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A cortina de fumaça sobre o pico do petróleoEnviado por luisnassif, ter, 31/01/2012 - 09:25
Por Almeida
Notícias do Pico do Petróleo. O semanário científico Nature publicou, na sua edição de 26 de janeiro de 2012, um artigo intitulado Política climática: O ponto de inflexão do petróleo foi ultrapassado (Climate policy: Oil's tipping point has passed). O artigo está disponível para assinantes. Os autores do artigo são James Murray, que trabalha na Escola de Oceanografia de Washington, em Seattle, ligado ao assunto das mudanças climáticas, e David King, diretor da Smith School of Enterprise and the Environment de Oxford. A relevância do artigo reside na importância da revista que o acolhe, os autores abordam de modo furtivo o tema Pico do Petróleo, que chamam de "ponto de inflexão do petróleo", uma forma de amenizar a apresentação do fenômeno geológico. Se faltou coragem para tratar o assunto pelo nome certo, sobrou desonestidade em não citar estudos, gráficos e argumentos produzidos pela comunidade que estuda o Pico do Petróleo. Nature tem uma capacidade de divulgação muito ampla. A repercussão do artigo foi imediata e tem o mérito de divulgar, aspectos chaves que a comunidade do Pico do Petróleo há anos vem tentando furar, no bloqueio midiático sobre o tema. O Pico do Petróleo é uma questão central para a humanidade, dita consequências mais imediatas na economia do que a badalada mudança climática. Esta, a meu ver, é usada como literal cortina de fumaça, uma discussão dissimulada que esconde o problema real da queima. O título do artigo na Nature mostra, a forma oblíqua como o esgotamento dos combustíveis fósseis é tratado, ele é apresentado como "Política Climática". Onde há fumaça, há fogo. Ninguém está disposto a parar de queimar, então ficam discutindo os possíveis efeitos da fumaça, adiando a questão substantiva: e quando não tiver mais o que queimar? No vídeo a seguir, o programa da ABC, TV australiana, viaja de Paris a Londres e até à Luisiana para observar a prospecção de petróleo em águas profundas. Mostra que já chegamos ao pico do petróleo e dá uma ideia de como será daqui para a frente. ABC Catalyst: Notícias do Pico do Petróleo.
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Comentários + votados
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Homero Pavan Filho
31/01/2012 - 10:02
Eu custo a acreditar que não exista uma tecnologia de substituição do petróleo. Para mim é mais fácil acreditar que não exista ainda uma tecnologia que dê tanto lucro quanto o petróleo.
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Ramalho
31/01/2012 - 10:41
O Saco tem FundoA utopia do saco sem fundo – segundo a qual, não só se pode extrair sempre recursos da Terra, mas extraí-los a taxas cada vez maiores – não está em consonância, nem com a finitude dos...
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Almeida
31/01/2012 - 10:43
Passe a acreditar. Na realidade, não existe uma tecnologia com a "rentabilidade energética" do petróleo, muito menos com sua versatilidade, daí sua difícil substituição. Para entender o significado...
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Almeida
31/01/2012 - 11:53
"O segundo é sobre o petróleo e o gás não convencional que afastariam a hipótese do pico do petróleo".Ronaldo, a hipótese do Pico do Petróleo só pode ser afastada, se for admitido que o petróleo é um...
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Eu custo a acreditar que não exista uma tecnologia de substituição do petróleo. Para mim é mais fácil acreditar que não exista ainda uma tecnologia que dê tanto lucro quanto o petróleo.
Passe a acreditar. Na realidade, não existe uma tecnologia com a "rentabilidade energética" do petróleo, muito menos com sua versatilidade, daí sua difícil substituição. Para entender o significado de "rentabilidade energética", é necessário compreender o conceito de Taxa de Retorno Energético (TRE), em inglês EROEI (Energy Returned On Energy Invested).
No passado, nos bons tempos campos de petróleo terrestres do Texas, nos anos 1950, bastava a energia fornecida por um barril de petróleo, para se obter mais de cinquenta barris. Ainda é aproximadamente assim nos campos terrestres e de águas rasas do Oriente Médio.
