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A conferência global contra a energia nuclearEnviado por luisnassif, sab, 21/01/2012 - 07:47
Por Almeida
Do Portal Luis Nassif Declaração de Yokohama por um Mundo Livre de Energia Nuclear. Realizou-se em Yokohama, Japão, nos dias 14 e 15 de janeiro, a vés da Internet de cerca de cem mil pessoas. Segue a declaração do encontro: Declaração de Yokohama por um Mundo Livre de Energia Nuclear. O terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011, com a consequente fusão nuclear na usina nuclear Fukushima Daiichi, tem causado um grande sofrimento ao povo do Japão e aumentado a contaminação radioativa, ao redor do mundo. Também fez soar um sinal de aviso ao mundo, sobre os riscos da energia nuclear a longo prazo para a saúde, o meio ambiente e a economia. Junto com Three Mile Island e Chernobyl, o acidente de Fukushima nos faz recordar uma vez mais que a tecnologia nuclear não perdoa e que os acidentes não podem ser contidos. A situação não está sob controle como tem declarado o governo japonês. A planta nuclear ainda é instável e os trabalhadores seguem trabalhando sob condições de ameaça para a vida. A contaminação radioativa está se estendendo. Esta é uma emergência regional e global. O povo está sendo forçado a fugir com seus filhos ou a viver, com perigos inaceitáveis para a saúde e exposição prolongada à radiação. Na prefeitura de Fukushima, são encontradas evidências de materiais radioativos no leite materno e na urina de crianças. Há vidas ameaçadas, incluindo aquelas de futuras gerações. A economia regional foi destruída. Cada passo na cadeia de combustível nuclear criou Hibakusha, termo inicialmente utilizado para descrever os sobreviventes das bombas Hiroshima e Nagasaki, mas agora usado para todas as vítimas de exposição à radiação. A mineração de urânio, os testes de armas nucleares, os acidentes em centrais nucleares, o armazenamento e transporte de resíduos nucleares criaram Hibakusha. A experiência destes Hibakusha pelo mundo é de sigilo, vergonha e silêncio. O direito à informação, registros médicos, tratamento e compensação têm sido inadequados ou negado, com a desculpa de "segurança nacional" ou pelos custos. Essa falta de responsabilidade não se limita ao Japão, mas este é um problema, fundamentalmente presente na indústria nuclear em todo lugar, por causa da relação corrupta entre governo e indústria nuclear. Estamos agora numa encruzilhada. Temos a oportunidade de quebrar a cadeia do combustível nuclear e avançar em direção a eficiência energética, renovável e sustentável que não ameace a saúde ou o ambiente. Para o bem das gerações futuras é nossa responsabilidade fazê-lo. Rejeitar a energia nuclear vai de mãos dadas com a abolição das armas nucleares e contribuirá para a paz mundial duradoura. A solidariedade global mostrada para com o povo de Fukushima e o espírito das pessoas reunidas na Conferência Global em Yokohama para um Mundo Livre de Energia Nuclear mostra que, a conexão entre as pessoas é o que realmente criará as bases do nosso futuro. Pedimos: 1. A proteção dos direitos das pessoas afetadas pelo acidente na usina nuclear em Fukushima, incluindo o direito à evacuação, assistência médica, descontaminação, compensação e o direito de desfrutar da mesma qualidade de vida anterior ao 11 de março de 2011; 2. Transparência e responsabilização do governo japonês e da Tokyo Electric Power Company (TEPCO) e o estabelecimento de um organismo independente para divulgar informações ao público, para reverter a história da ocultação de informação ao público e divulgação de informações conflitantes. 3. Recolha regular de dados compreensíveis e medições de radiação em seres humanos, alimentos, água, terra e ar, a fim de informar as medidas urgentes e necessárias para minimizar a exposição do público à radiação. A coleta de dados será necessária durante gerações e exigirá tarefas dos órgãos governamentais e o apoio da comunidade internacional. As corporações que têm lucrado com a energia nuclear devem assumir a sua parte nos custos. 