida itinerante.  Numa bolha, impermeável. Forasteiros no próprio país. Dor sem volta. Passamos a visitar todos que aqui vem. E a conviver com o drama de mulheres grávidas, anêmicas e sem enxoval. Crianças analfabetas aos dez, onze anos. Como pessoas reféns do analfabetismo, execradas publicamente todos os dias de suas vidas, amordaçadas pelo preconceito e com filhos para alimentar conseguirão lutar por algo? Vide a Pirâmide de Maslow.  Quem tem que gritar somos nós. Para eles não sobra tempo de aprender o ofício da libertação, já que são compulsoriamente nômades - sempre partem porque os donos dos terrenos ou algum prefeito pressionado expede a ordem de saída.A gente descobre, atordoada, que desde a primeira diáspora,  quando  passaram a viver à deriva, sempre expulsos, eles vivem numa cápsula do tempo. Conservam os mesmos hábitos daquela época, ou seja, sociedade patriarcal, vestuário, casamento prematuro, a prática de escambo e a mesma língua dos antepassados. Tudo isto PORQUE NÃO PARTICIPAM DAS TRANSFORMAÇÕES DA CIVILIZAÇÃO. Jamais tem acesso às benesses das pesquisas tecnológicas e científicas, aos programas governamentais de erradicação da miséria, às celebrações civis agregadoras ou sequer a proposta  de ao menos um olhar de compaixão.                 E, então, “civilizados” que somos, cristãos ou não, que gritamos por nossos direitos, que votamos a favor ou contra, que existimos, continuaremos a dormir em paz?                Agradecemos a todos que se sensibilizarem com a causa.Respeitosamente,Profª.Bernadete Lage Rochal.bernadete@yahoo.com.br031-88853369Voluntariado:APAC - Viçosa-MG
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cariry

Apenas uma carona no post: e quando partirem, de vero, para as fábricas de alimentos naturais?

 

Primeiro hambúrguer de carne artificial deve ir à mesa em outubroGerado a partir da reprodução de células-tronco bovinas, tecnologia pode ter imensas implicações no mercado bovino

O primeiro hambúrguer de carne criada em laboratório, a partir da reprodução de fibras musculares geradas de células-tronco bovinas, poderá ir à mesa em outubro deste ano, disse o líder do projeto de criação de carne artificial da universidade alemã de Maastricht, Mark Post, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver, no Canadá.

 

Foto: AFP Ampliar

Nicholas Genovese(R) e Vladimir Mironov no laboratório simplórico e com equipamentos de ponta para desenvolver carne artificial

Leia também:

E, de acordo com o jornal Financial Times, onde a notícia foi publicada, o pesquisador quer convidar o célebre chefe de cozinha Heston Blumenthal para prepará-lo - Blumenthhal é dono do restaurante inglês The Fat Duck, eleito em 2005 o melhor do mundo pela Restaurant Magazine.

Segundo informações publicadas pelo jornal, a carne feita em laboratório, ao menos por ora, não tem a aparência suculenta de um grosso bife mal passado de churrascaria, porque não têm sangue. É, ao contrário, de uma palidez rosacea e amarelada. Por isso, o visual é um dos pontos nos quais a equipe de Post sabe que terá que concentrar esforços daqui para frente.

Caso de fato vingue, a tecnologia poderá ter imensas implicações para o Brasil, maior exportador de carne do mundo. Segundo os pesquisadores, uma das grandes vantagens de se produzir carne em fábricas é o rendimento. No campo, somente 15% das proteínas vegetais ingeridas pelos animais é efetivamente transformada em carne. Em laboratório, existe a expectativa é chegar a 50%.Um das curiosidades a respeito da produção de carne em laboratório é que, para que cresçam, as fibras musculares precisam ser exercitadas. Por isso, são flexionadas e esticadas nos discos nos quais são produzidas e alimentadas com proteínas vegetais e nutrientes semelhantes aos encontrados na dieta dos bovinos. Até que o processo possa ser reproduzido em escala indústrial, porém, os pesquisadores estimam que levarão ainda de dez a 20 anos.

Em tempo: de acordo com as mesmas fontes, células de gordura, para garantir o sabor dos hambúrgueres, também estão sendo testadas em laboratório, e serão misturadas às fibras musculares.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/primeiro-hamburguer-de-carne-arti...

 

(Talvez seja pior que os transgênicos, mas é melhor pagar para ver, digo, comer -- sem esturricar o campo.)

 

"Seja realista: exija o impossível"

 
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anne caroline alves rimoldi

a crise  ta acabando com muita gente pois os alimentos sao importante para a nossa  vida , e nosso crescimento e desenvolvimento  

bijsssssssssssss de mim 

 
 

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