A relação modificou-se bastante na atualidade, para menos, em que se tem de procurar petróleo em áreas extremas, de difícil acesso, ou em soluções não convencionais, de petróleos pesados ou areias asfálticas. Para extrair destas últimas barris de petróleo, os canadenses gastam para cada quatro barris extraídos, a energia equivalente de um barril de petróleo obtido de gás natural. O saldo líquido de energia dos quatro barris fica assim reduzido a três. Não há reservas de gás natural no Canadá suficientes para processar, toda reserva potencial que eles afirmam existirem em petróleo nas areias betuminosas. Talvez, nem somando as reservas de gás do EUA, eles achem o suficiente para explorar as reservas daquelas areias.
Sobre a versatilidade, basta entender que é muito mais armazenar, transportar e manipular líquidos do que gases e sólidos. Líquidos são bombeáveis, podem ser levados em dutos; imagine um veículo com combustível sólido, eles teriam de ter uma auxiliar como os foguistas das marias fumaças antigas. Líquidos podem ser armazenados em pequenos volumes na pressão ambiente, e não em perigosos vasos de pressão, com o risco da volatilidade dos gases.
Almeida
Vc rodou, rodou, e nada disse a respeito de tecnologias alternativas. Continuo não acreditando que não existam.
Almeida, a sua postagem envolve dois temas sobre os quais eu escrevi aqui no blog.
O primeiro é sobre a mudança climática e a garantia do suprimento de energia, em particular, dos combustíveis fósseis.
Dos fósseis aos renováveis: os custos da transição
O segundo é sobre o petróleo e o gás não convencional que afastariam a hipótese do pico do petróleo. Esse tema teve bastante repercussão no ano passado, e segue tendo, e vale a pena uma discussão.
A independência energética americana
Como o seu tema é relevante, encare os dois textos como uma contribuição.
"O segundo é sobre o petróleo e o gás não convencional que afastariam a hipótese do pico do petróleo".
Ronaldo, a hipótese do Pico do Petróleo só pode ser afastada, se for admitido que o petróleo é um recurso inesgotável. Dado que ele é finito, em dois momentos a curva que acompanha sua produção histórica passa por zero: no momento em que iniciou sua produção comercial, com o poço do Coronel Drake, em 1859, na Pensilvânia, e no momento em que não for mais rentável sua extração; em algum momento intermediário a produção passará por um Pico ou platô de produção máxima. O Dr. King Hubbert elaborou uma teoria muito consistente que vem se comprovando na história de exploração do petróleo.
Na medida em que formos substituindo o petróleo por outros fósseis, nós vamos submetendo esses últimos recursos ao mesmo fenômeno geológico que causa o Pico do Petróleo. No artigo citado da Nature, os autores mencionam essa hipótese, de que o carvão irá experimentar idêntico "ponto de inflexão". Carvão e gás natural também são recursos finitos. Vamos sair da frigideira quente banhada de petróleo, para mergulhar na volatilidade ígnea do gás. Estaremos fritos ou torrados de qualquer modo, apenas vamos adiar, talvez por uma ou duas décadas, a data da nossa fritura ou ignição.
A discussão política do assunto passa inevitavelmente pela constatação dos limites da economia e da presença humana na Terra. É necessário refundar tanto o modo de produção, quanto as teorias econômicas que os explicam; é preciso tomarmos providências no lado da demanda de recursos energéticos, todas as crenças econômicas convencionais se baseiam na hipótese de crescimanto infinito. Como observa a pilhéria atribuída a Kenneth Boulding: se você acredita que é possível crescimento infinito, numa terra finita, ou você é um doido, ou você é um economista. Nós precisamos com urgência de teorias econômicas mais sensatas, para que os economistas fujam do estigma da loucura.
Vou ler seus artigos com carinho, postei esta discussão aqui, para que possa ser acompanhada, com mais vagar. Espero lhe ver por lá. Um abraço.
Almeida
O Saco tem Fundo
A utopia do saco sem fundo – segundo a qual, não só se pode extrair sempre recursos da Terra, mas extraí-los a taxas cada vez maiores – não está em consonância, nem com a finitude dos recursos não-renováveis, nem com o limite superior da taxa de produção de recursos renováveis.