4. Um roteiro mundial para a eliminação gradual do ciclo do combustível nuclear – desde a mineração de urânio até os resíduos – e o desmantelamento de todas as usinas nucleares. O "mito da segurança" foi destruído. A tecnologia nuclear nunca foi segura e nunca sobreviveu sem enormes subsídios públicos. A energia renovável está comprovada e pronta para uso em nível descentralizado e local, se as políticas para promovê-la forem avançadas para apoiar as economias locais, tais como as tarifas de introdução de energias renováveis na rede elétrica. 5. As usinas nucleares japonesas que estão atualmente fechadas não devem ser colocadas novamente em funcionamento. As necessidades de energia do Japão podem ser alcançadas, com a implementação da lei de tarifas de introdução de energias renováveis na rede elétrica tem sido adotada e a separação estrutural de propriedade de transmissão e produção de energia. 6. A proibição da exportação plantas nucleares e seus componentes, especialmente para as nações que estão se industrializando na Ásia, no Oriente Médio, África e Europa. 7. Apoio às autoridades locais e municipais que desempenham um papel importante, na criação de uma sociedade não dependente de energia nuclear. Nós incentivamos a solidariedade entre os dirigentes de poderes locais municipais, parlamentares regionais e sociedade civil para promover comunidades fortes, a descentralização, abordagem abrangente e o fim da discriminação econômica, racial e de gênero. 8. Ações, manifestações, seminários e eventos de mídia serão realizados em todo o mundo, em 11 de março de 2012, para protestar contra o tratamento que recebem os cidadãos de Fukushima e pedir um mundo livre de energia nuclear. Com base nos princípios expostos, os participantes da Conferência Global colocaram em marcha a "Floresta de Ação por um Mundo Livre de Energia Nuclear", que contém os planos concretos para a ação. Estas recomendações serão enviadas apropriadamente ao governo japonês, governos de outros países, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) e outros. Mais de dez pessoas participaram da Conferência Global por um Mundo Livre de Energia Nuclear, em Yokohama, e mais de cem mil acompanharam online. Nós, os participantes estamos determinados a manter uma rede internacional de apoio a Fukushima, cooperar com as pessoas afetadas pela radiação através da Rede Global Hibakusha, estabelecer o Movimento de Declaração de um Leste Asiático Livre de Energia Nuclear, e formar uma rede de prefeitos e lideranças locais municipais. 15 de janeiro de 2012
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Comentários + votados
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A.Alvaro Guedes
21/01/2012 - 10:52
Sem a energia nuclear o Japão e a Europa são inviáveis economicamente. Furacões, terremotos, tsunamis, vulcões etc. são inevitáveis. É uma sinuca de bico. A solução é aprender com os erros e...
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Paulo F.
21/01/2012 - 10:52
A proibição da exportação plantas nucleares e seus componentes, especialmente para as nações que estão se industrializando na Ásia, no Oriente Médio, África e Europa.
Tradução ( ou a sombra fala...
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Almeida
21/01/2012 - 17:12
O Japão experimentou duas bombas nucleares, que arrasou duas cidades, que matou de imediato centenas de milhares de pessoas e deixou outro tanto sob seus efeitos nefastos. Faz um ano uma região...
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Claudio Naoto Fuzitaki
23/01/2012 - 01:07
Toda forma de geração de energia tem problemas, mas estatisticamente energia nuclear apresenta os melhores indices gerais (menos mortes e poluição do que carvão, petroleo e até hidroeletricas).
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Almeida
21/01/2012 - 16:53
Haja urânio. Se a energia nuclear substituisse o petróleo consumido, as reservas de urânio durariam menos de dez anos.
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motoboy
21/01/2012 - 08:51
durante os 70 anos após terem sido bombardeados nada fizeram. éssa conferência é uma piada e o que nos interéssa é saber mais sôbre as conferências a portas fechadas.
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haja petroleo!!!!!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Haja urânio. Se a energia nuclear substituisse o petróleo consumido, as reservas de urânio durariam menos de dez anos.