De fato, é impossível extrair indefinidamente, por exemplo, minério de ferro e petróleo das entranhas telúricas. Eles acabarão na natureza, tanto mais rapidamente quanto maior for a aceleração da taxa de extração.
É igualmente impossível gerar recursos renováveis a taxas de produção indefinidamente crescentes. Commodities como soja e arroz, por exemplo, ou álcool, têm taxas de produção limitadas superiormente: não há como produzir um quintilião de toneladas de soja por ano. A Terra impõe limites às taxas de produção de recursos renováveis (e, a não ser que se descubra uma neo-alquimia e as ideias mais arrojadas de Tesla sejam implementadas, tais limites são intransponíveis).
Para haver crescimento econômico ilimitado, teria de haver, também, recursos naturais ilimitados, pois a função “consumo de recursos naturais” é crescente com o “resultado econômico”, isto é, quanto maior o resultado econômico, maior o consumo de recursos naturais – a menos de melhorias conjunturais frutos de inovação. Assim, como os recursos naturais são limitados, o crescimento econômico ilimitado é uma impossibilidade.
Dado que a economia não pode crescer sempre, há no horizonte de tempo a perspectiva concreta do crescimento zero, sim. Portanto, o viés da melhor distribuição da riqueza se dar exclusivamente por meio da melhor distribuição de renda aumentada – aumentada por causa co crescimento da economia – tem data para acabar.
Além de não crescer sempre, a economia pode contrair-se: as “crises” capitalistas, aliás, nada mais são, ao fim e ao cabo, do que “transferência” de riqueza do andar de baixo para o andar de cima – “transferência” que acaba com as “crises” –, circunstâncias nas quais, em geral, a economia contrai-se nominalmente, ou cresce menos do que a população. Nas “crises”, o que foi distribuído durante um período é retomado ao final dele. A distribuição da riqueza por meio da melhor distribuição da renda aumentada não parece ser caminho eficaz.
Tem-se, também, de aceitar que a distribuição democrática da riqueza jamais levará a todos a um padrão de vida semelhante ao da classe média norte-americana, por exemplo. Tal padrão, perdulário, polui – envenena o meio ambiente – e acelera o esgotamento dos recursos naturais. Hoje, mesmo poucos desfrutando dele, provoca aquecimento global, elevação dos mares, envenena o ambiente, destrói a flora e fauna. Se fosse universalizado, os males que causaria inviabilizariam a vida. Este padrão de conforto e consumo é incompatível com a capacidade planetária de mantê-lo para todos. Então, em relação a meta de padrão universal de vida, menos, menos.
Mas não é só isto. Padrão de vida excessivamente elevado é deletério (remember Malthus): por exemplo, comida e conforto exagerados estão a produzir epidemia de obesos nos EUA e todas as doenças companheiras da obesidade. Promovem, também, deformação de costumes, como indicam as crescentes promiscuidade sexual, violência e cinismo social, comprovados, respectivamente, pela gigantesca e exitosa indústria da pornografia, as frequentes matanças (praticadas tanto por indivíduos, quanto pelo Estado, dentro e fora de seu território), pelos debates e decisões estapafúrdias dos políticos, bem como pelas roubalheiras desenfreadas da elite econômica. Além disto, os laços familiares são cada vez mais tênues nos EUA. Nestes aspectos, os americanos agem como os ratos do experimento malthusiano. O alto padrão de vida da classe média americana é pernicioso.
(Reconheça-se de passagem que, por causa de bioética questionável e do conhecimento eficaz de biologia – atributos estranhos aos ratos, mas não aos humanos –, o experimento de Mathus não pode ser extrapolado para nós, no que tange à superpopulação, quando tomada como consequência de conforto e comida exagerados. Realmente, embora a população humana tenha atingido incríveis 7 bilhões de pessoas, a tendência verificável empiricamente é a de a população não crescer, ou mesmo diminuir, nos países com melhores condições de vida.)
Para se alcançar justiça econômica, dado que a economia não cresce ilimitadamente, ter-se-á, cedo ou tarde, de distribuir aos mais pobres a riqueza já apropriada pelo andar de cima, com, ou sem, derramamento de sangue. Concordo com a professora Tavares que provavelmente será feio na “marra”. Mas não é para já, pois o planeta ainda não atingiu o limite de geração de recursos (embora estime-se que petróleo, por exemplo, só será acessível à maioria das pessoas por, no máximo, mais trinta anos!).
Enquanto a economia ainda puder crescer, é preciso, claro, distribuir aos mais pobres a riqueza por meio dos incrementos de renda (como preconizado, segundo o artigo aqui do blog, pela professora Tavares). Mesmo assim, é preciso estabelecer, como meta para todos, um limite superior de padrão de vida realista, que seja sustentável, coadunado, portanto, com a capacidade do planeta de prover recursos naturais para viabilizá-lo – algo entre o padrão de vida cubano, capaz de sustentar vida digna apesar da pobreza que impõe, e o norte-americano, de opulência imoral e insustentável.
Sete bilhões de habitantes parece demasiado. Por causa da limitação dos recursos naturais, quanto mais habitantes houver, tanto mais baixo será o padrão de vida médio alcançável. O aumento da população de humanos a custa do desaparecimento de espécies animais e vegetais, por necessidade de espaço para habitação e agricultura, tende a inviabilizar, se não a vida humana, a civilização. O autocontrole populacional – dado que não haja guerras, que não temos predadores e com comida para todos – é inevitável e, talvez, urgente.
Como a utopia do saco tem fundo é engano, crescimento zero – agora e/ou depois – é incontornável. Igualmente inevitáveis são a abdicação da opulência como meta de padrão de vida universal. O controle populacional tem de ser feito – neste aspecto, vale mencionar que no Brasil a taxa de fecundidade está muito próxima de dois e em São Paulo, por exemplo, é inferior a dois.
Em resumo, como diria Neném Prancha, precisamos "arrecuá os arfe pra evitá a catastre!".
E o que é mesmo esse "pico do petróleo"?
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)
A taxa de produção de petróleo teria atingido o seu valor máximo histórico, o pico da taxa de produção de petróleo (medida, por exemplo, em barris produzidos por dia), ou seja, o pico do petróleo. Ao longo do tempo, a produção diária de barris vem crescendo e, agora teria atingido seu máximo. Daqui para frente, a produção diária diminuiria até o petróleo acabar, quando será zero. Esta perspectiva levaria em conta, além do esgotamento dos poços em produção, a descoberta de novos poços. Acho que é isto.
Grato, Ramalho. Quando v. fala em valor, está certamente falando da quantidade de produção, não é? Por que se a produção começar a declinar, o valor $$$ do ouro negro tenderá a subir. Mais indagações: este pico de produção é relativo (à demanda, quero dizer, a demanda irá aumentar mais que a oferta de óleo) ou absoluto (isto é, não dá para produzir mais do que se está produzindo?). Esse pico leva em conta as possíveis descobertas futuras de petróleo em águas profundas?
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)
Xará, há ainda uma apresentação em PowerPoint - originalmente destinada a palestrantes - que pode ser útil. Eis o arquivo.
Caro Luiz Eduardo?
Tudo em paz:
Procure ler sobre a teoria desenvolvida pelo Dr. Hubbert, em dois tempos você entenderá o que se passa.
Como o Almeida ressalta em seu comentário, este assunto passa ao largo do noticiário pelos motivos óbvios, muito embora seja dos mais sérios que a humanidade tem pela frente aqui e agora.
Olhe ao seu redor e veja o que existe de produtos derivados de petróleo, ou seja, não é apenas o combustível que preocupa na hora da substituição, afinal, como substituir esta quantidade infinita de objetos que nos cerca, com quais materiais, e a partir de onde, de quais fontes tais novos materiais viriam a ser produzidos em larga escala? É um cenário quase apocalíptico, neste momento, pois não existem respostas consistentes para um efeito-substituição tão abrangente.