Almeida
durante os 70 anos após terem sido bombardeados nada fizeram. éssa conferência é uma piada e o que nos interéssa é saber mais sôbre as conferências a portas fechadas.
Sem a energia nuclear o Japão e a Europa são inviáveis economicamente. Furacões, terremotos, tsunamis, vulcões etc. são inevitáveis. É uma sinuca de bico. A solução é aprender com os erros e construir usinas mais seguras e correr menos riscos já que os riscos são inevitáveis e não é maior que o uso de automóveis, navios, trens, aviões e assistir a Globo e confiar cegamente nas conferências via internet.
Não existe tecnologia segura quando a manutenção das usinas é precária, para gerar lucros.
O que você propõe é uma utopia, pois não é possível conciliar segurança com lucros, quando se trata de energia nuclear. É uma fonte inviável sem forte subsídio governamental. Os custos são astronômicos e um acidente pode, efetivamente, destruir irreversivelmente a economia de um país inteiro. É só ver o que ocorreu com a Bielorússia depois de Chernobyl. Ninguém investe lá, pois é terra arrasada.
É o pior modo de ferver água que existe. E é um atalho necessário para construir bombas, atômicas ou "sujas", infelizmente.
A proibição da exportação plantas nucleares e seus componentes, especialmente para as nações que estão se industrializando na Ásia, no Oriente Médio, África e Europa.
Tradução ( ou a sombra fala coma na antiga revista MAD): não queremos (nos os reais patrocinadores deste "movimento") a desseminação de tecnologia sensível a torto e direito pelo planeta, já basta ter que lidar com o Irã.
É tranquilo desejar que os outros fiquem na Idade Média...
O Japão experimentou duas bombas nucleares, que arrasou duas cidades, que matou de imediato centenas de milhares de pessoas e deixou outro tanto sob seus efeitos nefastos. Faz um ano uma região japonesa teve de ser evacuada, a economia dos seus arredores foi destruída; novamente, centenas de milhares de pessoas estão sob os efeitos nefastos da energia nuclear. E você vem falar de "patrocinadores" do movimento legítmo dessas pessoas...
Sabe o que me lembra? Durante a ditadura, nossos movimentos que denunciavam a tortura e outra barbaridades do regime eram, frequentemente, colocados sob suspeita de estar a serviço de "patrocinadores" que queriam implantar o tal "perigo vermelho", no nosso país. Era negada a legitimidade da defesa da democracia e dos direitos da pessoa humana.
Um pouquinho de solidariedade com as vítimas da energia nuclear não faz mal a ninguém. Basta ser sensível com o sofrimento alheio...
Almeida
Bravo!
Mas a economia dos arredores não foi destruída ainda; o governo japonês criou uma bolha, incentivando uma "descontaminação" impossível de ser feita nas áreas mais contaminadas enquanto incinera os destroços radioativos do tsunami em cidades espalhadas por todo o Japão.
E não se engane: o escopo do acidente é muito maior; há poucos dias foi divulgado que encontraram Plutônio de Fukushima na Lituânia e na Finlândia. Algo de Césio na Austrália. Muito provavelmente nos estados do norte deve haver uma pequena concentração desses isótopos; talvez no nordeste também. Não é possível saber sem fazer medições, e a julgar pelas declarações de alguns de nossos físicos nucleares, não há nenhum interesse em fazê-las.
O que é a principal causa de acidentes nucleares: meia dúzia de pessoas querendo salvar seus empregos a custa do bem estar - e até das vidas - de muitos milhares de pessoas, a maioria delas completamente indefesa, pois alheias ao conhecimento dos efeitos da radiação.
Por isso ela deve ser banida.
A Shell deve estar pagando a conferência...
rsrsrs
Assim como a indústria nuclear paga os defensores públicos dessa alternativa...
Almeida
Pedidos 4 e 6 vetados!
Aliás, o 6 é uma piada de tão descarado, né?
Toda forma de geração de energia tem problemas, mas estatisticamente energia nuclear apresenta os melhores indices gerais (menos mortes e poluição do que carvão, petroleo e até hidroeletricas).
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