Um abraço
A idéia, pelo que eu li do assunto, é um pico absoluto na produção de petróleo. Qualquer previsão teria que levar em conta futuras descobertas, por isso é muito difícil prever com exatidão. Poços antigos de petróleo estão se exaurindo, mas novas fontes são encontradas.
O problema do pico do petróleo é justamente que o descompasso entre oferta e demanda elevará o preço. E, como ainda não temos alternativas competitivas, levaria a uma queda no crescimento da economia global (principalmente do comércio de longa distância e com consequências diversas para a qualidade de vida). É claro que não seria um processo homogênio, exportadores de petróleo iriam lucrar muito no processo, países em relativo equílibrio, como o Brasil, podem sofrer menos. Já grandes importadores, como EUA, União Européia, Japão, Coréia, China, etc, seriam prejudicados.
Com a elevação do preço, se tornam viáveis novas fontes de petróleo, mantendo o volume da oferta, sem que isso leve a redução no preço. Pense no pré-sal, o custo para se tirar petróleo dessa profundidade é muitas vezes superior ao petróleo próximo ao solo da península arábica. A elevação do preço também leva a certas cubstituições, como o etanol nos carros e outras fontes de energia alternativas, mas se elas mantiverem a produtividade atual também não impedirão um aumento no custo de vida.
O video aí do post já explica, Luiz.
Aqui você tem uma explicação do fenômeno.
A principal organização da comunidade do Pico do Petróleo é a ASPO - The Association for the Study of Peak Oil and Gas. Seu fundador, Colin J. Campbell, um importante geólogo e consultor de petróleo, hoje aposentado e afastado da indústria, apresenta também uma explicação sintética do Pico do Petróleo (em inglês).
A teoria do Pico mostra que existe uma capacidade máxima absoluta, que não poderá ser ultrapassada, pois os novos campos que entrarem em fase produtiva não conseguirão suprir a decadência dos campos antigos; quando chegarmos nesta fase, a produção decairá, teremos ultrapassado o Pico do Petróleo. Algo semelhante aconteceu no Ciclo do Ouro, na história do Brasil e em várias experiências mineradoras ao redor do mundo. O simples fato de estarem buscando petróleo em áreas extremas, em águas muito profundas ou regiôes polares, demonstra que os recursos estão findando.
Almeida
Pessoal,
É importante salientar que não estamos atrelados ao petroleo apenas na sua utilização como combustível, mas sim a uma extensa gama de usos que incluem a industria petroquímica, entre outros, conforme colocarei abaixo. Além disso, novas tecnologias e novos modelos geológicos tem empurrado esse pico para frente nas últimas décadas... Dessa forma, acho contestável qualquer trabalho nessa linha.
7 usos surpreendentes do petróleo: (Fonte: http://hypescience.com/28404-sete-usos-surpreendentes-para-o-petroleo/)
Batom - Por muitos anos os cosméticos foram feitos apenas de produtos naturais mas, hoje, um dos principais ingredientes de maquiagens é o petróleo. Ele é a matéria-prima de componentes como o propileno glicol e os corantes. O petróleo é o responsável pela fixação e pelas cores vibrantes das maquiagens atuais.
Painéis Solares - A energia solar é limpa e faz com que as pessoas não usem mais combustíveis fósseis, certo? Nem tanto. Os painéis utilizados para capturar a luz solar são feitos de resina e plástico – produtos baseados em petróleo. As indústrias que produzem esses painéis estão pesquisando bioresinas para substituir os plásticos.
Poliester - Para muitas donas de casa, roupas que não ficam amassadas e não precisam ser passadas são de grande ajuda. Mas isso só acontece por causa do petróleo. A substância é usada para formar fibras de tecido em sua camisa sintética. A parte boa é que o poliéster pode ser reciclado. A parte ruim é que ele está bem fora de moda.
Chiclete - Do que você pensava que ele era feito? Se você gosta da duração e da textura de sua goma de mascar então agradeça ao petróleo. As primeiras gomas de mascar derivavam de um látex conhecido como “chicle”, mas as atuais são feitas de polímeros – por isso os chicletes demoram para se decompor quando você os cospe na rua. Eles não são biodegradáveis.
Giz de cera - Eles não são realmente feitos de cera. Grande choque, certo? Pelo menos não de cera natural. Eles são formados de parafina, a mesma substância que os surfistas usam em suas pranchas e que produtores de maçãs passam nas frutas para dar brilho a elas. Até mesmo o brilho do chocolate que você come por der do petróleo.
Aspirina - Sua companheira pós-ressaca também é feita de petróleo. Pessoas as tomam para curar dores de cabeça, febre e para se prevenir de ataques cardíacos e derrames – e o remédio se mostrou ser um dos mais confiáveis. O famoso ácido acetisalícílico é um produto natural, mas outros componentes da aspirina, como o benzeno, é derivado do petróleo.
Meia calça - Elas possuem nylon lembra? Milhões de mulheres as usam todos os dias e mal sabem que estão se vestindo com petróleo. O nylon é um termo-plástico desenvolvido em 1935 por um químico chamado Wallace Carothers. Hoje o nylon está presente até nos paraquedas.
por que o petróleo só aparece em país pobre?
por que o petróleo é sempre associado a combustíveis e não a plásticos, fertilizantes etc.?
por que o petróleo é sempre é associado ao suposto (para ser comedido) aquecimento global?
petróleo e gás são a mesma coisa?
a crise americana e européia é provocada pelo petróleo?
por que os países ricos (ou ex ou nunca foram) usam intensivamente o carvão?
daqui a 100 milões de anos nos não seremos gás e ou petróleo?
na primeira crise do petróleo nos anos 70 do século passado provocado pelas guerra israelense diziam que o petróleo só duraria por mais 25/30 anos. No entanto desde então as reservas só aumentaram. O problema (para os países "ricos") não é o preço (não o custo) ainda baixo de algo escasso e precioso e o mau uso que fazem?
é possivel comparar o consumo de petróleo, per capita
o "medo" nuclear dos ricos não é só da bomba, mas também do domínio tecnológico neste setor?
a distribuição do urânio que teima, como o petróleo, em aparecer em países pobres?
a Austrália tem uma das matrizes energéticas das "mais limpas" do mundo?
a ascenção do "aquescimentismo" e seus irmãos ambientalismo, conservacionismo, preservação da natureza, ecologia, economia verde, crédito carbono, indústrias e agriculturas alternativas, sustentabilidade, se deu no âmbito do neoliberalismo econômico com a Tatcher/Reagan fechando as minas de carvão inglesas em benefício do petróleo do Mar do Norte e das 7 irmãs petrolíferas, coincidentemente, americanas, inglesas e da Companhia das ìndias?
não é coincidência que os maiores financiadores das ongs ambientalistas são estes países e estas empresas?
os petrodólares não é uma esperteza? Pagar um produto raro e finito com papel impresso, sem lastro e construirem monstruosidades arquitetônicas e sem sustentabilidade econômica e ambiental em reinados exóticos e despóticos, com estádios de futebol, pistas de fórmula 1, mega shopings, super iluminados, com ar condicionado e outros mimos egacêntricos de nababos reis, priíncipes e emires?
e ainda emprestar (intermediando) estes petrodólares aos países pobres e importadores de petróleo como o Brasil, na época da explosão da dívida externa?
podemos criticar e mesmo condenar os militares (não a parte ruím deles) neste período: arbítrio, censura, direitos civis, intolerãncia política, tortura e assassinatos, mas foram eles que criaram a Embratel, Nuclebrás, Petrosix (xisto), Proálcool, Embraer, Itaipú Binacional. Eletrobrás, indístrias bélicas etc. Não desnacionalizaram o Brasil como fez Sarney(?) Collor e principalmente FHC?
Não seremos um país sem pobreza, sem miséria - um país rico com uma distribuição de renda mais justa se não podemos decidir, segundo nossos interesses, nosso destino é a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todos os povos.
Usaremos petróleo pelo menos por mais 100 anos. Vai melhorar a utilização, novas tecnologias serão aplicadas, novas jazidas serão exploradas. As sociedades transformar-se-ão. Mas não é um futuro tranquilo, esta mais para Blade Runner do que para 2001 de Kubrick e Clarke
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